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domingo, 31 de julho de 2011

Muçulmanos são “terroristas”; ocidentais são “homens maus”


A imprensa grande ocidental acha-se a braços com uma dificuldade de oceânica dimensão. Primeiro, as “barrigas” de imprensa ao redor do mundo, ao dar voz a autoridades dos EUA e Europa que apontaram dedos para “muçulmanos” como autores dos atentados terroristas de Oslo e ilha de Utoya. A “barriga” mais célebre foi a do Wall Street Journal, da rede News do gângster de extrema-direita Rupert Murdoch, que reapontou a autoria de muçulmanos em editorial, mesmo após a polícia ter identificado o autor norueguês.

Após as barrigas iniciais, acham-se agora em andamento os malabarismos para apresentar o autor como “homem mau”, “louco”, etc. A imprensa não sabe o que fazer com a realidade, e tenta escamotear as verdades que vêm à tona com os atentados.

O autor de 32 anos, Anders Breivik, filho de ex-diplomata norueguês e fazendeiro, é velho participante de grupos de extrema-direita islamófobos de seu país; foi, por exemplo, membro do neofascista Partido do Progresso norueguês. Suas extensas ligações vêm sendo levantadas pelos inquéritos, mas omitidas pela imprensa, que insiste em apresentá-lo como agente que operou “sozinho”, em atendimento a suas convicções. Antes, Breivik havia postado na rede um calhamaço de 1.500 páginas, em que desenvolveu suas teorias sobre a necessidade de salvar o Ocidente e seus valores ameaçados pela maré muçulmana, com alertas contra o “marxismo cultural” e o “multiculturalismo”.

O discurso é o mesmo da neofascista italiana Liga Norte, que oferece apoio a outro gângster gordo, o indigno e putanheiro Silvio Berlusconi, e da mais fascista ainda Frente Nacional francesa, em que avulta a filha do antigo líder, Marine Le Pen, com 25% das intenções de voto para presidente. Dezenas de movimentos neofascistas (afinal, neo apenas porque são mais recentes, mas a matriz permanece a mesma) espalham-se pela Europa, sob o influxo de duas forças básicas: o agravamento da situação econômico-financeira e social e a presença maciça de imigrantes muçulmanos em muitos países, alvo fácil para acusações de toda ordem. Não por acaso, esses movimentos são alinhados com Israel e com as políticas israelenses para seus “inimigos” muçulmanos, como palestinos e iranianos. Breivik escreve isso com letras fortes.

Os governos de direita estabelecidos, por exemplo, na Itália e na França vêm aplicando medidas de contenção contra muçulmanos, como a proibição do uso público de véus e de práticas religiosas e a imposição de barreiras à imigração. Os dois países estão na linha de frente dos derrotados por Gaddafi na invasão líbia, e agora se vêem na incômoda posição de ter de negociar com o demônio. A imprensa grande, ao magnificar o caráter “isolado” dos atos terroristas de Breivik, omite suas relações com diversos grupos europeus e até mesmo a existência de uma rede de apoios tão vasta quanto as oficiais como a da OTAN.

Mas aos poucos as faces reais vão aflorando. Dois destacados membros da direção da Frente Nacional francesa, Jacques Coutela e Lauren Ozon, defenderam Breivik e justificaram os atentados em blogs. Para Coutela, Breivik é um “combatente resistente”, o “primeiro defensor do Ocidente” e o “Carlos Martelo II” (rei franco que conteve a invasão muçulmana via Espanha em 732, na batalha de Poitiers). Disse mais: que Breivik “não é um ícone, mas simplesmente um visionário contra a crescente islamização da Europa, com cumplicidade dos governantes e [autoridades da União Européia] em Bruxelas”. Pregou a expulsão dos “que querem impor o alimento hallal, mesquitas, pedofilia e ocupação de nossas ruas”.

Ozon também deu suporte ao terrorista Breivik, e afirmou que a explicação do ocorrido em Oslo deve levar em conta “a explosão da imigração”, que cresceu seis vezes do patamar de 1970 até hoje. Na Itália, o líder fascista Francesco Speroni registrou que “as idéias de Breivik vão na direção da defesa da civilização ocidental”. A Frente Nacional, dirigida por parâmetros de marketing político em face das futuras eleições, “afastou” Coutela (Ozon, não) e afirmou que a Frente nada tem a ver com o atentado, “trabalho de uma pessoa desequilibrada solitária”.

A ascensão de forças fascistas são fenômeno que costuma fortalecer-se em crises e momentos em que as regras do jogo sociopolítico entram em tensão. Nos EUA, o pusilânime BHObama vem sendo anulado pelos republicanos, e, para não soçobrar, acabou cedendo, não a contragosto, sem dúvida, a suas plataformas anti-povo de manutenção de cortes de impostos para ricos e aumento de cortes de recursos de programas sociais essenciais. Isso, num cenário de progressivo empobrecimento dos trabalhadores e das camadas de baixo da sociedade. As políticas de “austeridade”, tanto na Europa quanto nos EUA, são orquestradas para que o povo pague a conta e os governos possam permitir aos bancos “manter suas posições”.

