Quando
o ex-presidente Fernando Henrique diz que “o PSDB não é farinha do mesmo saco”,
não estava querendo defender o partido. Isso é o que pode parece à primeira
vista. Estava defendendo a si, largando os “amigos” (que não tem, tem cúmplices)
na chuva e cuidando de sua própria pele.
É
deus, privatizou o mundo em seis dias e depois foi a Camp David passar o sétimo com Bill
Clinton onde recebeu a unção pelos serviços prestados.
O
que está dizendo é que não o confundam com Serra, com Alckmin, com Aécio, com
Álvaro Dias, com Portelinha, Azeredo e toda a corja. Ele não. É deus e está
acima do bem e do mal. O que fez não importa se eivado de corrupção, importa que
ele é “deus”.
Parênteses.
No
caso de Aécio estar no PSDB é falta de vergonha na cara, ou já está num estado
de depauperação mental irrecuperável. Tancredo tinha horror de FHC.
charge viomundo
Fernando
Henrique percebeu a gravidade do caso do metrô paulista e sente o cheiro da
podridão que exala da REDE GLOBO, donde podem surgir segredos aterradores do seu
governo, falo da sonegação fiscal de 600 milhões.
A
GLOBO sempre foi fétida, só que agora o cheiro está chegando, insuportável, às
ruas.
São
as duas grandes questões pontuais que vive o País nesse momento e são elas que
devem fazer parte de qualquer bandeira de protesto, onde quer que se vá. no
território nacional, ao lado das grandes causas, a Constituinte Popular, por
exemplo.
Globo
e Metrô/CPTM de São Paulo são produtos da podridão e da falência do Estado desde
a época da ditadura militar.
Um
corpo corroído muito mais pelos corruptores, principais acionistas desse Estado
(bancos, grandes empresas, latifúndio, templários evangélicos, que pela
corrupção, que é consequência). A bancada evangélica é uma espécie de ordem dos
templários da Idade Média, mas caricata; latifúndios são pistoleiros do velho
oeste; banqueiros mais grandes empresários são a OPUS
DEI).
Propinoduto do PSDB arromba o Cofre Público (Latuff/2013)
O
sistema político eleitoral brasileiro permite que os corruptores elejam e
mantenham a maioria das casas legislativas, prefeituras, esses adereços
desnecessários chamados câmaras municipais, governos estaduais, assembleias e as
duas casas legislativas nacionais, uma delas a chamada representação popular, a
Câmara dos Deputados e a outra, outro adereço desnecessário, o Senado,
representação dos estados de uma federação que não existe exceto no
papel.
Nosso
sistema judiciário é uma teia de não resolve nada e isso é proposital. Quem vai
ter peito de encarar o mea culpa no
erro (ou ma fé ou incompetência) do “mensalão?
Todo
o arcabouço do Estado brasileiro guarda consigo “preciosidades” do Brasil
colônia, do Brasil império e das várias “repúblicas” que tivemos ao longo de
nossa História, mas sempre sob o controle das elites econômicas. O caráter
democrático, que é também o caráter humano que deveria prevalecer não existe.
Rede Globo e a sonegação (Saraiva 13)
E
aí, entra FHC, como entra o grupo GLOBO, como entram os que compram e se
beneficiam do que na verdade é a diferença de classes, que por sua vez nos
remete à luta de classes, necessária e fundamental para a construção de um
Estado democrático. Aquele em que o trabalhador decide ao invés de ser alvo de
gás lacrimogêneo ou gás de pimenta, além da borduna no lombo promovido pela
excrescência que são as Policias Militares, “preciosidade” trazida de
antanho.
Neste
momento temos o que se chama de “condições objetivas” para buscar mudanças
estruturais indispensáveis, a não ser que queiramos aceitar o papel de zumbis em função dos interesses dos
donos. Não mudanças totais, plenas, mas abrir portas para a construção de um
futuro decente.
