Mostrando postagens com marcador BNDES. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador BNDES. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 30 de abril de 2013

BNDES vai financiar a democratização da mídia


26/4/2013, Cesar Fonseca, Independência Sul-americana 
Enviado pelo pessoal da Vila Vudu e Bárbara Szaniecki


Comentário/pergunta de Bárbara Szaniecki: E os PONTOS DE MÍDIA LIVRE? Será que Dilma e Jandira já ouviram falar deles? Caso positivo, será que vão se lembrar deles? Vamú rezá pra que sim!


Entreouvido na Vila Vudu: NOTÍCIA IMPORTANTÍSSIMA! (algum jornalão publicou? Deu na Globo? NÃÃÃÃÃÃÃO!)


Jandira Feghali
A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), presidenta da Comissão de Cultura da Câmara, comanda o início de uma grande revolução no Brasil, abrindo o debate sobre a democratização midiática nacional, a partir do dia 7 de maio, terça feira, 14 horas, no Congresso Nacional. O tema central é o financiamento pelo BNDES para as mídias comunitárias.

O grande banco estatal brasileiro, que até hoje assistiu apenas os grandes grupos midiáticos, que atuam, oligopolizadamente, alienando o povo, agora, sob orientação da presidenta Dilma Rousseff, abre as portas para os pequenos.

Com certeza, o oligopólio midiático brasileiro, formado por meia dúzia de plutocratas, vai chiar brabo.

A democratização midiática começará a ser alavancada pelo poder dilmista por meio de financiamento do BNDES às “micro e pequenas empresas de comunicação nas diversas plataformas”. Abre-se um mundo de novas oportunidades que balançará e renovará a cultura nacional. Isso significa que os empresários de pequeno porte, bem como associações comunitárias, terão oportunidade de explorar o setor de comunicação no Brasil, levando informações variadas, sintonizadas com os interesses da comunidade, a mais prejudicada pelo massacre midiático oligopolizado, que vende à população o pensamento único neoliberal, tanto no plano da política, como da economia e, também, da cultura.

O país está, praticamente, estagnado em termos culturais, sem movimento de renovação. A oligopolização midiática, sintonizada com o pensamento único neoliberal, não interessa por essa questão fundamental para formação da nacionalidade soberana. Ela está, unicamente, interessada em servir aos seus verdadeiros patrões, os grandes bancos, cuja missão tem sido, apenas, a de especular financeiramente com a moeda nacional, empobrecendo o povo, no processo de desorganização e fragilização da economia, sustentando, consequentemente, a colonização cultural.

Os grandes financistas, cujo discurso básico é o de atacar a orientação nacionalista imprimida pela presidenta Dilma à economia, odiarão, certamente, mais essa ação do BNDES. Participantes dos conselhos de administração dos principais veículos de comunicação do país, porque os financiam e, dessa forma, orientam sua linha editorial, voltada ao anti-nacionalismo, os representantes da bancocracia rearmarão suas baterias para os novos ataques.

No momento em que o mundo vive crise econômica global, detonada , justamente, pelo pensamento único neoliberal, não interessa ao oligopólio midiático discutir com a sociedade a orientação econômica que os grandes grupos financeiros imprimem como verdade absoluta, incontestável. Afinal, esse oligopólio é parte dessa “verdade”. Não há no Brasil, hoje, uma discussão livre sobre o que o imperialismo monetário, colocado em prática pelos Estados Unidos, sob orientação dos grandes bancos privados, que mandam no Banco Central americano, produz de prejuízos intensos para as economias dos países emergentes, em forma de exportação da inflação especulativa.

O jogo, que jamais é discutido, a fundo, pelo poder midiático tupiniquim, se assenta na ação americana de jogar moeda desvalorizada, sem limites, na praça mundial, encharcando o meio circulante, ao mesmo tempo em que são mantidas taxas de juros na casa dos zero ou negativo, para dar calote na dívida que vai se ampliando.

Enquanto isso, esse dinheirão que tende a apodrecer, por não dispor de lastro real, é exportado para o Brasil, Argentina, Venezuela, Paraguai, Colômbia, Chile, Equador, ou seja, para toda a América do Sul e outros continentes, em nome da salvação do capitalismo, expresso na figura dos EUA.

Os americanos se especializam em exportar sucata monetária como produto acabado do monetarismo ortodoxo que praticaram até levar o mundo à maior crise da história, superior, em muitos graus, ao crash de 29. Quando esse dinheirão podre entra nas fronteiras nacionais valoriza artificialmente a moeda brasileira e a de outros países, desorganizando suas economias, elevando importações, aumentando dívidas, juros, afetando salários, promovendo desemprego, quedas de arrecadação e investimentos públicos e comprometendo perigosamente as contas nacionais por meio do avanço da inflação.

