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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Nos Domínios do Machismo

Postado em: 15-12-2010 | Por: Leila Brito | 


NOS DOMÍNIOS DO MACHISMO

LEILA BRITO

Uma mulher não é um falo senão na medida em que está aprisionada ao homem; ela assume essa identidade na proporção da perversão masculina. Nessa medida, apenas as insígnias do “feminino” recobrem uma identificação ao falo que é, em primeiro lugar, o sinal do reconhecimento evanescente do desejo (POMMIER).

O que é machismo

O termo “machismo” popularizou-se como conceito na literatura social dos anos de 1950 e 1960, pelas pesquisas do antropólogo e sociólogo portorriquenho Rafael Luis Ramírez Vergara, sendo utilizado para definir um complexo de atitudes, um agrupamento de características ou ainda uma síndrome comportamental (NOLASCO, 1995). Segundo Fuller (1998):

El machismo ha sido definido como la obsesión del varón con el predominio y la virilidad. Ello se expressa en posesividad respecto a la propia mujer, especialmente en lo que respecta a los avances de otros varones y en actos de agresión y jactancia con relación a otros hombres (Stevens, 1977). Estructuralmente está inserto en un sistema patrilineal de parentesco y se apoya en un sistema legal que apoya el poder masculino dentro del hogar y en la división sexual del trabajo que restringe a la mujer a la esfera privada (FULLER, 1998, p. 258).

No Brasil contemporâneo, a figura do machão, advinda da tradição patriarcal, é uma importante referência masculina. Sua relevância na definição popular de masculinidade se iguala a do pai ou marido. Segundo Parker (1991, p. 75), o machão incorpora os valores tradicionalmente associados com o papel de macho na cultura brasileira – força e poder, violência e agressão, virilidade e potência sexual.

Lancaster (1992 apud Gutmann, 1998, p. 239) explica a subsistência do machismo:

el machismo subsiste porque constituye no sólo una forma de ‘conciencia’ e ‘ideologia’ en el sentido clásico del concepto, sino un campo de relaciones productivas.

Para Fuller (1998, p. 265):

Sin embargo, esto no ha quedado fijado en el tiempo. La representación de ‘machismo’ en las sociedades latinoamericanas ha retomado el concepto de ‘machismo’ y la figura del ‘macho’ para expresar cambios en curso en las relaciones entre los gêneros en estas sociedades.

Neste contexto, tem-se um sistema mais elaborado de definições sexuais, onde as noções culturalmente definidas de gênero biológico e de papel social são totalmente manipuladas e combinadas numa variedade de formas, construindo as mais diversas e ambíguas imagens da masculinidade e da feminilidade, criando, consequentemente, visões compostas do potencial do macho e da fêmea. Decorre, desse processo, um ideário de homem como um ser forte, guerreiro e poderoso, que se impõe em diferentes idades e classes sociais.

Sendo assim, conforme Nolasco (1993, p. 91), seria errôneo pensar o machismo como ideologia exclusiva dos homens, isto porque ele está incorporado tanto à visão de mundo dos homens como das mulheres, além de representar um elemento de natureza política de forte impacto no relacionamento afetivo-sexual, transcendendo os próprios indivíduos. Por isso, segundo o autor, tanto a identificação das causas geradoras e promotoras deste tipo de ideologia de dominação como o diálogo ficam impossibilitados, quando remetidos apenas ao gênero masculino.

Daí, a importância do reconhecimento pela mulher da sua contribuição na preservação do machismo, ao endossar com atitudes machistas, no plano de suas relações sociais, pessoais e de trabalho, a superioridade de gênero do sexo oposto, prestando-se ao papel de mero objeto do homem, independente da forma e do contexto da submissão que a deixa vulnerável à vitimação.

O machismo moderno

A concepção do masculino como sujeito da sexualidade e o feminino como seu objeto é um valor de longa duração da cultura ocidental, assevera Minayo (2005, p. 23):

Na visão arraigada no patriarcalismo, o masculino é ritualizado como o lugar da ação, da decisão, da chefia da rede de relações familiares e da paternidade como sinônimo de provimento material: é o ‘impensado’ e o ‘naturalizado’ dos valores tradicionais de gênero. Da mesma forma e em conseqüência, o masculino é investido significativamente com a posição social (naturalizada) de agente do poder da violência, havendo, historicamente, uma relação direta entre as concepções vigentes de masculinidade e o exercício do domínio de pessoas, das guerras e das conquistas (MINAYO, 2005, p. 23-24).

Contrapondo os valores de longa duração (estruturados na cultura ocidental patriarcal) com os valores da alta modernidade (advindos de mudanças impostas pela atual conjuntura econômico-social), numa pesquisa de caráter antropológico, Machado (2001) focaliza as relações entre as formas de viver a masculinidade e a cultura da violência, a partir de três crimes comuns na sociedade brasileira: o estupro, o espancamento de mulheres e os assassinatos e assaltos, onde se destacam os caracteres da cultura machista.


No ato do estupro, segundo Minayo (2005, p. 24), realiza-se superlativamente a dissociação entre o sujeito e o objeto da sexualidade, entre o apoderamento sexual do outro e a anulação da vontade da vítima. Quanto aos estupradores:

[...] apesar de confessarem que forçaram a relação sexual (o que teria sido feito como ‘uma fraqueza’ ou ‘num momento de fraqueza’), no fundo acreditavam que a mulher queria ser violentada. Essa crença, de um lado insinua pelo menos duas coisas: 1) ‘macho mesmo’, do ponto de vista sexual, deixa-se levar pela fraqueza, pois seus impulsos são tão fortes que ele não consegue controlá-los, por isso, ‘naturalmente’ precisa ser compreendido e perdoado; 2) o ‘não’ da mulher nunca deve ser considerado verdadeiro, e sim parte do ritual de sedução. Portanto, a plenitude da macheza não admite que a mulher (em sendo objeto) possa dizer ‘não’(MACHADO, 2001 apud MINAYO, 2005, p. 24).

No caso do espancamento de mulheres, ocorrido no seio das relações amorosas e afetivas (esposo, companheiro ou pai), segundo Machado (2001):

[...] a prática cultural do ‘normal masculino’ como a posição do ‘macho social’ apresenta suas atitudes e relações violentas como ‘atos corretivos’. Por isso, em geral, quando acusados, os agressores reconhecem apenas ‘seus excessos’, e não sua função disciplinar da qual se investem em nome de um poder e de uma lei que julgam encarnar. Geralmente quando narram seus comportamentos violentos, os maridos (ou parceiros) costumam dizer que primeiro buscam ‘avisar’, ‘conversar’ e depois, se não são obedecidos, ‘batem’. Consideram, portanto, que as atitudes e ações de suas mulheres (e por extensão, de suas filhas) estão sempre distantes do comportamento ideal do qual se julgam guardiões e precisam garantir e controlar.

