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sábado, 16 de junho de 2012

Fernando Collor revela a ligação da Revista Veja com o Procurador Geral da República


O senador Fernando Collor fez uma revelação grave sobre a ligação da Revista Veja com o Procurador Geral da República, Roberto Gurgel.


Segue transcrição

Senador Fernando Collor.

Senhor Presidente, senhor Relator, senhoras e senhores Parlamentares.

Eu tenho ouvido ao longo da sessão de hoje, a utilização da palavra medo. Muito dos senhores Parlamentares aqui, se valeram dela, “medo”, medo disso, medo daquilo. E eu gostaria apenas de prestar contas mais uma vez a esta Comissão.

Que eu não tive medo, e nenhum receio de ir contra o Procurador Geral da República, que vem cometendo reiteradamente crimes. Ele que lá está para representar a sociedade. E eu não encontrei muito eco, junto aqueles que tanto conjugaram a frase: “Esses que tem medo”.

Quando eu levantei, afirmei, e dei nomes de que há uma quadrilha instalada na revista Veja, e em alguns órgãos da Imprensa.

 Quando eu digo que o senhor Policarpo Júnior, editor dessa revista é um criminoso.

Quando eu pedi para que ele fosse convocado, eu não encontrei nenhum eco naqueles que tanto conjugaram o medo, medo, medo. Eu não tenho medo de quem quer que seja, e tenho prova e testemunho disso.

Hoje senhor Presidente, dei notícia a essa casa de que pela primeira vez na história, desde que houve a reformatação do Ministério Público. Portanto, desde 1988, o Conselho Nacional do Ministério Público aceitou a representação que fiz contra o Procurador Geral da República e a Subprocuradora, que é a sua esposa.

O Procurador Geral da República ele concentrava nas mãos, ele concentra nas mãos de sua esposa todos os processos que chegam na Procuradoria, e que tenham, que incluam pessoas com prerrogativas de foro para fazer moeda de troca.

Denunciei aqui, os dois Procuradores que passaram a dois repórteres da revista Veja. Os Procuradores, Leia Batista de Oliveira, e o Daniel de Resende Salgado, que repassaram aos jornalistas, Gustavo Ribeiro, e Rodrigo Rangel.

Deste coito de bandidos que é esta revista Veja, o inquérito na íntegra, em sua íntegra que tramitava em segredo de justiça na 11ª Vara Federal de Anápolis em Goiás. Esse senhor Policarpo, ele recebia as informações desde 2005, do senhor Cachoeira de um lado, e recebia o inquérito que corria sobre o segredo de justiça do outro, e fazia disso - o que queira. Para publicar na revista aquilo que achasse mais conveniente para os ganhos peculiares da Editora Abril.

Eu tenho coragem de dizer:

“A Editora Abril se transformou em um coito de bandidos. O senhor Policarpo Júnior é um criminoso. O senhor Procurador Geral da República tem que ser apeado da sua posição, pelos crimes que ele cometeu que estão aqui elencados”.

E que quando aqui eu denunciei, não encontrei ninguém com a coragem de dizer: “Collor eu acho que você está certo, vá em frente”.

Ao contrário, eu recebi muitos comprimentos, mas na surdina. E eu entendo, eu entendo que esses possam ter medo, porque esses possam ter rabo preso em relação a Procuradoria da República.

Esses tem medo dessa Imprensa, esses tem medo, e seguem sempre baixando a cabeça para o que a Imprensa pauta.

Eu não sigo a pauta da Imprensa, e não me deixo pautar. E hoje eu queria terminar essa minha intervenção fazendo apenas uma pergunta ao Relator. Senhor Relator, nós aqui em algum momento, aqueles que votaram com Vossa Excelência a favor do seu relatório.

Nós alijamos de uma vez por todas a possível convocação da oitiva do senhor Cavendish, e do senhor Pagot? Sim ou não, por favor?

“Claro que não, não”.

Muito bem, então nós poderemos em qualquer momento, em qualquer momento no futuro termos aqui o senhor Cavendish, e o senhor Pagot, não é exatamente isso?

“Mesmo que tivesse derrotado o requerimento”.

Mesmo que tivesse, então fica aí a resposta clara que para a sociedade brasileira. De que o senhor Cavendish e o senhor Pagot, eles viram aqui no momento em que vossa excelência, o senhor Relator, que vem conduzindo tão bem os trabalhos em conjunto com o senhor Presidente desta Comissão. Acharem conveniente, e colocarem em pauta, e ouvir do plenário, para que eles possam aqui vir, e dar as explicações a este Plenário e a esta Comissão que deseja.

