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sexta-feira, 13 de junho de 2014

Pepe Escobar: “Geopolítica da Copa do Mundo”

12/6/2014, [*] Pepe Escobar, Asia Times Online − The Roving Eye
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Seleção alemã confraterniza com índios Pataxós na Bahia (10/6/2014)
SÃO PAULO – Numa das imagens que, até aqui, definem a Copa do Mundo, vê-se a Mannschaft alemã – a seleção alemã de futebol – confraternizando com índios pataxó, a poucas centenas de metros de distância de onde o Brasil foi “descoberto”, em 1500. Praticamente, um redescobrimento dos trópicos exóticos.

E há também a Seleção Inglesa, deitando e rolando à beira-mar, numa base militar, com o Pão de Açúcar como deslumbrante pano de fundo, sob uma parafernália de equipamentos e respectivo especialista científico em umidade e ventiladores industriais (afinal, haverá o “Duelo na Selva” contra a Itália, no próximo sábado, “nas profundezas da Floresta Tropical Amazônica”, como dizem tabloides britânicos).

A Copa do Mundo – o maior espetáculo da Terra – começa no momento em que uma incansável campanha de propaganda de demonização contra-China e contra-Rússia, inventada no Ocidente (estados-fregueses incluídos), fez subir ao topo os níveis de histeria universal.

Significa que os BRICS estão no olho do alvo; no caso do Brasil, é a potência emergente localizada estrategicamente sobre a parte mais rica da Floresta Tropical Amazônica, em tempos em que uma integração progressista da América Latina ousou reduzir a papel higiênico (Marca Registrada) a Doutrina Monroe.

Nos anos recentes, o Brasil tirou pelo menos 30 milhões de pessoas, da miséria. A China investe em atenção pública à saúde e à educação. A Rússia recusa-se a se deixar abusar, como nos anos de Ieltsin, o bebum. Nos anos recentes, a Copa do Mundo tem sido assunto, sempre, de países BRICS: África do Sul em 2010, Brasil agora, e Rússia em 2018. Qatar em 2022 – como acontece sempre – parece mais um programa de chantagem movido a petrodólares do Golfo, que saiu pela culatra.

É interessante verificar como a City de Londres – que ama o dinheiro russo, anseia por investimentos chineses e tem uma quedinha pelo poder soft do Brasil – está analisando o quadro. Com um toque de humor britânico, poderiam facilmente interpretar o Duelo na Selva, como a OTAN combatendo na muito ambicionada floresta tropical (pensem nas guerras da água que virão em futuro próximo).

Aquela outra Copa do Mundo

E então, apenas dois dias depois de iniciada a Copa do Mundo, a Bolívia, vizinha do Brasil, estará hospedando nada menos que uma reunião de cúpula do G-77+China – de fato, é reunião das 133 nações-membro da ONU, a coisa toda lá presidida pelo presidente Evo Morales, da Bolívia, que é uma espécie de primo andino distante dos Pataxós que tanto fascinaram os alemães.

Trata-se, pode-se dizer, de uma reunião da ALBA (Aliança/Alternativa Bolivariana para as Américas e que inclui Cuba) e dos BRICS (só a Rússia não estará presente). Os excepcionalistas norte-americanos estão furiosos, porque os BRICS estão conduzindo a transição na direção de um mundo multipolar – que já existe no futebol (pense em Espanha, Alemanha, Itália, de um lado; e Brasil, Argentina e Uruguai, do outro).

E tem a ver também com promover o futebol, com uma espécie de contragolpe Sul-Sul à hegemonia do norte industrializado. Brasil, China e Rússia, com suas diferentes estratégias, todos apostam em mais integração sul-sul – do Banco do Sul, ao banco de desenvolvimento dos BRICS, em constituição (há reunião de cúpula dos BRICS, crucialmente importante, mês que vem, em Fortaleza), na via para um sistema mais igualitário que, idealmente, poderia ser financiado por uma porcentagem da dívida externa, uma porcentagem dos gastos militares e um imposto global sobre transações financeiras especulativas.

E sempre vale a pena recordar que o G-77 é sobre descolonização; nada de Império de Bases; nada de interferência pelo complexo orwelliano/Panopticon da Agência de Segurança Nacional dos EUA no Sul Global.

