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quinta-feira, 22 de março de 2012

Pepe Escobar: "A Rússia comanda o Óleo-gasodutostão"


23/3/2012, Pepe Escobar, Asia Times Online
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu
Pepe Escobar

O novelão perene do Óleo-gasodutostão chama-se “Nabucco” – o suposto Santo Graal do gás, do Mar Cáspio para a Europa, 4.000km, da Turquia à Áustria.

Parte do gás a ser transportado pelos tubos de Nabucco pode vir do Azerbaijão. Outra parte, talvez – e “talvez” muito problemático – vem do Turcomenistão. Mas analista de questões de energia que se dê ao respeito sabe que Nabucco só poderá funcionar, se receber gás natural do Irã. Só acontecerá sobre o cadáver coletivo do pessoal em Washington.

Assim sendo, vê-se que, mais uma vez, a ‘liderança’ política sem espinha dorsal da União Europeia (UE) – mais uma vez em atuação digna de poodles de desfile – sabotou, gloriosamente, o que sempre fora apresentado como seu mais ambicioso projeto energético; afundou, sob pressão dos EUA; e, bem feitas as contas, sacrificou a própria independência energética da Europa. E, isso, feito por aquela gente que não perde oportunidade de gemer que a Europa é “refém do gás” da Gazprom russa.

Como em tudo, também no Óleo-gasodutostão há camadas e camadas de nuanças. Moscou liberou geral e está usando todas as armas para impedir que o Irã venha algum dia a unir-se ao projeto Nabucco – porque o item 1 da agenda política dos russos é estender a 30% o que controlam do suprimento de gás para a União Europeia.

O aspecto crucial do gás do Azerbaijão depende dos campos gigantes de Shah Deniz 2. Para o que se conhece como Corredor Sul, via Itália, há dois possíveis gasodutos em competição. E há dois outros que competem numa rota Norte/Bálcãs; um deles é o Nabucco; o outro, fiel ao etos das siglas do Óleo-gasodutostão, é o gasoduto SEEP, South East Europe Pipeline (Gasoduto Sul-Leste da Euroa). Só ano que vem o mundo conhecerá o último capítulo desse infindável novelão.

Para o Corredor Sul, o favorito é o TAP (Gasoduto Trans-Adriático), joint-venture suíço-alemã-norueguesa. O TAP usará infraestrutura já implantada e ainda precisa de investimentos só para um pequeno trecho de tubos submersos, da Grécia à Itália. A empresa norueguesa Statoil é sócia, com 25,5%, na exploração dos campos de Shah Deniz 2, o que facilita muito as coisas.

Para a rota Norte/Bálcãs, é possível que a cantora gorda da ópera decida-se a favor de Nabucco. Mas o mais cotado para vencer é o projeto da British Petroleum (BP), muito mais barato que Nabucco, e que não exige, para operar, suprimento de gás do Turcomenistão.

A British Petroleum – de grande fama como poluidora do Golfo do México – é, nada mais nada menos, que acionista majoritária dos campos Shah Deniz 2. O Azerbaijão – atolado em corrupção – pode ser descrito, sem exagero, como terra (e subsolo) da British Petroleum. Até sua mais íntima aliada, Washington, sabe que o presidente Ilham Aliyev do Azerbaijão, é uma variante local de capo mafioso. Os azeris, por falar deles, andam muito populares em Washington, por cortesia do lobby israelense. 

Jogamos xadrez de estilo ganha-ganha 

Vencedora indiscutível, nessa complexa batalha no Óleo-gasodutostão, é a Turquia. Afinal, todo o gás que viaje do Azerbaijão até a Europa tem de cruzar a Turquia. Desde dezembro último, de fato, a Turquia e o Azerbaijão já têm, assinado e vigente um memorandum, pelo qual se comprometem a construir o óleo-gasoduto Trans-Anatólia (Trans-Anatolian Pipeline, TANAP). OTANAP, eventualmente, se integrará ao Corredor Sul.

