Mostrando postagens com marcador Sergio Telles. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sergio Telles. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Só um coração brasileiro tem razão para seguir em frente

Quem sente é que sabe.

Durante todo este tempo, explanei inúmeras óbvias razões para que esse projeto de conduzir o Brasil ao século XXI e dar cidadania a todos os brasileiros continue, por clara e ampla aprovação de todos os brasileiros.

Enfrentamos uma campanha dura, nefasta, suja, nada democrática, verdadeiramente criminosa e inescrupulosa de uma oposição que possui um projeto de poder destruidor, interessada em acabar com nossos direitos e garantir os privilégios dos seus grupos de interesse.

Pois bem, essas razões aparentemente todos já conhecem, só votam no mau caratismo de Serra quem realmente não se importa com nosso país, que infelizmente parece ser gente pra caramba. Boa parte deles são tão ou mais mau caráter do que seu representante nesta jornada.

Mas hoje vou falar além da razão.

Vou falar das coisas boas que só um verdadeiro apaixonado pelo nosso país como eu sente, quando vê o país evoluindo, as pessoas melhorando de vida, tendo oportunidades, construindo um futuro diferente.


Milhares de jovens como esse chegaram a universidade por conta desse governo, seja pelo PROUNI, seja pela interiorização das universidades federais, seja pelos programas de educação à distância, seja pela criação de 14 novas universidades e o dobro de vagas oferecidas, sem falar nas mais de 200 novas escolas técnicas que também resultam em formação profissional. Considerando que no final do governo passado o debate era sobre cobrar mensalidades dos estudantes, um processo de permitir acesso gratuito ou financiamento facilitado nas universidades privadas tornou o acesso à formação profissional algo muito mais paupável para os jovens, e com o mercado de trabalho muito melhor, a transformação de muitas famílias.


O Luz para Todos é a inclusão de quase 10% de nossa população que vivia em tempos medievais, excluídas do acesso à energia elétrica e todas as suas benfeitorias, como acesso à informação, possibilidade de exercício de atividades noturnas, beneficiamento de produção agrícola, redução de perdas de alimentos, entre várias outras.



O insensível governo dos tucanos queria cobrar para que habitações como esta, no interior de Minas, pudessem ter acesso à energia, o que é completamente inviável para uma família miserável. O Luz para Todos, por intermédio da então ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, deu possibilidade para que 500 mil pessoas voltassem para o campo e que muitas dessas famílias deixassem de emigrar para as cidades em busca de melhores oportunidades, além de ter mudado a realidade dessas famílias, agora com mais oportunidades para gerar renda e prosperar.


Esse senhor é tão cidadão como nós e por toda sua vida de trabalho duro merece esse esforço do estado brasileiro de dar o mínimo de dignidade com acesso à um direito básico como a energia elétrica. O governo pretende fazer esforço relativamente semelhante com a Banda Larga, tentando chegar a todos os mais de 5 mil municípios brasileiros até 2014 e melhorar ainda mais o acesso ao conhecimento e às amplas oportunidades de geração de renda que a internet propicia mesmo em locais inóspitos.


E a emoção deste que é o trabalhador símbolo dos quase 15 milhões de empregos gerados pelo governo Lula? Imagine a gratidão de tanta gente, quanta energia positiva de quem tem muito a oferecer por esse país, mas até pouco tempo não existia oportunidades. O Brasil voltou a ser um país de oportunidades e justo com quem quer fazer por onde e se entregar ao trabalho, de coração pelo desenvolvimento desse país.


FHC, junto com Serra, que era seu ministro do Planejamento, assumiu pretendendo "destruir a Era Getúlio Vargas". No setor de petróleo, conseguiu, a Petrobras chegou ao cúmulo do abandono, cheia de acidentes e precariedades, e chegaram a mudar o nome da empresa para PetroBrax, pra tentar vendê-la mais fácil. Pois Lula pegou essa Petrobras sucateada e com a competência de Dilma, que desde 2003 presidia o conselho da empresa, a Petrobras tornou-se a segunda maior petrolífera e 4ª maior empresa mundial, sendo a empresa de maior orgulho nacional do mundo e uma das mais respeitadas e mais compromissadas com o meio-ambiente e com sua função social. Tudo isso aumentando a participação nacional na empresa.