No mundo da criminalidade, em especial dos assassinatos e assaltos, segundo Minayo (2005, p. 24), tem-se a expansão da ação desse “macho” doméstico para além do espaço familiar. Isto porque, segundo a autora, a idéia fundante de macho violento se centra na mesma crença arraigada do masculino como o espaço da iniciativa, do poder e da imposição da vontade, pela associação dos dois planos: sexualidade e sociabilidade. A moral do macho violento é a da virilidade que se apodera do corpo, dos desejos, dos projetos, dos negócios e da vida do outro, gerando novos tipos de violência.

A partir de depoimentos de jovens infratores, Machado (2001) buscou entender os efeitos da pós-modernidade sobre a construção das categorias de masculinidade em associação com novas modalidades de violência. Ficou evidenciado, no seu entendimento:

[...] a convivência de várias lógicas temporais fortemente presentes na sociabilidade violenta dos entrevistados: (a) a permanência do machismo da ‘honra’; (b) o crescimento da consciência de direito, vivido no exagero do ‘individualismo das singularidades’, pois expressa no culto da hiperliberdade individual ‘per si’; (c) a experiência da compressão do tempo-espaço pela valorização do tempo curto e rápido e; (d) o culto do imediatismo nas vivências de prazer e sucesso.

A conclusão de Minayo (2005, p. 25) é que o machismo pós-moderno é um fenômeno novo que vive da velha cultura patriarcal e a reafirma nos ‘vícios’ e ‘compulsões’ da sociedade pós-tradicional, como lembra Giddens (1991; 1995). E é possível complementar tal inferição, com a reafirmação inovadora do machismo no espaço da Internet.

O machismo virtual

Houve um tempo, muito embora recente, pois década de 1990, que o namoro virtual ainda não havia sido seguramente contemplado como uma possibilidade de encontro da “alma gêmea”, de relacionamento sério. Como informa Paulo Querido (1998) em Homo Conexus, publicado originalmente em 1996, ele se resumia no amor em tê-xis-tê, quando milhares de cibernautas trocavam mensagens pela net à procura de parceiros, para todas as posições e combinações sexuais.

Era então que, nos chat-rooms, mais frequentado por homens, já se configurava a presença do machismo, pelas trocas de personalidade:

Entro com o meu nome masculino e, na ‘sala’, só por cortesia me dirigem a palavra. Saio e volto a entrar como ‘Nicole’ e cinco minutos depois tenho o primeiro convite. Em francês, ao que parece a língua do amor para a eternidade.

E o autor explica:

o machismo será uma constante enquanto os chat-rooms forem frequentados maioritariamente por ‘homens’. ‘Homens’ entre aspas significa uma entidade incorpórea, virtual, cuja cultura de origem é macha. No ciberespaço não há corpo, logo não há género sexual (QUERIDO, 1998, p. 139).

Como se vê, a referência à presença do machismo no espaço cibernético é justificada pelo autor como consequência de uma ausência do corpo físico geradora de uma entidade incorpórea derivada da ausência de gênero, mas que, pela predominância da presença masculina, é macha por origem cultural. Nota-se, na incoerência ressaltada por Querido (1998), que a presença das mulheres nos chat-rooms é desconsiderada, até mesmo daquelas de identidade virtual criada pelos homens (mulheres não na essência, mas na sensação gerada pelo sexo fictício), o que desmerece a representatividade feminina no referido fenômeno cibernético. Tem-se, pois, que o machismo rege as entidades incorpóreas representadas, no plano real, por homens e mulheres, ou seja, o valor da mulher é negado pelo homem também no plano virtual cibernético.

No capítulo intitulado: Mentiras? O amor na Internet é então um campo de mentiras?, Querido (1998) responde que sim, e lembra que:

a sexualidade, em si mesma, sempre foi um campo de mentiras. Nada de novo, portanto. O que é novo?,

pergunta e responde:

Não certamente as mensagens existentes nos muitos locais de convívio. A maioria delas é igualzinha à dos anúncios de alguns tablóides e destina-se ao mesmo tipo de troca de favores [entre os sexos]. E explica: o que é novo é o facto de outros milhares de pessoas procurarem pela Internet um companheiro para assunto sério. Protegidas pelo anonimato inicial, deixam os complexos à entrada do teclado (QUERIDO, 1998, p. 139).

Constata-se nessa observação do autor que, nessa fase dos chat-rooms, verificou-se a abertura do espaço cibernético, pelos próprios internautas, para a busca e o encontro do “par perfeito”, ou seja, para um conhecimento amoroso de natureza consistente visando à união conjugal, alterando, assim, o significado original de relacionamento voltado apenas para o sexo, pois revestindo-o de seriedade, sentido este que, na sequência, foi expandido nos sites de relacionamento e nas comunidades sociais. Tal evolução tornou a virtualidade cibernética ainda mais vulnerável à realidade, já que desejosamente provisória.

Todavia, em contrapartida, a afirmativa do autor de que a sexualidade sempre foi um campo de mentiras (numa referência à problemática cultural) e sua inferição anterior de que as entidades incorpóreas produzidas no mundo virtual são todas do sexo masculino (em outra referência à mesma problemática cultural) explicam e justificam o machismo no campo cibernético, banalizando os abusos, de toda ordem, cometidos contra as mulheres, muitos deles causadores de danos morais somatizados em enfermidades psicológicas e físicas.

Neste sentido, há que se esclarecer que tais abusos masculinos, muitos deles originados em mentiras sobre o estado civil ou situação amorosa, causam danos morais não apenas às namoradas virtuais bem intencionadas, mas, também, às namoradas, noivas ou esposas reais, especialmente quando há prática de sexo virtual, o que, no Brasil, caracteriza “infidelidade” em caso de pessoa casada, segundo reza o Art. 1.566 do Código Civil de 2002 (em seu inciso I – que determina “fidelidade recíproca”, e inciso V – que determina “respeito e consideração mútuos”), e sentenças condenatórias de cônjuges infratores (como o acórdão do Juiz Jansen Fialho de Almeida, da 2ª Vara Cível de Brasília – Proc. nº 2005.01.1.118170-3 – com informações do TJ-DFT) que compõem a específica jurisprudência pátria.

