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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Livro deixa tucanato desesperado



 Publicado em 18/12/2011por *Mário Augusto Jakobskind

E 2011 está chegando ao fim com uma bomba política nas livrarias. A Privataria tucana, muito bem escrita e documentada pelo  jornalista Amaury Ribeiro Júnior. Ele provocou um fato político que deixou o PSDB em polvorosa. Ficou evidente que a patota de FHC/Serra não esperava. O trabalho apresenta documentos que comprovam falcatruas ocorridas no governo de Fernando Henrique Cardoso e com Serra na cabeça.

A mídia de mercado, pelo menos até agora, não se manifestou. Há informações que o tema está pautado por jornais de outros países. Geralmente quando isso acontece o tema acaba indo para as páginas dos jornalões daqui.

O líder do PSDB, senador Álvaro Dias, que diariamente denuncia supostos casos de corrupção no atual governo de Dilma Rousseff tentou minimizar as acusações de Amaury dizendo simplesmente que se trata de “café requentado”. Isso não é resposta. FHC, em cujo governo ocorreu a tal privataria, solidarizou-se com José Serra.

O deputado Protogenes Queiroz, PC do B-SP, especialista em investigar fraudes quando era delegado da Polícia Federal, não perdeu tempo e já recolheu quase o número de assinaturas necessárias para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a investigar as denúncias. Fez bem o parlamentar, porque o tema não pode passar despercebido e respondido da forma que fez o senador Álvaro Dias ou com notinhas de Fernando Henrique Cardoso, Aécio Neves e outros menos votados.      

Amaury Ribeiro Júnior, que em poucos dias vendeu mais de 30 mil exemplares, pesquisou todas as denúncias durante muitos anos até editar a Privataria tucana, que poderia ser conhecida também comoPirataria tucana. Trechos do trabalho aparecem em blogs na internet...

Continue lendo em: Direto da Redação.

*Mário Augusto Jakobskind écorrespondente no Brasil do semanário uruguaio Brecha. Foi colaborador do Pasquim, repórter da Folha de São Paulo e editor internacional da Tribuna da Imprensa. Integra o Conselho Editorial do seminário Brasil de Fato. É autor, entre outros livros, de América que não está na mídia, Dossiê Tim Lopes - Fantástico/IBOPE

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

“A Privataria Tucana”: vídeo-entrevista sobre a reportagem da década


Em entrevista transmitida ao vivo pela internet na noite de sexta-feira (9), o jornalista Amaury Ribeiro Jr deu detalhes de algumas das operações financeiras fraudulentas que descreve em seu livro, A Privataria tucana. As respostas não pouparam os tucanos, a imprensa e até o PT. O autor foi entrevistado, por cerca de três horas, pelos jornalistas Renato Rovai, Rodrigo Vianna, Luis Nassif, Luiz Carlos Azenha, Gilberto Maringoni, Conceição Lemes, Altamiro Borges e outros. Vale ver até o fim.


A obra trata de desvios de recursos durante as privatizações de empresas públicas no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Sobre o episódio em que foi acusado de montar dossiês contra lideranças do PSDB durante a eleição de 2010, o jornalista reiterou a versão apresentada à época, de que houve “fogo amigo” dentro do próprio PT.

Para o autor, as privatizações do período tucano tiveram um único propósito:

“Foi para algumas pessoas enriquecerem, acumular fortuna pessoal. Não teve nada a ver com progresso, bem do país, nada disso”.

Segundo ele, José Serra, ex-governador de São Paulo e candidato derrotado à Presidência da República em 2002 e 2010, foi um dos principais beneficiários das “maracutaias” financeiras da venda de estatais.

O teor do livro reforça sua convicção.

“Mais da metade do livro é documento, não é texto (opinativo). E são documentos disponíveis para consulta aberta, não tem nada conseguido com sigilo, estão na Polícia Federal”.


O jornalista disparou diversas críticas à imprensa que, segundo suas investigações, mantém laços financeiros com grupos econômicos e políticos.

“O (banqueiro) Daniel Dantas é sócio da Abril, manda na Veja”.

Também avaliou o papel que setores da mídia desempenharam na campanha presidencial de 2010 – “A imprensa foi canalha com a Dilma”.

Para Ribeiro Júnior, o despreparo de grande parte dos jornalistas do país contribui para que esquemas de lavagem de dinheiro passem praticamente despercebidos do grande público.

