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quarta-feira, 20 de março de 2019

Sanções ocidentais afetam a economia libanesa - EUA empurram o Líbano para os braços de Irã e Rússia




O Líbano espera essa semana a visita do secretário de Estado dos EUA Mike Pompeo, num momento em que o mapa político econômico do Líbano está sendo redesenhado, e o Líbano sofre o mais grave revés econômico de sua história recente.

Entre as razões da deterioração da economia local, está não só a corrupção da liderança política e do 'baixo clero' do governo libanês, mas também as recentes sanções, as mais duras jamais impostas. E afetarão dramaticamente o Líbano enquanto o presidente Donald Trump permanecer no poder, se o Líbano não seguir a política e as ordens dos EUA.

Se como foi previsto, Washington declara guerra econômica ao país, as sanções deixarão poucas alternativas ao Líbano. Podem forçar o Líbano a voltar-se para a indústria civil iraniana, para sobreviver à pressão econômica dos EUA, e a depender da indústria militar russa para equipar as forças de segurança do Líbano. Acontecerá precisamente isso, se Pompeo insistir nas ameaças a funcionários libaneses, como assessores dele têm feito em visitas anteriores ao país. A insistente mensagem de funcionários dos EUA tem sido: ou você está conosco, ou contra nós.

Politicamente, o Líbano está dividido entre duas correntes, uma pró-EUA (e Arábia Saudita) e outra fora da órbita dos EUA. A situação econômica pode bem aprofundar a divisão interna, a ponto de a população reagir com fúria, para que se excluam do Líbano os EUA e aliados.


Imagem: Said Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah, reunido 
com seu mais próximo aliado, presidente libanês Michel Aoun

Esse cenário pode também ser evitado, se Arábia Saudita injetar suficiente investimento que consiga religar a agonizante economia local. Mas a Arábia Saudita teme que todos os não alinhados às suas políticas e às políticas dos EUA possam extrair benefícios do apoio dos sauditas. Até aqui, Riad ainda não compreendeu completamente a dinâmica interna libanesa e o que é possível ou impossível alcançar no Líbano. O sequestro do primeiro-ministro Saad Hariri foi a mais flagrante indicação da ignorância saudita quanto à política libanesa. O mais provável é que a nenhuma visão estratégica dos sauditas para o Líbano venha a impedir qualquer apoio à periclitante situação econômica libanesa e pode levar o país a instabilidade grave.

Antes de 1982, 1 EUA-dólar equivalia a 3 libras libanesas. Aconteceu em parte porque a Organização de Libertação da Palestina (OLP) estava gastando dezenas de milhões de dólares no país, em benefício preferencial das famílias palestinas que viviam no Líbano. Além disso, organizações da ONU (UNRWA) e outras ONGs também distribuíam apoio financeiro a refugiados palestinos cujos lares foram tomadas por Israel, o que forçou muitas famílias a deixar o próprio país.

Depois da invasão israelense ao Líbano em 1982, a OLP foi forçada a deixar o país. Não muito depois, o EUA-dólar alcançou taxa de câmbio de 3.000 liras libanesas, depois desvalorizada, para estabilizar na taxa atual de 1 EUA-dólar por 1.500 liras libanesas. O Irã entrou em cena para apoiar os combatentes libaneses (a Resistência Islâmica no Líbano, i.e. o Hezbollah) a recuperar o próprio território então ocupado por Israel. No ano 2000, o Irã começou a investir pesadamente no Hezbollah, e o grupo conseguiu expulsar os israelenses de praticamente todo o território libanês. O investimento financeiro iraniano alcançou nível muito alto na época da guerra de 2006, quando Israel tentou e não conseguiu desarmar o Hezbollah, que manteve seus foguetes e mísseis fora do alcance de Israel.


