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quinta-feira, 5 de março de 2015

E se fossem os russos?

25/2/2015, Mauro Santayana
Enviado pelo pessoal da Vila Vudu e Gustavo Santos





Comentário da redecastorphoto: Interessante é que não se ouve “um pio” dos MILICANALHAS golpistas (pleonasmo!) dos clubes militares(?) contra essa AMPLIAÇÃO dos quadros da 5ª COLUNA no Brasil... O que também mostra que eles também fazem parte...

Os EUA já tem aqui a MAIORIA do Poder Judiciário (Ministérios Públicos e Tribunais Superiores), a quase TOTALIDADE da OPOSIÇÃO e “BASE ALIADA” no Congresso Nacional (Câmara e Senado) e a TOTALIDADE do grupo GAFE (Globo, Abril, FSP, Estado) além de parcela MUITO GRANDE das “nossas” Forças Armadas da “ativa”.

Some-se a esta FORÇA-TAREFA “brasileira” o conjunto de ONGs (“nacionais” e importadas) de “direitos humanos” e de “salvar o planeta”, mas destinadas à SUBVERSÃO do nosso DESENVOLVIMENTO e da nossa nascente e INCOMPLETA (O povo brasileiro é IMPEDIDO DE ELEGER os membros do PODER JUDICIÁRIO que, por esta razão, é o MAIS CORRUPTO e CORROMPIDO dos Poderes da República) democracia.

Esse RECRUTAMENTO de AGENTES DE SUBVERSÃO realizado por “empresa” subvencionada pelo Depto. de Estado dos EUA é APENAS mais um reforço para tornar o Brasil um novo IRAQUE ou quem sabe uma LÍBIA, mas, mais provavelmente, cremos, numa NOVA UCRÂNIA. Tudo conforme os interesses dos EUA.

Será que esses novos recrutas “brasileiros” serão versados nas artes de TIRO-CERTO (SNIPER) ou já existe MÃO-DE-OBRA local estabelecida?


(Hoje em Dia) - O advogado e blogueiro Pettersen Filho reproduz, em seu blog, anúncio da embaixada dos EUA, recrutando jovens “líderes” brasileiros, como “bolsistas”, com a seguinte mensagem:

O Departamento de Estado dos EUA, por meio do Atlas Corps – uma rede internacional de líderes sem fins lucrativos, tem o prazer de anunciar oportunidades para líderes emergentes da sociedade civil para obter bolsas de estudos de 6 a 18 meses nos Estados Unidos. Interessados em se candidatar devem ter de 2 a 10 anos de experiência trabalhando em alguma ONG, nível universitário, até 35 anos de idade e fluência na língua inglesa…

Apply to United States             Apply to Latin America

Os bolsistas selecionados serão inseridos em uma organização renomada na área social nos Estados Unidos. Despesas com passagem aérea, visto de entrada nos EUA, seguro saúde, alimentação, transporte local e acomodação partilhada serão totalmente custeadas. Informações sobre o programa e como se candidatar estão disponíveis no site http://apply.atlascorps.org .

Não bastando trazer ONGs de fora, ou criar, aqui mesmo, organizações que se infiltram nos mais diferentes segmentos da sociedade brasileira − e, como lembra Pettersen − estão especialmente ativas na Região Amazônica, os EUA seguem firmes em sua permanente estratégia de cooptação de jovens “líderes” locais de todo o mundo, por meio de organizações de fachada, ou “associadas”.

A esperança é a de que eles, em seu retorno, espalhem o que “aprenderam” e atuem na defesa dos interesses norte-americanos.

Melhor, ainda, se, no futuro, alguns chegarem a posições proeminentes em seus respectivos países, para, como reza o slogan do Atlas Corps, "mudar sua perspectiva e mudar o mundo" - como aconteceu, com certeza, ao menos quanto à primeira metade da frase, com um jovem sociólogo brasileiro, financiado, nos anos 1960 - como lembrou em artigo o jornalista Sebastião Nery - pela Fundação Ford, com expressiva quantia para fundar uma organização chamada CEBRAP, muitos anos antes de chegar à Presidência da República.