Este é um grande "troféu" que a mídia anda escondendo nesses últimos tempos. Para um país da América do Sul, desde 1896, até então nenhuma olimpíada havia sido realizada numa cidade da região. Com a mesma argumentação que pauta o governo para todos de Lula, a candidatura do Rio de Janeiro conquistou as Olimpíadas de 2016 com um argumento de inclusão, merecendo receber, após 120 anos de existência, um evento deste porte em terras sul-americanas.


Concorríamos com grandes cidades do mundo todo, a Chicago aonde Barack Obama fez carreira política, a Madrid de fortes patrocinadores espanhóis, e a sempre competente Tóquio. Lula usou de seu peso político de liderança mundial, inédito para qualquer político brasileiro, e conseguiu uma vitória altamente expressiva, demonstrando a confiança que o comitê de avaliação do COI deposita na economia brasileira e no projeto que Lula começou.


Essa emoção é que os que não sabem o que é amar o Brasil não entendem. Imagine a tensão, as noites mal dormidas, o insistente trabalho de convencimento, de mostrar que, diferente das outras vezes que tentou, sim, agora o Brasil pode receber um projeto dessa envergadura e ser competente de dar um espetáculo para o mundo, tudo isso e a certeza que um sonho de milhões de brasileiros finalmente estava realizado motivou o pranto compulsivo de nosso presidente, uma cena impossível de não mexer com quem sabe dessa luta que é um verdadeiro legado para a cidade do Rio de Janeiro e para nossa história.


E porque destaco tanto essas emoções, especialmente essas do dia da escolha do Rio de Janeiro como cidade-sede das Olimpíadas?

Por que nossa militância passou imenso sofrimento em todo esse processo, contra uma campanha nefasta e desleal, anti-democrática, recorrendo a todas as sujeiras.

E eu quero com todo o vigor do mundo, comemorar a vitória de quem ama o Brasil contra essa oposição nefasta que odeia a todos que amam o Brasil, a todas essas conquistas do governo Lula, as conquistas da razão e da emoção.

E querem voltar a fazer o Brasil não mais um eldorado de oportunidades, uma primavera democrática, mas sim a implantação da revolução do ódio, com um local medieval, de perseguições às minorias, aonde quem luta por seus direitos é sufocado e reprimido com violência.

Eu amo meu país. Tenho certeza que você também.

Vote em DILMA 13 e continue essa emocionante história.


Pois só quem tem um coração brasileiro tem razões pra seguir em frente. Coração brasileiro, quem sente é que sabe!









enviado por Sergio Telles

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

JINGLE DILMA PRESIDENTE



  • Clip do Jingle ": O que a gente quer é Dilma Presidente" de Claudio Salles.
  • Imagens e Edição de Claudio Salles, com produção musical de Téo Lima. 
  • Participações Vocais de Salles e Rolo; e Backings de Patrícia Boechat, Rosana Sabença, Sônia Nesor, Leo Lima, Alvaro Maciel e Ricardo Moreno. 
  • Na parte instrumental, Claudio Salles (Violão e Guitarra),  Téo Lima ( Bateria e percusão), Luiz Nogueira ( Percussão), Mestre Riko (Percussão), Pedro Moraez (Baixo). 
  • No vídeo participam, além dos músicos: Claudio Salles, Rolo, Andrea Carneiro, Juju, Antonio, Ricardo Moreno e Adam, Chico Buarque, Leonardo Boff e ela a primeira mulher presidente do Brasil - Dilma Roussef!


O VÍDEO E O CLIP SÃO UMA CONTRIBUIÇÃO VOLUNTÁRIA E GRATUITA DE TODOS OS ENVOLVIDOS. 

Vídeo gravado e editado na Rádio Pop Goiaba.
enviado por Sergio Telles

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A “MENTIRA” que não “cola”... Rotina tucana

Escrito por Conceição Oliveira:

Aqui, o relato do jornalista da Record Rodrigo Vianna que viu as imagens produzidas pela Record do incidente sem edição. Aqui a cobertura menos ruim que li hoje nas inúmeras matérias que pipocaram no twitter.
O relato de Rodrigo que coadunam com o relato de Flávio Loureiro que recebi agora pouco por e-mail. Ambos falam em pessoas efetivamente feridas no tumulto. Como vocês podem ler abaixo, os feridos não tiveram atendimento vip para socorrê-los.

