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quarta-feira, 10 de junho de 2015

Os ucranianos já foram espoliados. Os norte–americanos serão os próximos.


4/6/2015, [*]  Paul Craig RobertsInstitute for Political Economy
Tradução mberublue

Praça Maidan (Kiev - 9/3/2014)
Os ucranianos estiveram nos últimos 15 meses a pagar para Washington pela derrubada de seu governo democraticamente eleito em mortes, desmembramento de seu país e derrocada econômica, além da deterioração de seu relacionamento com a Rússia que, para a Ucrânia foi traduzida, na prática, com a perda de sua energia subsidiada. Agora os ucranianos estão perdendo suas pensões e ajuda social. Pateticamente, a população ucraniana marcha de cabeça baixa para o cemitério.
A Agência de Notícias TASS publicou reportagem em 1/6/2015 dando conta de que a Ucrânia interrompera o pagamento de pensões em geral, assim como aos veteranos da Segunda Guerra Mundial, pessoas com deficiências e vítimas de Chernobyl. De acordo com a reportagem, Kiev
(...) eliminou ainda gastos com transportes, serviços de saúde, serviços públicos e benefícios financeiros para antigos prisioneiros dos campos de concentração nazistas, bem como não mais honrará as ordens de pagamentos e títulos remanescentes da era soviética. As compensações em dinheiro para a s famílias com filhos vivendo nas áreas contaminadas pela radiação emanada do acidente com a usina de Chernobyl também deixarão de ser pagas. A oposição no parlamento ucraniano acredita que a Procuradoria Geral abrirá processo contra o Primeiro Ministro Arseniy Yatsenyuk, que foi quem trabalhou ativamente para a promulgação da lei de abolição desses “privilégios”.
O que se observa claramente é que puxaram o tapete dos idosos e desvalidos na Ucrânia. “Comedores inúteis”, eles foram classificados como lixo e para a lata de lixo destinados. Como devem se sentir agora os estudantes enganados da Praça Maidan, vendo que são culpados pela destruição do sistema de apoio aos seus próprios avós, por terem apoiado a revolução orquestrada por Washington na Praça Maidan? O crime que esses estudantes estúpidos cometeram com sua cumplicidade idiota é terrível.
Yatsenyuk, ou “Yats”, como Nuland prefere chamá-lo, é o fantoche de Washington que o Departamento de Estado selecionou para tocar o governo de marionetes estabelecido por Washington em Kiev. Yats age como um republicano de extrema direita quando se refere a pensões, compensações e serviços sociais como se fossem meros “privilégios”. Tem uma visão similar à dos republicanos nos Estados Unidos em relação ao seguro social ou serviços médicos prestados pelo Estado, pagos pelos impostos sobre os salários, ou seja, pagos pelos trabalhadores ativos dos Estados Unidos.
Os republicanos roubam os recursos que daí advém e os gastam em guerras que só servem para enriquecer ainda mais os tubarões de Wall Street e do complexo formado pela segurança/exército, e agora deram para culpar as “esmolas sociais” pela situação fiscal dos Estados Unidos.
  • Por acaso seria o direito da MONSANTO de tornar a Ucrânia uma produtora de alimentos geneticamente modificados um privilégio para os ucranianos?
  • Será o Benedito que o direito que o filho do Vice-Presidente dos EUA adquiriu de destruir o solo e contaminar as águas subterrâneas da Ucrânia também um privilégio?
  • Os altos custos financeiros impostos por forças externas para que os ucranianos sejam mais facilmente saqueados os tornam privilegiados?
Claro que não, ora essa! Nada disso é privilégio! Trata-se apenas de uma operação do mercado financeiro visando a criar o maior número possível de benefícios para o maior número possível de pessoas (como sei que muitos norte-americanos não vão entender que estou sendo irônico faço questão de afirmar: estou sendo irônico).
Arseniy Yatsenyuk foi capa de revista!
