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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Assunción nas garras do Condor




Publicado em 24/06/2012 por Urda Alice Klueger*

Lembro perfeitamente daquele dia em que Fátima Bernardes olhou soturnamente para a câmara e disse, na sua melhor voz de velório: “Hoje faz quatro meses que começou o escândalo do mensalão!” Penso que em seguida ela deve ter tido um orgasmo, depois daqueles quatro meses conseguindo levar o povo de cabresto, quase todo o país de olhos, narizes e emoções concentrados em Brasília e no Jornal Nacional, sem a menor chance de conseguir olhar para nada que se passasse um pouco além das nossas fronteiras.

Este é um dos grandes males de nosostros, brasileños: para a esmagadora maioria da nossa população, o mundo começa e acaba em Brasília, e o que acontecer além de Brasília não existe, o que quer dizer que coisas assim também não existam em outros países – vi um livro didático do Canadá que dava vontade de chorar: as crianças das escolas canadenses descobrem que há o Canadá – ao redor existem animais selvagens e alguns poucos homens ”selvagens” – portanto, para elas, nosostros sequer existimos.

Portanto, lá no começo do milênio ficamos quatro meses tão fascinados pelo escândalo do mensalão que sequer nos demos conta do que ele queria esconder: no nosso vizinho tão próximo, encostadinho, o Paraguai, naqueles quatro meses foram aprovadas leis que permitiam a instalação de uma base estadunidense naquele país, que concordavam que os soldados estadunidenses podiam roubar, matar, estuprar, torturar, em território paraguaio, sem sofrer sanções – e naqueles quatro meses a tal base foi devidamente instalada em Mariscal Estigarribia, norte do Paraguai - pertinho pertinho do Brasil. Tem lá um aeroporto IMENSO (4.000 m de pista – 3,85 m de espessura, em concreto), capaz de receber todo o tipo de aeronave e eu fui lá vi tudo isso com estes olhos que a terra há de comer, e meu amigo que estava junto até tirou fotos de tudo!

Portanto, a qualquer momento qualquer aeronave pode subir, lá, e encher de bombas lugares como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília ou Porto Alegre, sem contar que fica facilzinho facilzinho bombardear, também, lugares como La Paz, Caracas ou Buenos Aires.

E nós, aqui, bobos, a gemer de raiva orquestrados pela voz melíflua e fúnebre de Fátima Bernandes, sem dar a mínima para o que acontecia do lado de lá da fronteira. Alguém importante deve ter dado os parabéns à Fátima Bernardes, elogiado sua atuação ao fazer um país inteiro ficar surdo e mudo para o mundo por conta do fascínio dela, enquanto se armava a grande arapuca para a nossa área!

(Em tempo: acabo de consultar São Google, e lá tem de tudo sobre a tal base e o aeroporto – embora também tenha gente lá dizendo que é tudo mentira. Mas que vi, vi, e, inclusive, junto com outros passageiros de um ônibus, fui bastante humilhada pelos tais soldados estadunidenses numa estrada ao norte do Paraguai, ali por perto.)

Então, agora, andava me coçando: o que é que estava acontecendo, DE VERDADE, por detrás do caso Cachoeira, que há meses mantém, de novo, os brasileiros de cabresto, a olhar para Brasília? Algo havia que ter, e coisa séria – cheguei a comentar tal coisa com algumas pessoas. Procurava ver, mas não clareava – mas para o público do Jornal Nacional estar tão fascinado pelo Cachoeira que acho que já nem se importa mais com futebol, coisa grossa estava à vista, mas eu ainda não conseguia enxergar.

Ontem, então, a coisa ficou clara, claríssima: num sórdido golpe de estado que eu assisti passo a passo via Telesur (facilzinho de pegar via Internet: clicar señal en vivo), o presidente Lugo, do Paraguai, foi deposto pelo Congresso daquele país, e um títere foi colocado no seu lugar. Lugo acatou, saiu – não quis ver sangue inocente derramado nas praças de Assunción, aquela cidade tão linda e tão querida, que é um bálsamo para o meu coração e um tesouro na minha vida , impedindo, assim, o massacre de milhares de pessoas que já lá estavam para defender a legalidade da democracia e que já estavam levando bala de borracha e gás lacrimogêneo.