Conclui-se, pois, que o machismo virtual é apenas uma modalidade do machismo real, mostrando-se mais confortável aos homens por, aparentemente, não deixar, na realidade de suas vidas pessoais, rastros das traições praticadas contra “suas” mulheres (a real e as virtuais) na tela do computador, como se fosse um modo mais seguro de traição amorosa e/ou sexual. Mas é um engano pensar que os riscos são mínimos, uma vez que a internet é um espaço de circulação livre de informações, onde qualquer um pode exercer livremente seus dotes investigativos. E como é fácil deixar pistas!…

Referências:
FULLER, Norma. Reflexiones sobre el machismo en América Latina. In: VALDÉS, Teresa; OLAVARRÍA, Jose. (Org.) Masculinidades y equidad de género en América Latina. Santiago: FLACSO, 1998, p. 258-266.
GUTMANN, Matthew C. El machismo. In: Teresa Valdés y José Olavarría (Org.). Masculinidades y equidad de género en América Latina. Santiago: FLACSO-Chile, 1998, p. 238-257.
MACHADO, L. Z. Masculinidades e violências: gênero e mal-estar na sociedade contemporânea. UNB, Brasília, 2001. (Série Antropológica. Mimeo)
MINAYO, Maria Cecília de Souza. Laços perigosos entre machismo e violência. Ciência e Saúde Coletiva, n. 10, v. 1, p. 18-34, 2005. Acesso em: 15 dez. 2010.
NOLASCO, Sócrates.  A desconstrução do masculino: uma contribuição crítica à análise de gênero. In: NOLASCO, Sócrates (Org.). A desconstrução do masculino. Rio de Janeiro: Rocco, 1995, p. 15-29.
PARKER, G. Richard. Corpos, prazeres e paixões – a cultura sexual no Brasil contemporâneo. 2. ed. Tradução de Maria Therezinha M. Cavallari. São Paulo: Best Seller, 1991.
QUERIDO, Paulo. Homo conexus. Lisboa: Edições Centro Atlântico, 1998. 176 p.

Ilustração:
Surrupiada do Blog do Carmadélio
Escrito e distrbuído por Leila Brito no seu Blog Chá.com Letras

Vídeo:

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Bem-vinda Presidenta Dilma Rousseff!

Por: Leila Brito

 

Dilma-Rousseff2-2010 
Antes de ser reconhecida por seus memoráveis feitos patrióticos e receber as honrarias que lhe eram devidas pela França, a heroína da Guerra dos Cem Anos, a mártir Joana d’Arc (queimada viva em 30 de maio de 1431, por crime de heresia e assassinato, a mando da Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana), foi vítima, post mortem, do hoje denominado crime de assédio moral, cometido, então, por dois grandes nomes da Literatura e da Filosofia mundial: Shakespeare, que a tratou como uma bruxa; e Voltaire, autor de um poema satírico, ou pseudoensaio histórico, que a ridicularizava, intitulado La Pucelle d´Orléans (A Virgem de Orleans).

A figura heróica de Joana d’Darc assoma à minha lembrança, neste momento em que o povo brasileiro sacramenta nas urnas a escolha da sua primeira presidenta – Dilma Rousseff, numa espécie de roteiro cinematográfico enredando numa só odisséia, as vidas dessas duas personagens que, vividas em diferentes épocas, convergem em coragem, ousadia, doação, abnegação e dor.

A de Joana findada aos dezenove anos, numa previsível fogueira inquisitorial – ardil engendrado pela Igreja Católica para exterminar os heróis políticos que ameaçavam o jugo da burguesia dominante da qual, fiel escudeira, detinha o poder supremo. A de Dilma, quase findada aos vinte e dois anos, em previsíveis porões de tortura ditatorial – ardil engendrado pelo Governo Militar (ascendido ao poder por Golpe de Estado com apoio irrestrito da alta cúpula da Igreja Católica) para exterminar os heróis políticos que ameaçavam o jugo da elite nacional dominante da qual, fiel escudeiro, detinha o poder supremo.

Curiosamente, e do ponto de vista evolucional incompreensivelmente, da mesma forma que o ocorrido com Joana d’Arc nos idos dos séculos XV, XVI e XVII – Idade Média e Renascença, Dilma Rousseff foi (e tudo indica que continuará sendo) vítima do crime de assédio moral (por parte dessa mesma elite nacional dominante que quase foi responsável pelo seu assassinato em 1970), ao longo de todo o processo eleitoral, em pleno século XXI – Era Pós-Moderna.

Dentre os mais graves assédios criminosos sofridos por Dilma nesta campanha eleitoral, cometidos pelo candidato opositor e seus aliados, parceiros e seguidores – estes atuando na rede Internet, destaco a oportunista e manipuladora exploração da Grande Mídia tanto da doença que a acometeu recentemente (o que se caracteriza como um expediente dos mais repulsivos do ponto de vista humano), como da sua participação na luta contra a opressão política imposta pela DitaDURA Militar ao povo brasileiro, pela total inversão descaracterizadora do seu real papel nessa luta, ao fabricar e publicar uma falsa ficha policial com o espúrio propósito de rotulá-la (caluniá-la) como terrorista, guerrilheira, assaltante e assassina (o que se caracteriza como um expediente dos mais criminosos do ponto de vista legal). Isto sem me esquecer de registrar as calúnias de natureza moral da qual a Presidente Eleita foi vítima, com destaque para as relacionadas ao aborto e à homossexualidade, que tiveram o criminoso intento de gerar um conceito negativo de sua pessoa no eleitor.

Mas assim como a heroína Joana d’Arc (com a milagrosa diferença de ter sobrevivido à prisão e às torturas), apoiada por um exército de bravos soldados, a guerreira Dilma Rousseff venceu esta e todas as batalhas das duas guerras que, no decorrer de sua trajetória política, travou contra os inimigos do Povo Brasileiro, o que a torna mais que merecedora do Cargo Máximo desta Nação, já que Ela É, indubitavelmente, sua legítima CONQUISTADORA.

Bem-vinda Presidenta Dilma Rousseff a um Novo Brasil que V. Excia. ajudou a construir com a sua coragem, bravura, abnegação e amor ao Povo Brasileiro!

LEILA BRITO
Belo Horizonte, 31 OUT 2010.

NOTA 1 – No decorrer da criação textual, ao compor o terceiro parágrafo deste ensaio, senti necessidade de pesquisar sobre a vida da nossa Primeira Presidenta, e ao acessar uma matéria no Google, me surpreendi com essa descoberta: Dilma era chamada de “Joana d’Arc” pelas companheiras de luta, o que vem explicar minha intuitiva comparação.