Prezados (as)
Acabei de conversar com companheiros petistas que se envolveram no incidente e soube o seguinte:

1 - Serra marcou uma caminhada no calçadão de Campo Grande com forte aparato de segurança

2 - O sindicato dos mata-mosquitos, demitidos na época em que Serra era ministro da Saúde de FHC, se localiza nas imediações.

3 - O processo de demissão dos mata-mosquitos foi traumático, a ponto de trabalhadores perderem tudo, e foram registrados cinco suicídios entre os mata-mosquitos demitidos.

4 - Portanto, a categoria tem ódio mortal de Serra e se organizaram para manifestar contra a presença dele no calçadão de Campo Grande.

5 - Os petistas da região, que organizam panfletagens no calçadão, sabendo do quadro, foram para lá  evitar confrontos.

6 - Mas os seguranças de Serra, liderados por Júnior, filho da vereadora e deputada estadual eleita Lucinha (PSDB), rasgaram os cartazes dos mata-mosquitos, aí o tumulto começou. Vale lembrar que a comitiva de Serra estava distante do local do conflito, mas Serra foi visto entrando numa Van sem qualquer ferimento

7 - O militante petista, Carlos Calixto, lotado no gabinete da dep. Inês Pandeló, foi agredido teve o supercílio rasgado, e ainda sangrando foi para a Delegacia Policial registrar a ocorrência.

8 - Segundo o militante petista Sebastião Moraes, a confusão só não foi maior, porque a tropa de mata-mosquitos que vinha se incorporar à manifestação chegou atrasada, mas saiu em perseguição à comitiva de Serra. É bom que eles não tenham alcançado a comitiva, caso isso ocorra novos conflitos a vista, para a exploração política de Serra.

9 - O pessoal mata-mosquitos que estava na manifestação não tem vínculo com o PT. Eles têm dois sentimentos básicos, paixão por Lula que os reincorporou e ódio por Serra/FHC que os demitiu.

Abs,
Flávio Loureiro

Enviado por Sergio Telles e Flávio Murilo da Silva Loureiro
A Maria Frô (Conceição Ó) publicou este relato com imagens da Globo e os "links"desta postagem.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Liberdade de expressão: um ato para a história

Transcrevo o brilhante texto de relato do jornalista Renato Rovai (Revista Fórum) sobre o Ato dessa noite em São Paulo, junto com a Carta "Pela Ampla Liberdade de Expressão no Brasil", que deve ser divulgada por todos os cantos possíveis (ajudem a espalhá-la!) - Sergio Telles

23 de setembro de 2010 às 23:23
Escrito por Renato Rovai – Revista Fórum – Blog do Rovai

O Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo viveu um dos seus melhores dias nesta quinta-feira à noite.

Eram 18h15 quando este blogueiro chegou ao local e mais de cinquenta pessoas já se aglomeravam no auditório Wladimir Herzog, que tem capacidade para 100 pessoas sentadas.

O ato começaria às 19h, registre-se.

Entramos numa das salas da diretoria da entidade pra discutir os encaminhamentos do evento e quando saimos, umas 18h45, o auditório já está lotado.

O ato começou às 19h20. Éramos umas 300 pessoas no auditório e uma fila de mais de 100 tentando entrar.

Ao fim, os mais pessimistas falavam em 600 presentes. E os otimistas em mais de 1 mil. Este blogueiro arrisca dizer que de 700 a 800 pessoas estiveram no Sindicato dos Jornalistas nesta quinta à noite.

Havia gente no corredor, no saguão do prédio e na rua. Algo impressionante.

E gente de diversos lugares. Um número considerável de pessoas de outras cidades e até de outros estados.

