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domingo, 27 de abril de 2014

EUA: primeiros sinais de desagrado com atuais autoridades em Kiev

26/4/2014, Voice of Russia
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Joe Biden visita Kiev e é recebido por Vitaly Klitschko (foto: Sergei Chuzavkov)
Parece que as autoridades dos EUA começam a chegar à conclusão que há tipos bem pouco confiáveis entre os novos “líderes” ucranianos e que é preciso mantê-los sob controle estrito.

Alguns observadores sugeriram que a visita de Joseph Biden teria sido uma espécie de compensação, pelo Ocidente, às autoridades ucranianas, depois do “acordo” de Genebra. Os EUA sequer conseguiram fazer aprovar a cláusula que protegeria a unidade territorial da Ucrânia.

Grigory Trofimchuk
O analista russo Grigory Trofimchuk diz:

As autoridades norte-americanas estão começando a dar-se conta de que, na atual situação, não podem dar qualquer ajuda significativa à Ucrânia. Nem a visita de Joseph Biden resultou em ajuda exequível. Tanto quanto sei, ele não trouxe um avião carregado de dinheiro. Mas, ao enviar à Ucrânia um personagem de tão alto cargo, as autoridades norte-americanas tentaram dar a impressão à junta ucraniana que a questão ucraniana seria importantíssima para os EUA. Mais importante que ele, só se viesse o presidente dos EUA em pessoa.

Segundo fontes na imprensa da Ucrânia, as autoridades locais esperavam muito da reunião entre Biden e o presidente “interino” da Ucrânia, Alexander Turchinov. Mas o único resultado da reunião foram mais promessas de Biden. Pode-se dizer que os EUA só estão prometendo ajudar a Ucrânia a presumir a própria integridade territorial, a tornar-se menos dependente do gás russo, e $50 milhões para ajudar nas reformas. Para a Ucrânia, é “garantia” miserável.

A razão pela qual os EUA estão pondo tão pouco dinheiro nas reformas na Ucrânia é, provavelmente, que já têm sérias dúvidas sobre como o dinheiro será efetivamente usado e, principalmente, se o empréstimo será pago – diz Sergey Pravosudov, especialista russo em políticas de energia.

Hillary Clinton
US$ 50 milhões é muito pouco, para resolver os problemas financeiros da Ucrânia – prossegue o Dr. Pravosudov – a Ucrânia já deve $ 2,2 bilhões à Rússia, em pagamentos atrasados por gás fornecido. A visita do vice-presidente Biden à Ucrânia não passou de encenação. Vimos show semelhante, na performance de Hillary Clinton, que veio à Ucrânia para dizer que os principais recursos naturais do país são gás de xisto e chocolate. Mesmo que, até hoje, ninguém tenha jamais visto gás de xisto na Ucrânia. Quanto ao chocolate, Clinton provavelmente lembrou dele porque Pyotr Poroshenko, candidato à presidência da Ucrânia que os EUA estão apoiando ativamente é, também, magnata do chocolate, um dos maiores produtores de chocolate do país. Clinton sabe pouco da real situação na Ucrânia, se diz tais coisas.

Vai ficando cada vez mais evidente que a situação na Ucrânia está escapando do controle das autoridades norte-americanas. Recente comentário feito por Ron Paul, ex-senador e conhecido libertarista norte-americano, também sugere que os EUA começam a ter de modificar a posição anti-Rússia. Comentando o fato de a Crimeia, parte da Ucrânia até recentemente, ter-se tornado parte da Rússia, Paul escreveu:

E qual é o problema? Por que os EUA teriam algo a ver com que bandeira é hasteada num pequeno pedaço de terra, a milhares de quilômetros de distância de nós?




sexta-feira, 11 de abril de 2014

EUA na Ucrânia: Fracasso geopolítico de proporções históricas

8/4/2014, John Robles, Voice of Rússia
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu


Mapa atualizado dos protestos pro-Rússia na Ucrânia
A situação na Ucrânia continua a desdobrar-se por vias obviamente jamais planejadas pelos arquitetos do golpe (CIA, neoconservadores à moda Victoria Nuland, Geoffrey Pyatt, Michael McFaul, Barack Obama, George Soros e os acólitos de Zbigniew Brzezinski) que comandam o establishment da política externa dos EUA.  

