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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Minha querida CIA

Altamiro Borges

As conspirações da CIA e a mídia

“A CIA tem o direito legítimo de se infiltrar na imprensa estrangeira. Ela tem a missão de influir, através dos meios de comunicação, no desenlace dos fatos políticos em outros países”.
Willian Colby, ex-diretor-geral da agência de inteligência dos EUA.

A sinistra CIA, a agência de espionagem e sabotagem dos EUA, acaba de divulgar vários documentos até então classificados como ultra-secretos. Eles compõem os arquivos sugestivamente chamados de “jóias da família”, apelido que designa algumas operações ilegais deste organismo que causam constrangimento ao governo ianque. São 11 mil páginas que revelam as ações terroristas do imperialismo em várias partes do planeta entre os anos 50 e 70. Os documentos comprovam que esta central de “inteligência” sempre teve um papel ativo na América Latina. A desclassificação periódica destes relatórios é uma exigência legal e não significa que a CIA tenha abandonado os seus métodos espúrios de interferência em nações soberanas.

No caso do Brasil, tratado na época como “maior alvo do comunismo” na região, a CIA ajudou a orquestrar o golpe militar de 1964. Um dos documentos afirma que o presidente João Goulart é “um oportunista que ascendeu ao governo com o apoio da esquerda”, taxa Leonel Brizola de “líder demagogo anti-americano” e acusa o governador Miguel Arraes de ser “um pró-comunista”. O texto tenta criar um clima de pânico na burguesia ao falar da “crescente influência” do Partido Comunista. Outro documento, intitulado “A igreja engajada e a mudança na América Latina”, critica seu setor progressista e ataca dom Hélder Câmara, cujo “forte é fazer publicidade e exigir reformas, sem oferecer soluções práticas aos problemas que ele cria”.

Máfia e assassinato de Fidel Castro

Na época, no auge da chamada “guerra fria”, a maior preocupação dos EUA e de sua agência era com o aumento da influência da revolução cubana. Os documentos confirmam que a CIA se aliou à máfia para tentar envenenar o líder Fidel Castro. Um deles dá detalhes da contratação do ex-agente Robert Maheu para realizar “uma ação do tipo de gângsteres”, que envolveu vários chefes mafiosos, como Salvatore “Momo” Giancana, o sucessor de Al Capone. A CIA disponibilizou US$ 150 mil e forneceu seis pílulas “de alto poder letal” para assassinar o dirigente cubano. Allen Dulles, o chefão da agência, coordenou a operação terrorista pessoalmente, mas ela foi desativada devido a um grotesco incidente passional de Giancana.

Há também relatos sobre os planos da CIA para desestabilizar o governo chileno e assassinar o presidente Salvador Allende, inclusive com o uso de “empresas de fachada” para transportar armas. Outros relatórios descrevem várias operações ilegais de espionagem e sabotagem no continente, visando derrubar governos nacionalistas e destruir movimentos contrários ao dominio imperial. “Os EUA não podiam permitir uma outra Cuba no continente. Foi por isso que Kennedy, cuja diretriz da política para a América Latina era apoiar governos reformistas, apoiou ditadores”, explica Mary Junqueira, professora de história da USP.

Tarjas pretas e graves omissões

Os documentos agora desclassificados revelam apenas uma pequena parte dos crimes orquestrados por esta agência. Muitos textos ainda aparecem com longas tarjas pretas; nomes e detalhes das operações ilegais são omitidos. Não há menção, por exemplo, ao famoso “manual de torturas” da CIA, com seu “método médico, químico ou elétrico”, que serviu de orientação para vários ditadores no mundo. O assassinato de mais de um milhão de patriotas no golpe de 1965 na Indonésia também é excluído, assim como a brutal intervenção que derrubou o primeiro-ministro nacionalista do Irã, Mohammad Mossadegh, em 1953. Como afirma o jornal Hora do Povo, “a lista seletiva de crimes da CIA é uma operação de acobertamento”; visa limpar a imagem desta agência terrorista e de seus agentes e serviçais que continuam na ativa, inclusive na América Latina.