Além da presença de muitos veículos da mídia independente e livre, o que surpreendeu foi a presença maciça de órgãos da mídia tradicional. Provavelmente esses veículos esperavam que algo fosse dar errado. Ou imaginavam que a gente repetiria o fiasco do ato que ajudaram a promover na tarde de ontem na Faculdade do Largo São Francisco. E que não juntou nem 100 pessoas.

De qualquer forma é importante que se registre aqui que a relação com a imprensa comercial foi absolutamente respeitosa. Nenhum jornalista teve qualquer dificuldade pra realizar o seu trabalho.

Posso assegurar, porque fiz essa mediação, que todos foram tratados de forma democrática e respeitosa.

Havia gente do Globo, do Estadão, da Folha, da Record, da Veja etc.

Da mesa do participaram representantes da CUT, CTB, CGTB, Nova Central Sindical, MST, Altercom, Barão de Itararé, Sindicato dos Jornalistas, PDT, PCdoB e PSB.

Pelo PSB falou a deputada federal Luiza Erundina. Ela encerrou o encontro e foi a mais aplaudida da noite.

Segue a carta lida pelo Altamiro Borges, em nome do Centro de Estudos Barão de Itararé. É importante que ela seja divulgada para todos os cantos possíveis.


Pela ampla liberdade de expressão no Brasil.

O ato “contra o golpismo midiático e em defesa da democracia”, proposto e organizado pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, adquiriu uma dimensão inesperada.

Alguns veículos da chamada grande imprensa atacaram esta iniciativa de maneira caluniosa e agressiva. Afirmaram que o protesto é “chapa branca”, promovido pelos “partidos governistas” e por centrais sindicais e movimentos sociais “financiados pelo governo Lula”. De maneira torpe e desonesta, estamparam em suas manchetes que o ato é “contra a imprensa”.

Diante destas distorções, que mais uma vez mancham a história da imprensa brasileira, é preciso muita calma e serenidade. Não vamos fazer o jogo daqueles que querem tumultuar as eleições e deslegitimar o voto popular, que querem usar imagens da mídia na campanha de um determinado candidato. Esta eleição define o futuro do país e deveria ser pautada pelo debate dos grandes temas nacionais, pela busca de soluções para os graves problemas sociais. Este não é momento de baixarias e extremismos.

Para evitar manipulações, alguns esclarecimentos são necessários:

1. A proposta de fazer o ato no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo teve uma razão simbólica. Neste auditório que homenageia o jornalista Vladimir Herzog, que lutou contra a censura e foi assassinado pela ditadura militar, estão muitos que sempre lutaram pela verdadeira liberdade de expressão, enquanto alguns veículos da “grande imprensa” clamaram pelo golpe, apoiaram a ditadura – que torturou, matou, perseguiu e censurou jornalistas e patriotas – e criaram impérios durante o regime militar. Os inimigos da democracia não estão no auditório Vladimir Herzog. Aqui cabe um elogio e um agradecimento à diretoria do sindicato, que procura manter este local como um espaço democrático, dos que lutam pela verdadeira liberdade de expressão no Brasil.

2. O ato, como já foi dito e repetido – mas, infelizmente, não foi registrado por certos veículos e colunistas –, foi proposto e organizado pelo Centro de Estudos Barão de Itararé, entidade criada em maio passado, que reúne na sua direção, ampla e plural, jornalistas, blogueiros, acadêmicos, veículos progressistas e movimentos sociais que lutam pela democratização da comunicação. Antes mesmo do presidente Lula, no seu legítimo direito, criticar a imprensa “partidarizada” nos comícios de Juiz de Fora e Campinas, o protesto contra o golpismo midiático já estava marcado. Afirmar o contrário, insinuando que o ato foi “orquestrado”, é puro engodo. Tentar partidarizar um protesto dos que discordam da cobertura da imprensa é tentar, isto sim, censurar e negar o direito à livre manifestação, o que fere a própria Constituição. É um gesto autoritário dos que gostam de criticar, mas não aceitam críticas – que se acham acima do Estado de Direito.