Mais uma vez, o governo dos EUA, servindo-se da agência USAID [United States Agency for International Development / Agência dos EUA para Desenvolvimento Internacional], da CIA e do Departamento de Estado, consumiu bilhões do dinheiro dos contribuintes norte-americanos para derrubar ilegalmente mais um governo, na mais recente tentativa de gerar mais alguns bilhões de dólares para os empresários patrões e expandir a dominação norte-americana. E, mais uma vez, os EUA estão na rota do fracasso.

A mais recente aventura geopolítica dos EUA, na Ucrânia, está fracassando pela mesma razão pela qual suas outras aventuras fracassaram em Cuba, Venezuela, Vietnã, Iraque, Afeganistão, Líbia, Síria, Rússia, Irã e por todos os cantos: porque as elites em Washington, isoladas no seu mundo da fantasia, ignoram absolutamente tudo sobre os países que deliram que conseguirão dominar.

Como o ícone neoconservador Paul Wolfowitz disse ao general Wesley Clark, dos EUA, pouco depois do 11/9, o Pentágono e a OTAN estão no business de destruir países, o que provaram ser capazes de fazer muito bem desde a Iugoslávia, há 15 anos. Sim, os EUA provaram que podem desestabilizar países, invadir, ocupar e bombardear até fazer sumir da face da terra, e, isso, sob os mais absolutamente falsos pretextos, e fazer “mudança de regime” quase a seu bel prazer. O que os idiotas em Washington não sabem fazer é mudanças que perdurem; que convençam os “mudados” de que foram “mudados” para melhor; conquistar o coração das pessoas; estabelecer hegemonia real duradoura; nem obter da intervenção, para os próprios mudadores, vantagens significativas. Já nem se fala aqui de ter ou de preservar posição moral, nem de os EUA serem capazes de fazer “mudança de regime” que promova sociedade pacífica, produtiva, próspera e saudável. 

Por mais que suas “mudanças de regime” forçadas pelo lado de fora sejam ilegais nos termos da lei internacional, nada disso jamais impediu a ação dos “excepcionais” EUA.

Protestos pró-Rússia espalham-se pela Ucrânia
Sim, vocês leram bem: realmente escrevi que os EUA estão fracassando na Ucrânia.  

O golpe não “pega”; e os eventos em breve tomarão tal rumo que acabará por convencer os cidadãos norte-americanos, de vez, que devem meter no hospício, em celas de paredes acolchoadas, os seus tais “jogadores de xadrez” geopolítico. Isso, antes de que matem mais gente em todo o mundo e afundem ainda mais fundo outras gerações de norte-americanos contribuintes, arrastados para a miséria. 

Digo o que digo, não porque queira ajudar os criminosos em Washington, alertá-los para que fujam a tempo ou dar-lhes ideias. Sei que os arrogantes arquitetos globalistas e geopolíticos norte-americanos só ouvem e leem eles mesmos, nas suas câmaras de eco privadas. Detesto sinceramente ter de dizer, mas, sim: eu bem que avisei! Sim, sim, queridos leitores: eu os avisei de que assim seria.

Manifestação pró-Russia em Lugansk (6/4/2014)
Desestabilização, disseminação da violência, fim do Estado de Direito, guerra civil e anarquia 

A continuada intromissão pela CIA e seus agentes e co-conspiradores na Ucrânia só levará a mais danos e mais sofrimentos, para o povo da Ucrânia. Se está sendo feito para essa finalidade, então os EUA estão sendo temporariamente bem-sucedidos. Se aos EUA o que realmente interessa é guerra generalizada na Ucrânia, e se continuarem a impor aos ucranianos a agenda dos EUA, é bem possível que consigam, o que injetará bilhões de dólares no complexo industrial militar e arrancará sangue e lágrimas dos contribuintes norte-americanos e dos cidadãos da Ucrânia, mas não se pode ter tudo ao mesmo tempo e é preciso começar pela desestabilização.
A desestabilização, levada a efeito com táticas já ultrapassadas de revolução colorida desenhadas nos anos 1990s, foi, em boa parte, bem-sucedida. Resultou, sim, em mudança de regime. 

