·Cadê
a banda larga e o marco regulatório para as mídias?
·Cadê
a Confecom 2?
·Por
onde anda o projeto do Franklin Martins?
·Vossa
Excelência o engavetou?
Com
a palavra, o Ministro das Comunicações, aquele que tem medo da TV Globo.
Davis
Sena Filho
Acabo de ver a
propaganda, um vídeo de atores da TV Globo contra a hidrelétrica de Belo Monte,
no Pará. Percebo, porém, a total falta de senso crítico dessas pessoas urbanas e
que pensam que o mundo se resume em Rio de Janeiro, São Paulo, Nova Iorque,
Paris, Miami e Londres.
Os argumentos contrários e negativos contra Belo Monte
chegam a ser ridículos, se não fosse a manipulação e a desinformação, que deixam
claro que por trás desses mauricinhos e patricinhas existem ONGs estrangeiras a
serviço dos interesses de seus países e a Globo, porta-voz contumaz e
tradicional dos grandes capitalistas, sendo que ela própria é um
deles.
Não posso pensar
de outra forma, bem como não me eximirei de dizer que a peça publicitária
desinforma a população, principalmente a parte dela mais exposta a factóides,
que é a classe média de perfil conservador e que acredita em Papai Noel, porque
pobres e ricos realmente não crêem no homem que se veste de vermelho e usa barba
branca a anunciar os presentes para aqueles que se comportaram direito o ano
todo.
Acontece que quem está a se comportar mal são os atores da Globo e seus
patrões, que se associaram a movimentos ambientalistas do exterior que querem
interferir no processo de desenvolvimento brasileiro, sem, no entanto, se
preocupar com o combate...
Um grupo de atores resolveu vestir
a camisa da Globo e acompanhar a emissora em uma campanha obstinada contra a
construção da Usina Hidrelétrica de
Belo Monte, no Rio Xingu (Pará).
Intitulado “Movimento Gota d’Água”, o vídeo da
campanha traz a participação de Juliana Paes, Murilo Benício, Isis Valverde, Ary
Fontoura, Maitê
Proença (foto) e outros.
Há várias
coisas significativas nesta campanha. A principal delas é o uso do talento
interpretativo para convencer multidões, valendo-se de conhecidos recursos de
teatro. Apesar da teórica
nobreza da causa, na prática isso não é muito diferente de uma “palestra
motivacional” ou de um culto evangélico. A técnica pura e simples chama-se
persuasão, que é a
arte do convencimento por meio de gestos teatrais e fala
contundente.
30 anos
depois de Itaipu ainda existe celeuma envolvendo usinas
hidrelétricas. E o pior de
tudo: com argumentos que
superdimensionam o impacto ambiental e subdimensionam a necessidade da
obra. Até as Carinetas
fasciculatas sabem que o Brasil...
Recebi de um amigo uma propaganda
de artistas globais contra a construção de Belo Monte, e coletei uns tantos
textos que defendem a construção da usina, que como
abaixo:
PS: Se não tiver saco para ler
tudo, faça pelo menos uma leitura dinâmica, para sentir que faz sentido á defesa
da construção da hidrelétrica.
Um fantasma ronda
o mundo: a farsa de que o superaquecimento global só ocorre por fatores
endógenos, ou a emissão de poluentes na terra.
Por que você acha que o Príncipe
Charles, e outros milionários de países de primeiro mundo, são patrocinadores e
padroeiros do WWF?
Porque a nova ideologia faz uso de
ongueiros preservadores da natureza para drogar jovens com a febre
anti-desenvolvimentista.
Neil Young, que há duas semanas
saiu nas Páginas Amarelas de Veja, veio aqui no SWU com um único papel: ele é
agente do capetalismo internacional,
contra o desenvolvimento do parque industrial brasileiro.
Vale lembrar que há no Brasil 340
mil ONGs...
Quem são? Quem financia? Quais
seus interesses? O capital estrangeiro é de quais países? Em que áreas atuam?
Como e em quais localidades brasileiras, estrangeiras e em seus países de origem
atuam?
