Mostrando postagens com marcador Noruega. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Noruega. Mostrar todas as postagens

domingo, 10 de agosto de 2014

Técnicas de punição dolorosa


Publicado no sítio The Vineyard of The Saker
Traduzido (para o inglês) pela equipe russa do Saker
Tradução (para o português): mberublue



The Saker
O ocidente está tão acostumado ao seu joguinho de um lado só que ficou realmente surpreso com a resposta russa às sanções que o ocidente impôs contra o país.

Tudo bem. Deixe lá que se acostumem com isso. Seja quem for que contra nós vier com uma espada, pela espada perecerá. Isto serve apenas quando estivermos a falar de uma batalha onde se usará a espada, uma “guerra quente”. No entanto, se esta é uma guerra de sanções e proibições, o agressor terá mais do que pediu, certamente.

Apoio em gênero, número e grau a introdução de sanções retaliatórias contra os países que por sua vez sancionaram a Rússia. Por muitas razões:

·        é bom para nossa economia e nossos produtores;
·        é importante para a autoestima de nosso povo, que nunca deixou de punir o infrator que tenha perdido o senso de realidade;
·        é necessário para que se tenha respeito pela Rússia, não apenas no interior do país mas também além de suas fronteiras.

A Rússia é uma superpotência. Recuperamos o status depois da reunificação da Criméia. Portanto não adianta; é futilidade tentar tratar a Rússia como se fosse uma criança birrenta que deve ser punida e aprender uma lição.

Pois a partir de agora qualquer agressor deve ter em mente o fato de que pagará caro por sua agressividade. A retribuição acontecerá na mesma medida e grau da agressão.

Se a agressão for econômica, o agressor pagará caro através de sua própria economia e renda. Pagará igualmente caro em vidas de seus soldados e com a perda de liberdade de manobra na esfera internacional por qualquer agressão militar.

Como os EUA controlam o território da Rússia
Como já aconteceu por várias vezes no decorrer da história, nós não começamos a confrontação. Acontece que a Rússia está sendo “punida” porque... uma guerra está em curso nos arredores de suas fronteiras, depois de apoio explícito e ostensivo ao golpe de estado na Ucrânia pelo ocidente. Ocorre que a OTAN ameaça expandir sua infraestrutura nas proximidades de nossas fronteiras. O nosso território está sendo bombardeado pela zona de conflito.

O ocidente, em si mesmo, não está em perigo. A Rússia jamais tomou qualquer atitude agressiva contra o ocidente a partir de suas fronteiras. No entanto, estamos sendo punidos. Muito bem, também podemos puni-los. Vocês precisam de nós muito mais do que precisamos de vocês.

A partir de agora nenhum canhão tem permissão de disparar perto de nossas fronteiras sem a nossa explícita permissão. Além de entender, o mundo deve recordar. Acontece dessa forma desde os tempos da Imperatriz Elizabeth Petrovna até os tempos de Leonid Brezhnev.

Ninguém tem o direito de disparar perto de nossas fronteiras e especialmente, através delas. É bom que nossos gentis “parceiros” se acostumem com o fato de que toda a parte eurasiana da Europa é território de nossos interesses vitais.

Sempre foi assim e assim deve continuar agora. Entretanto, nesse meio tempo, armas não só militares, mas também econômicas estão disparando não sem nossa permissão, mas em nós. A seu tempo, os atiradores devem ser e serão punidos.

Severamente punidos. Chega! O ocidente equivocadamente interpreta nossa bondade como sendo fraqueza. Está na hora de responder a todas as agressões contra a Rússia com técnicas de punição dolorosa.

Rússia (e China) cercada por bases dos EUA-OTAN
Há apenas uma semana atrás, no artigo “Técnicas para infligir a dor para proteger a Rússia”, escrevi o seguinte:

Já está na hora da Rússia mudar para uma política de técnicas de fazer sentir dor. Ademais, a continuação de nossa política de tentar promover a paz apenas faz nossos inimigos aumentarem suas forças. Temos que parar de sorrir e começar a responder aos ataques desfechados contra nós. Nossas ações tem que ser mais rápidas e proporcionar maior dano que os golpes de nossos inimigos. Como em um ringue, na luta contra um boxeador de maior peso, o atleta mais leve tem apenas uma vantagem: a velocidade.