No
Brasil e em quase todos os países, há um problema complicado. Classe média. Come
arroz e feijão, deve horrores ao banco, e arrota faisão. Pior, lê VEJA (segundo
eles, a melhor revista do mundo em língua portuguesa, mas já bastante decadente)
e acha que o JORNAL NACIONAL (com índices de audiência em queda livre) é o ponto
de referência da verdade absoluta. E adora trazer seus cães pra defecar pelas
ruas...
No
caso específico de FHC, um safardana de grande porte, amoral, logo destituído de
qualquer principio e que em sua versão fumante de charuto cubano acredita que
tudo é obra dele.
charge serranuncamais
E
que numa frase, como a que disse, falou para fora uma coisa, falou para dentro
outra coisa, até porque se chegarem a ele respingos desse processo do
Metrô/CPTM/SP, da GLOBO, o risco de retaliação é imenso. É detentor de segredos
desde alcovas a gabinetes escuros e sombrios como aqueles que Drácula usa e não
vai ter escrúpulos em esgrimi-los a seu favor.
É
característica do amoral.
Foi
o que ele quis dizer.
“Eu
não! Eu sou Deus!”.
O
PSDB não é farinha do mesmo saco só, é um tipo de farinha venenosa e que ao
invés de alimentar, mata.
_________________________________
[*] Laerte
Bragaé
jornalista, trabalhou no Diário Mercantil e no Diário da Tarde de Juiz de Fora,
para os Diários Associados e pela agência Meridional (primeira grande agência de
notícias do Brasil) e também dos Diários e Emissoras Associadas, tendo sido
correspondente do Estado de Minas de Juiz de Fora e Zona da Mata, e também
trabalhou comofreelancerpara revistas e jornais do Brasil e de
outros países. Laerte escreve sazonalmente para a redecastorphoto.
Este documentário
conta a história dos quase 6000 moradores da ocupação “Pinheirinho”. Essas
pessoas moravam desde 2004 num terreno abandonado há mais de 20 anos, em São
José dos Campos. Esse terreno era de propriedade de uma empresa que havia falido
em 1989, a Selecta, pertencente ao
empresário, (criminoso condenado) Naji Nahas.
Em julho de 2011, a justiça ordenou que
as famílias fossem retiradas de lá. Em 22 de janeiro de 2012, a Polícia Militar do
Estado de São Paulo realizou a reintegração de posse, colocando todos os 6000
para fora. A maioria deles saiu apenas com a roupa do corpo.
No mesmo dia em que os moradores
foram retirados do terreno, os tratores começaram a derrubar as casas com todos
os pertences dos moradores dentro; o que é totalmente ilegal.
Essas pessoas além de perderem o
teto, perderam tudo o que tinham, tudo o que compraram em quase 8 anos de
trabalho. A maioria das famílias era bem pobre; ganhavam entre 0 e 3 salários
mínimos.
O governo do Estado (PSDB), ao
invés de regularizar a situação dos quase 6000 moradores e urbanizar o terreno,
preferiu expulsar todos eles e aumentar o já imenso problema social.
Este documentário conta a história
completa do Pinheirinho. Desde a origem do terreno até a ocupação em 2004; as
várias tentativas de acabar com a ocupação; as tentativas de segregar os
moradores; as falsas promessas da Prefeitura comandada pelo PSDB em regularizar
o terreno; a reintegração em janeiro de 2012; até os fatos mais próximos de
janeiro de 2013, quando o documentário foi finalizado.
Antes de
avaliar a cogitação final desta retrospectiva da imagem do Brasil no exterior,
veja as imagens do link:
Forças de choque da Polícia Militar atacam o interior do alojamento cedido pela própria Prefeitura de São José dos Campos para abrigar moradores desocupados do Pinheirinho. No alojamento provisório estavam famílias inteiras, crianças, idosos e pessoas portadoras de necessidades especiais. Uma criança foi levada carregada para a ambulância que estava montada em uma tenda enquanto os policiais continuavam a jogar bombas em direção aos moradores.