A reportagem não dá conta se os “privilégios” abolidos são parte de uma reforma que poderia posteriormente substituir o atual sistema de segurança social por outro. Talvez seja este o caso, mas como a interrupção do pagamento das pensões foi disparado e foi imediatamente aplicada na sequencia da lei colocada em vigor por Yats para “estabilizar a condição financeira da Ucrânia”, o objetivo dessa interrupção de pensões e pagamentos pode ter tido o objetivo de liberar dinheiro para pagar ao FMI e aos bancos ocidentais.
Na Ucrânia, assim como na Grécia, o povo crédulo e ingênuo, que viu a “salvação” na união com o ocidente está sendo levado ao abismo.
Claro, a Rússia levará a culpa por tudo. Posso até prever o que escreverão o The Washington Post e o New York Times em seus editoriais, bem como as palavras que serão ditas por Obama, CNN e Fox “News”. Aliás, meus leitores inteligentes também podem.
Pilhagem semelhante está em curso na Inglaterra, Itália, Espanha e nos Estados Unidos.
Na Inglaterra, tudo o que foi conquistado no decorrer de décadas pelo Partido Trabalhista foi jogado fora, e não apenas pelo Partido Conservador, mas pelo próprio líder do Partido Trabalhista, Tony Blair.
Tony Blair colocou seus eleitores à venda por dinheiro e atualmente, está entre o 1% dos mais ricos.
Bill e Hillary Clinton fizeram a mesma coisa. Os Clinton foram capazes de gastar três milhões (3.000.000) de dólares para realizar o casamento de sua filha, talvez um recorde mundial, colocando no chinelo a maioria dos casamentos de Hollywood.
Obama ainda nem deixou o gabinete e também já está rico. Os fiéis vassalos de Washington, Merkel, Hollande e Cameron, aguardam expectantes riquezas equivalentes.
Karl Marx estava correto ao dizer que o dinheiro a tudo corrompe. Tudo se tornou uma espécie de commodity que pode ser comprada e vendida por dinheiro.
A partir do momento que o dinheiro é a medida mais importante de uma pessoa, a população inteira está corrompida. Pois esta é a situação no mundo ocidental.
Em que lugar do ocidente as suas finanças pessoais, pequenas ou grandes, estão a salvo? Em lugar nenhum. Washington destruiu a privacidade financeira por todo o território do ocidente. Chegou mesmo a forçar a Suíça a violar as próprias leis apenas para concordar com a insistência de Washington em relação a qualquer tipo de privacidade financeira.
GOVERNOS ROUBAM SUA CONTA BANCÁRIA?
Por décadas, os norte-americanos que fossem titulares de contas bancárias no exterior eram obrigados a declará-las em suas Declarações do Imposto de Renda. Agora, se um norte-americano for possuidor de uma mera moeda de ouro em um cofre no estrangeiro, é obrigado a declarar o fato a Washington.
Uma vez que Washington saiba a localização de seus ativos, estes podem ser confiscados à vontade. Os EUA só precisam fazer algum tipo de declaração ou uma acusação qualquer e o seu dinheiro estará perdido.
Tendo em vista que Washington colocou as máquinas de impressão de dólares a todo vapor para servir a um punhado de bancos que controlam o tesouro dos Estados Unidos, a menos que a Rússia e a China concordem em se tornar vassalos de Washington, a qualquer momento o valor do dólar cairá acentuadamente.
Quando isso acontecer, não mais poderá o Federal Reserve criar dinheiro novo para satisfazer as necessidades de Washington.
Nesse caso, de onde virá o dinheiro? Das pensões dos trabalhadores dos Estados Unidos.
Pensões são acumuladas ano após ano sem pagamento de impostos e essa acumulação pode ser confiscada no total ou em parte para compensar o não pagamento de impostos, mais um “privilégio”.
Em determinado ano, acontecerá o confisco. Mas o que acontecerá no ano seguinte, quando o dólar continuará cambaleante nos mercados cambiais externos, dado o excesso de oferta? A resposta é que será assaltado mais um pedaço das pensões dos norte-americanos, e falo agora das pensões privadas, que serão confiscadas “para estabilizar o sistema financeiro”. Nestas alturas, a seguridade social será coisa do passado.