Enquanto isso, o poder das empresas-imprensa, a serviço desse capital volátil, desestabilizador das instituições democráticas, anunciador de violentas crises políticas, fica pondo no tomate e no chuchu a culpa pelas pressões inflacionárias, desviando atenção da sociedade. Aposta na alienação e na mentira.

Chegou a hora de esclarecimentos verdadeiros, que somente poderão acontecer, se houver uma ampla democratização das comunicações, para que as verdades falsas sejam desmascaradas e a consciência política, social e econômica avance celeremente, para o fortalecimento da democracia, a partir das organizações comunitárias.

Serão estas, mediante liberdade ampla para discutir os problemas nacionais por meio de mídia alternativa, comprometida com os interesses comunicatários, as únicas capazes de mudar o sistema político-eleitoral, dominado pelas elites que comungam com o poder midiático colonizador.

A América do Sul, em meio à crise global, está sob pressão de uma outra forma de recolonização.

O grande império financeiro americano e europeu em crise de realização do capital super acumulado, tendente à deflação destrutiva do capitalismo, pretende estender o seu domínio por meio da moeda desvalorizada impressa pelos seus bancos centrais. Inflacionando as moedas dos outros e, com isso, fragilizando e desestabilizando suas economias, suas fontes de riqueza e de pensamento naturais, ampliam e renovam o velho domínio que exercem, salvo se essa farsa fantástica for desmascarada pelo debate livre. A conquista de uma mídia independente torna-se, portanto, fator de segurança nacional.

O BNDES, impulsionado pela presidenta Dilma, vai nessa linha de promover a libertação das consciências. É por isso que esse grande banco estatal está sob violento ataque do poder midiático oligopolizado, antinacional.

Junto com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, evitaram colapso econômico financeiro das empresas brasileiras, no momento em que estourou a crise mundial, em 2007-2008. Eles socorreram a produção e o consumo, garantindo os empregos, cujas taxas atuais são as mais elevadas no mundo, enquanto os governos das nações ricas, que enfrentam o oposto, ou seja, taxas elevadas de desemprego, lamentam não possuírem instrumento de dinamização da economia nesse porte.

O BNDES sofre os ataques violentos da oligarquia midiática porque promove não apenas o desenvolvimentismo nacional, mas, igualmente, o sul-americano, afastando os perigos da crise internacional.

O banco estatal brasileiro está, nesse momento, a serviço da expansão de grandes empresas brasileiras em todo o território sul-americano, alavancando obras de infraestrutura, ao lado de governos nacionalistas, na Argentina, na Bolívia, na Venezuela, no Equador, em Cuba, Colômbia etc..

É o grande banco de desenvolvimento sul-americano, enquanto o Banco do Sul não é criado por força de pressões internacionais. Desloca, com sua ação desenvolvimentista continental, os grandes bancos estrangeiros e mesmo o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento, comandados por Washington, dominada pela bancocracia, irritada com esse estado de coisas.

Agora, o BNDES se volta para o avanço da consciência social latino-americana, para apoiar financeiramente a democratização midiática, colocando-se a serviço da superação das mentes colonizadas. Isso é um crime, para a bancocracia e seus serviçais da grande mídia.

O debate que a deputada Jandira Feghali abre no Congresso é histórico e começará a balançar as estruturas do poder midiático conservador antinacional a serviço do capital internacional.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Poder da Água

Eduardo Hollanda
Revista Brasileiros
 Novembro de 2010

Seis novas hidrelétricas inauguradas ao mesmo tempo em Goiás comprovam a retomada do crescimento energético após 10 anos da crise do apagão.

Parecia uma dessas coberturas de TV em que um âncora comanda, de um local específico, a entrada de vários repórteres espalhados por lugares distantes, cada um anunciando um fato relacionado com o evento principal. Mas o multievento da tarde do dia 19 de outubro, comandado da hidrelétrica de Serra do Facão, às margens do Rio São Marcos e ocorrendo simultaneamente a outros cinco rios no Estado de Goiás, não era um esforço jornalístico. Afinal de contas, aquele que poderia ser chamado de apresentador principal era o Presidente Lula, e o fato que o levou ao interior de Goiás, próximo às cidades de Catalão e Davinópolis, era a inauguração de 6 hidrelétricas de vários tamanhos e potências diferentes, que acrescentaram 645 MW de energia ao sistema elétrico integrado brasileiro.

Lula destacou: “muitos governos passaram anos sem construir uma única hidrelétrica no Brasil. E nós estamos em um único dia inaugurando 6. Esse é o melhor exemplo de que o Brasil voltou a investir pesado em energia, que é um dos fatores fundamentais para o desenvolvimento de um país”. O Presidente ressaltou ainda que investir pesadamente no setor de energia foi uma decisão de governo, destinada a afastar quaisquer novas possibilidades de crise energética, como a ocorrida na virada do século XXI.

