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segunda-feira, 15 de junho de 2015

Os anglo-americanos estão loucos

14/6/2015, [*] Finian Cunningham – Strategic Culture
Tradução: mberublue

Philip Hammond, Secretário de Relações Exteriores

Se vivêssemos em um mundo são, o Secretário de Relações Exteriores da Inglaterra deveria ser obrigado a deixar seu posto de principal diplomata do país, coberto de desgraça e desaprovação, na sequencia de suas desastrosas declarações de que a Inglaterra deveria estar pronta para receber mais armas nucleares dos Estados Unidos, supostamente para conter a “ameaça russa”. Assim sendo, nós teríamos uma escalada alarmante das tensões internacionais e militarismo causados por ambos os países – Estados Unidos e Inglaterra – e tudo por causa de palavras imprudentes baseadas em fatos não provados. Claramente, os aliados anglo-americanos estão trabalhando em conjunto.
A regressão sem pejo de Hammond para o ambiente da Guerra Fria vem na mesma medida de Washington, que também tornou pública sua intenção de estar considerando colocar em vários países europeus, mísseis nucleares de “ataque preventivo”. Declaram os norte-americanos que esse movimento viria “em resposta” às supostas violações pelos russos do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Médio (INF). Moscou está sendo acusada de testar mísseis de cruzeiros baseados em terra que estariam proibidos sob o tratado. A Rússia tem negado sistematicamente as alegações acusatórias de Washington, que – como parece estar se tornando uma espécie de norma em outros assuntos contenciosos – não tem sustentação em nenhum tipo de evidência ou prova da parte de Washington.
Tal atitude difamatória contra a Rússia é duplamente desprezível, porque não se trata apenas de uma calúnia. A mentira também serve como cobertura moral que permite aos anglo-americanos perpetrar outras etapas ultrajantes que resultam em perigo flagrante para a paz mundial, com a alocação sem precedentes de armas nucleares.
No que se refere à questão da colocação na Inglaterra de armas nucleares dos Estados Unidos, Hammond afirmou ao jornal de direita Daily Telegraph:
(...) penso que é correto de nossa parte estarmos preocupados se a direção tomada pela Rússia é o que chamam de “doutrina de guerra assimétrica”. Nós precisamos enviar um sinal muito claro para a Rússia, de que não permitiremos qualquer transgressão às nossas linhas vermelhas. Poderemos considerar a proposta [de permitir a instalação de armas nucleares norte-americanas em solo Britânico]. Trabalhamos lado a lado com os norte-americanos. Caso essa decisão seja mesmo colocada sobre a mesa, deve ser tomada em conjunto. Quanto a nós, devemos pesar os prós e os contras e chegar a uma conclusão.
Para justificar a si mesmo, o Ministro britânico de Relações Exteriores buscou relacionar a questão nuclear à alegada agressão russa no leste ucraniano, aduzindo:
Há sinais bem preocupantes de que aumentam as atividades tanto pelas forças russas quanto pelas forças separatistas controladas pelos russos.
Hammond tentou parecer ambíguo sobre a instalação de armas nucleares dos Estados Unidos em território Britânico – as quais se somariam ao próprio arsenal nuclear da Inglaterra – mas o simples fato de que seu governo está considerando a possibilidade, já é um movimento flagrantemente imprudente. Se tal acontecesse, reverteria a proibição relativa a essas armas que ocorreu na sequência do fim da Guerra Fria há mais de 20 anos.
Guerra fria 2.0 - Manobras da OTAN

