Mostrando postagens com marcador Rick Rozoff. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rick Rozoff. Mostrar todas as postagens

domingo, 2 de dezembro de 2012

Serguey Lavrov: “EUA não podem comandar à bala nenhuma democracia”


1/12/2012, RIA Novosti e Itar-Tass (em STOP NATO)
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Serguey Lavrov é o atual Ministro das Relações Exteriores da Rússia

Sergey Lavrov
MOSCOU – “Resolver problemas mundiais pela força, como os EUA tentam fazer, não funciona. A via de tentar comandar a democracia à bala não funciona. Mas foi exatamente o que se viu no caso do Iraque e em outros países. E, hoje, já ninguém sabe o que acontecerá no Oriente Médio, inclusive na Síria” – disse o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, hoje, no discurso de abertura da 20ª sessão do Conselho de Política Externa e Defesa.

Lavrov lembrou o que resultou de várias tentativas anteriores de usar a força e de atropelar decisões do Conselho de Segurança, e manifestou as preocupações da Rússia ante a evidência de que há estados que tentam hoje tomar “o modelo líbio, como precedente”. 

Falando sobre o futuro da ordem mundial, Lavrov disse que “no futuro, veremos que várias regras ainda usadas hoje na política mundial já não existirão. Deve esperar que, nos próximos 20 anos, a ordem mundial seja mais complexa. O fortalecimento das capacidades de defesa da Rússia nesse mundo em turbulência está longe de ser questão de status. É necessidade vital”.

O ministro russo insistiu em que os sentimentos confrontacionais na região do Atlântico europeu parecem excitantes para alguns, mas são via politicamente insustentável, que levam a um beco sem saída. “Essa não é, não, de modo algum, a via que os russos escolhemos” – disse o ministro Lavrov.

Atualmente se fala muito sobre o fator força nas relações internacionais. O acúmulo de tensões é causa de preocupações e, “sim”, disse Lavrov, “as tensões estão-se acumulando. É o que se confirma na maior intensidade, hoje, dos conflitos internacionais. Mas os russos estamos atentos às consequências, que todos conhecemos bem, da intervenção armada de forças estrangeiras não sancionadas pela ONU”.

sábado, 9 de junho de 2012

Síria: Rússia denuncia intervenção estrangeira e a hipocrisia ocidental


Sergey Lavrov
Sergey Lavrov, Ministro das Relações Exteriores da Rússia: “Annan está paralisado por ação dos que querem a intervenção militar”


9/6/2012, Rick Rozoff, #NoNATO #ForaOTAN
Traduzida pelo pessoal da Vila Vudu


Rick Rozoff
Lavrov manifestou preocupação sobre “a reação de alguns atores de fora” os quais, disse ele, “apoiam grupos armados da oposição e, ao mesmo tempo exigem que a comunidade internacional dê passos decisivos para mudar o regime na Síria”.

O ministro disse que:

“... para justificar uma intervenção militar, continuam a falar dos refugiados que saem da Síria. Mas ninguém sabe dos que estão sitiados dentro da Síria. É o que já se viu na antiga Yugoslávia. Alguém pensou nos refugiados sitiados na Sérvia e na Eslovênia (Croácia)?” – perguntou Lavrov.

Lavrov continuou:

“Segundo estimativas recentes, há cerca de um milhão de refugiados do Iraque e meio milhão de refugiados palestinos, hoje, na Síria. E não vejo ninguém preocupado com eles ou falando deles”.

Para o ministro russo:

“... atores externos provocam a oposição síria para que continuem a ação militar. Assim, vão construindo ali cenário semelhante ao que construíram na Líbia.”
“O principal motivo pelo qual o plano de paz de Annan está paralisado é a ação dos que apoiam a intervenção militar externa na Síria, que impede a implementação do plano” – continuou Lavrov.

Lavrov disse que alguns atores “não gostam” da estabilidade que o plano pode gerar imediatamente. Querem manter a comunidade internacional indignada, e iniciar ofensiva total para intervirem na Síria.”

Lavrov manifestou preocupação sobre “a reação de alguns atores de fora” os quais, disse ele:

“... apoiam grupos armados da oposição e, ao mesmo tempo querem que a comunidade internacional aja de forma decisiva para “mudar o regime” na Síria.”

Repetiu, mais uma vez, que:

“... a Rússia jamais concordará com o uso da força, no Conselho de Segurança da ONU”. Disse que esse tipo de intervenção levaria a “consequências severas para todo o Oriente Médio”.

Lavrov disse que o governo sírio é responsável pela segurança dos cidadãos e pelo respeito aos direitos humanos, além de ser responsável por tudo que está acontecendo no país.

Tragédias como a de Houla e outros inúmeros atos de violência são resultado do confronto, hoje ativamente estimulado por atores externos. Também manifestou preocupação sobre a segurança de professores e especialistas russos que, sábado, foram atacados em Damasco.

Sobre a cobertura jornalística, o ministro das Relações Exteriores da Rússia disse que:

“... bloquear canais oficiais e privados na Síria e impedi-los de transmitir não é ação que deponha a favor da liberdade de expressão.”

Lembrou os ataques aéreos contra as instalações de transmissão de televisão em Belgrado, na Sérvia, e em Trípoli, na Líbia. “É indispensável que os atores responsáveis por esses ataques respeitem os direitos da comunidade internacional, de receber informação limpa – seja qual for a informação.”

Reunião em Moscou, para ajudar a implementar o plano de Annan

Kofi Annan
Moscou propôs uma conferência internacional sobre a crise síria, da qual participem todos os principais atores internacionais.

A Rússia manifestou esperança de que todos os atores internacionais consigam influenciar o desenrolar dos eventos na Síria, na saída de uma sessão da ONU na qual o secretário-geral dissera que o presidente sírio perdera a legitimidade.

“A conferência deve ser feita sob a autoridade da ONU” – disse Lavrov, e acrescentou que a discussão global não deve ser evento único. “A Rússia está gravemente preocupada com a presença crescente, na Síria, de terroristas internacionais e de extremistas”.

Com alguns países ocidentais já falando de impedir o Irã de participar da conferência sobre a Síria, Lavrov disse que banir Teerã “seria atitude, no mínimo, irrefletida”.

Para o ministro russo, são partes ativas e “integrais” do processo o Qatar, a Arábia Saudita, o Líbano, a Jordânia, o Iraque, a Turquia, o Irã, a Liga Árabe, a União Europeia e a Organização de Cooperação Islâmica, dentre outras.

Também ontem Lavrov repetiu a jornalistas que “não haverá autorização do Conselho de Segurança da ONU para intervenção militar na Síria.”

Nesse momento, o ministro de Relações Exteriores da Rússia está falando à imprensa sobre a Síria. A qualquer momento, detalhes atualizados.