A imprensa grande enfrenta ainda ondas altas no oceano de contorcionismos em que se enreda. O “solitário” Breivik abrigava seis pessoas em seu apartamento por ocasião dos atentados. A polícia, logo após os deter, liberou todos sob alegação de que eram inocentes. Como se chegou a essa conclusão em tão pouco tempo, na mesma manhã dos atentados, isso a polícia não explicou. Breivik mantinha estoques de explosivos em sua fazenda, mas a imprensa (a polícia?) não divulga sua dimensão ou quantidade. A Scotland Yard descobriu ligações entre Breivik e a extrema-direita britânica, mas as operações vêm sendo feitas “sob sigilo”, conforme se divulga.

Após as explosões no centro, Breivik chegou rapidamente à ilha em que matou mais de 70 jovens do partido do governo. A polícia, avisada por aflitos telefonemas de celulares, levou 60 minutos para chegar. Também não há explicações, além de uma vaga afirmação de “helicóptero quebrado”. As políticas dos EUA de “guerra ao terror” implicam a militarização das polícias, que se armam e se reorientam para enfrentar os “terroristas”.

Ou o governo norueguês, membro da OTAN com tropas presentes no Afeganistão, não segue as recomendações de Washington, ou sua polícia abriga membros suspeitos de colaboração com seus alvos. Ou os dois, já que a fictícia “guerra ao terror” não merece mais crédito.

Resta o que se vê: bombardeios de civis no Afeganistão, Paquistão, Yêmen e Somália; destruição da infra-estrutura civil de vida na Líbia; apoio aos sucessores de ditaduras no Egito e adjacências; alinhamento suicida com a genocida Israel; atentados terroristas, que só prometem aumentar, dentro do coração da Europa.

Não há dúvida entre os círculos de analistas de que os atentados terroristas partidos de forças internas estarão inscritos no futuro da Europa. Até que mesmo governos tergiversantes, como o do patético Sarkozy, sejam jogados em terra, sucedidos por novos pequenos ditadores que cortarão mais impostos dos ricos, agravarão as precárias condições de vida das camadas que trabalham e mantêm o Estado.

Em suma, uma Europa cada vez mais igual aos EUA. Futuros comuns. Com certeza, indesejáveis.


Publicado em 29/07/2011  por Chico Villela
Extraído do sítio NovaEra

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Neoliberalismo: a maior ameaça aos valores ocidentais


27/7/2011, Tarak Barkawi, Al-Jazeera, Catar
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu


O estilo paranóico de fazer política frequentemente constrói as mais improváveis alianças, que se converteriam em terríveis ameaças, a serem destruídas por todos os meios necessários.
O cientista político Samuel Huntington cujo pensamento girava 
em torno da idéia de que um “choque de civilizações” entre Oriente
 e Ocidente definiria a Era pós-Guerra Fria 
Em Choque de Civilizações, Samuel Huntington inventou um oriente amalgamado – uma aliança entre potências “confucianas” e “islâmicas” – que desafiariam o ocidente, para arrebatar-lhe o cetro da dominação mundial. Muitos jihadis temem a aliança de Cruzados entre judeus e cristãos. Esquecem que, há bem pouco tempo, em termos históricos, populações cristãs foram empenhados carrascos dos judeus.

Agora, Anders Breivik invocou um improvável eixo de marxismo, multiculturalismo e islamismo que, unidos, ameaçariam colonizar a Europa. Dado que vê o multiculturalismo como conspiração, Breivik conseguiu misturar velhos discursos fascistas numa só nova conspiração de comunistas, judeus e muçulmanos.

Como outros terroristas que matam em nome de seitas islâmicas, Breivik quer massacrar pessoas em nome de uma pureza inventada. A Noruega moderna só se tornou estado soberano em 1905; é retardatária, pode-se dizer, na comunidade das nações. No plano imaginário, é resultado da imaginação de vikings, exploradores do Ártico e assistentes humanitários de todo o planeta.

Se se considera a rapidez com que a literatura jihadi é descartada como loucuras, chama a atenção o quanto tantos estão levando a sério o mix ideológico ensandecido de Breivik. É fenômeno muito preocupante as análises que dizem que se deveriam enfrentar com mais atenção “as causas radicais” da loucura de Breivik – a imigração e a diferença cultural. Se assim não for feito, as sociedades europeias perderão a coesão social, para usar eufemismo muito recorrente para a “coesão do Volk [povo]”.

Se se acredita nisso, até se poderia perdoar a extrema direita  que conclua que o terrorismo funciona. Quanto ao resto da humanidade, que hoje assiste a terroristas que se reimaginam, dos dois lados de batalhas obscuras de um passado mítico, podemos bem sentir saudades dos insurgentes e revolucionários de antigamente e suas guerrilhas anticoloniais. Esses, pelo menos, sabiam oferecer argumentos plausíveis a favor de suas lutas.

