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domingo, 14 de abril de 2013

CARTAS À MADEIRA II


Usurpadores e Usurpados

Raul Longo
Raul Longo

Pois é amigo...

Veja como, ao contrário do que dizem, o problema não está no espírito de porco que incorpora os homens de boa fé, mas sim na má fé dos porcos de espírito. Foi tornar estas cartas abertas e já sou amaldiçoado por judeus, cristãos e islâmicos.

E tudo só porque contei a história de Jeová para uns, Deus para outros e Alá para tres’outros. Sorte de Homero por não ter vivido nestes nossos tempos de deus único.

Leonardo Boff
O Leonardo Boff é quem tem razão: nos tempos em que deuses representavam os elementos, ninguém era louco de poluir ou derrubar um deus sabendo que o castigo viria a cavalo. Cortasses a mata de Oxóssi aqui, Tupã já rugia dali e mais dia um aguaceiro de Manitu arrebentaria tua porta.

Depois que inventaram o tal Belzebu com seus infernais castigos pós-morte e jogaram toda a responsabilidade p’ra a ira de El, o deus do cosmos, é só bajular os representantes do Todo Poderoso que fez tudo só para os seus escolhidos e o resto que se lasque. Aí deu nessa bagunça: o petróleo é só dos sheiks sauditas; cristãos intolerantes se pegam entre católicos e protestantes enquanto sionistas trucidam crianças pela Palestina.

Só a Palestina?... No Torá e na Bíblia Deus fez o mundo só para eles e quem é dono do mundo não precisa de passaporte pra atravessar qualquer fronteira. A bordo de um Mirage caça onde quiser. Até no Mali!

Mas a verdade é que não tenho nada contra deus algum, nem mesmo os monoteicos. Vishnu, Olodum, Odin ou qual seja, cada um cumpriu com a função de força organizativa de sociedades em formação. Mitos necessários aos momentos das histórias de cada povo. Só lamento é que ainda hoje tantos ainda se deixem manipular por esses mitos utilizados por seus usurpadores.

Povos inteiros jogados de lá p’ra cá, em nome do Deus único, por aqueles que só têm fé num deus de duas faces: a do Poder e a do Capital.

Freud, Einstein e tantas outras das mais brilhantes cabeças entre o povo judeu logo avisaram que aquela história de Estado de Israel era pura enganação e que os tais sionistas tinham se vendido para os governos europeus expulsarem os judeus daquele continente. De fato! Vais ver se está em Jerusalém ou Telavive alguém das famílias dos que financiaram a instalação daquele estado e a manutenção do sionismo? Rothschilds, por exemplo? Todos espalhados nos mais confortáveis e seguros centros capitalistas do mundo, tendo como base a verdadeira pátria: a Alemanha.

Escudo de armas (Brasão) dos Rothschilds
Pois é... Os Rothschilds, um dos maiores financiadores da criação do Estado de Israel e mantenedores do sionismo são judeus alemães.

“- Judeus alemães!” – te espantarás em tua perspicácia, logo questionando: “- Como então também nunca se registrou um Rothschild nos campos de extermínio nazista? Não estiveram em campos nazistas, não estão em Israel, e são judeu-alemães?”

Para entender esse aparente disparate precisamos antes rememorar algumas coisas que nos passam despercebidas na história. Uma delas é a de que judeu não é etnia, nem nacionalidade. Antes que perguntes o que era, então, a Judéia, revisemos:

Alexandre da Macedônia
Após a morte do Alexandre da Macedônia o Império Helênico foi subdividido e na Síria, hoje em conflitos financiados pelos interesses capitalistas do ocidente, se estabeleceu o Império Selêucida que foi de trezentos e pouco até 64 a. C.

Dali se controlou toda a banda oriental do império de Alexandre, até o Afeganistão, hoje invadido pelos Estados Unidos. Também naquela época, apesar de ainda não terem descoberto como extrair e utilizar o petróleo, esse quinhão do mundo era o mais cobiçado pelos mesmos motivos que quase dois milênios depois trouxeram Colombo até a América. Não o ópio da papoula afegã, mas o ouro e as especiarias que na escola estudávamos para entender porque raios Cabral se meteu Atlântico afora até descobrir o Brasil.

Imperador Seleuco
Pois enquanto o Imperador Seleuco administrava aquele lado do espólio de Alexandre, aí na Europa era um balaio de gatos medonho com aqueles saxões, vikings e gauleses sempre ameaçando as antigas colônias gregas já se formando em Império Romano. E nos Balcãs, península do sul da Turquia até a Grécia, o brigueiro entre as cidades-estado era enorme.