NOTA 2 – No vídeo abaixo, o histórico discurso de Dilma Rousseff em resposta à provocação desrespeitosa do Senador Agripino Maia, numa sessão de CPI no Senado Federal. Vale a pena rever.


Extraído do blog Chá.com Letras da excelente poetisa e escritora mineira Leila Brito.

domingo, 10 de outubro de 2010

Carta à Regina – O que foi o regime de opressão dos MILICANALHAS

Cara Regina,


Sobre o Regime de Opressão ao qual o Brasil foi submetido entre 1964 e 1988, em primeiro lugar, tem-se de entendê-lo como um Golpe de Estado que derrubou o Governo Democrático de João Goulart, presidente eleito pelo povo, em 1962, sob a falsa e ardilosa justificativa de que ele implantaria  a ditadura no Brasil, ou seja, de que ele estava preparando um golpe de Estado contra o povo brasileiro. Veja que ardil bem engendrado! - os MILICANALHAS  (operadores do golpe) realizaram um GOLPE DE ESTADO, dizendo que era para evitar o mesmo golpe que seria dado pelo Presidente João Goulart, eleito democraticamente,  ou seja, já Presidente da República, mascarando suas reais intenções de SUBJUGAR O POVO BRASILEIRO ao dar o nome de "Revolução de 31 de Março" ao seu próprio Golpe de Estado. Para você entender, os militares brasileiros fizerem o mesmo que os militares hondurenhos, recentemente, ao derrubarem o Presidente Zelaya.

Assim, o Brasil vivia uma DEMOCRACIA, quando o comando-mor do IMPERALISMO CAPITALISTA SIONISTA, liderado pelos Estados Unidos da América do Norte, entendeu que era chegada a hora de SUBJUGAR a Nação Brasileira ao seu poder, para SE APROPRIAR DE SUAS RIQUEZAS. Ou seja, ao invés de fazer uma invasão do Brasil (como fizeram no Vietnã, Afeganistão e Iraque),  eles compraram, a peso de ouro, A TRAIÇÃO DE BRASILEIROS integrantes do próprio Governo Federal (políticos da DIREITA REACIONÁRIA) das Forças Armadas (militares), da Mídia  (donos de jornais, emissoras de rádios e TV's e revistas) e da Elite (banqueiros e grandes empresários), para eles próprios, BRASILEIROS TRAIDORES, operarem o Golpe de Estado em solo brasileiro, encobrindo, assim, a participação efetiva dos imperalistas/sionistas internacionais.


Em segundo lugar, Regina, há que se deixar claro que a RESISTÊNCIA À DITADURA não gerou nenhum partido político de fato. Os dois únicos partidos políticos que o Governo da Ditadura permitiu que fossem estruturados e atuassem (ARENA e MDB) eram de fachada. Não havia liberdade de expressão para os políticos desses partidos que ousassem contrariar, de fato, o desejo dos DITADORES/PRESIDENTES/MILICANALHAS de continuar IMPONDO o arbítrio a todos os brasileiros. Se algum político desses partidos se manifestasse contra o governo ditador, seria preso, torturado e assassinado.


A opressão política imposta aos cidadãos nesta fase negra da História do Brasil gerou, sim, da parte de quem teve coragem de peitar os MILICANALHAS de frente, de se posicionar com clareza contra eles, "GRUPOS DE RESISTÊNCIA" que tentaram formar, COMO EM QUALQUER PROCESSO DE GUERRA CONTRA O PODER AUTORITÁRIO, um EXÉRCITO DE REVOLUCIONÁRIOS para enfrentar as Forças Armadas a serviço dessa DITADURA MILICANALHA.


Onde há TOTALITARISMO, regime político de exceção, onde manda um DITADOR (e cada presidente do Brasil, naqueles mais de 20 anos de Regime de Exceção foi, inequivocamente, um DITADOR), não há como lutar contra o governo senão com um grupo armado que peite sua AÇÃO DITATORIAL.


Enfatizando, esses grupos de RESISTÊNCIA À DITADURA não nasceram de partidos políticos, e sim, de MOVIMENTOS DE LIBERTAÇÃO formados por trabalhadores, intelectuais, estudantes e artistas, que comungavam da ideologia política inerente ao comunismo e socialismo - ideologia contrária ao domínio da exploração capitalista reinante no mundo, a promotora do golpe de Estado.  


PATRIOTAS E CORAJOSOS, esses REVOLUCIONÁRIOS decidiram LUTAR para libertar o Brasil das mãos do domínio político dos MILICANALHAS operadores do golpe empreendido sob a regência do Departamento de Estado dos EUA, mais precisamente, do General Vernon Walters (CIA – Central Inteligency Agency) dos EUA.


O modus operandi desses MILICANALHAS para se manter no poder era o mesmo de qualquer Governo Totalitário: caçar quem se opunha ao regime, estimulando as "denúncias" (muitos cidadãos dedavam outros, muitas vezes, mentindo), investigando aqueles de quem suspeitavam (os que mais apareciam em passeatas de protestos - muitos deles estudantes idealistas), perseguindo esses cidadãos, prendendo, torturando (para que eles denunciassem seus planos e mais pessoas envolvidas no combate ao governo), ASSASSINANDO (pela tortura, na maioria das vezes, noutras pela morte abrupta), e DESOVANDO seus corpos em valas coletivas, ou sumindo com muitos deles até hoje não encontrados nem dignamente enterrados. Nesse trabalho de prisão de "suspeitos" e desova de corpos, contavam com a ajuda do dono da Folha de São Paulo, que emprestava os carros do jornal para tal serviço sujo.


Outra tática do Governo DITADOR MILICANALHA era desmoralizar, via Mídia Golpista, os REVOLUCIONÁRIOS, que, propositadamente eram denominados "TERRORISTAS" em cartazes espalhados nas grandes cidades, armando e FALSIFICANDO atentados terroristas para incriminá-los. Um exemplo desse expediente sujo é o atentado a bomba ao Riocentro, que explodiu no colo de um militar antes da hora, denunciando os próprios militares como autores do atentado.


Veja bem, NÃO se faz uma oposição a um governo MILICANALHA sem usar armas. Por isso...


Dado que os GRUPOS DE LIBERTAÇÃO eram clandestinos (OFICIAIS eram as Forças de Opressão - claro! - e por isso todo e qualquer grupo de resistência/luta que se formasse era clandestino, ou seja, tinha de agir na OBSCURIDADE, como os grupos de - “maquis” - resistência que lutaram contra Hitler na França, por exemplo, e também, considerando que esses grupos eram formados por CIVIS (ou seja, pessoas que nunca haviam pegado em armas), dois desafios se apresentavam para os REVOLUCIONÁRIOS:


(1) Arrumar armas; e (2) saber usá-las.