“O que estaria levando a famiglia Bush a divulgar estes documentos? Seria, como disse o general Michael Hayden, ‘porque os documentos verdadeiramente nos permitem vislumbrar uma era muito diferente e uma agência muito diferente’ e que a CIA agora tem ‘um lugar muito mais forte no nosso sistema democrático dentro do poderoso referencial legal’? Ele estaria se referindo a Abu Ghraib e Guantanamo? Ou às prisões secretas no mundo inteiro, seqüestros e vôos de tortura? Ao ‘Programa Talon’, dirigido contra organizações anti-guerra? Ou ao grampo da internet, do correio, do telefone e até dos cartões de consulta às bibliotecas dentro dos EUA? Às “novas técnicas” de preparação para a tortura, ministradas pelo general Miller? Aos atentados e esquadrões da morte da CIA no Iraque?”, questiona, com justa ironia, o jornal Hora do Povo.

Relações íntimas com a mídia

Entre as graves omissões chama a atenção o fato destes documentos não se referirem às guerras ideológicas orquestradas pela CIA através do uso enrustido dos meios privados de comunicação. Como a mídia está na berlinda na atualidade, em especial na América Latina, é compreensível que o governo Bush a mantenha sob forte proteção. Neste sentido, os documentos desclassificados agora ficam muito aquém dos relatórios produzidos em 1976 por uma comissão de investigação do Congresso dos EUA, presidida pelo senador Frank Church. No caso do sangrento golpe militar do Chile, a comissão constatou que o jornal El Mercurio recebeu milhões de dólares para desestabilizar e derrubar o governo constitucional de Salvador Allende.

“A intromissão da CIA neste periódico chegou ao extremo de infiltrar seus agentes até na diagramação. O informe Church denunciou que este organismo de espionagem contratou jornalistas, editou publicações de circulação nacional e elaborou matérias para diários, semanários e radiodifusoras, além de exportar estes ‘conteúdos’ para outros veículos latino-americanos e europeus”, lembra o escritor chileno Hernán Uribe. Já no Brasil, há suspeitas de que a CIA financiou vários jornais e jornalistas na “cruzada contra o comunismo” durante o governo de João Goulart e que, inclusive, esteve por detrás do nebuloso acordo entre a empresa estadunidense Time-Life e a recém-criada TV Globo, na véspera do golpe militar de 1964.

Espiões e seções especiais

Se estas barbaridades ocorreram no passado, é evidente que elas não foram descartadas no presente – ainda mais quando o ocupante da Casa Branca é o terrorista e torturador confesso, George W. Bush, e a América Latina vive um processo inédito de ebulição, com a vitória de vários governos progressistas. O jogo sujo da CIA, que só poderá ser conhecido oficialmente com as novas desclassificações daqui a décadas, prossegue. Os EUA temem as mudanças no tabuleiro político na região, não confiam em seus novos governantes – nem mesmo nos mais pragmáticos e conciliadores –, não toleram o avanço dos movimentos sociais e estão bem cientes dos riscos do atual processo de integração latino-americana. A CIA continua na ativa.

Numa recente passeata da direita venezuelana contra o fim da concessão da RCTV, algumas fotos flagraram a presença do agente da CIA Bowen Rosten, de camiseta azul e óculos escuros, na sua linha de frente. Há até um vídeo no Youtube com a cena grotesca. O ex-vice-presidente da Venezuela, José Vicente Rangel, no seu programa televisivo La Hojilla, comentou: “Um dos chefes da CIA na região é mister Bowen Rosten. Estadunidense, ele fala inglês, espanhol, português e francês. Está destacado para atuar na Colômbia, opera na Nicarágua, Argentina, Bolívia, Equador e Brasil e dirige a Operação Orión [de espionagem] em nosso país... O que o governo Bush tem a dizer da ingerência na política interna deste alto funcionário da CIA?”.

No final do ano passado, o presidente-terrorista Bush inclusive nomeou um diretor especial de inteligência para Cuba e Venezuela. Como denunciou o jornal cubano Juventude Rebelde, com a criação deste novo departamento “os EUA tentarão por todos os meios aumentar a presença de seus espiões nos dois países”. O agente Jack Patrick Maher, com 32 anos de experiência nos serviços de espionagem, informou ao congresso dos EUA que a sua missão é “assegurar a implementação de estratégicas”, com vistas à “transição” após a morte de Fidel Castro e às novas eleições na Venezuela. A criação desta seção especial da CIA coloca os dois países no mesmo nível da Coréia do Norte e Irã, nações incluídas no funesto “eixo do mal” de Bush.

