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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Belo Monte, a oposição de ONGs, de artistas da Globo, da imprensa e a mídia cúmplice da Chevron


Alguns dos "clowns" do Gota d'água

Nunca vi tanta comédia e tanto comediante em um vídeo só…

Paulo Bernardo
Prezado Ministro Paulo Bernardo:

·     Cadê a banda larga e o marco regulatório para as mídias?
·       Cadê a Confecom 2?
·        Por onde anda o projeto do Franklin Martins?
·        Vossa Excelência o engavetou?

Com a palavra, o Ministro das Comunicações, aquele que tem medo da TV Globo.

Davis Sena Filho

Acabo de ver a propaganda, um vídeo de atores da TV Globo contra a hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Percebo, porém, a total falta de senso crítico dessas pessoas urbanas e que pensam que o mundo se resume em Rio de Janeiro, São Paulo, Nova Iorque, Paris, Miami e Londres. 

Os argumentos contrários e negativos contra Belo Monte chegam a ser ridículos, se não fosse a manipulação e a desinformação, que deixam claro que por trás desses mauricinhos e patricinhas existem ONGs estrangeiras a serviço dos interesses de seus países e a Globo, porta-voz contumaz e tradicional dos grandes capitalistas, sendo que ela própria é um deles.

Não posso pensar de outra forma, bem como não me eximirei de dizer que a peça publicitária desinforma a população, principalmente a parte dela mais exposta a factóides, que é a classe média de perfil conservador e que acredita em Papai Noel, porque pobres e ricos realmente não crêem no homem que se veste de vermelho e usa barba branca a anunciar os presentes para aqueles que se comportaram direito o ano todo. 

Acontece que quem está a se comportar mal são os atores da Globo e seus patrões, que se associaram a movimentos ambientalistas do exterior que querem interferir no processo de desenvolvimento brasileiro, sem, no entanto, se preocupar com o combate...

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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Demasias contra Belo Monte – parte 1


21 de novembro de 2011 – Blog Radioescuta HiFi
Enviado pelo pessoal da Vila Vudu

Maitê Proença e José Serra
Um grupo de atores resolveu vestir a camisa da Globo e acompanhar a emissora em uma campanha obstinada contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (Pará).

Intitulado “Movimento Gota d’Água”, o vídeo da campanha traz a participação de Juliana Paes, Murilo Benício, Isis Valverde, Ary Fontoura, Maitê Proença (foto) e outros.

Há várias coisas significativas nesta campanha. A principal delas é o uso do talento interpretativo para convencer multidões, valendo-se de conhecidos recursos de teatro. Apesar da teórica nobreza da causa, na prática isso não é muito diferente de uma “palestra motivacional” ou de um culto evangélico. A técnica pura e simples chama-se persuasão, que é a arte do convencimento por meio de gestos teatrais e fala contundente.

30 anos depois de Itaipu ainda existe celeuma envolvendo usinas hidrelétricas. E o pior de tudo: com argumentos que superdimensionam o impacto ambiental e subdimensionam a necessidade da obra. Até as Carinetas fasciculatas sabem que o Brasil...

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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Temos que construir Belo Monte!


Sonia Montenegro

Recebi de um amigo uma propaganda de artistas globais contra a construção de Belo Monte, e coletei uns tantos textos que defendem a construção da usina, que como abaixo:

PS: Se não tiver saco para ler tudo, faça pelo menos uma leitura dinâmica, para sentir que faz sentido á defesa da construção da hidrelétrica.

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Sonia Montenegro - 6.9.2011

Dito isso, vamos ver outras opiniões:

Mauro Santayana - Revista do Brasil No. 47 - 19.5.2010

Delfim Neto - Carta Capital - 13.4.2011 

Reportagem do jornal Hora do Povo – 29.7.2011

Eron Bezerra no Portal Vermelho – 20.4.2010

Alexandre Porto no Blog do Ale - 18 1. 2011

Miguel do Rosário -  Blog Óleo do Diabo  - 27.4.2010

 Claudio Julio Tognolli - Brasil 247 - 14.11.2011

Um fantasma ronda o mundo: a farsa de que o superaquecimento global só ocorre por fatores endógenos, ou a emissão de poluentes na terra.

Por que você acha que o Príncipe Charles, e outros milionários de países de primeiro mundo, são patrocinadores e padroeiros do WWF?

