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sábado, 7 de janeiro de 2012

Veja o que o Facebook faz com você! (legendado em português)

Sonia Montenegro e gata

Enviado por Sonia Montenegro
Para os que têm e usam Facebook! Nao perca o vídeo abaixo (que vem da Alemanha) ... E veja o que estão fazendo com você, sem você saber ...

O estudante de direito em Viena, Max Schrems, iniciou um processo contra o Facebook, a maior rede social do mundo criada por Mark Zuckerberg.

Após muitas dificuldades, o estudante de direito conseguiu um CD com toda a informação coletada durante os três anos em que fez parte desta rede. Quando impresso, o conteúdo do CD formava uma pilha de 1.200 páginas.

Todo o material - histórico de chats, cutucadas, pedidos de amizade, posição religiosa, etc. - era classificado em 57 categorias que possibilitam facilmente a mineração de dados, descobrindo qualquer informação que se deseja; seja da vida pessoal, profissional, religiosa ou política.

Além desse material, mesmo as mensagens, fotos e outros arquivos que ele havia deletado continuavam armazenados nos servidores do Facebook.

Quando questionado sobre isto, o Facebook afirmou que apenas “removia da página” e não “deletava”. Isso significa que, quando uma informação é publicada no Facebook, ela jamais é excluída.

Após descobrir que o Facebook possui servidores na Irlanda, entre agosto e setembro de 2011, Schrems abriu 22 queixas contra a rede social no Irish Data Protection Commissioner, um órgão deste país.

Para acompanhar o caso, o estudante de direito criou o site Europe versus Facebook [].


Enviado ao YouTube por aldamarcia em 30/10/2011 

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Paranóia petista?


Sonia Montenegro

Sonia Montenegro em 28.11.2011

Que NUNCA MAIS se diga que é paranóia do PT ou da esquerda, quando afirmam que a “grande” imprensa brasileira é parcial e descaradamente contra eles.

Em entrevista à GloboNews ontem, no programa Dossiê GloboNews, ao jornalista Geneton Moraes Neto, o ex-todo-poderoso da Rede Globo, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, afirmou que a Globo foi procurada pelo comitê do Collor, quando da 1ª eleição direta para a presidência da República em 1989, e o candidato foi orientado pela equipe de marqueteiros da emissora.

Era consenso de que Lula vencera o 1º debate, portanto, tinham que reverter o quadro para o 2º, contra o enorme perigo que seria a eleição de Lula, e então fabricaram a imagem do Collor. Colocaram nele um silicone no rosto para dar a aparência de suor e tiraram a gravata, para disfarçar sua aparência de “mauricinho”, dando-lhe um aspecto mais “popular”.

Arbitrariamente, a emissora já tinha exibido parte do programa eleitoral do Collor no Jornal Nacional, que antecede a novela no horário nobre da emissora, vista por um número de espectadores muito maior do que o da audiência do horário eleitoral gratuito, do depoimento de Miriam Cordeiro, antiga namorada e mãe de uma filha de Lula, quando ele era viúvo, dizendo que ele ofereceu dinheiro para que ela provocasse um aborto. Tempos depois ela se confessou “arrependida”, e que o fez por de 24 mil dólares.

Mas o Boni disse ainda diz que colocaram na mesa do Collor, uma série de pastas, induzindo que seriam novas denúncias contra Lula. Por mais que Lula tivesse a sua consciência tranquila, tinha sido acusado de forma vil, com o respaldo da maior emissora do país, portanto, até prova em contrário, qualquer denúncia seria “verdadeira”, e lá poderia conter outras tantas mentiras, que a Globo se encarregaria de dar fé.

Durante o debate, o Collor fingia que ia consultar as pastas e, no final, mostrou que estavam vazias, fato confirmado pelo Boni na entrevista.

O candidato escolhido pela emissora sofreu impedimento. O candidato que ela prejudicou, governou por 8 anos e terminou o mandato com 87% de aprovação popular, o que o levou a eleger sua sucessora, mas a Globo garante que quer o bem do povo brasileiro.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Temos que construir Belo Monte!


Sonia Montenegro

Recebi de um amigo uma propaganda de artistas globais contra a construção de Belo Monte, e coletei uns tantos textos que defendem a construção da usina, que como abaixo:

PS: Se não tiver saco para ler tudo, faça pelo menos uma leitura dinâmica, para sentir que faz sentido á defesa da construção da hidrelétrica.

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Sonia Montenegro - 6.9.2011

Dito isso, vamos ver outras opiniões:

Mauro Santayana - Revista do Brasil No. 47 - 19.5.2010

Delfim Neto - Carta Capital - 13.4.2011 

Reportagem do jornal Hora do Povo – 29.7.2011

Eron Bezerra no Portal Vermelho – 20.4.2010

Alexandre Porto no Blog do Ale - 18 1. 2011

Miguel do Rosário -  Blog Óleo do Diabo  - 27.4.2010

 Claudio Julio Tognolli - Brasil 247 - 14.11.2011

Um fantasma ronda o mundo: a farsa de que o superaquecimento global só ocorre por fatores endógenos, ou a emissão de poluentes na terra.

Por que você acha que o Príncipe Charles, e outros milionários de países de primeiro mundo, são patrocinadores e padroeiros do WWF?

Porque a nova ideologia faz uso de ongueiros preservadores da natureza para drogar jovens com a febre anti-desenvolvimentista.

Neil Young, que há duas semanas saiu nas Páginas Amarelas de Veja, veio aqui no SWU com um único papel: ele é agente do capetalismo internacional, contra o desenvolvimento do parque industrial brasileiro.

Vale lembrar que há no Brasil 340 mil ONGs...

Quem são? Quem financia? Quais seus interesses? O capital estrangeiro é de quais países? Em que áreas atuam? Como e em quais localidades brasileiras, estrangeiras e em seus países de origem atuam?

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Finalmente, dou os meus pitacos:

Confio muito mais na opinião dos textos acima do que qualquer bandeira da Globo, e as razões já disse acima. Quanto aos artistas globais, ou podem ser usados como inocentes úteis (na melhor das hipóteses), ou estão defendendo seus interesses, puxando o saco do seu patrão.