Ironicamente, enquanto Hammond estava nesta semana se esforçando para que o Parlamento permitisse um referendo sobre a permanência da Inglaterra como membro da União Europeia, sequer uma palavra foi dita ao público inglês, para saber se a população inglesa quer mais uma vez tornar-se parte da força de ataque nuclear dos Estados Unidos.
Mas talvez a infração merecedora de cartão vermelho cometida por Hammond seja o fato de que ele está militarizando perigosamente a política externa da Inglaterra sem estar lastreado em nenhuma evidência razoável; na realidade, baseia-se em desinformação total. Exatamente como seus aliados em Washington, o Ministro do Partido Conservador está fazendo toda sorte de acusações mentirosas e histéricas contra a Rússia, que vão desde constituir uma ameaça para a Europa, até usar “doutrina de guerra assimétrica”, passando pela suposta invasão do leste ucraniano e chegando à sabotagem do acordo de cessar fogo de Minsk (aliás, uma tentativa de paz que Moscou trabalhou duramente para implementar, juntamente com a Alemanha e França em fevereiro, com a significativa ausência de Washington e Londres).
Sem qualquer informação confiável, os norte-americanos e britânicos parecem estar se movendo deliberadamente no sentido de incrementar a capacidade de um ataque nuclear preventivo contra a Rússia. Como relatou a Associated Press na última semana, embora usando uma linguagem eufemística:
(...) as opções chegaram apenas ao nível de insinuações – mas não de declarações enfáticas – de que certamente melhorariam a capacidade das armas nucleares dos EUA para atingir alvos em território russo.
A verdade é que os norte-americanos, os britânicos ou a OTAN não produziram sequer um fiapo de evidência verificável de que a Rússia tenha violado o Tratado INF, ou esteja subjugando a Ucrânia ou ameaçando qualquer outro país europeu.
No leste ucraniano os relatos mais confiáveis sobre a situação emanam tanto do grupo de monitoração do cumprimento do acordo de Minsk feita pela Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) quanto de fontes da mídia local e de oficiais separatistas de que o recente incremento da violência vem do regime de Kiev, apoiado pelo ocidente. A violência inclui o bombardeio de centros residenciais na cidade de Donetsk e nos arredores de pequenas cidades e vilas, que resultaram na morte de dúzias de civis durante a última semana.
Exército da Junta de Kiev bombardeia áreas civis em Donetsk

A maneira pela qual os britânicos e norte-americanos distorcem os fatos para fazer da Rússia o agressor e destruidor do cessar fogo de Minsk é apenas uma assertiva prejudicial que se baseia em qualquer coisa, menos nos fatos. Desta forma, essa visão é uma distorção dos fatos que chega às raias da mentira descarada.
Que o Secretário para a Política Externa possa fazer comentários tão enganosos e aparentemente desorientados sobre o conflito na Ucrânia e sobre a Rússia em geral, e pensar em mudar a política militar da Inglaterra para instalar no território inglês armas nucleares dos Estados Unidos é digno de expulsão do ministério por extrema e grosseira incompetência.
A adoção por Hammond de um militarismo nuclear em meio a um tenso impasse político entre Oriente/Ocidente não passou em brancas nuvens na Inglaterra. Suas teses e afirmações belicosas causaram controvérsia, com várias campanhas antiguerra em repúdio à imprudente reversão para a mentalidade de Guerra Fria. Contudo, o fato de que a incompetência de Hammond não tenha causado ainda mais celeuma é um preocupante sinal da dormência moral do povo inglês, que não fez com que Hammond incorresse numa condenação pública ainda maior.
Nas entrelinhas, a política externa dos governos dos Estados Unidos e da Inglaterra trata-se apenas disso: uma ideologia de Guerra Fria, que os faz ver o mundo inteiro como inimigos ou “ameaças externas”. Mais uma vez, Rússia e China são vistos e retratados como inimigos.
Na última semana, em uma entrevista para o jornal italiano Corriere dela Sera, o Presidente russo, Vladimir Putin observou:
Já que muitos países têm preocupações sobre possíveis agressões pela Rússia, eu penso que apenas uma pessoa insana, louca, e apenas em sonhos maus poderiam imaginar que a Rússia poderia subitamente atacar a OTAN.
Assista a seguir entrevista completa com legendas em italiano:
Ora, por dedução, esse raciocínio lista pessoas com a visão dos fatos de Hammond como “insanas”. O mesmo vale para o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama e sua administração. Discursando na recente reunião de cúpula do G7 na Alemanha, Obama pontificou: “precisamos encarar a agressão russa”.
A pergunta lógica é: por que tanto Washington como Londres em particular, interpretam o mundo em termos de inimigos, ameaças e agressões?
Parte da resposta pode ser a de que essas mesmas potências são as maiores praticantes de agressões ilegais na perseguição de seus objetivos na política externa. O Imperialismo – uso de força militar na sustentação de metas políticas e econômicas – é parte indissociável da forma pela qual Estados Unidos e Inglaterra operam no mundo. Agressão e militarismo são instrumentos fundamentais do imperialismo anglo-americano, assim como acordos para atividades bancárias, de investimento e comércio (TPP e TTIP).