Ainda que o Azerbaijão decida vender seu excedente de gás à Rússia, mesmo assim a Turquia ganha. A Turquia autorizou que o óleo-gasoduto Corredor Sul Rússia-Itália (Vladimir Putin-Silvio Berlusconi?) atravesse território turco, em troca de comércio e laços energéticos mais robustos com a Rússia.

O caso é que a Rússia ganha sempre. O Corredor Sul é caso de sucesso. E a Gazprom, por sua vez, já ampliou a pegada ofensiva por toda a Ásia Central; significa que quanto mais gás a Gazprom importar deles, menos gás sobrará para a Europa (a menos que decidam comprar gás que só a Rússia terá para vender...).

Com Putin de volta à presidência em maio, a estratégia que traçou em 2000 está muito claramente valendo muito mais do que pesa.

Alexei Miller, presidente da Gazprom – nomeado por Putin – está empenhado de corpo e alma em criar uma complexa economia de escala, com energia fornecida aos países da região, em espírito muito “ganha-ganha” à moda chinesa.

O governo no Azerbaijão, por exemplo, sabe muito bem que a Rússia é o único player capaz de determinar o que se faz no Cáucaso – e, além disso, oferece excelentes negócios com energia. Com o quê se chega facilmente o que os muros já gritam: a Rússia, governada por Putin, será ainda mais influente, do Cáucaso à Ásia Central.

Para que isso funcione, a Rússia tem de torpedear o projeto Nabucco. Em boa parte, já foi torpedeado pela vasta crise financeira europeia. É possível que Nabucco acabe custando gordíssimos $25 bilhões (e aumentando). “É possível” que a construção do complexo Nabucco comece ao final de 2014 e esteja concluída ao final de 2017; mas todas essas datas já foram marcadas e adiadas incessantemente, há anos. O Azerbaijão só pode fornecer menos da metade do gás. Ninguém, em lugar algum, sabe de fato qual será o jogo do Turcomenistão. E o Irã já foi descartado pela Voz do Dono – Washington.

Só o Óleo-gasoduto Trans-Cáspio (TCP Trans-Caspian Pipeline) – entre o Turcomenistão e o Azerbaijão – continua a aparecer nas cartas. Em teoria, poderia ser a ponte para que a Europa finalmente consiga algum acesso (indireto) até a riqueza energética do Mar Cáspio na Ásia Central. Ashgabat e Baku parecem estar sincronizadas – em negociações construídas por negociadores da União Europeia, com endosso dos turcos. Mas a Rússia de Putin fará o diabo, para detonar os planos do Óleo-gasoduto Trans-Cáspio, TCP.

A questão mais dramática, que mais pressiona por todos os lados, parecer ser a seguinte:

– quando, afinal, alguém acordará em Bruxelas, sairá do barato masoquista em que a União Europeia continua mergulhada, porá fim à sandice norte-americana das sanções, e começará a conversar sobre energia com o Irã?!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Putin e a China: na cova do dragão

9/10/2011, *M K Bhadrakumar, Asia Times Online
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu 

Vladimir Putin
Quinze dias antes de anunciar a candidatura à presidência da Rússia em 2012, o primeiro-ministro Vladimir Putin visitará Pequim. O Kremlin tem em alta conta o simbolismo político, e os líderes chineses nunca se preocuparam com esconder o caloroso afeto que sentem por Putin. As conversações em Pequim, dias 11-12 de outubro atrairão imensa atenção de todo o mundo. 

A cooperação no campo da energia, que é vetor importante da parceria estratégica sino-russa estará, inevitavelmente, no ponto focal da visita. Mas o raro “duplo veto” contra sanções à Síria, no Conselho de Segurança da ONU, essa semana, significa que a parceria sino-russa está assumindo novo tempero. Os dois países jamais antes partilharam preocupação tão semelhante quanto ao Oriente Médio nem jamais mostraram desejo comum de preservar os respectivos interesses na região. 