Mas foi, provavelmente, a mais amadorística e mal conduzida de todas as ações ilegais da CIA, do estado e de seus agentezinhos sicofantas. Claro que custou bilhões e todas as melhores cabeças da “mudança de regime” dos EUA estavam a bordo, mas isso não altera o fato de que aquela pseudo elitezinha ambiciosa odiadora de russos, pressupostos grandes “masters” de xadrez geopolítico, feitas as contas, nada sabem, absolutamente, sobre o povo com os quais estão lidando.

O primeiro fracasso dos EUA na Ucrânia foi terem escolhido neonazistas para dar o golpe e pôr no poder seus próprios fantoches. Que idiota, na CIA ou na Casa Branca, teve tal ideia? 

Lá estavam, num país devastado pela IIª Guerra Mundial, os nazistas originais e, ainda piores, colaboradores de nazistas liderados por Stepan Bandera, que os nazistas originais da SS consideravam brutal demais. E alguém no universo alternativo de George Soros realmente achou que esses animais poderiam liderar um levante popular na Ucrânia?! Inacreditável falta de visão. 

Claro que como os fanáticos psicopatas bebedores de sangue que se ocultam por trás da religião do Islã que os EUA usam por todo o Oriente Médio, os fanáticos descerebrados do Setor Direita (Pravy Sektor) foram a única 5ª Coluna que os EUA encontraram para fazer o serviço (mais) sujo na Ucrânia. Como a Frente Al-Nusra e o chamado “Exército Sírio Livre”, o Setor Direita e Dmitro Yarosh são só os açougueiros alugados para o “serviço” mais sujo, de usar facão de esquartejamento, onde se requereria bisturi, razão pela qual foram contratados, com dinheiro dos contribuintes norte-americanos, para nada fazer, além de arrancar sangue inocente. O pessoal de gente como John McCain, que selecionou esses lunáticos sanguinários, obviamente têm uma queda pelo mais violento dos violentos e não estão preocupados com as mãos e bolsos na direção dos quais corre o dinheiro dos contribuintes norte-americanos. Serve qualquer coisa – nazistas, Al-Qaeda e paramilitares fanáticos de qualquer tipo, não importa, desde que o serviço seja feito.

Como já disse, não estou querendo ajudar os EUA. Mas ter escolhido como agente seu, um terrorista e assassino procurado, como Dmitro Yarosh, e seus nazistas banderistas, foi erro. Vejamos por quê.

Agora, fantoches dos EUA liquidarão o Setor Direita 

Oleksandr Turchynov
Oleksandr Turchynov, o presidente-fantoche ilegítimo que os EUA puseram na presidência da Ucrânia, traidor da Ucrânia e do povo ucraniano, que foi comprado e pago por Washington, e viabilizado pelas forças do Setor Direita e seu golpe, anunciou hoje (8’4’2014) que atacará e derrubará todos os neonazistas que o puseram no poder. Só para lembrar, a Ucrânia não tem lei alguma, em Constituição alguma, que dê base legal ao tal “presidente” Turchynov. A Ucrânia tem presidente eleito e chama-se Yanukovich, mas essa é outra história.

Todos sabemos que o Setor Direita construiu o golpe. Todos sabemos que todo o Parlamento e o novo “governo” da Ucrânia foram “eleitos” só pelos EUA e pelo Setor Direita e seus associados e nenhum desses pode, de modo algum, ser considerado legítimo (incluídos os EUA), para decidir que manda na Ucrânia.