O Condor volta a voar nas Américas. Faz três anos devorou Honduras; agora, foi a vez do Paraguai – amanhã ou depois será a nossa vez.

Se você ainda não sabe o que é a Operação Condor, sugiro que se informe, pois muito sangue e muita lágrima já correu aqui na nossa Terra de Santa Cruz e em outros lugares por causa dela, e parece que tudo se repete.

Com São Google, hoje, não há como se manter ignorante de coisas assim, das quais depende o nosso futuro. E quando o Jornal Nacional começar a falar demais no mesmo assunto, ligue as antenas: alguma maldade MUUUUITO maior está para acontecer.

Aqui, choro, como chorei tanto ontem, pelo nosso irmão Paraguai que está tão dentro do meu coração. Assunción, a linda e a doce, onde estão as flores das árvores pejadas de História das tuas praças? Ainda haverá primavera para ti, minha querida Assunción, ou só te restará ser o ninho podre daquele Condor de voos baixos e rasantes, ao contrário dos livres voos dos condores das altas montanhas?

Ah! Assunción, minha querida, fico aqui torcendo pela tua primavera. Ao se despedir, ontem, Lugo disse que o povo era forte, forte, forte... Quem sabe possa voltar a primavera? Por enquanto, é tempo de chorar, e choro.

Urda Alice Klueger* é escritora e historiadora brasileira. Licenciou-se e especializou-se em História, pela FURB - Fundação Universidade Regional de Blumenau. Lecionou como professora de História no ensino fundamental, em escola pública, 2001 e 2002, e ensino médio em 2003. Atualmente, realiza pesquisa sobre os sambaquianos, antigos moradores de Santa Catarina, entre seis mil e dois mil anos atrás. A pesquisa iniciou-se em 1997 e resultou no livro “O povo das conchas”. É membro da Academia Catarinense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, da União Brasileira de Escritores e da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil. Participou de várias antologias, foi colaboradora de várias revistas e jornais. Publicou cento e cinquenta crônicas no jornal A Notícia, de Joinville, aproximadamente cento e trinta no jornal Expresso das Nove, de Açores, Portugal e também foi cronista do jornal Diário Catarinense, de Florianópolis.

Enviado por Raul Longo e Direto da Redação

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

La gran MENTIRA Europea


Si no entiendes lo que está pasando, mira este video, y lo entenderás mejor, luego si quieres ríete, pues no nos queda más nada que hacer, a no ser que quieras remediarlo. Todo para pocos nada para el resto.


Enviado por Raul Longo e Urda Alice Klueger

domingo, 24 de abril de 2011

MEU AMIGO ATAHUALPA

Raul na porta de casa, no Sambaqui

Raul Longo

No mesmo dia em que recebo pelo correio eletrônico a imprecisa definição de que “literatura é a arte de escolher palavras”, de alguém se pretendendo crítico literário para tentar convencer que Chico Buarque de Holanda não é escritor; também recebo pelo postal a biografia do meu amigo Atahualpa.

Não sei se o meu amigo tem alguma descendência peruana, pois, conforme sua biógrafa, impossível determinar-lhe procedências dadas às insólitas e precárias condições de seu início de vida. Pelas bem definidas sobrancelhas, o vasto bigode e olhar profundo, sempre me fez lembrar Nietzsche, mas nem por isso o definiria de procedência germânica. Até porque nenhum alemão ou austríaco batizaria um filho como o nome de Atahualpa

Para quem não sabe, Atahualpa é nome muito comum em todos os países de língua espanhola da América do Sul. Ou seja: menos o Brasil e as Guianas. Nós, colonizados pelos portugueses e as Guianas por ingleses, franceses e holandeses, naquela que hoje é conhecida por Suriname.