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Finalmente, dou os meus pitacos:
Confio muito mais na opinião dos
textos acima do que qualquer bandeira da Globo, e as razões já disse acima.
Quanto aos artistas globais, ou podem ser usados como inocentes úteis (na melhor
das hipóteses), ou estão defendendo seus interesses, puxando o saco do seu
patrão.
Tem um vídeo que rola na internet
de Orlando Villas Boas, sertanista falecido em dezembro de 2002, que dedicou sua
vida à causa dos índios e principal criador do Parque Nacional do Xingu.
Orlando faz nele uma grave
advertência aos brasileiros: disse que algo entre 10 ou 15 Ianomâmi, os mais
destacados da comunidade, estão na América, aprendendo inglês, aprendendo uma
porção de coisas e aprendendo a política.
E essa política vai resultar em
que? Eles vão voltar dentro de uns 2 ou 3 anos para as tribos ianomâmis, falando
inglês, com outra mentalidade. E o que eles vão fazer? Eles vão pedir o
território ianomâmi desmembrado do Brasil, e a ONU vai dar. E dá como tutora, no
começo dessa nova gleba à América do Norte. Isso é amor dos norte-americanos
pelos ianomâmis? Não! Não senhor!
Eu gostaria de saber com que
direito o magnata cineasta James Cameron se arvora no direito de se meter na
política de um país soberano, afirmando que vai impedir a construção da usina de
Belo Monte? Como ele se locomove pelo mundo? Com certeza, não é a pé ou de
bicicleta e muito menos em aviões comerciais. Ele não está preocupado com
planeta, quando se trata do seu próprio conforto.
Por que ele não faz uma campanha
no seu rico país, para reflorestar as 96% das florestas que devastaram? Os EUA
possuem 5% da população do mundo e consomem 30% dos recursos naturais do
planeta. Se todo o mundo consumisse como eles, seriam necessários de
3 a 5
planetas. E ele vem se meter onde não foi chamado?
E as guerras que a grande nação
norte-americana promove continuamente, desde a guerra da independência? Bomba
não polui? Destruir infra-estrutura construída com o dinheiro da população de
diversos países, como vem acontecendo, para depois auferir lucros na
reconstrução é o que? Isso poderia ser chamado de ecologicamente certo?
A “grande” nação norte-americana
jamais assumiu que invadiria um país para lhe roubar. Sempre tiveram um discurso
“politicamente certo”: “contra os comunistas que comem criancinhas”, nos tempos
da guerra-fria; que uma vez acabada, levou a outras justificativas, como: “vamos
levar a liberdade”.
Historicamente, apoiaram ditadores
sanguinários, desde que fossem “amigos”. Derrubaram um número enorme de governos
democraticamente eleitos, e os substituíram por ditaduras “amigas”. Não foi a
custa de justiça que se tornaram uma potência hegemônica.
Agora o discurso é ecologia, ou
você acha que essa onda ecológica nasceu espontaneamente? E a hipocrisia é
tamanha que exigem dos outros o que não fazem, porque não assinaram nem o
protocolo de Kioto. Foram eles que instituíram essa “sociedade de consumo”, e
pior, nada fizeram para mudar.
Então que vão catar coquinhos, e
eu estou disposta a ir para a rua para defender a construção de Belo Monte,
apesar da Globo e dos globais!
“A água é o recurso que mais preocupa o mundo e alimenta os interesses que levaram a OEA a solicitar a paralisação de Belo Monte”.
Delfim Netto
“Brasil, potência hídrica do século 21” é o título bastante sugestivo da matéria de capa de recente edição especial da National Geographic em português, que traz considerações interessantes sobre o aproveitamento do que certamente será a riqueza mais disputada nos próximos mil anos em nosso planeta.
Desde algum tempo tenho procurado mostrar que a água (mais que o ouro, minérios ou petróleo) é o que preocupa e motiva o enorme esforço de marketing promovido por ONGs de várias partes do mundo com o objetivo de provar que os brasileiros são incapazes de:
1 – Proteger o meio-ambiente, especialmente na região Amazônica.
2 – Respeitar as populações indígenas, idem.
