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sábado, 9 de maio de 2015

Império Anglo–Sionista e Rússia, em rota de colisão

6/5/2015, The Saker, The Vineyard of the Saker
More signs of preparations for war?
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu


 
The Saker
Como muitos de vocês já sabem, a Marinha Chinesa enviou dois navios de guerra para o Mar Negro. Estão a caminho da base naval russa em Novorossiysk. Várias versões circularam sobre as razões dessa movimentação:
 
●– os navios são parte dos preparativos para a visita de Xi Jinping, para as comemorações do 9 de maio; 
●– são parte de uma possível venda de fragatas chinesas à Rússia; 
●– são parte dos preparativos para exercícios conjuntos sino-russos no Mediterrâneo.
 
Todas me parecem plausíveis. Embora alguns tenham especulado que a compra de fragatas chinesas pela Rússia seria grave desfeita contra a indústria russa, discordo. Se um país prepara-se para guerra, a quantidade de equipamento de defesa é muito mais importante que a nacionalidade do fabricante. Além disso, sabe-se que o projeto das naves da Marinha Chinesa é baseado no projeto dos navios russos. Assim sendo, não é caso de “a Rússia não pode fazer tal coisa”, mas é, sim, caso de “os estaleiros russos estão operando em plena capacidade, e os chineses podem entregar encomendas imediatamente”. Como solução rápida, faz perfeito sentido comprar equipamento de um aliado, especialmente se o projeto desse equipamento é baseado no seu. 
 
Seja o caso qual for, a chegada desses navios da Marinha Chinesa é uma bofetada nos EUA e no resto da OTAN, que têm feito de tudo para mostrar o que chamam de “ação decisiva” no Mar Negro... Até que aparece a China e indica claramente que está com a Rússia. O fato de que russos e chineses estarão em manobras conjuntas no Mediterrâneo, que a OTAN sempre considerou como mare nostrum, é afronta ainda maior ao aspirante a hegemon global eterno. 
 
Enquanto isso, vejam a seguir o vídeo que acabo de receber de um amigo.


Quando vi esse vídeo, pensei ‘é o exato tipo de “vídeo de mobilização” que um país produz quando se “prepara para a guerra”. Não há nada de errado com o patriotismo, desde que não degenere em nacionalismo, mas a repetição, feito mantra, de “Rússia! Rússia! Rússia! Rússia!” faz-me sentir muito desconfortável, porque ou visa a provocar “sentimentos de mobilização” ou, ainda pior, visa a aproveitar o estado já “mobilizado” da população.

Não estou dizendo que a Rússia está pronta para atacar alguém. O que estou dizendo é que há numerosos sinais de que a Rússia está agindo como país que se prepara para guerra. Tampouco estou criticando a Rússia por estar-se preparando para a guerra.

Estou apenas triste (e assustado) pelo fato de a Rússia sentir que tenha de preparar-se para guerra.

Para encerrar, acho ao mesmo tempo assustador e desanimador que a opinião pública no ocidente em geral seja mantida na mais nebulosa ignorância do fato de que, como está acontecendo nesse exato instante, o Império Anglo-Sionista e a Rússia estão em rota de colisão. Como poderia alguém se opor a algo que não sabe que está acontecendo?

Essa é a razão pela qual continuarei a soar o alarme, na esperança de que essa “barreira de silêncio” possa ser derrubada, antes que seja tarde demais.


The Saker

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Comandante norte-americano alerta que: “Brasil pode controlar militarmente toda a Baía de Guanabara!”

27/11/2014, The SakerThe Vineyard of the Saker
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

 
The Saker



Que tal lhes parece a manchete acima [adaptada], candidata a manchete “jornalística” mais imbecil do século? Gostaram?
Pois é perfeitamente equivalente, com variação só de detalhes, a uma manchete de hoje, na BBC:

Comandante da OTAN alerta que Rússia pode controlar todo o Mar Negro!


Se não acreditam, expliquemos melhor:

O mais alto comandante das forças militares russas, general Valerii Gerasimov, alertou que a “militarização” pelos EUA, da península (anexada) da Flórida, pode ser usada para controlar todo o Golfo do México.

Calma. O artigo realmente publicado na BBC é um pouco diferente (pouco):

O mais alto comandante militar da OTAN, general Philip Breedlove, alertou que a “militarização”, pela Rússia, da península da Crimeia, pode ser usada para controlar todo o Mar Negro.


Philip Breedlove mostra o tamanho...
Há grandes diferenças? Evidentemente, não. A única diferença é o “excepcionalismo norte-americano”. Quer dizer... pensando bem, há outra diferença: os EUA e a OTAN, sim, tentaram assumir o controle da Crimeia, servindo-se, para o atentado-golpe, da “revolução colorida” que inventaram na Praça Maidan. E a Rússia NUNCA tentou anexar a Flórida.

Claro que se impõe também a seguinte pergunta: se EUA e OTAN tanto temem que a Rússia venha a usar a península da Crimeia para controlar todo o Mar Negro... O que, exatamente, EUA e OTAN esperavam obter, se tivessem conseguido – eles – ocupar a Crimeia?!

Tudo isso é absolutamente ridículo e serve, só, como mais um exemplo da enlouquecedora hiprocrisia e infindáveis mentiras e mais mentiras de que a imprensa-empresa ocidental fez meio de vida. A coisa é “noticiada” assim: EUA no Golfo do México? Bom. EUA no Mar Vermelho? Ótimo. Rússia no Mar Negro? Ruim. Rússia no Golfo do México [e na Baía de Guanabara (NTs)]? Inimaginável-impensável.

A subserviência da Europa...
E o pior aqui nem é a arrogância e a húbris imperialista dos EUA: é a assumida subserviência dos europeus, ao Tio Sam. Todos sabem disso. Mas fingem que não estão vendo acontecer.

E do que disse o general Breedlove, aproveita-se alguma coisa? Ah, sim, aproveita-se. A Crimeia sim, de fato, assegurará à Rússia total controle sobre o Mar Negro e adiante do Mar Negro. A Rússia instalará ali, no mínimo, um míssil cruzador, vários submarinos ultramodernos de ataque, movidos a diesel (ideais para operar em águas marrons e verdes), bombardeiros super-sônicos de alcance médio armados com mísseis cruzadores, artilharia costeira e baterias de mísseis cruzadores, barcos de ataque rápido, aeronaves em terra e no ar para ação antissubmarinos, etc.. Pode-se ver a Crimeia, vendo-a como um mega porta-aviões à prova de naufrágio. Como uma espécie de Flórida.

The Saker