Talvez exista mais alguém com o nome de Atahualpa aqui no Brasil, além do meu amigo. Mas não conheço.

Provindo do quéchua, Ataw Wallpa foi o nome do mais importante entre os últimos imperadores Incas. Foi traído e aprisionado pelo conquistador espanhol Francisco Pizarro que ardilosamente convidou Atahualpa para um jantar amigável na cidade andina de Cajamarca. Em duas horas os cristãos trucidaram mais de 6 mil incas e Atahualpa foi aprisionado no Templo do Sol. 

Em troca de sua liberdade Atahualpa entregou ao espanhol uma enorme quantia em ouro. Tanto que preencheu o aposento em que era mantido prisioneiro, e ainda deu o dobro daquela quantia em prata. Mas o cristão não manteve a palavra e submeteu Atahualpa à farsa de um julgamento sob 12 acusações pelas quais foi condenado à fogueira.

No momento da execução Atahualpa aceitou o acordo imposto pelo padre Vicente Valverde e permitiu ser batizado como convertido ao deus e à religião católica, para logo em seguida ser executado por estrangulamento.

Isso foi em 26 de julho de 1533, mas não me consta que, apesar do pedido de desculpas aos judeus, algum papa tenha reconhecido os crimes da Igreja contra Incas, Astecas, Tupis, Guaranis ou tantos dos povos dizimados pelo cristianismo. 

No entanto, tenho a impressão de que meu amigo Atahualpa está pouco se lixando para os papas. Mais que isso, creio mesmo que apesar da aparência física com o Nietzsche, superou o sábio alemão nesse sentido. Nietzsche costumava declarar que Deus está morto, Atahualpa certamente nunca acreditou na existência desse personagem e tão pouco faz questão de conferir a própria imagem e semelhança a qualquer divindade. Daí me parecer que mesmo que porventura admire a Nietzsche, não procura imitá-lo nem realçar a casual parecença. 

Mas voltando ao herói e mártir Atahualpa, tornou-se um arquétipo da resistência sul americana ao colonialismo imposto ao continente durante os últimos 500 anos, justificando os tantos Atahualpa da Patagônia ao Golfo de Urabá, norte da Colômbia, onde fazemos divisa com a América Central.

Héctor Roberto Chavero, por exemplo, nascido na província de Buenos Aires em 1908 e falecido em Paris em 1992, adotou como pseudônimo nome e sobrenome de Atahualpa que foi neto de Tupac Yupanqui. Como Atahualpa Yupanqui, Héctor Chavero se fez compositor, cantor, violinista e escritor argentino de renome internacional tal qual o Chico Buarque de Holanda, para desespero do crítico que inadvertidamente me enviaram pela internet.

A mãe de Atahualpa, Tocto Pala, não era inca. Mas por ter sido uma princesa equatoriana, natural de Quito, o nome do herói muito se propagou por aquele país, conforme nos conta o brasileiro Paulo de Carvalho Neto no excelente romance “Meu Tio Atahualpa”, onde reporta com muito humor a sabedoria da cultura popular equatoriana, assimilada quando ali representou o Brasil como diplomata.

Quanto ao Chico Buarque, ouvi dizer que sequer conheceu Budapest embora um húngaro tenha me garantido que conseguiu reproduzir com muita fidelidade o clima humano da cidade. De fato, pelo menos para quem não conhece aquele trecho do Danúbio nem do lado Buda nem do lado Pest, ou quaisquer das outras margens do famoso rio, descreveu a capital da cultura dos magiares de forma muito convincente. 

Mas o crítico não gostou e nem considera literatura. Tudo porque resolveu que Chico escolheu mal as palavras ao afirmar que o personagem do romance tenha assistido “por alto” a um noticiário de TV em idioma desconhecido, conforme explica a história de um fictício escritor que ali aportou por um imprevisto ocorrido durante uma viagem aérea.