Putin viaja à China, num pano de fundo muito mais amplo das relações entre Rússia e o ocidente, sobretudo com os EUA. Não se trata apenas de o movimento de ‘desligar e reiniciar’ [orig. reset] as relações EUA-Rússia estar empacado; as coisas estão andando para trás, como se o relógio tivesse voltado a um ponto anterior ao início da era Barack Obama. 

Do outro lado da mesa, o governo Obama está ressuscitando antigos contenciosos – principalmente os mísseis de defesa, as rivalidades no Cáspio, uma estratégia de “grande Ásia Central”, etc. Essas questões têm impacto sobre os principais interesses da China, e a questão principal é em que medida Moscou e Pequim considerarão útil ou interessante coordenar as respectivas posições. 

Maiores expectativas 

Professor Igor Tomberg
Mas a cooperação no campo da energia é item n. 1 da agenda de Putin e, de fato, é o lubrificante que pode acelerar a complexa parceria sino-russa. Diferenças sobre preços já fizeram parar um negócio de um trilhão de dólares, de venda de gás russo à China. Se Putin cederá na negociação, para conseguir fechar o negócio, é tema que interessa a toda a economia mundial. 

Um negócio de compra e venda de gás pode dar forte impulso à parceria, mas a Rússia tem maiores expectativas. Importante especialista russo em questões de energia e diálogo com a China, o professor Igor Tomberg, escreveu recentemente que “Vender matéria prima nada tem a ver com parceria estratégica.” 

Em artigo publicado na revista International Affairs, do ministério de Relações Exteriores, Tomberg escreveu:

“Para a Gazprom [gigante russa de energia], participação intensiva não implica só recursos, mas também participação tecnológica e financeira na formação do mercado nacional. Implica não só fornecimento de gás, mas participação nas redes de distribuição de gás (compra de ativos e construção de novas fábricas), com vista a controlar a gerência operacional das redes domésticas de distribuição de gás.”

Destacou que as empresas russas de energia até agora só “muito lentamente e episodicamente” entraram no mercado nacional chinês. Numa sugestão radical, Tomberg sugere que Moscou poderia flexibilizar o preço do gás fornecido se, em troca, lhe for garantido acesso ao mercado doméstico chinês, “porque o centro gerador de lucros move-se, da fronteira [sino-russa], mais para o interior”, dentro da China. Reconhece que “é tarefa colossal, não só em termos políticos, mas também em termos técnicos”, e exigiria uma ampla “harmonização dos interesses dos dois países, no campo da segurança em energia”.

Significativamente, Tomberg escrevia para “abrir as cortinas” da visita de Putin a Pequim e acrescentou que “Moscou tem interesse significativo em interação mais ampla, nos parceiros e especialistas chineses”. Sugeriu especificamente que “especialistas russos e chineses podem trabalhar juntos nas seguintes direções: coordenação de estratégias de energia dos dois países, previsões e cenários; desenvolvimento de infraestrutura de mercado; eficiência energética e fontes alternativas de energia”. 

A encomenda à Europa do gasoduto do norte [Nord Stream] e o início iminente dos trabalhos de construção do oleoduto do sul [South Stream] põem a Rússia em terreno firme. Mas surgiram novas tensões na política de energia do Cáspio. 

O Azerbaijão ganhou a sorte grande, com descobertas de grandes jazidas de gás que, do dia para a noite, aumentam as chances dos projetos do oleoduto trans-Cáspio patrocinados pelos EUA e que podem garantir acesso aos europeus, diretamente às reservas de energia da região, alterando a situação atual, em que dependem do que a Rússia lhes forneça. 

Em termos simples, a Europa está ganhando poder de alavancagem na negociação de preços com a Rússia e para manter afastadas as companhias russas de energia, tirando-lhes condições para que entrem mais agressivamente no mercado europeu de energia, mediante aquisições ou conseguindo participação na rede de distribuição. Moscou vê a mão oculta dos EUA no renovado impulso da Comissão Europeia para impor política comum a todos os países-membros nos negócios de energia com a Rússia. 