Jornalistas pagos por Washington

A mesma ingerência ilegal e criminosa também prossegue na mídia da região. A advogada estadunidense Eva Golinger denunciou recentemente que a Casa Branca financia veículos e jornalistas venezuelanos. O plano da Divisão de Assuntos Educativos e Culturais visa influir na linha editorial destes órgãos. A grave denúncia se baseou em documentação oficial do governo ianque. “Lamentavelmente, existem jornalistas na Venezuela manipulados pelo Departamento de Estado dos EUA”, garante a renomada advogada. A VTV, o canal estatal de Caracas, inclusive divulgou os nomes dos “repórteres” que recebem dólares de Washington: Aymara Lorenzo, Pedro Flores, Ana Villalba, Maria Flores, Miguel Angel e Roger Santodomingo.

O último deles, Roger Santodomingo, foi acusado, em maio passado, pela Justiça da Venezuela de “instigar o magnicídio [assassinato de autoridades] e receber financiamento dos EUA para desestabilizar o governo”. O jornalista divulgou na televisão falsa pesquisa em que 30% da população opinava que “matar Chávez é a única solução”. Com a decisão soberana do governo de não renovar a concessão da emissora RCTV, que participou ativamente do golpe frustrado de abril de 2002, a ação destes e outros “jornalistas” teleguiados pela CIA se tornou ainda mais agressiva, convocando protestos e atacando o presidente.

Larry Rohter, agente da CIA?

Mesmo no Brasil, aonde inexiste o clima de radicalização política do país vizinho, há sérias desconfianças sobre a atuação da mídia hegemônica e de alguns colunistas e ancoras da televisão. Quando da reportagem do correspondente ianque Larry Rohter, que acusou o presidente Lula de ser alcoólatra e foi ameaçado de expulsão do país, o portal Resistir publicou um artigo de Célia Ladeira com graves denúncias contra o dito cujo. No texto, a professora de jornalismo da Universidade de Brasília (UnB) dá algumas informações reveladoras. “Conheci Larry Rohter há muitos anos e convivo com pessoas que o conhecem muito bem. Portanto, não estou dizendo muita coisa nova, mas dizendo coisas que poucas pessoas estão hoje sabendo”.

Entre outras acusações, ela afirma que “Larry não é só jornalista, mas um tipo de agente civil, bem pago, que faz coisas que CIA e FBI não podem fazer. Ele tem trabalhado em toda a América Latina, sempre com um caderninho de missões debaixo do braço”. Informa que são comuns as suas visitas ao Departamento de Estado dos EUA. “Média de uma visita a cada ano, sem contar os almoços com gente estranha dos serviços secretos”. Lembra ainda que o “jornalista” presta inúmeros serviços ao governo Bush, sempre desancando políticos e lideranças contrárias ao império, como numa reportagem em que ridicularizou a prêmio Nobel da Paz, Rigoberta Menchu, da Guatemala, e nos inúmeros artigos contrários ao presidente da Venezuela. Outra diversão dele é escrever textos pregando abertamente a internacionalização da Amazônia.

Altamiro Borges é jornalista, editor da revista Debate Sindical e autor do livro “Venezuela: originalidade e ousadia” (Editora Anita Garibaldi, 3ª edição).
Extraído de NovaE

segunda-feira, 7 de junho de 2010

El lobby judío o el miedo a la muerte en el establishment norteamericano

Publicado el 7 Junio 2010/ por Omar Olazábal Rodríguez/ CubaDebate

I parte: La Política

Hacer un análisis sobre la política exterior de los Estados Unidos se convierte en un verdadero dolor de cabeza. Tantas incongruencias, una desenfrenada y constante búsqueda de enemigos para justificar acciones, un extraño amasijo de aliados de diferentes características, en fin, pudiera parecer un verdadero caos.

No soy experto en ese país. Pero me resulta intrigante saber cuáles son los hilos que verdaderamente mueven el espectro político en Washington. ¿Quiénes realmente ponen y quitan presidentes y definen los cargos más importantes en las administraciones norteamericanas?

