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| Raul Longo |
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
AS ILHAS DA MAGIA DA UNIÃO POPULAR
Na matéria “Revolução cubana dá samba”, Alípio Freire demonstra que a resposta a essa pergunta está mais na magia da união popular no que na crença das bruxas de Florianópolis. Essas, únicas sobreviventes do incêndio dos galpões da Grande Rio na Cidade do Samba, desfilarão no Sambódromo carioca.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Não é só em São Paulo que os demotucanos são incompetentes...
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| Professor James Pizarro |
ANESTESIADA ATÉ QUANDO, CANASVIEIRAS – Florianópolis, SC?
- Deus deixa os sacos de lixo nas ruas?
- Deus esquece as latinhas de cerveja nas calçadas?
- Deus deixa as dezenas de garrafas plásticas de refrigerante soltas pelas ruas ?
- Deus pega seu lavajato e limpa as calçadas com a água potável da CASAN (que vem de longe e custa caro) e direciona toda sujeira para as bocas-de-lobo estreitas e já lotadas de dejetos?
- Deus asfaltou e calçou toda a cidade, impermeabilizando o solo e não deixando saída correta para as águas da chuva?
- Deus construiu centenas de edifícios em plena zona das dunas, ao arrepio da lei?
- Deus autorizou condomínios irregulares em zonas de preservação permanente?
- Deus ocupou com casebres as encostas do morro sabendo que elas iriam deslizar mais tarde?
- Deus é o ganancioso dono de Imobiliária Celestial e, por isso, quer ganhar dinheiro a qualquer custo e constrói em qualquer lugar, com ou sem alvará?
- Deus derrubou as florestas dos morros que ajudavam a conter o solo com seus milhares de quilômetros de raízes entrelaçadas?
- Deus se apossou de morros, encostas, cursos d*água, terrenos que são da Marinha, ilhas que são do Governo?
- Deus impediu que nossas autoridades criassem juízo e tivessem um sistema de alerta eficaz e precoce, além de um eficiente e rápido sistema de evacuação?
- Deus é que exige que as autoridades fiquem apenas "monitorando", "aguardando licitações" e outros papos furados, enquanto a população pamonha e calada não vai para as ruas protestar?
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
SENSO X CONTRASSENSO - MAIS UMA VITÓRIA DE FLORIANÓPOLIS
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Comprovado! Existe: O PESCADOR!
terça-feira, 20 de julho de 2010
O ESTALEIRO E A INSÂNIA
Introdução
Por Raul Longo
Melancolicamente, ao final do governo que mais fez pela preservação da qualidade de vida do povo brasileiro, se está ameaçando com a perpetração do que será o maior crime sócio/ambiental da história do Brasil, depois da invasão amazônica dos anos 70, durante a ditadura militar.
E o mais lamentável é que se o faz com o apoio e o aval de importantes nomes e cargos deste governo que muito fez por merecer um desfecho mais memorável e sem a mancha de ser aquele onde se iniciou a degradação humana e paisagística de um dos mais belos e internacionalmente valorizados pontos turístico do país, composto por uma de suas sociedades de mais singulares características.
Um crime estúpido e desnecessário, por meras exigências de máxima lucratividade com o mínimo investimento do homem mais rico do país. Crime cometido através do ludibrio de uma população tímida e ingênua e da compra de abjetos políticos prostitutos sem o mínimo pudor de se reafirmarem como tal na lembrança de todo, brasileiro e/ou estrangeiro, que um dia tenha conhecido e admirado a bela Ilha de Santa Catarina e suas cercanias.
O ESTALEIRO E A INSÂNIA
Edison Jardim
O empresário Eike Batista, que a imprensa noticia ser a pessoa mais rica do Brasil, e a revista norte-americana Forbes colocou, em seu ranking mundial de fortunas de 2.010, como ocupando a oitava posição, com um patrimônio estimado em US$ 27 bilhões, almeja construir, por intermédio da empresa OSX- o braço naval do seu conglomerado-, um mega estaleiro no município de Biguaçu, na grande Florianópolis, ao custo previsto de R$ 2,5 bilhões. Luiz Henrique da Silveira, que, como governador do Estado, revelou-se um “intelectual” sem nenhuma percepção e sensibilidade para a questão ambiental, prometeu-lhe vida fácil. Afinal, já havia reduzido a FATMA, o órgão encarregado dos licenciamentos ambientais do governo do Estado, a um mero escritório “carimbador” dos interesses dos empresários poderosos. Isso ficou muito claro desde a denominada: “Operação Moeda Verde”, deflagrada pela Polícia Federal no dia 03/05/07, com a prisão de influentes empresários, políticos e agentes públicos, inclusive da FATMA e da FLORAM, este o órgão ambiental de Florianópolis.
A FATMA se arvorava no direito de “cuidar” sozinha do processo de licenciamento ambiental do estaleiro. O estaleiro seria o galinheiro... O Ministério Público Federal em Santa Catarina, conhecendo a história da FATMA na “defesa” do meio ambiente catarinense, e respaldado na legislação vigente, ameaçou interpor as competentes medidas judiciais para garantir à participação dos órgãos ambientais federais no licenciamento do estaleiro, afinal, a navegação dos navios seria realizada num corredor de reservas federais. Sem moral para bater o pé, a FATMA perdeu a parada, embora continuando no circuito.
