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terça-feira, 12 de abril de 2011

BRASIL – ISRAEL – FORÇAS ARMADAS - V

Laerte Braga

Laerte Braga

Se numa laranjeira você enxergar apenas a laranja e não perceber a árvore, corre o risco de um dia vir a não ter mais a laranja. Não há todo sem parte, mas há parte sem todo.

O governo Lula viveu seus oito anos como um barco navegando na superfície do mar, mas consciente que havia outro oceano, esse subterrâneo. Sombrio, sem luz e desejo de despejar seus tsunamis devastadores sobre países como o Brasil.

É claro e evidente que isso implicou em mudanças de curso, em concessões, em guinadas arriscadas no leme, mas não impediu que, ao final, um resultado positivo pudesse ser alcançado.

O ex-presidente terminou seus oito anos legando um Brasil vivo e presente no cenário internacional, abriu as perspectivas para transformações estruturais significativas e necessárias, que devem ser feitas agora, numa conjuntura que, objetivamente é favorável.

Tentar entender todo o processo de globalização, o neoliberalismo, a nova ordem econômica apenas pelo lado do econômico é aceitar que o oceano aparentemente tranqüilo – mas convulsionado – pelo conglomerado terrorista EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A, é a única realidade.

É preciso perceber que há uma terceira guerra mundial. Que a África é um continente devastado por lutas fratricidas incensadas pelos donos dessa ordem todos sabemos. Que a Ásia está sendo engolida pela China e o conglomerado tenta sobreviver desesperadamente em um e outro país é outra realidade visível a olho nu. Que a Europa Ocidental é uma colônia transformada em bases militares da OTAN é inegável. Que a Rússia e as repúblicas do Leste Europeu são uma grande incógnita disputada a ferro e fogo é outra parte do todo.

O Oriente Médio convulsionado e os povos muçulmanos sendo deliberadamente perseguidos e implacavelmente assassinados (caso dos palestinos principalmente).

Onde entra a laranja América Latina nessa história toda? O Brasil é a maior delas. A mais importante.

As condições objetivas criadas por Lula, malgradas as concessões, sinalizam na necessidade de um grande salto que implica num resgate de nossa história em sua totalidade (o baú da ditadura por exemplo) e em transformações capazes de ampliar e fazer virar realidade a participação popular.

Ao deixarmos que às margens de um oceano subterrâneo, em cumplicidade com setores das elites, com as elites militares, com o latifúndio, sejam plantadas laranjeiras israelenses, estamos nos permitindo ser a Israel de amanhã, o terror transformado em Estado no que alguns chamam de sub-imperialismo brasileiro, submetido ao imperialismo norte-americano/israelense (entender porque “imperialismo norte-americano/israelense” é simples. As grandes forças políticas dos EUA não têm forças e não sabem como enfrentar o poder sionista).

As empresas citadas nos artigos anteriores e no relatório dirigido pelo STOP THE WALL COMPAIGN ao governo brasileiro mostram que o papel de todo esse oceano subterrâneo, transformam o Brasil em cúmplice de sistemáticas violações do direito internacional. Os artigos 48, 51 e 52 do Protocolo Adicional das Convenções de Genebra exigem que combatentes façam distinção entre alvos civis e militares e não ataque a população civil. Esses ataques são sistemáticos, deliberados.

Dos 1 417 palestinos mortos na recente guerra de Gaza 926 eram civis e entre crianças. A análise por especialistas em conduta militar em todo o mundo mostra que Israel teve a intenção de promover essas mortes. Houve intenção de causar danos aos civis palestinos e uso excessivo de força, por conta políticas expansionistas, que roubam terras e riquezas palestinas (sionistas milenarmente nunca fizeram outra coisa que não isso, são anteriores ao sionismo, inventaram os bancos).

Na guerra do Líbano, em 2006, foram utilizados foguetes teleguiados para atacar ambulâncias e vários comboios civis.

As armas, nesse momento e há algum tempo, são fabricadas aqui com a cumplicidade dos militares brasileiros, de boa parte da elite empresarial. 