Tem um vídeo que rola na internet de Orlando Villas Boas, sertanista falecido em dezembro de 2002, que dedicou sua vida à causa dos índios e principal criador do Parque Nacional do Xingu.

Orlando faz nele uma grave advertência aos brasileiros: disse que algo entre 10 ou 15 Ianomâmi, os mais destacados da comunidade, estão na América, aprendendo inglês, aprendendo uma porção de coisas e aprendendo a política.


E essa política vai resultar em que? Eles vão voltar dentro de uns 2 ou 3 anos para as tribos ianomâmis, falando inglês, com outra mentalidade. E o que eles vão fazer? Eles vão pedir o território ianomâmi desmembrado do Brasil, e a ONU vai dar. E dá como tutora, no começo dessa nova gleba à América do Norte. Isso é amor dos norte-americanos pelos ianomâmis? Não! Não senhor!

Eu gostaria de saber com que direito o magnata cineasta James Cameron se arvora no direito de se meter na política de um país soberano, afirmando que vai impedir a construção da usina de Belo Monte? Como ele se locomove pelo mundo? Com certeza, não é a pé ou de bicicleta e muito menos em aviões comerciais. Ele não está preocupado com planeta, quando se trata do seu próprio conforto.

Por que ele não faz uma campanha no seu rico país, para reflorestar as 96% das florestas que devastaram? Os EUA possuem 5% da população do mundo e consomem 30% dos recursos naturais do planeta. Se todo o mundo consumisse como eles, seriam necessários de 3 a 5 planetas. E ele vem se meter onde não foi chamado?

E as guerras que a grande nação norte-americana promove continuamente, desde a guerra da independência? Bomba não polui? Destruir infra-estrutura construída com o dinheiro da população de diversos países, como vem acontecendo, para depois auferir lucros na reconstrução é o que? Isso poderia ser chamado de ecologicamente certo?

A “grande” nação norte-americana jamais assumiu que invadiria um país para lhe roubar. Sempre tiveram um discurso “politicamente certo”: “contra os comunistas que comem criancinhas”, nos tempos da guerra-fria; que uma vez acabada, levou a outras justificativas, como: “vamos levar a liberdade”.

Historicamente, apoiaram ditadores sanguinários, desde que fossem “amigos”. Derrubaram um número enorme de governos democraticamente eleitos, e os substituíram por ditaduras “amigas”. Não foi a custa de justiça que se tornaram uma potência hegemônica.

Agora o discurso é ecologia, ou você acha que essa onda ecológica nasceu espontaneamente? E a hipocrisia é tamanha que exigem dos outros o que não fazem, porque não assinaram nem o protocolo de Kioto. Foram eles que instituíram essa “sociedade de consumo”, e pior, nada fizeram para mudar.

Então que vão catar coquinhos, e eu estou disposta a ir para a rua para defender a construção de Belo Monte, apesar da Globo e dos globais!

Sonia Montenegro

sábado, 29 de outubro de 2011

A Obra Prima da hipocrisia


Protagonizada por Barack Obama e Hillary Clinton (The Liers)


“A Mentira tem pernas curtas e cassetetes longos” ou “Eu não vou me mover”



Enviado por Raul Longo e Sonia Montenegro

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Para quem acredita na imprensa

Sonia Montenegro em 7/9/2011

Os veículos de informação, infelizmente, trazem mentiras e exageros sim, porque seguem o ditado "Quem dá o pão, dá a instrução", e quem dá o pão para a imprensa não é o leitor/ouvinte/espectador, mas o anunciante.

Para dar uma ideia, busquei na internet o preço dos anúncios cobrados pela TV. Encontrei apenas o valor de 30 segundos no JN da TV Globo em 2008 que era de R$ 339.100,00). Então acompanhe o meu raciocínio abaixo:

Se 30 segundos custavam R$ 339.100,00, 1 minuto custava R$ 678.200,00 e 5 minutos, que é o tempo médio dos intervalos comerciais, R$ 3.391.000,00.

Como o valor do comercial varia em função do horário, vou fazer um cálculo de 5 programas/dia na grade de uma emissora, para fazer um cálculo por baixo:
5 programas com 3 intervalos comerciais (no mínimo), são 15 intervalos de 5 minutos, que somam R$ 50.865.000,00 (cinquenta milhões e oitocentos e sessenta e cinco mil reais) por dia, ou R$ 1.525.959.000,00 (um bilhão, quinhentos e vinte e cinco milhões, novecentos e cinquenta e nove mil reais) por mês (em valores de 2008).

Diante do acima exposto, pode-se concluir que, indiscutivelmente, são os anunciantes que sustentam os veículos de comunicação, certo? Na verdade, a busca de leitores/ouvintes/espectadores é apenas para aumentar a audiência, e consequentemente o faturamento.

Bem, então vamos ver quem são os anunciantes que podem pagar esses preços monumentais: os grandes grupos econômicos, sejam grandes bancos, grandes indústrias, notadamente multinacionais. E o que eles pretendem com esses anúncios? Você acha que o Mac Donalds está preocupado com a saúde dos seus clientes? Claro que não. No sistema capitalista vigente, o negócio é "make money".

Para eles, princípios já eram... É muito triste esta constatação, mas verdadeira. Just business... Simples assim...

Fazer-nos acreditar que, se não temos o tenis de marca, se nosso carro não é do ano, se não frequentamos os lugares "nobres", somos inferiores àqueles que têm e podem; então, temos que nos matar de trabalhar, para virarmos "iguais", ou nos contentar com a situação de inferioridade. Aliás, nada mais consumista e anti-ecológico e o maior responsável pelo crime da péssima distribuição de renda no Brasil e no mundo.

Claro que a grossa maioria das pessoas, felizmente, ainda é solidária, honesta, bem-intencionada, mas a grossa maioria das pessoas não é milionária, não faz "grandes" negócios. Na convivência com eles a gente percebe que os valores são diferentes. Não quero aqui pecar pela generalização e dizer que nenhum rico presta, porque afinal, sei que "toda regra tem exceção", mas essa é a regra do capitalismo, classificado como "selvagem".
Os grandes veículos de comunicação não são diferentes. Como foi que o Roberto Marinho construiu o seu "grande" império de comunicação? Na época da ditadura, com empréstimos concedidos de dinheiro público (o nosso dindin) sem juros ou, no máximo, com juros subsidiados, para que dessem respaldo ao regime e escondessem da população que brasileiros estavam sendo perseguidos, presos e desaparecidos. Eles também estão defendendo os seus interesses... Just business...