TPP, TTIP, TISA, CETA - Assalto à DEMOCRACIA


Não se pode negar que existe uma espécie de “consciência do mal” que rola nas relações internacionais tanto de Inglaterra como dos Estados Unidos. Ambos temem (com razão) retribuição e vingança causadas por seus comportamentos agressivos e criminosos em relação ao resto do mundo. Numa palavra, a visão de mundo dos anglo-americanos se resume em: paranoia.
A militarização das relações exteriores também é uma eficiente via indireta para controlar eventuais aliados nominais. Se ameaças externas são retratadas de maneira suficientemente forte, cria-se então uma espécie de senso restrito de “defesa” entre “aliados”, que passam a ver a potência dominante como líderes para “proteção”. Esses jogos mentais são típicos da forma pela qual Washington e Londres promoveram a OTAN  ao status de protetor de seus “aliados europeus” frente “agressão russa”.
O mesmo jogo mental está rolando na região da Ásia/Pacífico, onde os norte-americanos estão tentando marcar a China como um “agressor do mal” para pequenas nações, que então se voltam para Washington em busca de “proteção” – e montes de dinheiro para comprar armas dos Estados Unidos, cortesia das máquinas impressoras de dólares do FED.
Sobre a questão das alegadas agressões russas, Putin, na entrevista acima, comentou de maneira muito apropriada:
(...) penso que alguns países estão simplesmente se aproveitando do medo das populações ocidentais no que diz respeito à Rússia... Suponhamos que os Estados Unidos gostariam de manter sua liderança na comunidade atlântica (União Europeia). Precisaria então de uma ameaça externa, um inimigo comum para garantir sua liderança. Claramente, o Irã não é suficiente – a ameaça que representa não é tão assustadora ou grande. Quem poderia ser assustador o bastante? Então, subitamente, a crise se desdobra na Ucrânia. A Rússia se viu forçada a responder. Talvez toda essa situação tenha sido criada de propósito... não sei. Mas sei que não fomos nós, russos, que a criamos.
Putin acrescentou, falando ao editor do Corriere dela Sera:
Deixe-me dizer uma coisa: não é preciso temer a Rússia. O mundo mudou de forma tão drástica que atualmente qualquer pessoa com um mínimo de bom senso não pode sequer imaginar um conflito militar em larga escala. Eu garanto que temos outras coisas com as quais nos preocuparmos.
É por isso que políticos como o Ministro de Relações Exteriores da Inglaterra, Philip Hammond, são compelidos a demonizar a Rússia e conjurar pesadelos de invasões, conflitos militares em larga escala e armas nucleares. Sem alarmismo, não pode haver belicismo; e sem belicismo o capitalismo anglo-americano não pode exercer a hegemonia da qual sempre desfrutou e que necessita para funcionar.
Essa forma de ver o mundo adotada pelos anglo-americanos continua atrelada a uma era que já deveria estar esquecida, na qual a gestão da relações internacionais se dava através de violência e agressões ou até da instigação de uma guerra total, se necessário.
A origem do APOCALIPSE
 Hammond, Obama, Kerry e Cameron