O serviço secreto de Israel, a MOSSAD, assassina e sequestra inimigos em qualquer parte do mundo, como fizeram agora em Abu Dab contra um integrante do Hamas. Que governa Gaza eleito – é um partido político – pelo voto popular.

Há uma conclusão de Al Hag sobre o assunto que, literalmente, afirma o seguinte:

Como uma potência ocupante, Israel é ainda legalmente obrigada a respeitar o Direito Internacional Humanitário (DIH), que proíbe a matança deliberada de pessoas protegidas. Homicídios intencionais são considerados uma violação grave da Quarta Convenção de Genebra nos termos do artigo 147. Além disso, a política israelense de assassinatos extrajudiciais falha, por alvejar civis, em respeitar o princípio fundamental da distinção entre combatentes e civis. Além disso, Israel não respeita regularmente  princípio da proporcionalidade, empregando meios letais excessivos levando à morte ou lesão corporal dos transeuntes. Finalmente, assassinatos seletivos que são realizados em situações em que não há combate, não podem ser justificados por necessidades militares"

Todas as empresas israelenses que compraram ou se associaram a empresas brasileiras no setor bélico são partes da construção do Muro do ódio que sionistas buscam ampliar para separá-los (como povo ungido, Edir Macedo também acha isso do povo dele, tanto que já instalou templos em Israel, associação perfeita), como partes das ocupações ilegais de terras palestinas.

E aí formam o todo do terror de Estado, o conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.

O que o relatório pede ao governo brasileiro e o rompimento do acordo militar com Israel e o resgate da dignidade de nosso País em relação ao direito internacional, aos direitos humanos, o fim desse mar subterrâneo por transitam os zumbis da ditadura militar. 

O muro desse novo apartheid viola de forma brutal os direitos internacionais e humanos na Cisjordânia. As leis internacionais proíbem a anexação de território pela força, a destruição e o confisco de propriedade privada (adoram isso) e transferência forçada de população.

As leis internacionais asseguram o direito de circular livremente, o direito ao trabalho, a educação e a saúde.

Em 2004 o parecer consultivo do Tribunal Internacional de Justiça confirmou a ilegalidade do muro e conclamou os países ditos democráticos a tomarem atitudes diante dessa realidade boçal. Estão errando o alvo, o povo líbio está sendo punido.

O que se pede ao Brasil é que seja rompido esse negócio lucrativo de terror, de ódio, de saque, de roubo, de barbárie, no qual estamos atolados por ignorar o mar subterrâneo e permitir que por ali naveguem a estupidez de militares que não têm nada a ver com o Brasil, de elites podres e políticos que silenciam diante de crimes contra a humanidade, permitindo assim, que essas empresas “continuem a lucrar com os crimes de guerra israelenses enquanto que põe em duvida o compromisso do Brasil com os direitos humanos. É inaceitável que o governo brasileiro entregue dinheiro de seu contribuinte para essas empresas e ao final, uma decisão deverá ser tomada entre negociar com Israel ou se colocar ao lado do povo palestino”.

A íntegra do relatório que enche o Brasil de vergonha – até porque agora o culpado é o Irã – está em Stop the Wall (em português).

Leia também:

BRASIL – ISRAEL – FORÇAS ARMADAS – IV

Laerte Braga

Laerte Braga
Em tempos passados – não sei hoje – era comum entre estudantes o “ajeitar aquela menina para você”, ou “aquele menino”. Era um jogo simples. O menino ou menina tímidos não chegavam à menina ou menino desejados. Um terceiro funcionava como pombo correio e não raro esse pombo correio acabava ficando ou com a menina, ou com o menino.

Com um país é diferente.

A política externa do chanceler Celso Amorim, a presença de Samuel Pinheiro Guimarães no governo (primeiro no Itamaraty e em seguida na Secretaria Geral de Assuntos Estratégicos), aliada aos avais de Lula às suas atitudes desses ministros gerou um descontentamento sem tamanho nos EUA. De saída, nos primeiro momentos do governo Lula, em meio às muitas bombas de efeito retardado deixadas por Fernando Henrique Cardoso, o presidente, literalmente, segurou o governo do venezuelano Hugo Chávez, eleito e reeleito pelo voto – foi confirmado também num referendo popular.

