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domingo, 4 de dezembro de 2011

Tucanos imitam a VIIª arte...


O PODEROSO CHEFÃO (Capítulo PSDB)

Laerte Braga

Num dos filmes da trilogia de Francis Ford Coppola, O Poderoso Chefão, Al Pacino vai a uma comissão do Senado dos EUA negar as acusações que lhe eram feitas, defender a família Corleone e mostrar o patriotismo de quem combateu pelos EUA, ele próprio.

A trama mostra que a chave do FBI – Federal Bureau of Investigation – era um velho mafioso que testemunharia contra Michael Corleone e daria fim ao propósito de “legalizar” os negócios da “família”.

Como toda quadrilha que se preza a de Michael Corleone tinha a figura do conselheiro. Uma espécie de porta-voz, de analista das decisões e advogado quase sempre.

Aloysio Nunes, o Conselheiro
É esse conselheiro que visita a testemunha chave do caso, que no passado tivera ligações com a família Corleone e relembra a ele a ética da máfia, o compromisso do silêncio e a forma como devem proceder aqueles que se perdem num determinado momento.

A visita acontece numa prisão e na manhã seguinte a testemunha é encontrada morta dentro de uma banheira e com os pulsos cortados. Estava cumprida a ética da máfia.

O senador Aloysio Nunes foi a Natal, Rio Grande do Norte, visitar João Faustino, antigo subchefe da Casa Civil do governo de José Serra e preso – já está solto – na Operação Sinal Fechado. Aloysio Nunes foi ministro da Justiça no governo de FHC, o homem forte do governo de José Serra em São Paulo e é um dos principais líderes da quadrilha tucana.

João Faustino, Gilberto Kassab, José Serra, Paulo Maluf e outros são acusados de envolvimento nos “negócios” da empresa CONTROLAR.

Operador & Patrão
A um “preço módico”, em contrato sem licitação, a empresa realizava vistoria de veículos na cidade de São Paulo, em Natal e planejava atingir dez estados da Federação no próximo ano. O faturamento previsto por João Faustino era de um bilhão de reais e além do ganho dos integrantes da quadrilha, boa parte do dinheiro irrigou e iria continuar irrigando campanhas de candidatos do PSDB, dentre eles José Serra.

Alexandre Moraes, ex-secretário de Transportes de Kassab é o advogado de João Faustino que ao ser solto gritou “Viva o Corinthians”.

Aloysio Nunes foi a Natal lembrar a João Faustino os compromissos éticos da quadrilha, o maior deles o de não abrir a boca envolvendo chefões e, lógico, como no filme, garantir que o criminoso vai ter toda a assistência necessária.

Imagine um fato desses, investigado por uma dessas duplas de detetives que geralmente são os principais protagonistas das séries policiais norte-americanas.

Haveria um levantamento total das ligações telefônicas entre os acusados, dos encontros, das viagens feitas, um rastreamento de contas bancárias, transferência de recursos, todo aquele aparato que no final permitem aos policiais prender os bandidos.

Com certeza o alvoroço telefônico, em encontros reservados e movimentação financeira para a conta do advogado Alexandre Moraes – o defensor de João Faustino – apareceriam, isso se o pagamento não tiver sido feito cash para um paraíso fiscal, especialidade da filha de José Serra.

E nesses levantamentos, cruzamentos, etc., os nomes de José Serra e outras grandes figuras do tucanato viriam à tona mostrando ligações perigosas dos que formam a quadrilha PSDB.

O escândalo da CONTROLAR é apenas uma ponta – significativa – do que representa todo o processo de atuação política dos tucanos. Vender, privatizar, terceirizar e faturar. Tudo através de laranjas, em vários estados do País – onde elegem prefeitos e governadores –, como foi feito no governo de FHC. A CONTROLAR é apenas uma das muitas fachadas da quadrilha tucana.

Não tem escrúpulos – a quadrilha pela totalidade de seus integrantes – e nem tem compromisso algum com o Brasil ou com os brasileiros.

É, literalmente, a mais poderosa máfia partidária em atuação o Brasil, seguida pelo PMDB, o PR... E outros menores... Evidente.

A demonstração cabal de que o modelo político institucional vigente está falido; a democracia é uma farsa, pois deitam tentáculos mafiosos por todos os poderes da Republica, do aparelho estatal nos seus três níveis (União, Estados e Municípios).

Sem falar no controle da mídia. Esse tipo de fato só sai na GLOBO, se sair, em pequenos cantinhos do noticiário, sem envolver os poderosos chefões do crime político organizado no Brasil. No mais é silêncio total. O fato de Kassab estar sendo crucificado em alguns veículos da grande mídia é sintoma que o prefeito está sendo jogado às feras por ter fugido a compromissos políticos com os tucanos. A grande mídia, GLOBO à frente, é parte decisiva da quadrilha tucano/neoliberal. É a que mostra ao telespectador “idiota” (definição dada por William Bonner) a “verdade” segundo o tamanho da fatura.

João Faustino em "cana"
João Faustino entendeu o recado, acolheu as recomendações de Aloysio Nunes. Não é como no filme, um caso de suicídio. Está aí o ex-governador de Brasília, José Roberto Arruda recolhido ao nada político, mas com todo o patrimônio roubado, garantido pela máfia tucana.

É a ética do silêncio, que resulta na solução do bode expiatório. Uma ética fundamental num momento em que se avizinham as eleições municipais do próximo ano e novas prefeituras são importantes para aumentar o faturamento da quadrilha através de empresas como a CONTROLAR. Tem a QUEIROZ GALVÃO, tem a NORBERTO ODEBRECHT, tem a CAMARGO CORRÊA (dona da CONTROLAR), uma infinidade delas a serviço de “negócios” desse porte.