Alicia Munnell, que foi a minha substituta como Secretária Assistente do Tesouro para a Política Econômica no regime de Clinton, advogou anos atrás um confisco de pensões privadas, incluindo seus IRAs e 401Ks (modalidades de aposentadorias privadas, através das quais o trabalhador paga uma parte e o empregador paga outra parte, ou ainda paga apenas pelo trabalhador. Durante o tempo em que a aposentadoria está sendo paga ou seja, “acumulada” – ou pelo trabalhador ou pelo empregador, ou por ambos – o dinheiro é considerado livre de impostos, os quais serão cobrados apenas na época da aposentadoria do trabalhador, quando se supõe que, devido a idade e outros fatores, pagará impostos mais baixosNT) para compensar os Estados Unidos pelo status de dinheiro livre de impostos.
-AMADORES.
Fed, os bancos e o "Quantitative Easing"
Alicia tem uma sinecura (no original sinecure – emprego bem remunerado que exige pouco ou nenhum esforçoNT) em uma universidade do Leste enquanto continua a lutar contra a nossa aposentadoria.
O ataque conjunto dos Democratas de Clinton contra as pensões privadas e dos Republicanos conservadores contra as pensões públicas significa que nenhum trabalhador dos Estados Unidos pode ter esperança de gozar algum dia de uma aposentadoria.
Os norte-americanos tem apenas uma eleição antes de perder suas pensões, e não importa em quem votarão.
A segurança econômica é coisa do passado. Segurança era um produto que surgiu apenas porque os Estados Unidos eram a única economia ainda em pé logo depois da Segunda Guerra Mundial. Naqueles dias saudosos, as corporações acreditavam, assim como Washington, que as companhias tinham obrigações não apenas com os acionistas, mas também com seus empregados, consumidores e com as comunidades onde estivessem localizadas.
O resultado disso era prosperidade para todos, e não apenas, como acontece hoje, com a gestão das empresas e com os acionistas.
Os apologistas desse sistema de exploração gostam de dizer que os ricos se tornam cada vez mais ricos porque seriam muito mais espertos.
Mas acontece que a estupidez dos ricos é visível onde quer que se olhe. Os imbecis gananciosos destruíram o mercado doméstico dos Estados Unidos. Pense bem o quanto se pode ser estúpido?
Como poderão os cidadãos dos Estados Unidos continuar a consumir, se os seus bem remunerados empregos da indústria manufatureira e engenharia de software foram todos deslocalizados para o exterior, forçando-os a aceitar serviços como garçonetes, garçons, vendedores do varejo e trabalhadores de tempo parcial para a Walmart, tudo para que as linhas de capital de giro das empresas melhorem?
Quem vai comprar o que se produz para gerar lucros? Certamente não os norte-americanos, porque não terão dinheiro para tanto.
No entanto, a crença espalhada por Wall Street e pelos “advogados de acionistas” de que as corporações somente tem responsabilidade perante seus proprietários e acionistas destruiu a economia dos EUA.
Quando deslocalizaram a produção para o estrangeiro, as corporações destruíram os rendimentos que sustentaram o mercado consumidor dos EUA.
Deslocalização dos empregos dos EUA
Por exemplo, os rendimentos associados com a produção de computadores da Apple, assim como I-Pads e I-Phones estão agora na China.
Os consumidores norte-americanos da Apple não mais tem os rendimentos resultantes da fabricação dos produtos que a Apple comercializa para eles.
Os cidadãos dos EUA já foram espoliados de seus meios de subsistência e de suas carreiras. Suas pensões por aposentadoria é o próximo alvo. Para onde quer que se olhe, o destino das populações sob influência do ocidente é o mesmo.
Os ucranianos estão sendo espoliados. Assim como os gregos, os ingleses, os norte-americanos.