“Não é fácil seguir o caminho do dinheiro. As leis dos países facilitam a existência de paraísos fiscais e de empresas offshore. O público só se interessa quando aparece dinheiro em cofre, dentro de meias ou de cuecas. Mas isso é insignificante perto do que essa gente do poder faz”.

O jornalista disse esperar que seu livro contribua para que sejam criados mecanismos para regular o mercado financeiro mundial.

“Tem que acabar com parcerias de empresas brasileiras com entidades offshore, operações casadas em bolsa de valores, poder abrir empresas em paraísos fiscais e operar em outros países. Enquanto isso não acontecer, o crime organizado vai sempre nos vencer”.

Fogo amigo

Ribeiro Júnior reiterou a versão apresentada durante a campanha eleitoral de 2010 de que foi vítima de uma disputa interna no PT quando foi acusado de ter forjado dossiês contra lideranças do PSDB. À época, circularam declarações de imposto de renda de tucanos que teriam envolvido quebra de sigilo junto à Receita Federal.

O jornalista atribuiu ao deputado estadual Rui Falcão (PT), atualmente presidente do PT, que disputava espaço dentro da campanha com Fernando Pimentel, hoje ministro do governo Dilma, a origem da acusação. Em abril deste ano, Rui Falcão chegou a ingressar na Justiça com queixa-crime contra Amaury Ribeiro Júnior.

Fonte: Rede Brasil e o canal de HervalJ do YouTube.
Publicado pelo Vermelho em 11 de dezembro de 2011

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A PRIVATARIA TUCANA



Recebemos por um correspondente da redecastorphoto  a notícia do lançamento do livro “A PRIVATARIA TUCANA” Editora GERAÇÃO EDITORIAL de autoria de Amaury Ribeiro Jr..
O livro foi escrito a partir de uma reportagem que estava sendo realizada para um jornal mineiro que desistiu de publicá-la.
Essa reportagem vai às profundas dos infames períodos dos governos tucanos onde o patrimônio do povo brasileiro foi “gentilmente” passado para mãos alienígenas, deixando rastros indeléveis por onde se orientou o autor, mas que nossa imprensa tradicional, capitaneada pelo Grupo GAFE (Globo, Abril, FSP, Estadão), conivente com a privataria perpetrada, nunca quis investigar.

 

Não, não era uma invenção ou uma desculpa esfarrapada. O jornalista Amaury Ribeiro Jr. realmente preparava um livro sobre as falcatruas das privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso.

 

Neste fim de semana chega às livrarias “A Privataria Tucana”, resultado de 12 anos de trabalho do premiado repórter que durante a campanha eleitoral do ano passado foi acusado de participar de um grupo cujo objetivo era quebrar o sigilo fiscal e bancário de políticos tucanos. Ribeiro Jr. acabou indiciado pela Polícia Federal e tornou-se involuntariamente personagem da disputa presidencial.

 

Na edição que chega às bancas nesta sexta-feira 9, CartaCapital traz um relato exclusivo e minucioso do conteúdo do livro de 343 páginas publicado pela Geração Editorial e uma entrevista com autor (reproduzida abaixo). A obra apresenta documentos inéditos de lavagem de dinheiro e pagamento de propina, todos recolhidos em fontes públicas, entre elas os arquivos da CPI do Banestado.

 

José Serra é o personagem central dessa história. Amigos e parentes do ex-governador paulista operaram um complexo sistema de maracutaias financeiras que prosperou no auge do processo de privatização.

 

Ribeiro Jr. elenca uma série de personagens envolvidas com a “privataria” dos anos 1990, todos ligados a Serra, aí incluídos a filha, Verônica Serra, o genro, Alexandre Bourgeois, e um sócio e marido de uma prima, Gregório Marín Preciado. Mas quem brilha mesmo é o ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil, o economista Ricardo Sérgio de Oliveira. Ex-tesoureiro de Serra e FHC, Oliveira, ou Mister Big, é o cérebro por trás da complexa engenharia de contas, doleiros e offshores criadas em paraísos fiscais para esconder os recursos desviados da privatização.