Esse fato acompanha a mais recente “declaração” de Turchynov, mais uma piada ridícula da farsa que foi a tomada de poder por EUA-OTAN-União Europeia na Ucrânia:

Alguns cidadãos tentaram encenar uma provocação próxima ao Parlamento, sabendo ou não o que faziam, e agradeço aos deputados presentes no Parlamento, que conseguiram fazer abortar a provocação.

Aí, Turchynov falava da tentativa, pelos nazistas do Setor Direita, semana passada, de invadir o prédio do Parlamento, em protesto contra a morte de um de seus co-conspiradores. Os deputados aos quais o “presidente” tanto agradeceu, como todos lembramos, tiveram de escapar por uma saída de emergência para salvar a vida.

Turchynov deve ter contratado, para escrever seus discursos sem sentido, a mesma empresa de “Relações Públicas & Marketing Político” que escreve os discursos de Barack (“Venderemos gás [que os EUA não têm] à Europa”) Obama, porque o modo como a verdade é espancada e distorcida nos dois discursos é tão completa e patente, que se custa a acreditar, até, que os dois, mesmo que não as tenham escrito, tenham tido coragem de pronunciado tais palavras.

Segundo matérias de televisão, Turchynov declarou que agora atacará violentamente o Setor Direita, mostrando o que venho dizendo desde o início: que o Setor Direita não passou de ferramenta, que agora está sendo descartada.

Setor Direita (Pravy Sektor) enfrenta a polícia  em 24/3/2014
O Setor Direita procura novos recrutas 

Segundo vídeos reproduzidos pela televisão, do líder neonazista Yarosh, o grupo nazista está em busca de novos recrutas. Em sua fala, Yarosh disse que o Setor Direita está “pegando” qualquer um. Claro que “qualquer um” que não seja russo, nem judeu, nem negro.

Yarosh, fascista radical, é candidato à presidência 

Dmitry Yarosh (Setor Direita)
Chefe do Pravy Sektor
Apesar do muito que repete que está desempregado e sem renda a declarar e que, portanto, não pagou impostos (dinheiro da CIA, claro, ninguém declara ao fisco) Yarosh, o terrorista nazista arranjou lá os US$ 225,ooo necessários para registrar-se candidato à presidência. Pagou, pode concorrer. 

É o primeiro psicopata neonazista radical procurado por várias polícias em todo mundo, a concorrer a eleições presidenciais.  

Serviço secreto russo (FSB) captura terroristas do Setor Direita na Rússia

O Serviço Russo Federal de Segurança informa que capturou 4 grupos de terroristas neonazistas do Setor Direito que operavam na Rússia. 25 cidadãos ucranianos foram presos e logo expostos pela TV. Confessaram que planejavam ataques terroristas e ataques de provocação por toda a Rússia.

Setor Direita indignado por não obter ajuda financeira dos russos 

A farsa em que os nazistas do Setor Direita apoiados pelos EUA e os criminosos de Kiev estão convertendo a Ucrânia subiu para outro nível, quando o ministro (ilegítimo) de Energia da Ucrânia, Yury Prodan, indicado pela junta da praça Maidan “declarou” que a Rússia teria de pagar ao governo ilegítimo da junta... os 15 bilhões de dólares prometidos ao presidente Yanukovich (o mesmo que teve de buscar refúgio na Rússia, depois que o Setor Direita de Prodan ameaçou matá-lo).

Setor Direita vende serviços 

Segundo um site ucraniano, o Setor Direita está vendendo serviços. Quem estiver precisando de gangue de bandidos de alugue, não importa para que serviços, já sabe onde encontrá-los. Os serviços podem ser pagos em dinheiro (preços módicos) ou em armas.

Nazistas de Greystone (Blackwater/XE) e do Setor Direita: ativados 

Kiev enviou mercenários norte-americanos e bandidos armados do Setor Direita para o leste da Ucrânia, para enfrentar os crescentes protestos da população civil contra a junta em Kiev. O Ministério de Relações Exteriores da Rússia comentou a questão. Aparentemente, o Setor Direita não estava conseguindo número suficiente de forças, e a CIA foi obrigada a mandar para lá seu próprio pessoal. Esses quadros de “combatentes pró terrorismo” têm a missão de continuar a guerra clandestina de provocação e de intimidação contra a população civil pró-Rússia.