É por esta razão que eu, por uma questão de "princípio", não acredito na "grande" imprensa brasileira, não apenas em assuntos políticos, mas em geral. Quando a Anderson Clayton quis entrar no mercado brasileiro com a sua margarina, encheu os meios de comunicação com uma propaganda de que ela era melhor para a saúde do que a manteiga. Até hoje tem gente que ainda acredita, porque como dizia Goebbels, o ministro da propaganda nazista: "Uma mentira incansavelmente repetida, acaba virando verdade". É inoculada na veia, sem que a gente consiga nem perceber... Muito tempo depois, cientistas constataram que a margarina era muito mais perniciosa à saúde do que a manteiga, mas o estrago já estava feito...

Eu namorei durante muito tempo um publicitário, e eu disse para ele que propaganda nenhuma me pegava, porque nos intervalos comerciais eu ia fazer outra coisa e nem as assistia, e ele me disse uma grande verdade: "Você é que pensa. Se ela não te pega diretamente, te pega indiretamente, através do seu círculo de convivência". Eu percebi que ele estava coberto de razão!

Você sabe que se a Rede Globo colocar na novela das 8 uma moça com um abacaxi na cabeça, no dia seguinte, você não encontrará um abacaxi para comprar. Estarão todos na cabeça das moçoilas, circulando pelas ruas (rs). Mas a Globo não coloca abacaxi na cabeça de moças impunemente. Terá sempre uma razão econômica por trás...

Há pouco tempo, vimos o escândalo do "News of the World", na Grã-Bretanha. O milionário das comunicações Murdoch, não teve remorsos de criar em pais e parentes de uma moça desaparecida, a esperança vã de que ela ainda estaria viva, apenas para vender mais jornal. Por que haveria eu de ter um conceito melhor dos grandes empresários da imprensa brasileira? Já foram publicadas inúmeras denúncias contra eles, que a grossa maioria das pessoas não tem acesso porque eles têm o poder de decidir o que você deve ou não deve saber...

A "grande" imprensa brasileira está nas mãos de 5 famílias. Esta é a representação mais anti-democrática que poderia existir. Nos EUA, França, Inglaterra e maioria dos países do mundo, é proibido que um mesmo proprietário tenha veículos de comunicação de diferentes mídias, ou seja, quem tem jornal não pode ter TV e revista, e assim sucessivamente. O Murdoch tem jornais na Inglaterra e Austrália e TV nos EUA. O Grupo Globo tem canal de TV aberto, fechado (pago), revistas, jornais, rádios e internet. Não lhe parece que algo deve estar errado?

É um poder "invisível", tanto quanto perigoso, e mais perigoso ainda nos países em que as grandes potências se acostumaram a dominar, porque a imprensa norte-americana é norte-americana, mas a brasileira, a argentina, a venezuelana, etc., são norte-americanas...

Texto enviado pela autora

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Que os “santos” atirem a 1ª pedra

Sonia Montenegro

Sonia Montenegro em 8/6/2011

Enquanto assisto a transmissão de cargo do Ministério da Casa Civil de Palocci para Gleici Hoffman, não posso deixar de externar a minha tristeza pela saída arbitrária de Palocci, uma pseudo-vitória do PIG e seus braços políticos, notadamente o PSDB, DEMO e PPS, deixado aliás muito bem claro pela Presidenta Dilma em seu discurso.

Infelizmente, essa é apenas mais uma das inúmeras tentativas dessa oposição desprezível, que pela impossibilidade de defender seu programa neoliberal pelo descrédito em que caiu principalmente pós crise de 2008, se limita a tentar, de todas as formas, as mais vis possíveis, derrubar a continuidade de um governo apoiado por 87% dos cidadãos brasileiros.

Sabemos todos que Palocci não caiu pelos seus defeitos, que os tem é claro, mas por suas qualidades. Tem sido assim desde o 1º mandato do saudoso Presidente Lula, e assim continuará até 2014.

Não existe nenhuma ilegalidade nos ganhos do ex-ministro Palocci, atestou o Procurador Geral da República, que não é nenhum “engavetador”, como foi Geraldo Brindeiro nos 8 anos de FHC. Nem as mais "ilustres" figuras da oposição e o PIG conseguem sustentar essa acusação. Afirmam ser um desvio “ético”. O pior, é que os políticos que o condenam por desvio “ético”, ainda estão por aí graças à impunidade da qual historicamente tiraram proveito.

Todos os trâmites legais foram cumpridos por Palocci e a única acusação que se poderia fazer a ele, seria se essas consultorias tivessem sido prejudiciais ao Brasil, o que, sinceramente, não acredito.

E então, fazendo o saudável exercício de se colocar em seu lugar, quantos de nós deixaríamos de fazer, exatamente o mesmo que ele fez, se oportunidade tivéssemos, estando com a consciência limpa de não estar prejudicando o Brasil, e deixariam de abocanhar, de grandes empresários milionários, um bom quinhão, em nome da “ética”?

Que os “santos” atirem a primeira pedra!

Enviado pela autora

domingo, 17 de abril de 2011

Mentira tem pernas curtas

Sonia Montenegro

Sonia Montenegro 17.4.2011

Eu nasci para ser de direita, americanista de pai e mãe. Meu pai era capitalista, preconceituoso, elitista e um admirador fanático dos EUA.

Já minha mãe, a pessoa mais desprendida materialmente que eu já conheci, muito religiosa (protestante) e seguidora dos verdadeiros ensinamentos cristãos, mas tinha uma grande admiração pelos EUA, origem da sua religião, seus missionários, pastores, Billy Graham, Robert Mc Calister, etc.