Se fossem os russos e os chineses − parceiros do Brasil no BRICS − ou os cubanos − conhecidos por seu envolvimento em causas humanitárias, como o combate ao Ebola − que publicassem por aqui anúncio semelhante, dá para imaginar como seria o alarido fantasioso e anacrônico, “anticomunista” e “anti-bolivariano", dos hitlernautas brasileiros, nos portais e redes sociais.

Mas como se trata dos EUA - prestes a estrear, nos cinemas nacionais, nova campanha de lavagem cerebral, com o filme “American Sniper” − nação “libertadora” do Iraque, da Líbia e da Síria, países em que suas guerras e “primaveras” deixaram milhões de mortos e refugiados e que estão entregues agora a terroristas originalmente armados pelos próprios EUA para combater quem estava no poder anteriormente − o assunto, com exceção de alguns sites da "blogosfera", quase passa em brancas nuvens por aqui.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Governo afegão investiga propaganda pró-EUA na TV

“Kumunicações” indispensáveis à democracia? SÓ RINDO!

23/1/2014, [*] Frud Bezhan, Radio Free Europe/Radio Liberty
Traduzido e editado pelo pessoal da Vila Vudu

Acoooorda, “kumunicação” do governo Dilma! Acoooooda, Helena Chagas!

Helena Chagas, firme componente da 5a. Coluna do PT em ação!
Texto editado, porque essa RFE/RL TAMBÉM faz “kumunicação” de propaganda pró-EUA!

Dia 16 de janeiro, o presidente Karzai ordenou que o Advogado Geral investigue a origem do dinheiro que pagou pela divulgação de uma série de spots de propaganda, exibidos na TV aberta afegão, em que alguém pede que o governo afegão assine logo o acordo “de segurança” com os EUA.  

As TVs do Afeganistão fazem propaganda política travestida de notícia contra o
Governo Karzai. Quem será que paga essas "notícias"? 
Um dos spots mostra um apresentador de televisão que entrevista cidadãos afegãos nas ruas, perguntando se apoiam o acordo “de segurança” entre Afeganistão e EUA; todos os entrevistados respondem afirmativamente.

[Não é estranhíssimo?! Na televisão brasileira, se algum “jornalista” entrevista algum “cidadão”, toooodos os entrevistados dizem sempre, exatamente, a mesma coisa! E toooodos os entrevistados também são a favor de qualquer coisa que o entrevistador já esteja dizendo! Não é estranhíssimo?! (NTs)]

Hamid Karzai
Em outro spot, também exibido pela televisão afegã, um narrador lista e comenta as vantagens econômicas e de segurança que o Afeganistão obterá(ria) ao assinar logo o pacto com os EUA. Ao fundo, veem-se soldados das forças de segurança afegãs em situação de treinamento, sob orientação de soldados dos EUA; e afegãos trabalhando em fábricas e na construção de estradas.

Esses spots de propaganda foram levados ao ar em mais de uma dúzia de canais privados e estatais de televisão no Afeganistão, ao longo do mês passado. Agora, o governo do presidente Karzai quer saber quem pagou por toda essa propaganda contra o seu governo e sua decisão de não assinar qualquer “pacto de segurança” com os EUA.

“Ameaça à segurança dos afegãos” 

O diretor do Centro de Informação e Mídia do governo afegão, Safatullah Safi, disse que os spots distorcem informações e informam mal o público sobre o que é o acordo que os EUA desejam obcecadamente que o presidente Karzai assine e que o presidente Karzai não aceita assinar porque considera aquele acordo lesivo aos interesses do Afeganistão. Mas não revelou o nome das redes de televisão que estão sendo investigadas.

Safatullah Safi
Safi disse também que o presidente quer saber quem paga por aqueles anúncios em horário nobre – proprietários de redes privadas de televisão, grupos políticos ou serviços de inteligência estrangeira ativos no Afeganistão.