E distribuir golpes dolorosos aos pontos mais sensíveis de nosso forte adversário. Quais são os pontos que mais doem em nossos “parceiros” geopolíticos? É necessário avaliar, escolher e golpear.

Então, aconteceu exatamente isso. Entendemos, reconhecemos, fizemos nossas escolhas. E respondemos aos golpes.

De acordo com as medidas para implementação da Ordem Executiva Presidencial nº 560, de 06 de agosto de 2014 “Adoção de Medidas Econômicas Especiais para Proporcionar Segurança para a Federação Russa” foi introduzida a proibição, por um ano, das importações de produtos agrícolas, matérias primas e alimentares dos seguintes países:

Estados Unidos da América;
União Europeia;
Canadá;
Austrália;
Reino da Noruega.

A lista inclui:

  1. Carne, porco, aves, salgados, secos ou defumados, peixes e frutos do mar, frescos, refrigerados ou congelados.
  2. Leite e produtos dele derivados, vegetais, frutos e nozes, embutidos e produtos assemelhados e outras variedades de carnes (incluindo produtos alimentícios acabados com base em carne).
  3. Alimentos processados, queijos, requeijão e outros produtos lácteos, baseados em gordura vegetal.

Necessário se faz enfatizar que os embargos da Federação Russa em relação aos produtos dos países ocidentais não se estendem à comida importada para bebês nem para compras individuais de bens originários de países sancionados pela Rússia.

Alimentos dos países sancionados
Adicionalmente, a Rússia impôs a proibição de vôos de companhias aéreas ucranianas em seu espaço aéreo.

Esta foi uma resolução acordada pelo governo. Refere-se à suspensão do trânsito de aeronaves ucranianas sobre o espaço aéreo russo para certo número de países – Azerbaijão, Geórgia, Armênia e Turquia, disse o Primeiro Ministro Medvedev.

Sanções que ainda podem vir a ser implementadas:

  1. Uma proibição de vôo contra aeronaves da Europa e dos Estados Unidos que voem sobre o nosso espaço aéreo para a Ásia Oriental, que seja, a região Ásia/Pacífico.

  1. Alterar as chamadas de entrada e pontos de saída no espaço aéreo russo para qualquer vôo regular ou charter da Europa, o que vai acarretar aumento de custos de transporte e tarifas para transportadores aéreos ocidentais.

Nosso país está pronto para revisar as regras de uso da rotas transsiberianas, quer dizer, denunciar os princípios acordados de modernização do sistema existente na atualidade – declarou o Primeiro Ministro Medvedev – a revisão será aplicável em sua plenitude aos países europeus. Interromperemos também as conversações com as autoridades aéreas dos Estados Unidos sobre o uso das rotas transsiberianas.

Rússia deve bloquear voos da UE sobre a Sibéria
A resposta às agressões não somente é justificada, como também é a única iniciativa correta para a Rússia. Entretanto, a Rússia sempre estará pronta para cessar a confrontação e reiniciar uma pacífica e mútua cooperação benéfica.

Contra esses países que declararam suas sanções econômicas contra nós, a Rússia foi forçada a introduzir suas próprias sanções. Para todo o mundo, o sinal é muito claro: nem tente! Tem um custo. Leve-se em consideração que nossas sanções tem um período de duração de um ano. É o suficiente para que nossos “parceiros” também sintam a dor das sanções e mudem seu modo de pensar. Se nada disso ajudar, o período pode ser estendido à vontade. Apresentaremos aos nossos “parceiros” novos setores nos quais serão ainda mais machucados, e mais apropriados para nós.

Este é o nosso país e o país é nosso, portanto as regras serão as nossas. Já jogamos por suas regras o tempo suficiente. Agradecemos a vocês, parceiros queridos que já desistiram das próprias regras. Claro que esse fato nos livra da necessidade de nos retirarmos unilateralmente.

Surpreso? Não esperava por isso?

Acostume-se. Estamos de volta...

