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domingo, 26 de abril de 2015

Doutrina Hillary: “Viemos, vimos, todos morreram”

16/4/2015, [*] Wayne Madsen, Strategic Culture
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu


Os que dizem que a chamada “Doutrina Obama” de política exterior foi, na melhor das hipóteses, amorfa e conflitante, veem a possibilidade de um governo Hillary Clinton, como ainda mais danosa para a política exterior dos EUA. Agora que a ex-Secretária de Estado já anunciou formalmente que é candidata à presidência dos EUA, especialistas dedicam-se a dissecar as decisões dela enquanto comandava a diplomacia dos EUA. Entre aquelas decisões estão não só os mais gritantes fracassos da política exterior de Obama, como resultado direto do agitar de sabres e da diplomacia temerária da Sra. Clinton, mas também sinais gritantes da avidez com que ela sempre quis engajar-se em operações, assemelhada à conhecia obsessão por revoluções de George Soros. Tudo isso preocupa muitos diplomatas, temerosos de que um governo Hillary Clinton – com o marido como “embaixador itinerante” – venha a castigar ainda mais o mundo, com mais desse mesmo aventureirismo intervencionista norte-americano.

Quando Obama já quase havia sido convencido a envolver militarmente os EUA na guerra na Síria, empurrado pela doutrina da “Responsabilidade de Proteger”, R2P, de Hillary, e desenvolvida com a assistência da embaixadora dos EUA à ONU, Susan Rice, e da encarregada de Assuntos Multilaterais e Direitos Humanos do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, Samantha Power, Obama, parece, deu-se conta de que a tal Responsabilidade de Proteger era caminho certo para embrulhar os EUA em mais uma guerra sangrenta no Oriente Médio.

Se Obama tivesse desconsiderado ‘'conselhos'’ das mesmas Clinton, Rice & Power quanto a operações anteriores de “R2P” na Tunísia, Líbia, Egito e Iêmen, não haveria hoje o Estado Islâmico no Iraque e Levante (ISIL) na Síria e Iraque, nem seus muitos ramos na Líbia, Tunísia, Iêmen e Egito.

Hillary Clinton apoiou terrotistas na Líbia
Hillary Clinton na presidência não apenas promoverá mais causas de R2P e trará mais instabilidade para o mundo, mas, também, sem dúvida, ela também promoverá sua secretária de estado assistente, que a própria Hillary selecionou a dedo, Victoria Nuland, o cérebro (?) por trás do golpe de estado da Praça Maidan na Ucrânia, que fez mais para desestabilizar a Europa do que qualquer outra pessoa, desde quando Ronald Reagan introduziu mísseis cruzadores com ogivas nucleares na Europa Ocidental, nos anos 1980s.

A Sra. Clinton pode, inclusive, encontrar algum trabalho de alta política externa para o marido da Nuland, Robert Kagan da Brookings Institution, um dos arquitetos neoconservadores da invasão e ocupação do Iraque pelos EUA, redator da autorização para guerra, que o senado aprovou em 2002, e a favor da qual a Sra. Clinton votou, quando senadora por New York.

Outras das acólitas de Hillary no Departamento de Estado, que se empenhou para conseguir que a política externa dos EUA retrocedesse décadas, por causa das ações de intervencionismo agressivo, é Roberta Jacobson, secretária de Estado assistente para questões do Hemisfério Ocidental, que irritou a Venezuela ao chamar o país de “ameaça” à segurança nacional dos EUA, na véspera da chegada de Obama para participar da Cúpula das Américas no Panamá. Obama e Jacobson foram forçados a voltar atrás na posição dos EUA sobre a Venezuela, por causa do coro de críticas que receberam de vários presidentes latino-americanos e do Caribe.

Hillary Hitler
Claro que o reinado da Sra. Clinton no Departamento de Estado incluiu também o apoio que ela deu a um golpe militar que depôs o presidente eleito de Honduras, Manuel Zelaya, em 2009.

Então secretária de Estado, Clinton apoiou apaixonadamente o golpe contra Zelaya que foi coordenado até pelo embaixador que ela pusera em Tegucigalpa, Hugo Llorens, cubano-americano e diplomata de carreira com laços com a extrema direita da comunidade de cubanos no sul da Flórida. Apesar de o próprio embaixador dos EUA ter dito, depois do golpe, em telegrama a Clinton, que a ação era ilegal, nos termos da constituição de Honduras, Clinton recusou-se a cortar a ajuda financeira à junta que tomara o poder em Honduras. A Sra. Clinton sempre se recusou a chamar de golpe o golpe que derrubou Zelaya, porque esse ‘reconhecimento’ obrigaria os EUA a cortar a assistência à junta militar. Llorens não poderia ter sido mais claro em telegrama confidencial, depois do golpe, que enviou a Clinton, e que adiante WikiLeaks divulgou para conhecimento público:

“Independente dos méritos das alegadas violações que Zelaya tivesse cometido, é perfeitamente claro, mesmo com leitura [da Constituição de Honduras] apenas superficial, que a remoção do presidente por força militar foi ilegal, e até os mais fervorosos defensores do golpe não conseguiram encontrar argumento para preencher o vácuo que há entre ‘Zelaya infringiu a lei’ e ‘portanto foi despachado pelos militares para a Costa Rica, sem qualquer julgamento’.”