Ordenamos que o Advogado Geral investigue quem está por trás dessa ação de propaganda, que é promoção de uma agenda política clara, mas imposta à opinião pública como se fosse “informação”. Tudo isso deve ficar bem claro  – disse Safi.

[Vai aprendendo, Helena Chagas! Vai só aprendendo!]

Desde o início das investigações, os spots deixaram de ser exibidos.

O presidente Karzai também ordenou ao Ministério da Cultura que inicie investigação à parte, sobre a origem dos mesmos spots de propaganda.

Jallal Noorani
Jallal Noorani, conselheiro do Ministério da Cultura, disse que as redes privadas de televisão e da imprensa impressa são de propriedade (clandestinamente ou não) de grupos privados; e, em todos os casos, são controladas por políticos influentes no país, tanto afegãos como de países vizinhos. Por isso, dentre outros motivos, é importante saber quem paga pela difusão dos spots de propaganda contra o governo, exibidas para a população, pelas redes de televisão.

Noorani disse também que o presidente ordenou que o ministério examine as autorizações para funcionamento das redes de televisão, porque nenhuma rede de televisão ou de mídia impressa ou qualquer outra estaria autorizada a divulgar propaganda eleitoral, disfarçada como se veiculasse “informação” à comunidade.

O presidente disse que esse tipo de mensagem de conteúdo político e eleitoral não explícito agride a legislação afegã. Se as investigações comprovarem nossas desconfianças e se houver crime contra a opinião pública, as redes serão punidas – disse Noorani.
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[*] FRUD Bezhan é um jornalista australiano-afegão especializado em jornalismo investigativo e correspondência de guerra. Atua usualmente no Afeganistão, Paquistão e Irã. Passou alguns anos viajando e trabalhando de forma independente pelo Oriente Médio e Centro-Sul da Ásia. Da base de Cabul escreveu suas reportagens, muitas das quais apareceram nos principais jornais australianos.Desde o ano passado vive em Praga, República Checa, trabalhando como repórter e correspondente da Radio Free Europe / Radio Liberty, organização de mídia norte-americana. Escreve regularmente reportagens, relatórios de investigação, artigos de opinião, análises tanto para jornais impressos como online. Escreve também para alguns blogs.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

O Primeiro-Ministro que revelou documentos “top secret” da Agência de Segurança Nacional (ASN – EUA), depois de morto

11/1/2014, [*] Wayne Madsen, Strategic Culture
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Entreouvido de um “papagaio-de-pirata” durante a tradução na Vila Vudu: Nesse artigo, afinal, SE APRENDE que a notícia repetida no Portal Terra de que Snowden “deveria” ser enforcado foi “notícia” inventada pela rede FoxNews, produzida durante entrevista com um facínora. E as “notícias” de que Snowden “quer pedir” asilo ao Brasil e “promete” trocar informações por asilo foram invenções, simultâneas, da revista Exame e da Folha de S.Paulo, “interpretando” [só rindo!], uma carta que Snowden escreveu aos brasileiros (vide nota [1]).
Quem precisa do “jornalismo” brasileiro?

Vê-se claramente que quem precisa do “jornalismo” brasileiro é o Mercadante, o Paulo Bernardo, a Helena Chagas e demais membros da 5ª Coluna PETISTA alocados no Governo Federal... E na militância profissionalizada... Pobre Dilma! 
Castor Filho

Edward Snowden
Em entrevista à rede de televisão reacionária de direita Fox News, o ex-diretor da CIA James Woolsey disse [1] que:  

James Woolsey
(...) o alertador-vazador [orig. whistleblower] de documentos da Agência de Segurança Nacional dos EUA, Edward Snowden, deve ser processado por traição. Se condenado por tribunal de seus pares, deve ser enforcado, pendurado pelo pescoço até morrer.