Agora comparem tudo isso com a Copa do Mundo Adidas; Coca-Cola; Hyundai; Kia Motors; Emirates; Sony; Visa; Anheuser-Busch InBev (Budweiser); Castrol; Continental; Johnson & Johnson; McDonald's; Itaú; FIFA, festa e entretenimento de 2014-Brasil, que a bíblia da indústria, Advertising Age apresentou como um Super Bowl todos os dias, o mês inteiro.


Patrocinadores da Copa do Mundo no Brasil-2014

Em firme oposição, há uma coorte de movimentos Sul-Sul sociais/de solidariedade que denunciam tudo que, de ruim, esteja envolvido na super empreitada, de neocolonização pós-capitalista hardcore a furiosa criminalização dos mais pobres.

E entre esses movimentos, não surpreendentemente, lá está o ícone do Sul Global, Diego “Mão de Deus” Maradona, que disse essa semana que:

(...) a FIFA tira US$4 bilhões (da Copa) e a nação campeã só US$35 milhões. Não está certo. É a empresa desfechando golpe mortal contra o futebol.

Futebol é guerra

Muito se tem ouvido sobre o paralelo entre a globalização hiper-capitalista – como se vê bem graficamente na Copa do Mundo e nos meganegócios do futebol contemporâneo – e o nacionalismo.

Ora, o mundo não é e jamais será plano. É um Himalaia/Pamir/Hindu Kush de diferentes altitudes da desigualdade, exposto a avalanches de neve, de comércio, trocas, fluxos de imigrantes e terremotos tecnológicos. Nada disso desfaz os tecidos/fibras nacionais. Ainda é “nós” contra “eles”, com o Sul Global a definir norte-americanos e europeus como “gringos”, tanto quanto levas do Norte industrializado a patrocinar/lucrar no/do “exótico” Sul Global.

Nada há de pós-nação ou pós-nacional, na Copa do Mundo. No terreno da geopolítica mais hardcore, a supercentralizada União Europeia vai-se fragmentando sob o peso de um bando de partidos nacionalistas de direita ou de extrema-direita; no futebol, a maior diferença, na comparação com a geopolítica hardcore, é que não há só uma potência excepcionalista, mas um punhado, de Espanha ao Brasil, de Alemanha a Itália, de Argentina a França.

Rinus Michels
Rinus Michels, técnico do “Carrossel Holandês”, seleção nacional que deslumbrou o mundo em 1974 (mas não levou a taça), disse certa vez que futebol é guerra (feito Samuel Fuller, diretor de cinema e gênio solitário, que disse que o cinema é um campo de batalha). A Copa do Mundo é guerra por outros meios; um duelo oficial, permitido, ritualizado, entre nacionalismos. É questão, só, de escolher sua tribo; só depois que sua tribo já tiver saído da competição, escolha uma tribo substituta – que, para qualquer epicuriano afetado atenderá provavelmente pelo nome de Itália. Afinal, é o mais entusiasmante hino nacional. A melhor comida. Os melhores ternos. E, claro, eles também têm Andrea “O Mago” Pirlo.

Novo jeito de jogar bola?

Brasil, justamente elogiado como Terra do Futebol, é também líder mundial na redução das emissões de carbono, segundo pesquisa recentemente publicada na revista Science – e simultaneamente conseguiu aumentar a produção agrícola, ao mesmo tempo em que diminuiu o desmatamento, salvando mais florestas.

Mas, como sempre em tudo que tenha a ver com Brasil e Copa do Mundo, tudo se misturou – metáfora ao vivo do típico conjunto variado de problemas que o Sul Global tem de enfrentar. A presidenta Dilma Rousseff do Brasil foi forçada a apelar ao estereótipo do brasileiro “homem cordial”, e falou muito de tolerância, diversidade, necessidade de diálogo e até de sustentabilidade, tanto quanto condenou o racismo e os preconceitos, para exortar a população a dar um tempo nas dificuldades locais e do dia a dia, para receber bem uma legião de visitantes estrangeiros.