[*] Nikolai Starikov nasceu em 23/8/1970 em Leningrado. E escritor, jornalista Op-Ed e figura política. É casado e tem duas filhas. Em 1992 graduou-se na Saint Petersburg State University of Engineering and Economics (com licenciatura em economia). Iniciou como especialista em economia em documentários tais como: Parvus in the Revolution e Storm of the Winter Palace. Refutation. Hoje, Starikov é líder de várias organizações políticas, incluindo a União de Cidadãos Russos (Профсоюз граждан России), fundada em 25/4/2011 e o Grande Partido Pátria (Партия Великое Отечество), registrado em 10/4/2013. O autor descreve o gênero de suas obras, como sendo de um “Detetive da História Política", mistura emocionante de geopolítica, economia, História da Rússia e de vários países. Baseia seus livros em memórias de participantes e testemunhas de um determinado evento. Starikov é o organizador do “Goebbels Award”, que é concedido a “pessoas que mentem sobre, caluniam e difamam a Rússia". Publica em seus sítios os resultados da votação entre os leitores.

domingo, 8 de setembro de 2013

Os novos “progressistas” conservadores

Lá como cá...

8/9/2013, [*] Patrick Diamond, New Statesman
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

 Angela Merkel reviveu a duvidosa ciência da “economia monetarista”
Com eleições gerais à vista na Alemanha e na Noruega, é visível que a política de centro-direita passa por mudanças dramáticas em grande parte da Europa – e a esquerda ainda tem de andar muito para entender o significado dessas mudanças.

Erna Solberg
Esse chamado “conservadorismo progressista” evita o estilo 1980 da economia neoliberal, mas mostra renovada hostilidade contra o estado centralizado. Mais importante que isso, o “conservadorismo compassivo” abraça abertamente as liberdades sociais da geração pós-68, o que possibilita que os partidos conservadores disputem votos no centro. Tudo isso está pondo partidos de centro-direita, como a União Cristã Democrática [orig. CDU] de Angela Merkel, na Alemanha, e o Partido Conservador Norueguês, de Erna Solberg, a um passo de vitórias eleitorais.

A esquerda ainda não entendeu, ou só entendeu muito mal, essa mudança dramática na estratégia política dos conservadores. O adversário de Merkel, Peer Steinbrück, do Partido Social Democrata [orig. SPD] nada diz, além de repetir que o partido de Merkel “roubou” suas políticas, mas [alô, alô PETISTAS!] ter-se deixado roubar não é boa credencial para fazer-se atraente para os eleitores.

Peer Steinbrück

A tática mais convencional é a esquerda insistir que o centro-direita não passaria de “lobo em pele de cordeiro”, e que adota retórica só aparentemente moderada, para ocultar o objetivo das políticas neoliberais de reduzir o tamanho do Estado e de defender os tradicionais interesses conservadores para os ricos, para a finança e para o establishment. Pode até haver aí um grão de verdade: os Conservadores (especialmente Angela Merkel) adotaram uma forma de austeridade pós-crise que reviveu a duvidosa ciência da “economia monetarista”. Fizeram vastos cortes no gasto público, em nome da consolidação orçamentária, um passo arriscado diante da crescente contração da demanda global e dos sinais fracos de alguma recuperação na Eurozona.

Mesmo assim, os progressistas devem ter muito cuidado ao desqualificar só superficialmente o novo modelo da política de centro direita, como se não passasse de reles individualismo ao estilo do Tatcherismo dos anos 1980.

Depois da vitória histórica do Partido Conservador em 1979, a esquerda britânica não soube ver um dos potenciais consideráveis daquela direita: a capacidade do Tatcherismo para se projetar como se estivesse aliado às grandes mudanças que varriam a economia mundial e aliado também ao reconhecimento popular de um novo acordo entre o trabalho e o capital para conter o relativo declínio econômico da Grã-Bretanha.

Assim, hoje, os partidos de centro-direita estão redescobrindo meios para alcançar votos: estão ativamente atacando os setores centristas e buscando ali seus eleitores. A União Cristã Democrática alemã, de Angela Merkel, há muito tempo quer atrair a esquerda, e governou ao longo do primeiro mandato em coalizão com os sociais-democratas do SPD. A crise financeira reforçou a determinação dos políticos alemães para demarcarem um “modelo alemão”, diferente dos piores excessos do capitalismo anglo-americano e da globalização neoliberal.