Se vivêssemos em um mundo são, pessoas como Philip Hammond, o Primeiro Ministro Cameron e do outro lado do Atlântico, Obama e seu Secretário de Estado Kerry, não seriam merecedores de estar em uma posição de poder e governo. Se vivêssemos em um mundo são.
Ocorre que em nosso mundo capitalista e louco, são pessoas desse tipo que são selecionadas, porque dão ao sistema tudo o que é essencial para a sua sobrevivência, ainda que através de uma mentalidade draconiana de agressão, violência e guerra. A inominável e diabólica vergonha é que essas pessoas insanas são perfeitamente capazes de trazer o apocalipse para milhões e milhões de pessoas inocentes.
Botando para fora esses políticos estaríamos praticando uma forma inteligente de evitar a guerra. Talvez fosse ainda melhor se pudéssemos chutar para a estratosfera todo esse sistema, no qual alguns enriquecem obscenamente à custa do sofrimento da maioria.
Esse “custo” inclui suportar o risco perene de guerra e, ouso dizer, aniquilação.
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[*] Finian Cunningham nasceu em Belfast, Irlanda do Norte, em 1963. Especialista em política internacional. Autor de artigos para várias publicações e comentarista de mídia. Recentemente foi expulso do Bahrain (em 6/2011) por seu jornalismo crítico no qual destacou as violações dos direitos humanos por parte do regime barahini apoiado pelo Ocidente. É pós-graduado com mestrado em Química Agrícola e trabalhou como editor científico da Royal Society of Chemistry, Cambridge, Inglaterra, antes de seguir carreira no jornalismo. Também é músico e compositor. Por muitos anos, trabalhou como editor e articulista nos meios de comunicação tradicionais, incluindo os jornais Irish Times e The Independent. Atualmente está baseado na África Oriental, onde escreve um livro sobre o Bahrain e a Primavera Árabe.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Venezuela na mira do Império


7/6/2015, [*] Luis Britto García – Blog de Luís Britto García
Texto e fotos enviados pelo autor