Cortina de fumaça 

Mas em nenhum outro aspecto essas rivalidades são hoje mais agudas e mais graves que na disputa sobre os mísseis de defesa (mísseis antibalísticos, ing. anti-ballistic missiles, ABM) que os EUA andam instalando pelo mundo. Na 4ª-feira, o governo Obama anunciou que os EUA vão instalar uma base de cruzadores Aegis [1] na costa da Espanha. A notícia vem imediatamente depois da notícia do deslocamento de naves de combate equipados com a tecnologia ABM na Romênia, Bulgária e Turquia. 

Há dois anos, quando falava do reset com a Rússia, Obama prometeu que revisaria o plano ABM – ou, pelo menos, Moscou assim interpretou aqueles discursos. E, hoje, Obama, de fato, está completando o escudo, previsto para estar completado à altura de 2020. 

Moscou reagiu rapidamente. Declaração do ministério do Exterior denunciou o negócio com a Espanha e ameaça abandonar qualquer cooperação com os EUA. Alegou que os EUA fecharam o negócio com a Espanha “sem discussão coletiva”, e que constitui “aumento significativo do potencial de mísseis dos EUA na zona europeia”. Diz a declaração:

“Não apenas não se constata qualquer presteza, no governo dos EUA, para dar encaminhamento à preocupação russa sobre a questão chave de garantir que o futuro sistema não visará o arsenal nuclear russo estratégico; observamos também a tendência, pelos EUA, de expandir cada vez mais a distribuição de sistemas norte-americanos antimísseis. Se isso continuar, estará fechada qualquer possibilidade de (...) converter a defesa antimísseis, de área de confrontação, em área de cooperação.”

A questão do escudo de mísseis pode vir a ser mais que disputa entre a Rússia e o ocidente. Os EUA estão trazendo o Japão e a Coreia do Sul para seu escudo ABM. Interessante, que a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) encaminhou a New Delhi, no início de setembro, convite para que a Índia incorpore-se como “parceira” ao seu programa de mísseis balísticos, e o establishment de defesa indiano está ativamente considerando o convite da OTAN, com um olho na possibilidade de dar um xeque mate às capacidades chinesas. 

Deve-se esperar que a China venha, cada vez mais, a partilhar a visão dos russos sobre o sistema de mísseis antibalísticos – para os quais o sistema ABM não passa de cortina de fumaça para neutralizar suas defesas. Quando a reaproximação entre EUA e os russos e as conversações exploratórias sobre o sistema ABM recomeçam, Moscou e Pequim podem sentir a necessidade de calibrarem suas respostas políticas a um desafio comum. 

Por outro lado, as preocupações de russos e chineses com a segurança sobrepõem-se quase completamente, ante o recente movimento do governo Obama para reviver a estratégica da “grande Ásia Central”. Washington chama hoje aquela estratégia de projeto “Rota da Seda” [ing. “Silk Road”] e espera expandi-la para incluir aliados europeus dos EUA, associando a “Rota da Seda” e a estabilização do Afeganistão, onde a OTAN desempenha papel chave. 
Visão geral da rota da seda, não incluindo a que segue ao palácio de Karakorum
O projeto “Rota da Seda” tem em boa parte a mesma orientação da estratégia “grande Ásia Central” do governo de George W Bush – a saber, fazer retroceder a influência de russos e chineses na Ásia Central. À primeira vista, não será fácil para Moscou e Pequim opor-se ao projeto de Obama, dado que tem apoio europeu e está ostensivamente ligado à estabilização do Afeganistão. 

Washington espera construir consenso internacional a favor do projeto, em conferência sobre o Afeganistão, marcada para acontecer em Istambul, Turquia, dia 2/11/2011. 

Enquanto isso, crescem os sinais de que o Uzbequistão está interessado em apoiar a OTAN, na agenda da aliança para expandir sua influência na Ásia Central. Os EUA estão bem posicionados para iniciar uma ampla cooperação militar expandida com o Uzbequistão, incluindo fornecimento de armas. Essas tendências recentes, que obram na direção de uma permanente presença militar dos EUA no Afeganistão, não favorecem os interesses regionais de Rússia e China. 