Mas mantendo o ideal de Alexandre, Seleuco continuou impondo a cultura helênica entre os povos dominados, demonstrando que não foram os Estados Unidos que inventaram esse mecanismo de domínio. Como então ainda não existiam os meios de imposição chamados de comunicação ou, se preferir, a mídia; os métodos eram outros, embora não menos contundentes. Houve reações entre os judeus do clã do velho patriarca Hasmon e os chamados hasmoneus foram para as montanhas onde formaram um grupo de guerrilheiros sob comando de Judas Macabeu.

Judas Macabeu
Macabeu deu sorte porque os olhos dos selêucidas cresceram sobre os Balcãs e como romanos perceberam que conquistando os Balcãs logo teriam toda a Europa subjugada, de lá vieram as centúrias. Com os selêucidas envolvidos em escaramuças com o exército romano, os guerrilheiros da Sierra Maestra hebraica, os hasmoneus, tomaram a Havana de lá: Jerusalém.

Ao invés de hospitais e escolas a primeira providência foi reconstituir o velho Templo para reconstituir a mitologia e a fé judaica praticamente extinta pelo helenismo. Reinstaurou-se o reinado sobre o povo hebreu e logo se deu aquelas insídias e disputas pelo trono que tanto estimulavam a imaginação de William Shakespeare, resultando numa guerra civil promovida por dois irmãos hasmoneus. Contenda fratricida pelo poder.

Um dos irmãos hasmoneus vendeu o povo e a pátria como qualquer tucano brasileiro, contentando-se com o cargo de sumo-sacerdote do judaísmo. Mas abdicou do trono porque sob o pretexto de pacificadores, seus aliados romanos transformaram aquilo tudo em província do Império no ano de 63 a.C. Em compensação deram à nova província o nome de Judéia. Ou seja, nunca houve um país chamado Judéia, nunca houve um povo chamado judeu. Judeu é quem professa a religião judaica e Judéia era uma província do Império Romano. Mas não de judeus nem hebreus.

Marco Antonio
Em 37 a. C. o imperador romano Marco Antonio reconstituiu o reinado judaico, só que entregou o trono a Herodes, filho de um procurador romano. Segundo Flávio Josefo, consagrado historiador judeu-romano da época, Herodes morreu em 4 ou 1 a. C e seu filho e sucessor, Herodes  Arquelau, foi entronado pelos romanos em 4 d. C. Considerado incompetente pelo Imperador Augusto, Arquelau foi destituído 2 anos depois e em 6 d. C. substituído por seu irmão, também Herodes, mas Antipas.

Intrigantes nessas anotações históricas de Flávio Josefo é que nenhum dos três Herodes estava no comando quando aquele do Novo Testamento mandou matar as criancinhas com receio da previsão do nascimento do novo rei dos judeus, o Cristo. Em verdade ninguém ocupava o trono no ano do nascimento, fosse 1 ou 0.

Mas, enfim, entre mito, lenda e história, vá se saber em quem acreditar?

Flávio Josefo
Difícil, porque até mesmo a história tem de suas contradições e o próprio Josefo é uma confirmação dessa dificuldade, pois se judeu praticante nascido em Jerusalém e filho de sacerdote, mas naturalizado como cidadão romano, o próprio historiador evidencia que os judeus não emigraram para a Europa apenas no século I d. C. como posteriormente afirmaram alguns de seus colegas. Antes disso já tinha judeu na Europa e Josefo foi um deles, embora a Segunda Diáspora Judaica tenha ocorrido realmente em 136 quando na Província da Judéia, Roma proibiu a entrada dos judeus em Jerusalém e se dispersaram mundo afora ou, mais exatamente, pela Europa.

Pode parecer estranho isso dos judeus irem para o centro do Império que inviabilizou suas vidas na Palestina, mas o processo é similar ao de tantos latino-americanos que arriscam suas vidas atravessando o Muro da Vergonha erigido pelos Estados Unidos na fronteira com o México. E não se espante se amanhã ou depois substituírem o Tio Sam pelo Primo Pancho, porque cerca de 2 séculos depois o Imperador Constantino utilizou da mesma manobra pela continuidade do Império Romano, adotando uma nova seita religiosa de origem hebraica: o cristianismo.

Constantino, o 1º Papa 
Ainda que “O Édito de Constantino” sagrando-se a si mesmo como o primeiro Sumo Pontífice da Igreja Católica, ou o primeiro Papa, ocorresse em 321, nunca foi cristão coisa alguma. Tanto que um dia antes de sua morte realizou cultos e sacrifícios a Zeus, um mito grego. Instituiu o domingo como feriado, mas apesar da origem latina da palavra se referir ao “Dominicus die” ou o dia de Deus, para Constantino não era uma comemoração ao dia de descanso do criacionismo bíblico e da mitologia judaica, mas homenagem ao deus Sol Invicto, ao qual também adorava.

Constantino foi o primeiro Papa e verdadeiro fundador da Igreja Católica que nunca foi de Pedro, mas sempre tão romana quanto a Judéia.

