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domingo, 5 de outubro de 2014

Noam Chomsky | Fatos em campo

2/10/2014, [*] Noam Chomsky, Truthout
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Gaza, após Israel "aparar a grama" (foto de 17/8/2014)
Dia 26 de agosto de 2014, Israel e a Autoridade Palestina aceitaram um acordo de cessar-fogo, depois de 50 dias de ataque de Israel contra Gaza que deixaram 2.100 palestinos mortos e imensas paisagens de total destruição.

O acordo determina o fim da ação militar de Israel e do Hamás e um alívio no cerco que Israel impõe à Faixa de Gaza e a estrangula já há vários anos.

Mas é só o mais recente de uma série de acordos de cessar-fogo assinados sempre imediatamente depois de mais uma das escaladas israelenses periódicas, no seu sempre inalterado e infindável ataque-assalto contra Gaza.

Desde novembro de 2005 os termos desses acordos permanecem essencialmente os mesmos. O padrão regular é Israel infringir qualquer acordo vigente, e o Hamás respeitar o acordo – como até Israel reconhece – até que, de repente, Israel aumenta desmesuradamente a violência, o que gera reação do Hamás, depois da qual a fúria e a brutalidade de Israel não conhecem limites.

Essas escaladas são chamadas “aparar o gramado”, no jargão israelense. A mais recente foi mais acuradamente descrita como “remover a camada superior do solo”, por alto oficial militar dos EUA, citado em Al-Jazeera America.

O primeiro dessa série foi o Acordo sobre Movimentação e Acesso entre Israel e a Autoridade Palestina em novembro de 2005.

Nos termos desse acordo, haveria um ponto de passagem entre Gaza e o Egito em Rafah para exportação de bens e passagem de pessoas; outras passagens entre Israel e Gaza para bens e pessoas; redução dos impedimentos à movimentação dentro da Cisjordânia; comboios de caminhões e ônibus entre a Cisjordânia e Gaza; seria construído um porto de mar em Gaza; e seria reaberto o aeroporto em Gaza, destruído por bombas israelenses.

Passagem de Rafah, fronteira Gaza-Egito
Aquele acordo foi firmado pouco depois de Israel retirou de Gaza, colonos e soldados israelenses. O motivo do desengajamento foi explicado por Dov Weisglass, confidente do então primeiro-ministro Ariel Sharon, que estava encarregado de negociar e implementar o acordo.

O plano de desengajamento é significativo porque ele congela o processo de paz. E quando se congela aquele projeto, impede-se que se estabeleça qualquer estado palestindo, e também se impede qualquer discussão sobre refugiados, fronteiras e Jerusalém. Efetivamente, todo esse pacote chamado estado palestino, com tudo que implica, fica indefinidamente afastado de nossa agenda. E isso com autoridade e permissão. E com as bênçãos presidenciais [dos EUA] e a ratificação nas duas casas do Congresso – disse Weisglass ao jornal Haaretz.

O desengajamento na verdade é formol, Weisglass acrescentou, fornece todo o formol necessário para que não haja processo político com os palestinos.

Esse padrão mantém-se até o presente: da Operação Chumbo Derretido em 2008-2009 à Operação Pilar da Defesa em 2012 até a Operação Bainha Protetora, esse verão, o mais extremo exercício de “aparar o gramado” – até agora.

Há mais de 20 anos Israel está dedicada a separar Gaza da Cisjordânia, violando claramente os Acordos de Oslo assinados em 1993, que declaram que Gaza e a Cisjordânia são unidade territorial indivisível.

Um exame no mapa explica o que há por trás disso. Separados de Gaza, qualquer enclave na Cisjordânia deixado aos palestinos não terá saída para o mundo externo. Ali, ficam contidos por duas potências hostis, Israel e Jordânia, ambas aliadas e muito estreitamente conectadas aos EUA. E, ao contrário da ilusão de tantos, os EUA não são e estão longe de ser “intermediário honesto” ou neutro.

Além do mais, Israel continua a avançar sistematicamente pelo vale do Jordão, expulsando palestinos, implantando colônias, fechando poços e, por inúmeras vias, garantindo que a região – cerca de 1/3 da Cisjordânia, com grande parte de sua terra arável – acabe integrada a Israel, como outras regiões que vão sendo invadidas.