1
¿Es el Imperialismo mera palabra, recurso retórico, leyenda urbana, entelequia que ladra pero no muerde?
A principios de los años sesenta La Special Operations Research Office de la American University de Washington desarrolló el Plan Camelot por contrato con el Departamento de Defensa.
En él se preveía la posibilidad del triunfo electoral de un movimiento de izquierda en Chile, y sus revelaciones sirvieron para preparar el golpe contra Allende, asesinarlo y destruir a sus seguidores.
En Colombia se desarrolló el Proyecto Simpático “con la cooperación total y del gobierno local y del embajador de los Estados Unidos”, y en él se trataba de “analizar los programas de acción cívica del ejército local y su efecto en la actitud del pueblo”. Resultado: se intensificó la intervención yanki.
En Perú montaron el Proyecto Reasentamiento, para colectar información que permitiera al ejército estadounidense “aconsejar y ayudar a las fuerzas militares locales que participan en distintos tipos de programas de colonización agrícola en todo el mundo”. Resultado: destrucción de la insurgencia revolucionaria.
Durante los años sesenta, el Cendes aplicó en Venezuela La Encuesta de Conflicto y Consenso, en cuyo desarrollo según Rodolfo Quintero figuraron fichas de la CIA. Consecuencia: la sangrienta pacificación y la derrota de la lucha armada.
2
Estados Unidos impone en la OEA una Carta Democrática, y el 11/4/2002, día del golpe contra el gobierno democrático de Chávez, el embajador estadounidense Shapiro legitima el crimen declarando en la prensa que “Venezuela está fuera de la Carta Democrática”.
En 1997 el Project New American Century predica un desmesurado incremento del gasto militar para mantener la hegemonía estadounidense, y dicho gasto sigue disparado y disparando.
En 2002 la Estratégia de Seguridad y Defensa afirma que  “si bien Estados Unidos tratará constantemente de obtener el apoyo de la comunidad internacional, no dudaremos en actuar solos, en caso necesario, para ejercer nuestro legítimo derecho a la defensa propia, con medidas preventivas contra esos terroristas”.
Y el Imperio aniquila preventivamente y sin consenso de organismos internacionales a cuanto país califica de terrorista.
3
A la luz de los ejemplos precedentes, examinemos algunos Documentos Doctrinarios de Estados Unidos que compila el General de Brigada Jesús Antonio Barrios Quintero, para comprender de dónde sale el Decreto de Obama.
En La National Security Strategy de febrero de 2015, se afirma que “apoyamos a los ciudadanos de los países donde el ejercicio pleno de la democracia está en peligro, tales como Venezuela”.
Tal apoyo ha consistido en reducir países a ruinas, tales como Afganistán, Irak y Libia.
4
Prosigamos con el conmovedor Worlwide Threat Assessment Armed Services Committee, suscrito el 3/2/2015 por Vincent Stewart, Teniente General y director de la Defense Intelligence Agency. Muchas pesadumbres atormentan al preocupado Stewart­:
Moscú ha hecho progresos significativos en la modernización de sus fuerzas nucleares y convencionales.
El Ejército Popular de Liberación de China está construyendo una moderna defensa militar.
Irán está mejorando constantemente sus capacidades militares.
El único consuelo es Colombia, pues
Bogotá se centrará en la reducción de la violencia urbana y el mantenimiento de una presencia del Estado en zonas rurales en 2015.
Con ello se justificaría una intervención, pues:
El presidente venezolano Nicolás Maduro no ha resuelto los factores que contribuyeron en la nación a la protestas contra el gobierno en el 2014, incluyendo una economía pobre, escasez de bienes básicos, delitos violentos incontrolables, y las tácticas autoritarias del gobierno contra la oposición política.
Anticipamos acciones por parte de organizaciones estudiantiles y de la oposición política con el objetivo de realizar protestas en los meses previos a las elecciones legislativas 2015.
Los líderes militares han permanecido fieles y seguirán siéndolo para sofocar las protestas antigubernamentales. Anticipamos que las fuerzas de seguridad de vez en cuando usarán tácticas de mano dura para restaurar el orden.
Se sabe que cuando Estados Unidos “anticipa”, fuerza el cumplimiento de su profecía.
5
Continuemos con la Declaración de 12 de marzo de 2015 del general John F. Kelly, Comandante del Comando Meridional de Estados Unidos. No se lo puede acusar de insincero: confiesa
(...) la misión del Comando Sur de los Estados Unidos para proteger a nuestros intereses del sur.
Ni Democracia ni Derechos Humanos: se trata de “nuestros intereses”. Para ello,
(...) también tenemos la suerte de tener socios fuertes, capaces, como Colombia, Chile, Brasil, El Salvador y Panamá, líderes regionales y destacados colaboradores a la seguridad hemisférica e internacional.