Romana, apesar dessa Igreja e das demais igrejas cristãs professarem o mito judaico do Messias (que os judeus não aceitam como real e ainda esperam o verdadeiro Messias), baseados em alguns relatos de autores judeus que nos evangelhos não escondem suas indisposições ao domínio do Império e apresentam os romanos como antagônicos e algozes de personagens judeus na condição de discípulos ou apóstolos, mas todos vítimas.

Aqui no Brasil ainda remanescem daqueles hipócritas dos tempos da ditadura que ao ouvir alguma crítica aos Estados Unidos acusam como coisa de comunista antipatriota, mas nos evangelhos os que se vendiam aos interesses romanos como um William Waack, conforme revelado pelo WikiLeaks, se vendeu à CIA, era logo taxado de traidor como aconteceu com o Judas Iscariotes. No evangelhos traidor não tem moleza não, se não enforca vai vagar eternamente pelo mundo ou cai direto no inferno. Só aqui é que continuam fazendo cara de bons moços para as câmeras.

Apesar disso tudo e de adotarem uma versão do Torá como o Velho Testamento da Bíblia, o que a Igreja Católica Romana fez através de mais um mito hebraico, foi satanizar os autores do mito. Da mesma forma que os patriarcas do judaísmo satanizaram Baal para transformar seu mitológico pai, El, em Deus único, a Igreja usou os judeus para satanizar os judeus. Mais ou menos como se a Veja publicasse trechos do Capital para convencer seus leitores de que os comunistas são traidores do Marx. Bem... De fato alguns depuseram muito contra os ideais do velho camarada, mas não no mesmo sentido do ódio que as igrejas cristãs conseguiram difundir contra os judeus por todo o mundo.

Desculpe amigo, se pareço fugir do propósito dessas cartas que ainda é o de chegarmos a alguma conclusão sobre a crise financeira mundial que aflige a ti e a Gabriela (que como feminino de Gabriel é uma enviada de El) aí na Madeira. Não fujo, não. Mas para entendermos como se aperfeiçoaram os sistemas de usurpação para o que conhecemos como Capitalismo, é preciso resgatar o histórico das instituições que o desenvolveram e a Igreja é uma delas, como todos os demais meios de sistêmica manipulação de mitologia religiosa, sobretudo entre os difusores do monoteísmo que adicionou à usurpação pela força, o caráter de direito divino.

Prometo que nas próximas cartas avançaremos um pouco mais na cronologia histórica, embora ainda tenhamos de analisar a mais antiga usurpação da história da humanidade: a das mulheres pelos homens. Ainda que esteja presente entre todas as religiões patriarcais e profundamente nas monoteicas, talvez a usurpação dos ideais do profeta Maomé pelo islamismo seja o que melhor exemplifique esse processo hoje bastante manipulado pelo cristianismo ocidental aliado ao falso judaísmo dos sionistas.

Chegaremos lá.
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terça-feira, 14 de junho de 2011

O cartel do Federal Reserve: As oito famílias (Parte 1)

Dean Henderson

por *Dean Henderson

Os Quatro Cavaleiros banqueiros (Bank of America, JP Morgan Chase, Citigroup e Wells Fargo) são os donos dos Quatro Cavaleiros do Petróleo (Exxon Mobil, Royal Dutch/Shell, BP e Chevron Texaco); em sintonia com o Deutsche Bank, o BNP, o Barclays e outros monstros europeus das velhas fortunas. Mas o seu monopólio sobre a economia global não se esgota no xadrez do petróleo.

De acordo com o relatório 10-K para a SEC, os Quatro Cavaleiros da Banca estão entre os dez maiores acionistas de praticamente todas as empresas da Fortune 500. [1] [NT 1]

Então quem são os acionistas destes centros bancários de dinheiro?

Esta informação é um segredo muito bem guardado. As minhas indagações junto das agências reguladoras da banca, no que se refere aos proprietários das ações dos 25 maiores bancos norte-americanos que possuem companhias, foram respondidas ao abrigo da Lei da Liberdade de Informação, antes de serem recusadas com base na "segurança nacional". O que é bastante ridículo, na medida em que muitos dos acionistas da banca residem na Europa.

Um importante repositório da riqueza da oligarquia global que é dona destas companhias na posse da banca é a US Trust Corporation – fundada em 1853 e atualmente propriedade do Bank of America. Um recente diretor e curador honorário da US Trust Corporate foi Walter Rothschild. Outros directores incluíram Daniel Davison do JP Morgan Chase, Richard Tucker da Exxon Mobil, Daniel Roberts do Citigroup e Marshall Schwartz do Morgan Stanley. [2]

J. W. McCallister, da indústria petrolífera com ligações à Casa de Saud, escreveu no The Grim Reaper que informações que obteve de banqueiros sauditas referiam que 80% do Federal Reserve Bank de Nova Iorque – de longe o ramo mais poderoso do Fed – estavam na posse de apenas oito famílias, quatro das quais residem nos EUA. São elas os Goldman Sachs, os Rockefellers, os Lehmans e os Kuhn Loebs de Nova Iorque; os Rothschilds de Paris e de Londres; os Warburgs de Hamburgo; os Lazards de Paris; e os Israel Moses Seifs de Roma.

