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quarta-feira, 18 de março de 2015

Pepe Escobar – Rússia: Jogo de poder por trás da “mudança de regime”

16/3/2015, [*] Pepe EscobarSputnik
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu


Império do Caos

Com “amigos” como o Presidente do Conselho da Europa, Donald Tusk e o comandante da OTAN general Philip Breedlove [literalmente “filho do amor”, ou, mais, “da raça do amor” (NTs)], a União Europeia (UE) com certeza não precisa de inimigos.

O general Breedhate [literalmente “filho do ódio”, ou, mais, “da raça do ódio”(NTs)] anda encarnando seu melhor arremedo de Dr. Fantástico, a alertar que a Rússia-do-mal está invadindo a Ucrânia todos os dias. O establishment político alemão não está gostando.

Tusk, no encontro com o presidente Obama dos EUA, virou de cabeça para baixo a máxima “Divide e Impera”: insistiu que “adversários estrangeiros” tentam dividir os EUA e a União Europeia (EU) – por mais que, na verdade, sejam os EUA que só fazem tentar dividir a Rússia e a União Europeia. Na mesma linha, culpou a Rússia – que se teria aliada ao falso Califato do ISIS/ISIL/Daesh.

O que Tusk está(ria) fazendo? A UE que assine o sistema fraudulento concebido pelos EUA-empresa, conhecido como Tratado Transatlântico de Parceria para Comércio e Investimento [orig. Transatlantic Trade and Investment Partnership (TTIP)], nada além de uma OTAN comercial. E daí em diante o “ocidente” reinará para sempre.

A OTAN pode, sim, realmente, encarnar o paradoxo geopolítico/existencial máximo: uma aliança que existe para administrar o caos que ela mesma cria e ceva.

E ainda, orbitando em torno da OTAN, há muitas outras táticas diversionistas até onde a vista alcança. Considerem-se as mais recentes jaculatórias do conhecido russófobo Dr. Zbigniew “Grande Tabuleiro de Xadrez” Brzezinski. Em conferência no Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais, o Dr. Zbig pregou que EUA e Rússia devam acertar entre elas que, no caso de a Ucrânia vir a ser membro da UE, ela nunca será membro da OTAN.

Zbigniew Brzezinski
Ora, ora, caro Doctor, temos um problema. A UE tem interesse zero em incorporar um estado falido, mantido vivo artificialmente (sistema caríssimo de vida artificial) pelo FMI, e mergulhado, tecnicamente, numa guerra civil.

Por outro lado, os EUA têm interesse monolítico, não diviso, em meter a Ucrânia como membro da OTAN: aí está todo o fundamento digamos “racional” para a incansável demonização pós-Maidan, do Presidente Putin da Rússia.

Digamos que seja manobra do Dr. Zbig; pensamento maníaco-desejante de neoconservador; coisa pela qual algumas facções do Império do Caso/Masters of the Universe morreriam; ou todas as anteriores; o alvo definitivo, radical, é conseguir “mudar o regime” na Rússia e esquartejar a Rússia. A inteligência russa sabe tudo dessa “história secreta”.

A reação igual e contrária, da Rússia, exige que, para haver qualquer acordo, só se se acabarem as sanções contra a Rússia; fim do ataque especulativo contra o rublo/guerra dos preços do petróleo; todos os países do leste europeu fora da OTAN; a Crimeia reconhecida como parte da Federação Russa; o leste da Ucrânia convertido em região autônoma, mas ainda como parte da Ucrânia.

Todos sabemos que, tão cedo, não acontecerá (se algum dia acontecer). Assim, o mais provável é que continue essa horrível atmosfera de Guerra Fria 2.0 – além de campanha de incansável demonização da Rússia, que já começa a dar seus frutos.

Uma nova pesquisa Gallup mostra que mais americanos veem hoje a Rússia – mais que a Coreia do Norte, a China e o Irã – como inimigo público n. 1 dos EUA e como principal ameaça contra o ocidente.


O sonho do Império do Caos, de conseguir “mudança de regime” na Rússia, sempre foi condição absoluta para que os EUA controlem grandes porções da Eurásia. Um fantoche em Moscou – cópia carbono de Yeltsin, o pateta beberrão – facilmente “liberaria” todos os imensos recursos naturais da Rússia para o “ocidente”, junto com os dos “-stões” contíguos, na Ásia Central, como brinde.

Oleogasodutostão - transporte dos tubos
Se, por outro lado, a Rússia mantém sua influência, mesmo indireta, na Ucrânia e sobre o petróleo e gás natural da Ásia Central, Moscou é capaz de se projetar outra vez como superpotência. Como se vê, é sempre sobre a dominação do Oleogasodutostão Eurasiano; tudo que não seja isso significa como ameaça direta ao mundo unipolar.

inteligência russa está bem consciente da incansável pressão dos EUA sobre a Rússia, com vistas a arrancar pedaços da Rússia, enfraquece-los, até que a Rússia seja convertida em terra devastada e caos, não diferente de Iraque ou Iêmen – com seus recursos naturais fluindo livremente para o “ocidente”.