Em razão dessa crença, minha mãe fez questão absoluta que eu e minha irmã estudássemos no Colégio Bennett, um colégio metodista, fundado por missionários norte-americanos. Era provavelmente um dos melhores colégios do Rio de Janeiro na época, com bons professores, salas de aula amplas e arejadas, laboratórios, salas de áudio-visual, auditório, farto material esportivo, com atividades que não existiam nos demais colégios, já que tinha uma carga-horária dobrada, maravilhoso, mas um colégio americano.

Não bastasse, ainda freqüentávamos uma igreja presbiteriana, e todo o material religioso, hinários, livros, etc, eram traduzidos do inglês, sem contar o intercâmbio de missionários e pastores tanto no colégio como na igreja.

Desta forma, eu era cercada pela propaganda norte-americana 24 h por dia, até que, em plena ditadura militar, comecei a ouvir outra visão a respeito dos EUA, da dominação que exerciam sobre o Brasil e o que se passava nos porões da ditadura, de torturas e assassinatos, e eu, na minha santa burrice, achava que havia um exagero monumental no que ouvia.

Considerava impossível que seres humanos tivessem um comportamento tão abominável. Isso só seria possível em marginais, uma minoria e as informações que tinha através de jornais e TV em nada se pareciam com o que os amigos politizados diziam.

Tempos depois, eu vi quem falava a verdade: não era nenhum exagero, muito pelo contrário, o que acontecia nos porões da ditadura era muito pior do que o que era divulgado por aqueles amigos, através de folhetos rodados em mimeógrafos ou verbalmente; e mudei de lado.

É por conta disso que eu acho de extrema importância que não se permita a divulgação de textos que possam conter informações mentirosas, exageradas ou criadas pela imaginação de quem os escreve, porque o risco é o de perder completamente a credibilidade, o que é uma perda irreparável.

Eu canso de enviar para meus amigos textos divulgados na blogsfera, partindo da premissa de que ninguém está ali para fazer fofoca e nem inventar mentiras, e ficaria muito mal se alguém desmentisse informações ali contidas.

Quem escreve na “grande” imprensa, pode mentir e enganar à vontade, até porque essa é a orientação dos patrões, mas nós não, porque nossa única arma é a daqueles que acabaram ganhando a minha confiança, apesar de todo o meu DNA norte-americano.


quarta-feira, 13 de abril de 2011

Bem do Século

Delfim Netto

Delfim Netto em Carta Capital, 13/4/2011

“A água é o recurso que mais preocupa o mundo e alimenta os interesses que levaram a OEA a solicitar a paralisação de Belo Monte”.
                                                  Delfim Netto

“Brasil, potência hídrica do século 21” é o título bastante sugestivo da matéria de capa de recente edição especial da National Geographic em português, que traz considerações interessantes sobre o aproveitamento do que certamente será a riqueza mais disputada nos próximos mil anos em nosso planeta.

Desde algum tempo tenho procurado mostrar que a água (mais que o ouro, minérios ou petróleo) é o que preocupa e motiva o enorme esforço de marketing promovido por ONGs de várias partes do mundo com o objetivo de provar que os brasileiros são incapazes de:

1 – Proteger o meio-ambiente, especialmente na região Amazônica.

2 – Respeitar as populações indígenas, idem.

3 – Realizar o desenvolvimento “sustentado”, alguma coisa com diferentes significados no Brasil, na China e nos EUA. São meros pretextos. Apesar de gastos, funcionam...

A conclusão, óbvia, é que a Amazônia precisa ser internacionalizada para evitar que utilizemos os recursos de água daquela bacia hidrográfica para produzir energia e proporcionar o desenvolvimento daquela região em nosso benefício exclusivo. Então para começar, é urgente impedir a construção das hidrelétricas, enviando seguidas delegações de notáveis que se prestem a fazer o ridículo papel de defensores de etnias das quais mal conhecem a designação correta e certamente desconhecem a localização das aldeias (alguns acreditam que se trata de remanescentes de tribos astecas...).

Esta semana tivemos a demonstração de como a pregação, mesmo infantil, pode influenciar burocratas mal informados de organismos internacionais: uma obscura e inoperante comissão de direitos humanos da OEA aliou-se à tese de tantas outras obscuras ONGs, pedindo a suspensão (!) da construção da Usina de Belo Monte, no rio Xingu.

O referido pedido, baseado numa denúncia feita em 2010 por “diversas” ONGs (não identificadas), não produz nenhuma consequência prática imediata, mas ficou a ameaça de que “poderá vir a ser submetido a exame na Corte Interamericana de Direitos Humanos, também da OEA, caso não sejam aceitas as explicações do governo brasileiro sobre o resultado de consultas submetidas às populações indígenas”. A reação oficial foi imediata: o Itamaraty classificou como “precipitadas e injustificáveis” as solicitações da OEA; o senador Flexa Ribeiro, presidente da subcomissão que acompanhará o andamento das obras no Pará, qualificou de “absurdo” o pedido “que até fere a soberania nacional” e o diretor da Agência Nacional de Energia – Nelson Hubner – foi direto: “A OEA conhece muito pouco do processo de licenciamento para dar parecer sobre a obra”.

O que as ONGs (de longa data), agora apoiada pela sub-burocracia da OEA, pretendem bloquear, em realidade, não é a obra em si, mas a condição brasileira de produzir mais energia limpa para prosseguir no seu projeto de desenvolvimento sustentável, inclusive na região Amazônica. Significa demonstrar a capacidade nacional de conservar, administrar e utilizar as riquezas de um território que detém 11% de toda a água doce do globo, onde correm 12 mil rios que respondem por 16% de toda a água enviada ao mar pelos rios do planeta.

Muitos brasileiros só em anos recentes tomaram conhecimento que, além do aquífero Alter-do-Chão, que contém as águas do subsolo amazônico, o aquífero Guarani, no subsolo das regiões Centro-Sul-Sudeste do Brasil e partes do Paraguai, Uruguai e Argentina, guarda volume superior ao seu congênere do Norte. Segundo os cálculos apresentados na edição especial da National Geographic, juntamente com um mapeamento bastante preciso, “não há fartura semelhante em outros cantos do globo: considerando essa abundância, teoricamente cada brasileiro teria à sua disposição, 34 milhões de litros de água por ano, uma quantidade fabulosa, 17 vezes maior do que a ONU considera média confortável de consumo”.