Quase desnecessário, se se considera que o brasileiro médio é naturalmente caloroso e muito amigável; mas o demônio está nos detalhes – por exemplo, em pelo menos 200 mil pessoas deslocadas de onde moravam, ou, no mínimo, ameaçadas de expulsão, para dar lugar a grandes obras para aumentar a “mobilidade urbana”. OK. Só 10% dessas obras foram concluídas, em vários casos por culpa da corrupção massiva. No Rio de Janeiro, não se investiu um único real num sistema de transportes caótico usado pelo crescente proletariado das periferias urbanas.

O ex Presidente Lula recebe a camisa 13 do Corinthians ao lado do prefeito de São Paulo, Fernando Hadad, na inauguração da Arena Corinthians
Lula, o ex-presidente ainda super, super, super popular, disse, quando estava na presidência, em 2009, que não seria gasto nenhum dinheiro de impostos, na Copa do Mundo. De fato, não, diretamente. Os financiamentos saíram do BNDES, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico, que empresta dinheiro a bancos. E as empresas que construíram os novos estádios também se beneficiaram de várias isenções de impostos.

Resumo da história é que o governo da presidenta Dilma acabou perdendo a batalha “midiática”. Várias vezes a presidenta teve de explicar que a Copa custaria o correspondente a uma pequena fração do que é investido em saúde e educação (tema sobre o qual ainda cabe discussão). Pode dizer que metade da população brasileira ou não entendeu ou não foi convencida.

E nada garante, até agora, que uma vitória do Brasil na Copa do Mundo garanta automaticamente a re-eleição da presidenta Rousseff. [1] Mas é preciso dizer que as recentes ondas de protesto, onda após onda, começaram, de fato, antes do governo da presidenta Rousseff. É como se todos esses diversos movimentos sociais estivessem manifestando agora, concentradamente, o mais radical e utópico dos desejos: apagar, de uma só varrida, séculos de injustiças perpetradas pelas elites brasileiras notoriamente rapinantes e arrogantes e ignorantes – as quais mesmas elites sempre implementaram políticas de total exclusão política e econômica, baseadas na mais abjeta segregação racial e de classe.

A Presidenta Dilma Rousseff na abertura da Copa ladeada pelo Presidente da FIFA e sua filha
Significa que o drama todo não é simplesmente sobre tendências “antineoliberais” ou “anticapitalistas”. Vai muito além do nacionalismo. E bem pode ser muito mais profundo e importante que um manual de revolução que use o futebol como pretexto. Seja qual for o resultado dessa guerra que se trava em torno do futebol, mesmo assim o Brasil ainda poderá ensinar boa lição a todo o Sul Global.

Na vitória, ou mesmo na derrota gloriosa, talvez o Brasil encontre a estamina necessária para tentar uma nova abertura estratégica – um novo modo, novo, não arrogante, não neocolonial, não armado, não excepcionalista de liderar e usar o poder, para construir alianças e firmar grandes acordos geopolíticos em mundo multipolar. Um jeito novo de jogar o jogo. Que comece, então, o Novo Grande Jogo.




Nota dos tradutores:
[1] 8/6/2014, The Guardian em: Brazil’s politicians banking on World Cup victory to help soothe unrest [Mas, sinceramente, caro Pepe Escobar, e muito cá entre nós: essa matéria do The Guardian é uma merda, e o livro do cara-lá TAMBÉM é uma merda]
______________________

[*] Pepe Escobar (1954) é jornalista, brasileiro, vive em São Paulo, Hong Kong e Paris, mas publica exclusivamente em inglês. Mantém coluna (The Roving Eye) no Asia Times Online; é também analista de política de blogs e sites como: Tom Dispatch, Information Clearing House, Red Voltaire e outros; é correspondente/ articulista das redes Russia Today, The Real News Network Televison e Al-Jazeera. Seus artigos podem ser lidos, traduzidos para o português pelo Coletivo de Tradutores da Vila Vudu e João Aroldo, no blog redecastorphoto.
Livros:
− Red Zone Blues: A Snapshot of Baghdad During the Surge,  Nimble Books, 2007.    
 Obama Does Globalistan,   Nimble Books, 2009. 


domingo, 10 de março de 2013

As outras Américas estão avançando: América Latina encaminhada para o melhor futuro em um século