Um detalhe interessante e que bem poderia ser objeto de investigação é o uso de figuras como João Faustino em operações como essa. Em Minas o procurador da FEAM - FUNDAÇÃO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE – prestou serviços aos tucanos em um estado do norte do País, foi condenado pelo Tribunal de Contas a devolver dinheiro público – companhia de águas – e no governo Aécio e agora, pontifica “corruptando”, como João Faustino, nos muitos “negócios” tucanos. É conhecido como JoaQUINZINHO. Outro Faustino da vida.

Paulo Preto é o da direita...
Os tucanos dispõem de toda essa espécie de operadores do crime (lembram do Paulo Preto  em São Paulo que garfou a grana - 4 milhões de reais - do Caixa 2 do PSDB nas eleições de 2010?) que rodam o País por governos estaduais e municipais que o partido controla e mantêm cheios os cofres pessoais e do partido ensejando campanhas sempre recheadas de recursos.

Tudo como o poderoso chefão na vida real, ou o filme, é o mais correto. É apenas a demonstração do que representa o capitalismo, onde a corrupção é princípio, meio e fim.

Enviado por Sílvio de Barros Pinheiro

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Paulo Preto, o homem do Golpe de Mestre

"Não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada. Não cometam esse erro".
Publicado em 13/10/2010  por Urariano Mota
A frase acima é uma epígrafe e uma inscrição tumular para José Serra. Antológica, na sua ameaça é digna de figurar entre bandidos à beira de uma dissolução de negócios. O Brasil todo sabe, mas não custa lembrar que ela foi anunciada, enunciada, pelo senhor Paulo Vieira de Souza (foto nas obras do rodoanel) , o cara faz-tudo das obras públicas do senhor José Serra. Mais conhecido na intimidade tucana pela  alcunha de Paulo Preto, Vieira de Souza foi o engenheiro Prêmio do Ano 2009. (É verdade que, depois do Prêmio Nobel de Literatura  para Mario Vargas Llosa, esse negócio de prêmio ficou muito desmontado e desmoralizado. Mas não nos percamos.)
Com uma história profissional  cujos antecedentes apontam 11 anos de serviços ao PSDB, do Presidente  Fernando Henrique ao governador José Serra, com ações à mão amada em São Paulo na linha 4 do Metrô, na avenida Jacu Pêssego, e nas maravilhosas obras do Rodoanel, Paulo Vieira de Souza sabe fazer conta, somar e subtrair como poucos. Ele é o homem que conhece onde moram a virtude e a renda do Serra que se proclama limpo de negócios fraudulentos. Ainda que os brancos tucanos estejam a murmurar que  “Só podia ser: Preto quando não suja na entrada, suja na saída”, Paulo Vieira não será um resignado Celso Pitta. 
Denunciado por parceiros (no Nordeste, chamar-se-iam “pareceiros”) do PSDB, que declararam na revista Istoé, mais frustrados que surpresos (em parceria tudo se sabe), que ele teria angariado 4 milhões de reais para a campanha e sumido, Paulo Vieira de Souza não gostou, da denúncia. E não era para menos, porque assim o pintaram:
Segundo oito dos principais líderes e parlamentares do PSDB ouvidos por ISTOÉ, Souza, também conhecido como Paulo Preto ou Negão, teria arrecadado pelo menos R$ 4 milhões para as campanhas eleitorais de 2010, mas os recursos não chegaram ao caixa do comitê do presidenciável José Serra... O trabalho de checagem contou com a participação do tesoureiro José Gregori e até do candidato José Serra e logo veio a conclusão: Paulo Preto teria coletado mais de R$ 4 milhões, mas nenhum centavo foi destinado aos cofres do partido...”
Ah, bandido, disseram. Ah, bandidos, respondeu Paulo Negão. E com razão. De que mesmo o acusavam, de haver furtado dinheiro do caixa 2? Hem? Como podem reclamar do furto furtado?  
Lembrado por Dilma do caso, no último debate, o candidato Serra, com a sua calva impoluta ficou indeciso entre a cara de nocaute e a de paisagem. Pela tevê todos viram como sofre um homem puro. Depois, entrevistado, disse que desconhecia Paulo Vieira, Paulo Negão, Paulo Preto ou qualquer Paulo. Para quê? Então ele foi ameaçado pela frase antológica do túmulo: "Não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada. Não cometam esse erro". Então, o amnésico Serra teve uma recuperação súbita de memória, e de defesa do parceiro, que os nordestinos chamariam de pareceiro: 
- Não houve desvio de dinheiro de campanha por parte de ninguém, nem do Paulo Souza. E Paulo Preto é um apelido muito preconceituoso. O Paulo Souza, que conheço, é uma pessoa muito competente e ganhou até o prêmio de Engenheiro do Ano, no ano passado. Nunca recebi nenhuma acusação a respeito dele durante sua atuação no governo.
Que diferença para quem na véspera não o conhecia! Que sacada, que ameaça magistral, do senhor  Paulo Preto. Lembra o filme Golpe de Mestre. Na tela, foi um longa-metragem. Mas na vida real talvez esse filme tenha um fim mais curto. Serra não é Robert Redford, apesar dos ares de conquistador em fim de carreira. Paulo Preto, tampouco, é Paul Newman. Mas que personagem é o engenheiro do ano de 2009 de São Paulo! Pode ser o cara desta campanha.
Extraído do Direto da Redação