Imagem: Said Nasrallah, líder do Hezbollah, com seu mais 


Em 2013, o governo sírio convocou o Hezbollah para apoiar o Exército Sírio que combatia para impedir a desintegração do país e impedir que os militantes takfiri ganhassem o controle do país. O Irã bombeou bilhões de dólares para derrotar ISIS e al-Qaeda e impedir que esses grupos se impusessem na Síria e Iraque, sabendo sempre que o alvo seguinte seria o Irã. O orçamento para as tropas do Hezbollah subiu à estratosfera. Apoio à movimentação de tropas, logística e pagamentos diários aos próprios combatentes, contribuíram para 'animar' a economia libanesa. O orçamento do Hezbollah subiu bem acima de $100 milhões por mês.

Mas depois da chegada de Donald Trump ao poder, e de os EUA terem desertado do acordo nuclear com o Irã, o governo dos EUA impôs àquele país as sanções mais severas de todos os tempos, e cortou as doações às organizações da ONU que apoiam os refugiados palestinos (UNRWA). As sanções contra o Irã forçaram o Hezbollah a viver sob novo orçamento: um plano de austeridade de cinco anos. As forças foram reduzidas a um mínimo na Síria, o movimento das tropas foram reduzidos conforme a verba mais curta, e todos os pagamentos adicionais foram suspensos. O Hezbollah reduziu o próprio orçamento a ¼ do que havia sido, sem suspender salários mensais e assistência médica a militantes e fornecedores, por ordem pessoal de Said Hassan Nasrallah, secretário-geral do Hezbollah.

Essa nova situação financeira, de fluxo de dinheiro reduzido e sem moeda estrangeira, afetará a economia do Líbano. Prevê-se que as consequências sejam mais visíveis nos próximos meses, o que pode levar a possível reação doméstica, quando a população sentir o peso da dificuldade econômica.

EUA e Europa estão impondo controle estrito sobre ativos que entrem e saiam do Líbano. O país está numa lista negra financeira e todas as transações são fiscalizadas em detalhe. Doações religiosas de outros países estão proibidas, na prática, posto que expõem os doadores a acusações graves, por países ocidentais, de apoio ao terrorismo.

Enquanto Trump permanecer no poder, Hezbollah e Irã avaliam que a situação permanecerá crítica; estimam que, muito provavelmente, o presidente dos EUA será reeleito para um segundo mandato. Os próximos cinco anos serão muito provavelmente difíceis para a economia libanesa, especialmente se a visita de Pompeo trouxer mensagens e ordens às quais o Líbano não pode atender.





Pompeo quer que o Líbano desista da demanda de redefinir suas disputadas fronteiras líquidas com Israel, cedendo à entidade sionista os blocos 8, 9 e 10. A demanda não será atendida, e funcionários libaneses disseram em várias ocasiões que contam com os mísseis de precisão do Hezbollah para impedir que Israel continue a roubar água do Líbano.

Pompeo também quer que o Líbano exclua o Hezbollah do governo. Outra vez, o establishment norte-americano ignora que o Hezbollah é quase 1/3 da população do Líbano, apoiado por mais da metade dos xiitas, cristãos, sunitas e drusos libaneses, com cargos noExecutivo e no Legislativo do país.

Qual, então, a alternativa? Se Arábia Saudita entrar no jogo, o Líbano não precisa de um ou dois ou cinco bilhões, mas de dezenas de bilhões de dólares para ressuscitar a economia. E também precisa que de uma política de 'tirem as mãos daqui' para o establishment dos EUA, para que o país consiga se autogovernar.





Os sauditas já estão sofrendo com os abusos de Trump, e o dinheiro saudita está desaparecendo. E se os sauditas decidirem investir no Líbano, tentarão impor termos não muito diferentes do que os EUA exigem. A Arábia Saudita delira, se conta com bloquear, no Líbano, a influência do Irã e a ação dos apoiadores do Hezbollah: é objetivo completamente inatingível.