3 – Realizar o desenvolvimento “sustentado”, alguma coisa com diferentes significados no Brasil, na China e nos EUA. São meros pretextos. Apesar de gastos, funcionam...
A conclusão, óbvia, é que a Amazônia precisa ser internacionalizada para evitar que utilizemos os recursos de água daquela bacia hidrográfica para produzir energia e proporcionar o desenvolvimento daquela região em nosso benefício exclusivo. Então para começar, é urgente impedir a construção das hidrelétricas, enviando seguidas delegações de notáveis que se prestem a fazer o ridículo papel de defensores de etnias das quais mal conhecem a designação correta e certamente desconhecem a localização das aldeias (alguns acreditam que se trata de remanescentes de tribos astecas...).
Esta semana tivemos a demonstração de como a pregação, mesmo infantil, pode influenciar burocratas mal informados de organismos internacionais: uma obscura e inoperante comissão de direitos humanos da OEA aliou-se à tese de tantas outras obscuras ONGs, pedindo a suspensão (!) da construção da Usina de Belo Monte, no rio Xingu.
O referido pedido, baseado numa denúncia feita em 2010 por “diversas” ONGs (não identificadas), não produz nenhuma consequência prática imediata, mas ficou a ameaça de que “poderá vir a ser submetido a exame na Corte Interamericana de Direitos Humanos, também da OEA, caso não sejam aceitas as explicações do governo brasileiro sobre o resultado de consultas submetidas às populações indígenas”. A reação oficial foi imediata: o Itamaraty classificou como “precipitadas e injustificáveis” as solicitações da OEA; o senador Flexa Ribeiro, presidente da subcomissão que acompanhará o andamento das obras no Pará, qualificou de “absurdo” o pedido “que até fere a soberania nacional” e o diretor da Agência Nacional de Energia – Nelson Hubner – foi direto: “A OEA conhece muito pouco do processo de licenciamento para dar parecer sobre a obra”.
O que as ONGs (de longa data), agora apoiada pela sub-burocracia da OEA, pretendem bloquear, em realidade, não é a obra em si, mas a condição brasileira de produzir mais energia limpa para prosseguir no seu projeto de desenvolvimento sustentável, inclusive na região Amazônica. Significa demonstrar a capacidade nacional de conservar, administrar e utilizar as riquezas de um território que detém 11% de toda a água doce do globo, onde correm 12 mil rios que respondem por 16% de toda a água enviada ao mar pelos rios do planeta.
Muitos brasileiros só em anos recentes tomaram conhecimento que, além do aquífero Alter-do-Chão, que contém as águas do subsolo amazônico, o aquífero Guarani, no subsolo das regiões Centro-Sul-Sudeste do Brasil e partes do Paraguai, Uruguai e Argentina, guarda volume superior ao seu congênere do Norte. Segundo os cálculos apresentados na edição especial da National Geographic, juntamente com um mapeamento bastante preciso, “não há fartura semelhante em outros cantos do globo: considerando essa abundância, teoricamente cada brasileiro teria à sua disposição, 34 milhões de litros de água por ano, uma quantidade fabulosa, 17 vezes maior do que a ONU considera média confortável de consumo”.
Com todo o progresso civilizatório que se produziu no mundo, digamos, nesse meio século mais recente, a maioria das nações refreou a cobiça em relação aos bens alheios (com notórias exceções provocadas pela exacerbação terrorista). Só não podemos ignorar que a fartura de água, que nos favorece, está distribuída de forma extremamente desigual entre as regiões e os povos.
A carência nem sempre tem simetria com o estágio de desenvolvimento de cada país, inclusive das potências econômicas (as petroleiras, por exemplo). São nações com poder de influência suficiente para arrancar resoluções de organismos internacionais capazes de validar argumentos (não importa quão cínicos sejam) que permitam intervir onde exijam seus interesses vitais.
Não tenhamos dúvida de que a água figura no alto da agenda dos interesses vitais com potencial de produzir grandes atritos neste século.
Artigo publicado na CartaCapital e digitado e enviado para a redecastorphoto por Sonia Montenegro