 

O livro traz, por exemplo, documentos nunca antes revelados que provam depósitos de uma empresa de Carlos Jereissati, participante do consórcio que arrematou a Tele Norte Leste, antiga Telemar, hoje OI, na conta de uma companhia de Oliveira nas Ilhas Virgens Britânicas. Também revela que Preciado movimentou 2,5 bilhões de dólares por meio de outra conta do mesmo Oliveira. Segundo o livro, o ex-tesoureiro de Serra tirou ou internou  no Brasil, em seu nome, cerca de 20 milhões de dólares em três anos.

 

A Decidir.com, sociedade de Verônica Serra e Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, também se valeu do esquema. Outra revelação: a filha do ex-governador acabou indiciada pela Polícia Federal por causa da quebra de sigilo de 60 milhões de brasileiros. Por meio de um contrato da Decidir com o Banco do Brasil, cuja existência foi revelada por CartaCapital em 2010, Verônica teve acesso de forma ilegal a cadastros bancários e fiscais em poder da instituição financeira.

 

Na entrevista a seguir, Ribeiro Jr. explica como reuniu os documentos para produzir o livro, refaz o caminho das disputas no PSDB e no PT que o colocaram no centro da campanha eleitoral de 2010 e afirma:

 

“Serra sempre teve medo do que seria publicado no livro”

 

Leia a entrevista no blog Conversa Afiada de Paulo Henrique Amorim
Ilustração: Capa do livro


domingo, 4 de dezembro de 2011

Tucanos imitam a VIIª arte...


O PODEROSO CHEFÃO (Capítulo PSDB)

Laerte Braga

Num dos filmes da trilogia de Francis Ford Coppola, O Poderoso Chefão, Al Pacino vai a uma comissão do Senado dos EUA negar as acusações que lhe eram feitas, defender a família Corleone e mostrar o patriotismo de quem combateu pelos EUA, ele próprio.

A trama mostra que a chave do FBI – Federal Bureau of Investigation – era um velho mafioso que testemunharia contra Michael Corleone e daria fim ao propósito de “legalizar” os negócios da “família”.

Como toda quadrilha que se preza a de Michael Corleone tinha a figura do conselheiro. Uma espécie de porta-voz, de analista das decisões e advogado quase sempre.

Aloysio Nunes, o Conselheiro
É esse conselheiro que visita a testemunha chave do caso, que no passado tivera ligações com a família Corleone e relembra a ele a ética da máfia, o compromisso do silêncio e a forma como devem proceder aqueles que se perdem num determinado momento.

A visita acontece numa prisão e na manhã seguinte a testemunha é encontrada morta dentro de uma banheira e com os pulsos cortados. Estava cumprida a ética da máfia.

O senador Aloysio Nunes foi a Natal, Rio Grande do Norte, visitar João Faustino, antigo subchefe da Casa Civil do governo de José Serra e preso – já está solto – na Operação Sinal Fechado. Aloysio Nunes foi ministro da Justiça no governo de FHC, o homem forte do governo de José Serra em São Paulo e é um dos principais líderes da quadrilha tucana.

João Faustino, Gilberto Kassab, José Serra, Paulo Maluf e outros são acusados de envolvimento nos “negócios” da empresa CONTROLAR.

Operador & Patrão
A um “preço módico”, em contrato sem licitação, a empresa realizava vistoria de veículos na cidade de São Paulo, em Natal e planejava atingir dez estados da Federação no próximo ano. O faturamento previsto por João Faustino era de um bilhão de reais e além do ganho dos integrantes da quadrilha, boa parte do dinheiro irrigou e iria continuar irrigando campanhas de candidatos do PSDB, dentre eles José Serra.

Alexandre Moraes, ex-secretário de Transportes de Kassab é o advogado de João Faustino que ao ser solto gritou “Viva o Corinthians”.

Aloysio Nunes foi a Natal lembrar a João Faustino os compromissos éticos da quadrilha, o maior deles o de não abrir a boca envolvendo chefões e, lógico, como no filme, garantir que o criminoso vai ter toda a assistência necessária.

Imagine um fato desses, investigado por uma dessas duplas de detetives que geralmente são os principais protagonistas das séries policiais norte-americanas.

Haveria um levantamento total das ligações telefônicas entre os acusados, dos encontros, das viagens feitas, um rastreamento de contas bancárias, transferência de recursos, todo aquele aparato que no final permitem aos policiais prender os bandidos.

Com certeza o alvoroço telefônico, em encontros reservados e movimentação financeira para a conta do advogado Alexandre Moraes – o defensor de João Faustino – apareceriam, isso se o pagamento não tiver sido feito cash para um paraíso fiscal, especialidade da filha de José Serra.