Pero atormenta a Kelly que:
China sigue aumentando su cooperación con organizaciones regionales como la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (CELAC) y la Comunidad del Caribe (CARICOM), y aprovecha su posición en BRICS para avanzar en sus intereses a nivel regional.
Peor todavía,
Rusia ha buscado una mayor presencia en América Latina a través de la propaganda, armas militares y la venta de equipos, acuerdos antidrogas, y el comercio.
Una vez más, la preocupación mayor es Venezuela, por lo cual es válido inventar tonterías:
(...) el año pasado 19 musulmanes de Trinidad fueron enviados a Venezuela para la realización de entrenamiento con armas de alto poder.
Además,
Desde 2003, el gobierno venezolano ha reducido sus estrechos vínculos militares y de defensa con los Estados Unidos tradicionalmente, y en el curso de los últimos diez años hemos sido testigos de un dramático declive en las instituciones democráticas del país.
Venezuela se enfrenta ahora a una inestabilidad significativa en la parte económica, social y política debido a la creciente delincuencia violenta, inflación galopante, pobreza, grave escasez de alimentos, medicinas y electricidad.
Abusos contra los derechos humanos cometidos por las fuerzas de seguridad y la mala gestión continua del gobierno del país están contribuyendo a un ambiente de incertidumbre, y grandes segmentos de la población dicen que el país va por el camino equivocado.
Además, la caída de los precios del petróleo y el deterioro de las condiciones económicas podrían llevar al gobierno venezolano a recortar los programas de bienestar social y su programa de subsidios del petróleo extranjero, PetroCaribe.
Más recortes a los programas de bienestar social y la continua escasez que parecen inevitables, podría probablemente conducir a un aumento de las tensiones y protestas violentas, esto podría alentar al presidente Maduro y su partido a promover medidas represivas adicionales contra manifestantes y la oposición.
Los recortes a los envíos de Petrocaribe a sus naciones miembros podían desencadenar las crisis económicas regionales, lo que podría elevar el riesgo de aumento de la migración, especialmente en el Caribe.
Sin embargo
La buena noticia es que sabemos lo que es ganar esta pelea. Colombia nos enseñó que la clave para derrotar a los insurgentes es el mismo que derrotar a las redes criminales: un gobierno fuerte y responsable que protege a sus ciudadanos, vela por el cumplimiento de la ley, y amplíe las oportunidades económicas para todos. Se nos ha enseñado que la lucha contra el tráfico ilícito y lucha contra el terrorismo a menudo van de la mano en mano. Nos enseñó que la cooperación entre agencias de Estados Unidos, junto con un socio comprometido, puede ayudar a un país del borde del abismo, y por una fracción del costo de las operaciones en Irak y Afganistán. Y, sobre todo, Colombia nos enseñó que sustenta el compromiso de los Estados Unidos y puede hacer una diferencia real y duradera. Hemos aprendido estas lecciones. AHORA ES EL MOMENTO DE APLICARLOS A LA REGIÓN EN SU CONJUNTO. Gracias, y espero con interés sus preguntas.
6
Se me ocurre una: ¿Plan Colombia, ocupación con bases militares con gringos inmunes a las leyes locales, paramilitarismo, parapolítica, centenares de miles de desaparecidos y millones de desplazados para América Latina y el Caribe? No le pregunto a Kelly ni a Obama, cuyas respuestas ya adivino. Le pregunto al amable lector.
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  1. Rajatabla  
  2. Dictadura Mediática en Venezuela  
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[*] Luis Britto García. Caracas, 1940. Narrador, ensayista, dramaturgo, dibujante, explorador submarino, autor de más de 60 títulos. En narrativa destacan Rajatabla (Premio Casa de las Américas 1970) Abrapalabra, (Premio Casa de las Américas 1969) Los fugitivos, Vela de armas, La orgía imaginaria, Pirata, Andanada y Arca. En teatro, La misa del Esclavo (Premio Latinoamericano de Dramaturgia Andrés Bello 1980) El Tirano Aguirre (Premio Municipal de Teatro1975) Venezuela Tuya (Premio de Teatro Juana Sujo en 1971) y La Opera Salsa, con música de Cheo Reyes. Con Me río del mundo obtuvo el Premio de Literatura Humorística Pedro León Zapata. Como ensayista publica La máscara del poder en 1989 y El Imperio contracultural: del Rock a la postmodernidad, en 1990, Elogio del panfleto y de los géneros malditos en el 2000; Investigación de unos medios por encima de toda sospecha (Premio Ezequiel Martínez Estrada 2005), Demonios del Mar: Corsarios y piratas en Venezuela 1528-1727, ganadora del Premio Municipal mención Ensayo 1999. En 2002 recibe el Premio Nacional de Literatura, y en 2010 el Premio Alba Cultural en la mención Letras .