Mucho se habla del Complejo Militar Industrial y de su impacto en la política de los Estados Unidos. No obstante: ¿es ese el verdadero factor de poder? Realmente, ¿quién o quienes están detrás de ese Complejo?

Para poder llegar a alguna conclusión, debemos revisar el Gran Capital. Y ese, ha estado dominado desde hace más de 150 años por una estructura bien definida que tiene sus bases en el denominado Movimiento Sionista. Cuando se analiza con profundidad el trasfondo de las grandes fortunas norteamericanas, siempre, de una u otra manera, nos lleva al mismo lugar.

Si a ello se le agrega que, a partir de 1948, el sionismo cobró forma de Estado con la creación de Israel, el camino del análisis se va haciendo más claro. La incongruencia entre los postulados verbales de la política exterior norteamericana y la práctica diaria en contra de esos postulados por parte de los gobiernos israelíes se nos antoja digno de destaque. Máxime cuando un hecho tan sangriento como el ocurrido hace unos días contra la flotilla de la paz, en la cual, por órdenes del Primer Ministro Netanyahu, decenas de personas fueron masacradas de manera desalmada cuando intentaban hacer llegar ayuda humanitaria a los palestinos en la Franja de Gaza, no ha recibido condena alguna por parte de la Administración Obama.

Si tomamos en consideración los últimos “preceptos” de la política exterior norteamericana, resulta absolutamente confusa la no aplicación de los mismos en el caso de Israel. Por ejemplo:

  1. Terrorismo: desde el año 2001, a partir de la destrucción de las Torres Gemelas en Nueva York, los Estados Unidos le han declarado la guerra al terrorismo. No obstante, en ese concepto no está contemplada la política oficial israelí de atentados fuera de su territorio contra ciudadanos de otros países, el más reciente el asesinato del dirigente de Hamas Mahmud Al- Mabhuh en un hotel de Dubai, por un comando de los servicios secretos israelitas.
  2. Derechos Humanos: Todos, sobre todo nosotros los cubanos, conocemos el doble rasero de la llamada defensa de los derechos humanos por parte del establisment norteamericano. Sin embargo, en el caso de Israel, es absolutamente incongruente el tratamiento que le dan los Estados Unidos cuando se trata de los derechos del pueblo palestino. De eso no se habla, no hay condena ni la más mínima crítica.
  3. Genocidio o limpieza étnica: Forma parte de la política del sionismo, incluso desde antes de la creación del Estado de Israel. Con el apoyo primero de la Gran Bretaña y luego de los Estados Unidos, el movimiento sionista fue desplazando de sus lugares de origen a millones de palestinos, forzándolos a la emigración masiva, y asesinándolos cuando se negaban. Aunque han salido a la luz pública algunas de esas historias, un día se sabrá realmente el escalofriante saldo de una política permanente de limpieza étnica, que arrasó con aldeas enteras de palestinos desde una fecha tan temprana como las tres primeras décadas del pasado siglo. Si tomamos en cuenta que las últimas administraciones norteamericanas han usado ese argumento para algunas de las mal llamadas “intervenciones humanitarias” en África, Medio Oriente y en la antigua Yugoslavia, ¿cómo es posible que no se aplique para las nefastas prácticas de Israel?
  4. Armas atómicas/nucleares: Es archiconocido el hecho de Israel posee armas de destrucción masiva. En 1973, la entonces Primer Ministro Golda Meir amenazó abiertamente con utilizarlas cuando las tropas árabes se acercaban a Tel Aviv. Del peligro que entraña que un país como Israel posea armas nucleares los Gobiernos norteamericanos ni hablan. Forma parte de los secretos que, dentro del Acuerdo de Confidencialidad que tiene que jurar cada mandatario estadounidense a la hora de asumir su mandato, pasa de mano en mano y no puede ser develado.

Tan tenebrosa como es la actuación del imperialismo, lo es la propia historia de la influencia del lobby judío en los EEUU. Comienza a contabilizarse a partir de la primera mitad del siglo XIX, cuando los primeros representantes de esa comunidad fueron elegidos al Congreso y al Senado respectivamente: Lewis Charles Levin y David Levy Yulee.