E nesses levantamentos, cruzamentos, etc., os nomes de José Serra e outras grandes figuras do tucanato viriam à tona mostrando ligações perigosas dos que formam a quadrilha PSDB.

O escândalo da CONTROLAR é apenas uma ponta – significativa – do que representa todo o processo de atuação política dos tucanos. Vender, privatizar, terceirizar e faturar. Tudo através de laranjas, em vários estados do País – onde elegem prefeitos e governadores –, como foi feito no governo de FHC. A CONTROLAR é apenas uma das muitas fachadas da quadrilha tucana.

Não tem escrúpulos – a quadrilha pela totalidade de seus integrantes – e nem tem compromisso algum com o Brasil ou com os brasileiros.

É, literalmente, a mais poderosa máfia partidária em atuação o Brasil, seguida pelo PMDB, o PR... E outros menores... Evidente.

A demonstração cabal de que o modelo político institucional vigente está falido; a democracia é uma farsa, pois deitam tentáculos mafiosos por todos os poderes da Republica, do aparelho estatal nos seus três níveis (União, Estados e Municípios).

Sem falar no controle da mídia. Esse tipo de fato só sai na GLOBO, se sair, em pequenos cantinhos do noticiário, sem envolver os poderosos chefões do crime político organizado no Brasil. No mais é silêncio total. O fato de Kassab estar sendo crucificado em alguns veículos da grande mídia é sintoma que o prefeito está sendo jogado às feras por ter fugido a compromissos políticos com os tucanos. A grande mídia, GLOBO à frente, é parte decisiva da quadrilha tucano/neoliberal. É a que mostra ao telespectador “idiota” (definição dada por William Bonner) a “verdade” segundo o tamanho da fatura.

João Faustino em "cana"
João Faustino entendeu o recado, acolheu as recomendações de Aloysio Nunes. Não é como no filme, um caso de suicídio. Está aí o ex-governador de Brasília, José Roberto Arruda recolhido ao nada político, mas com todo o patrimônio roubado, garantido pela máfia tucana.

É a ética do silêncio, que resulta na solução do bode expiatório. Uma ética fundamental num momento em que se avizinham as eleições municipais do próximo ano e novas prefeituras são importantes para aumentar o faturamento da quadrilha através de empresas como a CONTROLAR. Tem a QUEIROZ GALVÃO, tem a NORBERTO ODEBRECHT, tem a CAMARGO CORRÊA (dona da CONTROLAR), uma infinidade delas a serviço de “negócios” desse porte.

Um detalhe interessante e que bem poderia ser objeto de investigação é o uso de figuras como João Faustino em operações como essa. Em Minas o procurador da FEAM - FUNDAÇÃO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE – prestou serviços aos tucanos em um estado do norte do País, foi condenado pelo Tribunal de Contas a devolver dinheiro público – companhia de águas – e no governo Aécio e agora, pontifica “corruptando”, como João Faustino, nos muitos “negócios” tucanos. É conhecido como JoaQUINZINHO. Outro Faustino da vida.

Paulo Preto é o da direita...
Os tucanos dispõem de toda essa espécie de operadores do crime (lembram do Paulo Preto  em São Paulo que garfou a grana - 4 milhões de reais - do Caixa 2 do PSDB nas eleições de 2010?) que rodam o País por governos estaduais e municipais que o partido controla e mantêm cheios os cofres pessoais e do partido ensejando campanhas sempre recheadas de recursos.

Tudo como o poderoso chefão na vida real, ou o filme, é o mais correto. É apenas a demonstração do que representa o capitalismo, onde a corrupção é princípio, meio e fim.

Enviado por Sílvio de Barros Pinheiro

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A GOTA D’ÁGUA


Os “negócios” de Kassab, Serra, e dos amigos de Agripino Maia e do “operador” João Faustino

Laerte Braga

Tem horas que nem a chamada grande mídia consegue evitar que um ou outro, ou outros, dos bandidos que integram a grande quadrilha das elites políticas e econômicas do País, além de seus prepostos no Congresso, nas prefeituras, governos estaduais, em mandatos públicos, saiam ilesos de tanta bandalheira.