Woolsey, notório conservador linha dura foi demitido do posto de diretor da CIA, pelo presidente Bill Clinton, em 1995. Clinton achava que Woolsey não fora suficientemente agressivo no trabalho de controlar os altos funcionários da CIA, no caso em que se descobriu que um alto funcionário da CIA, Aldrich Ames, trabalhara durante anos como agente da inteligência soviética. Muita gente dentro da CIA acredita que Woolsey temia que, se a CIA embarcasse em caçada massiva a possíveis “infiltrados”, outros agentes, particularmente os leais a Israel, país com o qual Woolsey mantinha relações suspeitamente próximas, seriam descobertos. Woolsey, é claro, é a última pessoa do mundo cuja opinião sobre o destino de Snowden mereça qualquer credibilidade.

Mas, sim, o destino de Snowden está sendo analisado nos mais altos escalões do governo dos EUA... Alguns, dentro da ASN-EUA entendem que o presidente Obama deva anistiar Snowden, se o autoexilado alertador-vazador concordar em não revelar mais segredos da ASN-EUA. Muitos especialistas em lei e direito entendem que tal anistia seria questionável em termos legais; e que pode não passar de armadilha, uma espécie de cenoura para atrair Snowden aos EUA, armadilha que pode resultar em prisão perpétua; ou, se Woolsey e seus amigos neoliberais encontrarem caminho desimpedido, pode levá-lo à pena de morte.

Apoiadores da ASN-EUA argumentam que Snowden teria causado dano irreparável à segurança nacional dos EUA e aliados, por ter fugido com, diz a imprensa, 50 a 60 mil documentos secretos da ASN-EUA. Seja como for, até agora nem 2% desse número estimado de documentos foram distribuídos para empresas de imprensa.

David Lange
Em 2006, outro indivíduo que tinha autorização de acesso a apenas uma pequena porção das operações de vigilância da ASN-EUA e de seus “Cinco Olhos” – países parceiros de inteligência dos EUA – revelou, postumamente, informação secreta. Mas, no caso desse indivíduo, David Lange, ele era ex-Primeiro Ministro de um dos países “Cinco Olhos”, a Nova Zelândia. E morrera um ano antes, em 2005.

Dia 15/1/2006, o jornal Sunday Star Times da Nova Zelândia noticiou que, entre os documentos arquivados do falecido Primeiro-Ministro Lange, havia um relatório de 31 páginas, “TOP SECRET UMBRA HANDLE VIA COMINT CHANNELS ONLY New Zealand Government Communications Security Bureau (GCSB)” [TOP SECRET, para ser lido exclusivamente pelo Gabinete de Segurança das Comunicações do Governo da Nova Zelândia], de comunicações que aquele gabinete interceptara para a ASN-EUA.

As comunicações haviam sido capturadas em duas grandes estações-alvos no Pacífico Sul e da Antártica. O governo da Nova Zelândia manteve as duas grandes estações de interceptação de comunicações em Waihopai e Tangimoana.

Waihopai, codinome IRONSAND, intercepta comunicações via satélite, de outros países da região trans-pacífico. O relatório anual 1985/86 do Gabinete de Segurança das Comunicações do Governo da Nova Zelândia registrava que, dentre outros alvos da vigilância havia telegramas diplomáticos da ONU. O relatório dizia também que, dentre as principais tarefas do Gabinete de Segurança das Comunicações do Governo da Nova Zelândia estava traduzir e analisar “a maior parte do tráfego bruto [recebido] de fontes do GCHQ/Agência de Segurança Nacional dos EUA”.

GCHQ é a a sigla de Government Communications Headquarters [Quartel-general das Comunicações do Governo] da Grã-Bretanha, a agência encarregada pela ASN-EUA para fazer “avançadas” [orig. surge] de bisbilhotagem-espionagem contra delegações de países do Conselho de Segurança da ONU antes de os EUA invadirem o Iraque. O comunicado no qual a ASN-EUA passou a tarefa aos britânicos foi vazado por uma analista da agência britânica, Katharine Gun, para empresas de imprensa britânicas. Adiante, as acusações contra Gun foram retiradas.

Depois que o sistema UMBRA foi divulgado por várias fontes, a ASN-EUA deixou de usá-lo. Foi substituído por classificações de grau de sigilo e segredo como TOP SECRET/COMINT [Top Secret/Comunicação Interna]/NOFORN [Not Foreigners (leitura proibida para estrangeiros)] e TOP SECRET/COMINT/X1.