Os cantões palestinos remanescentes serão completamente cercados. A unificação com Gaza interferiria nesses planos, que já estão traçados desde os primeiros dias da ocupação e recebem apoio monolítico de todos os principais blocos políticos israelenses.

Israel talvez sinta que a tomada de território palestino na Cisjordânia já avançou tanto, que pouco há a temer de alguma forma limitada de autonomia que os enclaves que permanecem palestinos venham a ter.

Palestina - Gaza e Cisjordânia (WEST BANK)
Há também alguma verdade no que disse o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu:

Muitos elementos na região já entendem hoje, na luta na qual são ameaçados, que Israel não é inimiga, mas parceira.

Presumivelmente aludia à Arábia Saudita e aos Emirados do Golfo.

Mas o principal correspondente diplomático de Israel, Akiva Eldar, acrescenta que:

(...) todos esses “muitos elementos na região” também compreendem que não há nenhum movimento diplomático audaz e amplo, no horizonte, sem um acordo sobre o estabelecimento de um estado palestino baseado nas fronteiras de 1967 e solução justa, aceita pelos dois lados, para o problema dos refugiados.

Nada disso está na agenda de Israel, diz ele; e, de fato, permanece em conflito direto com o programa eleitoral sobre o qual foi eleita a coalizão Likud, hoje no poder, jamais cancelado, e que:

(...) rejeita completamente o estabelecimento de qualquer tipo de estado árabe palestino a oeste do rio Jordão.

Alguns analistas israelenses que se devem considerar, por exemplo o colunista Danny Rubinstein, acredita que Israel está decidida a reverter esse curso e relaxar o cerco com o qual estrangula Gaza.

Veremos.

Os registros dos últimos anos sugerem coisa bem diferente, e os primeiros sinais não são auspiciosos. Ao final da Operação Bainha Protetora, Israel anunciou e fez a maior apropriação ilegal de terra da Cisjordânia em 30 anos, de quase 1.000 acres.

Há quem diga, dos dois lados, que, se a solução dos dois estados está morta, como resultado do roubo de terras palestinas por Israel, nesse caso o resultado será um só estado, a oeste do rio Jordão.

Alguns palestinos aceitam essa solução, antecipando que possam engajar-se em luta por direitos iguais, semelhante à luta anti-apartheid na África do Sul. Muitos comentaristas israelenses alertam que o “problema demográfico” que se cria por nascerem mais árabes que israelenses, e por estar diminuindo a imigração de judeus, acabará por minar qualquer esperança que Israel tenha de vir a ser “estado judeu democrático”. São crenças muito divulgadas, que não merecem nenhuma confiança.

A alternativa realista a uma solução de dois estados é Israel prosseguir na implementação do plano que vem implementando há anos: roubar tudo de valor que haja na Cisjordânia, evitar concentrações de população palestina; e remover os palestinos de áreas que vão sendo roubadas por Israel. Assim se resolve também o temido “problema demográfico”.

As áreas de terra que vão sendo roubadas e ocupadas incluem uma muito expandida Grande Jerusalém, a área interna do muro ilegal de separação, corredores que cortam as regiões para o leste e, provavelmente, o vale do rio Jordão.

Como Israel vem ROUBANDO terras da Palestina desde 1946 até 2013 (ROUBOU ainda mais em 2014)
Gaza provavelmente continuará sob o sítio terrível em que vive hoje, separada da Cisjordânia. E as colinas sírias do Golan – anexadas, como Jerusalém, em ato que violou ordens do Conselho de Segurança da ONU – tornar-se-ão aos poucos parte também da Israel Expandida. Enquanto isso, os palestinos da Cisjordânia ficarão contidos em cantões inviáveis, com acomodações especiais para as elites em estilo neocolonial clássico.

A colonização da Palestina pelos sionistas há um século vem sendo feita a partir do princípio pragmático de criar e fixar fatos em campo, o que, com o tempo, o mundo acabou por aceitar. É política muitíssimo bem-sucedida. Há todas as razões para prever que essa colonização persistirá, exatamente como é feita hoje, enquanto os EUA continuarem a providenciar todo o apoio militar, econômico, diplomático e ideológico necessário.

Para todos que se preocupem com os direitos dos palestinos diariamente brutalizados, não pode haver prioridade mais urgente ou mais alta do que trabalhar para mudar as políticas dos EUA – o que absolutamente não é delírio ou sonho inalcançável.