Quando isso acontece a maior parte da mídia ignora o fato, ou noticia superficialmente. O dinheiro que sustenta essa turma vem dessas quadrilhas (lembre-se do contrato de Alckmin com a Editora Abril sem licitação, foi feito também por José Serra) e o jeito acaba sendo a crucificação de um dos aliados, o bode expiatório, um anel para salvar os dedos dos esquemas podres que sustentam o capitalismo no Brasil.

É o que começa a acontecer com o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab acusado de corrupção num inquérito policial sobre contrato sem licitação com uma empresa de nome CONTROLAR. Cuida da vistoria de veículos e outras coisas mais. Opera também no Rio Grande do Norte, braço da quadrilha, ou vice versa, versa vice, tanto faz.

No caso de Kassab são dois aspectos. A necessidade de um bode expiatório para livrar a cara de José Serra – Kassab e outros – e isolar o prefeito de São Paulo. É que Kassab ao fundar o PSD imaginou-se maior do que é; e nesse jogo sórdido tentou criar um partido/moeda para trocas vantajosas em curto e médio prazo num primeiro momento, consolidando a longo prazo um poder sem tamanho nos subterrâneos do Poder Público.

Pensou que pudesse virar Serra, ou FHC. Pelo jeito vai se estrepar nos “negócios”, ou nos sonhos. Nem por isso deixa a Prefeitura pobre ou vai para a cadeia em termos de condenação, de cumprir sentença (tem sempre um Gilmar Mendes para salvar essa turma).

O que significa dizer que, numa certa e boa medida, o crime compensa.

Quando viajou para Londres Kassab estava informado que poderia ser preso, a tal prisão administrativa e tratou de “negociar” com seu comparsas um jeito de evitar o incômodo, digamos assim.

A Operação Sinal Fechado (Polícia Federal, Ministério Público Federal e juízes decentes), entre outras, resultou na prisão de João Faustino, suplente do senador Agripino Maia (DEM/RN) e tucano de filiação. Foi sub-chefe da Casa Civil do governo de José Serra em São Paulo (o chefe da Casa Civil é o atual senador Aluísio Nunes, ex-ministro da Justiça de FHC), deputado federal pelo Rio Grande do Norte em três mandatos e encarregado de arrecadar fundos para a campanha presidencial do tucano em outros estados que não São Paulo.

O filho de Faustino foi solto no fim de semana passado de uma prisão em Minas Gerais. Estava detido para responder sobre os “negócios”.

Kassab foi da base política de Paulo Maluf, secretário do governo de Celso Pitta e vice-prefeito na chapa de José Serra (2004). Assumiu a Prefeitura de São Paulo quando Serra saiu para ser candidato a governador. Foi reeleito em 2008 depois de uma disputa intra muros tucano/democratas com Geraldo Alckmin. O governador José Serra peitado pelos DEMOcratas mandou Alckmin às favas – liderava as pesquisas, Kassab era o terceiro colocado – e colocou todo o esquema a trabalhar para o seu sucessor.

Peitar Serra equivale dizer chantagear. Naquele momento Serra não tinha como sair da chantagem, iria liquidar com sua campanha presidencial em 2010, pagou o preço. Mais ou menos como FHC no escândalo da concorrência do SIVAM, logo no início de seu primeiro mandato. Chantageado engoliu em seco, aceitou o acordo e pagou. São fatos comuns entre bandidos, o tal rabo preso. Um com outro.

No Rio Grande do Norte esse esquema envolve desde João Faustino, um coordenador geral, ao senador Agripino Maia, ao senador Garibaldi Alves, a ex-governadora Wilma qualquer coisa, todos em partidos diferentes (PSDB, DEMO, PMDB e PSB), uma oligarquia que tem o controle da máquina pública e se reveza no saque aos cofres públicos, mais primos, sobrinhos, cunhados, genros, filhos, etc.

O ex-governador de Brasília, José Roberto Arruda, quando preso, era o preferido de José Serra para seu companheiro de chapa. Os inquéritos abertos contra Arruda mostravam que recursos públicos estavam, entre outros cofres particulares, sendo desviados para a pré-campanha do candidato tucano. Serra, numa reunião em Brasília, chegou a dizer que a chapa seria de “dois carecas”, ele e Arruda.

A quadrilha opera em todo o País.