Bush ainda era o presidente dos EUA e sua secretária de Estado Condoleezza Rice andou por aqui tentando algum espaço para as políticas imperiais e totalitárias do Calígula de plantão na Casa Branca (sede do conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A).

Tirando o rapapé de ser recebida pelo ministro Amorim, pelo presidente a senhora em questão programou uma palestra em São Paulo (onde mais?) e à falta de público a segurança norte-americana pediu aos repórteres que cobriam o evento que se assentassem nos lugares vazios impedindo o fracasso total.

O Brasil foi “ajeitado” para Israel num momento que tanto nos EUA, como aqui – elites militares, grandes empresários, bancos e latifúndios – se percebeu que o País despontava como protagonista no processo político e econômico em todo o mundo e de uma forma tal que não agradava aos senhores da chamada nova ordem econômica.

A Marinha Brasileira dispõe de tecnologia nacional para a fabricação de submarinos movidos a energia nuclear desde os tempos do governo de FHC. As verbas para que esse objetivo fosse alcançado – quatro submarinos nucleares são suficientes para garantir a costa brasileira – sumiram, não foram liberadas.

A Força Aérea Brasileira desde o governo de FHC vem tendo protelado o processo de compra de caças indispensáveis à segurança nacional no sentido real da palavra (não aquele de câmaras de tortura), mas de garantia da integridade do nosso território e da soberania brasileira, por pressões de norte-americanos, sócios da EMBRAER – EMPRESA BRASILEIRA DE AERONÁUTICA – que, já àquele tempo, despontava como das mais promissoras em todo o mundo no setor de construção aeronáutica.

De cara descartaram, nas pressões, o melhor caça na opinião dos entendidos do assunto, o russo SUKHOI 22, num acordo que implicava em transferência de tecnologia. Há dias a presidente Dilma Rousseff adiou a solução do problema (os norte-americanos não admitem que sejam comprados aviões que não os da BOEING, assim controlam a FAB).

Nesse processo todo, figuras execráveis como Nelson Jobim, comandantes militares, banqueiros (o sistema bancário brasileiro é todo ele controlado por bancos estrangeiros, exceto os estatais – CEF e Banco do Brasil e o BRADESCO, mesmo assim com participação de grupos estrangeiros no caso desse último) e empresas de armas do Brasil, empresas de armas do exterior (à época que a IMBEL e a ENGESA funcionavam, numa história que os senhores da ditadura ocultam, um navio brasileiro com armas brasileiras, foi abordado por uma frota pirata norte-americana e as armas confiscadas, tal a qualidade em relação às norte-americanas).

O curso de todo esse processo implicou numa coisa simples. Se o Brasil não se alinha aos EUA – governo Lula – vamos ajeitar, as figuras acima citadas, comandantes militares que obedecem ao comando de Washington, para que Israel fique com o País.

A despeito da política externa de Lula, o Brasil hoje sofre um processo constante e acelerado de intervenção do estado terrorista de Israel tanto na indústria bélica, como em todos os setores, inclusive no Judiciário, depois do acordo assinado pelo presidente sionista do STJ com o Banco Mundial.

A AEL, ARES AEROESPACIA E DEFESA S/A, PERISCÓPIO, OPTRÔNICOS EQUIPAMENTOS S/A, ELBIT (que adquiriu a AEROELETRÔNICA indústria de componentes aviônicos em negócio de dois bilhões e trezentos milhões de dólares), tudo no tal de “ajeitar” o Brasil para Israel e permitir uma política que implicasse, como implica, no controle da maioria das ações da Força Aérea Brasileira – NORTHROP F-5. Isso num outro “ajeite”, digamos assim, uma prática destinada a ganhar concessões e contratos do governo federal.