Desde ese momento, y con la conformación del Movimiento Sionista Mundial a finales del siglo XIX (un siglo definitorio para los diferentes movimientos políticos y sociales de la actualidad), la preparación y puesta en práctica de una política bien definida de inserción en las redes de poder de los Estados Unidos se convirtió en un hecho. Soy un fiel lector y espectador de las teorías de conspiración, esas que nos han regalado grandes escritores o cineastas de la talla de George Orwell y Oliver Stone. Para mí, la más grande conspiración para detentar el poder en el mundo es la protagonizada por ese movimiento sionista, desarrollada a marchas forzadas desde el propio territorio de la Unión Americana.

Con una estrategia bien estructurada de apropiarse del capital, los medios masivos de información y los cargos de decisión en los pasillos de la política, el lobby judío se ha hecho del poder en los Estados Unidos, y en la medida que ese poder crece, más inmunes e impenetrables se hacen sus nefastas redes.

A partir de la denominada Década de Reagan en la política norteamericana, la estrategia trazada desde tiempos tan lejanos como finales del siglo XIX comienza a alcanzar los límites más intrincados del establishment. Los nombres cambian, pero su tenaz persistencia y arraigo dentro del poder, son de trascendencia prácticamente inagotable.

Ya en estos momentos, y según valientes y sagaces investigadores, han llevado su impronta a la más alta investidura de la nación norteamericana. Es tanta la prepotencia de ese lobby, que, en varios análisis muy detallados, algunos articulistas han citado al excongresista Abner Mikvner, importante portavoz sionista , juez federal , consejero del Presidente Clinton durante su época en la Casa Blanca y uno de los primeros patrocinadores de Obama, cuando declaró: “Barack Obama es el primer Presidente judío” .

Sin dudas, para llegar a la Presidencia, como cualquier otro pretendiente, Obama tuvo que hacer concesiones a los diferentes grupos de poder en su país. Entre ellos, el más fuerte es el Comité Americano-Judío de Asuntos Públicos (AIPAC, por sus síglas en inglés). Su influencia en el quehacer diario de la política de los Estados Unidos es tan poderosa, que el senador demócrata por Carolina del Sur Ernest Hollines al dejar su cargo dijo: “No se puede tener una política con Israel que no sea la marcada por el AIPAC”. De la misma forma, en una ocasión, el ex Primer Ministro israelí Ariel Sharon declaró públicamente en Estados Unidos: “Si quieren ayudar a Israel, ayuden a AIPAC”.

En la Administración Clinton (1992-2000) varias figuras del Gobierno fueron impuestas por el AIPAC. Recordemos a Martin Indyk, Dennis Ross y Aaron Miller, por solo citar a tres de los que definían la política exterior de los EEUU en esa Administración.

En la de Bush, esa influencia fue mayor. Los nombres de John Bolton, I. Lewis Libby, Paul Wolfowitz y Richard Perle, con su poder sobre ese nefasto ex Presidente norteamericano, salieron de las filas de la mencionada organización sionista.

Como una bien montada operación de inteligencia, el AIPAC, utilizando todas las redes del poder sionista, reelaboró la biografía política de Obama. Según el Chicago Jewish News, a Obama se le empezó a calibrar desde Harvard, a través del análisis de la profesora Martha Minow, destacada académica de la Escuela de Derecho, famosa por su afiliación política al sionismo. A fines de la década del 90, Obama, gracias a los contactos iniciados por Minow, comienza una relación política muy estrecha con David Axelrod, destacada personalidad de los círculos proisraelíes del Partido Demócrata. Otra figura que se vanagloria de su relación con Obama es Ira Silverstein, conocido judío ortodoxo, que fue su vecino de oficina durante el tiempo en que el actual Presidente fue Senador en Illinois.

El apoyo financiero a la campaña de Obama tuvo un impulso muy favorable a partir del espaldarazo de uno de los judíos más ricos de los Estados Unidos, Lester Crown. Este, quien puso a su hijo al frente del manejo de las finanzas de la campaña, jugó un papel preponderante posteriormente en la designación de importantes figuras del lobby sionista a puestos muy importantes de la Administración del primer Presidente negro en la historia de la Unión Americana.

