Protesto pacífico na Beira Mar Norte em Florianópolis acaba com repressão da polícia naval da Marinha do Brasil. Capitania dos Portos aprendeu barco de dois pescadores artesanais de Biguaçu.
Isso é só o começo. Defesa de estaleiro OSX tem apoio de lobbystas fortíssimos, como a ACIF (Associação Comercial Industrial de Florianópolis) a ex-senadora Ideli Salvatti e o governador bandido Leonel Juarez Pavan
Caçado no ato contra estaleiro

O jornalista e blogueiro Mosquito e o oficial de justiça que confidenciou ser fã do blog - Estudou comigo no ginásio
Durante o ato contra o Estaleiro OSX, esse jornalista foi citado por um oficial de justiça. Mais uma ação de Ideli Salvatti TJSC 023.09.050561-4 e citação para julgamento de ação de Edison Cabrinha Andrino TJSC 023.08.077179-6 em 16 de novembro próximo.
"Não é primeira vez que sou citado em lugares públicos. Café na Praça XX, Bloco de carnaval na Alfândega e Calçadão da Felipe".
Por Celso Martins
Florianópolis-SC
A Marinha do Brasil através de sua Polícia Naval reprimiu a barqueata contra o Estaleiro OSX, realizada nesta sabado (6.11) pela manhã nas águas da Baía Norte de Florianópolis e na principal avenida da cidade, a Beira-Mar Norte, região central da capital catarinense. Poucos minutos antes da chegada da barqueata integrada por pescadores de São Miguel (Biguaçu) e de Governador Celso Ramos, a Polícia Naval aguardava nas proximidades do trapiche em reconstrução. Ao avistarem a primeira leva de embarcações na altura de Cacupé, os políciais se deslocaram num bote inflável na direção da barqueata.
"Metade do pessoal que estava com a gente desistiu e retornou por causa da ação da Marinha", reclamou publicamente o pescador Jonas Oscar Pereira, cujo colega, Eliton Vitorino, teve a embarcação apreendida e conduzida à sede da Capitania dos Portos de Santa Catarina, nas imediações da cabeceira continental da ponte Hercílio Luz. Eliton terá que retornar em dois dias para prestar depoimento e saber o valor da multa recebida. (Confira abaixo o auto de infração).
O ato repressivo da Marinha do Brasil aconteceu enquanto lideranças comunitárias e ambientalistas usavam um microfone para expor os motivos do ato. O oficial da reserva da Marinha e engenheiro naval Joel Guimarães de Oliveira usava o microfone quando a Polícia Naval passava pela frente do trapiche da Beira-Mar escoltando a embarcação de pesca de Rodrigo Machado. Ex-diretor de estaleiros e residente em Jurerê Internacional, Joel considerou a iniciativa arbitrária e duvidou que o comandante da Marinha do Brasil, almirante-de-esquadra Julio Soares de Moura Neto, "tenha conhecimento disso". A ordem para reprimir a barqueata contra o Estaleiro OSX foi dada pelo capitão-de-mar-e-guerra Marcelo Santiago Garcia, comandante da Capitania dos Portos de Santa Catarina.
O advogado Eduardo Lima, morador da Daniela, seguiu com integrantes do Movimento em Defesa das Baías de Florianópolis para a Capitania dos Portos, tendo acompanhado a ordem de apreensão da embarcação e e aplicação da multa. Em seguida o pescador Eliton Vitorino foi levado pela Polícia Naval até o local da manifestação da avenida Beira-Mar Norte: enquanto a Marinha recebeu vaias e ouviu palavrões, o pescador chegou aplaudido pelos manifestantes. "Nunca havia sido abordado antes por esse pessoal", disse. Outras duas embarcações foram notificadas.
O ato contra o Estaleiro OSX contou com infraestrutura de som e barraca instaladas por volta das 9h30. Aos poucos começaram a chegar os manifestantes. Os oradores foram se revezando, esperando a chegada da barqueata iniciada em São Miguel (Biguaçu) e Governador Celso Ramos e engrossada no caminho por pescadores da Ilha, seguindo em levas de cinco a seis embarcações. Com a ação repressiva da Marinha do Brasil, a barqueata se dispersou. A movimentação foi acompanhada do alto por um helicóptero. O prefeito de Biguaçu, José Castelo Deschamps, estacionou seu veículo junto aos manifestantes e ficou observando. Depois foi embora. Os participantes do ato também foram fotografados por desconhecidos.
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| Jonas Pereira, pescador: "Eu achava que a gente era só uma pedra pequena no sapato deles. Agora estou vendo que somos é uma pedra enorme". |
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| Sílvia L. Santos Soares, maricultora de São Miguel (Biguaçu), mostra notificação da Polícia Naval/Capitania dos Portos de Santa Catarina |
















