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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Retificação II: “Putsch” é “Putsch”, não é revolução


26/1/2014, [*] Peter Lee, China Matters
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Vista noturna e parcial da Praça Maidan em Kiev, Ucrânia (17/1/2014)
Como parte da campanha desse blog China Matters, para retificar nomes e o significado de palavras, que já retificou o nome da política externa do Japão – a qual deve ser referida doravante como Restauração Militar do Japão – EU DECRETO que os eventos em curso no Egito, na Tailândia e na Ucrânia não são revoluções: são putsches.

Uma “revolução”, como a palavra diz, implica o fim de um sistema de governo existente, quase sempre autoritário, em favor de sistema de governo novo, usualmente mais democrático.

Um putsch, por outro lado, envolve grupo vociferante que usa a ação de rua para derrubar governo eleito que os vociferantes considerem desagradável.

Manifestantes atiram coquetéis Molotov na polícia que cerca a Praça Maidan em Kiev, Ucrânia (26/1/2014)
Egito-2013 foi um putsch contra governo eleito, por massa considerável de gente nas ruas e na caserna que não quis passar pela inconveniência de esperar um, dois anos, para chegar ao poder pelas urnas.

Esse feio estado de coisas provocou dano cerebral grave em pessoas embriagadas ou cegas pela própria visão de massas liberais, heroicas, amantes da democracia, que derrubam governos autoritários.

Juan Cole está insistindo em vender a derrubada do governo de Mursi no Egito como um “revo-golpe-ção” [orig. revocouption], metendo à força uma certa dose de legitimidade no golpe dos militares; declarando que o golpe seria continuação da revolução original, graças às manifestações de rua contra Mursi e à redação de uma nova constituição – e, assim, excluindo da história revolucionária oficial o papel da Fraternidade Muçulmana na derrubada do governo Mubarak.

Praça Tahrir, Cairo, Egito em janeiro de 2011
Ah, não! Não cá p’rô meu lado, Sr. Promotor-divulgador-propagandista da intervenção na Líbia, a qual, me parece, pode ser rebatizada, “matar-arrebentar-tudo” [orig. “fuckupalotaboomboom”], com a queda daquela nação, agora, no caos mais absoluto.

Atualmente, o mandato popular para o putsch contra Mursi repousa sobre um precaríssimo cálculo, segundo o qual cerca de 5% de egípcios a mais votaram no referendo constitucional de 2014 que a FM boicotara, que no referendo de 2012 que os anti-FM boicotaram.

Situação semelhante vê-se na Ucrânia, onde a oposição decidiu que um putsch é preferível a esperar por outra eleição, sobretudo quando o ocidente trabalha tão empenhadamente a favor das forças antigoverno.

O empenho enviesado de Europa e EUA para fazer avançar seus interesses geoestratégicos à custa de desmoralizar até eleições seria cômico, não fosse o fato de que grupos neonacionalistas estão sendo usados como tropas de choque para abalar o governo da Ucrânia. Será interessante ver até que ponto irão os “analistas”, no trabalho de elogiar e boquiabrir-se ante as imagens da cidade atacada por coquetéis Molotov e quebradeira geral, por “ativistas” contra “o governo”. Como Belle Waring escreveu e depois desescreveu no blog Crooked Timber – quando começam a entender que as cenas podem facilmente ser reencenadas em seus próprios países.

Manifestação dos "Camisa Amarela" (anti-governo) em Bangcoc, Tailândia em 12/1/2014
Quanto à Tailândia, os Camisa Amarela especificamente desejam:

(a) derrubar o governo;
(b) vedar completamente qualquer possibilidade de novas eleições que eles quase com certeza perderiam; e
(c) convencer o exército de que tem de intervir ao lado dos supracitados Camisa Amarela.

Nada, no mundo, poderá ser jamais mais golpista-putchista, que isso!