O CPA Thomas D. Schauf confirma as afirmações de McCallister, acrescentando que dez bancos controlam todos os doze ramos do Federal Reserve Bank. Menciona o N.M. Rothschild de Londres, o Rothschild Bank de Berlim, o Warburg Bank de Hamburgo, o Warburg Bank de Amesterdão, o Lehman Brothers de Nova Iorque, o Lazard Brothers de Paris, o Kuhn Loeb Bank de Nova Iorque, o Israel Moses Seif Bank de Itália, o Goldman Sachs de Nova Iorque e o JP Morgan Chase Bank de Nova Iorque. Schauf lista William Rockefeller, Paul Warburg, Jacob Schiff e James Stillman como indivíduos que possuem grande quantidade de ações do Fed. [3] Os Schiffs são preponderantes no Kuhn Loeb. Os Stillmans no Citigroup, casaram-se no clã Rockefeller no início do século.

Eustace Mullins chegou às mesmas conclusões no seu livro “The Secrets of the Federal Reserve”' , em que exibe gráficos ligando o Fed e os bancos seus membros às famílias Rothschild, Warburg, Rockefeller e outras. [4]

O controle que estas famílias de banqueiros exercem sobre a economia global não pode ser subestimado e é intencionalmente um segredo bem guardado. O seu braço na imprensa empresarial é rápido em desacreditar qualquer informação que divulgue este cartel privado de banqueiros centrais como uma “teoria da conspiração”. Mas os fatos subsistem.

A Casa de Morgan

O Federal Reserve Bank nasceu em 1913, no mesmo ano em que morreu J. Pierpoint Morgan, descendente de banqueiro, e em que se formou a Fundação Rockefeller. A Casa de Morgan presidiu as finanças dos EUA a partir da esquina de Wall Street e Broad Street, praticamente como o banco central dos EUA desde 1838, quando George Peabody a fundou em Londres.

Peabody era sócio de negócios dos Rothschilds. Em 1952, o investigador do Fed, Eustace Mullins, avançou com a suposição de que os Morgans não eram mais do que agentes dos Rothschilds. Mullins escreveu que os Rothschilds “… preferiam operar anonimamente nos EUA por detrás da fachada de J.P. Morgan & Company”. [5]

O autor Gabriel Kolko afirmou, “as atividades de Morgan em 1895-1896 na venda de títulos do Tesouro dos EUA na Europa basearam-se numa aliança com a Casa de Rothschild”. [6]

Os tentáculos do polvo financeiro de Morgan envolveram rapidamente todo o globo. Morgan Grenfell operava em Londres. Morgan et Ce dominava Paris. Os primos Lambert de Rothschild criaram a Drexel & Company na Filadélfia.

A Casa de Morgan assistia aos Astors, aos DuPonts, aos Guggenheims, aos Vanderbilts e aos Rockefellers. Financiou o lançamento da AT&T, da General Motors, da General Electric e da DuPont. Tal como os bancos Rothschild e Barings com sede em Londres, o Morgan tornou-se parte da estrutura do poder em muitos países.

Em 1890, a Casa de Morgan emprestava dinheiro ao Banco Central do Egito, financiava ferrovias russas, títulos do governo provincial brasileiro e projetos de obras públicas argentinas. Uma recessão em 1893 reforçou o poder de Morgan. Nesse ano Morgan salvou o governo dos EUA de um pânico bancário, formando uma união para escorar as reservas governamentais com uma injeção de 62 milhões de dólares em ouro Rothschild. [7]

Morgan foi a força motriz por detrás da expansão para oeste nos EUA, financiando e controlando as vias-férreas para oeste por intermédio de fundos fiduciários. Em 1879 a Ferrovia Central de Nova Iorque, de Cornelius Vanderbilt, financiada por Morgan, concedeu taxas preferenciais ao monopólio nascente da Standard Oil, de John D. Rockefeller, cimentando a relação Rockefeller/Morgan.