“No ar”

Como se leu em comentário de Moscou sobre o 10º aniversário da guerra dos EUA contra o Afeganistão, o “prazo final de retirada [de Obama], marcado para 2014, parece estar no ar”. De fato, o novo comandante das forças da coalizão comandadas pelos EUA no Afeganistão, general John Allen, já admitiu abertamente, em entrevista à rede CBS, que o prazo final, de 2014, pode não ser cumprido. “O plano é vencer. O plano é sermos bem-sucedidos. Quer dizer... Mesmo que se ouça por aí que estaremos fora de lá em 2014, a verdade é que ficaremos por aqui por muito tempo”. [2]
 
Acrescentou que o número e a composição das forças dos EUA que permanecerão no Afeganistão depois de 2014 ainda não estão decididos. “A OTAN e seus aliados, me parece, não estão dispostos a deixar essa região muito volátil (...)”. Penso que as forças dos EUA permanecerão aqui por muito tempo.” 

Moscou sente a necessidade de construir contraestratégia viável. A recente sugestão de Putin, de formar-se uma “União Eurasiana” pode ser considerada sob essa perspectiva. Putin estima que, em última instância, o meio para impedir o avanço do ocidente no quintal russo na Ásia Central é expandir o espaço econômico comum da Rússia com o Cazaquistão e Belarus. Esse será o principal projeto da nova presidência de Putin – no caso de ser eleito – o que muito provavelmente acontecerá. 

Até agora, a China tem polidamente contornado a ideia lançada por Putim, e o People's Daily tem comentado amplamente que “a troca” na “centro de comando” [orig. “tandem”] no Kremlin “assegurará que a Rússia continue a manter a estabilidade e alcance desenvolvimento estável, para reconquistar seu status de grande potência”.  Mas acrescentou que, ao mesmo tempo, os registros russos ao longo de 20 anos mostram que a transição política sempre é “equação com várias incógnitas” e que a “equação” terá mais de uma resposta, como “projeto sistêmico complexo sem saída fácil adiante e sem modelo consagrado que se aplique” [3]. Outro comentário, no jornal do Partido Comunista, avalia, com cautela:

“Por hora, interessa à China uma Rússia que segue Putin. No longo prazo, pode implicar desafios ao leste da Ásia; mas hoje não se pode saber. O renascer russo não pode ser contido e as relações entre Rússia e China serão mais complexas. Os objetivos básicos da política da China para a Rússia devem ser: manter-se adaptável à rota de desenvolvimento que Putin comandará e manter a parceria estratégica e de cooperação entre China e Rússia”. [4]




Notas dos tradutores
[1] Mísseis de defesa instalados em navios. “Em janeiro de 1983, a marinha dos EUA incorporou o USS Ticonderoga, primeiro cruzador equipado com o sistema de combate Aegis, fabricado pela Lockheed Martin Corp.” (Mais, sobre isso, em: “Aegis Cruisers”, em inglês).
[2] 3/10/2011, CBS, em: Gen.: U.S. to remain in Afghanistan a “long time” (em inglês).
[3] 28/9/2011, People Daily, em: Russian political transition is “multivariate equation” (em inglês). 
[4] 26/9/2011, People Daily, em: “Putin mantains dominance in Russia” (em inglês).


Embaixador *MK Bhadrakumar foi diplomata de carreira do Serviço Exterior da Índia. Prestou serviços na União Soviética, Coreia do Sul, Sri Lanka, Alemanha, Afeganistão, Paquistão, Uzbequistão e Turquia. É especialista em questões do Afeganistão e Paquistão e escreve sobre temas de energia e segurança para várias publicações, dentre as quais The Hindu e Asia Online. É o filho mais velho de MK Kumaran (1915–1994), famoso escritor, jornalista, tradutor e militante de Kerala.