[*] Noam Chomsky, nasceu Avram Noam Chomsky (Filadélfia, 7 de dezembro de 1928) é um linguista, filósofo e ativista político estadunidense. É professor de Linguística no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Seu nome está associado à criação da gramática ge(ne)rativa transformacional. É também o autor de trabalhos fundamentais sobre as propriedades matemáticas das linguagens formais, sendo o seu nome associado à chamada Hierarquia de Chomsky. Seus trabalhos, combinando uma abordagem matemática dos fenômenos da linguagem com uma crítica do behaviorismo, nos quais a linguagem é conceituada como uma propriedade inata do cérebro/mente humanos, contribuem decisivamente para a formação da psicologia cognitiva, no domínio das ciências humanas. Além da sua investigação e ensino no âmbito da linguística, Chomsky é também conhecido pelas suas posições políticas e pela sua crítica da política externa dos Estados Unidos. Chomsky descreve-se como um socialista libertário, havendo quem o associe ao anarcossindicalismo. Seu mais recente livro é Power Systems: Conversations on Global Democratic Uprisings and the New Challenges to U.S. Empire.

sábado, 8 de outubro de 2011

Dez anos do Golpe nos EUA – Parte 2


Amigos,

Adriano Benayon ressalta neste seu artigo vários factos e argumentos que põem em causa a versão oficial do fatídico 11 de Setembro de 2001, em NY, cuja verdade, ou seja, quem de facto planeou e executou o hediondo acontecimento daquela data, está por esclarecer, passados que são dez anos.  

Pouco mais de um mês após o derrube das Torres Gémeas em NY, o Dr. Oswald Le Winter, ex-agente da CIA, emigrado em Portugal, publicou em Portugal o livro “Desmantelar a América”, cuja leitura recomendamos, em que, perplexo, levanta sérias dúvidas sobre os supostos autores do atentado.

Homem familiarizado com a investigação e com os procedimentos oficiais de segurança não acredita que 19 islâmicos possam alguma vez ter cometido tão arriscado atentado. Mais, considera que, pelos meios envolvidos e pelo grau elevado de coordenação, tais terroristas não tinham capacidade técnica para o fazer.

Como 19 terroristas repartidos por quatro aviões comerciais de duas companhias aéreas diferentes conseguiram iludir os funcionários do chek-in e o controle da tripulação a bordo antes da partida, procedimentos de controle de passageiros obrigatórios?

Como puderam iludir os múltiplos Serviços Secretos dos USA? Deviam estar todos com uma grande ressaca…

Mais estranho para este autor é o facto de as listas de passageiros divulgadas pela CNN, na primeiras horas, não conterem qualquer passageiro com nome tipicamente árabe…

Estas dúvidas levantam a suspeita que os referidos aviões utilizados na operação foram manobrados a partir do solo pelo sistema ANAPIRCS (The Anti-Air Piracy Remote Control System). Este sistema foi desenvolvido a partir de 1970 pela Agência de Projectos Avançados de Defesa (DARPA) e destina-se a recuperar à distância uma aeronave comercial desviada. Permite a controladores em terra escutarem as conversas no cockpit e assumir o controle dos computadores de bordo, a partir do momento em que é enviado um código especial de “transponder” pela tripulação, independentemente da vontade dos terroristas. Contudo esse código nunca foi accionado. E não foi por que nenhum dos aviões tinha pilotos humanos… De onde conclui que “…o que nos dá a prova concreta final de que o ataque aéreo foi pirateado electronicamente a partir do chão, e não por terroristas árabes”.

Artur Teixeira
O que é facto, é que a partir dessa data fatídica, o Complexo Militar-Industrial que se acantona no Pentágono e na Casa Branca, passou ter os argumentos necessários e suficientes, junto da opinião pública norte-americana e mundial, para desencadear a Guerra irrestrita ao “Eixo do Mal”, previamente planeada nos bastidores da Elite Global.

Abraços.
Artur Teixeira (Ponta Delgada -PT)

Dez anos do Golpe nos EUA – Parte 2

Adriano Benayon
(continuação de “Dez Anos do Golpe nos EUA”)
Adriano Benayon* – 26.09.2011

1. Antes de expor para que a oligarquia financeira mandou destruir as Torres Gêmeas (WTC), em Nova York, e avariar o Pentágono, em Washington, concluamos a demonstração de que os autores só podiam ser dos aparelhos de segurança e militar do governo dos EUA.