Quanto ao Líbano restam-lhe poucas escolhas. O Líbano pode aproximar-se ainda mais do Irã pensando em reduzir gastos e o preço de bens de consumo; e pode pedir à Rússia que apoie o exército libanês, se o ocidente não o fizer. A China prepara-se para entrar no país e, sim, pode ser alternativa positiva para o Líbano, usando o país como plataforma para chegar à Síria e, dali, ao Iraque e à Jordânia. Sem isso, o Líbano terá de preparar-se para juntar-se à lista dos países mais pobres da região e do mundo.

Um sombra paira sobre a terra dos cedros, que já teve de lutar pela própria sobrevivência no século 21. O Hezbollah, agora sujeito às sanções de EUA e Reino Unido, é a mesma força que já protegeu o país contra combatentes takfiri do ISIS e outros, que ameaçavam expulsar do país os cristãos. Esse foi o conselho que o presidente Sarkozy da França deu ao patriarca libanês, que os cristãos libaneses deixassem as suas casas. Os jihadistas takfiri e a OTAN têm precisamente os mesmos planos para o Líbano. 

O fracasso do plano do establishment dos EUA, de dividir o Iraque e criar um estado falhado na Síria, como parte de um "novo Oriente Médio" despertou o urso russo de sua longa hibernação. Hoje, a Rússia compete com os EUA pela hegemonia no Oriente Médio, obrigando Trump a tentar absolutamente tudo, sem limite, para quebrar a frente anti-EUA.

É batalha sem regras, vale-tudo no qual se permitem todos os golpes. Os EUA estão empurrando o Líbano para um beco, onde não lhe restará alternativa que não seja firmar uma íntima parceria com Irã e Rússia.


Postado há 17 hours ago por  O Empastelador

segunda-feira, 3 de março de 2014

Conflicts Fórum: Comentário semanal de 14 a 21/2/2014

1/3/2014, [*] Conflicts Forum
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

O presidente libanês, Michel Suleiman (C) reunião com Presidente do Parlamento Nabih Berri (E) e primeiro-ministro designado Salam Tammam no palácio presidencial em Baabda antes de anunciar a formação do novo governo libanês após um vácuo de 10 meses. (Foto: Dalati e Nohra)
Há novo governo no Líbano – embora ainda não tenha recebido o voto de confiança do Parlamento nem tenha feito, de fato, uma Declaração Ministerial de política de governo. O novo governo tem 30 dias para construir um consenso dos seus objetivos e declará-los oficialmente (tarefa difícil, nos tempos atuais, tão polarizados), e obter o apoio do Parlamento – ou o governo será declarado “vacante” (tecnicamente, o equivalente a governo que renunciou).

Depois de onze meses sem governo empossado e com poder (o governo administrativo tem capacidades mínimas), esse desenvolvimento positivo foi muito bem recebido aqui no Líbano.

Mas, isso posto, esse governo terá vida curta (e mesmo que obtenha o voto de confiança do Parlamento): em maio haverá eleições presidenciais no Líbano e ninguém sabe por aqui se será possível eleger algum presidente – questão muito discutível atualmente. Mas o importante é que qualquer sucesso, ainda que relativo, desse governo “experimental”, pode facilitar a eleição do presidente. Ao contrário, se fracassar, as perspectivas tornar-se-ão ainda mais turvas.

O novo governo é, realmente, um experimento. E há gente, aqui no Líbano, surpreendida (e aflita) pelos muitos riscos inerentes a esse experimento. Dito mais claramente, o novo governo deve ser entendido como um “piloto”, ou um barômetro, para algum “entendimento” sobre a Síria. Ou, ampliando um pouco mais a ideia, uma medida para construir confiança com vistas a algum acordo regional ainda a ser desdobrado.

O Líbano várias vezes fez esse papel de “canário-de-mina” (para indicar se o ar é seguro e respirável, ou se há alta concentração de gases venenosos na atmosfera). Esse governo “canário-de-mina” fará, efetivamente, exatamente a mesma coisa.

