10/3/2013, David Usborne
(correspondente em Buenos Aires) The
Independent, UK (excerto)
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu
Recadinho da Vila
Vudu: excluíram-se desta
tradução os comentários “jornalísticos” -- opinião pessoal do próprio
“jornalista” -- que existem para implantar na discussão social a ideia pirada de
que, se a Venezuela embalsamou o cadáver de Chávez, “então” Chávez é um
neocadáver de Evita Perón e, talvez, até de Stálin. Bobajol “jornalístico”
típico, que foi apagado nesta tradução militante. Se alguém quiser peça pra D.
Míriam Leitão traduzir. (hehehe)
| Há um frenesi de construção
e melhoramentos da infra-estrutura se prepara para sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016 |
Nos
anais dos insultos geopolíticos, poucos foram mais violentos que o que disse
Richard Nixon a um jovem Donald Rumsfeld que o consultava sobre como encaminhar
a própria carreira: “A América Latina não conta” – disse Nixon. – “Ninguém dá um
vintém pela América Latina”. A frase é de 1971. Alguém, em Washington, atreve-se
a dizer o mesmo hoje? (...)
O
continente, hoje, fervilha. Os Jogos Olímpicos estão chegando, a Copa do Mundo,
as exportações para a China e o resto do mundo que só crescem, de soja,
petróleo, ferro. (...)
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| Miguel Kiguel |
“De
um ponto de vista macroeconômico, a América Latina está hoje em melhor posição
do que jamais antes, em um século; e, com certeza, muito melhor que nos últimos
60, 70 anos” – disse, na semana passada, Miguel Kiguel, analista de economia em
Buenos Aires e ex-economista chefe do Banco Mundial. “Pela primeira vez, talvez
desde os anos 1920s, a região conhece crescimento significativo, preços
estáveis, inflação relativamente baixa na média, baixo endividamento externo e
reservas nacionais que só aumentam.” Alimentando a fornalha, diz ele, estão
Brasil e México.
Os
demais países, diz ele, esperam que a febre que acomete esses dois países seja
contagiosa. (...)
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| David Cameron |
Até
a Grã-Bretanha já viu. Quando David Cameron, Primeiro-Ministro, participou do
encontro do G20 em Los Cabos, México,
em junho passado, esteve também na cidade do México para conversação colateral
com o presidente mexicano, antes de voltar a Londres. E em setembro passado,
depois da Assembleia Geral da ONU, Cameron tampouco voltou para casa: passou
antes pelo Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. (...)
O PIB brasileiro, ano passado,
diminuiu um pouco, em relação a 2011 e 2010. Mas o Brasil, que vê crescerem as
exportações de petróleo e tem-se beneficiado dos altos preços dos grãos e
consegue manter a casa em perfeita ordem. (...).