2. Isso emerge de dezenas de documentos. Em um filme de 49’, produzido na Itália, de que participa o prêmio Nobel, Dario Fo, falam peritos, na maioria estadunidenses, em engenharia, física, materiais, aeronáutica e segurança.

3. Um sobrevivente, que trabalhava no 84º andar da Torre Sul, quando do impacto de um avião poucos andares abaixo, conseguiu descer ao térreo, passando pelos andares com fumaça, e diz que tudo parecia normal, até com luzes e sistema de ar.

4. Muitas testemunhas, como o heróico porteiro William Rodriguez, ouviram as explosões da implosão, 55 minutos após o choque do avião. O Prof. Ray Griffin refere pessoas que ouviram “bangs” das explosões e foram atiradas ao solo.

5. Quando do choque, a Torre sacudiu, mas voltou ao lugar. Foi desenhada e edificada para suportar impactos, como confirma o construtor dela, Frank de Martin.

6. Ademais, o filme mostra a Torre Windsor, em Madrid, que, em 2005, ardeu, durante 30 horas, tendo as estruturas metálicas ficado de pé após o incêndio.

7. Tudo isso evidencia o ridículo da versão oficial, o relatório do NIST, segundo o qual as Torres desabaram em função do calor do incêndio causado pelo avião.

8. Não bastasse, o professor emérito de física, Steven Jones, e outros experts esclarecem que só a 1.000 graus de calor se derretem estruturas metálicas, enquanto a queima do combustível de avião não gera sequer 300 graus.

9. Kevin Ryan, ex-diretor do Underwriters Labs,  foi demitido por ter provado que as amostras salvas de andar atingido pelo incêndio tinham temperaturas muito baixas, e que o NIST fraudou os parâmetros da análise, dobrando o tempo de  exposição ao fogo.

10. O perito em metalurgia Paolo Marin atesta que a Torre caiu “como se não houvesse sequer resistência do ar”: se ela não tivesse  sido pulverizada, não poderia desabar na vertical e em 7 segundos. Isso ocorreu devido a explosivos de uso militar, a ponto de não terem sobrado nem pedaços de móveis, computadores e corpos das vítimas.

11. O governo fez retirar os destroços antes de qualquer investigação, e pedacinhos do aço das estruturas derretidas foram exportados à China.  Mas, três semanas depois, foi retirado do local material com thermite, explosivo composto por alumínio, óxido de ferro e enxofre, capaz de causar a fusão de colunas de aço,  comprovando a implosão controlada e acionada por rádio, como confirma William Cristison, ex-CIA.

12. Como a Torre foi atingida por um avião, e a manobra é impossível com Boeings 757, não se sabia o que a tocou. O filme mostra um avião da Força Aérea, certamente teleguiado.

13. Em 12.07.2006, o general Albert Stubblebine, ex-Comandante-Geral do Comando de Inteligência e Segurança do Exército dos EUA (INSCOM) definiu o 09.11 como farsa: “o buraco no Pentágono teve 5 metros de largura, e a envergadura de um Boeing tem 38 metros: simplesmente não encaixa!” “Nem sequer restos de motores foram encontrados”.

Para quê

14. Demonstrado como e quem, falta para que. A oligarquia financeira tem um só objetivo: concentrar poder, e a guerra é um dos meios para isso. Assim, inventou a estória do sequestro dos Boeings para inculpar “terroristas islâmicos” e justificar as agressões ao Afeganistão e ao Iraque.

15. Havia planos para controlar o Afeganistão, rota de hidrocarburantes da Ásia Central, e o Iraque, dono de enormes reservas de petróleo, além de estender as intervenções militares a mais países islâmicos.

16. As potências anglo-americanas, a França, a Rússia etc. haviam, anos antes, fornecido ao Iraque todo tipo de armamentos, inclusive armas químicas, para a  guerra contra o Irã, que, mesmo assim, não foi vencido.

17. Depois, os anglo-americanos fizeram a intervenção genocida sobre o Iraque, em 1990-91, usando quantidade incrível de bombas com pontas de urânio.

18. Apesar da terrível destruição sofrida, Saddam Hussein não perdeu o controle do Iraque e adotou políticas favoráveis a seu país, inclusive deixando de vender petróleo por dólares.

