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segunda-feira, 9 de abril de 2012

COISAS DO DEMO


Zorô



Zoroastro Sant’Anna - Jornalista e cineasta
Coluna - Nosso Homem nº 12 (enviada pelo autor)



Nasci e cresci ouvindo dizer que o brasileiro não tem memória, não tem vergonha, só quer saber de cachaça, mulher e carnaval, é preguiçoso, é ladrão  e mais uma série de baixas estimas que só descobri a verdade quando fui morar no exterior por forças das circunstâncias e por forças armadas.

Num curso na Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos, assisti um filme onde uma coisa estranha se mexia em close na tela. Na medida em que a câmera se afastava da coisa, percebia-se que ela borbulhava. Afastando mais dava para ver que a coisa era finita, tinha contornos. A câmera ia se afastando até revelar um ovo sendo frito na frigideira.  O que filme ilustrava era uma aula sobre a necessidade de se afastar do centro dos problemas, do centro das coisas para poder entendê-las melhor.

Assim foi para mim quando me afastei e pude ver melhor o meu país. Lembrei que os péssimos transportes coletivos estavam sempre abarrotados de trabalhadores às quatro horas da manhã, como essa gente poderia ser preguiçosa, embora também gostasse de carnaval? Desonesto? E o faminto lixeiro que achou R$ 20 mil e devolveu? Descobri então que tudo que atribuíam ao povo eram qualidades dos políticos, que tiravam de seus ombros essas pechas e as atiravam no peito do povo, para que ele perdesse a sua dignidade  e a sua voz e entregasse o seu voto como forma de “me desculpem por ser brasileiro”.

Quanto a não ter memória, o fato é que a grande imprensa é que apaga  a nossa memória. Ávida por manchetes escandalosas e quentinhas do dia, “esquecem” os assuntos vitais da nação.

No meu tempo de jornalista profissional, havia um quadradinho que se publicava no final de um assunto já sabido, explicando o fato desde o comecinho para que o leitor lembrasse de como tudo se iniciou e compreendesse melhor o desdobramento do acontecido. O jornalismo “moderno” jogou o quadrado no redondo buraco sem fundo do esquecimento.

Por exemplo, qual veículo grande  da mídia tem acompanhado os grandes escândalos como os famigerados políticos ladrões da Operação Sanguessuga, que superfaturavam ambulâncias? E a Operação Navalha que em Sergipe envolveu o governo de João Alves, algemou seu filho, desmascarou e prendeu o chefe da Casa Civil, Flávio Conceição? A Operação Navalha desvendou o esquema de corrupção do empresário Zuleido Veras, da Construtora Gautama, que superfaturava obras do PAC e distribuía “dividendos” aos políticos corruptos.

Agora me aparece uma versão tupiniquim de O Médico e o Monstro, do escocês Robert Louis Stevenson, livro publicado em 1886. O senador do DEM Demóstenes Torres, 128 anos depois, encarna com desenvoltura e primor os personagens Dr. Jekyll e Mr. Hyde. Ele, enquanto Mr. Hyde Torres, cidadão exemplar, defendia com unhas e dentes a moralidade: “Bandido perigoso tem que ir para a cadeia. O DEM não bate  palmas e nem passa a mão na cabeça de corrupto...” dizia ele de dedo em riste. E agora? Palmas para ele! Ele, enquanto Dr. Jekyll Torres, médico malvado, abocanhou milhões fazendo lobby explícito para um criminoso preso pela Polícia Federal.

Dr. Jekyll Torres chamava o criminoso de “professor” do qual certamente é um bom aluno.

A grande imprensa minimiza a periculosidade do preso Carlinhos Cachoeira atribuindo a ele a denominação de “contraventor”, sem citar que atrás da cortina dos jogos ilegais que ele controla, segundo a Operação Montecarlo da Polícia Federal, e esconde-se o crime organizado, com sequestros, assassinatos e lavagem de dinheiro.

Não se trata de um simples batedor de carteiras ou um espertinho 171, é crime pesado com desdobramentos e ramificações nas estruturas políticas de Goiás e do país.

A Secretária do governador de Goiás acaba de cair acusada de ligações com o mesmo criminoso. Mais quatro deputados também já estão sem dormir.

Dr. Jekyll Torres foi Procurador do Estado e Secretário de Segurança de Goiás, não há como dizer que não sabia das atividades criminosas do seu sócio encarcerado. Já Mr. Hyde Torres costumava falar que “...todo bandido nega tudo”, dizia isso em relação ao suspeito senador Renan Calheiros. Mr. Hyde Torres, ainda sobre Renan, lamentava que “A imagem do Senado, hoje, é a de um pau de galinheiro”.