A AEL funciona em Porto Alegre e emprega 130 trabalhadores. Desenvolve e fabrica sistemas aviônicos vendidos no Brasil e na América Latina e fornece – o pulo do gato - a manutenção para estes sistemas (vale dizer que na eventualidade de um impasse entre o Brasil e Israel eles param a FAB. A dependência é quase que absoluta.

Em 2009 a ELIBIT adquiriu outras duas empresas brasileiras produtoras de armas, a ARES e a PERISCÓPIO. Ver em: Elbit becomes majority share holder in AEL, também em: Elbit Systems hiring locals to win large Brazilian tenders (artigo de Yoram Gabison) . Os certificados e especificações estão em: Elbit Systems Ltd..

As duas empresas (AEL e Elbit) fornecem sistemas eletrônicos de defesa ao Exército brasileiro, como a outros países latino-americanos e operam no Rio de Janeiro, onde empregam cerca de setenta trabalhadores. Num impasse em que esses sistemas sejam necessários o Exército brasileiro só marcha se Israel consentir.

Têm contratos com a FAB para o PROGRAMA BRASILEIRO DE MODERNIZAÇÃO DE AERONAVES F-5 no valor de 230 milhões de dólares e em 2009 houve um adicional para a produção de “sistemas mais avançados”. O Brasil tem 46 aeronaves F-5. Só saem do chão se os interesses de Israel não estiverem contrariados, caso contrário é ferro velho.

Com a EMBRAER privatizada por FHC o Brasil e a empresa (os EUA têm o poder de vetar vendas como fizeram em relação ao desejo da Venezuela de comprar Tucanos, a tecnologia dos aviônicos é deles e não nossa) a ELBIT trabalha sistemas de produção e apoio logístico ao programa Aeronaves Super Tucano AL-X (começaram a ser desenvolvidas no País com a empresa estatal, foram ajeitadas para Israel no jogo da traição e prostituição de boa parte dos militares e das elites políticas e econômicas do Brasil. Por exemplo, um dos que recebe soldo dessa gente é o deputado tucano Eduardo Azeredo).

Essas empresas trabalham fornecer sistemas EW de guerra eletrônica para o programa de atualização do jato AMX para a FAB num contrato de 187 milhões de dólares. Todo esse espaço vem sendo ocupado à medida que o Brasil é “ajeitado” para Israel.

Uma subsidiária da ELBIT, a ELISRA executa contratos obtidos pela empresa principal e fornecerá o computador central da missão de batalha do AMX; os sistemas de exibição e gerenciamento de munições e sistemas adicionais, tudo num emaranhado de empresas empreiteiras do setor e sub-empreteiras, todas de Israel. Leia em Elbit Systems acquires two Brazilian companies

Em 2009, após assumir o comando da FAB a ELBIT consegue o seu primeiro contrato com o Exército brasileiro. Torres não tripuladas para serem instaladas em veículos blindados. A subsidiária da AEL ganhou um contrato de 260 milhões de dólares para torres de veículos armados não tripulados para o Projeto Guarani do Brasil (quer dizer, de Israel). Em adicionais no curso do contrato as novas torres suportam canhões de montagem automática de 30 milímetros, mas só disparam se Israel deixar.

Essas torres serão integradas aos veículos VBTP-MR GUARANI blindados 6X6, desenvolvidos pela IVECO. Isso, de acordo com a DEFESA UPDATE, uma publicação israelense. Implica em torre blindada que inclui cabo coaxial para montar metralhadora de 7,62 milímetros num sistema de controle fogo avançado com acompanhamento automático do alvo. Computação balística, gestão de sensores e displays. A entrega das torres vai ser determinada dentro de um calendário e um perfil de financiamento plurianual que, em tese, será definido pelas partes.

Na prática, como ajeitaram o Brasil duma maneira tal que já está na cama, isso significa transformar o nosso País no Israel latino-americano que, por sua vez, significa eventuais e futuros conflitos militares (previstos num relatório da ONU da década de 70) com países vizinhos hostis aos EUA, caso da Venezuela, Bolívia e outros.