19. Em seguida ao 11.09.2001, os EUA e seus aliados  realizaram agressões imperiais ao Afeganistão e ao Iraque, abusando  de mais mentiras, como acusar esse país de ter “armas de destruição de massa” (que as potências imperiais têm em doses inimagináveis). Tal falsidade prevaleceu até contra as verificações de inspetores das Nações Unidas.

20. O golpe das Torres Gêmeas serviu para anular a resistência dentro dos EUA - e reações em outros países - àquelas agressões, que completaram a destruição das instituições, inclusive culturais e milenares do Iraque, além de causar vítimas na casa dos milhões.

21. Rememorados a cada ano com enorme dramatização pela mídia, os “ataques” de 11.09 permitiram, ainda, radicalizar  o Estado policial nos EUA e continuam servindo de pretexto para mais intervenções: na  Somália, no Iêmen e em outros países. Faz também que desinformados aplaudam o latrogenocídio cometido contra a Líbia.

22. Ao final dos mandatos de Bush, os EUA mantinham tropas especiais em 60 países, como planejado antes de 2001. Com Obama, esse número chega a 75. O desastre na economia é acompanhado por crescente belicismo.

23. A oligarquia não lança guerras para dinamizar a economia - o que aconteceu, provavelmente por acaso - na época da 2ª Guerra Mundial. Ademais, hoje, a guerra emprega muito mais equipamento que gente.

24. O objetivo da oligarquia é  implantar sua tirania em âmbito mundial. Para isso tem concentrado poder financeiro em grau inimaginável, o que acarreta a depressão da economia produtiva e acentua as dificuldades e a impotência dos dominados.  Calcula que quanto maior essa impotência, mais poderá avançar na escravização da humanidade.

25. Nesse processo, a oligarquia tirânica assenhoreia-se, com exclusividade, também dos recursos reais: minérios preciosos e estratégicos, energia, água e terras agricultáveis.

26.A busca do controle sobre a energia explica a escolha dos “terroristas” islâmicos como objeto da demonização, já que o petróleo abunda sob terras muçulmanas.

27.As monarquias totalitárias inventadas pelos britânicos (Arábia Saudita, Coveite, Catar, EAU, Bahrein etc.) não são problema para a oligarquia anglo-americana, uma vez que entregam petróleo em troca de dólares e os aplicam principalmente no exterior. Não são  sequer países: não têm população assentada em terras, mas só cidades entre o deserto e o mar, urbanizadas com dinheiro do petróleo, técnicos e trabalhadores importados.

28.Nesses lugares a CIA, o M-16 e outros serviços secretos não fomentam, nem financiam nem armam “rebeldes”, cuja proteção “humanitária” serve de pretexto para intervenções, como sucedeu com a Líbia.

29.O Irã é um país de verdade, e por isso os imperiais o consideram do “Eixo do Mal”.  Saddam Hussein, no Iraque, e Muamar Gaddafi, na Líbia, investiram internamente recursos do petróleo, além de pretender vendê-lo em moedas que não o dólar.

30. A guerra, no caso, serve aos objetivos de assegurar acesso ao petróleo, em condições coloniais, e de assegurar sobrevida ao dólar, moeda que, de outro modo, já estaria fora de uso como divisa internacional, devido ao caos financeiro e orçamentário dos EUA.

31. Visa também a fomentar a indústria de armamentos e investir nesta como instrumento de poder e gerador de divisas, o único setor com balança comercial positiva, outra ajuda ao dólar em vias de colapso.

32.O Brasil é o país mais bem dotado em minérios preciosos e estratégicos, energia, água e terras agricultáveis. Econômica e politicamente controlado, de modo cada vez mais intenso, desde 1954, seus inestimáveis recursos vão sendo saqueados sob os olhares negligentes ou benignos dos três Poderes da República.

33. Por isso, a intervenção permanente que sofre dos serviços secretos das potências imperiais prescinde, desde 1964,  da participação direta de forças militares norte-americanas.

34.Fica o Brasil sem perspectiva de independência real, enquanto não se liberar do subdesenvolvimento programado que lhe é imposto através do domínio de empresas transnacionais sobre sua economia. Está, assim,  destituído do controle sobre tecnologias estratégicas, como os chips da eletrônica.

35.Sem indústria nacional, manietada e dizimada desde a instituição de subsídios às transnacionais, desde 1954, o Brasil carece de armamentos essenciais à sua defesa. Apesar de seu tamanho territorial e populacional, está tão sujeito a intervenções militares imperiais, como o Afeganistão ou a Líbia. Se isso não está em pauta é porque não há resistência ao saqueio dos recursos do País.