Por isso, os combatentes da opressão política usaram a TÁTICA DE GUERRA de assalto a bancos (mas veja bem, assaltando bancos de banqueiros sionistas FINANCIADORES do GOLPE DE ESTADO MILICANALHA; como se vê, toda ação era de fundo IDEOLÓGICO), para conseguir dinheiro para se manterem - alimentar, morar, fugir etc. (pois abandonaram o trabalho para se dedicarem à luta), e para comprar ARMAS DE FOGO. Tinham de ter armas de fogo para lutar contra as Forças Armadas - senão como lutar?


Como as Forças de opressão eram infinitamente mais fortes, esses Grupos de Resistência formados por CIDADÃOS  REVOLUCIONÁRIOS destreinados e desarmados iam sendo descobertos e, então, seus membros caíam nas mãos da "polícia opressora", e aí eram torturados (por torturadores treinados pela CIA) para revelar planos e denunciar companheiros. Foi então, que os Grupos de Resistência usaram a TÁTICA DE GUERRA DO SEQUESTRO de pessoas importantes, para trocar por prisioneiros/companheiros que caíram nas mãos das Forças opressoras, para salvá-los da morte certa. Por isso, sequestraram dois embaixadores (um americano e outro alemão) e um cônsul japonês. Numa dessas trocas, um conterrâneo meu e sua esposa conseguiram se salvar (estive com ele faz pouco tempo).


Foi espetacular a ação desses sequestros POLÍTICOS, noticiados pela imprensa como um crime comum, mostrando os presos libertados em troca de um dos embaixadores, partindo para o exílio.


Qual é o PROPOSITAL DESVIRTUAMENTO QUE A TURMA DA DIREITA REACIONÁRIA (do José Serra & Cia) QUER FAZER?


Exatamente esta: classificar os REVOLUCIONÁRIOS membros desses GRUPOS DE RESISTÊNCIA como assaltantes, sequestradores e assassinos comuns, pelos "assaltos a bancos de sionistas" e pelos "sequestros de figuras políticas" que foram OBRIGADOS a fazer, classificando essas AÇÕES DE RESISTÊNCIA como crimes comuns, como se os REVOLUCIONÁRIOS estivessem roubando grana para enriquecer, e não, para comprar armas e terem condições de, num determinado momento, EXPLODIR UMA REVOLUÇÃO ARMADA contra o Governo Opressor defendido pelas Forças MILICANALHAS Nacionais; ou como se estivessem sequestrando pessoas para ficarem ricos (o que era impossível, porque a moeda de troca eram prisioneiros, e não dinheiro); ou como se estivessem matando pessoas, o que, de fato, nunca ocorreu - os REVOLUCIONÁRIOS nunca mataram ninguém. Quem matou milhares de REVOLUCIONÁRIOS foram os torturadores, policiais e soldados a serviço dos MILICANALHAS. Ocorreu totalmente o contrário.


É esse DESVIRTUAMENTO proposital que INCUTEM na cabeça dos cidadãos MANIPULÁVEIS pela ignorância do assunto ou por SEREM BURROS MESMO.


Portanto, nem Lula, nem Dilma, nem Zé Dirceu, nem Genoíno, nem Jorge Nahas e milhares de outros estudantes, nem Vandré, nem Caetano, nem Gil, nem Chico Buarque (que tiveram de se exilar), nem Anísio Teixeira (o maior educador do Brasil na época, que foi covardemente assassinado pelos MILICANALHAS,  que o jogaram num fosso de elevador simulando uma queda, mas com seu corpo NÃO apresentando sinais de morte por impacto), nem o ex-presidente JK (outro assassinado em acidente de carro simulado, por ser LÍDER POLÍTICO CIVIL e representar uma ameaça ao Governo MILICANALHA), nem o presidente deposto João Goulart - o Jango (assassinado no exílio por envenenamento, por ser amado pelo povo - outro Líder Político Civil) foram ou são criminosos porque roubaram bancos ou sequestaram importantes figuras políticas para formar um exército e libertar cidadãos presos pela DITADURA.


Os RESISTENTES REVOLUCIONÁRIOS são HERÓIS NACIONAIS, querendo ou não os MILICANALHAS e os integrantes da DIREITA REACIONÁRIA composta, atualmente, por políticos do PSDB/DEM/PV (+aliados), Grande Mídia e membros da ELITE NACIONAL.


Assim, tanto os REVOLUCIONÁRIOS que morreram na crueldade da tortura (cujas técnicas incluíam desde a agressão física violenta do pau-de-arara, choques elétricos na cabeça e em partes íntimas do corpo e extração de unhas e dentes até os bárbaros estupros), como os que foram assassinados de estalo, por arma de fogo ou por acidente simulado (que era outra tática dos MILICANALHAS para ELIMINAR opositores do regime), como também, OS QUE SOBREVIVERAM, dentre eles a candidata à presidência Dilma Rousseff, são HERÓIS NACIONAIS.


Portanto, uma coisa tem de ficar CLARA: os membros desses Grupos de Resistência (de todos eles) que tentaram fazer uma Revolução Armada contra o Governo de Opressão - Governo TOTALITÁRIO da Ditadura MILICANALHA que MANDOU E DESMANDOU NO BRASIL de 1964 até 1988, que fez do seu povo ESCRAVOS DOMINADOS como fizeram com os negros no tempo da Escravatura, ao contrário do querem fazer acreditar os amantes da OPRESSÃO POLÍTICA, os membros da ELITE PODRE DESSE PAÍS, esses corajosos e altruístas Cidadãos Brasileiros que ousaram enfrentar os DITADORES DO BRASIL e seus TORTURADORES ASSASSINOS (MILICANALHAS), que colocaram suas vidas em risco pela Libertação Política do Povo Brasileiro, são HERÓIS NACIONAIS.


Quanto aos MILICANALHAS e seus TORTURADORES, que membros da Direita Reacionária Golpista Nacional, como o Ministro Gilmar Mendes, impediu, no STF, de serem CONDENADOS E PUNIDOS POR SEUS CRIMES BÁRBAROS, estes, são, na verdade, CRIMINOSOS TRAIDORES DA PÁTRIA BRASILEIRA, que deveriam, no mínimo, sofrer EXECRAÇÃO PÚBLICA pelo mal e roubo ao Povo Brasileiro, praticados em 24 anos de opressão, mas em especial, pela TORTURA praticada contra cidadãos revolucionários indefesos, reconhecida, em todo mundo, como CRIME DE LESA HUMANIDADE.