3. Esta visão autoritária, contrária aos próprios princípios liberais, fica explícita quando se tenta desqualificar a participação no ato das centrais sindicais e dos movimentos sociais, acusando-os de serem “ligados ao governo”. Ou será que alguns estão com saudades dos tempos da ditadura, quando os lutadores sociais eram perseguidos e proibidos de se manifestar? O movimento social brasileiro tem elevado sua consciência sobre o papel estratégico da mídia. Ele é vítima constante de ataques, que visam criminalizar e satanizar suas lutas. Greves, passeatas, ocupações de terra e outras formas democráticas de pressão são tratadas como “caso de polícia”, relembrando a Velha República. Nada mais justo que critiquem os setores golpistas e antipopulares da velha mídia. Ou será que alguns veículos e até candidatos, que repetem o surrado bordão da “república sindical”, querem o retorno da chamada “ditabranda”, com censura, mortos e desaparecidos? O movimento social sabe que a democracia é vital para o avanço de suas lutas e para conquista de seus direitos. Por isso, está aqui! Ele não se intimida mais diante do terrorismo midiático.

4. Por último, é um absurdo total afirmar que este ato é “contra a imprensa” e visa “silenciar” as denúncias de irregularidades nos governos. Só os ingênuos acreditam nestas mentiras. Muitos de nós somos jornalistas e sempre lutamos contra qualquer tipo de censura (do Estado ou dos donos da mídia), sempre defendemos uma imprensa livre (inclusive da truculência de certas redações). Quem defende golpes e ditaduras, até em tempos recentes, são alguns empresários retrógrados do setor. Quem demite, persegue e censura jornalistas são os mesmos que agora se dizem defensores da “liberdade de imprensa”. Somos contra qualquer tipo de corrupção, que onera os cidadãos, e exigimos apuração rigorosa e punição exemplar dos corruptos e dos corruptores. Mas não somos ingênuos para aceitar um falso moralismo, típico udenismo, que é unilateral no denuncismo, que trata os “amigos da mídia” como santos, que descontextualiza denúncias, que destrói reputações, que desrespeita a própria Constituição, ao insistir na “presunção da culpa”. Não é só o filho da ex-ministra Erenice Guerra que está sob suspeição; outros filhos e filhas, como provou a revista CartaCapital, também mereceriam uma apuração rigorosa e uma cobertura isenta da mídia.

5- Neste ato, não queremos apenas desmascarar o golpismo midiático, o jogo sujo e pesado de um setor da imprensa brasileira. Queremos também contribuir na luta em defesa da democracia. Esta passa, mais do que nunca, pela democratização dos meios de comunicação. Não dá mais para aceitar uma mídia altamente concentrada e perigosamente manipuladora. Ela coloca em risco a própria a democracia. Vários países, inclusive os EUA, adotam medidas para o setor. Não propomos um “controle da mídia”, termo que já foi estigmatizado pelos impérios midiáticos, mas sim que a sociedade possa participar democraticamente na construção de uma comunicação mais democrática e pluralista. Neste sentido, este ato propõe algumas ações concretas:

- Desencadear de imediato uma campanha de solidariedade à revista CartaCapital, que está sendo alvo de investida recente de intimidação. É preciso fortalecer os veículos alternativos no país, que sofrem de inúmeras dificuldades para expressar suas idéias, enquanto os monopólios midiáticos abocanham quase todo o recurso publicitário. Como forma de solidariedade, sugerimos que todos assinemos publicações comprometidas com a democracia e os movimentos sociais, como a Carta Capital, Revista Fórum, Caros Amigos, Retrato do Brasil, Jornal Brasil de Fato, Revista do Brasil, Hora do Povo entre outros; sugerimos também que os movimentos sociais divulguem em seus veículos campanhas massivas de assinaturas destas publicações impressas;

- Solicitar, através de pedidos individuais e coletivos, que a vice-procuradora regional eleitoral, Dra. Sandra Cureau, peça a abertura dos contratos e contas de publicidade de outras empresas de comunicação – Editora Abril, Grupo Folha, Estadão e Organizações Globo –, a exemplo do que fez recentemente com a revista CartaCapital. É urgente uma operação “ficha limpa” na mídia brasileira. Sempre tão preocupadas com o erário público, estas empresas monopolistas não farão qualquer objeção a um pedido da Dra. Sandra Cureau.