Nem mesmo aos nossos noticiários consigo dar atenção, mas o crítico encasquetou que todos têm de levar tão a sério quanto ele as enormes bobagens da TV. Outros, como José Saramago, José Miguel Wisnik, Urariano Mota, Caetano Veloso e Luís Fernando Veríssimo; gostaram muito do Budapeste do Chico. Por certo também não dão muita atenção a TV ou não acreditam que produzir literatura seja apenas escolher palavras.

Seja lá o que for eu é que não seria besta de me pressupor capaz de criar definições para uma arte milenar que compreende tantos gêneros e expressões, inclusive sem palavra alguma como em histórias contadas por gestos, imagens e até por sombras, com conteúdo evidentemente literário. 

Por outro lado, muito me orgulho em poder frequentar este blog escrevendo sobre a biografia do meu amigo que acaba de ser lançada. Aliás, convém lembrar que Atahualpa também é um grande contador de histórias e a ele não fazem falta as palavras. Na última vez que esteve em minha casa, contou uma história tão intensa e emotiva à minha cachorra Canela que a fez correr pela casa pulando de sofá em sofá, como se estivesse conquistando uma selva.

Duvido que o crítico do Chico produza o mesmo efeito! E a julgar pelos caninos da Canela, seu poder de crítica é bem mais inócuo do que os de minha cachorra.

Mas é preciso falar do livro com capa ilustrada por um expressivo close fotográfico do biografado imitando Einstein ao mostrar a língua. Na verdade, ainda não li a obra, mas assim mesmo posso recomendá-la com total segurança e não apenas pela intrigante personalidade do personagem meu amigo como, sobretudo, pela certeza de que a autora não é apenas uma mera escolhedora de palavras, como quem cata arroz carunchado. Nas livrarias ou no portal da Livrarias Curitiba na internet consultem sobre o último lançamento de Urda Alice Klueger pela Editora Hemisfério Sul. 

Em sua vaidade, Atahualpa não se deixaria contar por ninguém menos e isso também provocou o ciúme de Sandra Tolfo, que confessa: “Eu poderia escrever muita coisa sobre o Atahualpa. Poderia contar de nossas brincadeiras, de quando o ensinei a falar, das poses para as fotos, dos meus lanches divididos com ele, mas... essas memórias tomariam muito espaço”.

É certo que, igualmente, se denota aqui uma ponta de inveja, mas muito compreensível pela intimidade e o carinho da cientista social pelo Atahualpa. Aceitável, pois não se evidencia nenhum despeito, nenhuma dor de cotovelo. 

Mas o que dizer do ridículo catador de palavras? Só mesmo escolhendo as do velho lugar comum, pois, enquanto os cães ladram, Atahualpa e Chico Buarque passam.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Crônica da Urda: O movimento "hippie" passou pela minha cozinha

*Urda Alice Klueger


Às vezes, pessoas jovens com quem convivo me perguntam se eu fui hippie. Eu fico me questionando: fui? Não fui? Bem, eu não botei a mochila nas costas e fui para as estradas, como os hippies faziam, nem sentei em praças a fazer artesanato, nem vivi em fazendas comunitárias - na verdade, em todo o tempo em que as coisas estavam acontecendo, eu continuei a levar uma vida de pequena burguesa, em Blumenau, primeiro estudando, depois trabalhando e estudando, e sei que o meu pai jamais deixaria que eu botasse a mochila nas costas e saísse pelo mundo.


Por outro lado, eu estava ligadíssima em tudo o que acontecia: era adolescente quando chegaram as primeiras notícias sobre o movimento hippie, e quase fiquei adulta antes que ele terminasse. Minhas antenas estavam todas voltadas para aqueles jovens que estavam botando em xeque todos os valores pré-estabelecidos, que estavam derrubando tabus e preconceitos, e tudo o que eu queria na vida era ser como eles. Na verdade, absorvi ao máximo a filosofia hippie, e quando me perguntam se fui hippie ou não, acabo pensando cá comigo : "De uma certa forma, eu sou hippie até hoje!"