Ucrânia - mercenários Greystone Xe/CIA
Só o fato de haver 300 mercenários dos EUA/CIA armados e ativos em território ucraniano já é, só ele, ato de guerra. Se se puserem a atacar civis russos, cometerão crime de guerra, ao qual a Rússia será forçada a responder. A Rússia, é claro, não deixará que seus cidadãos sejam assassinados por mercenários norte-americanos e nazistas. Não cabe nem dúvida de que já há operações em andamento na Rússia para liquidar essa ameaça.

Os EUA não podem introduzir forças militares na Ucrânia; então, fez como conseguiu. Está pagando mercenários e contratando elementos limítrofes e radicais absolutamente doidos. A Rússia, até aqui, tem se mostrado extremamente contida nos protestos, mas, claro, sabe que já foi alvo de ato de guerra e de um ataque que visa a manipular a vontade política da população civil, pelo medo e pelo terror. É exemplo perfeito do que é o terrorismo e de em que se converteram os EUA: já passaram da fase de apoiar terroristas, para a fase de patrocinar terroristas.

EUA surpreendidos pelos eventos no leste da Ucrânia

Para os hipócritas em Washington, os neonazistas assassinarem 85 policiais em Kiev foi coisa normal: não provocou uma linha de ‘indignação’. Para os planejadores do golpe nazista em Kiev, problema, mesmo, são os comícios pró-Rússia nas cidades do leste da Ucrânia.

República Popular Independente de Donetsk

Donetsk declarou-se independente da Ucrânia – criou a República Popular de Donetsk – e convocou um referendo para oficializar sua integração à Federação Russa. Donetsk também solicitou a ajuda de soldados russos com atribuições para fazer a paz na cidade.

República Popular da Carcóvia 

Ativistas em Carcóvia proclamaram a República Popular da Carcóvia, e também se organizam para um referendo que oficialize a incorporação da nova República à Federação Russa. Bandidos armados do Setor Direita foram caçados e expulsos de Carcóvia.  

Lugansk quer ser República Federada

Lugansk está organizando seu plebiscito para devolver ao idioma russo o status de língua oficial e voltar a ser independente da Ucrânia; os cidadãos pedem a expulsão da junta e dos fascistas, de Kiev, e prisão para os banderistas.

Odessa exige o fim da junta de Kiev e o fim da repressão contra a população 

Odessa também se levantou contra os fantoches dos EUA, que governam Kiev.

MRE da Rússia acusa mercenários da GreystoneXe (Blackwater) de atuar na Ucrânia
Conclusão

Os planejadores norte-americanos, em sua campanha irracional contra a Rússia estão começando a irromper por linhas muito perigosas. Continuam a meter-se numa área do mundo na qual não são nem desejados nem bem-vindos. Continuam a ameaçar a segurança russa e a ameaçar a vida e o bem-estar de cidadãos russos e ucranianos. O continuado apoio que os EUA dão à junta e aos grupos de fascistas armados na Ucrânia é ameaça direta aos russo, aos ucranianos e a todos os povos eslavos.

O povo da Ucrânia (não os fantoches norte-americanos e os neonazistas) não quer por lá nem a União Europeia nem os EUA. A maioria vê os russos como irmãos e não há meio de EUA-OTAN-UE serem bem-sucedidos no esforço para dividir o mundo eslavo e ocupar a Ucrânia, berço da grande Rus. A Rússia e a Ucrânia derrotaram os nazistas uma vez e não há meio pelo qual, em 2014, os EUA aliados a nazistas consigam impor-se na Ucrânia. Até agora, a Rússia tem deixado acontecer, paciente e tolerantemente, já vários ataques contra sua soberania, perpetrados por Washington. Não é sinal de fraqueza. E, quando a paciência acabar, depois dessa infindável sucessão de agressões e violência provocada por EUA-OTAN-UE, a reação dos russos será impossível de conter.