Em
sua Teoria do Choque, a canadense Naomi Klein demonstra como em
diferentes partes do mundo se utilizou do terror para impedir as pessoas de
pensar. Será esse o objetivo da despropositada violência empregada pelo
governador de São Paulo contra a comunidade do Pinheirinho?
Até
mesmo os que através da imprensa promoveram a candidatura tucana questionam a
violência desmedida da polícia e da justiça de Alckmin. Ricardo Boechat da BAND,
por exemplo, lembra que os credores do megaespeculador Naji Nahas são grandes
bancos e investidores (também especuladores) sem qualquer necessidade da
imediata reintegração de pose. Por outro lado, o Ministério das Cidades
distribuiu nota detalhando as ofertas ao governador do estado e ao prefeito de
São José dos Campos para através de planos e programas federais construir
moradias que abrigassem aquelas famílias.
Aos dois
políticos do PDB caberia apenas
negociar prazos que permitissem o alojamento dos despejados. Por qual razão
optaram por tamanha violência contra mulheres, homens, idosos e crianças?
Inseminar
o medo no eleitorado paulista para que a covardia garanta a perpetuidade do
poder do partido naquele estado, como Naomi sugere ser o método de implantação
do neoliberalismo econômico pelo mundo? Ali a ativista percebe no medo um meio
de sujeição aos abusos do poder.
Será
essa a intenção do partido que há décadas governa o mais rico estado da
federação? Os eleitores de candidatos tucanos e seus aliados do DEM e de sua
dissidência serão mais covardes do que apenas pessoas com dificuldade de
apreensão, percepção e compreensão da realidade?
Alguém
cogitou a probabilidade de que a real intenção do absurdo seja a provocação de
um confronto direto com o governo federal. Pode ser... Afinal as manipulações
dos meios de comunicação têm se demonstrado incapazes de afetar a consciência
política do brasileiro.
Se
seguirmos a projeção internacional da imagem do Brasil nas duas últimas décadas,
talvez possamos aventar outros interesses na degradação de nossa imagem perante
a comunidade das nações. Interesses que podem estar localizados muito além de
nossas fronteiras.
Acompanhe
esta retrospectiva dos fatos da política brasileira que mereceram maior destaque
nos jornais e revistas de todo o mundo e pergunte-se a quem interessa a
degradação e o retrocesso do país?
Imagem do Brasil na Imprensa Internacional
1994 – primeiro ano de governo PDB– a posse de Fernando Henrique Cardoso.
1995 – segundo ano de governo PDB – Massacre de Corumbiara.
1996 – terceiro ano de governo PDB – Massacre de Eldorado dos Carajás.
1997 – quarto ano de governo PDB– Relatório da Human Rights Watch:
“Durante o período analisado (1996-1997), antigas violações continuaram a ocorrer e novas surgiram no cenário brasileiro, apesar de esforços isolados de particulares e organizações não-governamentais, e devido, na grande maioria das vezes, ao descaso das autoridades.”
1998 –quinto ano de governo PDB – Confira nos linksa repercussão mundial do julgamento de Talvane Albuquerque do PFL como mandante do assassinato da aliada política Ceci Cunha, (do PDB)de quem Talvane era suplente:
1999 – sexto ano de governo PDB– Horrorizada com a displicência do governo federal à corrupção e à aceleração do desmatamento na Amazônia, a imprensa internacional dá ampla cobertura à única providência daquele governo ao rombo de mais de R$ 2 bilhões na SUDAM: o encerramento daquela superintendência.
2000 – quinto ano de governo PDB – Entre escândalos de privatizações, índices recordes de desemprego, risco país e dívida internacional, a imprensa mundial se diverte com as desastradas comemorações dos 500 anos do Brasil: espancamento de índios e caravelas que adernam como o país.
2001 – sexto ano de governo PDB – o descrédito internacional culmina com o naufrágio da P 36, a maior plataforma marítima do mundo.