A chanceler alemã parece decidida a derrotar seus adversários social-democratas atacando-os pela esquerda. O programa da União Cristã Democrática alemã inclui um salário mínimo federal, ação governamental para atacar o preço crescente dos aluguéis no setor de moradia e legislação a favor do casamento gay. A política de Merkel a favor de resgatar a Grécia e seus frequentes chamamentos à solidariedade europeia foram apoiados pelos progressistas, que não têm nada de melhor a acrescentar à posição de Merkel pró-Europa.

Sten Inge Jorgensen
Assim também, a centro-direita na Noruega (onde haverá eleições na próxima 2ª-feira, 9/9) declara apoio aberto aos sindicatos, e promete não interferir nas leis hoje vigentes para o mercado de trabalho, mantendo a licença para trabalhadores doentes e as leis para o trabalho temporário. Para Sten Inge Jorgensen, jornalista em Morgenbladt, a explicação é clara: “O sucesso do Partido Conservador é resultado de estratégia cuidadosamente planejada, para mostrar-se como partido popular”. Contra essa visível mudança da direita em direção do centro e o novo apelo retórico, os progressistas noruegueses só ofereceram promessas de “governo seguro” e “estabilidade” – o que é pouco e não inspira confiança.

Em toda a Europa, o conservadorismo “progressista” está aparecendo, sob diferentes formas, adaptadas a diferentes tradições políticas, imperativos eleitorais e condições sociais. Mas o argumento ideológico que as unifica é a disposição para distanciar-se do individualismo, marca dominante do pensamento Conservador durante os anos 1980s [no Brasil, é o papo da “ética” moralista udenista, que os petistas abraçaram]; e para combinar aquela disposição e um renovado ceticismo contra o papel do Estado centralizado e contra a eficiência e eficácia do setor público. Essa agenda conservadora ‘progressista’ repousa sobre quatro pilares:

Primeiro, manter a dominância da economia: os conservadores muito lutaram pela bandeira da competência econômica, pintando os progressistas como “negadores do déficit” incapazes de encontrar paliativo para a catástrofe do crash das finanças. Os partidos de centro-esquerda pareceram complacentes na questão da escala das dívidas públicas, pouco interessados a fazer as ‘'escolhas duras'’ entre aumentar impostos e cortar gastos públicos, necessárias para manter algum equilíbrio fiscal sustentável. E o centro-direita conseguiu redefinir a narrativa da crise como se fosse questão de “endividamento público”, não de “falibilidade dos mercados”. Hoje, já nenhum partido no mundo industrializado se manterá, como candidato com possibilidade de chegar ao governo, se não puder apresentar-se como gerente confiável da economia.

Segundo, redefinir o campo “centrista”: os Conservadores “progressistas” combinam ceticismo quanto ao setor público e renovado compromisso com os valores da comunidade e do bem público. Na Noruega e na Alemanha, o centro-direita está conseguindo roubar da esquerda a bandeira da reforma progressista. Já abraçaram o compromisso de incluir os mais pobres e vulneráveis, criando um novo papel para as organizações caritativas, ONGs e todo o terceiro setor [isso é a caaaara escarrada de Marina Silva, a insuportável: ARREEEDE, Marina. Xô!]. Ao mesmo tempo, políticos de centro-direita cuidam atentamente de reformar direitos, como a assistência pública à saúde, aposentadorias e pensões, apelando diretamente aos eleitores que não confiam na seguridade pública.

Terceiro, renovar “valores tradicionais” numa sociedade moderna: outra característica do apelo Conservador é promover as virtudes da “autenticidade”, da moralidade e da família, sem alienar os eleitores jovens, prósperos e educados [isso também é a caaaara escarrada de Marina Silva, a insuportável: ARREEEDE, Marina. Xô!]. Isso significa reforçar modos de vida tradicionais, protegendo simultaneamente as comunidades contra as forças impessoais da modernidade e da mudança social. O centro-direita aprendeu a fazer isso de tal modo que quase sempre evita o conflito social sobre o papel da mulher (como faz Merkel, que oferece bolsa de 100 euros a mães que permaneçam em casa), reconhecendo direitos individuais à não discriminação e tratamento igual às minorias. Os conservadores, assim, conseguiram romper a filiação tradicional aos partidos progressistas.