10/3/2013, David Usborne (correspondente em Buenos Aires) The Independent, UK (excerto)
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Recadinho da Vila Vudu: excluíram-se desta tradução os comentários “jornalísticos” -- opinião pessoal do próprio “jornalista” -- que existem para implantar na discussão social a ideia pirada de que, se a Venezuela embalsamou o cadáver de Chávez, “então” Chávez é um neocadáver de Evita Perón e, talvez, até de Stálin. Bobajol “jornalístico” típico, que foi apagado nesta tradução militante. Se alguém quiser peça pra D. Míriam Leitão traduzir. (hehehe)

Há um frenesi de construção e melhoramentos da infra-estrutura em todo o Brasil, que
se prepara para sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016
Nos anais dos insultos geopolíticos, poucos foram mais violentos que o que disse Richard Nixon a um jovem Donald Rumsfeld que o consultava sobre como encaminhar a própria carreira: “A América Latina não conta” – disse Nixon. – “Ninguém dá um vintém pela América Latina”. A frase é de 1971. Alguém, em Washington, atreve-se a dizer o mesmo hoje? (...)

O continente, hoje, fervilha. Os Jogos Olímpicos estão chegando, a Copa do Mundo, as exportações para a China e o resto do mundo que só crescem, de soja, petróleo, ferro. (...)

Miguel Kiguel
“De um ponto de vista macroeconômico, a América Latina está hoje em melhor posição do que jamais antes, em um século; e, com certeza, muito melhor que nos últimos 60, 70 anos” – disse, na semana passada, Miguel Kiguel, analista de economia em Buenos Aires e ex-economista chefe do Banco Mundial. “Pela primeira vez, talvez desde os anos 1920s, a região conhece crescimento significativo, preços estáveis, inflação relativamente baixa na média, baixo endividamento externo e reservas nacionais que só aumentam.” Alimentando a fornalha, diz ele, estão Brasil e México.

Os demais países, diz ele, esperam que a febre que acomete esses dois países seja contagiosa. (...)

David Cameron
Até a Grã-Bretanha já viu. Quando David Cameron, Primeiro-Ministro, participou do encontro do G20 em Los Cabos, México, em junho passado, esteve também na cidade do México para conversação colateral com o presidente mexicano, antes de voltar a Londres. E em setembro passado, depois da Assembleia Geral da ONU, Cameron tampouco voltou para casa: passou antes pelo Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. (...)

O PIB brasileiro, ano passado, diminuiu um pouco, em relação a 2011 e 2010. Mas o Brasil, que vê crescerem as exportações de petróleo e tem-se beneficiado dos altos preços dos grãos e consegue manter a casa em perfeita ordem. (...).



sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Só um coração brasileiro tem razão para seguir em frente

Quem sente é que sabe.

Durante todo este tempo, explanei inúmeras óbvias razões para que esse projeto de conduzir o Brasil ao século XXI e dar cidadania a todos os brasileiros continue, por clara e ampla aprovação de todos os brasileiros.

Enfrentamos uma campanha dura, nefasta, suja, nada democrática, verdadeiramente criminosa e inescrupulosa de uma oposição que possui um projeto de poder destruidor, interessada em acabar com nossos direitos e garantir os privilégios dos seus grupos de interesse.

Pois bem, essas razões aparentemente todos já conhecem, só votam no mau caratismo de Serra quem realmente não se importa com nosso país, que infelizmente parece ser gente pra caramba. Boa parte deles são tão ou mais mau caráter do que seu representante nesta jornada.

Mas hoje vou falar além da razão.

Vou falar das coisas boas que só um verdadeiro apaixonado pelo nosso país como eu sente, quando vê o país evoluindo, as pessoas melhorando de vida, tendo oportunidades, construindo um futuro diferente.


Milhares de jovens como esse chegaram a universidade por conta desse governo, seja pelo PROUNI, seja pela interiorização das universidades federais, seja pelos programas de educação à distância, seja pela criação de 14 novas universidades e o dobro de vagas oferecidas, sem falar nas mais de 200 novas escolas técnicas que também resultam em formação profissional. Considerando que no final do governo passado o debate era sobre cobrar mensalidades dos estudantes, um processo de permitir acesso gratuito ou financiamento facilitado nas universidades privadas tornou o acesso à formação profissional algo muito mais paupável para os jovens, e com o mercado de trabalho muito melhor, a transformação de muitas famílias.