Com todo o progresso civilizatório que se produziu no mundo, digamos, nesse meio século mais recente, a maioria das nações refreou a cobiça em relação aos bens alheios (com notórias exceções provocadas pela exacerbação terrorista). Só não podemos ignorar que a fartura de água, que nos favorece, está distribuída de forma extremamente desigual entre as regiões e os povos.

A carência nem sempre tem simetria com o estágio de desenvolvimento de cada país, inclusive das potências econômicas (as petroleiras, por exemplo). São nações com poder de influência suficiente para arrancar resoluções de organismos internacionais capazes de validar argumentos (não importa quão cínicos sejam) que permitam intervir onde exijam seus interesses vitais.

Não tenhamos dúvida de que a água figura no alto da agenda dos interesses vitais com potencial de produzir grandes atritos neste século.

Artigo publicado na CartaCapital e digitado e enviado para a redecastorphoto por Sonia Montenegro

domingo, 17 de outubro de 2010

A Petrobras e o pré-sal

O Projeto de FHC/Serra de entrega do Pré Sal

Rio de Janeiro, escrito em 4 de março de 2009 e atualizado em 17 de outubro de 2010

Sonia Montenegro

Desde a descoberta do pré-sal, fiquei curiosa para saber o que seria exatamente "flexibilização da lei do petróleo", "marco-regulatório" e essas coisas que a gente ouve, tem até uma ideia a respeito, mas não sabe direito o que são.

Caberia à imprensa informar corretamente à população e se colocar do lado dela, mas infelizmente, a chamada "imprensa brasileira" vive dos anúncios milionários de grandes grupos estrangeiros, e se posiciona sempre do lado deles, e consequentemente, contra nós. Pior, querem nos convencer a ficar contra nós mesmos, e a muitos, infelizmente, consegue enganar.

A Petrobras é uma empresa emblemática, criada em 3 de outubro de 1953, graças a um grande movimento popular que começou com a União Nacional dos Estudantes em 5 de março de 1948, que ficou conhecido como a campanha "O Petróleo é Nosso". Os brasileiros foram para as ruas para reivindicar a posse do valioso óleo extraído do subsolo do país.

Fomos proprietários do nosso petróleo até o fatídico dia 6 de agosto de 1997, quando o governo FHC fez aprovar no Congresso a Lei de nº 9478 que acabou com o monopólio da Petrobras, possibilitando a sua privatização, ajudado pela sua base aliada, e através de uma ampla distribuição de cargos.

A lei é tão absurda, que o deputado Domingos Leonelli, do partido de FHC, se recusou a votar a favor dela, como FHC exigia, por não estar de acordo com o programa do PSDB. Ou seja: nem o programa do partido do presidente permitia!

Mais grave é que a lei do FHC fere a Constituição, porque ela determina que o petróleo encontrado em solo brasileiro é de propriedade exclusiva da União, e o artigo 26 da nefasta Lei, determina que o concessionário que explorar o campo se torna dono do petróleo (flexibilização da lei do petróleo).

Antes, a Petrobras era a única empresa a explorar o petróleo brasileiro e embora fosse uma estatal, nunca foi dona dele. Funcionava como uma prestadora de serviços à União. Mas às empresas estrangeiras em regime de concessão foi dado o privilégio antes negado à própria Petrobras. Nada contra as parcerias, mas tudo contra o privilégio dado aos grupos internacionais.

Infelizmente, o crime de lesa-pátria não pára por aí. Ainda vem o pior, o "marco-regulatório", que é o percentual que o país tem direito a receber como verdadeiro dono do precioso óleo.

O percentual médio, que os outros países produtores de petróleo adotam é de 84%, mas o "generoso" FHC determinou que o percentual que o Brasil adotaria, deveria variar entre 0 e 40%, ou seja, o percentual máximo brasileiro é menor do que a metade da média adotada no mundo. (esse percentual é definido pela capacidade do poço).

Graças a essa "generosidade", a Shell exporta 50 mil barris de petróleo/dia, pagando ao Brasil apenas a taxa de 5% de royalty. Ficou na cota de 0% do FHC. E nossa "grande imprensa", tão indignada quando o Lula aceitou o direito do Evo Morales de nacionalizar o seu gás, nada disse sobre o "entreguismo" de FHC.

Grosso modo, só para dar uma ideia, o pré-sal tem valor estimado em US$ 18 trilhões. Com esse dinheiro, podemos pagar as dívidas interna e externa, acabar com a fome, ter um sistema de saúde de fazer inveja a qualquer país, melhorar todo o sistema de ensino, ter um sistema de segurança decente, promover o desenvolvimento e melhorar a vida de TODOS os brasileiros. Não é sonho, porque nós sabemos muito bem como vivem os sultões do petróleo, os palácios nababescos, os carros de ouro, as cidades "dos sonhos" que constroem, graças ao petróleo.

O problema é que, entregando esse patrimônio a americanos, europeus, serão eles que lucrarão, e nós, brasileiros, mais uma vez ficaremos a "ver navios". 

Claro que os entreguistas traidores da pátria também terão o seu quinhão, por vender (doar) aquilo que não lhes pertence.

É sabido que a verdadeira intenção dos tucanos era a de privatizar a Petrobras, e a prova irrefutável disto foi a tentativa da troca do seu nome para PETROBRAX, cujos estudos iniciais custaram pelo menos R$ 700 mil (valor da época), jogados pelo ralo, porque a intenção causou a revolta dos brasileiros que impediram a sua realização.

O que fez o Presidente Lula? Para manter o pré-sal para o povo brasileiro, enviou ao Congresso Nacional uma legislação nova, uma vez que reverter o antipatriotismo demo-tucano ia ser difícil, por ser uma alteração na Constituição, onde se faria necessário o voto de 3/5 dos parlamentares, o que seria impossível no Senado atual. As grandes empresas mundiais não têm nenhum escrúpulo em dar propina e comprar parlamentares de outros países, sempre que tiverem algum proveito a tirar.