Para garantir-se, taticamente falando, Breivik construiu uma reflexão, enquanto preparava sua operação. Mas, diferente de muitos jihadis, faltou-lhe a indispensável coragem para enfrentar inimigos armados como ele, e para oferecer a própria vida – além de vidas alheias – à causa em que crê. Apesar disso, quis que sua rápida aparição em cena tivesse algum tipo de solenidade e uniforme militares.

Uniformes bem talhados por alfaiates – essa aberração da diferença cultural – e um desejo de pureza racial são itens que nunca faltam ao misticismo fascista. Como na ideologia jihadi, são precisamente os elementos não racionais do fascismo que lhe dão potência emocional e, portanto, política. Porque o que Breivik e outros veem como ameaçada no ocidente é a fonte do significado, os valores essenciais, que eles associam à comunhão com um povo purificado.

Dado que o ocidente não enfrenta, obviamente, nenhuma ameaça existencial dessa escala e de tão amplo significado, é preciso inventar uma. Nesse preciso ponto, a improvável aliança de partidos de esquerda e o Islã cumpre sua função, com uma pressuposta invasão em massa de muçulmanos para colonizar a Europa. Na população da Noruega, há menos de 3% de muçulmanos; na Grã-Bretanha, menos de 5%. Apesar disso, o medo fantasmático de “perder” a Europa para o Islã anima muitos direitistas; é parte da política eleitoral dominante na Europa e há muito tempo é item sempre presente nos discursos da direita nos EUA.

Nessa visão de perigo ameaçador, o multiculturalismo tem papel chave. Muitos terão percebido a estranha referência, nos escritos de Breivik, a “marxistas culturais”, gente que eu, pessoalmente, só vi, e sempre em grupos pequenos, em departamentos de grandes universidades e em bares freqüentados por universitários recém-formados. Breivik faz referência à Escola de Frankfurt, um grupo de intelectuais judeus alemães que trocaram Hitler pelos confortos ocidentais cosmopolitas de New York.

A ideia é que “judeus” teriam encorajado a mestiçagem cultural no ocidente, comprometendo assim, fatalmente, a pureza do ocidente e, portanto, os valores ocidentais, ao mesmo tempo em que muçulmanos e judeus preservariam as respectivas força e identidade culturais. A Europa, pois, declararia “independência” e iniciaria o combate contra as hordas muçulmano-judeu-marxistas, a começar, parece, por matar os mais jovens.

Pode-se assumir que Breivik confundiu as fantasias dos jogos de computador de que é adepto – seu avatar é uma loura de busto avantajado, codinome “Conservadorismo” – e análise política. Mas o que realmente assusta é que o núcleo mais duro de sua visão do multiculturalismo como ameaça ao ocidente aparece, idêntico, também nos grandes partidos políticos na França, na Grã-Bretanha, na Alemanha e na Itália, dentre outros países. Por isso, precisamente, há alto risco de que a matança covarde de Breivik alcance alguns de seus objetivos. A imigração, dirá alguém, desequilibrou a homogeneidade do “nosso” povo. Já se ouve, aliás, precisamente isso, em todas as potências ocidentais.

Cale a boca, obedeça e colabore

A ironia disso tudo, é que o ocidente já nos impôs o império em escala global, extraindo sua força cultural, econômica e política das interconexões com todas as partes do mundo. As Cosmópolis de New York, Londres e Paris – um ocidente “moreno”, não mais “branco” – são vitrines muito mais perfeitas de um ocidente cheio de arrogância, poder e confiança em seus valores, que qualquer purificação fantasiosa construída em campos de trabalhos forçados e fronteiras fechadas.

Mas... o que estaria corroendo os valores ocidentais?

Essa foi uma das perguntas que mobilizaram a Escola de Frankfurt e os que a influenciaram. Dedicaram-se a pensar sobre a interação entre capitalismo e cultura. Apontaram os modos pelos quais o capitalismo, progressivamente, converteu tudo em produto que pudesse ser comprado ou vendido, medindo os valores só pelo valor mais baixo. Lentamente, mas sem jamais parar, essas medições passaram a aplicar-se também aos valores culturais no cerne da sociedade. Até o tempo, como nos ensinou Benjamin Franklin, é dinheiro, doutrina que horrorizou Max Weber, que acusou a mentalidade capitalista de ser uma “gaiola de ferro” sem “espírito”.

Vejam-se, por exemplo, os modos pelos quais as grandes vocações profissionais do ocidente – advogados, jornalistas, professores-doutores, médicos – foram cooptados e corrompidos pelo pensamento de melhor preço de compra/venda. Dinheiro e “eficiência” são os valores pelos quais nos norteamos e pelos quais damos a vida; não a lei, a verdade ou a saúde. Os alunos são imaginados como “consumidores”; os cidadãos, como “acionistas”. As associações profissionais defendem pisos salariais, não qualquer dos valores que elas existem para manifestar. Alunos formados pelas universidades de elite do ocidente, imbuídos do que aprenderam de nossos maiores pensadores, são mandados trabalhar em empresas como News International. Ali aprendem a calar a boca, obedecer e colaborar no serviço imundo da exploração em busca do lucro, serviço pelo qual são bem recompensados, pelo menos em termos financeiros.