Fim da transcrição

segunda-feira, 28 de maio de 2012

ATESTADO DE IDIOTA


Laerte Braga

Por Laerte Braga
Imagens extraídas da internet pela redecastorphoto
Enviado por Nanda Tardin Silvio de Barros Pinheiro 

A revista VEJA e o grupo GLOBO (jornal, revista, rádio e tevê) imaginam que os brasileiros sejam todos idiotas e engolirão sem questionar as declarações de Gilmar Dantas afirmando que Lula pediu que o julgamento do “mensalão” fosse adiado em troca de não envolver Gilmar com a construtora Delta e os negócios de Carlos Cachoeira.

É simples entender isso. Basta voltar um pouco no passado, quando William Bonner, apresentador do Jornal Nacional da TV Globo, rotulou o telespectador daquela revista televisiva de “Homer Simpson”. Alusão a um personagem de uma série da tevê americana apresentado como idiota, mais precisamente como ingênuo.

Gilmar é useiro e vezeiro nesse tipo de expediente. Fez o mesmo quando concedeu dois habeas corpus a Daniel Mendes e se valeu de VEJA para tentar desmoralizar o delegado Protógenes Queiroz. O personagem escolhido para coadjuvar foi Demóstenes Torres e agora envolve outra figura suspeita, Nélson Jobim, em sua história, em sua mentira.

Jobim já desmentiu, lógico, é esperto para cair nessa, ou se deixar envolver por um bandido sem qualquer escrúpulo, que virou ministro do Supremo Tribunal Federal para garantir a impunidade de FHC e seus cúmplices. Como ele, Jobim, foi para o STF e se declarou, em sua posse, “líder do governo” naquela Corte. Começou ali a desmoralização da Casa.

É um erro imaginar que Lula – sem análise de mérito de seu governo, mas de sua capacidade como político – fosse agir dessa forma, ou se dirigir a uma figura repulsiva como Gilmar Dantas para pedir alguma coisa, qualquer coisa que fosse, ou seja. Mas é crível imaginar que a visita a Jobim foi marcada com antecedência e aí deu a cara a tapas, não é possível que não saiba quem é Jobim.

VEJA e os veículos GLOBO apostaram no fato, a revista ao inventá-los e os parceiros a replicá-lo insistentemente, naquela convicção que basta noticiar que a dúvida fica lançada e alguém, certamente, vai dar crédito.

Tal e qual a história da apresentadora Xuxa com os “abusos sexuais”. Foram muitos, não sabe quem abusou e ao perceber a reação negativa junto à opinião pública, a repercussão nas redes sociais, não quis mais tocar no assunto.

O que está em jogo é grande demais para que bandidos deixem barato.


Esquema Cachoeira - Núcleo Central (extraído do Portal do Nassif)
O esquema Cachoeira é apenas uma ponta de um iceberg que mais que políticos corruptos envolve empresas corruptoras e um mundo institucional falido. É evidente, políticos corruptos são substituíveis por outros, empresas, bancos, latifundiários não. São sempre os mesmos e seus herdeiros desde tempo imemoriais.

O modelo político e econômico arrombado pela porta da frente e a dos fundos.

Não interessa aos maiores partidos políticos brasileiros que os fatos sejam apurados na sua totalidade, nem PT, nem PSDB e nem PMDB, nem ao DEM nem aos menores, pois cria uma realidade impensável para esse clube de amigos e inimigos cordiais.

Bronco, acostumado a se cercar de capangas, de pistoleiros, principalmente em sua cidade Diamantino, Gilmar Dantas, entendeu de dar um empurrão no esquema, criar um fato político que se sobreponha a toda e qualquer contestação a esse esquema, gerando até uma frase interessante do ministro Marco Aurélio Melo – “estamos vivendo num mundo esquisito”.

O que fazem é passar atestado de idiota para o leitor, o ouvinte, o telespectador, no jornalismo de esgoto que é a rotina dessa gente.

Há uma charge perfeita que define o tipo de mídia que temos, a de mercado. O cidadão diz a Carlos Cachoeira que é sempre bom comprar uma revista numa banca, Cachoeira responde que sim e fala que compra no banco.


Compra VEJA, paga VEJA para mentir. A diferença entre VEJA e o grupo GLOBO é que os Marinhos pensam que têm sangue azul. É tão vermelho quanto qualquer outro e pior, as mãos estão sujas da participação na ditadura militar na omissão da tortura, dos assassinatos, de toda a sorte de barbáries cometidas àquela época.

O grupo na dimensão que tem hoje é produto da ditadura e dos interesses de bancos, empresas e latifúndio.

VEJA é rastaqüera, só isso.

Há um trem aí, no entanto, complicado. É perfeitamente possível que Nélson Jobim, intimamente ligado a FHC e publicamente eleitor de José Serra – atolado em negociatas com a Delta e suas ramificações – tenha armado toda essa farsa em conluio com Gilmar Dantas. Por que não?