Por isso, precisamente, a melhor providência hoje é meter em camisas de força e encerrá-los em celas estofadas, para que não detonem também a própria cabeça, todos os jogadores norte-americanos desse “xadrez geopolítico”.

Cada passo de cada um deles na Ucrânia é conhecido, documentado, conhecido. A tal operação “secreta”, pela CIA, de invasão da Ucrânia, já nada tem de secreta. Todo mundo sabe, todo mundo viu. Pois nem por isso a CIA parou. Continua, irracionalmente, sinal claro de que, em Washington, as luzes do alpendre acendem à noite e apagam pela manhã, mas, de fato, a casa está deserta.

UMA LISTA, para os que apreciam listas

Os mesmos neocons que destruíram Detroit tentam destruir a Ucrânia
Esses são os países (há também cidades, como Detroit, por exemplo, também destruída pelo mesmo grupo; e um estado dos EUA, de onde foram expulsos e onde foram assassinados povos originários do território norte-americano) nos quais os EUA organizaram golpes de estado, apoiaram campanhas contra governos eleitos, derrubaram governos, invadiram, anexaram, apoiaram oposição terrorista ou executaram líderes e governantes democráticos. A ordem é alfabética.

Afeganistão
Albânia
Alemanha
Angola
Arábia Saudita
Argentina
Bolívia
Bósnia
Brasil
Cambodia
Chile
China
Colômbia
Colorado
Congo
Cuba
Detroit
Dominicana, República
Egito
El Salvador
Filipinas
Grécia
Grenada
Guam
Guatemala
Haiti
Hawaii
Honduras
Iêmen
Indonésia
Irã
Iraque
Iugoslávia
Korea
Kuwait
Laos
Líbano
Libéria
Líbia
Macedônia
México
Nicarágua
Omã
Paquistão
Panamá
Porto Rico
Rússia
Samoa
Síria
Somália
Dakota do Sul
Sudão
Turquia
Uruguai
URSS
Venezuela
Vietnã
Ilhas Virgens e
Zaire (Congo).

Brasil - Vernon Walters (E), o real comandante do Golpe de 1964, conversa
com o MILICANALHA Castello Branco pouco antes do traiçoeiro "putsch"
aplicado contra o Brasil e o povo brasileiro
O que fizeram e continuam a fazer contra os norte-americanos nativos também poderia se somar a essa lista, com genocídio dos povos autóctones. Além da fundação de um racismo “norte-americano” e do “excepcionalismo” endêmico que acompanham exatamente as pegadas do genocídio dos povos nativos.

É mais que hora de o mundo acordar e começar a sancionar, isso sim, os verdadeiros criminosos.





quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Cameron: “Invadir a Síria!” / General: “Você e que exército?”


13/11/2012, John Robles, The Voice of Russia  
Traduzido pelo pessoal da VilaVudu

John Robles
A formação da chamada oposição síria unificada – logo onde?! Em Doha, Qatar! – e que não inclui inúmeros grupos e facções de sírios que lutam contra Bashar al-Assad, foi saudada no ocidente e em vários estados muçulmanos sunitas como uma vitória; e a “coalizão” foi apresentada como legítima voz do povo sírio. O ocidente continua a promover e atiçar o morticínio, fornecendo armas a alguns grupos e até, como já se noticiou, treinando atiradores e grupos terroristas para assassinar Assad. Simultaneamente, os clamores de David Cameron, que “exige” imediata intervenção militar na Síria, colidiram violentamente contra um muro de descrédito.

David Cameron
O ocidente insiste em tentar impor seus planos à Síria e promover uma “mudança de regime” a qual, desde o começo, é desejo de Washington, muito mais que do povo sírio.