Porque a nova ideologia faz uso de ongueiros preservadores da natureza para drogar jovens com a febre anti-desenvolvimentista.

Neil Young, que há duas semanas saiu nas Páginas Amarelas de Veja, veio aqui no SWU com um único papel: ele é agente do capetalismo internacional, contra o desenvolvimento do parque industrial brasileiro.

Vale lembrar que há no Brasil 340 mil ONGs...

Quem são? Quem financia? Quais seus interesses? O capital estrangeiro é de quais países? Em que áreas atuam? Como e em quais localidades brasileiras, estrangeiras e em seus países de origem atuam?

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Finalmente, dou os meus pitacos:

Confio muito mais na opinião dos textos acima do que qualquer bandeira da Globo, e as razões já disse acima. Quanto aos artistas globais, ou podem ser usados como inocentes úteis (na melhor das hipóteses), ou estão defendendo seus interesses, puxando o saco do seu patrão.

Tem um vídeo que rola na internet de Orlando Villas Boas, sertanista falecido em dezembro de 2002, que dedicou sua vida à causa dos índios e principal criador do Parque Nacional do Xingu.

Orlando faz nele uma grave advertência aos brasileiros: disse que algo entre 10 ou 15 Ianomâmi, os mais destacados da comunidade, estão na América, aprendendo inglês, aprendendo uma porção de coisas e aprendendo a política.


E essa política vai resultar em que? Eles vão voltar dentro de uns 2 ou 3 anos para as tribos ianomâmis, falando inglês, com outra mentalidade. E o que eles vão fazer? Eles vão pedir o território ianomâmi desmembrado do Brasil, e a ONU vai dar. E dá como tutora, no começo dessa nova gleba à América do Norte. Isso é amor dos norte-americanos pelos ianomâmis? Não! Não senhor!

Eu gostaria de saber com que direito o magnata cineasta James Cameron se arvora no direito de se meter na política de um país soberano, afirmando que vai impedir a construção da usina de Belo Monte? Como ele se locomove pelo mundo? Com certeza, não é a pé ou de bicicleta e muito menos em aviões comerciais. Ele não está preocupado com planeta, quando se trata do seu próprio conforto.

Por que ele não faz uma campanha no seu rico país, para reflorestar as 96% das florestas que devastaram? Os EUA possuem 5% da população do mundo e consomem 30% dos recursos naturais do planeta. Se todo o mundo consumisse como eles, seriam necessários de 3 a 5 planetas. E ele vem se meter onde não foi chamado?

E as guerras que a grande nação norte-americana promove continuamente, desde a guerra da independência? Bomba não polui? Destruir infra-estrutura construída com o dinheiro da população de diversos países, como vem acontecendo, para depois auferir lucros na reconstrução é o que? Isso poderia ser chamado de ecologicamente certo?

A “grande” nação norte-americana jamais assumiu que invadiria um país para lhe roubar. Sempre tiveram um discurso “politicamente certo”: “contra os comunistas que comem criancinhas”, nos tempos da guerra-fria; que uma vez acabada, levou a outras justificativas, como: “vamos levar a liberdade”.

Historicamente, apoiaram ditadores sanguinários, desde que fossem “amigos”. Derrubaram um número enorme de governos democraticamente eleitos, e os substituíram por ditaduras “amigas”. Não foi a custa de justiça que se tornaram uma potência hegemônica.

Agora o discurso é ecologia, ou você acha que essa onda ecológica nasceu espontaneamente? E a hipocrisia é tamanha que exigem dos outros o que não fazem, porque não assinaram nem o protocolo de Kioto. Foram eles que instituíram essa “sociedade de consumo”, e pior, nada fizeram para mudar.

Então que vão catar coquinhos, e eu estou disposta a ir para a rua para defender a construção de Belo Monte, apesar da Globo e dos globais!

Sonia Montenegro

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Bem do Século

Delfim Netto

Delfim Netto em Carta Capital, 13/4/2011

“A água é o recurso que mais preocupa o mundo e alimenta os interesses que levaram a OEA a solicitar a paralisação de Belo Monte”.
                                                  Delfim Netto

“Brasil, potência hídrica do século 21” é o título bastante sugestivo da matéria de capa de recente edição especial da National Geographic em português, que traz considerações interessantes sobre o aproveitamento do que certamente será a riqueza mais disputada nos próximos mil anos em nosso planeta.