O Luz para Todos é a inclusão de quase 10% de nossa população que vivia em tempos medievais, excluídas do acesso à energia elétrica e todas as suas benfeitorias, como acesso à informação, possibilidade de exercício de atividades noturnas, beneficiamento de produção agrícola, redução de perdas de alimentos, entre várias outras.



O insensível governo dos tucanos queria cobrar para que habitações como esta, no interior de Minas, pudessem ter acesso à energia, o que é completamente inviável para uma família miserável. O Luz para Todos, por intermédio da então ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, deu possibilidade para que 500 mil pessoas voltassem para o campo e que muitas dessas famílias deixassem de emigrar para as cidades em busca de melhores oportunidades, além de ter mudado a realidade dessas famílias, agora com mais oportunidades para gerar renda e prosperar.


Esse senhor é tão cidadão como nós e por toda sua vida de trabalho duro merece esse esforço do estado brasileiro de dar o mínimo de dignidade com acesso à um direito básico como a energia elétrica. O governo pretende fazer esforço relativamente semelhante com a Banda Larga, tentando chegar a todos os mais de 5 mil municípios brasileiros até 2014 e melhorar ainda mais o acesso ao conhecimento e às amplas oportunidades de geração de renda que a internet propicia mesmo em locais inóspitos.


E a emoção deste que é o trabalhador símbolo dos quase 15 milhões de empregos gerados pelo governo Lula? Imagine a gratidão de tanta gente, quanta energia positiva de quem tem muito a oferecer por esse país, mas até pouco tempo não existia oportunidades. O Brasil voltou a ser um país de oportunidades e justo com quem quer fazer por onde e se entregar ao trabalho, de coração pelo desenvolvimento desse país.


FHC, junto com Serra, que era seu ministro do Planejamento, assumiu pretendendo "destruir a Era Getúlio Vargas". No setor de petróleo, conseguiu, a Petrobras chegou ao cúmulo do abandono, cheia de acidentes e precariedades, e chegaram a mudar o nome da empresa para PetroBrax, pra tentar vendê-la mais fácil. Pois Lula pegou essa Petrobras sucateada e com a competência de Dilma, que desde 2003 presidia o conselho da empresa, a Petrobras tornou-se a segunda maior petrolífera e 4ª maior empresa mundial, sendo a empresa de maior orgulho nacional do mundo e uma das mais respeitadas e mais compromissadas com o meio-ambiente e com sua função social. Tudo isso aumentando a participação nacional na empresa.


Este é um grande "troféu" que a mídia anda escondendo nesses últimos tempos. Para um país da América do Sul, desde 1896, até então nenhuma olimpíada havia sido realizada numa cidade da região. Com a mesma argumentação que pauta o governo para todos de Lula, a candidatura do Rio de Janeiro conquistou as Olimpíadas de 2016 com um argumento de inclusão, merecendo receber, após 120 anos de existência, um evento deste porte em terras sul-americanas.


Concorríamos com grandes cidades do mundo todo, a Chicago aonde Barack Obama fez carreira política, a Madrid de fortes patrocinadores espanhóis, e a sempre competente Tóquio. Lula usou de seu peso político de liderança mundial, inédito para qualquer político brasileiro, e conseguiu uma vitória altamente expressiva, demonstrando a confiança que o comitê de avaliação do COI deposita na economia brasileira e no projeto que Lula começou.


Essa emoção é que os que não sabem o que é amar o Brasil não entendem. Imagine a tensão, as noites mal dormidas, o insistente trabalho de convencimento, de mostrar que, diferente das outras vezes que tentou, sim, agora o Brasil pode receber um projeto dessa envergadura e ser competente de dar um espetáculo para o mundo, tudo isso e a certeza que um sonho de milhões de brasileiros finalmente estava realizado motivou o pranto compulsivo de nosso presidente, uma cena impossível de não mexer com quem sabe dessa luta que é um verdadeiro legado para a cidade do Rio de Janeiro e para nossa história.


E porque destaco tanto essas emoções, especialmente essas do dia da escolha do Rio de Janeiro como cidade-sede das Olimpíadas?

Por que nossa militância passou imenso sofrimento em todo esse processo, contra uma campanha nefasta e desleal, anti-democrática, recorrendo a todas as sujeiras.