Como vimos, os demotucanos são "privatistas", e acham que o "deus"-mercado se auto-regula, mas o que essa crise mundial mostrou, foi que o mercado visa única e exclusivamente ao lucro desenfreado, e os cidadãos dos países afetados pela crise, notadamente EUA e União Européia, estão sendo obrigados a cobrir os prejuízos que o mercado causou. Na hora do lucro, é deles, mas na hora do prejuízo, todos têm que pagar.

Não foi sem razão que a privatização do governo FHC foi apelidada de "privataria", porque o patrimônio público foi vendido a preço de banana, e financiado pelo BNDES, criado inicialmente para incentivar empresas brasileiras, mas que FHC usou para financiar empresas estrangeiras.

Então, uma das coisas importantes que estão em jogo nesta eleição, é a escolha da continuação da política do Lula de defesa do patrimônio brasileiro, representada pela candidata Dilma (13), contra a continuação do governo FHC, representado pela candidatura de Serra, que foi ministro de FHC por todo o seu governo, e segundo o próprio FHC, o maior defensor da privataria.

É bom lembrar que quando FHC assumiu, o Brasil era a 8ª economia do mundo.

Ele entregou ao Lula na 15ª colocação, e o Lula conseguiu recuperar para a 7ª, com possibilidades reais de se tornar a 5ª, se as políticas entreguistas forem rechaçadas através do nosso voto, em 31 de outubro.




domingo, 19 de setembro de 2010

As balas de prata midiáticas

Sonia Montenegro em 19/09/2010

Jornalistas e blogueiros progressistas especulam a respeito de qual será o último tiro que a imprensa desferirá na ante-véspera da eleição, para tentar evitar a vitória da Dilma no 1º turno, o que chamam de "bala de prata".

Pode parecer a alguns incautos, tratar-se de paranóia, mas quem acompanha as eleições desde a volta das "diretas", sabe que, sempre que o favorito nas pesquisas não é o favorito da imprensa, é exatamente o que acontece. Senão vejamos:

1989 - Collor e Lula

Circulam diversos boatos, do tipo: Lula vai confiscar poupança (Lula não confiscou, mas o Collor sim), Lula fará os pobres invadirem as casas e apartamentos, e você vai ter que dividir seu espaço com eles (os "pobres"), os automóveis serão confiscados para comprar bicicleta para os "pobres", e por aí vai...

  • 25/10 - Mario Amato, então presidente da Fiesp - Federação das Indústrias de SP, afirma que a vitória de Lula resultaria em um êxodo de centenas de milhares de brasileiros para o exterior.

  • 12/12 - Programa eleitoral de Collor leva ao ar o depoimento de Miriam Cordeiro, antiga namorada e mãe de uma filha de Lula, dizendo que ele ofereceu dinheiro para que ela provocasse um aborto. Tempos depois ela confessa que recebeu 24 mil dólares para dar seu depoimento, e se confessa arrependida.

  • 13/12 - TV Globo mostra as imagens do programa do PRN com as declarações de Miriam Cordeiro dentro do Jornal Nacional, que antecede a novela, no horário nobre da TV. A peça publicitária é vista por um número de espectadores maior do que o da audiência do horário eleitoral gratuito.

  • 14/12 - Seqüestradores do empresário Abílio Diniz (2 argentinos, 2 canadenses, 5 chilenos e 1 brasileiro) se rendem e o libertam. Luiz Antonio Fleury Fº, secretário de segurança de SP, anuncia que foram encontrados panfletos do PT, que pertenceriam aos seqüestradores de Abílio Diniz. Posteriormente, foi constatada a fraude armada para mais uma vez favorecer o Collor e prejudicar o Lula na eleição: os panfletos foram plantados antes que os jornalistas pudessem fotografar a cena.

No mesmo dia, é realizado o 2ª debate, transmitido por um pool formado pelas 4 principais emissoras de televisão do país: Globo, Bandeirantes, Manchete e SBT, entre os candidatos à presidência da República. As perguntas feitas pelos jornalistas Boris "Isso é uma Vergonha" Casoy (membro do grupo terrorista de extrema-direita CCC - Comando de Caça aos Comunistas e que não gosta de lixeiros), e Luiz Fernando Emediato, foram cuidadosamente escolhidas para levantar a bola para Collor, e para Lula, "pegadinhas". A Rede Globo não divulga a última pesquisa Ibope, porque o Lula vinha em curva ascendente e o Collor em descendente, e o resultado não interessava ao candidato escolhido (Lula teria passado, por pequena margem). Artistas como Cristina Pereira, Joana Fomm, Tássia Camargo, Chico Buarque, Paulo Betti, entre outros, fazem um protesto em frente à sede da Rede Globo no Rio de Janeiro, exigindo a divulgação da pesquisa: sem sucesso.

  • 15/12 - Rede Globo exibe no Jornal Nacional o compacto do último debate, para cumprir a missão de ajudar Collor. Nela, ele tem a mais 1 min e 12 segs de exposição do que Lula, e são escolhidos a dedo, os melhores momentos do Collor, contra os piores do Lula, com o claro intuito de favorecer o 1º. A eleição acontece 2 dias depois.

1994 e 1998 - Lula x FHC

  • Como Lula saiu na frente nas pesquisas, casuisticamente, o Congresso diminuiu o mandato presidencial de 5 para 4 anos, mas ancorado no Plano Real, com o apoio do então presidente Itamar Franco e de toda a grande mídia, FHC começa a subir e vence Lula no 1º turno.

  • FHC nunca foi a debate e os jornalistas consideravam normal que estando na frente, não tenha querido ir, porque seria o alvo de todos os oponentes. Numa das campanhas, a Rede Globo chegou até a cancelar o debate. Mas não foi esse o comportamento da emissora, quando Lula não foi ao debate no 1º turno em 2006. Bonner Simpson fez um estardalhaço, e deixaram um lugar vazio, para mostrar a "falta de consideração do Lula com o eleitor". Agora também, a farsa se repete pela Dilma ter faltado a um, para viajar para Porto Alegre, para assistir o nascimento do seu 1º neto.