Hillary Clinton
Apenas poucos dias antes de Clinton anunciar sua candidatura à presidência, por vídeo distribuído pela Internet, Obama disse a líderes americanos que estavam acabados os “dias de intromissão” dos EUA em assuntos da América Latina. Mas apenas seis anos antes, a secretária de Estado de Obama muito se intrometera em Honduras, aprovando e promovendo um golpe contra o presidente legítimo. Depois, veio um “golpe constitucional” (sic) contra Fernando Lugo presidente eleito do Paraguai em 2012, com a Sra. Clinton no posto de secretária de Estado. E também houve tentativas de golpe, durante o mandato da Sra. Clinton, contra os presidentes da Bolívia e do Equador, além, das várias tentativas de golpe contra o presidente Nicolas Maduro da Venezuela.

Clinton sempre tentará encobrir o papel que ela teve no golpe em Honduras, mas foi papel muito significativo. Ela encontrara-se com Zelaya na cúpula da Organização dos Estados Americanos em San Pedro Sula, Honduras, apenas poucas semanas antes do golpe. O falecido presidente Hugo Chávez da Venezuela e Evo Morales, presidente da Bolívia, disseram que o golpe jamais teria acontecido sem apoio ativo do Comando Sul dos EUA em Miami, bem como dos militares norte-americanos estacionados na base aérea Soto Cano-Palmerola em Honduras. Zelaya incomodou o Pentágono, quando anunciou planos para transformar aquela base aérea em um aeroporto internacional. Muitos dos altos comandantes militares de Honduras, inclusive todos os que organizaram e desencadearam o golpe, foram treinados no conhecido Western Hemisphere Institute for Security Cooperationem Fort Benning, Georgia, a antiga “Escola das Américas”, e claramente obedeceram ordens do Pentágono, como cachorros que esperam por um osso.

Clinton riu: “Nós viemos, nós vimos, ele morreu”
Nada provavelmente ilustra melhor a perfídia de Hillary Clinton, que o noticiário de outubro de 2011. Todas as redes de TV do mundo mostraram que, ao comentar o assassinato brutal do líder líbio Muammar Gaddafi, Clinton riu: “Nós viemos, nos vimos, ele morreu”.

Durante a campanha presidencial de 2007, a Sra. Clinton voou várias vezes em atividades de campanha num avião Air Rutter International Gulfstream II (número na cauda N216RR). O Air Rutter pertencia a um doador da campanha da Clinton, Arik Kislin, filho de Sam (Semyon) Kislin, rico emigrado de Odessa, Ucrânia, instalado em New York. A INTERPOL noticiou que a empresa Trans Commodities, Inc. de Sam Kislin tinha ligações com dois conhecidos gângsteres uzbeques, Lev e Mikhail Chernoy, israelenses. Sam Kislin é conhecido apoiador da organização United Jewish Appeal e de Israel. Um dos problemas com a candidatura de Hillary Clinton é que ela, como seu marido mulherengo leviano, sempre estão a um passo de algum escândalo.

Por exemplo, dia 1/10/2007, o New York Post noticiou que um ex-empregado da Air Rutter, Mark Billey, que depois seria preso acusado de abusar de crianças, declarara que vira vários policiais federais norte-americanos, armados, circulando pelas instalações da empresa Air Rutter, em Long Beach. Isso, precisamente quando o avião da mesma empresa levava a candidata Clinton por todo o país. (...)

Claro que, na próxima campanha, continuarão as ‘solicitações’ do casal Clinton, a governantes de outros países, para que doem dinheiro à “Clinton Foundation”, que o casal mantém –, se os Clintons querem mesmo voltar a morar no número 1.600 da Avenida Pennsylvania.

Os Clintons nomearam mais um FANTOCHE
no Haiti e continuam no LUCRO.
Bill Clinton construiu negócio muito lucrativo, de receber massivas quantidades de dinheiro doado a países devastados por terremotos e tsunamis, como Indonésia e Haiti. Pelo que se sabe do caso do Haiti, bem pouco do dinheiro destinado aos sobreviventes do terremoto chegou algum dia aos destinatários.