O Exército brasileiro disporá de três mil novos tanques em 2030, mas que só funcionarão em favor dos interesses de Israel e dos EUA. Caso contrário será só ferro velho. Abrimos mão de dispor de nossas tecnologias para entregar o País. A subsidiária FIAT/IVECO ganhou o contrato para produzir os novos tanques com opção anfíbia e estão sendo produzidos em Sete Lagoas, Minas Gerais. 

Em 11 de dezembro de 2010 o Brasil comprou duas UAVs HERMES 450 e uma estação terrestre da Aeroeletrônica em Porto Alegre para uso militar. Pode ser verificado em vários artigos, em inglês, que listamos a seguir:


Num show que percorreu o Brasil (enquanto a censura deixou) na década de 60, o cantor e humorista Ary Toledo, costumava cantar uma canção que falava sobre a descoberta do Brasil e num determinado momento tratava da nossa independência.

Ao final pronunciava assim a palavra independência – “ind’é pendente.”

Teve que explicar aos nossos gênios militares o que queria dizer com isso.

O Brasil foi e continua sendo ajeitado no seu todo para Israel.

O conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A constrói aqui o futuro da América Latina. Semelhante ao do Oriente Médio nos dias atuais.

Tem a cumplicidade de figuras do governo, chefes militares, políticos, banqueiros, grandes empresários que no efeito cascata se beneficiam dos “negócios” – empresários não têm pátria – e do latifúndio interessado e lutando pela volta do modelo antigo de escravidão (ainda não se adaptou ao atual).

Leia também:

domingo, 3 de abril de 2011

BRASIL – ISRAEL – FORÇAS ARMADAS – II

Laerte Braga

Laerte Braga

O Brasil é o quinto maior importador de armas israelenses, um negócio que já beira um bilhão de dólares, tudo por conta do acordo militar assinado entre os dois países. Desde a assinatura desse acordo, em novembro de 2010, o Brasil recebe regularmente delegações de Israel para estreitar os laços políticos, empresariais e militares e vice versa. Envia a Israel militares supostamente brasileiros com os mesmos objetivos.

Há dias um cidadão foi preso no Rio de Janeiro acusado de tentar dar uma carteirada num guarda de trânsito que tentava multá-lo por uma infração cometida. O dito cidadão alegou, mas não provou, ser coronel do exército. Não faz muita diferença em relação à boa parte dos nossos coronéis em se tratando de seriedade. De lealdade ao Brasil nem é bom falar, não existe.

A sorte do cidadão infrator é que ele é apenas um simulacro de coronel. Assim que nem José Sarney, ou o “Barão de Aracaju”, Itamar Franco.

O azar do Brasil é que simulacros de patriotas servem a interesses estrangeiros sem o menor pudor e se mantêm como um grande manto sobre o País as trevas e sombras da ditadura militar. É permanente ameaça de abrir as jaulas e deixar jorrar os choques elétricos, os estupros, os paus de arara, os assassinatos de inimigos da barbárie. Afinal, os caminhões da FOLHA DE SÃO PAULO vão estar sempre à disposição para desovar vítimas de “atropelamento”. A REDE GLOBO e congêneres sempre prontas para dizer que tudo está bem e vivemos às mil maravilhas, basta pegar o celular e ligar para o número tal, o custo e mais os impostos e dizer quem deve ser eliminado.

Estão impunes e peitam claramente a ordem democrática, como historicamente sempre o fizeram, a despeito de momentos de coragem e determinação de uns poucos.

A Exposição Brasileira de Defesa – LAAD 2011 Focus: Brazil’s Defense Cooperation Agreements - hospeda as mais importantes empresas israelenses de armas (a próxima será neste mês de abril no Rio de Janeiro) e autoridades militares “brasileiras” declararam publicamente ter ajudado empresas israelenses de armas a entrar em contato com as forças armadas de outros países latino-americanos.

Viramos intermediários dos negócios sujos da indústria de armas e, pior, do estado terrorista de Israel. 

O relatório divulgado por STOP THE WALL CAMPAING e traduzido por Entra K. Ajax cita alguns exemplos dos “interesses” israelenses na indústria bélica brasileira e nos “negócios” com os nossos “patriotas”, “defensores” da soberania nacional e da integridade do território brasileiro.