Esse é o motivo pelo qual a pressão continua gigantesca, já alcançando proporções de guerra nuclear. Mas alguns adultos na UE, parece, estão começando a entender do que realmente se trata.

A UE simplesmente não tem dinheiro para realmente investir nos “-stões” da Ásia Central ou para bombear bilhões de euros (desvalorizados) em oleogasodutos através do Azerbaijão. Líbia, Nigéria e o Oriente Médio (do Iraque até o Iêmen) são uma confusão só. A UE não recebe nenhuma garantia de fornecimento de energia, nem do Oriente Médio nem do Norte da África. E se não receber garantias da Rússia, de que a energia continuará a fluir até lá, não terá nenhuma garantia, de coisa alguma.

Esse conjunto de circunstâncias expõe o fantasma de uma Guerra Fria 2.0 que vai esquentando muito perigosamente. Desnecessário dizer, Polônia, Ucrânia e outros leste-europeus desamparados nunca passarão de peões, se explodir guerra civil total na Ucrânia – objetivo explícito daquela Terra do Nunca, o Kaganato de Nulands, ou Nulandistão.

Num cenário – admitidamente aterrorizante – de guerra, a Rússia fechará o espaço aéreo do leste da Ucrânia servindo-se de seus sofisticados mísseis de defesa. Pela primeira vez na história seriam usadas armas nucleares táticas. A Europa lá ficaria, basicamente sem defesas, no caso de os Drs. Fantásticos da OTAN serem tentados a iniciar guerra nuclear total.

Seja como for, os Mísseis Balísticos Cruzadores Intercontinentais e mísseis cruzadores e jatos de caça da OTAN não fariam nem cócegas nos sistemas S-400 e S-500 de mísseis russos de defesa.

S-400 - Mísseis anti-aéreos (2009)
(clique na imagem para aumentar)
S-500 - Mísseis anti-aéreos (2014)

Provocar o urso russo é posição perdedora. A Rússia já desligou-se do Tratado sobre Forças Convencionais na Europa – o que é negócio realmente sério (a OTAN está mais que muito alarmada). E, isso, ainda sem falar que Moscou já anunciou que tem pleno direito de instalar (e talvez já tenha instalado) armas nucleares na Crimeia. Enquanto isso, os militares russos continuam a testar as defesas inimigas, mandando seus aviões voar sobre o perímetro protegido pela OTAN.

A Eurásia balança de um minuto para outro, entre reconciliação e provocação. Cui bono?Quem ganha com isso? Moscou é mestra em manter Washington e OTAN cercadas, num mar de palpites.

Isso é que é cantar! (vídeo a seguir)


Putin foi o primeiro a propor, anos atrás, que se criasse uma rota comercial que iria de Lisboa a Vladivostok, incluindo também a China, usando trens de alta velocidade para evitar os oceanos e mares controlados pelos EUA. Foi o plano original movido a comércio, em vez de alguma aliança China-Rússia contra a OTAN.

O que o Império do Caos conseguiu na Ucrânia, pelo menos por enquanto, foi dividir a Eurásia em três blocos em disputa entre eles: Alemanha-França aliadas aos EUA (mas os dois países já muito preocupados com os “desenvolvimentos” da “aliança”); a Rússia; e a China perturbada pelo Japão. Mais uma vez, é “Divide e Impera” – com os EUA como hegemon perpétuo, sempre capaz de adaptar e acionar sua proverbial estratégia de política exterior: “Bombardeie e Abuse”.

Mas a ópera (geopolítica) só acaba depois que a dama gorda canta. [2] A parceria estratégica Rússia-China continua a evoluir – bastará ver as próximas reuniões dos BRICS e da Organização de Cooperação de Xangai na Rússia, nesse verão.

A riqueza de petróleo e gás natural da Rússia e Ásia Central continuará a fazer a volta, de volta, para China e Ásia. E em poucos anos o mantra dos “Excepcionalistas que reinam sobre as ondas” deixará de ser fator determinante pró excepcionalistas.