Assim sendo, o que há de tão significativo sobre esse novo governo? [1] Em primeiro lugar e sobretudo, o novo governo inclui o Hezbollah (que deliberadamente não procurou obter qualquer pasta peso-pesado no Gabinete, no atual alinhamento). Não esqueçamos que, há bem pouco tempo, o ex-primeiro-ministro Saad Hariri havia vetado qualquer arranjo de governo que incluísse o Hezbollah. Essa flagrante virada não pode ter acontecido sem, pelo menos, a tácita aprovação de Riad. E em segundo lugar, os partidos do movimento 14 de Março – mas, muito especialmente, Sayed Hassan Nasrallah – concordou com inverter, completamente, a tradição política libanesa. [2]

Crianças sírias entoam slogans anti-Exército Sírio Livre e portam cartazes com Secretário-Geral do Hezbollah, Hassan Nasrallah e bandeiras iranianas na área de Sayyida Zeinab de Damasco, 10 de fevereiro de 2014. (Foto: Alaa Al-Marjani) 
Ao longo dos anos, o Hezbollah e seus aliados cuidaram de manter a capacidade para influir na esfera da segurança (considerada a sempre presente ameaça israelense), enquanto o campo do Movimento 8 e Março sempre se interessou por controlar as lucrativas alavancas econômicas e financeiras dos negócios e do Estado. Neste mais recente arranjo de novo governo, isso tudo aparece invertido.

É interessante que o Hezbollah e seus aliados tenham-se focado agora mais nos ministérios da Energia e das Finanças, exatamente quando o Líbano está para implantar sua Zona Econômica Exclusiva [orig. Exclusive Economic Zone (EEZ)] em águas territoriais, para exploração de gás e petróleo, na expectativa de que o Líbano possa usufruir de fatia significativa do imenso potencial da Bacia do Levante no Mediterrâneo Leste [orig. East Mediterranean Levant Basin].

Interessante também que, no momento em que o Líbano está sob ameaça de sunitas extremistas, os postos chaves da segurança, como os ministérios do Interior e da Justiça, sejam entregue ao Movimento 14 de Março – não só ao Movimento, mas, também, a um empenhado ativista anti-Assad (como o ministro da Justiça). Não surpreende que alguns tenham estranhado que Hassan Nasrallah e o Hezbollah tivessem aceitado tal arranjo.

É um teste; um experimento. Dá aos sunitas libaneses (do partido de Hariri) a responsabilidade por enfrentar o extremismo sunita que emana da Síria: caberá a eles proteger o Líbano contra os suicidas-bomba takfiri que caem sobre o Líbano como praga. Em apenas dois anos, as vendas de varejo em Beirute caíram mais de 1/3, porque pouca gente se arrisca a andar pelas ruas. Os sunitas libaneses darão conta do recado?

Não é difícil compreender a significação mais ampla desse movimento: a Arábia Saudita afinal concordou com a formação de um governo de unidade. Hassan Nasrallah e o general Aoun (que teve papel importante em tudo isso), estão agora respondendo ao gesto dos sauditas, reconhecendo os temores dos sunitas e a posição vulnerável em que são postos, por conta do envolvimento dos xiitas na Síria – o que não implicará em o Hezbollah ter de desistir do seu envolvimento na Síria. [3] O Hezbollah retribuiu, concordando em dar aos sunitas do Movimento Futuro controle efetivo sobre o próprio ambiente deles. É notável gesto de inteligência política para tranquilizar os sunitas do Líbano, mas também é medida para construir confiança, apostando que Riad pode vir a pensar sobre um acordo na Síria.

Claro, o risco é que o experimento pode ser mal usado – pode acontecer de não facilitar acordo nenhum na Síria, e, para piorar, pode levar a uma escalada da violência no Líbano. Mas, se esse “canário” iraniano-saudita permanecer vivo e com boa saúde, pode servir para pavimentar a via para compreensão semelhante na Síria. Dão-se garantias de segurança aos sunitas sírios (aqui, falamos dos sunitas sírios não alinhados com o governo e que temem a influência dos xiitas; de fato, a maioria dos sunitas sírios não se sente vulnerável aos xiitas, nos quais, em alguns sentidos, veem aliados; eles só temem os extremistas takfiri). Nesse quadro, a evidência de que passa a caber à comunidade sunita dominante na região a tarefa de combater os jihadistas, pode bem ser o movimento que leve a um “entendimento” político também na Síria. Teremos de esperar para ver o que acontece.