O mais recente golpe/tentativa de legitimar a oposição apoiada e armada pelo ocidente apareceu sob a forma de conferência realizada fora da Síria, no domingo passado. Reunião de fantoches do ocidente, a tal ponto que muitos dos líderes da oposição síria “real”, que permanecem na Síria, recusaram-se a participar daquela encenação.

A escolha do Qatar para sediar a “conferência” já sugere viés bem claro: o Qatar sempre apoiou os muçulmanos sunitas e seus interesses; e lá estão instaladas bases dos EUA e do Comando Central dos EUA [orig. US Central Command (CENTCOM)] que também mantém bases no Kuwait, Bahrain, Emirados Árabes Unidos, Omã e Paquistão.

Importante observar que a maioria da população síria é formada de muçulmanos sunitas, e que Bashar al-Assad é alawita (denominação que para muitos se refere a uma seita do Islã xiita). Isso explica por que o Qatar e outros países são tão empenhadamente contra Assad e tanto se interessam em fazer o jogo dos EUA, no golpe para derrubar Assad e seu governo de alawitas.

O resultado da conferência em Doha, Qatar, que reuniu várias associações e grupos da chamada oposição síria, foi acordo assinado que constituiu mais um grupo de oposição, chamado hoje Coalizão Nacional [orig. National Coalition (NC)].

EUA e Grã-Bretanha apressaram-se a anunciar apoio ao novo grupo, e por razões óbvias: assim se podem apresentar ao mundo como apoiadores de coalizão dita legítima, mesmo que formada fora do país e marcada por favorecer interesses dos aliados de Washington, selecionados a dedo. Como se já não estivessem ruins o suficiente, as coisas, em seguida, pioraram.

Na 2ª-feira, o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), formado de Arábia Saudita (sunitas), Bahrain (sunitas), Emirados Árabes (sunitas), Omã (ibadistas), Qatar (sunitas) e Kuwait (sunitas) também decidiram reconhecer a tal Coalizão Nacional, como legítima representante do povo sírio.

Bashar al-Assad
As razões pelas quais todos esses países tanto se empenham em derrubar o governo de Assad são variadas e todas envolvem interesses específicos desses países, muito mais do que interesses dos sírios; a nova Coalizão fatalmente levará a ampliar a carnificina e a instabilidade na região, que virão como consequências inescapáveis se Assad for derrubado. Para o CCG, o apoio parece óbvio, dado que estão apoiando os irmãos sunitas e pondo fim a um importante aliado do Irã na região.

O Irã é país xiita, caso único no mundo muçulmano, porque a população da República Islâmica do Irã é constituída de 90% de xiitas. Os xiitas iranianos são malvistos pelos vizinhos muçulmanos árabes também porque não são árabes, mas persas e muitos países árabes veem o Irã como ameaça.

Quanto ao ocidente, as razões pelas quais querem ver Assad fora do governo são completamente diferentes e nada têm a ver com a oposição sunitas-xiitas. O ocidente tem ambições imperiais na região e a rixa religiosa, que o ocidente sempre manipula, serve muito bem àquelas ambições. Para os EUA, há dois objetivos na região: fixar o controle, para facilitar a exploração dos recursos naturais; e proteger Israel.

A duplicidade é evidente e o ocidente não tem qualquer objetivo humanitário. Se o governo apóia a implantação militar dos EUA na região, é governo aliado; se não, os EUA imediatamente passam a trabalhar para a “mudança de regime”.

No Bahrain, por exemplo, o governo sunita oprime a população de maioria xiita. Mas o Bahrain é crucialmente importante para o ocidente, do ponto de vista estratégico, porque ali estão aquartelados o Comando Central das Forças Navais dos EUA [orig. United States Naval Forces Central Command (COMUSNAVCENT)] e da 5ª Frota dos EUA [orig. United States Fifth Fleet (COMFIFTHFLT); nessas circunstâncias, os EUA ignoram todas as questões sociais; e o levante da maioria xiita no Bahrain praticamente não é assunto na mídia mundial.