Graças em parte à força das garras do poder incorporado na imprensa e nos grandes partidos políticos, poucos hoje, no ocidente, conseguem imaginar qualquer outra política que não seja a política da “grande finança”. Nos EUA, e cada dia mais na Europa, a diferença de renda entre os pobres e os ricos aproxima-se da que se vê em repúblicas-de-banana. Os mais pobres são mandados arcar sob o peso de uma crise financeira criada por banqueiros. Os ricos, nos EUA, despacham os filhos para acampamentos de verão a bordo de jatos privados, em país no qual a taxa de desemprego já ultrapassou 15%.

O neoliberalismo só fez acelerar esses processos no coração da sociedade capitalista. Aqui, sim, se vê ameaça muito mais grave aos valores ocidentais e à “coesão social”, que qualquer medo inventado por fascistas lunáticos. O mais grave é que essa ameaça vem de dentro, não de fora.

Na linha de frente da resistência contra essa ameaça, isso sim, lutam partidos como o Partido Trabalhista da Noruega – alvo que Breivik escolheu.

É preciso conter os efeitos corrosivos do capitalismo e, só assim, se poderá pensar em garantir alguma sobrevivência aos valores ocidentais humanos.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Não sorria nunca de um preconceito



Publicado em 27/07/2011 por Urariano Mota

Se alguém algum dia disser que Karl Marx roubou o socialismo dos nazistas,  creio que diante de tamanho absurdo a maioria de nós não conseguiria conter um sorriso, ou mesmo a mais ruidosa gargalhada. E se esse mesmo alguém dissesse que haveria uma escala, uma hierarquia entre as raças, de tal modo que lá num pódio de muitos níveis, em primeiríssimo lugar estivesse a raça, vale dizer, a ariana, e lá no fim, no último dos últimos, estivessem os ciganos, os negros e os judeus, creio que talvez olhássemos o profundo ignorante à procura de um sinal de loucura. Antes, é claro, da mais estrepitosa risada.

No entanto, os motivos cômicos logo sofreriam um abalo se um mais avisado nos lembrasse que tais “piadas” foram ditas por Hitler e pelos nazistas. Ah, diante da lembrança do genocídio, do sofrimento e infâmia que tais cômicos impuseram ao mundo, toda a sua sangrenta palhaçada deixaria de ser motivo de riso. Pois o cômico, assim como a felicidade, a raiva, o amor, o ódio, toda manifestação legítima de humanidade, sempre se dá em um contexto de vidas e significados. E deles, um dos que merecem mais cuidados talvez seja o do preconceito, por mais cômico, absurdo e de irresistível comicidade pareça. Pois as caveiras também mostram os dentes, mas nunca são dignas de um sorriso.      

Essas curtas reflexões nos vêm quando lemos as notícias do terrorista de extrema-direita na Noruega. Notem que ele, ou melhor, eles, porque o bravo rapaz não agiu só nem é uma exceção de loucura em um mar de sanidade, notem que à sua maneira ele atualiza – se é possível atualizá-las, em vez de retirá-las das tumbas - as ideias nazistas. Excertos de um seu comunicado dizem: 

“Nós, a livre população nativa da Europa, por este meio declaramos uma guerra preventiva contra todas as elites marxistas/ multiculturalistas da Europa Ocidental... Sabemos quem vocês são, onde moram e vamos atrás de vocês. Estamos no processo de apontar cada traidor multiculturalista na Europa Ocidental. Vocês serão punidos por cada ato de traição contra a Europa e os europeus. Com o objetivo de romper com sucesso a censura da mídia marxista/ multiculturalista, somos forçados a empregar operações mais brutais e de tirar o fôlego, que resultarão em baixas.”

Qual de nós, se visse essas linhas em um texto ou em um vídeo, qual de nós as acharia dignas de uma resposta fundada, fundamentada e, mais que isso, responderia a elas com as armas da razão, e da artilharia para melhor defesa? Poucos, nenhum, ninguém, a julgar pelas medidas e reações tomadas quando o criminoso as tornou públicas na web. E vem muito ao caso dizer que tais “ideias” na Noruega, na Europa hoje, e até no Brasil, com a devida tradução, não são incomuns nem, pior, expressam uma louca exceção.

Há um certo tempo aqui e ali na Noruega, Inglaterra, e noutros mais puros, olhares atravessados e comentários resmungados falam algo parecido dos imigrantes não-brancos. Mas uma coisa é um olhar, dizemo-nos, uma coisa é um murmúrio, completamos, outra bem distinta é um massacre com bala dundum. Dessa última vez contra iguais em raça, porque estariam maculados pelo pensamento de aceitação para os diferentes.