O que tem de ser feito, URGENTEMENTE, Regina, é escrever a verdadeira História do Brasil, muito embora tenham sido publicados vários livros de presos políticos sobreviventes da tortura, narrando suas dolorosas experiências de REVOLUCIONÁRIOS, e expondo a verdadeira história deste país. O problema é que nossos jovens não têm acesso a estes livros.


É preciso observar, também, que a própria Ditadura ELIMINOU o senso crítico do povo brasileiro, impondo-lhe uma lavagem cerebral nos 24 anos em que ele esteve SOB SEU JUGO. Ou seja, as novas gerações não sabem o que é DITADURA MILICANALHA, nem procuram saber lendo bons livros. O Governo da Ditadura chamou o Golpe de Estado de "Revolução" e os golpistas de "Revolucionários", quando, na verdade, os REVOLUCIONÁRIOS são os CIVIS que lutaram contra o governo opressor dos MILICANALHAS.


O grande problema é que o povo, em sua maioria, se informa sobre Política lendo e assistindo a matérias jornalísticas dessa mesma Mídia Golpista que, em 1964, foi CÚMPLICE do golpe MILICANALHA e FICOU RIQUÍSSIMA com ele - como é o caso da Rede Globo de Televisão. E que está o tempo todo, desde que Lula (um trabalhador) assumiu o governo, tentando NOVOS GOLPES DE ESTADO, manipulando o povo contra o governo, pois já que estamos numa DEMOCRACIA, agora, os golpistas não podem mais agir com o autoritarismo de antes. Então, agem por MANOBRAS de denúncias falsas feitas por meio de MANIPULAÇÃO DAS NOTÍCIAS e FABRICAÇÃO DE ESCÂNDALOS COM BASE EM CALÚNIAS, entendeu?


Essas acusações que faz a IMPRENSA (rádios, jornais e televisões) contra a Dilma, são, antes de tudo, UMA MANOBRA PARA IMPEDIR QUE ELA SEJA ELEITA, OU PARA JUSTIFICAR O GOLPE DE ESTADO CASO ELA SEJA ELEITA.
Quem acredita nelas, ou é DE UMA TOTAL IGNORÂNCIA POLÍTICA ou é da ELITE PODRE QUE DESEJA O GOLPE, POR SER CONIVENTE COM O MASSACRE DO POVO QUE ELES EXPLORAM. O que não é o seu caso, eu sei disso.


Amiga, que bom você ter me dado a oportunidade de escrever mais um texto DIDÁTICO sobre a Ditadura Militar. Se possível, repasse-o para seus amigos.


Bom domingo!

Leila Brito


PS: MILICANALHA = MILItar CANALHA golpista de 1º de abril de 1964. Essa expressão foi acrescentada ao meu texto, com minha autorização, pelo Castor Filho, a quem agradeço a importante colaboração pela avaliação de conteúdo e pela publicação deste texto.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Carta da Leila à sua prima...

Essa “previsão” - mais um EXPEDIENTE SUJO devidamente pago pelo PSDB - é mais outro ABSURDO que criaram e estão circulando na Internet para impressionar o eleitor (só os retardados mentais, claro!) contra a Dilma Rousseff (para falar que ela vai morrer de câncer, que não vai dar conta do recado de presidir o Brasil... Lembro-me da campanha suja para derrotar o Lula, e deu no que deu: foi o melhor presidente que este país já teve e o único com aprovação MUNDIAL). 

E daí se ela morrer? O vice-presidente assume. Falar nisso, Eu ainda não vi alguém citar o Zé de Alencar que deixa a vice-presidência VIVO, depois de lutar todos esses anos contra um câncer realmente sem cura (caso diferente do câncer da Dilma, que tem cura), como EXEMPLO DE QUE CÂNCER NÃO MATA FÁCIL. Por que ninguém cita o Zé de Alencar? Você sabe a resposta.

E também por que ninguém cita o exemplo incrível da ROSEANA SARNEY, que já retirou 20 tumores cancerígenos no corpo e acaba de ser eleita GOVERNADORA DO MARANHÃO MAIS UMA VEZ? E se ela morrer? rsrs Existe vice-governador é para isto... Estou a dar risadas (embora o caso é de chorar) de ter gente se dizendo impressionado com um besteirol desse. ... Coisa mesmo de quem tem minhoca na cabeça, né mesmo? Coisa de RETARDADO MENTAL, mas daquele tipo de retardamento sem cura... LESADO MESMO NO CÉREBRO, na cognição... Elas são tão burras, as pessoas que acreditam nisso, que pensam que todo mundo é burro e ignorante que nem elas... Dá DÓ! É subestimar a inteligência dos outros, né mesmo?

Já acusaram a Dilma Rousseff de filhinha de papai (porque é de família abastadao Lula nunca prestou porque é de origem humilde, operário, "bebum", pobre, e por isso “analfabeto” – mesmo o sujeito tendo segundo grau completo), e também já a acusaram de ser terrorista, guerrilheira, assassina, assaltante, LÉSBICA (essa é demais! Que baixaria asquerosa!), atéia (porque todo comunista e socialista não acredita em deus e come criancinha. Um perigo!... rsrs) e a favor do aborto.

Neste caso do aborto, a acusação/calúnia (DILMA NÃO É A FAVOR DO ABORTO) é calculadamente proposital para ela perder muitos votos, e ocorreu porque ela defendeu POLÍTICAS PÚBLICAS para socorrer as mulheres pobres que não têm assistência médica nem grana para comprar pílula. O objetivo do programa será orientá-las na utilização de medidas preventivas de gravidez, justamente para evitar que façam o aborto, isto porque essas mulheres fazem abortos por meios inadequados que a Medicina condena, perigosos, pois colocam em risco suas vidas (como colocar líquidos abortivos no útero por meio de mangueiras plásticas sem esterilização – o que provoca hemorragias e infecções), com muitas delas vindo a falecer – as estatísticas são altíssimas e Dilma sabe disto.

