Mostrando postagens com marcador TV Globo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador TV Globo. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 26 de julho de 2012

A verdade do artista



Publicado em 26/07/2012 por Urariano Motta*

Recife (PE) - Parto hoje de um artista de grande mídia, mas que me serve ao propósito de falar da luta arte versus capital. Pois assim como a TV nos usa, na medida em que ao falar dela fazemos-lhe propaganda, cabe a nós também usá-la para fins que ela não queria. Como tento a partir de agora.

A entrevista do ator Pedro Cardoso no programa “Na Moral” tem momentos que um filósofo diria serem universais. Na ocasião, discutiam os fotógrafos paparazzi, que devassam momentos íntimos dos artistas para os olhos de todo o mundo. Ali, no conhecido recurso da criação caricatural, no rádio e na TV, que inventa o bandido e o artista de mentirinha, o cinismo de Bial em vídeo anuncia o inimigo “númuro 1” dos paparazzi. Então entra Pedro Cardoso.E vem a primeira nota fora do script, porque o artista assim fala:

“Aqui falta o personagem mais importante nessa discussão, falta o capitalista.... Há uma enorme distinção entre os fatos da minha vida privada e os fatos que são públicos.”

Ao que intervém Bial:
“Mas seguindo o seu raciocínio, o empresário busca o ganho, pra evitar a palavra lucro”, isso o Big Brother fala, com a cara de nojo mais fingida. E continua: “O empresário quer vender revista. As pessoas compram essas revistas. Esses sites são os mais acessados, os sites de celebridades”.

Ao que responde Pedro Cardoso, com raro brilho:
“É, os alemães também compraram o nazismo por esse teu raciocínio. A sociedade tem demandas, mas nem todas as demandas da sociedade são a saúde dela”.

A primeira surpresa nessa fala de Pedro Cardoso é a palavra “capitalista”, que nunca se ouve ou se vê na tevê e no rádio, banida que está como um sonoro palavrão. O que bem entendemos, pois ladrões não têm o costume de se chamar pelo nome. A segunda surpresa é o recuo histórico que faz até o rosto de horror do capital, a violência nazista, para iluminar o conceito de que nem toda demanda social é boa para a saúde de toda a gente. Isso numa emissora que vive do ibope como um tumor que vive de nossas forças de vida, é um achado. Se liberdade de fato ele tivesse, diria que o dano humano das telenovelas é proporcional a sua audiência. Que o próprio engenho da Globo somente foi possível com a ditadura, como uma vez me declarou Dina Sfat, numa entrevista no Recife.

Mas na fala do ator também há uma esperta contradição da mídia. O seu próprio discurso no programa se inscreve na contradição geral da liberdade.

Observem a pergunta de Bial a certa altura, levantando a bola para o fotógrafo cortar: “O que Cardoso está fazendo agora?”. E responde o paparazzo, transformado em instrumento pelo apresentador: “Ele está dentro da casa da TV Globo”. Ao que fala Pedro Cardoso, dando de ombros: “Eu posso ir para outro programa”. A isso ironiza Bial: “Você pode dizer que não pode vir”, e suspira, senhor das câmeras, para completar o seu veneno: “ai, ai...”.

O que vale dizer, em tradução livre:

“...ô cara, você não é livre para nada, nem mesmo para dizer que não vou a este ou àquele programa. O nosso peitinho, a rede Globo, é quem paga o melhor salário. Para de encenação”.

A essa constatação, cínica, legitimadora do direito de se vender não importa o preço, que vai além do pagamento em dinheiro, a tal paredão, a que todo artista em algum lugar ou hora terá que sofrer no dilema entre a sobrevivência física e a defesa da própria alma, a isso a melhor resposta vem de Pedro Cardoso em um instante fugaz, de legitimação torta da liberdade do veículo:

“É tudo mentira. É tudo business. Há uma demanda social, mas a demanda não é para a mentira”.

Ouvir isso faz um bem imenso. Essa frase vem na contramão de que o artista é só um fingidor, um canalha que finge, como não se cansa de repetir o entendimento vulgar de Fernando Pessoa.

Na verdade, o ator, o poeta, o escritor buscam meios que falem da dor, real, da felicidade, transformadora, que dá sentido à vida de toda a gente.

Essa frase de Cardoso acende por fim a lembrança de que o conflito entre o artista e o capitalismo é uma luta sem quartel.

Até aqui o capital tem vencido, mas em batalhas continuadas o capitalismo, que criou para os artistas uma indústria de falsos egos, tem sofrido importantes derrotas. Quais? De passagem e na superfície, lembro a simples existência pública de García Márquez, Buñuel, Glauber Rocha, João Cabral de Melo Neto.

A feira dos artistas precisa da exposição que o capital dá. Mas a sua arte é uma revolta contra essa exposição. Mídia e capital pornográficos estão, por ora, soberanos, mas a arte continua a existir, somente porque está em revolta contra essa inumanidade. O vídeo da entrevista de Pedro Cardoso está lá em cima.