*Adriano Benayon é Doutor em Economia e autor de “Globalização versus Desenvolvimento”

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Dez anos do golpe nos EUA

Adriano Benayon

*Adriano Benayon - 11.09.2011

1. Há dez anos foi perpetrada a implosão das Torres Gêmeas em Nova York. No mesmo dia foi lançado míssil sobre uma ala do Pentágono, em Washington.

2. Está comprovado – exceto oficialmente, é claro - que esses crimes só podem ter sido mandados cometer por gente com poderes sobre as forças de defesa e segurança dos EUA, com autoridade sobre o território dos EUA, tendo à disposição recursos materiais e tecnológicos dos mais avançados.

3. Que isso surpreenda a maioria das pessoas ilustra o poder tirânico da oligarquia financeira anglo-americana, que controla a grande mídia e os formadores de opinião que a esta tem acesso. Demonstra, ademais, que essa oligarquia está obtendo os resultados da desinformação massiva e os do abaixamento do nível cultural, dos valores éticos e da capacidade de discernimento dos povos, que promove, desde há mais de um século, em escala crescente, para submeter a humanidade á sua tirania.  

4.Atentemos para os esclarecimentos da Associação Arquitetos e Engenheiros pela Verdade, formada nos EUA por 1.500 engenheiros e arquitetos, acessíveis em Truth-Out.

5. Em vídeo, mais de 20 engenheiros e arquitetos, altamente qualificados, expõem, com  clareza, que as torres gêmeas - e o prédio ao lado, o WTC - ruíram verticalmente, em 7 segundos, por meio de implosão perfeita. O engenheiro brasileiro Thomas Fendel assinala que implosões convencionais não conseguem isso, nem em sonho.

6. Aimplosão realizada só podia ser feita por pessoal especializado e preparada durante meses. Tem de ser calculado cada local onde os explosivos de extraordinário poder calorífero (nanothermite) são colocados. Essa técnica fez derreter as vigas de aços especiais, sem o que as torres não cairiam como caíram. Foram literalmente pulverizadas, algo impossível sem essa técnica, à luz das leis da física elementar, como lembra Fendel.

7. Em 14.09.2009, o Prof. David Ray Griffin publicou artigo “The Mysterious Collapse of WTC Seven - Why NIST’s Final 9/11 Report is Unscientific and False” (Porque o Relatório Final do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia sobre o 11/9 é falso e não-científico). Cito: “Um relatório de cientistas, inclusive o químico Niels Harrit da  Universidade de Copenhague, mostrou que a poeira do WTC continha nanothermite, explosivo de alto poder – diferente da thermite ordinária, que é só incendiária. O relatório, assinado, entre outros, por Steven Jones e Kevin Ryan, só foi publicado em 2009.”

8. Como consta do site dos engenheiros pela verdade, o coronel-aviador Razer, da Força Aérea dos EUA, está 100% convencido de que as três torres do WTC foram destruídas por demolição controlada, implodidas com explosivos. Ele é um dos pilotos de maior experiência, no mundo, em todo o tipo de aviões, e em matéria de destruição de edifícios de aço e concreto.  Para Razer está claro que a implosão não foi orquestrada por um bando de amadores muçulmanos liderados por um sujeito metido numa caverna no Afeganistão (Bin Laden).

9. Ademais, só pessoas autorizadas podiam ter acesso às Torres, para realizar o serviço, o que, claro, não inclui islâmicos desempregados, que mal falam inglês e não têm como obter visto de entrada nos EUA (os brasileiros que fazem fila nos Consulados norte-americanos conhecem as  exigências).

10. Os islâmicos acusados pelo atentado, presos e torturados, jamais teriam:

1) formação, especialização e experiência para montar e realizar a implosão;
2) acesso aos edifícios conduzindo explosivos (nem eles, nem qualquer pessoa sem o respaldo dos serviços inteligência do governo dos EUA);
3) sequer a possibilidade de ingressar nos EUA sem o patrocínio desses serviços;
4) a menor condição de pilotar os aviões nas manobras para atingir as Torres, com cursinhos de piloto na Flórida no esquema montado pela CIA de recrutar os bodes expiatórios.

11. Pilotos profissionais e experimentados, de jatos como o Boeing 754, afirmaram que nem eles conseguiriam fazê-lo. Como os aviões bateram nas torres é pergunta que fica no ar. Telecomando? Não sei.