Outro fato que chama atenção são os telegramas da embaixada dos EUA para Washington, dando conta da “indignação” das companhias petrolíferas estrangeiras com a decisão de manter a PETROBRAS como operadora do pré-sal, o fracasso do lobby no Congresso (compraram muitos, mas tem quem não se vende) e a declaração de José Serra, num dos telegramas. O então pré-candidato às eleições de 2010 dizia que era para deixar eles fazerem o que bem entendessem que quando fosse ele, Serra, o presidente, tudo chegaria ao desejado pelos chefes maiores.

O fecho de ouro do esquema iniciado com FHC. O Brasil entreposto do capital estrangeiro. Uma espécie de vice-reinado para a América Latina.

A CONTROLAR começou a operar o esquema de vistoria de veículos no governo Paulo Maluf, se manteve no governo Celso Pitta – já com restrições do MP e do Tribunal de Contas, além de técnicos da Prefeitura – saiu do circuito no governo Marta Suplicy e voltou a toda no governo Serra. Permanece intocada no governo Kassab. Estendeu seu esquema para o Rio Grande do Norte e os planos de João Faustino eram de um faturamento de um bilhão de reais neste ano com os “negócios”.

A íntegra da denúncia do Ministério Público pode ser vista no ANEXO

Já no governo de Celso Pitta, promotores e juízes conseguiram impedir que o “negócio” funcionasse.

Para se ter uma idéia só dos ganhos em São Paulo, o quarto maior aglomerado urbano do mundo e uma frota de sete milhões de veículos, a CONTROLAR inspecionou cerca de um milhão e quinhentos mil desses veículos em 2009 e quatro milhões e meio em 2010, a um custo de R$ 61,98 cada e um faturamento estimado para o ano passado da ordem de R$ 278,91 milhões. O dono de veículo que não pagasse a tarifa estaria impedido de renovar o licenciamento e a multa para tal era de R$ 550,00.

Negócio da China.  

A grande mídia nem toca no assunto, ou toca de leve. Esse tipo de maracutaia não vai para a capa de VEJA. VEJA está no bolso, foi comprada por nove milhões de reais e mais outros contratos semelhantes, só que em outras áreas de operação da quadrilha.

A CONTROLAR opera no Rio Grande do Norte, como os “negócios” da quadrilha se estendem por todo o Brasil, foram feitas prisões em vários estados na Operação Sinal Fechado. O Brasil, para esse tipo de gente, é apenas um “negócio” a mais. Nada, além disso.

O esquema da CONTROLAR no Rio Grande do Norte foi montado após o de São Paulo e José Serra, como governador, estendeu as “operações” a outros 217 municípios paulistas. E no meio do caminho a CONTROLAR foi vendida ao grupo CAMARGO CORRÊA, “patrióticos” empreiteiros e bandidos que operam em todos os ramos de “negócios” no Brasil.

O assunto foi ignorado pelo jornal O GLOBO, pelo portal de Daniel Dantas, o IG, um ou outro toque num ou noutro esquema da mídia e sempre de leve, como é que a mídia vai sobreviver sem o dinheiro dessa turma?

Edson José Fernandes Ferreira, o “Edson Faustino” foi preso em Minas, na Operação João Barro, solto agora no dia 25 de novembro. É filho de João Faustino, o do Rio Grande do Norte que operava em São Paulo e no estado nordestino. Serra não trouxe só esse esquema do Rio Grande do Norte não. Roberto Freire veio também, virou conselheiro dum trem qualquer em São Paulo; havia perdido as eleições em Pernambuco e acabou de novo deputado, agora por São Paulo. Fundiu o PPS com a quadrilha DEMO/PSDB/PMDB tucano/PSB e outros.

O volume de “negócios” da quadrilha é maior que o revelado pela operação Sinal Fechado. Cobre todos os setores do Estado brasileiro, das máquinas estaduais onde a quadrilha colocou as garras, envolve as elites empresariais, financeiras e latifundiários no País e fora do País.

Vai da inspeção de veículos ao lixo, aos serviços de saúde terceirizados, tem campo fértil em Minas Gerais onde Aécio pontifica com a aberração Antônio Anastasia. As brigas internas são brigas de poder, coisa comum e corriqueira entre máfias. Às grandes obras públicas, não há um setor onde não tenham presença, tudo.

As informações obtidas e reveladas aqui passam pelo NOMINUTO, como por Sinal Fechado: vejam como funcionava o esquema e quem está envolvido  ou no Território Livre da Laurita Arruda (várias postagens desde 24/11/11) e/ou, ainda no blog do Ailton (também com várias postagens desde 24/11/11)  mais as postagens no blog da Thais Galvão.