No comunicado antes dos crimes o porta-voz dos seus iguais à direita falou as mais velhas piadas, que não mereciam o mínimo esforço para uma rápida contestação. Aquela coisa antiga de raça, “população nativa da Europa”... mas que raça pura?, nos perguntávamos. Risos, com muitos risos respondíamos. Aquela coisa absurda de “elites marxistas/ multiculturalistas da Europa Ocidental”. Putz, que é que é isso? Elite marxista, paradoxo, e multicultural, como se o mundo não fosse em si uma multicultura. Quá-quá-quá, esse cara é um humorista. E este: “sabemos quem vocês são, onde moram e vamos atrás de vocês. Estamos no processo de apontar cada traidor multiculturalista na Europa Ocidental. Vocês serão punidos por cada ato de traição contra a Europa e os europeus”? Por favor, pelamordedeus, esse viking estaria mais para Hagar, o horrível.

E no entanto, vimos depois que o piadista devia ter sido tomado a sério e recebido de volta contra ele e assemelhados uma luta encarniçada, sem quartel, sem hora nem descanso. De todas as maneiras, modos e pensamentos, pela escrita, pelo verbo, por atos e ações. Da desgraça fica um alerta. Se continuarmos a julgar como piada os mais bobos preconceitos contra sexos, raças, em resumo, contra gentes, depois não seremos dignos sequer de pena.

A nova e profunda depressão econômica, que não se aproxima lá, pois já começou, deveria redobrar a nossos cuidados.

Uma primeira providência, de um ponto de vista intelectual, creio, seria não sorrir nunca mais de todo, do mais ridículo e risível preconceito. Pois preconceitos são muito graves. Eles sempre matam pessoas.

Urariano Mota é pernambucano, jornalista e autor de “Soledad no Recife”, recriação dos últimos dias de Soledad Barret, mulher do cabo Anselmo, executada pela equipe do Delegado Fleury com o auxílio de Anselmo.

Casal de duas mulheres são heroínas na Noruega

Matt Akersten

26/7/2011, Matt Akersten (International News), Democratic Underground
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

ATENÇÃO: Comunicado da Vila Vudu
O original dizia “Duas lésbicas”. A Vila Vudu NÃO ESCREVE as palavras “lésbica”, “homossexual” nem “gay”.
Aqui é o seguinte: homem é homem e mulher é mulher e todo mundo ama quem quiser, como quiser. E pode alternar.
Foi decisão da Vera-Verão, casada com a Lili, e elas dizem que “lésbica” é a mãe. Que elas são mulheres iguais a todas as mulheres.
Acatamos, porque, disso, quem entende são elas, não os “éticos” nem os “politicamente corretos” (eca!).
Que ninguém, nesse mundo, pode garantir nem o “lesbianismo” nem o “deslesbianismo” de ninguém e que o negócio não depende de decreto. A Vera-Verão diz que “lésbica”, “homossexual” e “gay” são palavras discriminatórias. Que, com elas, ninguém tasca. Aqui, tá falado.


Um casal de duas mulheres que vivem numa ilha próxima de onde o terrorista da direita católica norueguesa Anders Behring Breivik massacrou dezenas de estudantes do Partido Trabalhista na 6ª-feira salvou cerca de 40 pessoas, recolhendo-as em seu barco.

Hege Dalen e sua companheira Toril Hanse fizeram quatro viagens de ida e volta em seu pequeno barco, recolhendo jovens feridos, ensangüentados e assustados.

O casal disse que ouviu tiros e gritos e correu para tentar ajudar.

“Dalen e Hansen levaram seu barco até a ilha e recolheram da água pessoas em estado de choque e feridos e os levaram para a margem” – noticiou a imprensa local, em tradução do “The People’s Forum”. “Várias vezes escapamos de tiros. Tivemos sorte” – disse o casal.

“Não era possível levar todos de uma vez. E elas voltaram quatro vezes à ilha. Calcula-se que salvaram da morte 40 pessoas”

terça-feira, 26 de julho de 2011

Sayyed Khamenei: “A propaganda ocidental contra o Islã”

26/7/2011, Al-Manar TV, Beirute, Líbano
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Aiatolá Sayyed Ali Khamenei
O Supremo Líder do Irã, Aiatolá Sayyed Ali Khamenei disse, no domingo, que os poderes do ocidente trabalham para comprometer a imagem dos muçulmanos, distorcendo os fatos e servindo-se da imprensa como instrumento de propaganda.

Em fala dirigida às forças navais do Irã e ao pessoal do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica [ing. Islamic Revolution Guards Corps (IRGC)] no porto de Bandar Abbas, no sul do Irã, Sayyed Khamenei comentou os recentes ataques terroristas na Noruega. 

“Os crimes recentemente cometidos num país do norte da Europa foram, desde o primeiro instante apresentados como ação de muçulmanos. Assim o ocidente opera, usando a imprensa como instrumento de propaganda” – disse Sua Eminência. “A propaganda ocidental é sempre o mal. Existe para falsear os fatos” – completou.

Na 6ª-feira, pelo menos 94 pessoas foram mortas e centenas foram feridas em duas ações terroristas conjugadas: um ataque a bomba em Oslo, capital da Noruega, e um tiroteio contra uma multidão reunida numa ilha nos arredores da cidade. Um dos terroristas, Anders Behring Breivik, que confessou seu envolvimento no ataque armado, professa ideias de extrema direita. Breivik não escondeu seu ódio aos muçulmanos, aos partidos da esquerda e à ala jovem do Partido Trabalhista da Noruega, pela internet, antes dos ataques.