Manifestação dos "Camisa Vermelha" (pró-governo) em Bangcoc, Tailândia (14/1/2014)
Quando eu estava na escola, em período muito mais ingênuo e mais declaradamente otimista da história, ensinaram-me a respeitar eleições. Todos tinham de respeitar eleições: os que venciam e os que perdiam. Se todos deixassem de respeitar eleições, o país andaria rapidamente diretamente para o brejo... como está acontecendo no Egito, na Ucrânia e na Tailândia (e, p’rôs que se interessem, aconteceu também nos EUA em 1860). [E aconteceu no Brasil com o Golpe MILICANALHA de 1964 (Nota da redecastorphoto)]

Por mais que eu tenha considerado corrompido todo o processo da recontagem de votos nas eleições presidenciais, do primeiro momento até a decisão da Suprema Corte no processo Bush vs. Gore, depois que a Suprema Corte se manifestou dei o caso por encerrado.

Felizmente Al Gore não exigiu que eu fosse para a praça, com meu capacete e minha balaclava de motociclista, com meu taco de beisebol, com minha garrafa de gasolina misturada com lava-louças, para derrubar o governo Bush. (Mas, sim, sim: compreendo que milhões de pessoas atacadas, feridas e mortas pelo governo terrorista de Bush, a começar pelo povo do Iraque, pensem diferente de mim.) Alguns anos depois, os Democratas afinal chegaram à presidência. Assim, os Democratas tiveram oportunidade legal e legítima para foder tudo & todos à sua própria maneira personalizada. E a tentação de gerar tumultos de ruas e putsches  para derrubar governos continua a ser obsessão com poucos adeptos dentro dos EUA.

Egito, grupo de "Black Bloc" pró Golpe Militar que derrubou o Presidente Mursi (eleito)
Mas no além-mar e, no geral, fora dos EUA, a coisa é diferente.

O atual trio de putsches que estão em andamento no mundo não gerou nenhum tipo de chilique ou grunhido do tipo “temos de respeitar o processo eleitoral”: silêncio total nessa direção, tanto no governo dos EUA quanto nos “especialistas” de mídia (especialistas-midiáticos-cracia).

Na Ucrânia, a sanha dos EUA a favor do movimento antigoverno é palpável; no Egito, não queremos cutucar o exército e pôr em risco o pilar egípcio do acordo de paz com Israel; e na Tailândia, não entendo nada. Talvez os EUA só estejamos interessados em nos manter ao lado do bom exército do pessoal lá.

Resumo da ópera, acho eu, é a ideia de não há diferença alguma entre “revolução colorida” e putsch; tumultos políticos locais são sempre mais uma ferramenta a ser usada para promover e proteger interesses locais dos EUA. [(no Brasil não é diferente com a ação dos “Black Blocs” – copiados do Egito – e dos vândalos do “não vai ter Copa) Nota da redecastorphoto]. 

Fusca incendiado pelos "Black Bloc"(copiados do Egito) em manifestação em SP
Mas sempre dão alguma munição extra à República Popular da China, que pode argumentar que os EUA não têm interesse algum em democracia alguma (pode-se contra-argumentar que os EUA são REPÚBLICA, não DEMOCRACIA, distinção que 200 anos de proteção só para os ricos e ao direito de propriedade, e limites de jure e de facto contra a soberania popular, já comprovaram que não é distinção trivial) – nem em eleição alguma; os EUA só têm interesses nos próprios interesses.





[*] Peter Lee é jornalista norte americano de origem chinesa que escreve sobre assuntos dos países do sul e leste da Ásia e a intersecção de negócios entre essa região e os EUA. Além de articulista de várias publicações anima o blog China Matters.

domingo, 29 de dezembro de 2013

“Omertá” “high-tech” e colusão com a Agência de Segurança Nacional dos EUA

28/12/2013, [*] Peter Lee, China Matters
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Entreouvido na Vila Vudu: Traduzimos o que aí vai, mesmo sem entender várias tech-coisas. Mas entendemos muito bem que há uma determinada tech-coisa, que os fabricantes incluem em programas, que é fabricada e foi vendida e comprada como item de PROTEÇÃO de arquivos e programas. Mas a mesma tech-coisa, se ligeiramente modificada (“batizada”, como se diz no Brasil, de bebidas falsificadas), pode FACILITAR a invasão de arquivos e programas [e parece ser o que se chama, “porta dos fundos”, (backdoor)] pela qual o tech-ladrão pode entrar e – como já se sabe, depois das revelações de Snowden – a ASN-EUA sempre entrou, entra e quer continuar a entrar).