A Casa Morgan passou depois para o controle da família Rothschild e Rockefeller. Um título do New York Herald dizia, “Reis das ferrovias formam monopólio gigantesco”. J. Pierpont Morgan, que em tempos afirmara, “A competição é um pecado”, passou a opinar alegremente, “Pensem nisso. Toda a concorrência do tráfego ferroviário a oeste de St. Louis colocada sob o controle de cerca de trinta homens”. [8]

Morgan e o banqueiro Kuhn Loeb de Edward Harriman detinham o monopólio sobre as ferrovias, enquanto as dinastias banqueiras Lehman, Goldman Sachs e Lazard se juntaram aos Rockefeller para controlar a base industrial dos EUA. [9]

Em 1903, as Oito Famílias fundaram o Banker's Trust. Benjamin Strong do Banker's Trust foi o primeiro governador do Federal Reserve Bank de Nova Iorque. A criação do Fed em 1913 fundiu o poder das Oito Famílias com o poder militar e diplomático do governo dos EUA. Se os seus empréstimos no estrangeiro não fossem pagos, os oligarcas podiam contar com os Marines dos EUA para cobrar as dívidas. O Morgan, o Chase e o Citibank formaram uma união de empréstimos internacionais.

A Casa de Morgan era íntima da Casa Britânica de Windsor e da Casa Italiana de Sabóia. Os Kuhn Loebs, os Warburgs, os Lehmans, os Lazards, os Israel Moses Seifs e os Goldman Sachs também tinham ligações estreitas com a realeza europeia. Em 1895 Morgan controlava o fluxo do ouro dentro e fora dos EUA. A primeira vaga de fusões americanas estava na sua infância e estava a ser promovida pelos banqueiros. Em 1897 houve sessenta e nove fusões industriais. Em 1899 houve mil e duzentas. Em 1904, John Moody – fundador do Moody's Investor Services – disse que era impossível falar dos interesses de Rockefeller e Morgan em separado. [10]

Surgiu a desconfiança do público em relação a este conluio. Muita gente considerava como traidores quem trabalhasse para as antigas fortunas da Europa. A Standard Oil de Rockefeller, a US Steel de Andrew Carnegie e as ferrovias de Edward Harriman foram todos financiados pelo banqueiro Jacob Schiff do Kuhn Loeb, que trabalhava em estreita colaboração com os Rothschilds europeus.

Vários estados do oeste proibiram a entrada dos banqueiros. O pregador populista William Jennings Bryan foi por três vezes o candidato Democrata para presidente entre 1896 e 1908. O tema central da sua campanha anti-imperialista era que a América estava caindo numa ratoeira de “servidão financeira para com o capital britânico”. Teddy Roosevelt derrotou Bryan em 1908, mas por causa deste incêndio populista que se ia alastrando, foi forçado a promulgar a Lei Sherman Anti-Monopólio. Depois, perseguiu o Monopólio da Standard Oil.

Em 1912, realizaram-se as audições Pujo, que trataram da concentração do poder em Wall Street. Nesse mesmo ano, Mrs. Edward Harriman vendeu as suas substanciais ações do Guaranty Trust Bank de Nova Iorque a J.P. Morgan, criando o Morgan Guaranty Trust. O juiz Louis Brandeis convenceu o presidente Woodrow Wilson a tentar pôr fim aos monopólios interligados. Em 1914 foi aprovada a Lei Clayton Anti-Monopólio.

Jack Morgan – filho e sucessor de J. Pierpont – reagiu convidando os seus clientes Remington e Winchester a aumentar a produção de armas. Argumentou que os EUA precisavam entrar na 1ª Guerra Mundial. Incitado pela Fundação Carnegie e por outras frentes oligárquicas, Wilson cedeu. Como escreveu Charles Tansill em “America Goes to War”; “Ainda antes do início do conflito, a firma francesa Rothschild Frères enviou um telegrama a Morgan & Company de Nova Iorque sugerindo o financiamento de um empréstimo de 100 milhões de dólares, grande parte do qual ficaria nos EUA para pagar as compras francesas dos produtos americanos”.

A Casa Morgan financiou metade do esforço de guerra dos EUA, enquanto recebia comissões para contratar fornecedores como a GE, a DuPont, a US Steel, a Kennecott e a ASARCO. Todos eles eram clientes Morgan. A Morgan também financiou a Guerra britânica dos Boers na África do Sul e a Guerra Franco-Prussiana. A Conferência de Paz de Paris, em 1919, foi presidida por Morgan, que liderou os esforços de reconstrução tanto dos alemães como dos aliados. [11]

Na década de 1930 reapareceu o populismo na América depois de o Goldman Sachs, o Lehman Bank e outros terem se beneficiado da Queda da Bolsa de 1929. [12] O presidente da Comissão Bancária do Congresso, Louis McFadden (D-NY) disse sobre a Grande Depressão, “Não foi um acidente. Foi uma ocorrência cuidadosamente planeada… Os banqueiros internacionais pensaram criar uma situação de desespero aqui para poderem surgir como dominadores de todos nós”.

O senador Gerald Nye (D-ND), em 1936, presidiu a uma investigação sobre munições. Nye concluiu que a Casa de Morgan tinha feito os EUA mergulharem na 1ª Guerra Mundial para proteger empréstimos e criar uma explosão na indústria de armamento. Nye produziu mais tarde um documento intitulado “The Next War”, que se referia cinicamente à “fraude contra a velha deusa da democracia”, através da qual o Japão podia ser utilizado para atrair os EUA para a 2ª Guerra Mundial.