Mudar o regime? Vão sonhando.
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[1] “Venha passear no meu cruzeiro”: Frankie Ford, em "Sea Cruise" (cruzeiro marítimo). Levado ao ar no programa Saturday Night Beech-Nut Show, 21/3/1959. Vídeo a seguir:


[2] No orig. Yet it ain’t over till the fat (geopolitical) lady singsSobre “Depois que a dama gorda canta”, vide Edward Hugh, 25/11/2012:

Os jornalistas financeiros em todo o mundo ficaram surpreendidos e intrigados quando ouviram, muito recentemente, Christine Lagarde utilizar uma estranha expressão. “Sabem: a coisa só termina depois que a dama gorda canta, como diz o ditado” – disse ela aos espantados jornalistas numa conferência de imprensa em Manila. Que senhora gorda, e o que é que ela canta, devem ter sido questões que atravessaram a mente de muitos dos presentes. Se fossem ver, descobririam que, longe de ser alguma nova deixa de sabedoria feminina que a Diretora-Geral do FMI quisesse transmitir, a frase, na verdade, tem origem no mundo machista dos negócios e dos comentadores desportivos de jogos cujo resultado se mantém incerto até ao último minuto, e, nos negócios, para significar que um negócio não está efectivamente fechado até que seja feito o último lance.
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[*] Pepe Escobar (1954) é jornalista, brasileiro, vive em São Paulo, Hong Kong e Paris, mas publica exclusivamente em inglês. Mantém coluna (The Roving Eye) no Asia Times Online; é também analista de política de blogs e sites como: SputinikTom Dispatch, Information Clearing HouseRed Voltaire e outros; é correspondente/ articulista das redes Russia TodayThe Real News Network Televison e Al-Jazeera. Seus artigos podem ser lidos, traduzidos para o português pelo Coletivo de Tradutores da Vila Vudu e João Aroldo, no blog redecastorphoto
Livros:
− Obama Does Globalistan, Nimble Books, 2009.
− Adquira seu novo livro, Empire of Chaos, que acaba de ser publicado pela Nimble Books.  

quinta-feira, 12 de março de 2015

Castelos no ar no Kaganato de Nuland

8/3/2015, [*] David Goldman (“Spengler”) [1] – PJ Media
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu


Victoria Nuland
Há um país das maravilhas onde príncipes e princesas mágicos resgatam pessoas das garras e sortilégios maléficos de bruxas horrorosas. Chama-se Kaganato de Nuland.

No Kaganato reinam, claro, a Secretária–Assistente de Estado para a Europa, Victoria Nuland, e o marido dela, Robert Kagan, autores, respectivamente, da mais completa imbecilidade jamais registrada nos anais da política externa dos EUA (“Foda-se a União Europeia”); e do pior livro sobre política externa surgindo numa década que, no geral, só produziu livros péssimos.

Comentei a horrorosa peça que Kagan produziu, quando do lançamento, há três anos, com a tal tese dele, de contos de fadas, sobre o triunfo inevitável da democracia liberal.

É possível na Primavera Árabe que estamos vendo, uma continuação de Terceira Onda, ou talvez mesmo uma quarta. A explosão de democracia está entrando já na quinta década sem interrupção, a mais longa e mais ampla dessas expansões na história – escreveu Kagan.

E Nuland teve seus 15 minutos de fama quando alguém, presumivelmente a inteligência russa, vazou para o Youtube o seu palavreado rastaquera, ridículo, em conversa, em 2013, com o embaixador dos EUA na Ucrânia. Vídeo legendado a seguir:  


Kagan e Nuland sinceramente creram que a derrubada do governo de Yanukovich pelo movimento da Praça Maidan inspiraria um movimento na Rússia que acabaria por depor Vladimir Putin, assim como creram que a Primavera Árabe inauguraria uma grande onda democrática no Oriente Médio. Danaram-se.

A popularidade de Putin alcançou os píncaros de toda a sua longa carreira política (86%); e a hostilidade russa contra os EUA ultrapassou até os níveis da era soviética.

Mais de 80% dos russos têm hoje concepção negativa dos norte-americanos, segundo o independente Levada Center, número que mais do que dobrou durante o ano passado e é, de longe, o mais baixo pico negativo em toda a série histórica que o Centro acompanha desde 1988,  como noticiou o Washington Post dia 9/3/2014.

Popularidade de Putin após o golpe em Kiev
Os europeus – em cuja porta foi deixada aquela descomunal trapalhada ucraniana – estão compreensivelmente furiosos. Der Spiegel, maior empresa-imprensa alemã, reclamou, dia 6/3/2014, de que Nuland e outros norte-americanos querem “mudança de regime” em Moscou. Eu também quero mudança de regime em Moscou, e também quero a restauração dos sacrifícios no Templo em Jerusalém. Nem por isso estou esperando que aconteça semana que vem. Temos de conviver com Putin ainda por muito tempo, e a conversa de forçar “mudança de regime” a torto e a direito é equivalente a todos os dias disparar balas de papel e cuspe, com estilingue, no focinho do leão do zoológico: só serve para aumentar a probabilidade de o leão devorar o tratador.