Desde algum tempo tenho procurado mostrar que a água (mais que o ouro, minérios ou petróleo) é o que preocupa e motiva o enorme esforço de marketing promovido por ONGs de várias partes do mundo com o objetivo de provar que os brasileiros são incapazes de:

1 – Proteger o meio-ambiente, especialmente na região Amazônica.

2 – Respeitar as populações indígenas, idem.

3 – Realizar o desenvolvimento “sustentado”, alguma coisa com diferentes significados no Brasil, na China e nos EUA. São meros pretextos. Apesar de gastos, funcionam...

A conclusão, óbvia, é que a Amazônia precisa ser internacionalizada para evitar que utilizemos os recursos de água daquela bacia hidrográfica para produzir energia e proporcionar o desenvolvimento daquela região em nosso benefício exclusivo. Então para começar, é urgente impedir a construção das hidrelétricas, enviando seguidas delegações de notáveis que se prestem a fazer o ridículo papel de defensores de etnias das quais mal conhecem a designação correta e certamente desconhecem a localização das aldeias (alguns acreditam que se trata de remanescentes de tribos astecas...).

Esta semana tivemos a demonstração de como a pregação, mesmo infantil, pode influenciar burocratas mal informados de organismos internacionais: uma obscura e inoperante comissão de direitos humanos da OEA aliou-se à tese de tantas outras obscuras ONGs, pedindo a suspensão (!) da construção da Usina de Belo Monte, no rio Xingu.

O referido pedido, baseado numa denúncia feita em 2010 por “diversas” ONGs (não identificadas), não produz nenhuma consequência prática imediata, mas ficou a ameaça de que “poderá vir a ser submetido a exame na Corte Interamericana de Direitos Humanos, também da OEA, caso não sejam aceitas as explicações do governo brasileiro sobre o resultado de consultas submetidas às populações indígenas”. A reação oficial foi imediata: o Itamaraty classificou como “precipitadas e injustificáveis” as solicitações da OEA; o senador Flexa Ribeiro, presidente da subcomissão que acompanhará o andamento das obras no Pará, qualificou de “absurdo” o pedido “que até fere a soberania nacional” e o diretor da Agência Nacional de Energia – Nelson Hubner – foi direto: “A OEA conhece muito pouco do processo de licenciamento para dar parecer sobre a obra”.

O que as ONGs (de longa data), agora apoiada pela sub-burocracia da OEA, pretendem bloquear, em realidade, não é a obra em si, mas a condição brasileira de produzir mais energia limpa para prosseguir no seu projeto de desenvolvimento sustentável, inclusive na região Amazônica. Significa demonstrar a capacidade nacional de conservar, administrar e utilizar as riquezas de um território que detém 11% de toda a água doce do globo, onde correm 12 mil rios que respondem por 16% de toda a água enviada ao mar pelos rios do planeta.

Muitos brasileiros só em anos recentes tomaram conhecimento que, além do aquífero Alter-do-Chão, que contém as águas do subsolo amazônico, o aquífero Guarani, no subsolo das regiões Centro-Sul-Sudeste do Brasil e partes do Paraguai, Uruguai e Argentina, guarda volume superior ao seu congênere do Norte. Segundo os cálculos apresentados na edição especial da National Geographic, juntamente com um mapeamento bastante preciso, “não há fartura semelhante em outros cantos do globo: considerando essa abundância, teoricamente cada brasileiro teria à sua disposição, 34 milhões de litros de água por ano, uma quantidade fabulosa, 17 vezes maior do que a ONU considera média confortável de consumo”.

Com todo o progresso civilizatório que se produziu no mundo, digamos, nesse meio século mais recente, a maioria das nações refreou a cobiça em relação aos bens alheios (com notórias exceções provocadas pela exacerbação terrorista). Só não podemos ignorar que a fartura de água, que nos favorece, está distribuída de forma extremamente desigual entre as regiões e os povos.

A carência nem sempre tem simetria com o estágio de desenvolvimento de cada país, inclusive das potências econômicas (as petroleiras, por exemplo). São nações com poder de influência suficiente para arrancar resoluções de organismos internacionais capazes de validar argumentos (não importa quão cínicos sejam) que permitam intervir onde exijam seus interesses vitais.

Não tenhamos dúvida de que a água figura no alto da agenda dos interesses vitais com potencial de produzir grandes atritos neste século.

Artigo publicado na CartaCapital e digitado e enviado para a redecastorphoto por Sonia Montenegro