Saddam Hussein
Saddam Hussein é outro exemplo. Saddam era sunita, e oprimia a população xiita do Iraque; mas o problema, para os EUA jamais foi a opressão dos xiitas. O problema, ali, foi que Saddam começava a constituir política independente dos EUA e a não obedecer aos ditames do ocidente. Se Saddam tivesse autorizado a instalação de bases dos EUA em território iraquiano e garantisse pleno acesso para os EUA aos recursos do Iraque, lá estaria, até hoje, por mais que governasse como ditador sanguinário.

Assim, em resumo, embora ainda haja quem suponha que o ocidente apóia muçulmanos sunitas, fato é que os EUA só fazem manipular os sunitas e servir-se deles como instrumentos para alcançar seus objetivos. Esses movimentos nem sempre são bem claramente entendidos por muitos muçulmanos, que veem as atitudes dos EUA como traição sempre: ou os EUA traem os sunitas, ou os EUA traem os xiitas e, em todos os casos, traem muçulmanos.

O mundo muçulmano enfrenta levantes populares hoje que ainda acompanham as linhas sectárias manipuladas pelo ocidente, sempre na direção que mais interesse aos EUA.

Muammar Gaddafi
Outro exemplo foi Muammar Gaddafi, do qual muitos dizem que seria o mais verdadeiro dos muçulmanos, dado que não era nem xiita nem sunita. Os EUA decidiram derrubar Gaddafi pelas mesmas razões (interesse em ocupar os recursos naturais da Líbia), porque Gaddafi trabalhava para construir políticas de autonomia e independência nacional – e já governava o sistema socialista de governo mais justo e produtivo que o mundo jamais conheceu. Aí está exatamente o tipo de governo e governante cuja existência o ocidente não pode admitir, porque governo e governante, nesse caso, convertem-se em obstáculos vivos à exploração predatória do país por interesses capitalistas.

De volta à Síria, importante aliado do Irã, a “mudança de regime” tornou-se absolutamente necessária porque o ocidente vê a Síria como ameaça importante aos planos ocidentais de invadir e ocupar o Irã. Aí está outro país que construiu políticas de autonomia e independência e que, além do mais, é arqui-inimigo de Israel.

Muitos especialistas concordam que, se a Síria cair, o alvo seguinte será o Irã. Há quem diga que, nos planos dos imperialistas ocidentais para dominar o mundo, depois do Irã virá a Venezuela; depois a Rússia; depois a China.

William Hague
Assim sendo, o que se tem é, em resumo muito apertado: nações sunitas, que trabalham para promover interesses dos sunitas; o ocidente, que manipula a seu favor as divisões sectárias, com vistas a promover o projeto imperialista de exploração de recursos e o que entendem que seja o interesse de Israel; como consequência disso tudo, o Irã e a Síria estão sendo hoje atacados por todos os lados.

A Síria está sendo saqueada e rachada ao meio por efeito da manipulação, do aprofundamento de ódios sectários, que voltam a reabrir as muitas divisões internas, estimulados pela infiltração, no país, de terroristas e mercenários vindos de fora. E o Irã está sendo completamente isolado pelas sanções, aplicadas de fora para dentro.

Quanto à Grã-Bretanha que, agora, parece que unilateralmente – de fato, só se ouviu uma voz: do Primeiro-Ministro David Cameron – anda dizendo que o país estaria pronto para iniciar intervenção militar na Síria, os planos do Primeiro-Ministro colidiram violentamente contra um muro de descrédito.

Philip Hammond
Segundo o jornal Sun da Grã-Bretanha, uma fonte militar contou que:

Um brigadeiro, que assistiu ao noticiário e soube que Cameron falava de invasão armada contra a Síria, perguntou: “Quer invadir, primeiro-ministro?! Você e que exército?”

Segundo o Sun, o Secretário de Defesa Philip Hammond e o Secretário de Relações Exteriores, William Hague também se manifestaram contra qualquer ideia de invadir a Síria; lembraram que a Síria não é a Líbia; e que o presidente Bashar al-Assad, além de comandar exército poderosíssimo, conta com o apoio dos russos.