Sayyed Khamenei também fez referência à onda de levantes populares no mundo islâmico no Oriente Médio e Norte da África e conclamou os cidadãos a perseverarem em suas mobilizações e a não se deixarem distrair dos objetivos centrais de seus levantes. “A única salvação possível para as nações da Região é o caminho da revolução. Gradualmente, os resultados aparecerão, como já estão aparecendo” – disse o Aiatolá Khamenei.

Israel é a “estrela” do livro do terrorista norueguês!


O terrorista norueguês é sionista! É um Netanyahu! Um Lieberman!
É um Murdoch! Uma Folha de S.Paulo! Uma revista (não) VEJA!

O original em inglês do livro do terrorista norueguês está nas milhares de páginas do Manifesto 2083. 

Ontem distribuímos, como se fosse o endereço do original, o endereço de um jornal italiano que, àquela altura, era o único que já publicara alguma coisa, mas eram só excertos. Erro nosso, é claro, não do Pepe Escobar, de quem copiamos aquele endereço.

Continuamos achando que não é preciso ler aquele asneirol inteiro, dentre outros motivos, por pelo menos uma (nem tão) espantosa razão: o que se lê lá é muuuuuito parecido com o que se lê nos jornais e ouve-se de “analistas” jornalistas do jornalismo que há. Há risco real de aquele besteirol soar espantosamente convincente. Há risco real de aquele besteirol soar perfeitamente “razoável” e “certo”. 

A culpa, aí, outra vez, por tantos estarem reduzidos a um mesmo pensamento uniforme e acovardado, competente só para repetir e incapaz de pensar por conta própria, também é do jornalismo que há. Claramente: é perigoso ler aquilo. Somos leitores escolados, casca grossíssima, habituados a ler o que de pior o jornalismo universal produz (é encontrável no Brasil), sem nos deixar contaminar. Pois... mesmo assim, encontramos, no livro do terrorista norueguês, pelo menos UMA ideia que fez vacilar toooooodas as nossas convicções libertárias: O terrorista norueguês recomenda que SE FECHEM todos os cursos de sociologia DO OCIDENTE... 

Taí. É ideia até que bem aproveitável... Se aquele efedapê sionista não tivesse matado tanta gente... quanto bem se faria, no Brasil, se, por inspiração dele, que fosse, nós conseguíssemos CASSAR toooooooooodas as “sociologias” do ex-FHC, do ex-Eduardinho Graeff, do ex-Professor Bolí(var) Lemounier... [pano rápido].

Quase não há saída.

Mas há saída, é claro: basta todos nos empenharmos em resistir contra o fascismo hipnótico que há nas frases que só se repetem, sem outra fonte de legitimação que não seja o fato de aparecerem impressas em jornais ou de ditas por televisão. 

A Vila Vudu trabalha na direção de aprender a resistir contra todos os discursos midiáticos de fascistização e de uniformização de opiniões. 

Dizer que desejamos aprender a resistir contra TODOS os discursos de fascistização e de uniformização das opiniões significa também que desejamos aprender a resistir contra os discursos de defesa nacionalista dos palestinos. Somos contra todos os nacionalismos que sejam filhos da ideia de estado-nação.

Mas respeitamos o amor (mas sem paranóias identitárias) à terra em que se nasce. Na América Latina, a terra onde nascemos é a Pachamama; não é Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai etc. Nenhum nacionalismo associado a estado-nação nos interessa ou mobiliza. 

Somos tão contra os nacionalismos quanto somos contra o sionismo (que é um nacionalismo, além de ser um fascismo, que também é um nacionalismo). 

A Vila Vudu fez a opção de sempre defender o discurso DOS pobres quando falam, eles mesmos. (Não temos nenhuma simpatia por ricos que se metam a falar pelos pobres). 

A Vila Vudu também fez a opção de sempre defender a RESISTÊNCIA dos pobres contra os poderes arrogantes dos ricos.  

  • O Irã resiste aos poderes arrogantes do ocidente? Estamos com o Irã. 
  • O Hamás resiste contra os poderes arrogantes dos israelenses sionistas? Estamos com o Hamás. 
  • O Hezbollah resiste contra os poderes arrogantes da “entidade sionista” arrogante? Estamos com o Hezbollah. 
  • Gaddafi, da Líbia, resiste contra todos os poderes arrogantes de EUA-OTAN? Estamos com Gaddafi. 
  • O MST resiste contra os poderes arrogantes do latifúndio no Brasil? Estamos com o MST. 
  • A resistência islâmica resiste contra o terrorismo dos arrogantes EUA e Europa católicos e protestantes ou laicos? Estamos com a resistência islâmica. 
  • Os piratas da Somália resistem contra os poderes arrogantes do ocidente que jogam lixo atômico nos mares da Somália? Estamos com os piratas da Somália.
Trabalhamos apaixonadamente na defesa dos palestinos, não por qualquer tipo de nacionalismo, mas exclusivamente por solidariedade política, porque os palestinos resistem há 60 anos contra a ocupação por Israel-EUA – e Israel-EUA é, hoje, a encarnação político-econômico-midiático-capitalista dos poderes arrogantes do ocidente.