Recentemente, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade- ICMBio, órgão federal criado pela Lei nº 11.516, de 28 de agosto de 2.007, tendo procedido à análise do Estudo de Impacto Ambiental- EIA, apresentado pela OSX, tornou público alentado parecer redigido por cinco dos seus técnicos, cuja conclusão está vazada nestes termos peremptórios: “Considerando a incidência de impactos permanentes, negativos, de alto risco e irreversíveis para os ecossistemas costeiros e a biota da ESEC Carijós, APA do Anhatomirim e REBIO Arvoredo, incluindo a população de golfinhos-cinza, assim como para as atividades de maricultura, pesca e extrativismo no caso da APA do Anhatomirim e RESEX Pirajubaé, a equipe técnica integrante conclui pela inviabilidade ambiental do empreendimento para a alternativa locacional proposta. Portanto, recomendamos que o ICMBio não conceda a autorização requerida.” As abreviaturas acima têm os seguintes significados: ESEC é Estação Ecológica; APA é Área de Proteção Ambiental; REBIO é Reserva Biológica; e RESEX é Reserva Extrativista.
O risco ao meio ambiente é tão grande que o professor Paulo César Simões Lopes, reputado cientista de zoologia aquática, contratado pela OSX para elaborar os documentos legais de impacto ambiental, concluiu o seu parecer da seguinte forma:
“Sugere-se, fortemente, a recolocação do empreendimento para outra área, onde já existam complexos portuários fora de baías ou enseadas, de maneira que os efeitos nocivos não sejam potencializados como ocorre nas áreas internas”; recomendando, por fim, àquela empresa que “não aceite” bancar “o risco do passivo ambiental”.
O parecer técnico do ICMBio não é contra o empreendimento em si, mas defende com veemência, como visto, que ele seja realocado em uma outra área de Santa Catarina, dentre as três apontadas pelo próprio EIA apresentado pela OSX. Esta empresa recorreu para o Ministério do Meio Ambiente, em Brasília, ameaçando com a possibilidade de construir o estaleiro no Estado do Rio de Janeiro.
Seguiu-se uma mobilização maior ainda dos aliados de sempre: a classe política- o empresário Eike Batista já deve estar providenciando as devidas contribuições financeiras para as campanhas eleitorais- e as entidades associativas do empresariado, dentre as quais a Fiesc, Acif e Sinduscon- cada uma pensando somente nos rentáveis negócios futuros das empresas que representam.
Enviado por Raul Longo
segunda-feira, 12 de julho de 2010
REPASTO DE ILHA PARADISÍACA AO OLEO EM MOLHO DE CONTAMINAÇÃO AMBIENTAL À MODA DA FLORIDA.
Raul Longo
Em breve ninguém precisará ir ao Golfo do México para assistir e experimentar um bom e gigantesco desastre ecológico. Está sendo preparado com bastante dedicação e será servido aqui mesmo, em Floripa.
Não na Florida, Flo-ri-pa! Ou, como carinhosamente chamavam os turistas argentinos: Flório.
Chamavam. Não chamarão mais. Afinal, não haverá mais qualquer razão de carinhos. Como Santos, a cidade do litoral paulista que muitos se orgulham por ser o maior e mais movimentado porto do Brasil, onde entram e saem as grandes riquezas da nação.
Mas quem consegue ter carinho por um horizonte de cargueiros e praias de areias tingidas de fuligens e dejetos náuticos?
Não confunda Floripa com Florida, nem esportes ou passeios náuticos com o que estamos falando, pois não falamos de windsurf, barcos a vela, veleiros, escunas e saveiros. Tampouco falamos de iates ou elegantes transatlânticos.
Estamos nos referindo a petroleiros, cargas gigantescas de óleo. Óleo igual aquele do Golfo do México.
Calma! Nada de pensar em catástrofes. Aquilo lá foi uma falha técnica na plataforma a quilômetros da costa. Não foi nenhum erro de prospecção da empresa contratada para análise das condições ambientais do local a ser implantada a extração.
Alarmistas já cogitam a possibilidade de ter sido a mesma empresa norte-americana contrata pela OMX para os estudos das condições ambientais do estreito e tranquilo canal marítimo que separa a Ilha de Santa Catarina do continente. Mas afora a idêntica nacionalidade, na verdade ainda não há nada que confirme tal cogitação.
Certo é que, segundo a OMX, os experientes técnicos da tal empresa passaram cerca de 10 meses ou exatamente um ano monitorando todos os movimentos de marés, ventos, correnteza e demais variáveis entre as quatro estações climáticas. E concluíram que o local é propício.
Propício a quê? Para mim, quando conheci essa baía norte, achei propício para viver, como tantos outros que também escolheram viver às margens desse canal. Garanto que, como eu, não imaginavam a possibilidade de acontecer o furacão Catarina.
