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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A pusilanimidade de um “governo” governado pela mídia...


 Texto de Altamiro Borges

Dilma dançando conforme a mídia

... Ninguém está imune ao poder ditatorial da mídia, controlada por sete famílias – Marinho (Globo), Macedo (Record), Saad (Band), Abravanel (SBT), Civita (Abril), Frias (Folha) e Mesquita (Estadão). Como o império Murdoch, hoje investigado por seus subornos e escutas ilegais, a mídia nativa é criminosa, mafiosa, sádica e abjeta. Ela manipula informações e deforma comportamentos.

Não dá mais para aceitar passivamente seu poder altamente concentrado, que, como disse o governador Tarso Genro – pena que não tenha agido com esta visão quando ministro da Justiça –, ruma para um “fascismo pós-moderno”. Essa ditadura amedronta e acovarda políticos sem vértebra, pauta a agenda política, difunde os dogmas do “deus-mercado” e criminaliza as lutas sociais

Charge de Elder Galvão  

Orlando Silva pede demissão. Mídia golpista vence mais uma. Quem será o último ministro, antes de Dilma?



As corporações midiáticas apostaram tudo na derrubada do ministro. Orlando Silva bateu pé e se defendeu. O PC do B o apoiou. Mas o PIG repicou, e o ministro caiu. Mesmo que a situação estivesse mais favorável a ele hoje que na sexta-feira, quando a presidenta o confirmou no cargo.

De lá pra cá, o que aconteceu? O STF mandou o Procurador-Geral trazer provas contra o ministro, além de recortes de jornais e revistas (sic).

A Veja, que apresentaria provas, nada mostrou.

O policial denunciante (mais sujo do que pau de galinheiro, acusado ou suspeito de ene malfeitos - até de assassinato) também disse à Polícia Federal que não tinha provas contra o ministro a quem acusara.

O golpe será televisionado


Gilson Sampaio

Ministro Orlando Silva
As bandeiras desfraldadas na campanha eleitoral para seduzir o estrato progressista, digamos assim, a esquerda sabia o mato que estava lenhando e praticou o esquecido voto útil, foram amontoadas num fardo disforme e atiradas no porão da governabilidade. 

Estão aí o PNDH-3, a Comissão da Verdade, a banda larga, o Código Florestal, a Reforma Agrária etc.  esquecidas ou  quando surgem na pauta do governo são apresentadas rotas, esfarrapadas, rasgadas e deformadas.