E eu quero com todo o vigor do mundo, comemorar a vitória de quem ama o Brasil contra essa oposição nefasta que odeia a todos que amam o Brasil, a todas essas conquistas do governo Lula, as conquistas da razão e da emoção.

E querem voltar a fazer o Brasil não mais um eldorado de oportunidades, uma primavera democrática, mas sim a implantação da revolução do ódio, com um local medieval, de perseguições às minorias, aonde quem luta por seus direitos é sufocado e reprimido com violência.

Eu amo meu país. Tenho certeza que você também.

Vote em DILMA 13 e continue essa emocionante história.


Pois só quem tem um coração brasileiro tem razões pra seguir em frente. Coração brasileiro, quem sente é que sabe!









enviado por Sergio Telles

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

ESPN - FOLHA - Como usar o futebol para a prática da pilantragem eleitoreira

Mauro Carrara

O golpe sujo começou com o blogueiro Juca Kfouri, do UOL, ainda no sábado, 28 de Agosto.

Segundo ele, a empreiteira Odebrecht "deu" um estádio ao Corinthians para bajular o presidente Lula.

O jornalista do UOL-FOLHA e da ESPN, no entanto, não conseguiu provar que se tratava de um presente, muito menos de uma negociata, como tentou insinuar.

A suposição eleitoreira, no entanto, logo converteu-se em "fato" para boa parte da imprensa esportiva.

Uma ironia, posto que se acolhe na corporação dos jornalistas esportivos brasileiros numeroso grupo de paus-mandados de políticos, cartolas e, principalmente, de empresários de atletas.

A peça golpista que abre esta semana foi produzida pelo jornalista carioca Mauro Cezar Pereira, ex-O Globo, ex-Placar (Abril), atual comentarista da ESPN e da Rádio Eldorado (Estadão).

A acusação está luminosamente impressa em seu blog da ESPN, filial da empresa norte-americana do mesmo nome, desde 1996 uma subsidiária da Disney.

O título é "PEDIDO DE LULA A EMPREITEIRA POR ESTÁDIO DO CORINTHIANS É VERGONHA".

Implicitamente, o autor do texto ainda chama o presidente da República de ladrão ao concluir sua mensagem com a pergunta: "ou você é adepto do rouba mas faz?"

Novamente, o leitor buscou qualquer prova (uminha que fosse) de que o presidente tenha sugerido, solicitado ou exigido esse favor dos empreiteiros.

E nada há. Apenas, o velho jornalismo de pilantragem e difamação praticado pela imprensa monopolista brasileira.

Mauro Cezar Pereira cita outro blogueiro, o jornalista Guilherme Barros, para afirmar que a Odebrecht receberá financiamento do BNDES e isenção fiscal.

Nem Pereira nem Barros, no entanto, apresentam qualquer documento sobre o acordo. Nada!

Tampouco oferecem as necessárias "aspas" de qualquer autoridade federal, executivo da construtora ou dirigente do clube paulistano.

A fonte de ambos parece ser uma matéria da Folha de S. Paulo, confusa, mal apurada e mal escrita, da lavra de Evandro Spinelli, datada de 29 de agosto.

Mesmo ali, não há qualquer prova da citada "vergonha", menos ainda se exibe qualquer evidência de que o dinheiro público financiará a obra.

Aliás, os próprios próceres do PSDB, que ergueram trombetas para anunciar o acordo, asseguram que o estádio será erguido com recursos privados.

Mauro Cezar Pereira pratica, portanto, o velho jornalismo de "achismos maliciosos", calcado nos embustes de outros "achistas inveterados".

Como boa parte de seus colegas, Mauro Cezar é preguiçoso.

Não usou seu telefone ou seu computador para tentar, por conta própria, obter alguma prova de sua acusação.

O objetivo é sempre o mesmo: atribuir a Lula a culpa por qualquer evento, real ou fantasioso, que possa servir ao processo seletivo de pulverização de reputações.

Mauro Cezar busca apenas instigar, intrigar e incitar ódios.

"Vergonha", portanto, os brasileiros deveriam ter das gangues de escribas de aluguel que se encastelaram nas redações dos principais veículos de comunicação.

Pessoas de valor e princípio, bons de texto e apuração, estão hoje relegados a assessorias de imprensa ou sobrevivem de freelas para revistas especializadas.