Quem iria imaginar, mesmo com um ou dez anos do mais rigoroso monitoramento, que um dia ocorreria um furacão em qualquer parte do Brasil? Se fosse possível imaginar o vazamento do Golfo do México, a população e o governo da Florida não se arriscariam ao desastre que hoje quase supera a arrecadação de toda a história daquele estado.
Só louco se aventuraria à possibilidade da rabeira do Catarina, como tive de enfrentá-lo aqui! Felizmente não havia nenhuma British Petroleum por perto, mas o amanhã ninguém sabe e já que aqui estou, e na natureza ninguém manda nem prevê, apenas me resta rezar a Zéfiro e Euro, os deuses dos ventos de Homero, para que não soprem minha Tróia do mapa.
Mas saindo da linha das imprevisibilidades catastróficas e quiméricas, vamos ao concreto, real, sólido, firme como o ferro das plataformas petrolíferas a serem construídas pelo estaleiro da OMX nas tranquilas águas do canal da Ilha de Santa Catarina, frigida em fogo alto pelo gourmet Eike Batista.
O aroma exalado promete e já reuniu os primeiros convivas à mesa, lá em Brasília, todos com aquela fome típica de vésperas de eleições.
Apreciem a experiência e destreza do maître! Vejam como conhece os paladares de seus comensais! A ponto de reunir, em perfeita harmonia e numa mesma mesa, aqueles que daqui a pouco estarão acusando o que for eleito, pela indigestão que previsivelmente provocará o acepipe.
Não! Não voltamos às previsões catastróficas, pois se sabe perfeitamente que os que estão à mesa não correrão esse risco. A congestão ficará por conta dos que aguardam ansiosos e não vêem a hora de raspar o fundo da panela dos 3.500 empregos para instalação e 4.000 para operação, prometidos pelo empreendimento.
E o bom anfitrião também promete que aguardará pacienciosamente, com todo o “se tirer d’affaire”, a especialização da população local através de cursos gratuitos oferecidos pela própria OMX.
Não é uma maravilha? Da rede de pesca, das lanternas de maricultura, dos serviços de hotelaria, e outras atividades tradicionais da região; ao cartão de ponto para à solda, o andaime, a aplicação de anticorrosivos, tintas, solventes, aditivos e outros fluídos. Simples assim: aditivos e outros fluídos aqui nas tranquilas correntezas onde se espraiam as águas do Oceano Atlântico, junto a manguezais e estuários, berçário de fauna e flora que faz desta região um paraíso.
O Ministério do Meio Ambiente ainda não decidiu, mas pelo tamanho da fome e voracidade dos nobres e ansiosos comensais, podemos considerar que paraíso já era. Praticamente já não é mais. Pois paraíso é como dizia meu amigo Polé: “enquanto não pensarem o ambiente por inteiro, não haverá meio algum”.
Da sopa ao mel, faz lembrar os mesmíssimos argumentos
De onde virão os técnicos, engenheiros, administradores, especialistas da área que aqui nunca existiu? Os fornecedores, serviços correlatos, terceirizados e demais de instantânea demanda?
São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre. Até da Florida ou qualquer outra parte deste vasto mundo globalizado. Todos convidados ao grande banquete!
Alojamento e hospedagem não é problema. É só desengavetar o projeto do prefeito de Florianópolis e vamos lá aos prédios de oito andares em cada praia, à beira-mar. 8? Será pouco. Que tal 12? Ou 40 como em Santos?
E o escoamento do tráfego da população duplicada? O saneamento básico? O tratamento de águas e esgotos?
Duplica-se a estrada, as avenidas, a Beira Mar. Duplica-se a Ilha! E tome mais aterros, túneis, pontes e viadutos! Afinal, há que se pensar nos desabrigados que chegarão depois dos morros tomados, das novas favelas montadas. E estes retardatários de todos os grandes e abruptos movimentos e concentrações populacionais, precisarão ir pra debaixo de algum lugar.
Em compensação, aumentam as riquezas, as compras, ofertas e procura. Arrecadação e especulação. Novos templos do comércio: lojas, magazines e mega shoppings igualzinho São Paulo, igual Nova Iorque até! Seremos uma Manhattan!
O Floripa Shopping, junto com o Shopping Iguatemi e outros empreendimentos igualmente previdentes como o Estaleiro da OMX, deram na Operação Moeda Verde, com Polícia Federal e tudo. Mas no repasto oferecido pelo Eike Batista, embora todos da mesma quadrilha estejam envolvidos, há novos convidados que garantem a lisura do processo. Se não exatamente isso, ao menos a segurança contra futuros incômodos, pois sabem como são os empreendedores e seus interesses: detestam ser incomodados.
No final da festa, haja detergente para lavar a louça suja! Mas façam a digestão sossegadamente porque a natureza levará alguns séculos ou milênios para limpar tamanha sujeira com a qual teremos de aprender a conviver.
E ainda há quem, em defesa do meio ambiente, reclame de uma latinha de cerveja boiando na praia!