  • Em 1/9/1994, antenas parabólicas captam uma conversa informal entre o ministro da Fazenda, Rubens Ricupero, e o repórter da Globo, Carlos Monforte, antes da gravação de uma entrevista. Além de chamar os empresários brasileiros de "bandidos", ainda revela: "para a Rede Globo foi um achado. Em vez de terem que dar apoio ostensivo a ele (FHC), botam a mim no ar e ninguém pode dizer nada. (...) Isso não ocorreu da outra vez. Essa é uma solução, digamos, indireta, né?", e conclui: "Eu não tenho escrúpulos. O que é bom a gente fatura, o que é ruim, esconde", o que mostra inquestionavelmente o emprenho da emissora de favorecer FHC, com a "solução indireta".

Outra cumplicidade da Rede Globo com FHC é um filho de uma jornalista da emissora, Miriam Dutra Schmidt, com o político. Ela é transferida para a Espanha, com excelente remuneração, para evitar embaraços ao presidenciável FHC.

2002 - Serra e Lula

  • 8/6 - George Soros, megaespeculador húngaro, naturalizado norte-americano e ex-patrão do então Presidente do Banco Central, Armínio Fraga, afirma: "O Brasil está condenado a eleger José Serra ou mergulhar no caos assim que um determinado governo Luiz Inácio Lula da Silva se instalar.

  • 14/6 - Rudiger Dornbusch, economista do MIT - Massachusetts Institute of Technology e especialista em América Latina, prevê um colapso da economia brasileira até dezembro (que de fato aconteceu, e o Brasil, mais uma vez, recorre ao FMI). Essa era a excelente gestão econômica de FHC.

  • 14/10 - Regina Duarte usa o método alarmista de colocar medo na população, no caso da vitória do Lula em propaganda de Serra.

  • 17/10 - José Serra intensifica a chamada "teoria do caos", de um futuro governo Lula.

A mídia foi menos explícita nesta campanha porque sabiam a batata quente que o Lula estava herdando, e achavam que não daria conta do recado, e eles voltariam, se livrando desta "raça" por 30 anos...

  • Em 4/9/2006, Ilimar Franco, jornalista de O Globo, lista o que considera os erros de avaliação da oposição: "no começo do governo Lula, FHC dizia que seu mandato não duraria 6 meses..."

Tudo indicava que era mesmo a vez do "cara", porque o 1º turno aconteceu no dia do seu nascimento (6/10), o 2º no dia em que foi registrado (27/10), há exatos "13" anos depois da 1ª disputa, em 1989.

2006 - Alckmin e Lula

Desta vez, o bicho pegou outra vez. Apareceu até um infalível "vidente", um tal de Juscelino, no Fantástico, para garantir que o Alckmin ganharia a eleição. Também criaram uma Caravana da Cidadania, conduzida pelo Pedro Bial (tucano de carteirinha), para mostrar a situação calamitosa das estradas brasileiras, omitindo a situação das mesmas encontradas por Lula e as diversas já restauradas.

  • 4/5 - Operação Sanguessuga, da Polícia Federal, desarticula uma organização criminosa no Ministério da Saúde e na Câmara dos Deputados que agia desde o ano de 1998, cumprindo 53 mandados de busca e apreensão e efetuando 48 prisões em 7 estados.
  • 14/9 - Documentos mostram que a Máfia das ambulâncias agia com o aval do então ministro da Saúde José Serra (o que ousa se auto-denominar "o melhor Ministro da Saúde do Brasil), que teria determinado o empenho e a elaboração de convênios para emendas destinadas à compra de ambulâncias junto a empresas do grupo Planam. Fotos e vídeos já circulavam na internet, em que José Serra elogiava o empenho dos parlamentares ao projeto. Serra participa da solenidade de entrega de ambulâncias superfaturadas no Mato Grosso.

Na ocasião, Serra era candidato ao governo de SP, e se o episódio viesse à tona, causaria um grande estrago às campanhas tucanas, e Alckmin corria o risco de perder a eleição logo no 1º turno, e surge então a "vacina", o episódio dos "aloprados" petistas, que caíram de gaiatos na trama.

A tentativa da compra de um suposto dossiê, que não é crime, vira notícia sensacionalista, mas o conteúdo do mesmo, o superfaturamento, que é crime, vira "dossiê fajuto", dando ao Serra o papel de vítima de uma "armação", embora 70% das 891 ambulâncias comercializadas pelos Vedoin, donos da Planam, foram compradas por José Serra e seu homem de confiança, e sucessor no Ministério da Saúde, Barjas Negri.

O caso foi assunto para uma edição especial da revista Carta Capital, em reportagem minuciosa de Raimundo Rodrigues Pereira, que conclui: "Os petistas já foram presos, agora trata-se de achar os crimes que possam ter cometido."

  • 29/9 - A Rede Globo ignora o acidente da Gol, para noticiar com grande sensacionalismo a pilha de dinheiro dos 'aloprados' do PT, extraída ilegalmente do processo por um certo delegado Bruno e levar a provável reeleição do Presidente Lula para o 2º turno.

  • Com todo o espalhafato midiático, todos nós que declarávamos explicitamente nosso apoio à reeleição do Lula sofremos ataques, (a Dani perdeu uma parte de um dedo), como se nós fossemos contra o Brasil e a favor da corrupção. E vai explicar que não é bem assim, para as pessoas que se informam através do Jornal Nacional, Globo e Veja. Defender o Lula virou sinônimo de fanatismo, e essa animosidade explícita entre irmãos é também de responsabilidade da imprensa golpista brasileira.

  • No último debate, as perguntas aos candidatos tinham a mesma estratégia: levantar a bola do Picolé e as perguntas para o Lula eram sempre pegadinhas que não eram da responsabilidade do governo Federal, para que o Lula tivesse que dizer que não era da alçada do cargo em disputa, mas ele se saiu bem, aproveitando para dizer o que queria. Escolheram a dedo jovens que estariam em dúvida entre os 2 candidatos, para formularem perguntas, e o "indeciso" que fez pergunta ao Lula tinha uma comunidade anti-Lula no Orkut.

2006 - Serra e Dilma

  • Embora Dilma esteja no governo desde 2001 e no Ministério da Casa Civil desde 2005, a imprensa não descobriu nada contra ela durante todo esse tempo, mas depois de sua indicação à presidência, descobrem toda uma série de factóides que, quando desmontados, somem dos noticiários para dar lugar a outros.