As Políticas Públicas anunciadas por Dilma visam, pois, PROTEGER essas pobres mulheres - P O B R E S - da classe baixa, muitas delas em situação de miséria absoluta. Dilma, Eu e a torcida do Flamengo e do Corínthians sabemos que, a despeito das religiões condenarem, o aborto vai continuar sendo realizado por muitas mulheres, como sempre foi utilizado desde que o mundo é mundo, e de forma precária por essas mulheres pobres, mas também pelas mulheres maduras e adolescentes de condição social boa (tem milhares de mães endinheiradas, da classe MÉRDIA (É MÉRDIA MESMO) – a mais hipócrita das classes sociais, pagando abortos para suas filhas mais jovens que engravidam, mas em clínicas clandestinas bem aparelhadas onde não se corre risco de morrer). Mas... A HIPOCRISIA tem de reinar, com muitas dessas pessoas que caluniam a Dilma, mentindo serem contra o aborto, mesmo tendo cometido ou apoiando uma amiga, uma filha, a cometê-lo. VIVA A HIPOCRISIA!

Eu, se fosse presidente, ia fazer o mesmo que a Dilma: PROGRAMAS DE APOIO A ESSAS MULHERES POBRES PARA IMPEDIR QUE ENGRAVIDEM, QUE FAÇAM O ABORTO E QUE MORRAM só porque são POBRES - pobre também tem direito à vida. E como sou divorciada e não tenho marido, e tenho voz grave, e sou cantora (Ichi! Aí pegou rsrs), se fosse candidata à presidência da república pela Esquerda, iam me acusar de ser lésbica também, n’é mesmo? Bom a gente se colocar no lugar do outro, certo? Eu me coloco sempre – faz parte de uma atitude de quem tem senso crítico apurado. DE QUEM P - E - N - S - A.

Ah! Também já a criticaram a Dilma por ela ter feito plástica facial (riem dela por isso), como se ela fosse a ÚNICA mulher nesse país a fazer esse tipo de cirurgia - comparam-na com Caubi Peixoto - veja só que abusurdo!... O Brasil é campeão em cirurgia plástica em todo mundo. Uma mulher, na idade dela, tá na hora de fazer uma plástica – em breve estarei fazendo uma, até para corrigir as pálpebras que caíram um pouco e estão me incomodando ao ler. Aí aproveitarei para eliminar uns sinais de expressão. Por que não? É bom ser bonita, n’é mesmo? Por que a Dilma não pode ficar mais bonita? Nossa! Só agora me ocorreu isto: como é que pode uma lésbica ser femininamente tão vaidosa? Vê as contradições? E se ela fosse lésbica mesmo? Que mal haveria nisso? O Anastasia - PSDB - reeleito governador de Minas, é gay, e nem por isso é "acusado" disso pelo PT...

Já viu alguém da Esquerda fazer "campanha" acusando o Anastasia de ser gay? NÃO! Porque seria uma atitude preconceituosa, e o Socialismo defende os "Direitos Fundamentais" assegurados pela CF/1988, dentre eles a liberdade de opção sexual.

Quanto à plástica no rosto, a Dilma tem o direito de desejar ficar bonita, n’é mesmo? Até os homens estão fazendo plástica facial, por que ela não pode? O pessoal estava rindo dela lá no FACEBOOK, onde só dá gente abonada, classe mérdia-média e classe mérdia alta, e eu vi mulheres que já fizeram plástica de nariz, barriga, silicone nos seios, bunda, e em outros tantos lugares do corpo criticando a Dilma. Ou seja, praticam essa filosofia: “sento no meu rabo e rio do outro...” É RI-DÍ-CU-LO! É algo tão burrinho, n’é mesmo? Tão mesquinho!... Tão piquinininho!... Dá até preguiça... Mas vou comentar. Por que não?Estou com tempo e com paciência.

Repasse essa mensagem minha para a sua lista, por favor. Você tem obrigação moral de me atender nesse pedido, já que está me repassando e-mails com calúnias, deboches e desumanidades com a Dilma (não passei e não pretendo passar nenhum e-mail de nível baixo, caluniador e desumano contra o Serra). Faz parte da democracia divulgar a resposta do outro, certo? Isto se chama “Direito de Resposta”. Portanto, mande essa minha resposta para essa mesma lista na qual você me incluiu.

ESTOU DANDO A RESPOSTA PARA A DILMA.

Mas voltando a um dos assuntos centrais dessa mensagem, uma mulher MADURA, inteligente, capacitadíssima, competentíssima, cultíssima, EX-MINISTRA DA CASA CIVIL (quem a calunia sabe fazer o trabalho complexo que ela realizou naquele ministério? NÃO!), e preocupada com a saúde da mulher brasileira é ACUSADA de ser a favor do aborto, porque falou em POLÍTICAS PÚBLICAS DE PROTEÇÃO À MULHER P O B R E PARA EVITAR SITUAÇÃO DE RISCO DE MORTE EM CASO DE ABORTO POR GRAVIDEZ INDESEJADA, mais que isto, por gravidez IMPOSSIBILITADA PELA MISÉRIA. Revoltante n’é mesmo? Por aí, já dá para imaginar como o Governo Serra trataria essas mulheres pobres...

Ah! Dilma também não pode ter CÂNCER; por tratar um câncer é "ACUSADA" DE ESTAR À BEIRA DA MORTE E NÃO TER SAÚDE PARA GOVERNAR. OLHA SÓ O PRECONCEITO CONTRA OS DOENTES! Que coisa mais condenável!... Isso é Anti-Cristão! Não acredito que os evangélicos apoiem essa barbaridade que fazem contra a Dilma - todo cristão deve ser antes de tudo CARIDOSO. Mas é o que diz a "profecia" dessa pseudovidente comprada pelo PSDB. Me poupe!

Uma poetisa e contista amiga minha está com câncer de mama desde 1999, ou seja, há mais de 11 anos, e nunca parou de trabalhar mesmo em tratamento constante, e é uma criatura feliz e vive em paz, mesmo sofrendo câncer. E a Dulce do Joãozinho nosso primo? Esteve desenganada pelos médicos, teve os dois seios amputados... Quantos anos tem isso? Mas OLHA A DULCE VIVA, FELIZ, COM SAÚDE, graças à sua força de superação do amor e apoio de sua família... Se fosse uma candidata da esquerda a qualquer cargo público estaria morta, por não suportar tamanha maldade com um estado emocional tão debilitado... Você acharia humano chegar para a Dulce e dizer-lhe, que por ter câncer, ela estava condenada a morrer logo? Foi o que a cafajeste dessa vidente escreveu nessa “profecia”, PARA CONVENCER O ELEITOR BRASILEIRO B U R R O disto. FOI PAGA PARA ISTO (Me dá licença que vou VOMITAR!).

Ela usou um problema delicado como a doença de alguém para fins condenáveis, e tem gente lendo e APOIANDO essa barbaridade, essa falta de caridade com um ser humano, repassando essa mensagem sem o menor escrúpulo.