Em 1937, o secretário do Interior, Harold Ickes, alertou para a influência das “60 Famílias da América”. O historiador Ferdinand Lundberg posteriormente escreveu um livro exatamente com o mesmo título. O juiz do Supremo Tribunal, William O. Douglas condenou, “a influência de Morgan… a mais perniciosa na indústria e na finança de hoje”.

Jack Morgan respondeu empurrando os EUA para a 2ª Guerra Mundial. Morgan tinha estreitas relações com as famílias Iwasaki e Dan – dois dos clãs mais ricos do Japão – que são donos da Mitsubishi e da Mitsui, respectivamente, visto que estas empresas saíram dos xogunatos do século XVII. Quando o Japão invadiu a Manchúria, chacinando camponeses chineses em Nanking, Morgan minimizou o incidente. Morgan também tinha relações estreitas com o fascista italiano Benito Mussolini, enquanto que o nazi-alemão Dr. Hjalmer Schacht foi uma ligação do Morgan Bank durante a 2ª Guerra Mundial. Depois da guerra, representantes do Morgan encontraram-se com Schacht no Banco de Compensações Internacionais (BIS) em Basileia, na Suíça. [13]

A Casa de Rockefeller

O BIS é o banco mais poderoso do mundo, um banco central global das Oito Famílias que controlam os bancos centrais privados de quase todos os países ocidentais e em desenvolvimento. O primeiro presidente do BIS foi o banqueiro Gates McGarrah de Rockefeller – funcionário do Chase Manhattan e do Federal Reserve. McGarrah era avô do antigo diretor da CIA, Richard Helms. Os Rockefellers – tal como os Morgans – tinham estreitas ligações com Londres. David Icke escreve em “Children of the Matrix” , que os Rockefellers e os Morgans eram apenas “mandaretes” dos Rothschilds europeus. [14]

O BIS é propriedade do Federal Reserve, do Banco de Inglaterra, do Banco da Itália, do Banco do Canadá, do Banco Nacional Suíço, do Banco da Holanda, do Bundesbank e do Banco da França.

O historiador Carroll Quigley escreveu no seu livro épico “Tragedy and Hope” que o BIS foi produto de um plano, “para criar um sistema mundial de controle financeiro em mãos privadas capaz de dominar o sistema político de cada país e a economia do mundo no seu todo… para ser controlado de modo feudal pelos bancos centrais mundiais, actuando concertadamente através de acordos secretos”.

O governo dos EUA tinha uma desconfiança histórica do BIS, e esforçou-se em vão pela sua destruição na Conferência Bretton Woods em 1944, após a 2ª Guerra Mundial. Pelo contrário, o poder das Oito Famílias saiu reforçado, com a criação em Bretton Woods do FMI e do Banco Mundial. O Federal Reserve dos EUA só adquiriu ações no BIS em Setembro de 1994. [15]

O BIS detém pelo menos 10% das reservas monetárias de pelo menos 80 bancos centrais mundiais, do FMI e de outras instituições multilaterais. Funciona como agente financeiro de acordos internacionais, reúne informações sobre a economia global e serve de prestamista de último recurso para impedir um colapso financeiro global.

O BIS promove um programa capitalista fascista de monopólio. Concedeu um empréstimo a curto prazo à Hungria nos anos 90 para garantir a privatização da economia daquele país. Serviu de canal para as Oito Famílias financiarem Adolf Hitler – dirigido por J. Henry Schroeder dos Warburgs e pelo Banco Mendelsohn de Amesterdão. Muitos investigadores afirmam que o BIS está no comando da lavagem de dinheiro da droga global. [16]

Não é por acaso que o BIS tem a sua sede na Suíça, esconderijo preferido para a riqueza da aristocracia global e sede da Loja Alpina P-2 da Maçonaria italiana e da Internacional Nazi. Outras instituições que as Oito Famílias controlam incluem o Fórum Econômico Mundial, a Conferência Monetária Internacional e a Organização Mundial do Comércio.

Bretton Woods foi uma bênção para as Oito Famílias. O FMI e o Banco Mundial foram fundamentais para esta "nova ordem mundial". Em 1944, as primeiras acções do Banco Mundial foram lançadas por Morgan Stanley e First Boston. A família francesa Lazard passou a estar mais envolvida nos interesses da Casa de Morgan. O Lazard Frères – maior banco de investimentos da França – é propriedade das famílias Lazard e David-Weil – descendentes dos antigos banqueiros genoveses representados por Michelle Davive. Um recente presidente e director executivo do Citigroup foi Sanford Weill.