Enquanto isso, há empregos aos montes para Spinellis, Pereiras e Barros.

É o tipo de gente que agrada a Ali Kamel e a Eurípedes Alcântara, os mestres-gurus do jornalismo de encomenda.

Hoje, mais um se mostrou nu, deselegante, com a mão indecentemente no bolso.

E cresceu a galeria dos personagens da pilantragem imprensaleira.

Pena que não exista no PT, tão tímido e preguiçoso, alguém que faça a defesa do presidente e acione a Justiça para enquadrar esse tipo de deformador da informação.


LEIA ABAIXO A ACUSAÇÃO DE MAURO CÉZAR PEREIRA AO PRESIDENTE LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

Está no blog do jornalista Guilherme Barros: "A construção do estádio do Corinthians pela Odebrecht contará com financiamento do BNDES e isenção fiscal(...). O presidente Lula, que também é corintiano, foi o principal articulador do projeto do estádio do time" — clique aqui e leia. Já a Folha de S. Paulo publicou que "Lula sugeriu à empreiteira Odebrecht a construção do estádio para o clube" — clique aqui para ler.

A Odebrecht é um gigante que atua em diversas áreas — engenharia e construção, óleo e gás, química e petroquímica, etc — e se espalha pelo mundo. E desenvolve muitas das grandes obras feitas para o governo brasileiro. Isso bastaria para que Lula jamais fizesse qualquer tipo de pedido à companhia. A Agência Estado informou que os R$ 300 milhões para a construção seriam pagos pela empresa, que em troca exploraria o nome da "arena", o chamado naming rights. Retorno garantido? Não é bem assim.

Ricardo Araujo relata no site da revista Exame — clique aqui — que nos Estados Unidos o time de futebol americano do Dallas Cowboys levantou sua arena por US$ 1,3 bilhão e negociava um contrato que bancaria cerca de 33% da obra. Veio a crise e o tal patrocinador não apareceu. Já o estádio New Meadowlands, em Nova Jersey, onde Mano Menezes estreou à frente da seleção, torrou US$ 1,7 bilhão de dois times. Giants e Jets se depararam com surpreendente dificuldade para vender o naming rights. Isso na região de Nova York!!!

Diante desse cenário, quais seria a motivação da Odebrecht para enterrar seu rico dinheirinho no estádio do Corinthians? Caridade? Paixão pelo Timão? Ou um pedido do presidente que vai eleger sua sucessora pesa um pouco? É... amigo. E tem mais. A Fonte Nova foi implodida e o novo está orçado em R$ 591 milhões. Ele será tocado pela... Odebrecht! O que explicaria o estádio baiano, pago pelo governo, custar o dobro(!) da "casa" corintiana, bancada pela empreiteira? Difícil entender, não?

Se as licitações de estádios da Copa tivessem uma tabela de "classificação", a Odebrecht lideraria com R$ 2,769 bilhões, quase dez vezes o custo estimado para o campo do Corinthians. Aliás, o portal Copa 2014 publicou ranking da revista “O Empreiteiro”, e a Andrade Gutierrez aparece abaixo, com R$ 1,9 bilhão. Ela, a Odebrecht e a Delta farão juntas a reforma do Maracanã, a mais cara da Copa: R$ 705,6 milhões que podem virar (já avisaram) R$ 880 milhões.

Na Fonte Nova a parceria da Odebrecht é com a OAS, podendo alcançar R$ 1,6 bilhão na reconstrução, acrescenta o site. Há, ainda, participação da companhia na construção do estádio pernambucano da Copa, a Arena Capibaribe, no Grande Recife. Segundo a revista “O Empreiteiro”, as 100 maiores construtoras do Brasil faturaram R$ 54,4 bilhões em 2009. O setor cresceu 15,3%. Crise para as empreiteiras? Jamais, ainda por cima com a farra da Copa.

E você, acha legítimo o presidente da república fazer esse tipo de pedido? Por favor, não vamos jogar o nível lá embaixo alegando que é correto porque outros clubes teria levantado seus estádios com ajuda governamental e existem exemplos absurdos como o Engenhão. O que é errado é errado e erros do passado não podem chancelar novos absurdos. Ou você é adepto do "rouba, mas faz"?

sábado, 28 de agosto de 2010

Eleição e Futebol: O Golpe Baixo de Juca Kfouri

Mauro Carrara


Neste sábado, 28 de Agosto, o jornalista Juca Kfouri ofereceu aos brasileiros mais um perfeito exemplo do jornalismo rasteiro e irresponsável que marca esta eleição.