2002 – último ano de governo PDB– a imprensa internacional não comenta a subserviência do chanceler brasileiro Celso Lafer ao tirar sapatos e meias para se submeter à revista na recepção dos aeroportos dos Estados Unidos, mas se surpreende com a repetição do apagão energético de julho de 2001 em setembro de 2002 (que gerou um prejuízo de R$ 45 bilhões) considerando sermos o país de maior potencial hidroelétrico no mundo,
2003– primeiro ano do governo Lula– a imprensa internacional repercute a posse do novo presidente brasileiro com muitas incertezas e receios, prevendo um agravamento da crise administrativa e econômica herdada do governo PDB.
2004 – segundo ano do governo Lula – o repórter Larry Rohter do The New York Times acusa o presidente do Brasil de alcoólatra em matéria ilustrada por uma foto de Luís Ignácio da Silva brindando com uma caneca de chope na abertura da Oktoberfest de Blumenau.
2005 – terceiro ano do governo Lula– aimprensa internacional repercute as acusações da nacional que, baseada nas denúncias de Roberto Jefferson, acusa o governo brasileiro de quadrilha do maior esquema de corrupção já montado na história do país. Jefferson por sua vez confessa ter lesado o próprio partido (PTB) em vultosos desvios de verbas de campanha política.
2006 – quarto ano do governo Lula– a imprensa internacional se surpreende com o pagamento ao FMI, feito considerado improvável desde o aprofundamento da dívida brasileira ao longo da ditadura militar, e impossível após o governo do PDB triplicá-la, elevando-a acima do PIB do país.
Ainda em 2006 o PDB volta a chamar a atenção da imprensa internacional.Os ataques da facção criminosa PCC ao estado mais rico da federação, comandados de dentro de um presídio estadual de segurança máxima, alarmaram o mundo pelo número de inocentes executados tanto pelos criminosos quanto pela polícia de São Paulo.
2007 – quinto ano do governo Lula– a tentativa do PDB de incriminar o governo Lula no sequestro São Paulo pelo PCC é desmascarada por gravações telefônicas que comprovam o prévio conhecimento do ataque pelo governador do estado, Geraldo Alckmin, e seu secretário de segurança, bem como pelo então prefeito da capital, José Serra. Nenhuma providência foi tomada para evitar o evento ao qual a imprensa estrangeira só encontrou similar em roteiros de história em quadrinhos.
Não obstante, a mídia brasileira ligada ao PDB tentou responsabilizar pessoalmente o Presidente do Brasil por 2 dos maiores acidentes aéreos já ocorridos no país. Antes que os laudos dos peritos indicasse a responsabilidade de pilotos norte-americanos em um caso e a falhas técnicas da aeronave em outro, o descrédito da imprensa nacional perante seus colegas do mundo já era total, culminando com recente indicação da Revista Veja como “brazilian gossip magazine” – revista brasileira de fofocas - por um jornalista britânico.
2008 – sexto ano do governo Lula – o Brasil passa a ser apontado pela imprensa estrangeira e por estadistas de todo o mundo como exemplo de economia promissora. Lula é considerado o principal líder da América Latina pela revista News Week e recebe o Prêmio da Paz da UNESCO.
2009 – sétimo ano do governo Lula –Na Inglaterra e Alemanha analistas e publicações especializadas preveem o Brasil entre as maiores economias mundiais até o ano de 2015, além de se dedicar atenção à evolução científica e tecnológica do país. Lula é considerado uma das personalidades mundiais pela Forbes eHomem do Ano pelo Le Monde e o El País.
O britânico Financial Times inclui o Presidente brasileiro entre as 50 personalidades que moldaram a década, considerando-o como o líder mais popular da história. Mas na imprensa nacional o esforço e preocupação é o de demonstrar que Lula não foi classificado como a mais importante personalidade e sim apenas uma entre os demais.
2010 – último ano do governo Lula – o Brasil se torna um dos mais promissores mercados de investimento para o mundo, além de interlocutor político requisitado por todas as nações. Lulaé homenageado pela ONU e apontado como Estadista Global pelo Conselho de Davos.