A política dos EUA produziu resultado que é o perfeito inverso do que queria produzir: nunca nos passou pela cabeça que a maioria dos russos consideraria péssima notícia que a Crimeia, província russa desde a fundação, passasse a integrar o sistema da aliança ocidental; ou que os russos protestariam furiosamente, se o ocidente se pusesse a mandar em seus assuntos políticos. Nunca consideramos a ideia de que China e Rússia poderiam dar jeito em suas diferenças, e alinhar-se contra nós. Não demos nenhuma atenção ao alerta aberto, claro, da Rússia, de que se aliaria ao Irã, para retaliar contra a política norte-americana na Ucrânia. Somos como jogador de xadrez que pensa uma jogada à frente. Mas Putin pensa três, quatro jogadas à frente. Pode nos encurralar num canto e, movimento seguinte, nos despachar para bem longe do tabuleiro.

Agora, os Republicanos meteram-se numa situação tal que estão obrigados a se posicionar contra Putin e a culpar Obama pelo espantoso, vergonhoso resultado. Obama, verdade seja dita, deu-nos o pior de dois mundos: a descarada provocação (da Sra. Kagan), combinada com fraqueza. As opções dos EUA na Ucrânia são limitadas. Podemos mandar para a Ucrânia quantas armas nos dê na telha; os russos podem até ser muito mais fracos que nosso exército; mas lá, no quintal deles, sempre serão mais eficazes que nós.

Putin joga xadrez com o "OCIDENTE"
Putin não quer controlar a Ucrânia. Está convertendo a Ucrânia, isso sim, num abcesso supurado de instabilidade – como eu previ, há um ano, que ele faria. Putin não é dado a surtos e chiliques. Suas ações são refletidas, calculadas e cheias de segundas intenções, e ele está alcançando exatamente o resultado que queria. Como Jakub Grygiel observou em American Interest, Putin “não tem medo de estados zumbis”.

A grande vantagem de Putin sobre os EUA – apesar da fraqueza da Rússia – é a capacidade para empurrar todo o peso da incerteza para as costas do adversário. Se se ouvem as sandices de Nuland no YouTube... é de doer! A noção que tem essa senhora do que seja o governo na Ucrânia soa como garotinha de seis anos arrumando as bonequinhas para brincar de comidinha.

Putin pensa como o grande anti-herói norte-americano, o Agente Continental [orig. Continental Op], detetive sem nome de Dashiell Hammett:

Às vezes, tudo bem planejar muito... Mas às vezes, tudo bem dar uma agitada – se você se segura e continua a saber o que quer, mesmo quando o agito chega à cabeça (Red Harvest, 1929; Seara Vermelha).

Contra esse Putin-Continental Op, os EUA são o Cavaleiro Solitário (Lone Ranger).

Entrementes, a perspicaz chanceler alemã Angela Merkel já nos disse, em fórmula compacta:

Nós?! Nós quem, cara pálida?!

S-400 - Sistema anti-aéreo de mísseis  de defesa
(clique na imagem para aumentar)


Que ninguém espere que a realidade brote do chão, no reino mágico do Kaganato de Nuland; essa gente acredita na marcha da democracia liberal com fervor de apóstolos milenaristas. É a religião deles. Nenhum fato-efeito na vida real sequer faz cócegas na intensidade da fé.

Vencemos a União Soviética durante a Guerra Fria, porque persuadimos os líderes russos de que eles nunca conseguiriam suplantar a geração seguinte da tecnologia bélica dos EUA. Muitas coisas ajudaram, mas esse foi o fator decisivo. O esforço massivo dos EUA em Pesquisa e Desenvolvimento na produção de mísseis de defesa e outras tecnologias convenceu os russos de que nunca nos derrotariam em guerra.

O único modo que há agora para pôr Putin no lugar dele, é lançar programa gigante, descomunal, massivo, que torne obsoletos, o mais rapidamente possível, os formidáveis sistemas de defesa russos (inclusive o sistema S-400 que Putin está vendendo à China). Putin ficará sem suas mais fortes capacidades e deixará de receber atenção total, concentrada, da China. 

Nota dos tradutores:

[1] Não é engraçado?! O cerebral “Spengler”, que sempre foi inteligente sionista, já começou, ele também, a pirar! Mais um pouco, exigirá fabricação de toneladas de pó-de-pirlimpimpim para fazer voar os seus hiper - mega - over - super... mísseis de Falso Brilhante (vídeo abaixo;-))


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[*] Spengler, apelido de David P. Goldman, escreve a coluna Spengler para o Asia Times Online e contribui frequentemente para as publicações The Tablet, First Things (2009-2011) e outras. Foi Chefe Global de Pesquisa de Dívida do Bank of America (2002-2005), Diretor Global de Estratégia de Crédito do Credit Suisse (1998-2002). Ocupou cargos importantes nas organizações financeiras Bear Stearnse Cantor Fitzgerald. Foi colunista da revista Forbes (1994-2001). Seu livro How Civilizations Die (and why Islam is Dying, Too) foi lançado em setembro de 2011.