Em 1968 a Morgan Guaranty lançou o Euro-Clear, um banco de compensação com sede em Bruxelas, para valores em eurodólares. Foi a primeira experiência automatizada do gênero. Houve quem chamasse ao Euro-Clear de “A Besta”. Bruxelas é a sede do novo Banco Central Europeu e da OTAN. Em 1973, funcionários da Morgan reuniram-se secretamente nas Bermudas para ressuscitar ilegalmente a velha Casa de Morgan, vinte anos antes da revogação da Lei Glass Steagal. Morgan e os Rockefellers apoiaram financeiramente a Merrill Lynch, atirando-a para o grupo dos 5 Grandes da banca de investimentos norte-americana. Merrill faz atualmente parte do Bank of America.

John D. Rockefeller utilizou a sua riqueza petrolífera para comprar a Equitable Trust, que tinha absorvido vários grandes bancos e empresas nos anos 20. A Grande Depressão ajudou a consolidar o poder de Rockefeller. O seu Chase Bank fundiu-se com o Manhattan Bank de Kuhn Loeb para formar o Chase Manhattan, consolidando uma antiga relação familiar. Os Kuhn-Loebs tinham financiado – juntamente com os Rothschilds – a tentativa de Rockefeller para ser o rei do petróleo. O National City Bank de Cleveland forneceu a John D. o dinheiro necessário para entrar nesta monopolização da indústria petrolífera dos EUA. O banco foi identificado nas audições do Congresso como um dos três bancos de propriedade dos Rothschilds nos EUA durante a década de 1870, quando Rockefeller começou por incorporar a Standard Oil de Ohio. [17]

Um dos sócios de Rockefeller da Standard Oil era Edward Harkness, cuja família veio a controlar o Chemical Bank. Um outro era James Stillman, cuja família controlava o Manufacturers Hanover Trust. Estes dois bancos fundiram-se sob a égide de JP Morgan Chase. Duas das filhas de James Stillman casaram-se com dois dos filhos de William Rockefeller. As duas famílias também controlam uma enorme fatia do Citigroup. [18]

Na área dos seguros, os Rockefellers controlam o Metropolitan Life, a Equitable Life, a Prudential e a New York Life. Os bancos Rockefeller controlam 25% do ativo dos 50 maiores bancos comerciais norte-americanos e 30% do ativo das 50 maiores companhias de seguros. [19] As companhias de seguros – a primeira nos EUA foi fundada por mações através da Woodman's of America – desempenham um papel chave na lavagem do dinheiro da droga nas Bermudas.

As empresas sob o controle de Rockefeller incluem a Exxon Mobil, a Chevron Texaco, a BP Amoco, a Marathon Oil, a Freeport McMoran, a Quaker Oats, a ASARCO, a United, a Delta, a Northwest, a ITT, a International Harvester, a Xerox, a Boeing, a Westinghouse, a Hewlett-Packard, a Honeywell, a International Paper, a Pfizer, a Motorola, a Monsanto, a Union Carbide e a General Foods.

A Fundação Rockefeller tem ligações financeiras estreitas com as Fundações Ford e Carnegie. Outras iniciativas filantrópicas da família incluem o Rockefeller Brothers Fund, o Instituto Rockefeller de Pesquisa Médica, o Conselho Geral da Educação, a Universidade Rockefeller e a Universidade de Chicago – que tem preparado um fluxo permanente de economistas de extrema direita como defensores do capital internacional, incluindo Milton Friedman.

A família possui o edifício Rockefeller Plaza, 30, onde todos os anos se ilumina a árvore de Natal nacional e o Rockefeller Center. David Rockefeller foi fundamental na construção das torres do World Trade Center. A principal casa da família Rockefeller é um deselegante complexo a norte do estado de Nova Iorque, conhecido por Pocantico Hills. Também possuem um duplex de 32 quartos na 5ª Avenida em Manhattan, uma mansão em Washington, DC, o Rancho Monte Sacro na Venezuela, plantações de café no Equador, várias fazendas no Brasil, uma propriedade em Seal Harbour, no Maine e casas de férias nas Caraíbas, no Havaí e em Porto Rico. [20]

As famílias Dulles e Rockefeller são primas. Allen Dulles criou a CIA, deu assistência aos nazis, encobriu o assassínio de Kennedy à Comissão Warren e fechou um acordo com a Irmandade Muçulmana para criar assassinos controlados psicologicamente. [21]

O irmão John Foster Dulles presidiu às garantias falsificadas da Goldman Sachs antes da queda da bolsa de 1929 e ajudou o irmão a derrubar governos no Irã e na Guatemala. Eram ambos membros da Skull & Bones, do Council on Foreign Relations (CFR) e maçons do 33º grau. [22]

Os Rockefellers foram decisivos na formação do Clube de Roma, orientado para a redução da população, na propriedade da família em Bellagio, Itália. Criaram a Comissão Trilateral na sua propriedade Pocantico Hills. A família é um dos principais financiadores do movimento eugênico que gerou Hitler, a clonagem humana e a atual obsessão pelo ADN na comunidade científica norte-americana.