A Vila Vudu NÃO GOSTA de discursos ditos “éticos”, nem, e ainda menos, de discursos ditos “ecológicos”, “feministas”, “pacifistas” nem, no geral os discursos ditos “democráticos” fundamentalistas burros à moda das donasdanuzas. 

Essa conversa se tornou indispensável, porque recebemos uma mensagem de blogueiro indignado ( ver comentário de Adriano em: Do diário-manifesto do doido da Noruega (ele fala do Brasil) porque, ontem, ao distribuir uns excertos do livro do terrorista norueguês, não escrevemos que Israel é a estrela do livro do efedapê. Não escrevemos ontem porque, ontem, não sabíamos. Hoje já sabemos. Então, aí vai:

Israel é a estrela do livro do terrorista norueguês.

O racismo doentio e pervertido que há no sionismo dos terroristas israelenses e norte-americanos encontra sua alma gêmea no racismo doentio e pervertido que há no sionismo do terrorista norueguês. 

No livro do terrorista norueguês há, no mínimo, 776 referências elogiosas e solidárias ao sionismo israelense (há mais, mas paramos de contar nesse número). 

O sionismo é um drone ideológico

Não há qualquer dúvida de que o sionismo israelense é sempre apresentado, pelo terrorista norueguês, como arma perfeita para matar árabes. Com que se demonstra que o terrorista norueguês usou o sionismo israelense como um drone ideológico. 

Como aqueles aviões-robôs que matam civis no Paquistão, enquanto os pilotos norte-americanos permanecem sentados em Langley, cidadezinha dos EUA que abriga uma base da CIA, a milhares de quilômetros de distância das pessoas que aqueles pilotos matam, também o sionismo israelense é capaz de matar gente na Noruega... pela mão de um sionista norueguês. 

Paramos de contar as referências elogiosas aos sionistas israelenses quando chegamos à 776ª referência, quando alguém, na nossa roda de discussão, bateu na mesa e gritou:

“Mas prá quê contar essa merda?! Por acaso somos jornalistas?! Não. Nós não somos jornalistas. Para nós, se o terrorista norueguês fez uma, ou fez 776 referências elogiosas ao terrorismo sionista, dá exatamente na mesma, né-não?” 

PURA VERDADE. Fosse uma única referência elogiosa ao sionismo israelense racista assassino de árabes pobres, fossem 100 mil referências, o diagnóstico seria o mesmo: 

(1) o terrorista norueguês é consumado sionista fascista; e
(2) NENHUM jornal-empresa ocidental noticiará essa notícia perfeitamente verdadeira e comprovada.

O terrorista norueguês não é, não, de modo algum, simples “doido”, simples “lobo solitário”, simples “fanático”. Nem é verdade que o terrorista norueguês “trabalhou sozinho” – como “informam”, hoje, vários jornais. 

O terrorista norueguês é terrorista sionista declarado; ele trabalha a favor do sionismo israelense, usa vasta literatura sionista, crê profunda e sinceramente nas perversões racistas do sionismo. É um Murdoch, um Netanyahu, um Lieberman, um Uilliam Vaack, um Bolsonaro, um Haly Camel. 

De fato, é até melhor entidade humana e política que esses aí citados, porque esses são sionistas e racistas, mas vivem de mentir que não seriam. E o terrorista dinamarquês escreveu, com todas as letras que é sionista, racista, assassino de árabes pobres (na versão EUA-ISRAEL-OTAN do sionismo) e de progressistas trabalhistas dinamarqueses (na versão local do sionismo). 

O direito de matar, sem dúvida, aprendeu de Obama-Netanyahu-Lieberman. Escreveu e assinou esse livro que é mais profissão de fé (arrogante) que testamento intelectual. É serial killer em crime de “assassinatos predefinidos” [targeted assassinations na terminologia das guerrras de EUA-OTAN] e é criminoso confesso. 

Pois nem assim a imprensa ocidental o mostrará como o perigoso terrorista sionista que é. É como se a imprensa-empresa ocidental e seus poderes super arrogantes estivessem garantindo absolvição “preventiva” a esse e a outros terroristas sionistas que se inspirem nesse exemplo (por acaso) norueguês. Até quando?! 

Quem defenderá governos democráticos de todo o mundo, oriente e ocidente, norte e sul, contra o terrorismo do jornalismo sionista racista e reacionário empresarial que reina hoje no ocidente?

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Do diário-manifesto do doido da Noruega (ele fala do Brasil)

Comentário resultado de discussão dos tradutores, num botequim, da Vila Vudu
O documento escrito pelo doido norueguês pode ser baixado, em PDF: 2083 – A European Declaration of Independence, de Andrew Berwick (na íntegra). Mas não é preciso baixar nem ler nada. Zilhões de páginas de fascistas brasileiros dizem praticamente a mesma coisa, com diferenças superficiais (e Jair Bolsonaro e William Waack dizem de viva voz).