- Deflagrar uma campanha nacional em apoio à banda larga, que vise universalizar este direito e melhorar o PNBL recentemente apresentado pelo governo federal. A internet de alta velocidade é um instrumento poderoso de democratização da comunicação, de estimulo à maior diversidade e pluralidade informativas. Ela expressa a verdadeira luta pela “liberdade de expressão” nos dias atuais. Há forte resistência à banda larga para todos, por motivos políticos e econômicos óbvios. Só a pressão social, planejada e intensa, poderá garantir a universalização deste direito humano.

- Apoiar a proposta do jurista Fábio Konder Comparato, encampada pelas entidades do setor e as centrais sindicais, do ingresso de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) por omissão do parlamento na regulamentação dos artigos da Constituição que versam sobre comunicação. Esta é uma justa forma de pressão para exigir que preceitos constitucionais, como o que proíbe o monopólio no setor ou o que estimula a produção independente e regional, deixem de ser letra morta e sejam colocados em prática. Este é um dos caminhos para democratizar a comunicação.

- Redigir um documento, assinado por jornalistas, blogueiros e entidades da sociedade civil, que ajude a esclarecer o que está em jogo nas eleições brasileiras e que o papel da chamada grande imprensa tem jogado neste processo decisivo para o país. Ele deverá ser amplamente divulgado em nossos veículos e será encaminhado à imprensa internacional.


Enviado por Sergio Telles no Opiniões - Sergio Telles em 9/24/2010 12:00:00 AM

domingo, 11 de julho de 2010

Blogosfera progressista e independente merece ser considerada patrimônio imaterial da democracia!

Dias atrás, coloquei a frase-título acima no twitter e a difundi em outras redes sociais, mas sem explicar exatamente o que quero dizer com isso.

Hoje, a atuação da mídia independente, cuja maior força e origem está nos blogs, que, especialmente após 2005 e o aprofundamento da tentativa de golpe branco da grande mídia naquele ano, tornaram-se verdadeiros guardiões da democracia, ao clamar pela verdade e atuar inicialmente fiscalizando os erros da Imprensa, disseminando a "outra opinião" oculta pela grande mídia, para depois tornarem-se paulatinamente geradores de conteúdo também.

Hoje, a expressão da mídia independente e progressista já é consolidada e reconhecida por boa parte da sociedade. Muitas pessoas circulam nos seus e-mails reportagens e postagens surgidas na mídia independente, muitos nomes que atuam por aqui possuem credibilidade muito superior à mídia tradicional.

Porém, há ainda grande preconceito que pode ser notado especialmente no bloqueio de acesso na maioria das empresas: é possível se ler reportagens nos portais da grande mídia, mas não no seu blog preferido. Os RSS quebram um galho, permitem a você dar uma volta e acessar o twitter (caso seja liberado) faz você ficar minimamente inteirado, mas, enfim, os blogs são tratados como algo "nocivo" pelas empresas.

Esse hábito que milhares de pessoas Brasil afora, a maioria não sendo jornalistas, de criar conteúdo alternativo, criticar a grande mídia e fiscalizar não apenas a grande imprensa como várias outras funções, uma imensa variedade de expressões e opiniões, sobre todos os tema é, de fato, uma expressão cultural de grande valia para nossa sociedade. Precisa ser reconhecida como tal, e valorizada, incentivada.

A circulação de conhecimento e conteúdo que ocorre por milhares e milhares de pessoas que voluntariamente dedicam parte de seu tempo e capacidade intelectual para compartilhar informação, idéias e opiniões deve sim ter seu reconhecimento e espaço garantido.

Sobretudo, essa enxurrada de conteúdo que voluntariamente circula pela rede diariamente deve ter seu devido reconhecimento proposto ao Ministério da Cultura, inclusive na formulação de novas iniciativas (já ocorreram premiações para blogs tanto de iniciativa de dentro da internet e até um edital do próprio Ministério da Cultura, mas, acredito, que há um grande hiato no incentivo na participação de empresas na geração desse conteúdo) e na estruturação de boas iniciativas que já se consolidaram de maneira voluntária. O próprio Ministério da Cultura deveria disseminar incentivos para geração de conteúdo independente em multimídia, com a promoção de editais os mais variados, incentivando a participação de internautas e premiando as melhores e mais qualificadas idéias.