O “patriotismo” da nossa elite militar por meio do ELBIT SYSTEMS fornece armas que o exército de Israel usa para o assassinato de civis e execuções extrajudiciais, além de equipamentos para o muro do apartheid e para os assentamentos sionistas em terras palestinas (roubo de terra na linguagem mais precisa das políticas expansionistas de Israel).

Três empresas brasileiras de armas foram compradas por Israel, a AEL, a ARES AEROESPECIAL E DEFESA S/A e PERISCÓPIO EQUIPAMENTOS OPTRÔNICOS S/A. São inúmeros contratos com as forças armadas brasileiras, envolvendo o PROJETO GUARANI e espera – Israel – conquistar contratos para os Jogos Olímpicos e Copa do Mundo – segurança, o que no caso de Israel significa barbárie.

Israel Aircraft Industries (IAI) formou uma joint venture (espécie de parceria, associação) denominada EAE com o grupo Synergy. Uma subsidiária da IAI, a Bedek, usa os centros de manutenção e de produção da TAP M & BRAZIL (notem que já está com “Z”), nos aeroportos do Rio de Janeiro e Porto Alegre. Estas informações podem ser encontradas no STOCKHOLM INTERNATIONAL PEACE RESEARCH INSTITUTE 

As delegações israelenses que chegam ao Brasil buscam com militares “acessíveis”, digamos assim, abrir a porta dos fundos e guardar as malas brancas ou pretas não importa, com o objetivo de ganhar contratos – outros – com a EMBRAER (privatizada ao tempo de FHC já com esses objetivos, pois o ex-presidente serve a esses interesses desde os tempos que fingia ser exilado).

A Israel Military Industries – IMI – como muitas empresas israelenses de armas estão envolvidas em casos de corrupção e suborno de funcionários públicos. No Brasil subornam e compram militares (todos “democráticos” e “patriotas”) e funcionários civis.

A empresa deu licença a Taurus para produzir seus rifles Tavor no Brasil e o exército brasileiro (brasileiro?) compra os rifles Tavor. Muitas outras companhias israelenses de armas e segurança têm obtido contratos no Brasil com o Ministério da Defesa e apontam seus canhões agora para os bilhões de dólares na preparação da segurança da Copa do Mundo de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016.

Um parênteses. A expressão EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A não é uma forma de crítica ao terrorismo imposto ao mundo pelos dois grupos (não são nações, seus povos vivem sob o tacão nazi/sionista aprendido com Hitler, aprimorado e posto em prática nos dias atuais).

É uma realidade.

O relatório que aponta toda essa “aventura patriótica” de nossos militares, de funcionários do governo, mostra que o Brasil como signatário do instrumento “mais relevante do Direito Internacional” tem a obrigação de não reconhecer e não assistir às violações desse direito. As relações promíscuas entre militares brasileiros, setores civis do governo – melhor seria dizer governos – implicam em violar essas obrigações “de Estados terceiros” em relação ao Direito Internacional.

Somos um entreposto da barbárie terrorista de norte-americanos e Israel. Um armazém da boçalidade.

O Brasil facilita benefícios econômicos para empresas que violam diretamente a IV Convenção de Genebra e contribui dessa maneira para uma situação ilegal. Hospeda representantes que violam sistematicamente a IV Convenção, transformando-se em cúmplice direto e indireto dessa ordem terrorista.

Uma organização terrorista como Israel se sustenta na exportação da boçalidade e de armas. Perto de 70% das armas produzidas em Israel são exportadas. O resto é usado para matar palestinos e roubar suas terras e suas riquezas e tudo isso em nome de “deus”, ou como disse um general israelense, “está escrito na Bíblia o nosso direito sagrado”.

É com esse tipo de “negócio” que o estado terrorista de Israel consegue recursos para ocupar e manter ocupada a faixa de Gaza, para liderar guerras como a movida contra o Líbano em 2006, ambas, curiosamente, fortemente condenadas pelo Brasil.