Num dos excertos que aí vão traduzidos, por exemplo, o Brasil aparece como exemplo de “bastardização” – o que é imagem especular dos discursos “críticos” do Elio Gaspari na Folha de S.Paulo, em que o presidente Lula é dito, com escárnio diário, “nosso guia” (por exemplo, em http://titaferreira.multiply.com/calendar/item/10382 /assinantes). Mais um fascista, afinal desmascarado por outro, que expõe, sem firulas metidas a “jornalísticas”, o ódio racista e de classe da canalha brasileira, contra o metalúrgico que os derrotou (3 vezes, só até agora). 

Noutro, o doido norueguês defende as florestas exatamente como Marina Silva e outros ONGo-fundamentalistas metidos a “éticos” e a espertinhos (que são fascistas, a gente já intuía; agora, tá provado: são fascistas sinceros).

O blog norte-americano The anwanted blog em Yet another nutty “Manifesto”  fez a seleção de excertos que aí vai. Não é absolutamente necessário ler a coisa toda, mas talvez interesse conhecer o tom.

Traduzimos a seleção do blog acima, à guisa de informação. 

“Informação”, como se sabe, cada um deve construir a sua e evidentemente ninguém precisa de informação construída seja pelo doido da Noruega seja pelo grupo GAFE (Globo, Abril, Folha, Estadão), doidos do Brasil.

Então, aí fica isso, como mais um alerta contra os ecologistas fundamentalistas, os “éticos” em geral, os antimarxistas, o Elio Gaspari e a Folha de S.Paulo.

A parte, do discurso do doido da Noruega que tem a ver com o antimarxismo obcecado... não se comenta: também tá cheio, por aqui, de doidos parecidos. Alguns são professores-titulares de Ética na Unicamp.
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De 2083 – A European Declaration of Independence, de Andrew Berwick

Página 1.284:

3.84 Cavaleiros Templários e etnocentrismo 

Os Cavaleiros Templários têm três funções básicas:

– Agir como Movimento Cruzado paneuropeu, para banir o Islã da Europa;
– Agir como um Movimento dos Direitos Indígenas, para servir aos interesses de grupos étnicos europeus e para destruir o marxismo cultural/multiculturalismo: 
– Agir como um Tribunal de Crimes de Guerra [por que será que, aí, pensei IMEDIATAMENTE no Perval Meneira?].

Página 1.287:

“Os regimes marxistas na Europa asseguram privilégios, ou liberalizaram completamente as leis da biotecnologia. Têm de encorajar e mesmo patrocinar diretamente programas repro-genéticos em nível privado e/ou estatal, que oferecem clínicas de reprodução que se focam estritamente em genótipos indígenas de fontes puras (genótipos nórdicos puros, não diluídos, com 95-00% de pureza) encontrados no norte da Suécia e em outras áreas onde são encontráveis. Os regimes marxistas europeus jamais permitirão ou contribuirão para isso, o que só deixa duas opções:

Tradicionalistas/conservadores/nacionalistas, em cada país europeu devem receber reservas onde possam ser autônomos (controle político) como os nativos da América do Norte depois de derrotados pelo exército dos EUA. Isso ainda não é aceitável para grande maioria de conservadores, mas esperamos derrotar os regimes marxistas culturais da Europa dentro de 70 anos. A terceira opção pode ser delineada nos seguintes termos: 

Os conservadores devem assumir o poder político e militar mediante uma combinação de luta armada e luta democrática dentro de 70 anos e implementar a política acima. A alternativa é continuar o modelo de bastardização, semelhante ao modelo brasileiro, onde se estabeleceu (devido à revolução marxista brasileira) um cadinho em que se misturaram europeus, asiáticos e africanos.

Página 1.289:

Sou extremamente orgulhoso de meu grupo étnico. Noruegueses, que são tribo norte-germânica.

[Seguem-se várias páginas contra “mistura racial”] 

Página 1.338:

– Todos os países do 2º e do 3º mundo (com taxas de natalidade superiores a 2,1) devem implementar políticas de filho único até que se estabilizem em face das perspectivas financeiras e do superconsumo, salvando suas florestas etc.;

– Reduzir o consumo global, mediante políticas protecionistas

– Todas as companhias globais serão nacionalizadas. 

Página 1.341:

A população de nosso planeta não deve exceder 3 bilhões de indivíduos; portanto, devem-se implementar políticas radicais (hoje, somos mais de 6,8 bilhões). 

Página 1.448: Deportar todos os muçulmanos 

Página 1.454:

Marxistas (todas as categorias de traidores A e B) não terão misericórdia. Devem ser executados pelos crimes de guerra listados no item 1-8.

Página 1.475 (e várias seguintes): a justificativa cristã para uma renovada Cruzada para cristianizar a Euroopa e expulsar os muçulmanos.

Páginas 1.574-1.639: [Registro, dia a dia dos esforços para obter armas e preparar explosivos. A última entrada é do dia 21 de julho. Estou pesquisando essa parte. Até agora não encontrei nenhuma pista do que o homem planejava fazer, mas deve haver alguma coisa.]