Daí, um dia, logo depois de 1970, o movimento hippie chegou em Blumenau. Os hippies tinham rotas pré-estabelecidas: do Rio desciam para a Ilha do Mel/PR, e de lá a Florianópolis, e de lá enveredavam para o Rio Grande do Sul e a Argentina, e depois iam conhecer mais coisas na América do Sul, e acabavam voltando ao Brasil via Bolívia. Em algum momento, no começo da década de setenta, eles colocaram Blumenau nessa rota, e foi lindo!


Eles chegavam sem pressa a Blumenau, e hospedavam-se num hotelzinho da Rua Ângelo Dias chamado Hotel Braz, e passavam os dias na escadaria da Igreja Matriz, fazendo os mais diferentes tipos de artesanato, e tocando violão, e compondo poemas, e filosofando e se curtindo, e eu daria um braço para poder ficar lá com eles - só que, pequena burguesa que era, tinha que ir trabalhar.


Nos finais de tarde, porém, parava diante da escadaria da Igreja, e ficava de papo com eles. Surgiram amizades daí, e os hippies começaram a ir lá em casa jantar. Meus pais tinham se mudado para a praia, e eu e minha irmã Margaret morávamos num "apertamento" na Rua XV de Novembro 1398, a principal de Blumenau. Com certeza, se morássemos, ainda, com nossos pais, as coisas teriam sido diferentes - mas em pleno movimento hippie blumenauense, Margaret e eu estávamos morando sozinhas - uma maravilha!


Nosso "apertamento" virou ponto de jantar de muitos hippies - porque eles estavam sempre indo ou chegando de algum outro lugar, e as amizades não duravam muito tempo. Estávamos, naquele tempo, num período de baixíssima inflação, e tínhamos bons salários, o que resultava em esmerados jantares feitos de camarão e outras coisas boas.


Nossos amigos andavam sempre meio esfomeados, e era um prazer cozinhar para eles. Nós entrávamos com a comida, e eles entravam com as histórias, e quantas histórias tinham para contar! A maioria deles tinha viajado muito, e contavam para nós as coisas do Brasil e da América, e alguns tinham viajado inclusive pela Europa, e era um nunca acabar de contar coisas. Discutíamos música e coisas filosóficas, falávamos mal da guerra do Vietnã e dos preconceitos da sociedade - eram noites estimulantíssimas!



Naquele tempo, porém, se dormia cedo. Meia noite era uma hora tardia, e era por essa hora que eu anunciava :

- Gente, hora de dormir! - e nossos amigos se despediam e iam escada abaixo, mas quantas coisas e quantas experiências nos deixavam! Quantas coisas, na minha vida de hoje, ainda são influenciadas por aqueles papos e por aquele tempo! Eram doces amigos que foram educados e gentis, sequer alguma vez acenderam um baseado na nossa cozinha. E como os mais velhos falavam mal deles! Acho que fui uma felizarda pelo contacto com eles.


E afirmo, hoje, com orgulho, que o movimento hippie passou pela minha cozinha!


Blumenau, 02 de Abril de 1998.


*Urda Alice Klueger: catarinense da cidade de Blumenau, nasceu em 16 de fevereiro de 1952. Seu primeiro grande sucesso foi "Verde Vale", que conta uma saga dos primeiros colonizadores de Santa Catarina. Outros trabalhos seus são "As brumas dançam sobre o Espelho do Rio" (hino à natureza, à liberdade e ao amor), "No Tempo das Tangerinas" (conta a vida dos colonizadores do Vale do Itajaí, durante a Segunda Guerra e como a vida resiste às angústias, "A guerra nunca acabava, mas o tempo das tangerinas voltava sempre."), "Vem, Vamos Remar" (sobre as enchentes de Blumenau), "Te Levanta e Voa" (sobre jovens a procura de seu destino), "Cruzeiros do Sul", "Recordações de Amar em Cuba II", "A Vitória de Vitória" (infanto-juvenil) e "Entre Condores e Lhamas". Urda escreve, com linguagem simples e objetiva, obras consistentes e seu texto tem sabor de poesia.