ISSO É DE DAR ASCO!

ESSA QUE SE DIZ "VIDENTE" não passa de UMA CRIMINOSA DO TIPO MONSTRO, DIABÓLICA E SACANA, UMA CRÁPULA (vai receber castigo dela por isso). Quero ver se a Dilma fosse mãe, irmã, parente, amiga dela... ESTE "VIDENTE" É UMA BOÇAL! Eu desejo a ela UM CÂNCER MORTAL, só para ela sentir na pele a dor doente que ela está agredindo com sua maldade.

Ela deve ter recebido uma grana alta para escrever essa profecia...

Claro! Por isso, ela merece adoecer gravemente e MORRER de CÂNCER. Porque foi por um bom dinheiro que ela se valeu desse expediente sujo para molestar moralmente a Dilma - que está em tratamento do câncer. O que não fazem os FALSOS PROFETAS POR DINHEIRO? Dilma Rousseff devia processar essa sujeita. Devia mesmo. Porque não se trata de ela estar exercendo sua "liberdade de opinião ou expressão" garantida na CF/1988, e sim, de ter cometido um crime de calúnia e difamação contra o portador de uma doença, tratando-o com preconceito, ferindo sua dignidade humana, e com isso, causando-lhe danos à saúde psíquica e física. Crime de Assédio Moral - ver CPP.

É pra chorar ao se CONSTATAR, além da Maldade Humana que está por trás dessas ações, A IGNORÂNCIA E OATRASO DE MENTALIDADE” DE PARTE DA POPULAÇÃO BRASILEIRA que endossa um expediente sujo como este numa disputa eleitoral.

Isto é de doer muito. Isto é para se amaldiçoar os mais de 20 anos de Ditadura Militar, que jogou o ensino no buraco, vedando a expansão da intelectualidade (a formação do senso crítico) da maioria da população brasileira. Só podia dar nisso. É essa "burrice" que os aliados de mau-caráter do Serra estão usando para ganhar voto; para tirar voto da Dilma. E o babaca do eleitor que cai nesse jogo não saca isto. É mesmo um babaca. Merece ser babaca.

Como diz um grande cientista amigo meu: INTELIGÊNCIA, Leila (ele se referia à Inteligência CRÍTICA, a que forma um SENSO CRÍTICO apurado) é privilégio de poucos. Ele está coberto de razão.

Mas... Querendo esses babacas, desumanos, CAFAJESTES e caluniadores morais (vão pagar pelo crime de calúnia moral no fogo do inferno?) ou não, DILMA ROUSSEFF SERÁ A PRESIDENTE DESTE PAÍS, e eu soube por uma amiga que ela dá boas risadas dessas calúnias, especialmente, a de cunho sexual, mas que ela se sente ferida em sua dignidade pessoal com a maldade das pessoas em USAR A DOENÇA DELA para denegri-la perante o eleitor, como se ter um câncer fosse um crime. Sei da força e da lisura de caráter da Dilma, e só mesmo combatendo esses absurdos e desumanidades, eu me sinto melhor. Estou sendo JUSTA com ela. FAZENDO JUSTIÇA PARA ELA.

Política se ganha é nas URNAS e de forma LIMPA. Esse feito louvável ela está conseguindo e vai conseguir no segundo turno. Ela já tem, comprovadamente, 47% dos votos, e vai ter no segundo turno, calcula-se, 53 a 55%. E aí essa palhaçada desumana e IGNORANTE, que chamam de campanha política, acaba de vez. Não vejo a hora!

Ah! Já que você difere desses babacas, que tal indicar a eles o meu blog Chá.com Letras: e sugerir que leiam meus artigos de Filosofia Política sobre as teorias da Hannah Arendt? E do Michel Foucault também? Vai ajudá-los a expandir suas inteligências críticas.

Dá um pulo lá e leia. Você vai adorar!

Sugira o meu blog para suas colegas professoras. Postei matérias sobre a poesia da Cecília Meireles (enviei-lhe um e-mail). Meu trabalho é de alto nível educacional e intelectual. Isto, sim, merece ser repassado, e recomendado, pois a leitura desses artigos e ensaios ajuda as pessoas a expandir a INTELIGÊNCIA CRÍTICA e a INTELECTUALIDADE.

Só tenho leitor inteligente. E tem alguns que já me disseram que ESTUDAM lendo as matérias do meu blog. DE FATO, ELE É EDUCACIONAL. Esta foi a forma que eu encontrei de fazer um trabalho (gratuito) de apoio ao aprimoramento educacional do povo brasileiro. Como educadora e professora devo cumprir com meu dever de cidadania. Uma exigência moral que me faz o SOCIALISMO que pratico com paixão. E como o povo está carente de BOAS LEITURAS!...

Grande abraço,
Leila Brito

domingo, 26 de setembro de 2010

Chá com Letras

Ai, ai o mato, o cheiro,o céu
O rouxinol no meio do Brasil
O Uirapuru canta pra mim
E eu sou feliz
Só por poder ser
Só por ser de manhã, manhã, manhã
Manhã, manhã
Nessa clareira o Sol
Se despe feito brincadeira
Envolve quente a todo ser vivente
Taperebá
Canela, tapinhoã, nã nã nã nã
Não faço nada
Que perturbe a doida a louca passarada
Ou iniba qualquer planta dormideira
Ou assuste as guaribas na aroeira
Em contra-ponto com pardais urbanos
Tão felizes soltos dentro dos meus planos
Mais boquiabertos que os meus vinte anos
Indóceis e livres como eu.

FÁTIMA GUEDES
Ilustração:Foto de autor desconhecido desta escritora.A cancão Cheiro de Mato, de autoria da compositora Fátima Guedes, foi gravada no CD “Fátima Guedes” lançado em 1980.
Referência:A canção Cheiro de Mato, de autoria da compositora Fátima Guedes, integra o CD “Fátima Guedes” lançado em 1980.

extraído de Chá com Letras

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Bem-vinda Primavera!

Gerânio_Escarlate-1213644871JCne3o
GERÂNIO
Escarlate
tua cor de fogo
suspende numa labareda
o calor da vida.
És um apaixonado pelos jardins
o hóspede
ansiadamente esperado
das jardineiras românticas.
Tinhas que ter
em tua flor
muitas flores
multiplicador que és
do colorido dos meus olhos.
LEILA BRITO
Ilustração:Foto de ©Bigpressphoto | Dreamstime.com
Referência:
BRITO, Leila. Mulher Sereia. Belo Horizonte: LetraporLetra, 2007. p. 61.

extraído de Chá com Letras