Es así como aparecen en la lista de designados:

  1. Rahm Emmanuel- Jefe de Personal o de Gabinete, como también se le denomina al traducirse.
  2. David Axelrod- Asesor Principal del Presidente.
  3. Lawrence Summers- Asesor Jefe para Asuntos Económicos de la Presidencia.
  4. Dennis Ross- Asesor Especial del Departamento de Estado para los asuntos del Golfo Pérsico.

Estas son solo algunas de las caras visibles. Pero está claro que no son las únicas. En análisis posteriores, tocaremos la presencia del sionismo en los medios y la economía. Lo que sí es inobjetable es que los objetivos trazados hace más de un siglo se están cumpliendo a la perfección en nuestra época. Y para ello, se está utilizando a la más alta investidura de los Estados Unidos, quien, y como nos recuerda el diario israelí Ha´aretz el 17 de noviembre de 2008, le preguntó al Presidente del estado Sionista Simon Peres: “¿Qué puedo hacer por Israel?”

Los compromisos pactados son difíciles de romper. Cualquier mínima decisión que afecte el espíritu de esos compromisos pueden llevar al enojo de los que apoyaron a la figura política a llegar a la cima. Y no solo es el temor a la muerte política, sino a la muerte física ante tan todopoderoso adversario el que puede frenar cualquier deseo de hacer un mínimo de justicia en la política norteamericana. Ejemplos hay en la historia de esa gran nación. En este caso, el Presidente no puede jugar ni con la cadena, pues la bestia es tan formidable que no se lo permite.


O artigo original pode ser lido em: El lobby judío o el miedo a la muerte en el establishment norteamericano

sábado, 5 de junho de 2010

A arte negra da "administração de notícias"

A arte negra da "administração de notícias"

"Os mestres do ilusionismo, que concebem a propaganda negra e arranjam falsos pretextos para a chicana política e para guerras e atrocidades, tais como o Iraque e o assalto israelense à flotilha da paz de Gaza"

por John Pilger

Como começam as guerras? Com um "ilusionista mestre", segundo Ralph McGehee, um dos pioneiros da CIA em "propaganda negra", hoje conhecida como "administração de notícias". Em 1983, ele descreveu-me como a CIA havia forjado um "incidente" que se tornou a "prova conclusiva da agressão do Vietname do Norte". Isto seguia-se a uma afirmação, também forjada, de que navios com torpedos haviam atacado um vaso de guerra americano no Golfo de Tonquim em Agosto de 1964.


"A CIA", disse ele, "carregou um junco, um junco norte-vietnamita, com armas comunistas – a Agência mantém arsenais comunistas nos Estados Unidos e por todo o mundo. Eles rebocaram este junco ao longo da costa do Vietnam central. Então dispararam sobre ele e fizeram aparentar que tinha havido um incêndio, e levaram isto à imprensa americana. Com base nesta evidência, duas equipes de Marines aterraram em Danang e uma semana depois disso a força aérea americana começou o bombardeio regular do Vietnam do Norte". Uma invasão que ia custar três milhões de vida estava a iniciar.


Os israelenses têm jogado este jogo assassino desde 1948. O massacre de ativistas da paz em águas internacionais a 31 de Maio foi uma "pirueta" para o público israelense durante a semana passada, preparando-o para ainda mais assassínios por parte do seu governo, com a flotilha desarmada de trabalhadores humanitários a serem descritos como terroristas ou enganados por terroristas. A BBC ficou tão intimidada que relatou a atrocidade basicamente como um "potencial desastre de relações públicas para Israel", a perspectiva dos assassinos, e uma desgraça para o jornalismo.


Um ilusionismo semelhante preocupa atualmente os governos asiáticos. Em 20 de Maio a Coreia do Sul anunciou que tinha "prova esmagadora" de que um dos seus navios de guerra, o Cheonan, fora afundado em Março por um torpedo disparado por um submarino norte-coreano com a perda de 46 marinheiros. Os Estados Unidos mantêm 28 mil soldados na Coreia do Sul, onde o sentimento popular há muito apoia uma distensão com Pyongyang.