Segundo Lula, o novo marco regulatório para o setor elétrico (Lei n˚10.848/2004), com a realização de leilões para a construção de novas usinas, com base no menor preço a ser cobrado pelo KW produzido, representou a retomada dos projetos de usinas hidrelétricas e outras formas de geração de energia no Brasil. Ele destacou que, em vez de simplesmente privatizar as empresas de energia, como foi feito em governos anteriores, foi decidido apostar em planejamento e em investimentos feitos em parceria entre o governo e a iniciativa privada. Nesse ponto, o Presidente reafirmou o papel da Eletrobras, diretamente e por meio de suas subsidiárias, como parceira dos novos empreendimentos, e do BNDES, como principal financiador das obras. Um bom exemplo é a participação de Furnas, uma das principais subsidiárias da Eletrobras, como principal acionista em todas as usinas inauguradas.

 A estatal, que foi uma das responsáveis pela construção de algumas das mais importantes usinas geradoras de energia no País muitos anos atrás, reassumiu um papel de destaque no novo modelo, buscando sempre parcerias com o setor privado em sua área de atuação.

Para o ministro das Minas e Energia, Marcio Zimmermann, outro ponto a ser destacado na retomada do crescimento do setor elétrico, após a crise do apagão quase dez anos atrás, foi a ênfase no desenvolvimento sustentável nos novos projetos.

“O setor elétrico teve a sabedoria de se adaptar ao meio ambiente. É evidente que toda fonte geradora de energia tem seu impacto, mas as usinas hidrelétricas vão durar muitos anos e trazem mais vantagens que desvantagens”, afirmou o ministro que comandou as inaugurações de Barra dos Coqueiros e Caçu. Ele destacou ainda ser fundamental nos planos do governo, para a geração de energia, a política voltada para privilegiar a hidroeletricidade, equacionando os problemas ambientais, reduzindo os impactos e também abordando os problemas sociais, de forma a trazer resultados muito positivos para as regiões onde as hidrelétricas serão implantadas.

No caso das novas hidrelétricas de Goiás, esses aspectos foram enfatizados, e a expectativa é que os efeitos para todos os municípios em torno das usinas sejam benéficos, com geração de empregos e desenvolvimento industrial, econômico e social. Durante a construção, Catalão e Davinópolis receberam R$ 4 milhões cada, a título de compensação por causa das obras. Agora, todos os seis municípios afetados pelo lago da represa vão faturar, anualmente, R$ 2,3 milhões cada, relativos aos chamados “royalties da água”.

A principal estrela entre as seis hidrelétricas, inauguradas formalmente no mês passado (todas já estavam em operação experimental), era exatamente a maior, a de Serra do Facão, que sozinha vai gerar 212,6 MW do total de potência instalado do grupo de usinas.

Com um custo total de pouco mais de R$ 1 bilhão, 54% financiados pelo BNDES e o restante pelos acionistas, Serra do Facão tem características peculiares. Com uma barragem estreita e muito alta – 87 metros em um vale profundo do Rio São Marcos, a hidrelétrica possui apenas duas turbinas que aproveitam a queda de água de 83m para gerarem, cada uma, 106,03 MW. Para se ter uma idéia da dimensão dessas turbinas, cada uma produz 25% a mais de energia que as gigantes turbinas bulbo da hidrelétrica de Jirau, em construção no Rio Madeira.

Esse aproveitamento da água é obtido por causa do tipo de barragem, alta, adequada a rios com vales profundos. Entre as várias medidas de compensação ambiental, foi feito o reflorestamento das margens do Ribeirão Piratininga, no município de Catalão, e um dos afluentes do São Marcos, com o plantio de 19 mil mudas de árvores nativas do Cerrado. Esse projeto de reflorestamento e de compensação da emissão de CO2 foi o único no Brasil escolhido para participar da Hidro 2009, o Congresso Mundial de Grandes Barragens, realizado em Lyon na França. As árvores plantadas compensarão a emissão de 26 milhões de quilos de CO2, equivalente à queima de 120 milhões de litros de óleo diesel.

Todas as outras usinas, segundo o Ministro Zimmermann, também atenderam às novas exigências ambientais e sociais estabelecidas para o setor elétrico.
O investimento total nas seis usinas ficou em R$ 2,9 bilhões.

Os dados de recuperação da produção de energia no Brasil mostram que, apenas em 2010, foram acrescentados 4.200 MW de potência instalada no País, sendo 922,2 MW referentes a usinas hidrelétricas, total superior à produção de Ilha Solteira, energia capaz de abastecer toda a região metropolitana de São Paulo. Goiás, com as novas seis usinas, contribui com praticamente 70% desse total.

Enviado por: Julio Cesar Macedo Amorim