Onde quer que o ocidente deixe a sua marca, as populações são brutalmente exploradas. A exploração de muitos por poucos é a característica do ocidente, uma entidade corrupta, decrépita e moribunda.
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[*] Paul Craig Roberts (nascido em 3/4/1939) é um economista norte-americano, colunista do Creators Syndicate. Serviu como Secretário-Assistente do Tesouro na administração Reagan e foi destacado como um co-fundador da Reaganomics. Ex-editor e colunista do Wall Street Journal, Business Week e Scripps Howard News Service.
Testemunhou perante comissões do Congresso em 30 ocasiões em questões de política econômica. Durante o século XXI, Roberts tem frequentemente publicado em Counterpunch e Information Clearing House, escrevendo extensamente sobre os efeitos das administrações Bush (e mais tarde Obama) relacionadas com a guerra contra o terror, que ele diz ter destruído a proteção das liberdades civis dos americanos da Constituição dos EUA, tais como habeas corpus e o devido processo legal. Tem tomado posições diferentes de ex-aliados republicanos, opondo-se à guerra contra as drogas e a guerra contra o terror, e criticando as políticas e ações de Israel contra os palestinos. Roberts é graduado do Instituto de Tecnologia da Geórgia e tem Ph.D. da Universidade de Virginia, com pós-graduação na Universidade da Califórnia, Berkeley e na Faculdade de Merton, Oxford University.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Paul Craig Roberts: O Dia da Memória dos EUA é uma fraude


Os festejos de guerras de estelionato
22/5/2015, [*] Paul Craig RobertsCounterpunch
Traduzido por Emerson Silva

Major General Smedley Butler
O Dia da Memória dos EUA é dedicado a comemorar os soldados mortos nas Guerras. Disseram-nos que eles morreram por nós e por nossa liberdade. O general da Marinha dos Estados Unidos, Smedley Butler, desafia este ponto de vista. Ele disse que nossos soldados morreram pelos lucros dos banqueiros, de Wall Street, da Standard Oil e da United Fruit Company. Segue um trecho de seu discurso pronunciado em 1933:
A Guerra é apenas um estelionato. Creio ser essa uma definição de estelionato: algo que não é o que parece ser para a maioria das pessoas. Só um pequeno grupo sabe do que se trata. A guerra é conduzida para o benefício de apenas uns poucos e em detrimento das massas.
Sou favorável a uma defesa adequada das zonas costeiras e nada além disso. Se uma nação vier aqui para brigar, então vamos brigar. O problema com a América é que quando o dólar só ganha seis por cento por aqui, ele fica irrequieto e vai pro além-mar ganhar cem por cento. Então a bandeira segue o dólar e os soldados seguem a bandeira.
Eu não voltaria a fazer a guerra como tantas vezes fiz para proteger asquerosos investimentos de banqueiros. Só duas coisas justificam o combate. Uma é a defesa de nossos lares e a outra é a Lei de Direitos. A guerra feita por qualquer outra razão é um estelionato.
Não há trapaça na caixa de ferramentas de estelionato que a gangue militar possa dispensar. Ela tem seus “homens dedo” para indicar os inimigos, seus “capangas” para destruir os inimigos, seus “homens cérebro” para planificar a guerra e um “Big Boss” Capitalismo Super Nacionalista.
Pode parecer estranho que um militar como eu adote tal comparação. Mas sou compelido a isso pela honestidade. Eu passei trinta e três anos e quatro meses no serviço militar ativo como membro da mais ágil força militar deste país, o Marine Corps. Passei por todos os rangos comissionados, de segundo-tenente a Major-General. E durante este período, passei a maior parte de meu tempo sendo um capanga de alta classe para grandes empresas, para Wall Street e para os banqueiros. Em suma, eu era um estelionatário, um gangster ao serviço do capitalismo.