Ter o reconhecimento como patrimônio cultural e pilar da democracia no Brasil (e claro, da defesa da democracia mundo afora) significa que, além de deixar de ser tratado como um "gueto", gerará conteúdos com perfil cada vez mais profissionalizado e de credibilidade mais consolidada, além da própria profissionalização de geradores de conteúdo, e a entrada definitiva do apoio de empresas (não diretamente, o que pode gerar conflito de interesses, mas também através de prêmios de qualidade, injetando recursos para quem merece ter o esforço premiado e transformado em algo mais profissional e competitivo), através das leis de incentivo cultural existentes.

Acredito que no Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas, que ocorrerá de 20 a 22 de agosto próximo em Brasília, este seja um dos temas em pauta, a importância do reconhecimento oficial, das empresas e da sociedade da importância da atuação independente e da "outra opinião" no Brasil, que é fundamental para a radicalização da democracia e da transparência, da aceleração da descentralização do poder dos grandes grupos de comunicação.

domingo, 11 de julho de 2010

Comentário da Caia

"Patrimônio imaterial"... mas "imaterial", onde, cara pálida?! Blogs jornalísticos sempre será patrimônio MATERIAL dos jornalistas empresários proprietários dos blogs jornalísticos. O fato de uns e outros serem amigos-da-gente não muda isso.

Eu trabalho TOTALMENTE DE GRAÇA pra zilhões de blogs e nem nunca perguntei quanto dinheiro ganham com o meu trabalho. Dentre outros motivos porque eu não trabalho na internet: eu MILITO (de grátis) na internet. (E dô o mó duro no baralho pra podê vivê.)

Patrimônio imaterial da democracia JÁ SÃO, isso sim, as listas de discussão e os grupos de discussão e os blogs não jornalísticos, de pura manifestação pessoal, de cada um, pro mundo inteiro -- onde os jornalistas são minoria, porque jornalistas sempre preferem falar como jornalistas, porque a fala de jornalista sempre é posição DE (muito!) PODER. E de um poder que nada assegura que seja poder de democratização. Mil vezes, o poder do jornalista é poder de ativa DES-democratização.

"Prêmios"?! Vamos e venhamos, não vejo como alguém pode aspirar aos prêmios de “ética” distribuídos pelo Instituto Millenium.

Por outro lado, não vejo por que, diabos, o Instituto Millenium premiaria quem viva de esculhambar o Instituto Mellenium.

Por mais outro lado, não vejo como alguém ainda espere viver de prêmios de boa ética democrática a serem distribuídos por... quem?! Pelo Hamás? Pelo Hizbollah? Pelos Zapatistas de Chiapas? Pelos pobres da Palestina? Pelos meninos do RAP? Pelos pobres do mundo? Pelos emigrados sem teto? Por refugiados africanos escondidos em Roma?

E de onde, diabos, os pobres do mundo arranjariam dinheiro ("prêmio", aí, teria de ser em grana, né-não?!) pra premiar jornalistas aliados, comprometidos, com lado forte e claro, pelos pobres? Melhor farão, sempre, todos os pobres do mundo se, em vez de "premiarem" jornalistas e jornais, usarem a grana que tenham pra dar casa, comida, escola e saúde pros seus aliados pobres e sem voz, né-não?!

Vamos, isso sim, é tratar de nos manter longe de patrões e padrinhos, façavôr, antes de as coisas chegarem àquele velho ponto, sem volta, quando todo o caráter e toda a vergonha na cara “jornalística” desaparecem completamente... porque o patrão mandou ou porque o patrocinador mandou. E, depois, é só recolher a “solidariedade” de outros jornalistas igualmente degradados.

Já é assim no jornalismo-que-há. Por que, diabos, repetir esse modelo facinoroso, também na Internet?

A internet não tem patrão. Só faltaria, mesmo, inventarmos, nós mesmos, um patrão, em troca de salário e “prêmios” e carteira assinada.

Melhor tentar viver como garota de programa pobre feia e burra, ou como bandido-da-luz-vermelha, sem ceder um milímetro do direito de escrever o que bem se entenda.