Mapa do Pacífico Sul abrangida pela espionagem EUA-Inglaterra-Nova Zelândia
(clique na imagem para visualizar)
O relatório da Nova Zelândia também diz que a tarefa do Gabinete de Segurança das Comunicações do Governo da Nova Zelândia incluía “reportar sobre itens de inteligência derivados de mensagens de telex do Pacífico Sul em links de comunicação por satélite”. Acrescentava que “o trabalho de reportar foi acelerado durante o ano (...) Um total de 171 notificações foram reportadas, cobrindo as Ilhas Solomons, Fiji, Tonga e organizações internacionais que operavam no Pacífico. O tráfego bruto para o trabalho era fornecido pela ASN-EUA”.

O relatório também informava que o trabalho sobre 238 relatórios de inteligência do Gabinete de Segurança das Comunicações do Governo da Nova Zelândia, sobre telegramas diplomáticos japoneses interceptados” a partir do “tráfego bruto recebido das fontes GCHQ [britânica]/ASN-EUA”, estava sendo muito dificultado por causa de um novo sistema japonês de encriptação. “O governo japonês implementou um novo sistema de encriptação de alto nível [orig. a new high grade cypher system], que reduziu seriamente a produção final do Gabinete” – diz o relatório. O Gabinete de Segurança das Comunicações do Governo da Nova Zelândia “dependeu pesadamente do material do satélite França-Pacífico obtido e passado adiante”, para traduzir e analisar. Tráfego da diplomacia chinesa interceptado pela ASN-EUA e pelo GCHQ [britânico] era também enviado ao Gabinete de Segurança das Comunicações do Governo da Nova Zelândia para análise e tradução.

O relatório encontrado entre os documentos do falecido Primeiro-Ministro Lange da Nova Zelândia dizia que os alvos de Tangimoana em 1985 e 1986 eram “civis, navais e militares do Pacífico Sul francês; civis da Antártica francesa; diplomatas do Vietnã; diplomatas da Coreia do Norte; diplomatas do Egito; embarques da marinha mercante e pesquisa científica soviética; civis da Antártica soviética; pesqueiros soviéticos; marinha argentina; civis da Antártica não soviética (incluindo comunicações indianas e polonesas); diplomatas da Alemanha Oriental; diplomatas japoneses; diplomatas filipinos; Forças Armadas da África do Sul; diplomatas do Laos [e] diplomatas da ONU”. No geral, a estação de espionagem “deslocalizada” neozelandesa de Tangimoana interceptara 165.174 mensagens dos alvos a ela atribuídos, o que representava “um aumento de aproximadamente 37 mil mensagens, em comparação com os números de 84/85”. E o relatório acrescentava: “O trabalho sobre o alvo soviético aumentou 20% em relação ao ano anterior”.

O Gabinete de Segurança das Comunicações do Governo da Nova Zelândia era também responsável pela escuta das comunicações da Nova Caledônia e da Polinésia Francesa (ambos territórios franceses), Vanuatu, Kiribati, Nauru e Tuvalu. Dado que Waihopai interceptava a maior parte do tráfego Intelsat do Pacífico, as comunicações de Samoa norte-americana (cujos habitantes são cidadãos norte-americanos) estavam acessíveis para a ASN-EUA e os outros Cinco Olhos. Mas, por causa do papel da ASN-EUA como líder operacional da rede dos Cinco Olhos, a Nova Zelândia e, quase nos mesmos termos, Austrália, Grã-Bretanha e Canadá não tem acesso a inteligência da ASN-EU ou recebe de Waihopai/IRONSAND.

A inteligência inclui interceptar comunicações que partem de Niue e das Ilhas Cook (territórios da Nova Zelândia), Ilha Norfolk (território da Austrália) e Samoa (Samoa Ocidental).

