Mostrando postagens com marcador Aniversário. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Aniversário. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Beatrice - 10 anos de trabalho profícuo



Hoje o Beatrice completa 10 anos de luta política.

Não podemos deixar passar os fatos que originaram a nossa existência.

Foi o Adauto Melo, coordenador do Grupo, o maior incentivador, senão o inspirador e virtual idealizador da redecastorphoto.

Não podemos esquecer, também, as imensas dificuldades que o Beatrice enfrenta para manter-nos informados.

As precaríssimas condições oferecidas pelos provedores de Banda Larga de São Luís - MA são lastimáveis; quedas sucessivas, interrupção quase diária dos serviços e outros problemas, inclusive de manutenção da rede física de telefonia.

Nada disso intimidou e pouco limitou o coordenador e seus correspondentes.

Muito devemos a esse Grupo desbravador e ao Adauto Melo.

Recebam nossos agradecimentos e cumprimentos pela efeméride!

Vida longa ao Beatrice!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

No aniversário do Direto da Redação



Publicado em 03/08/2011 por Urariano Mota

Recife (PE) - Da turma, eu sou aqui um dos mais novos. Quero dizer, faz pouco mais de três anos que apareci no Direto da Redação. Vim, pedi licença pra entrar, porque sabia do quadro de colunistas, da qualidade dos textos publicados, e por último, mas não menos importante, da boa fama do editor também, a quem conhecia somente pela voz e imagem na tevê. 

Se a memória não me falha, não fui convidado, fui eu que pretensioso bati à porta. Ao que respondeu Pedro Eliakim: “pode entrar, eu já acompanho os seus textos”. E passei a colaborar até hoje.

Como diria Samir Abou Hana, no dia em que lhe perguntei se ia cantar Nelson Gonçalves na casa de Racine: “aqui só tem cobra”. Mas muito afoito, tenho procurado deixar nas colunas um pouco do veneno de Pernambuco. Entre tantos colunistas, destaco um quase conterrâneo, Roberto Porto, com suas histórias de futebol e das redações do Rio. E gosto mais ainda quando Porto insinua que Eliakim é tão velho quanto ele: “estudamos na mesma turma de Direito...”. Outro é Mário Jakobskind, a quem conheci no Rio, quando bebemos juntos depois do lançamento de “Soledad no Recife”. Trata-se de um jornalista à moda boa, valente e honesto. E para não ser injusto, deixando de citar todos os colunistas, de Mair a Rui e Werneck, passando por Leila e Rodolpho, cito um ausente, John Hemingway, neto do escritor Ernest Hemingway. Tenho saudade dos seus textos. Lembro um dos mais corajosos, quando ele falou sobre a difícil relação entre o pai e o avô: o pai de John, ao ser flagrado vestindo meias femininas, recebeu de Ernest a frase “somos uma estranha tribo, filho”.

A partir daí, dialoguei com John Hemingway por email, numa estranha mistura de espanhol, português, inglês e italiano, línguas que ele fala, enquanto eu me esforçava em acompanhar com dicionários, vontade e imaginação. Dizia John, de modo gentil: “I remember reading your article ‘To die by mistake’ on Counterpunch a few years back when Jean Charles de Menezes was gunned down in LondonDo you do any sailing there in Olinda?”. Eu lhe respondia: “Hombre, chap, você pergunta ‘sailing’. Isso é algo como navegar, andar de barco?”. E ele: “Si, lo "sailing" è navigare o come si dice in Italiano, ‘andare in barca a vela’. A me piace ‘gusta’ molto. E quando ero un ragazzo andovo spesso, a Miami dove sono nato e cresciuto”. Aí terminamos. Não tive coragem de lhe responder, John, voltemos ao inglês.         