Contam que um ladrão surpreendido com um porco às costas, assim que o havia roubado, se defendeu do flagrante: “Porco? Que porco?” O policial respondeu: “Esse porco aí,nas suas costas.” Porco nas minhas costas? Ái, sai daí porco, sai daí”. Assim foi que o generoso DEM tratou o seu senador Demóstenes Torres.

Torrado pela opinião pública, Demóstenes se tornou um estorvo para as pretensões do DEM na próximas eleições municipais, era preciso descolá-lo da agremiação. O Partido, nas figuras impolutas de ACM Neto, conhecido como Grampinho, senador Agripino Maia (presidente do DEM) e Ronaldo Caiado, se apressou em expulsá-lo “sai daí, porco, sai daí”. Mas o porco se adiantou e pediu para sair. Pede pra sair!

Dr. Jekyll/Mr Hyde tinha um advogado chamado John Utterson que manobrava com essas duas doentias personalidades. O senador Demóstenes Torres tem ao seu lado o causídico Antônio Carlos de Almeida Castro, mais conhecido como Kakay, que defende a tese de que qualquer acusação contra o senador não tem fundamento jurídico porque as escutas foram feitas sem ordem judicial e, tendo o senador foro privilegiado; a ordem judicial teria que ser expedida pelo Supremo Tribunal Federal, o que não aconteceu.

Pois veja o caro amigo leitor que por uma firula jurídica, Dr.Jekyll Torres poderá escapar das garras da Lei e da Justiça. Mais uma vez a impunidade continuará a premiar crápulas da pior espécie, impunidade que não é ocasional, mas sim sistemática e sistêmica, porque as leis que os protegem foram criadas por esses mesmos criminosos e é óbvio que ninguém legisla contra si próprio. Razão pela qual a impunidade graça país afora, inclusive nas plagas sergipanas, onde até hoje ninguém está preso ou condenado pela sangria dos cofres públicos revelada pela Operação Navalha, onde o principal envolvido oculto aspira concorrer nas próximas eleições sob a bandeira do DEM, do Demóstenes. 

Coisas do DEMO, não é?

·       Gol contra – A reestruturação levou a Gol a demitir 86 pilotos e co-pilotos, além de 45 comissários. A empresa aérea amargou um prejuízo em 2011 de R$ 710 milhões, reduziu em 80 os seus 900 voos diários. A desculpa foi o alto custo do querosene. Tem algo a mais no ar além dos poucos aviões de carreira. Um setor que cresce alucinadamente dispensar funcionários e reduzir vôos tem que ter um grave problema de gestão. Aguardem.
·       Leilão – A Presidenta Dilma já decidiu que o leilão dos aeroportos do Galeão, no Rio e Confins, em Belo Horizonte vai acontecer logo depois das eleições municipais. Os aeroportos de Brasília, Viracopos e Guarulhos já foram leiloados. Comenta-se que um aeroporto do Nordeste também será leiloado, Salvador ou Santa Maria?
·       Samba gay– O escritor carioca Paulo Lins, ex-morador da favela Cidade de Deus, que deu nome ao seu livro que virou filme de sucesso nas mãos de Fernando Meirelles, lança agora Desde que o Samba é Samba, 600 páginas sobre a origem do samba no bairro do Estácio. Paulo Lins revela o homossexualismo de Ismael Silva, um dos pais  do samba, que procurava programas com homens junto com  Mário de Andrade, pai do Modernismo e também gay.
·       Cacá – O cineasta alagoano Cacá Diegues, naturalizado carioca, tem mostra e debates na Caixa Cultural, na Avenida Almirante Barroso, esquina da Avenida Rio Branco. Sempre às 17h20min até 15 de abril. Entre as obras do cineasta estão Ganga Zumba, Bye, Bye Brasil, Chuvas de Verão e Chica da Silva. Entradas a R$ 4.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

DEMO quer impedir que Telebrás explore serviço de banda larga

16 DE JULHO DE 2010 - 15H46

O DEM quer impedir que o governo federal execute o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) por meio da empresa estatal Telecomunicações Brasileiras S.A. (Telebrás). O partido ajuizou nesta quinta-feira (15), no Supremo Tribunal Federal (STF), ação em que contesta o propósito do Poder Executivo de implementar diretamente os serviços de telecomunicações. O PNBL é avaliado como grande incentivo a favor da inclusão digital.

Na ação, o partido pede, em caráter liminar, até o julgamento de mérito da ação, a suspensão da eficácia dos artigos da Lei que criou a Telebrás e dos artigos do Decreto editado pelo presidente Lula em 12 de maio último que ampliou os poderes da empresa para implementar o PNBL.