Lange sempre acreditou que sua própria agência SIGINT, por ordens da ASN-EUA e dos norte-americanos não era clara com ele, sobre a extensão da vigilância sobre comunicações em seu país. Seus medos coincidiam com os do Primeiro-Ministro australiano, Gough Whitlam, que exigiu que os norte-americanos o informassem exatamente sobre a natureza das bases dos EUA na Austrália, incluindo a gigantesca base em Alice Springs. Lange e Whitlam foram ambos expelidos de seus respectivos gabinetes mediante “golpes constitucionais” nos quais se veem impressões digitais da CIA e da ASN-EUA.

O documento de Lange sobre a atividade de espionagem do Gabinete de Segurança das Comunicações do Governo da Nova Zelândia é muito parecido com o documento do Quartel-general de Comunicações de Governo britânico (GCHQ) vazado por Snowden e intitulado “Bude Sigint Development Reports”

Mohamed Ibn Chambas
O documento do GCHQ britânico delineia as interceptações pelo GCHQ/ASN-EUA na base de Bude, Cornwall, codinome CARBOY, e na base TIMBERLINE da ASN-EUA em Sugar Grove, West Virginia, das comunicações de: Mohamed Ibn Chambas, funcionário da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental [orig. Economic Community of West African States (ECOWAS)]; várias empresas em Pequim; da ONG Medecins du Monde; da UNICEF com base em Genebra e do Instituto de Pesquisa para o Desarmamento, da ONU; das empresas francesas Thales e Total; da embaixada alemã em Rwanda; de uma equipe estoniana de segurança da empresa Skype; de um embaixador francês; do Comissário Antitruste da União Europeia, Joaquin Almunia; do Primeiro-Ministro de Israel, Ehud Olmert; do Instituto de Física da Universidade Hebraica em Jerusalém; do Ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak; de ministérios alemães em Berlin; de links de comunicação alemã com Turquia e Georgia; e do Programa de Desenvolvimento da ONU (presidido por Helen Clark, do Partido Trabalhista do Primeiro-Ministro Lange).

Sejam as revelações-vazamentos de Lange em 2006, ou as revelações-vazamentos de Snowden em 2013, os documentos vazados que mostram a aliança de vigilância anglo-norte-americana só provam uma coisa: indivíduos, grandes e pequenos são “grampeados”, bisbilhotados, espionados, exclusivamente porque comunicam algo que os arapongas-bisbilhoteiros-espiões de agências de inteligência querem ouvir. Nada há aí que interesse ao contraterrorismo nem, sequer, à contrainteligência. É vigilância em nome da vigilância, pela obsessão de vigiar.
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Nota dos tradutores
[1] A matéria da FoxNews “Ex-CIA director: Snowden should be ‘hanged’ if convicted for treason” foi IMEDIATAMENTE repetida, em português, pelo portal Terra, em: “Ex-chefe da CIA diz que Snowden deveria ser condenado à forca” (matéria não assinada). Na Folha de S.Paulo, em matéria assinada por Fábio Zanini (Editor de “Mundo” \o/ \o/ \o/) inventa-se a “notícia” de que Snowden “quer” pedir asilo ao Brasil. E na revista Exame, do Grupo Abril, em matéria assinada por Beatriz Souza já se “noticia” que Snowden “vai pedir asilo ao Brasil”.

Pior jornalismo, IMPOSSÍVEL!.
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[*] Wayne Madsen é jornalista investigativo, autor e colunista. Tem cerca de vinte anos de experiência em questões de segurança. Como oficial da Marinha dos EUA projetou um dos primeiros programas de segurança de computadores para a Marinha os EUA. Tem sido comentarista freqüente da política de segurança nacional na Fox News e também nas redes ABC, NBC, CBS, PBS, CNN, BBC, Al Jazeera, e MS-NBC. Foi convidado a depor como testemunha perante a Câmara dos Deputados dos EUA, o Tribunal Penal da ONU para Ruanda, e num painel de investigação de terrorismo do governo francês. É membro da Sociedade de Jornalistas Profissionais (SPJ) e no National Press Club. Mora em Washington, DC.