É o jornalismo troglodita, acusatório, denuncista que tem definido o papel da Folha de S. Paulo, do Estadão, de Veja e das Organizações Globo no processo sucessório federal.


Com todas as letras, o tarimbado profissional, afirma:


"O Corinthians ganhará um estádio porque a Odebrecht quer agradar o presidente que fará sua sucessão com os pés nas costas".


Os bons leitores buscaram no texto a referência a algum documento, depoimento ou gravação que provasse a gravíssima acusação.


Não havia.


Na verdade, o blogueiro parece escrever somente o que lhe vem na telha.


Será irresponsável ao divulgar tal notícia sem provas?


Terá sido vencido pela preguiça e, por isso, nem se empenhou em apurar o boato?


Ou será apenas criativo? Será mais um adepto do jornalismo de invenção?


Imediatamente, no entanto, o blog empilhou centenas e centenas de comentários indignados de torcedores de todos os times.


Acusam Lula de praticar a corrupção, de roubar os cofres públicos e de ter um "esquema com as empreiteiras".


Na verdade, Juca Kfouri nem mesmo teve o zelo de discutir o acordo em negociação entre o clube, a CBF e a Odebrecht.


Pelo que se sabe, trata-se de um excelente negócio para a construtora.


Com Lula ou sem Lula, certamente haveria interesse na construção da arena que abrirá a Copa do Mundo.


Vale lembrar que os gastos diretos com a Copa (impacto sobre a demanda final) serão de R$ 28,60 bilhões, segundo a FGV.


E o impacto sobre a produção nacional de bens e serviços deve chegar a R$ 112,79 bilhões.


A construção civil, sozinha, gerará R$ 8,14 bilhões a mais no período.


São evidências claras das oportunidades geradas no setor e dos montantes investidos nos projetos.


Explicam, por exemplo, por que a empresa Traffic criou uma divisão chamada Traffic Arenas, somente para lidar com esse segmento de negócios.


Não há no texto qualquer referência à exploração de naming rights ou aos ganhos das lojas do shopping que funcionarão no estádio.


Tampouco se faz referência à possibilidade do loteamento seletivo dos camarotes e cadeiras cativas.


Ou seja, não há investigação, estudo ou apuração dos fatos, obrigações de quem exerce a profissão.


O jornalismo de cadeira giratória, pois, se faz hoje de interesse político e construção de ficções acusatórias.


Caberia ao presidente Lula questionar o jornalista.


E a Odebrecht também teria todo o direito de contestar, na Justiça, a peça que mancha sua reputação.


Mas logo a corporação dos escribas se levantaria indignada, afirmando ser este um atentado contra a liberdade de expressão.


Tontos são os que ainda lêem e acreditam nesses agentes do retrocesso.


Mais um gol contra de uma oposição perdida, em desespero.


Leia abaixo o texto acusatório de Juca Kfouri:


Você já sabia


O Corinthians ganhará um estádio porque a Odebrecht quer agradar o presidente que fará sua sucessão com os pés nas costas.


O estádio será palco da abertura da Copa-2014 porque assim quer a CBF que não é maluca a ponto de relegar São Paulo ao ostracismo.


Tudo como você já sabia.


Que o Morumbi dançaria a partir do momento em que o São Paulo não votou em quem o Imperador Ricardo I, e Único, queria.


Pirituba, Guarulhos, Itaquera, PQP, qualquer lugar, menos o Morumbi.


Coisa que os tucanos trataram de tornar pública antes que o presidente da República anunciasse solenemente ao ser homenageado no Parque São Jorge, no dia 31, véspera do centenário corintiano.


Porque se a eleição federal já está decidida, a estadual ainda está em disputa.


Observação de Urariano Mota

Os moradores de Pirituba, Guarulhos e Itaquera deveriam questionar o colunista pelo desprezo com que foram tratados.

Kfoury tratou-os no mesmo nível de quem mora na PQP.