Do editor Eliakim Araújo tenho recebido contribuições, das quais a não menos pequena é a mudança de títulos na coluna. Quando uma delas é muito citada, não tenham dúvida: a culpa é de Eliakim. Ele pede licença antes, e muda o título com uma desculpa: “se você não concordar, mande”. Isso, para bom entendedor, significa “presta atenção, esmorecido, isso lá é título?”. Acho que o de hoje passa, porque tentei ser o mais original, objetivo e emocionante. Mas falando mais sério, posso dizer que a melhor qualidade do Direto da Redação tem sido a liberdade de opinião, que o editor defende como um princípio, naquele famoso pensamento que atribuem a Voltaire: "Posso não concordar com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte vosso direito de dizê-lo."

Daí que tenho publicado até hoje o que penso, bem, mais ou menos ou mal pensado. Até mesmo quando escrevo contra a vontade e opinião do editor. Até mesmo quando falo mal de Roberto Carlos, que desconfio ser um dos compositores preferidos dele e de Leila. Paciência, não é? Tem nada não. Assim que puder, farei aqui no Direto da Redação um último e definitivo teste da mais absoluta liberdade de expressão. Ando matutando para um dia escrever e publicar uma crônica de nome “O santo dia em que Roberto Carlos morreu”. Aí vamos ver. Mas enquanto não, amigos, para encerrar a de hoje, envio-lhes esta última frase, que pode não ser um primor de originalidade, mas é sincera e vem a calhar, sem dúvida: a todos, parabéns pra você, nesta data querida.

Enviado por Direto da Redação

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Primeiro aniversário do blog redecastorphoto

Hoje, 27 de maio de 2011, o bloguinho completou um ano de existência com 2.285 postagens


Foto dos fundos do Ed. Copan em São Paulo
Canon A2E – Filme Ilford HP-5
Objetiva 28-105 mm (3.5 – 4.5)
Abertura 8

terça-feira, 17 de maio de 2011

Barão de Itararé - Maio 2011

Aniversário de 1 Ano do Instituto Barão de Itararé, comemorado em São Paulo no dia 14 de Maio 2011, na Cantina La Tavola. Fotos.


Enviado por Márcia Brasil

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Venha comemorar o aniversário do Barão

No dia 13 de maio, sexta-feira, a partir das 19 horas, o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé promoverá um jantar para comemorar o seu primeiro ano de existência. 

O evento, que deverá reunir blogueiros, ativistas da luta pela democratização da mídia e lutadores dos movimentos sociais, será feito no Restaurante Villa Tavola (Rua 13 de Maio, 848, no tradicional bairro paulistano da Bela Vista).

Como o Barão é uma entidade nova e carente de recursos, o jantar custará R$ 60,00 (com direito a boa comida e muita bebida). 

Na oportunidade, será lançada oficialmente a campanha "Seja Amigo do Barão", que visa reunir associados para manter e fortalecer a entidade. 

A primeira meta desta campanha de apoio financeiro é o aluguel de uma sede - já que o Barão ainda é um "sem teto".

Neste um ano de vida, o Barão se firmou como uma entidade que participa das lutas pela democratização dos meios de comunicação, que fortalece as mídias alternativas e comunitárias e que investe na formação. 

Vários eventos foram promovidos neste período, como debates, seminários e lançamento de livros. Durante a campanha eleitoral de 2010, o Barão também promoveu um ato contra o golpismo midiático, que reuniu quase mil pessoas.

Outro ponto positivo foi a contribuição na organização da blogosfera  progressista. 

O Barão foi um dos promotores do primeiro encontro nacional de blogueiros, em agosto passado, e tem participado ativamente da organização de seus encontros estaduais. Além disso, faz parte da coordenação da campanha “A banda larga é um direito seu” e acaba de ser indicada para integrar a “Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação”.

O jantar de um ano de aniversário visa comemorar estas modestas realizações e dar mais fôlego para as futuras batalhas pela democratização da comunicação em nosso país. Venha festejar conosco.