Urariano Motta* é natural de Água Fria, subúrbio da zona norte do Recife. Escritor e jornalista, publicou contos em Movimento, Opinião, Escrita, Ficção e outros periódicos de oposição à ditadura. Atualmente, é colunista do Direto da Redação e colaborador do Observatório da Imprensa. As revistas Carta Capital, Fórum e Continente também já veicularam seus textos. Autor de Soledad no Recife (Boitempo, 2009) sobre a passagem da militante paraguaia Soledad Barret pelo Recife, em 1973, eOs corações futuristas(Recife, Bagaço, 1997).

Enviado por Direto da Redação

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Belo Monte, a oposição de ONGs, de artistas da Globo, da imprensa e a mídia cúmplice da Chevron


Alguns dos "clowns" do Gota d'água

Nunca vi tanta comédia e tanto comediante em um vídeo só…

Paulo Bernardo
Prezado Ministro Paulo Bernardo:

·     Cadê a banda larga e o marco regulatório para as mídias?
·       Cadê a Confecom 2?
·        Por onde anda o projeto do Franklin Martins?
·        Vossa Excelência o engavetou?

Com a palavra, o Ministro das Comunicações, aquele que tem medo da TV Globo.

Davis Sena Filho

Acabo de ver a propaganda, um vídeo de atores da TV Globo contra a hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Percebo, porém, a total falta de senso crítico dessas pessoas urbanas e que pensam que o mundo se resume em Rio de Janeiro, São Paulo, Nova Iorque, Paris, Miami e Londres. 

Os argumentos contrários e negativos contra Belo Monte chegam a ser ridículos, se não fosse a manipulação e a desinformação, que deixam claro que por trás desses mauricinhos e patricinhas existem ONGs estrangeiras a serviço dos interesses de seus países e a Globo, porta-voz contumaz e tradicional dos grandes capitalistas, sendo que ela própria é um deles.

Não posso pensar de outra forma, bem como não me eximirei de dizer que a peça publicitária desinforma a população, principalmente a parte dela mais exposta a factóides, que é a classe média de perfil conservador e que acredita em Papai Noel, porque pobres e ricos realmente não crêem no homem que se veste de vermelho e usa barba branca a anunciar os presentes para aqueles que se comportaram direito o ano todo. 

Acontece que quem está a se comportar mal são os atores da Globo e seus patrões, que se associaram a movimentos ambientalistas do exterior que querem interferir no processo de desenvolvimento brasileiro, sem, no entanto, se preocupar com o combate...

Continue lendo em Palavra Livre

segunda-feira, 16 de maio de 2011

UMA PRODUÇÃO DA GLOBO QUE A PRÓPRIA GLOBO CENSUROU

Raul Longo
Raul Longo 

Desde a montagem do debate com Fernando Collor de Melo em 1989 até a bolinha de papel do José Serra, quando pagou alto cachê pelo descrédito moral e profissional do até então mais afamado perito do Brasil, as ORGANIZAÇÕES GLOBO sempre investiram na derrocada de Luís Ignácio Lula da Silva.

Mas, apesar das omissões, especulações e ilações que seu diretor, Ali Kamel, chamou de jornalismo de alternativas, os fatos se sucederam e a TV Globo não teve como não noticiá-los. Por fim, apesar de exposta pelas palavras do próprio diretor, ao montar uma retrospectiva do governo Lula no início de janeiro 2011 a emissora percebeu que teria de selecionar de seus arquivos o que realmente aconteceu, o que foi efetivo.

Não há como fazer uma retrospectiva de inverdades e não deu para incluir as inúmeras tentativas de criar notícias do que não houve, do que nunca se comprovou, do injustificável ou o que somente se justificou por preconceitos ou  falta de escrúpulos, abuso do poder de formação de opinião pública como meio de ludibriar a população explorando a ignorância e os mais mesquinhos sentimentos humanos.

Para realizar uma retrospectiva do que foram os 8 anos de governo Lula com trechos de suas próprias reportagens ao longo desse período, a Globo se viu forçada a realizar o que espectador da emissora só poderá assistir nos links abaixo, porque a Rede Globo censurou a si mesma.

Ironiza-se a expressão muito aplicada ao governo Lula: “Nunca antes nesse país...”, e lançada por Antonio Carlos Magalhães que, vingando-se de inúmeras acusações que o atingiam e iam desde responsabilidade pelo suicídio da própria filha, passando por chantagens sexuais, chegaram a violação do painel de votações do Congresso; acusou o Presidente Lula de liderar um esquema de corrupção que “nunca antes existiu nesse país”.

Realmente, durante o governo Lula aconteceram diversos fatos – positivos e negativos - que nunca antes haviam acontecido nesse país.

Se antes nunca tivemos um presidente considerado Estadista Global, conforme o título conferido à Lula pelo Conselho Mundial  de Davos, tampouco nunca tivemos um Presidente ameaçado de tapas em pleno plenário do Congresso por um quase garoto como o sócio e responsável pelas transmissões da Rede Globo no estado na Bahia, neto de ACM.

E mesmo depois de findo o mandato do Presidente Lula, o que se vê aí nos links abaixo também nunca se viu antes nesse país: um programa de TV censurado pela própria emissora de TV que o  produziu.

Mais um motivo para se assistir e refletir sobre as tantas coisas que nunca antes nesse país...!

 Vídeo proibido pela TV Globo sobre Lula
Segunda-feira 16, maio 2011