Konrad Adenauer
Por fim, adotar posição internacional pragmática: Os partidos conservadores em larga medida abandonaram seus instintos nacionalistas e protecionistas, a favor de cooperação internacional seletiva na União Europeia e nas instituições globais. Resultado disso, os partidos conservadores de centro-direita na Europa são hoje mais elegíveis que no passado, tendo já alcançado os grupos de renda baixa e média, porque governam “pela lei” e “com competência”, não por dogma ideológico. Assim conseguiram recuperar-se dos danos que lhe causaram o núcleo duro da tradição conservadora que influenciava partidos de centro-direito na Europa, durante os anos 1950s e 1960s, encarnado na Democracia Cristã de Adenauer, e o conservadorismo da “Uma Nação” de MacMillan e Butler.

Claro que seria erro grave concluir que a agenda dos conservadores “progressistas” teria poucas contradições. A questão da imigração, por exemplo, é um fio da navalha sobre o qual a centro-direita mal se equilibra, cada vez mais forçada a escolher entre seduzir (I) eleitores na “tradicional classe trabalhadora”, que estão abandonando a direita moderada e trocando-a pela extrema direita e (II) eleitores liberais metropolitanos que abraçaram a globalização e o cosmopolitismo. É a escolha que David Cameron terá de fazer: por enquanto, flerta com a política de Lynton Crosby, o que talvez atraia apoiadores do Partido Independente do Reino Unido [orig. UK Independence Party, uma espécie de Tea Party não racista (NTs)], mas expõe-se ao risco de reviver lembranças dos Conservadores britânicos como o “partido sujo”. Seja como for, contudo, a nova política dos conservadores “progressistas” já está impondo grave desafio à política de centro-esquerda.




[*] Patrick Diamond é vice-diretor de Policy Network e co-editor de Progressive Politics after the Crash: Governing from the Left [Política progressista depois do crash: governar pela esquerda]. Filiado ao Partido Trabalhista do Reino Unido e especializado nos temas: “Futuro da Social-Democracia”, “Partidos Europeus de Centro-Esquerda”, “Reforma do Serviço Público”, “Política Social”, “Mutualismo” e “Cooperativas”; é também professor-assistente na Cátedra Gwilym Gibbon no Nuffield CollegeOxford, e professor visitante no Departamento de Política da Universidade de Oxford. Membro eleito do Conselho de Southwark e ex-Chefe de Planejamento de Políticas Públicas em 10 Downing Street além de Conselheiro Sênior do Primeiro Ministro britânico.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Neoliberalismo: a maior ameaça aos valores ocidentais


27/7/2011, Tarak Barkawi, Al-Jazeera, Catar
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu


O estilo paranóico de fazer política frequentemente constrói as mais improváveis alianças, que se converteriam em terríveis ameaças, a serem destruídas por todos os meios necessários.
O cientista político Samuel Huntington cujo pensamento girava 
em torno da idéia de que um “choque de civilizações” entre Oriente
 e Ocidente definiria a Era pós-Guerra Fria 
Em Choque de Civilizações, Samuel Huntington inventou um oriente amalgamado – uma aliança entre potências “confucianas” e “islâmicas” – que desafiariam o ocidente, para arrebatar-lhe o cetro da dominação mundial. Muitos jihadis temem a aliança de Cruzados entre judeus e cristãos. Esquecem que, há bem pouco tempo, em termos históricos, populações cristãs foram empenhados carrascos dos judeus.

Agora, Anders Breivik invocou um improvável eixo de marxismo, multiculturalismo e islamismo que, unidos, ameaçariam colonizar a Europa. Dado que vê o multiculturalismo como conspiração, Breivik conseguiu misturar velhos discursos fascistas numa só nova conspiração de comunistas, judeus e muçulmanos.

Como outros terroristas que matam em nome de seitas islâmicas, Breivik quer massacrar pessoas em nome de uma pureza inventada. A Noruega moderna só se tornou estado soberano em 1905; é retardatária, pode-se dizer, na comunidade das nações. No plano imaginário, é resultado da imaginação de vikings, exploradores do Ártico e assistentes humanitários de todo o planeta.