2011– primeiro ano do governo Dilma - o Brasil antecipa as previsões e ultrapassando a Inglaterra posiciona-se como a 6ª economia mundial, sendo considerado pela imprensa especializada de todo o mundo como exemplo a ser seguido por todas as nações para superação da crise internacional.
Eleita por Lula, Dilma é apontada pela imprensa mundial como uma das três mulheres mais poderosas do planeta.
Por sua vez Lula recebe o Prêmio Norte-Sul do Conselho da Europa, entre diversos outros que lhe são concedidos nos Estados Unidos, na Europa, na África e América Latina. São mais de 300 condecorações e uma impraticável série de outorgas de títulos de Doutor Honoris Causa. Recusados durante seu exercício da presidência, posteriormente não poderá assumir o compromisso de aceitá-los devido a um tratamento de câncer.
Recebido em todas as nações que visita como ídolo popular, Lula ainda teve tempo de receber o 16º título de Doutor Honoris Causa (o primeiro para uma personalidade da América Latina) instituído em 1876 pela Fundação Sciences-Po, entidade ligada à Universidade Sorbonne. Ofendidos e revoltados os diretores de importante órgão de imprensa no Brasil exigem explicações do diretor da Sciences-Po.
2012 – início de segundo ano do governo Dilma.Apesar de afamada pela mídia brasileira como temperamental e geniosa, a cordialidade da primeira Presidenta do Brasil já lhe conquistou mais popularidade do que a usufruída por Lula em seu primeiro ano de governo. Ao contrário da aversão à política anteriormente desenvolvida entre a população, Dilma herdou epôde usufruir de uma nova percepção que se desenvolve entre os cidadãos brasileiros. E Lula, mesmo que rigorosamente afastado por questões de doença,ainda mantém a maior popularidade política em todo o mundo.
No entanto, a violência do governo do PDB experimentada pelos estudantes da USP e mais recentemente pelos dependentes químicos da cidade de São Paulo, torna a levar o Brasil para as páginas dos crimes contra os direitos humanos. Com o terror promovido contra a população do Pinheirinho em São José dos Campos, Geraldo Alckmin derrubou o país da condição de exemplo e esperança internacional para a de país sem qualquer respeito aos direitos humanos e a seus cidadãos.
A quem pode interessar um Geraldo Alckmin ou um partido como o PDB?
Até quanto os paulistas estão dispostos a pagar reelegendo ao governo um aliado de integrante do mesmo PCC que sequestrou todos os cidadãos daquele estado em sua última gestão, conforme se verifica neste outro link:
Até quando os paulistas serão os principais responsáveis pela eleição das mais deploráveis personalidades da história política do Brasil como Ademar de Barros, Jânio Quadros, Paulo Maluf, Celso Pita, Collor de Melo, Fernando Henrique, José Serra e Geraldo Alckmin?
Até quando os brasileiros terão de pagar pela presunção e arrogância de idiotas que pedem o afogamento de nordestinos quando, à exceção de 2 ou 3 outros estados, no restante do país se aprende escolher candidatos que dignifiquem o Brasil perante o mundo conforme atesta a imprensa internacional.
Quando os paulistas haverão de aprender a pensar com a própria cabeça sem deixar se condicionar pela oligarquia que monopoliza a mídia do país? Quando terão coragem de decidir pela realidade como têm feito os nortistas e nordestinos, os cariocas, os gaúchos, os do centro-oeste?
Finalizando: Peritos descartam a possibilidade de explosão em gasoduto como causa do desmoronamento de 3 edifícios da cidade do Rio de Janeiro, mas a imprensa internacional já especula sobre a temeridade da realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Brasil.
As últimas notícias da imprensa nacional apontam a possibilidade da tragédia ter sido ocasionada por uma reforma clandestina realizada no 9º andar do edifício que ao desabar provocou o desmoronamento dos demais. A empresa indicada pelo noticiário da Globo como responsável pela obra seria uma tal de T. O.
No mesmo noticiário, apesar de se reconhecer como leiga no assunto, uma testemunha da evolução da obra afirma ter lhe parecido uma temeridade o que ali se realizava.