Há um monte de operações da Polícia Federal onde a turma está envolvida, com um detalhe fundamental. É grande o número de prefeituras em todo o País onde a quadrilha tem ramificações.

Em todos os estados sem exceção.

Não existe alternativa dentro desse modelo, do chamado mundo institucional. O cineasta Sílvio Tendler em proposta que faz para o Congresso Nacional mostra a falência de toda essa estrutura e propõe reações que, certamente, os mafiosos montados em cavalos com a bandeira da integridade – para inglês ver – não vão aceitar.

O que acontece em São Paulo, no Rio Grande do Norte, no Espírito Santo, em Minas, no Rio com Sérgio Cabral e no Espírito Santo com Casagrande (fantoche), a luta pelos royalties é fachada para a entrega do pré-sal.

Os caras são criminosos e o faturamento de Nem da Rocinha perto dessas quadrilhas faz do traficante “micro-empresário”.

Acabar com essas máfias é só querer. Não vão querer, eles próprios se julgam e se auto absolvem a despeito de promotores e juízes dignos (tem sempre um Gilmar Mendes).

A luta é nas ruas, é contra eles e o modelo. E antes que o vendaval de podridão caia sobre os trabalhadores e a própria classe média, embevecida porque troca de carro todos os anos perca o sono, porque vai acabar andando a pé.

Nessa altura do campeonato Nem, Fernandinho Beira-Mar e outros devem estar imaginando em suas celas que teria sido melhor virar tucano e tentar um mandato qualquer, ou em qualquer partido.

Esse modelo político e econômico foi desenhado para quadrilhas e os que lutam com bravura de caráter, dignidade, acabam como na igreja onde o sino é de madeira. Não ecoa.      

domingo, 27 de novembro de 2011

SELO DE QUALIDADE NA CORRUPÇÃO? – VAI PARA OS TUCANOS


Laerte Braga

Se você encontrar pelas ruas de sua cidade um cidadão parecido com José Serra e ele lhe disser “eu sou seu presidente”. Não se assuste e nem se preocupe. É o próprio Serra e não está louco, é cretino mesmo.

Eu não sei que critérios norteiam essa concessão, digamos assim, de selo de qualidade. Eduardo Galeano matou a charada – mata sempre – sobre esse negócio de verde. É só um exemplo. O Banco Mundial resolveu trabalhar com a cor verde, pinta a sujeira de verde e pronto, vira ambientalista.

Marina Silva
Fica igual Marina da Silva e seus vários “tons” de verde, inclusive o tal verde marrom. Sei lá como é que é, mas sei que existe.

É o mesmo notável Galeano que mostra num trabalho exemplar – como sempre – que 80% dos danos ambientais são causados por 20% da população do planeta, logo, fácil entender que por banqueiros, grandes corporações e latifundiários.
  
Alguns anos atrás um desses “sábios” da política, ou tecnocrata, não me lembro, sugeriu pintar de cores vivas os barracos nas favelas do Rio para atenuar o impacto da miséria sobre os turistas. “Miséria colorida”. Virou música/crítica.

O WikiLeaks divulgou na sexta-feira, dia 18, telegramas que mostram o lobby de petroleiras norte-americanas sobre o Congresso brasileiro para que a exploração do pré-sal viesse a ser regulamentada dentro dos interesses dessas empresas. Ou seja, saquear o petróleo brasileiro.

Lobista um trem que pode ser definido assim – a legalização da atividade de corruptor.

À frente a embaixada dos EUA, diplomatas norte-americanos, empresários, toda a corja e a preocupação – “a indústria de petróleo vai conseguir combater a lei do pré-sal?” Ficaram aborrecidos, embora contem hoje com figuras como Sérgio Cabral, Renato Casagrande e outros maiores e menores (Casagrande é boneco de ventríloquo, por exemplo).

O mais importante foi o contato feito com José Serra, então candidato a presidente. Chamado a cumprir seu dever de agente estrangeiro, “tranquilizou os patrões”.

“Deixem esses caras fazer o que quiserem, depois a gente muda tudo”. Em linha reta, contando com a sua vitória, garantiu a entrega do pré-sal às companhias norte-americanas.