Se Hillary Clinton for eleita “a primeira mulher a presidir os EUA”, muitas das crianças que estão nascendo hoje em todo o mundo talvez não estejam vivas para festejar o quarto ou quinto aniversário. Os inocentes serão os que mais sofrerão com a doutrina Hillary na presidência: “Viemos, vimos, todos morreram”.

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[*] Wayne Madsen é jornalista investigativo, autor e colunista. Tem cerca de vinte anos de experiência em questões de segurança. Como oficial da ativa projetou um dos primeiros programas de segurança de computadores para a Marinha dos EUA. Tem sido comentarista frequente da política de segurança nacional na Fox News e também nas redes ABC, NBC, CBS, PBS, CNN, BBC, Al Jazeera, Strategic Culture e MS-NBC. Foi convidado a depor como testemunha perante a Câmara dos Deputados dos EUA, o Tribunal Penal da ONU para Ruanda, e num painel de investigação de terrorismo do governo francês. É membro da Sociedade de Jornalistas Profissionais (SPJ) e do National Press Club. Reside em Washington, DC

domingo, 4 de janeiro de 2015

EUA: “A Era da política Surreal”


A tragédia de Barack Obama, um presidente que não aguentou a pressão

2-4/1/2015, [*] Jeffrey St Clair − Counterpunch
The Tragedy of Barack Obama, the President Who Wouldn’t Stand His Ground
Tradução mberublue


Harry Reid
Tenho um fraco por Harry Reid. Não pela sua política, que continua retrógrada na maioria de suas proposições, mas pelo homem. Ele é combativo e duro, um verdadeiro lutador de rua. Tem uma voz que parece um disco de vinil riscado, mas é cruamente honesto. Raramente fala por enigmas. Quanto adota determinada posição, ele a sustenta mesmo sob ataque.

Em um tempo de clones políticos, Reid é original, um oriundo da classe trabalhadora ocidental, cuja mãe, Inez, foi uma lavadeira e o pai, um mineiro, o qual posteriormente cometeu suicídio durante um longo período de desemprego. Reid cresceu em um posto avançado de busca, no deserto, em uma cabana de empresa desprovida de confortos básicos como banheiro ou telefone. Por esforços próprios adentrou a faculdade de direito, furando seu caminho através do terreno espinhoso da política do Estado de Nevada a partir do nada.

Resumindo, Reid personifica todas as qualidades que faltam a Obama. Dessa forma, não foi tão surpreendente que Reid tenha lançado ao próprio Obama grande parte da culpa pelo massacre sofrido pelo partido Democrata nas últimas eleições intercaladas da metade do mandato. Obama parece sofrer uma paralisia psicológica profunda, que simplesmente o impede de lutar por suas próprias políticas públicas, mesmo quando o destino de seu próprio partido está na balança. Reid, antigo boxeador, não tem estômago para pruridos ou timidez em tempos de crise. Ele é direto em relação a Obama e está certo, pelas razões corretas ou não.

Já Obama, que ficou visivelmente atordoado com a derrota, de forma inexplicável jogou a culpa pelos resultados desastrosos em latinos e negros, lamentando o baixo comparecimento das minorias. Além disso, chamou-os de preguiçosos e ingratos. Somos tentados a considerar essa esquisita altercação como uma espécie venenosa de projeção subliminar. A pessoa de Obama carrega consigo uma esdrúxula qualidade vingativa na qual aqueles que mais deveria amar são justamente os mais violentamente atacados por ele.

As condenações insensíveis do presidente irritaram aos negros e hispânicos, justamente zangados com Obama. Afinal, a abstenção também foi igualmente grande entre os progressistas brancos, mulheres e sindicalistas. Eles também deveriam ter levado sua parte do crédito pela queda do partido de Obama. Não se deve deixar de levar em conta que foram os que suportaram os mais violentos golpes durante o mandato de Obama durante estes últimos seis anos sombrios.

Barack Obama

Obama foi desconcertante, mesmo após sua vitória inconteste de costa a costa, e seus movimentos pareciam emanar de um sonâmbulo. Dificilmente encontramos personalidades políticas que se orgulham de pensar longamente antes de tomar decisões sem nenhuma inspiração e eivadas de estupidezes.

Tome como exemplo a ação executiva levada a efeito por Obama em relação à imigração, a qual deveria ter acontecido anos antes. Trata-se, se tanto, de medida tomada pelas metades, liberando explicitamente mais de dois milhões de pessoas as quais foram deportadas pelo mesmo Obama. Em seguida, houve uma resposta insegura e insuficiente à ultrajante decisão do Grande Júri de não indiciar Darren Wilson por ter atirado e matado Michael Brown a sangue frio. Não se pode negar que negros e hispânicos estão cobertos de razão para sentir raiva pelas atitudes indiferentes do presidente Obama em relação às circunstâncias cruéis que cercam suas vidas.