Creio ter esclarecido suficientemente as razões de sugestão para se averigue qualquer indício de relações entre essa T.O. e oPDB.
Se ainda assim ocorrer de me considerarem tão ridículo quanto foi o editor da Rede Globo ao alegar um tal “jornalismo de hipóteses” para justificar a própria irresponsabilidade ao acusar o Presidente Lula pela queda do avião da TAM em menos de cinco minutos da ocorrência daquela tragédia no Aeroporto de Congonhas.
Recomendo que retorne às imagens do primeiro link ou pesquise qualquer outro dos tantos vídeos sobre a violência e covardia do governo de São Paulo não só em São José dos Campos, como também na USP ou na Cracolândia. E depois releia a retrospectiva dos assuntos brasileiros que mais repercutiram na imprensa de todo do mundo nos últimos 18 anos.
Tempo suficiente para adquirir maturidade e emancipação. Ou vai continuar retrocedendo indefinidamente até voltar à condição fetal ou à Idade da Pedra? Bem menos, talvez. À Idade Média dos inquisidores da Opus Dei de quem Alckmin é devoto.
Acho que Protógenes Queiroz nem
sonhava com uma candidatura quando me falou pela primeira vez do Caso Paribas.
Não apenas falou: de noite, no saguão do hotel em que se hospedava entre uma e
outra operação em São Paulo, fez mapa minucioso da armação de tucanos de
megabico para manipular a dívida externa em seu proveito.
A segunda vez foi em sua primeira
entrevista à imprensa, na sede da revista Caros Amigos, que durou de 2 da tarde
às 7 da noite. De tudo se tratou. Selecionei apenas o capítulo que trata do Caso
Paribas, que pode levar à convocação de FHC e Armínio Fraga, entre outros, pelo
Congresso.
Protógenes Queiroz
Não por coincidência, depois da
entrevista, a caixa d’água veio abaixo na vida de
Protógenes.
PALMÉRIO DÓRIA - Você está falando
do Fernando Henrique Cardoso?
Fernando Henrique
Cardoso.
PALMÉRIO DÓRIA - Você está falando
do Paribas, de como o presidente manipulou e ganhou com
isso?
Exatamente. Nossa dívida externa é
artificial e eu provei isso na investigação. Houve repulsa minha porque quando
era estudante empunhei muita bandeira "Fora FMI", "Nós não devemos
isso".
MYLTON SEVERIANO - "A dívida já
está paga".
"A dívida já está paga". E foi
muito jato d'água, muita cacetada, muito gás lacrimogêneo, "bando de doido, tem
que tomar porrada, pau nesses garotos". Você cresce achando que era um idiota,
não é? Chega um momento que pensa "a dívida foi criada no regime militar, mas a
gente precisa pagar".
FERNANDO LAVIERI - Como você
provou isso?
PALMÉRIO DÓRIA - O jogo começou a
ser jogado no Ministério da Fazenda?
Sim. Querem essa
história?
TODOS - Sim!
Vocês não vão dormir direito. Isso
é para maiores de 50 anos. Estamos em 2002, me atravessa as mãos o expediente
para um banco francês, "esse banco eu conheço, é sério". E a suspeita que
investigo é fraude com títulos públicos brasileiros, negociados no mercado
internacional, títulos da dívida externa. Negociados na década de 1980: o que
chama atenção?
MYLTON SEVERIANO - Fim da
ditadura.
E transição para o regime civil.
José Sarney pega o país em frangalhos, devendo até a alma, sem dinheiro para
financiar as contas públicas, muito menos honrar compromissos, a famigerada
dívida com o FMI. Havia até o "decrete-se a moratória". Era o papo nosso, da
esquerda, dos estudantes, "não vamos pagar, já levaram tudo". E o Sarney, o que
faz? Bota a mão na manivela e nossos títulos da dívida externa valiam, no
mercado internacional, no máximo 20% do valor de face, era negociado na bolsa de
Nova York. No paralelo valiam 1%. O que significa? Não
pass...