Há alguma possibilidade de tudo isso tornar o Líbano mais estável?  infelizmente, não.

O primeiro-ministro Salam Tammam do Líbano (C) entra no palácio presidencial em Baabda, perto de Beirute, 15 de fevereiro de 2014. (Foto: Mohamed Azakir) 
Aqui, é importante entender como o jihadismo na Síria está evoluindo.

Os salafistas estão no processo de uma definição radical da doutrina. É um desenvolvimento que, se se mantiver, os põe, diretamente, em confronto com a autoridade estabelecida – seja a autoridade do rei Abdallah ou qualquer outra autoridade sunita formal. Em resumo, aquele ramo dos jihadistas takfiri não dará importância alguma a nenhum acordo que por acaso possa ser construído entre Riad, Damasco e Moscou ou Teerã. Eles estão em guerra contra todos os símbolos de autoridade estabelecida na esfera sunita.

Esses movimentos estão-se movendo por uma linha “revisionista” da história do “Estado Islâmico”. Ele não teria surgido em virtude da liderança do Quraish, nem pelos trabalhos do tradicionalismo árabe; nem pelos esforços de qualquer pessoa (um Salahidin, por exemplo). Historicamente, em vez disso, o Estado Islâmico teria surgido como pequenos grupos separados de muçulmanos lutando pelo Islã, que finalmente se teriam unido para formar o Estado Islâmico. Essa rede de “imãs”-combatentes teria representado o legítimo Estado Islâmico, até que se fundiram, para formar uma Umma unificada.

O movimento Da’ish ou ISIS define-se, precisamente, como um estado – seu líder é o líder dos que creem. Combate contra outros movimentos islamistas, porque é um estado, vendo seus rivais potenciais como, simplesmente, uma rebelião contra um braço do Estado Islâmico. Os pilares tradicionais da autoridade saudita (a descida do Quraish, os guardiões de Meca; a mesquita estabelecida, ou al-Azhar) absolutamente nada significam para eles. Não reconhecem a legitimidade de nenhum rei saudita, para falar em nome de “muçulmanos”.

Paradoxalmente, com a Arábia Saudita a fazer guerra contra a Fraternidade Muçulmana por sua doutrina de que a soberania brota do povo, a real ameaça contra a autoridade saudita foi, de fato, incubada dentro do wahhabismo. A família Al-Saud já não controla “sua” esfera, como antes. Aquela esfera está fora de qualquer controle.


Notas de rodapé

[1] 17/2/2014, Al-Akbar, em: “Lebanon’s government: A ticking time bomb with regional and international controls” (Governo do Líbano: bomba-relógio com controles regionais e internacionais).

[2] 18/2/2014, Al-Monitor, em: “Lebanon’s new government based on mutual oversight” (Nova composição governista do Líbano está baseada em pontos de vistas mútuos)

[3] 10/2/2014, Al-Monitor, em: “Nasrallah: Hezbollah has “right” to wage “pre-emptive war” in Syria” (Nasrallah: Hezbollah tem o direito de fazer guerra preventiva na síria”
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[*] Conflicts Fórum visa mudar a opinião ocidental em direção a uma compreensão mais profunda, menos rígida, linear e compartimentada do Islã e do Oriente Médio. Faz isso por olhar para as causas por trás narrativas contrastantes: observando como as estruturas de linguagem e interpretações que são projetadas para eventos de um modelo de expectativas anteriores discretamente determinam a forma como pensamos - atravessando as pré-suposições, premissas ocultas e até mesmo metafísicas enterradas que se escondem por trás de certas narrativas, desafiando interpretações ocidentais de “extremismo” e as políticas resultantes; e por trabalhar com grupos políticos, movimentos e estados para abrir um novo pensamento sobre os potenciais políticos no mundo.