Parece que todo mundo sabe que a ASN-EUA, como compradora, “incentivou” o fabricante dessa tal coisa, já alterada para FACILITAR a invasão de programas e arquivos, a metê-la programas que aquela empresa fabricante vendeu (como proteção) a consumidores do universo inteiro, para facilitar a invasão, que a ASN-EUA tinha e tem interesse em fazer.

Isso, além de detonar o próprio business da tech-segurança no mercado planetário, DETONA qualquer fantasia de “proteção de sua privacidade” que tantos vivem de tentar NOS vender. E, sem “segurança”, ninguém mais comprará porcaria nenhuma pela internet – e esses negócios JÁ DESABARAM em todo o planeta.

Ante o risco do fim do próprio negócio, as gigantes da Internet estão enlouquecidas. Mas, sim, parece que todo mundo já sabe que aconteceu exatamente como parece que aconteceu.

Em setembro passado, Snowden distribuiu documentos que comprovam QUE O NEGÓCIO FOI FEITO EXATAMENTE ASSIM, sim senhor. Até a Reuters já noticiou, como se lê abaixo.

Desnecessário dizer que a questão da “privacidade” – pessoal, dos usuários, a nossa privacidade – é café pequeno liberal, absolutamente sem importância alguma. As empresas do mundo não estão preocupadas com alguém saber dos NOSSOS segredos (e, de fato, tampouco NÓS AQUI temos qualquer ilusão de que elas não possam conhecer todos os nossos segredos, se decidirem conhecê-los – e logo nós, que estamos na rede há vinte anos, visitando páginas e páginas, e escrevendo sem parar! \o/ \o/ \o/ \o/ \o/).

As empresas do mundo estão preocupadas, isso sim, é com os concorrentes saberem dos segredos DELAS.

ISSO, sim, está pondo fogo no mundo da “segurança” e da “espionagem” que são, como sempre foram no mundo, sempre, no mínimo TAMBÉM, puro sujo business.

Outro aspecto também muuuuuito interessante disso tudo, é que a imprensa-empresa liberal como a conhecemos – que sempre viveu de publicar mais ficção e opinião-de-jabores, que fatos; e que, em matéria de informação, sempre publicou muuuuuito menos do que sabia e sabe, sempre muito menos dedicada a informar sobre algum suposto “fato”, do que à promoção dos seus próprios interesses políticos e empresariais – está, também, com a corda no pescoço.

Se Snowden e Greenwald constituírem mesmo a imprensa-empresa que estão constituindo, estaremos diante do estranhíssimo fato de que haverá no mundo, afinal, UMA empresa-imprensa, que possui documentos suficientes para alimentar a opinião pública com fatos REALMENTE documentados sobre praticamente TODOS os eventos sobre os quais as editorias de “internacional” de todos os jornais-e-televisões-como-os-conhecemos no mundo inteiro vivem cheios de opiniõezinhas. E contra ela haverá legiões de outras empresas que, de material “noticioso” a publicar, só terão as opiniõezinhas-de-jabores-waacks-&-villas! \o/ \o/ \o/ \o/ \o/

O Grupo GAFE (Globo-Abril-FSP-Estado), no caso do Brasil, estará convertido, monolíticamente sempre igual e previsível, como já é, numa espécie de mega-Pravda sionista totalmente golpista visível, quer dizer, super “transparente”! \o/ \o/ \o/ \o/ \o/

Que consumidor continuará interessado EM PAGAR para ler uma espécie de mega-Pravda sionista golpista do tucanato privateiro paulista, DEPOIS de ter sido informado dos fatos como os fatos realmente aconteceram?!

Ou, perguntado de outro modo: até quando o consumidor dos produtos do Grupo GAFE – que, no Brasil, é obrigatoriamente também eleitor – continuará disposto a PAGAR PARA LER:

(a) propaganda de empreendimentos imobiliários;
(b) propaganda de novos modelos de carros; e
(c) propaganda eleitoral antecipada e ilegal (na maior parte do tempo) dos candidatos da privataria tucana udenista sem votos?!