Assim foi e assim será, enquanto a imprensa continuar gozando do privilégio da impunidade.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

El País e o jogo sujo da oposição e da mídia nativa nas eleições brasileiras

Leonardo Darbilly em 16/9/2010

É incrível como até mesmo um jornal estrangeiro consegue realizar uma análise muito mais honesta da campanha eleitoral no Brasil do que a mídia nativa, monopolizada por quatro famílias proprietárias de veículos como Globo, Folha, Veja e Estadão e os quais deixaram há muito tempo de fazer jornalismo para transformar-se em panfletos políticos a favor da oposição. É por isso que essa velha mídia é conhecida pela sigla PiG (Partido da imprensa Golpista).

Aliás, enquanto o mundo inteiro reconheceu o sucesso, os méritos e as conquistas que a população brasileira obteve durante os oito anos de governo Lula, aqui os jornalões tentaram derrubar o governo por meio da fabricação (em massa e em linha de montagem) de escândalos sucessivos, sempre blindando a oposição de qualquer denúncia que surgisse a qual pudesse prejudicar seu candidato predileto, José Serra.

Alguém lembra de ter visto nos jornais em letras garrafais a notícia de que uma das figuras mais importantes do PSDB mineiro, Eduardo Azeredo, está sendo processado pela justiça por ter criado e implementado naquele estado o chamado "mensalão"?

Alguém leu em algum jornalão que o Arruda (sim, o do Panetone), era o nome mais cotado para ser o vice do Serra?

Alguém viu o video em que o Serra abraça o Arruda, pedindo para que o povo "eleja um careca e ganhe dois" (no caso, ele e o Arruda)?

Alguém leu em algum jornal a recente notícia de que o sigilo do Tarso Genro e de diversas outras pessoas foi violado por membros do governo corrupto da Yeda Crusius, do PSDB, no RS?

Alguém fica indignado com os preços absurdos dos pedágios de São Paulo criados pelo Serra?

Alguém fica horrorizado quando o Serra manda a polícia bater em professores que protestam contra o salário indigno que a eles é pago pelo governo desse estado?

Alguém sabe que o Serra mente quando diz que foi o criador dos genéricos, sendo que o verdadeiro responsável por eles é o ex-ministro Jamil Haddad? Sem contar os diversos escândalos totalmente comprovados envolvendo o governo FHC, como as "privatarias" e seus principais beneficiários, como o Daniel Dantas.

Pois é, a classe média, que se diz tão indignada e "preocupada" com a "moralização" da política, mostrou-se bastante seletiva em sua indignação, pois enquanto blasfema palavras golpistas contra o governo Lula e contra a Dilma, não fica nem um pouco horrorizada de ver figuras sórdidas como o Quércia e o Roberto Jefferson ( o único réu confesso do chamado "mensalão", termo, aliás, cunhado por ele) apoiando e fazendo campanha para o Serra.

A classe média, aliás, ao longo da história do país, sempre apoiou políticos golpistas e sem escrúpulos como Carlos Lacerda, colocando-se contra governos progressistas e populares como os de Getulio Vargas, Juscelino e João Goulart.

As manchetes dos jornalões, a criação de escândalos descartáveis que somem em questão de dias e as "marchas" moralistas (como a Marcha pela Família, por Deus e pela Liberdade) sempre foram instrumentos utilizados por uma minoria da população para entregar o país ao que há de pior.

A classe média brasileira, por ser altamente alienada, despolitizada, sem conhecimento das mazelas sociais que existem nesse país, sempre apavorada com um tal de "comunismo" que ela nem sabe explicar com profundidade o que significa e afetada pela "síndrome de vira-lata", sempre foi facilmente cooptada pelos "barões da mídia" e pelos poderosos que
trabalham contra o país.

Felizmente, a grande maioria da população saberá fazer uma distinção, no dia 03 de outubro, entre aqueles que durante 8 anos trabalharam pelo país, que criaram empregos, que fizeram o país crescer, que aumentaram os salários, que reduziram absurdamente a desigualdade social e que alavancaram a economia do país, e aqueles outros que, durante esses mesmos 8 anos, quebraram o país diversas vezes, privatizaram (ou doaram, como você queira chamar) nosso patrimônio para pagar uma dívida que apenas aumentou e que nada fizeram para combater a desigualdade social e a pobreza. Essa é a diferença entre o governo Lula (Dilma) e o governo FHC (Serra).

Fiquem com a notícia da BBC Brasil sobre a reportagem do jornal El País, da Espanha:

'JOGO SUJO' ECLIPSA DEBATE POLíTICO NO BRASIL, DIZ \'EL PAíS\'
Escândalos durante campanha estariam se tornando costume

O jornal espanhol El País diz na sua edição desta quinta-feira que o "jogo sujo está ofuscando o debate político no Brasil".

Para o jornal, o aparecimento de escândalos às vésperas das eleições está se tornando um costume que os cidadãos brasileiros assistem com impotência.

"Milhares de brasileiros sonhavam com uma campanha eleitoral sem sobressaltos e centrada nas propostas dos candidatos, mas mais uma vez o jogo sujo está eclipsando o debate político."

O El País diz que, apesar das acusações de corrupção e tráfico de influências no círculo de confiança da candidata petista Dilma Rousseff, "tudo parece indicar que a novata de Lula pode mais que qualquer acusação jogada aos quatro ventos".

Escândalos

O jornal lista vários escândalos envolvendo o Partido dos Trabalhadores, incluindo o da quebra do sigilo fiscal da filha de José Serra e das acusações envolvendo a Chefe da Casa Civil, Erenice Guerra.

A estratégia do partido de Lula, segundo o El País, é a de evitar que os casos mudem a trajetória ascendente de Dilma Rousseff.

O diário diz que Serra aproveitou o espaço da propaganda eleitoral para atacar "a jugular" do PT, enquanto Dilma, com sua ampla vantagem nas pesquisas, pediu que os fatos sejam investigados com rapidez.

escrito e enviado por Sonia Montenegro