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Um deus inca em São Paulo

Urariano Mota

O aniversário da cidade de São Paulo, nessa última terça-feira, me faz ir um pouco mais longe, até 1977. Nesse ano, quando em São Paulo desci os pés, tive a sorte de conseguir trabalho no Jornal da Semana, que era editado pelo escritor Raduan Nassar. Raduan, então, somente havia publicado Lavoura Arcaica. Na época, a minha reportagem remunerada consistia em escrever crônicas como freelancer para o jornal, e nada mais. Raduan e família, dona da cadeia de supermercados Bazar 13, até que pagavam bem, mas, diabo, as minhas 20 linhas semanais não valiam mais que o pouco chumbo impresso.

De passagem devo anotar que nesse tempo o estado de ânimo e de matéria – alma e prata - deste repórter era o pior possível. Para terem uma idéia do quanto, este que lhes escreve somente respondia cartas que viessem com selos adicionados no interior do envelope. No entanto, não sei se em razão de raiva ou de maior desespero, o texto que recupero a seguir não demonstra bem a carência de dinheiro no espírito do repórter. Eu era um atleta sonhador nesses belos dias paulistanos: percorria, passeava a pé mais de 9 horas, em rigoroso regime de calorias, por inúmeros e infindáveis quilômetros, da Vila Maria a Pinheiros. Entre ladeiras, ruas curvas e retíssimas avenidas, não posso dizer que conheço a cidade, pois São Paulo é muito grande. Mas posso informar que sempre observei a bela paisagem dos edifícios, sob um céu invariavelmente cinza. E chega de nariz de cera, vamos ao trabalho.

O texto que recupero é este: 

“Deus inca assaz falado

Deus Inca
O que o cidadão espera de um bar que tem o nome de Latino-americano? Toureiros de Espanha em terras do México, Sarita Montiel cantando La violetera, a felliniana Mamãe Dolores aos prantos secundada por Parra de mosquetão, com duplas de mexicanos de “sombreros” a passear pelas mesas chacoalhando “que bonitos ojos tienes”, um indivíduo pisando “una señorita” em arrojado tango, um índio com poncho a mascar com os “olhitos” apertados nos Andes? Pois se de “Latin American” o cidadão só entende os prospectos distribuídos em agências de viagem, não vá a este bar que tomará um tremendo susto: ao pé da escada, na Henrique Schaumann (quase esquina da Avenida Rebouças), encontrará um deus inca pintado na parede, segurando, à altura do queixo, aquilo que o eufemismo sugere dizer: um vigoroso falo.

Falemos, em termos: o senhor reverencia o deus-poder, sobe a escada, e adentra um ambiente cujo toque é a calma, o recolhimento, o bar, doce bar – atributos que, naturalmente, custam alguns trocados, que pesariam para um “obrero”, o que não deve ser o seu caso. Em um recanto em que a quase penumbra convida à paz (tão difícil, lá fora), o senhor senta-se, pois esse bar não é um daqueles infernais botecos em que a gente se embriaga de pé, até cair; senta-se e degusta, ao sabor do acaso, “un tequila, un pisco, un don ramón, o un negroni latino”, que certamente lhe acenderá as ventas, mas será contido, amaciado pela suave música que vem dos trópicos, nas ondas doces das vozes dos grupos folclóricos “del Paraguay, del Chile, del Peru” ... encastoadas em gentis fitas de um gravador que rumoreja e faz o ambiente. Das 19 e 30 ao último cliente, a depender do cliente, evidentemente. Falou?”.


Revendo o texto agora, percebo que as linhas acima possuem raiva e um olhar de quem vivia à margem. Na época, toda a redação do Jornal da Semana achou que esse foi um textinho de bom humor. O que, para a situação em que eu vivia, não deixava de ser uma piada muito, muito engraçada.

São Paulo então era um retrato vivo nas paredes. E como doía nos pés.


Enviado pelo autor

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Um ABRAÇO no Presidente Lula

Lula: refazendo a liturgia do abraço




Lula é mestre num dos maiores atributos do brasileiro: o acolhimento pelo abraço. Presidente, receba de seu povo, neste seu aniversário, um abraço fraterno. Muitos anos de vida. E que sigamos refazendo o Brasil.

Autora Gianna Carrara