Aí Lula foi ingênuo. Com esses caras – Gilmar e Jobim – só se conversa com pelo menos dez testemunhas idôneas e em local público.

De maneira diferente, dentro do escritório de Jobim é oferecer a cabeça à forca.

A dupla da farsa do "grampo" sem áudio
No duro mesmo Lula caiu numa armadilha. Consequência até dessa sabedoria política, a arte da sobrevivência, esse jogo de alianças com bandidos. Escorregou na sabedoria popular, esperto come esperto.

Muita coincidência Lula visitar Jobim e Gilmar Dantas estar lá.

Nessa arte de golpes de gabinete e jogadas como essa, nessa Lula não tem sido sábio, pelo contrário. Volta e meia se encrenca. Mas é óbvio que o ex-presidente jamais tocaria no assunto mensalão com alguém como Gilmar Dantas. Por mais amigo – azar dele – que seja do ex-ministro chefe do Gabinete Civil José Dirceu.

Lula tem o instinto da sobrevivência, falhou dessa vez, mas tem. Se viu presa de duas raposas e enrolado na mentira de VEJA e GLOBO.

O fato principal hoje é o esquema de Carlos Cachoeira, menos pelo bicheiro e mais pelo que ele arrasta consigo. A hipótese que a CPMI possa trabalhar sério é impensável para o governo, a oposição e os que corrompem.

Estão envolvidos governadores, José Serra, empreiteiros, banqueiros e mídia de mercado, VEJA então, de forma escancarada. Obras do PAC, todo o esquema do clube de amigos e inimigos cordiais.

São funcionários dos corruptores deputados e senadores, a maioria, dos principais partidos com assento no Congresso Nacional. O que o brasileiro vai assistir é jogo de cena. Cada um jogando pedra no outro e todos permanecendo impunes, corruptos e corruptores.

Já imaginaram nas obras de Belo Monte, onde há trabalho escravo e Belo Monte em si é um absurdo, envolver os grupos envolvidos na construção? Ou as casas do programa Minha Casa Minha Vida que o próprio Lula quando presidente questionou a qualidade? São só dois exemplos.


Atrás de Cachoeira estão Norberto Odebrecht, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez, OAS e todas as grandes construtoras do País. Bancos, inclusive o BNDES. As revelações que empresários brasileiros participaram do golpe contra Salvador Allende mostram o caráter dessa gente. São amorais.

Para esquentar mais o assunto está o Código Florestal, Dilma vetou, mas não mudou nada, apenas retardou um processo que vai depender de muita luta para evitar que o Brasil se torne um enclave do agronegócio, do latifúndio.

Em jogo também a Comissão da Verdade e as apurações sobre tortura, assassinatos à época da ditadura militar, Operação Condor e outras barbaridades mais.

Nelson Jobim e Gilmar Dantas passaram atestado de idiota para Lula e VEJA e GLOBO passam atestado de idiota para os brasileiros. Só isso, nada mais.

O que Lula fez foi dar munição para os bandidos.  

É o que pensam. que somos idiotas.


quarta-feira, 23 de maio de 2012

CPMI da quadrilha Veja/Cachoeira: “Quebra de Sigilo”


Publicado em 18/5/2012
Enviado pelo senador Roberto Requião e nosso correspondente Sílvio de Barros Pinheiro

Senador Roberto Requião - PMDB/PR
Em pronunciamento no plenário do Senado nesta sexta-feira (18), o senador Roberto Requião insistiu que a recusa da CPMI da Veja/Cachoeira em quebrar totalmente o sigilo da construtora Delta enfraquece as investigações, e blinda políticos, agentes públicos e jornalistas que possam estar envolvidos com os desvios da empresa.

Requião criticou especialmente a rede de proteção armada em torno da chamada “grande imprensa”, notadamente da revista “Veja” e de seu diretor em Brasília, o jornalista Policarpo Júnior que, segundo as interceptações telefônicas feitas pela Polícia Federal, era um interlocutor frequentíssimo de Cachoeira.

Requião afirmou que a quebra do sigilo total da Delta e do presidente da empresa, Fernando Cavendish, poderá revelar as relações promíscuas entre políticos, governos e mídia com as empreiteiras de obras públicas. Da mesma forma, Requião defendeu que os governadores mencionados nas conversas de Cachoeira e de seu bando sejam também ouvidos pela CPMI e tenham, igualmente, os seus sigilos quebrados.

Em um aparte ao senador Álvaro Dias, líder do PSDB no Senado, Requião voltou ao assunto, dizendo que a pretexto de defender a liberdade de imprensa a CPMI não pode proteger parte da mídia claramente comprometida com os interesses da corrupção e com os interesses dos grandes grupos econômicos

Acompanhe a seguir o pronunciamento do senador Roberto Requião e seu aparte ao senador Álvaro Dias.