12 Conforme peritos, o calor gerado por queima do carburante de  aviões não é, nem de longe, capaz de fazer derreter as estruturas dos andares atingidos, para nem falar dos demais, e tudo ruiu em bloco.  Além disso, ruiu também o WTC 7, sem ter sido tocado por qualquer aeronave.

13. Outro ponto é o seqüestro dos aviões: como tudo foi facilitado desde ao aeroporto etc.. Mais notável: os radares da Força Aérea dos EUA detectam o desvio de rota de qualquer avião e têm procedimento padrão para fazer imediatamente decolar seus caças supersônicos. Não corrigida a rota, depois do aviso, os pilotos dos caças o abatem.

14. Por que o desvio durou quase uma hora, até que os aviões se chocassem com as Torres Norte e Sul? Claro que os pilotos da Força Aérea receberam ordens para não sair do chão.

15. Isso se relaciona com a única das nove questões básicas da Comissão de Cidadãos dos EUA, respondida pelo governo estadunidense: “Everyone “goofed” that day, according to the Bush administration and the 9/11 Commission (todos bobearam, segundo a administração Bush e a comissão oficial).

16. Por essa resposta pode-se, sem muita ironia, dizer que o governo dos EUA nem precisa responder as demais. Se ele tivesse alguma seriedade e dissesse a verdade, os militares e civis responsáveis, no melhor dos casos, pela injustificável negligência teriam de ser submetidos à corte marcial e exemplarmente punidos.

17. Mas que aconteceu? Eles foram promovidos. Como não supor que foram recompensados? Por quê? Por terem sido cúmplices, cumprindo ordens contrárias aos regulamentos, às Leis e à Constituição de seu país. Pior que isso: ordens de traição a seu país, a não ser que se confundam os EUA com a oligarquia financeira que ali exerce sua tirania.

18. Eis, a seguir, perguntas da Comissão de Cidadãos dos EUA (omito as de ns. 5 e 7 por pouco acrescentarem ao dito acima):

1. Como poderiam ser sequestrados quatro aviões comerciais, que voaram no espaço aéreo dos EUA durante até 46 minutos sem envolvimento militar?

2. Como dois aviões comerciais poderiam causar implosão semelhante à das demolições planejadas nos dois edifícios mais altos do mundo, dotados de estruturas de aço?

3. Como o FBI identificou os 19 “sequestradores árabes”, se nenhum nome árabe aparece na lista de passageiros, nem da de tripulantes em qualquer das aeronaves?

4. O trabalho rápido do FBI em identificar os 19 “sequestradores” e a rede Al Qaeda de Bin Laden (sem provas) não sugere que o governo tinha conhecimento prévio de um ataque?

6. Por que empreiteiros começaram a retirar destroços antes de os investigadores estudarem a cena do crime?

8. Por que não foram achadas partes do Boeing 757 - asas, fuselagem, trem de aterrissagem, motores? Por que não havia restos de passageiros nem de suas bagagens?  

9. Dúzias de câmeras de vigilância dentro e fora do Pentágono teriam gravado imagens de alta qualidade do que aconteceu. Por que nenhuma foi usada como prova para sustentar a teoria governamental do Boeing 757?

19. Em razão do que precede e à luz do que o governo dos EUA fez após os fatos de 11 de setembro de 2001, é lícito concluir que eles foram um golpe de Estado de terríveis consequências para quem mora nos EUA ou ali vai, e ainda piores no exterior. Isso será objeto de outro artigo.

20. Desde já, diga-se que o povo dos EUA  vem sendo aterrorizado e ludibriado. Com a aprovação da Lei Patriot II (a Patriot I o fora na época de Clinton, após outro atentado), foi ainda mais radicalizado o estado policial, podendo ser presa qualquer pessoa sem ordem judicial, em função de simples suspeita por parte dos órgãos de segurança.

21. Que dizer dos países vitimados pelas bombas de urânio que mísseis e aviões dos EUA e de seus satélites lançaram, em seguida, no Afeganistão e logo no Iraque, depois em outros países e recentemente na Líbia, destruindo infra-estruturas e matando mais de um milhão de pessoas?

*Adriano Benayon é Doutor em Economia. Autor de “Globalização versus Desenvolvimento”, editora Escrituras.

Enviado por Beatrice