A 26 de Maio, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, foi a Seul e afirmou que a "comunidade internacional deve responder" ao "ultraje da Coreia do Norte". Ela viajou a seguir ao Japão, onde a nova "ameaça" da Coreia Norte convenientemente eclipsou a breve política externa independente do primeiro-ministro japonês Yukio Hatoyama, eleito no ano passado com a popular oposição à ocupação militar permanente do Japão pelos Estados Unidos. A "prova esmagadora" é uma hélice de torpedo que "tem estado a corroer-se durante pelo menos vários meses", informou o Korea Times. Em Abril, o director da inteligência nacional da Coreia do Sul, Won See-hoon, disse a um comité parlamentar que não havia prova ligando o afundamento do Cheonan à Coreia do Norte. O ministro da Defesa concordou. O chefe de operações militares da marinha da Coreia do Sul disse: "Nenhum vaso de guerra norte coreano foi detectado nas águas em que o acidente se verificou". A referência a "acidente" sugere que o navio abalroou um recife e partiu-se em dois.


Para os media americanos, a culpa da Coreia da Norte é indubitável, assim como não havia dúvida da culpa do Vietnam do Norte, nem de que Saddam Hussein dispunha de armas de destruição em massa, nem de que Israel pode aterrorizar com impunidade. Contudo, ao contrário do Vietnam e do Iraque, a Coreia do Norte tem armas nucleares, as quais ajudam a explicar porque não foi atacada, ainda não: uma lição saudável para outros países, tais como o Irão, atualmente no centro das atenções.


Na Grã-Bretanha, temos os nossos próprios ilusionistas mestres. Imagine alguém no estado apanhado a beneficiar-se de £40 mil [€45,4 mil] de dinheiro dos contribuintes numa fraude com uma segunda casa. Seguir-se-ia quase certamente uma sentença de prisão. David Laws, secretário chefe do Tesouro, fez o mesmo e é assim descrito:


"Sempre admirei a sua inteligência, seu sentido do dever público e sua integridade pessoal" (Nick Clegg, vice-primeiro-ministro). "O sr. é um homem bom e honrado. Estou certo de que foi sempre motivado pelo desejo de proteger a sua privacidade ao invés de qualquer outra coisa". (David Cameron, primeiro-ministro). Laws é "um homem de nobreza bastante excepcional" (Julian Grover, Guardian ). Uma "mente brilhante" (BBC).


O Clube Oxbridge e seus membros associados à política e aos media tentaram ligar o "erro de julgamento" e a "ingenuidade" de Laws ao seu "direito à privacidade" como gay, uma irrelevância. A "mente brilhante" é um rico banqueiro de investimento cultivado em Cambridge e corrector de ouro dedicdo à nobre tarefa de cortar os serviços públicos da maior parte das pessoas pobres e honestas.


Agora imagine outro responsável público, um dos grandes criminosos e mentirosos de guerra. Este responsável "articulou" a invasão ilegal de um país indefeso que resultou na morte de pelo menos um milhão de pessoas e o despojamento de muitos mais: com efeito, o esmagamento de uma sociedade humana. Se isto fosse nos Balcãs na África, ele muito provavelmente teria sido processado pelo Tribunal Penal Internacional.


Mas o crime compensa para os membros do clube. Em sintonia com o caso Laws, esta verdade foi demonstrada pela contínua celebração de Alastair Campbell, cujas frequentes aparições nos media proporcionam uma emoção indirecta para a intelligensia liberal. Para o Guardian, Campbell é "obstinado, por vezes mal direccionado, mas sem medo de pressionar onde outros podiam ter hesitado". O interesse imediato do Guardian é a publicação "exclusiva" dos diários "politicamente explosivos" e "não censurados" de Campbell. Aqui está uma amostra: "Sábado 14 de Maio. Telefonei a Peter [Mandelson] e perguntei porque ele não respondeu aos meus telefonemas de ontem. 'Você sabe porque'. "Não, não sei'. Ele disse que estava em brasa com a minha entrevista ao Newsnight".


Numa entrevista promocional ao Guardian, Campbell dispensou deste incesto datado, referindo-se assim ao banho de sangue de que foi o principal apologista: "Fez-nos o Iraque perder apoio em 2005?", perguntou retoricamente. "Sem dúvida..." Portanto, uma tragédia criminosa de escala igual à do genocídio de Rwanda foi minimizada como uma "perda" para o New Labour: um ilusionista mestre de notável brutalidade.

03/Junho/2010

O original, em inglês, encontra-se em : The black art of news management

Este artigo traduzido foi copiado de A arte negra da "administração de notícias"