FELIZ ANO NOVO!
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Manifestação de 6a. feira (27/12/2013) em Berlim contra a espionagem dos EUA
Com RSA, [1] nome grande e respeitado (de fato, só as iniciais) na criptografia, já virando manchete de escândalo na imprensa, por ter arrancado 10 milhões de dólares da Agência de Segurança Nacional dos EUA e, em troca, ter metido um RNG (Random Number Generator), um gerador de números aleatórios, só que “batizado”, codinome DUAL EC EBRG, em seus produtos (os RNGs ajudam a gerar chaves de encriptação; um RNG “batizado” gera número limitado, mais facilmente quebrável, de conjuntos de chaves), algumas observações:

Primeiro; como provavelmente todos lembrarão, o “batismo” nos RNGs da ASN-EUA foi revelado numa fornada de documentos de Snowden em setembro, e uma empresa RSA embaraçada e gaguejante lançou imediatamente uma recomendação para que os seus clientes e usuários deixassem de usar aquele específico gerador de números aleatórios (RNG), que compraram para encriptar e proteger suas mensagens.

Segundo; já no mês de outubro havia rumores sobre considerações financeiras operantes na disposição da empresa RSA para incluir o RNG (“batizado”) em seus produtos. Aqui, um trecho do que escrevi naquela época:

Ira Flatow
[Em recente episódio de Science Friday] Ira Flatow perguntou a Philip Zimmerman [criador do sistema PGP de chave aberta para encriptação de e-mails] por que a empresa RSA faria tal coisa. Houve um longo, longo, incômodo silêncio e uma risada estranha, antes de Zimmerman deslizar para a voz passiva e falar como terceiro não envolvido:

ZIMMERMAN: E a RSA fez uma segurança – usou mesmo como seu gerador padrão de números. E eles têm criptógrafos competentes trabalhando lá... Não sei.

FLATOW: Mas como você explica isso?

ZIMMERMAN: Bom, não vou... Acho melhor não ser eu a dizer.

(RISOS)

FLATOW: Mas se outra pessoa dissesse, diria o quê?

ZIMMERMAN: Ora... outra pessoa talvez dissesse que eles podem, talvez, ter sido incentivados...

Phil Zimmermann
Zimmerman talvez já tivesse recebido alguma “dica” sobre os documentos mais importantes de Snowden. Acho mais provável que já tivesse ouvido alguma coisa nos círculos high-tech, mas não tinha interesse algum em chamar sobre si toda a fúria legalista e corporativa, acusando abertamente a empresa RSA de ter recebido dinheiro público. (Aí está uma interessante questão legal: é crime publicar que uma empresa norte-americana concluiu transação comercial legal com o governo dos EUA, que queria comprar só maçãs podres?).

Terceiro; A Culpa é dos Engravatados! Como a Reuters expôs:

Não houve protesto, disseram ex-empregados, porque o negócio foi conduzido por empresários das empresas, não por puros tecnologistas (sic).

O grupo do laboratório teve papel muito intrincado no BSafe [a linha de produtos vendidos pela empresa RSA, que continham o gerador de números “batizado”] e todos, basicamente, já não estavam lá – disse o veterano do laboratório, Michael Wenocur, que saiu em 1999.

Na verdade, Bruce Shneier, analista externo de segurança e outros, levantaram muitas graves preocupações sobre o DUAL EC EBRG em 2007 num fórum público e, como Zimmerman disse, a RSA tinha criptógrafos competentes no prédio. O DUAL EC EBRG “batizado” foi oferecido apenas como uma opção; usuários entendidos em questões de segurança, teriam escolhido outro RNG padrão, melhor. E os criptógrafos da RSA poder-se-iam consolar, com a consciência tranquila, porque, mesmo que o Usuário Final Sem Noção mantivesse o DUAL EC EBRG como padrão, provavelmente a única entidade com capacidade para coletar e analisar e efetivamente explorar o que encontrasse, seria a própria Agência de Segurança Nacional dos EUA.