Os telegramas da embaixada dos EUA, de consulados, mostram que as empresas se enfureceram em 2009 com a definição que a Petrobras seria a única operadora. Os parceiros dessas empresas eram – são – Eike Batista, a FIESP e a CNI – Confederação Nacional das Indústrias. A Chevron, note-se que os telegramas são documentos oficiais, fez pressão junto ao governo dos EUA para manter no Brasil o embaixador Thomas Shannon “considerando que ele pode ter grande influência nesse debate”.

A estratégia era simples. Esperar as eleições, a posse de José Serra e mudar tudo, entregar tudo.

O acidente com um poço da Chevron na bacia de Santos não foi só um acidente.

A quadrilha estava perfurando em áreas fora dos seus limites e tentando chegar à camada do pré-sal para piratear petróleo brasileiro.

São criminosos. Compram empresários brasileiros – o que não é muito difícil e nem são tão caros assim, qualquer cacho de bananas e um apartamento em Paris resolve – e disponibilizam lobistas para atuar junto a deputados e senadores dispostos a aceitar uma grana extra – não são poucos, pelo contrário.

No Parlamento o PSDB é a porta de entrada. Na ação conjugada, na mídia, a GLOBO é o canal e William Waack o preferido de Hillary Clinton.

Hoje, 27 de novembro, ao comentar os movimentos populares no Egito, evidente a mando e seguindo instruções dos patrões, afirmou que “são puxados por um fio de fora”. Estava insinuando o Irã.

Quando se trata da Síria reclamam sanções contra violações dos direitos humanos. Manifestantes no Egito são massa enfurecida organizada pelo Irã. E na hora de jogar bombas despejam sobre a Líbia, o Afeganistão, o Iraque, ocupam e colonizam a Colômbia, quebram as colônias da Comunidade Européia e David Cameron é o porta-voz de sua majestade embalsamada, Elizabeth II.

Obama até hoje não perdoou não ter sido convidado para o casamento do príncipe Williams.

Selo de qualidade é por aí. No Brasil o selo de submissão e faço qualquer negócio vai para os tucanos. Não existe tucano inocente. O ser tucano já é atividade criminosa. Alguém escreveu dias da semana passada que a presença de José Serra na política nacional e seu desespero de representar qualquer coisa, “é patética”.

Acho que pior, mas em dimensão menor, é Míriam Leitão. No Natal, então, a moça desespera com previsões de cataclismas para o próximo ano. Aquele negócio que o Fantástico apresenta sempre, todo janeiro. Tipo um vulcão vai causar muitos danos, uma figura célebre vai morrer, um avião vai cair, FHC não vai pagar o financiamento que pegou com o governo para construir sua pirâmide, coisas óbvias e a mais óbvia delas, que José Serra vai continuar a imaginar que despachou no Planalto.

Que Dilma não é lá essas coisas tudo bem. Que o PT é um partido que cada vez mais se assemelha ao PSDB é fato.

Mas o selo de qualidade na corrupção vai para os tucanos. É conferido por Wall Street, pelas grandes corporações e bancos internacionais e costumam preferir hotéis de Foz do Iguaçu para “fazer negócios”.

Juntam uma horda de criminosos, mandam fazer um grande bolo de onde emerge uma pin-up com cara de Regina Duarte trinta anos atrás e mandam rodar um filme “patriótico” sobre a entrega da Amazônia.

O porteiro dessa história toda para não entrar nenhum estranho ao ninho é o coronel Brilhante Ustra, especialista em pau de arara, estupros, seqüestros, assassinatos, folha corrida de dar inveja a qualquer mequetrefe em tortura.

O tradutor é Hélio Costa, global que lustrava as botas de Dan Mitrione.

E estou falando de tucanos e afins (tem os braços, os tentáculos, etc) de alto coturno. Nem falei do prefeito de minha cidade, o tal Custódio Matos.

Juiz de Fora corre o risco de acabar transformando-se num grande loteamento da quadrilha tucana, em todos os sentidos. O mínimo para liberar pagamento de fatura devida pela Prefeitura é vinte por cento.

Nem falo dos estragos causados por aterros sanitários aqui e ali. Estão comprando até prefeito de Ewbank da Câmara para despejar lixo hospitalar, “gerar empregos”, trazer progresso.

Tudo com selo de qualidade de corrupção plena, absoluta e pintado de verde.

Inclusive os restos de corpos despejados pela TRUSCHER, quadrilha especializada nesse negócio de selo de qualidade.