Achava que era apenas parte do estelionato daquele tempo. Agora tenho certeza disso. Como todos os membros da corporação militar, nunca havia pensado por mim mesmo até deixar a ativa. Minhas faculdades mentais haviam estado suspensas enquanto eu obedecia a ordens superiores. Isso é comum a todos os que estão no serviço militar.
● Eu ajudei a fazer do México, especialmente Tampico, um lugar seguro pra os interesses estadunidenses em 1914. Eu ajudei a fazer do Haiti e de Cuba um lugar decente para que a rapaziada do National City Bank enchesse os bolsos.
● Eu ajudei a violar uma meia dúzia de repúblicas centro-americanas em benefício de Wall Street. A lista de ações ilícitas é imensa.
● Eu ajudei a fazer a limpeza da Nicarágua para os empreendimentos bancários internacionais de Brown Brothers em 1909-1912 (onde foi que eu ouvi esse nome antes?).
● Eu trouxe luz à República Dominicana ao serviço dos interesses açucareiros estadunidenses em 1916.
● Na China, eu contribuí para que a Standard Oil fizesse o que bem entendesse sem problemas.   
Naqueles anos eu fui, como diziam os rapazes do serviço secreto, um bom estelionatário. Fazendo uma retrospectiva, sinto que teria podido dar várias dicas Al Capone. O máximo que esse aí conseguiu fazer foi operar em três distritos. Eu operei em três continentes.
Muitos estadunidenses morreram lutando contra inimigos que não eram nenhuma ameaça para os Estados Unidos. Nossos soldados morreram em benefício de agendas secretas sobre as quais nada sabiam. Os capitalistas escondem seus próprios interesses detrás de uma bandeira e nossos rapazes morreram ao serviço do 1%.
Jade Helm, um exercício que põe os militares dos EUA contra seu próprio povo, está marcado para acontecer de 15 /7/2015 a 15/9/2015. Vídeo a seguir:

Que agenda secreta há por trás disso?

A União Soviética foi um freio parcial à pilhagem capitalista nas décadas de 50, 60, 70 e 80 do século passado. No entanto, com o colapso soviético, a pilhagem capitalista se intensificou nos regimes Clinton, Bush e Obama.
A globalização neoliberal agora está pilhando suas próprias partes constituintes e até o próprio planeta.
Estadunidenses, gregos, irlandeses, britânicos, italianos, ucranianos, iraquianos, líbios, argentinos, espanhóis e portugueses estão sendo pilhados em suas poupanças, pensões, serviços sociais e oportunidades de trabalho; e o planeta está sendo transformado em um grande lixão por capitalistas que sugam até o último centavo do meio ambiente.
Como diz Claudia von Welhof, o capitalismo predatório está consumindo o globo.
Precisamos de um Dia da Memória para comemorar as vítimas da globalização neoliberal. Todos somos suas vítimas, e no final, os capitalistas também serão.
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 [*] Paul Craig Roberts (nascido em 3/4/1939) é um economista norte-americano, colunista do Creators Syndicate. Serviu como Secretário-Assistente do Tesouro na administração Reagan e foi destacado como um co-fundador da ReaganomicsEx-editor e colunista do Wall Street Journal,  Business Week e Scripps Howard News Service
Testemunhou perante comissões do Congresso em 30 ocasiões em questões de política econômica. Durante o século XXI, Roberts tem frequentemente publicado em Counterpunch  e Information Clearing House, escrevendo extensamente sobre os efeitos das administrações Bush (e mais tarde Obama) relacionadas com a guerra contra o terror, que ele diz ter destruído a proteção das liberdades civis dos americanos da Constituição dos EUA, tais como habeas corpus e o devido processo legal. Tem tomado posições diferentes de ex-aliados republicanos, opondo-se à guerra contra as drogas e a guerra contra o terror, e criticando as políticas e ações de Israel contra os palestinos. Roberts é graduado do Instituto de Tecnologia da Geórgia e tem Ph.D. da Universidade de Virginia, com pós-graduação na Universidade da Califórnia, Berkeley e na Faculdade de Merton, Oxford University.