O abraço mortal entre os Democratas e o Neoliberalismo continua incontestável desde a ascensão de Jimmy Carter nos anos 70, o aperto tornando-se mais e mais candente a cada eleição. Agora, ele domina, mas o partido está moribundo. As atuais vítimas do neoliberalismo uma vez já constituíram as bases do partido. O Partido Democrata tornou-se o túmulo de suas antigas facções do New Deal e nem todo o dinheiro podre dos fundos hedge do mundo inteiro fará com que seus velhos soldados voltem à vida.

No lugar deles, os mandatários do DNC [1] congratulam-se com algumas das forças mais maldosas do cenário político dos Estados Unidos: Os especuladores que manipulam títulos e capitalistas de apostas de risco, magnatas de empresas DotCom [2], empresários da indústria armamentista, tubarões do private equity [3] e CEOs antisindicais, além dos loucos e fanáticos da energia nuclear, não esquecendo nunca das tropas de choque do onipresente lobby israelense, os quais sistematicamente sufocam as vozes que defendem as aspirações do povo da Palestina. Estamos oficialmente em plena era da política surreal.

Barack Obama no DNC - Democratic National Comittee
Ainda que a espinhosa palavra “desigualdade” raramente mostre a cara feia nas campanhas presidenciais, normalmente é regra inviolável das labutas políticas antes das eleições que se você penetrar fundo na mente do eleitorado, a economia está sempre presente. A recuperação da economia sob Obama não passa de truque barato, uma ilusão induzida pelo FED [4]. Poucas pessoas estão comprando, e comprando muito pouco no país. A economia continua desordenada (no original, entropic – entrópica, Nt), desaquecida, e a solução permanece no horizonte. A acidez tomou conta do espírito da nação. O país dissolve-se lentamente, como se estivesse em câmera lenta.

Mas eu continuo otimista. Penso que estas eleições na realidade foram menos sobre as nuvens negras da economia e mais sobre o menosprezo. O desprezo das massas em relação a Obama, aos Democratas, ao maldito, rançoso sistema que promete felicidade e entrega apenas mais privações e mais guerras. Cedo ou tarde, a fatura dessas traições contra o eleitorado teria que ser entregue. O preço deve ser pago até o último centavo.

As contradições flagrantes do Partido Democrata avançaram até um ponto onde teriam que rachar. Afinal, quem neste mundo defenderia um partido que se recusa a dar assistência aos seus próprios correligionários em situação de vulnerabilidade? Quem iria querer participar de um partido político que diligente e impiedosamente esmaga cada faísca de fervor idealista, desde o Occupy Wall Street aos Dream Defenders, chegando mesmo a ser contra o movimento para os 15 dólares por hora de trabalho, enquanto persegue de forma maníaca acordos de comércio como o TPP [5], que não passa de um assassino de empregos nos EUA? Será transformado em picadinho, mesmo antes de colapsar a partir de seu próprio estado de decadência.

Barack Obama, durante a campanha presidencial, vendeu a si mesmo como sendo incomum, um novo tipo de político, que desafiaria finalmente as forças hegemônicas do roubo corporativo e do militarismo aventureiro. No fim, mostrou-se apenas mais do mesmo, sem remorso ou arrependimento.

Esta é a tragédia de Obama: um presidente que não aguentou a pressão. Que caia, para que de sua queda cresça uma nova forma de resistência.
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[*] Jeffrey St. Clair é editor do sítio CounterPunch e autor de Been Brown So Long It Looked Like Green to Me: the Politics of Nature, Grand Theft Pentagon, Born Under a Bad Sky e Hopeless: Barack Obama and the Politics of Illusion. Seu mais recente livro é: Killing Trayvons: a Anthology of American Violence (Matando Trayvons: uma antologia sobre a violência americana), com JoAnn Wypijewski e Kevin Alexander Gray.

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Notas do tradutor

[1] Estabelecido em 1848, o DNC − Democratic National Comittee (Comitê Nacional Democrata) é a principal organização política a reger os destinos do Partido Democrata nos Estados Unidos.

[2] DotCom – empresas (ou domínios) que fazem a maior parte de seus negócios na internet.

[3] Ativos consistentes em capital ou dívidas, fora do sistema público da Bolsa de Valores. Investimento de altíssimo risco.

[4] Sistema da Reserva Federal – Federal Reserve, normalmente grafado simplesmente FED ou Fed, é uma espécie de Banco Central dos Estados Unidos. Na realidade é privado e dominado pelos grandes banqueiros dos EUA. Foi criado em 1913.

[5] Trans-Pacific Partnership – Tratado multipaíses para regulamentação e regionalização de investimentos, liderado pelos Estados Unidos, com a participação nas negociações de Austrália, Brunei, Chile Canadá, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Cingapura e Vietnã. Ainda em fase de conversações.