John Rockefeller Jr. chefiou o Conselho da População até à sua morte. [23] O seu filho homônimo é senador pela Virginia Ocidental. O irmão Winthrop Rockefeller foi vice-governador do Arcansas e continua a ser o homem mais poderoso daquele estado. Numa entrevista em Outubro de 1975 à revista Playboy, o vice-presidente Nelson Rockefeller – que também foi governador de Nova Iorque – articulou a perspectiva paternalista da sua família, “Acredito plenamente no planejamento – no campo econômico, social, político, militar, no mundo inteiro”.

Mas de todos os irmãos Rockefeller, foi David, o fundador da Comissão Trilateral (TC) e presidente do Chase Manhattan, quem levou a agenda fascista da família a uma escala global. Defendeu o Xá do Irã, o regime apartheid da África do Sul e a junta chilena de Pinochet. Foi o maior financiador do CFR, do TC e (durante a Guerra do Vietnã) da Comissão para uma Paz Efetiva e Duradoura na Ásia – um contrato de bônus para os que não estavam envolvidos no conflito.

Nixon convidou-o para secretário do Tesouro, mas Rockefeller recusou o cargo, sabendo que o seu poder era muito maior ao leme do Chase. O autor Gary Allen escreve em “The Rockefeller File” que, em 1973, “David Rockefeller reuniu-se com 27 chefes de estado, incluindo os governantes da Rússia e da China Vermelha”.

Após o golpe do Nugan Hand Bank e da CIA, de 1975, contra o primeiro-ministro australiano Gough Whitlam, o seu sucessor designado pela Coroa britânica, Malcolm Fraser, correu aos EUA, onde se encontrou com o presidente Gerald Ford depois de ter conferenciado com David Rockefeller. [24]

01/Junho/2011

A seguir, parte II da série The Federal Reserve Cartel: The Freemason BUS & The House of Rothschild

Notas
[1] 10K Filings of Fortune 500 Corporations to SEC. 3-91
[2] 10K Filing of US Trust Corporation to SEC. 6-28-95
[3] The Federal Reserve “Fed Up”. Thomas Schauf. www.davidicke.com  1-02
[4] The Secrets of the Federal Reserve. Eustace Mullins. Bankers Research Institute. Staunton, VA. 1983. p.179
[5] Ibid. p.53
[6] The Triumph of Conservatism. Gabriel Kolko. MacMillan and Company New York. 1963. p.142
[7] Rule by Secrecy: The Hidden History that Connects the Trilateral Commission, the Freemasons and the Great Pyramids. Jim Marrs. HarperCollins Publishers. New York. 2000. p.57
[8] The House of Morgan. Ron Chernow. Atlantic Monthly Press NewYork 1990
[9] Marrs. p.57
[10] Democracy for the Few. Michael Parenti. St. Martin's Press. New York. 1977. p.178
[11] Chernow
[12] The Great Crash of 1929. John Kenneth Galbraith. Houghton, Mifflin Company. Boston. 1979. p.148
[13] Chernow
[14] Children of the Matrix. David Icke. Bridge of Love. Scottsdale, AZ. 2000
[15] The Confidence Game: How Un-Elected Central Bankers are Governing the Changed World Economy. Steven Solomon. Simon & Schuster. New York. 1995. p.112
[16] Marrs. p.180
[17] Ibid. p.45
[18] The Money Lenders: The People and Politics of the World Banking Crisis. Anthony Sampson. Penguin Books. New York. 1981
[19] The Rockefeller File. Gary Allen. '76 Press. Seal Beach, CA. 1977
[20] Ibid
[21] Dope Inc.: The Book That Drove Kissinger Crazy. Editors of Executive Intelligence Review. Washington, DC. 1992
[22] Marrs.
[23] The Rockefeller Syndrome. Ferdinand Lundberg. Lyle Stuart Inc. Secaucus, NJ. 1975. p.296
[24] Marrs. p.53

[NT 1] Relatório 10-K : É o relatório anual exigido pela Comissão de Garantias e Câmbios (SEC) dos EUA que dá um resumo abrangente da atividade duma empresa com um patrimônio superior a 10 milhões de dólares. A Fortune 500 é uma lista anual publicada pela revista Fortune que lista as maiores 500 empresas norte-americanas.

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*Autor de Big Oil & Their Bankers in the Persian Gulf; Four Horsemen, Eight Families & Their Global Intelligence, Narcotics & Terror Network e The Grateful Unrich: Revolution in 50 Countries. Seu blog: LEFT HOOK by Dean Henderson

O artigo original, em inglês, encontra-se em: The Federal Reserve Cartel: The Eight Families
Traduzido por Margarida Ferreira.
Esta tradução encontra-se em: Resistir