São os dois brasis. Um o do governo eleito pelo povo e outro, o poderoso poder das sombras e trevas de forças armadas sem o menor compromisso com o Brasil e com os brasileiros.

Ao final do governo Lula o presidente reconheceu o Estado Palestino – como a ONU, inclusive os EUA em 1948 – nas fronteiras de 1967. As forças terroristas de Israel mantêm a ocupação de territórios palestinos, ampliam essa ocupação e lucram com essa ocupação, pois roubam riquezas palestinas sem o menor pudor. Vai ver está na Bíblia.

A forma como os palestinos são tratados, como se fossem animais (assim como os judeus no Holocausto, aprenderam a como fazer) se presta a experiências (assim como fazia o doutor Mengele em judeus na área médica) que permite o desenvolvimento de armas específicas e capazes de garantir o terror e o saque aos palestinos.

O Brasil condena de um lado e nos porões das forças armadas (ou quadrilha?) é parte desse odioso processo.   

O mais revoltante de tudo isso é que países árabes alinhados com os Estados Unidos, acionistas majoritários de EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A são compradores dessas armas via o entreposto/armazém Brasil. Tudo montado por militares inescrupulosos e que nada têm a ver com o Brasil, mas tão somente com os negócios, escorados na falácia da democracia, da liberdade, que todos conhecemos, ou quase todos (escondem essa parte da História) nas masmorras da ditadura militar de 1964, montada, dirigida e comandada pelos EUA.

É, como afirma o relatório “um péssimo precedente” em termos de “accountability” – dever, obrigação – levando em conta exatamente o apoio de Israel a regimes opressivos.

Nunca é demais lembrar que o governo terrorista de Israel ofereceu duas bombas atômicas ao governo branco da África do Sul, para eliminar a resistência dos negros (a maioria da população), durante o regime de apartheid. São especialistas nisso.

“No fomento à instabilidade nas décadas de 60, 70 e 80, os laços militares com Israel – hoje e sempre – implementam elementos que podem justificar ou formar atividades opressivas anti-governamentais mais extremas em determinados países. Foi o caso de Honduras, quando a policia golpista e o exército golpista usaram tecnologia israelense para cercar e intimidar os que estavam na embaixada do Brasil, inclusive o presidente constitucional do país, Manuel Zelaya.

Nada disso sai na REDE GLOBO, em outras redes, na mídia privada. Empresas e jornalistas recebem soldo e grossas propinas, pois são partes desse processo para alienar a população. Esconder a verdade, nem que seja preciso montar um bordel televisivo como o Big Brother Brasil que, como o próprio nome indica, não existe só no Brasil. O processo de transformação do ser humano em objeto é universal.

Militares continuam a representar uma grande ameaça à democracia brasileira e pior, à soberania e a integridade do território nacionail, pois seus compromissos – na esmagadora maioria – não são com o Brasil, como não foram em 1964, mas com os que pagam e pagam muito bem a tal vocação pelo “patriotismo” – o último refúgio dos canalhas.

Esse tipo de situação coloca em dúvida os compromissos do Brasil com os direitos humanos, nos torna um mero entreposto/armazém de interesses de terroristas sem escrúpulos e nos colocam à mercê dessa horda de corruptos.

Somos um povo indefeso, já que nossos militares em sua grande maioria servem a outros países, a outras nações e são muito bem remunerados por isso.

A propósito das “forças armadas brasileiras” é preciso dizer que o grupo dominante, generais, desde que conseguiu equiparar seus vencimentos aos mais altos permitidos pela constituição, o resto da tropa que se dane. É um comprimido de patriotismo/alienação pela manhã, outro à tarde e um terceiro à noite.

Em casos graves, recomenda-se dormir envolto na bandeira nacional, doses de xarope verde e amarelo... E se não tiver jeito, cai fora.

Imagine se tivéssemos um Congresso? Nos EUA, pátria do terrorismo, generais se explicam ao Congresso, mesmo que seja farsa, mas se explicam. Aqui? Se bobearmos, fecham tudo.



Leia também: Brasil - Israel - Forças Armadas I