O PNBL é visto por especialistas do setor como o maior incentivo que já se promoveu no Brasil a favor da inclusão digital. Passados mais de 10 anos da privatização da telefonia no país, o acesso à internet rápida ainda é um privilégio. O alto custo da banda larga é um dos fatores para o atraso brasileiro.

Dos 58 milhões de domicílios existentes no Brasil, 79% não tem acesso à internet (46 milhões), segundo Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (PNAD) de 2008, do IBGE. O gasto médio com internet rápida representa 4,58% da renda mensal per capita no Brasil enquanto nos países desenvolvidos, essa mesma relação fica em torno de 0,5%, ou seja, o brasileiro gasta proporcionalmente quase dez vezes mais para ter acesso à internet rápida.

Ou seja, em pleno século 21, o principal fluxo de informações e conhecimentos à disposição da humanidade está, no Brasil, fora do alcance da grande maioria da população. Daí a importância dos investimentos governamentais no setor, já que está mais do que provado que a iniciativa privada não tem interesse em investir na inclusão digital.

Em defesa do mercado

O DEM, que defende a iniciativa privada, sustenta que os dispositivos impugnados ofendem os princípios gerais da ordem econômica, fundada nos valores da livre iniciativa, da livre concorrência e da conformação legal da participação do Estado na economia.

O DEM alega que a Emenda Constitucional de 1995, do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, “aboliu a exigência de que a exploração de serviços telefônicos, telegráficos, de transmissão de dados e demais serviços públicos de telecomunicações se desse diretamente pela União, ou mediante concessão a empresas sob controle acionário estatal”.

O Democratas lembra ainda a Lei de 1997, também da era FHC, que estabeleceu o marco regulatório da prestação de serviços de telecomunicações em dois regimes jurídicos: um público, em que insere obrigatoriamente o serviço telefônico fixo destinado ao uso do público em geral, prestado mediante concessão ou permissão, com obrigações de universalização e de continuidade; e um privado, prestado após obtenção de autorização.

Foi essa mesma lei que autorizou o Poder Executivo a proceder à privatização da Telebrás e de suas subsidiárias, retirando o Estado da posição de prestador de serviços de telecomunicações. Em 1998, na esteira do processo neoliberal de privatização, foi editado o decreto 2.546 que serviu de base para a posterior desestatização do setor.

Assim, conforme o DEM, o setor de telecomunicações no Brasil “encontra-se desenhado para que empresas privadas realizem, sob regulação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a prestação dos serviços em regime público ou privado, sempre mediante uma das formas de delegação previstas, como a concessão, a permissão ou a autorização”. E, sustenta, a presença da Telebrás é incompatível com esse regime, “desenhado para instrumentar um mercado regulado e competitivo”.


De Brasília
Com informações do STF e do Vermelho

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Caiado para Serra: ‘Hasta la vista!’ Bob Jeff para Caiado: ‘O Dem é uma merda!!!’

Breve síntese do barraco na coligação PTB, DEM, PSDB.

Segundo a Folha, o pré-canditato tucano, José Serra, contou para ela que o vice de sua chapa seria o ex-governador do Paraná e também tucano: Álvaro Dias.

Assim que soube da notícia pela ‘imprensa’, Caiado pôs a boca no trombone, ou melhor os dedos no teclado do twitter e descascou todos os pepinos, abacaxis, lavou toda a roupa suja, desceu das tamancas, rodou a baiana… e expôs todas as fragilidades da coligação Demotucana. Acompanhem:

caiado indignado1

caiado indignado2

caiado indignado3

Roberto Jefferson, do PTB, do mensalão… resolveu pôr mais lenha na fogueira:

o dem é uma merda

Ao ler, resolvi dar RT para compartilhar, desta vez, o bocão do Bob Jeff.

demeumamerda

E também, mandei uma mensagem comentando o que disse Bob Jeff com o endereço para a mensagem dele sobre o Dem. Vários twitteiros deram RT na minha mensagem e viram a página do Bob Jeff.

como caiado reagirá

Mas, minutos depois, quem seguia o meu twitter ou quem foi atrás da minha mensagem reenviada por meus seguidores não encontrou a página a que eu fazia referência (vejam o endereço da página na imagem anterior).

Conseguimos o endereço de qualquer mensagem do twitter quando clicamos no tempo em que a imagem foi postada, mas se a mensagem é apagada pelo usuário, o endereço vira página inexistente, assim:

página apagada do bobjeff

Mas como eu ainda estava com a página do Roberto Jefferson aberta em outra janela do navegador, quando soube que ele tinha apagado a mensagem, rapidamente printei-a e outro usuário do twitter também a printou, aqui.

Pois bem, hoje, este é meu segundo presente para o deputado Caiado, o primeiro enviei aqui.

surrupiado do Maria Frô - Blog da Conceição Ó