Art Coviello
Em outras palavras, não foi só o Diretor Executivo da RSA e já declarado “Vilão” Art Coviello, que se esgueirou para dentro do laboratório e “batizou” o produto, inserindo nele o código letal, enquanto os “tecnologistas” inocentemente embalavam e embarcavam o produto podre.

Quarto; acho que há crescente consciência de que elemento significativo da história de Snowden é a colusão entre as empresas Big Tech e a Agência de Segurança Nacional dos EUA, alimentada pela consciência de que os dois lados queriam a mesma coisa: uma boa porta dos fundos instalada na Internet inteira, aberta para dados que permitam traçar “perfis” individuais [de consumo, dos usuários], e que permita ao aparelho de vigilância tudo invadir. O “sistema”, assim, tolera as quebras de segurança resultantes (como o custo a pagar para obter o negócio e/ou como “dano colateral”). [2]

Duvido muito que essa história continue a aparecer nos jornais e televisões, porque há consideráveis interesses econômicos, políticos e ideológicos aí investidos, que vão diretamente até o Salão Oval, dedicados a perpetuar a imagem de um poder benigno, democrático-do-povo que cuidaria de prover segurança da informação.

Os eleitores interessados em ver a Google e outras tech-gigantes dividindo a culpa, com a Agência de Segurança Nacional dos EUA, por terem, todas elas, arruinado a Internet – e, no processo, fazendo evaporar algumas poucas centenas de bilhões de dólares do dinheiro dos cidadãos, do mercado e das ações – são, por outro lado impotentes e em número cada vez menor.

Dentro da tech-indústria, a atitude parece ser de controle de danos, quer dizer, iniciativas, pelos veículos da imprensa-empresa, para convencer a opinião pública de que as empresas de Internet cuidam de VOCÊ e odeiam ajudar esse governo sujo e autoritário que nos espiona.

Quanto à questão de se surgirá ou não uma empresa-imprensa Snowden, a atitude parece ser, como diria Phil Zimmerman – autêntico, legítimo herói das guerras da encriptação nos anos 1990s – de “Acho melhor não ser eu a dizer”. Parece que o código da Omertá vive na indústria de tecnologia.

Quinto; acho engraçado, às vezes meio irritante, que, desde que comecei a escrever sobre a empresa RSA em outubro, sou bombardeado com anúncios pop-up da mesma RSA, no meu próprio blog e por toda a internet. É o equivalente Internet de um Golden Retriever farejador que me persegue pelas ruas, movido pelo irresistível impulso de cheirar os fundilhos das minhas calças. Alguém tire esse bicho daqui! Já!



Notas dos tradutores

[1] RSA é um algoritmo de criptografia de dados, que deve o seu nome a três professores do Instituto MIT (fundadores da actual empresa RSA Data Security, Inc.), Ronald Rivest, Adi Shamir e Leonard Adleman, que inventaram este algoritmo — até a data (2008), a mais bem sucedida implementação de sistemas de chaves assimétricas; fundamenta-se em teorias clássicas dos números. É considerado dos mais seguros, já que mandou por terra todas as tentativas de quebrá-lo. Foi também o primeiro algoritmo a possibilitar criptografia e assinatura digital, e uma das grandes inovações em criptografia de chave pública. Pode-se também saber algo sobre a empresa RSA Data Security, Inc..

[2] É exatamente o que Foucault disse que já era nos anos 70s: “A terceira forma não é típica do código legal ou do mecanismo disciplinar, mas do apparatus (dispositivo) de segurança (...) [Em vez de impor um conjunto binário de proibidos e permitidos], “estabelece-se uma média considerada ótima, de um lado; e, do outro, uma largura de banda do aceitável (...)”. Michel FOUCAULT, “Segurança, Território, População”: Conferências no College de France, 1977-1978.
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[*] Peter Lee é jornalista norte americano de origem chinesa que escreve sobre assuntos dos países do sul e leste da Ásia e a intersecção de negócios entre essa região e os EUA. Além de articulista de várias publicações anima o blog China Matters.