Se se considera a rapidez com que a literatura jihadi é descartada como loucuras, chama a atenção o quanto tantos estão levando a sério o mix ideológico ensandecido de Breivik. É fenômeno muito preocupante as análises que dizem que se deveriam enfrentar com mais atenção “as causas radicais” da loucura de Breivik – a imigração e a diferença cultural. Se assim não for feito, as sociedades europeias perderão a coesão social, para usar eufemismo muito recorrente para a “coesão do Volk [povo]”.

Se se acredita nisso, até se poderia perdoar a extrema direita  que conclua que o terrorismo funciona. Quanto ao resto da humanidade, que hoje assiste a terroristas que se reimaginam, dos dois lados de batalhas obscuras de um passado mítico, podemos bem sentir saudades dos insurgentes e revolucionários de antigamente e suas guerrilhas anticoloniais. Esses, pelo menos, sabiam oferecer argumentos plausíveis a favor de suas lutas.

Para garantir-se, taticamente falando, Breivik construiu uma reflexão, enquanto preparava sua operação. Mas, diferente de muitos jihadis, faltou-lhe a indispensável coragem para enfrentar inimigos armados como ele, e para oferecer a própria vida – além de vidas alheias – à causa em que crê. Apesar disso, quis que sua rápida aparição em cena tivesse algum tipo de solenidade e uniforme militares.

Uniformes bem talhados por alfaiates – essa aberração da diferença cultural – e um desejo de pureza racial são itens que nunca faltam ao misticismo fascista. Como na ideologia jihadi, são precisamente os elementos não racionais do fascismo que lhe dão potência emocional e, portanto, política. Porque o que Breivik e outros veem como ameaçada no ocidente é a fonte do significado, os valores essenciais, que eles associam à comunhão com um povo purificado.

Dado que o ocidente não enfrenta, obviamente, nenhuma ameaça existencial dessa escala e de tão amplo significado, é preciso inventar uma. Nesse preciso ponto, a improvável aliança de partidos de esquerda e o Islã cumpre sua função, com uma pressuposta invasão em massa de muçulmanos para colonizar a Europa. Na população da Noruega, há menos de 3% de muçulmanos; na Grã-Bretanha, menos de 5%. Apesar disso, o medo fantasmático de “perder” a Europa para o Islã anima muitos direitistas; é parte da política eleitoral dominante na Europa e há muito tempo é item sempre presente nos discursos da direita nos EUA.

Nessa visão de perigo ameaçador, o multiculturalismo tem papel chave. Muitos terão percebido a estranha referência, nos escritos de Breivik, a “marxistas culturais”, gente que eu, pessoalmente, só vi, e sempre em grupos pequenos, em departamentos de grandes universidades e em bares freqüentados por universitários recém-formados. Breivik faz referência à Escola de Frankfurt, um grupo de intelectuais judeus alemães que trocaram Hitler pelos confortos ocidentais cosmopolitas de New York.

A ideia é que “judeus” teriam encorajado a mestiçagem cultural no ocidente, comprometendo assim, fatalmente, a pureza do ocidente e, portanto, os valores ocidentais, ao mesmo tempo em que muçulmanos e judeus preservariam as respectivas força e identidade culturais. A Europa, pois, declararia “independência” e iniciaria o combate contra as hordas muçulmano-judeu-marxistas, a começar, parece, por matar os mais jovens.

Pode-se assumir que Breivik confundiu as fantasias dos jogos de computador de que é adepto – seu avatar é uma loura de busto avantajado, codinome “Conservadorismo” – e análise política. Mas o que realmente assusta é que o núcleo mais duro de sua visão do multiculturalismo como ameaça ao ocidente aparece, idêntico, também nos grandes partidos políticos na França, na Grã-Bretanha, na Alemanha e na Itália, dentre outros países. Por isso, precisamente, há alto risco de que a matança covarde de Breivik alcance alguns de seus objetivos. A imigração, dirá alguém, desequilibrou a homogeneidade do “nosso” povo. Já se ouve, aliás, precisamente isso, em todas as potências ocidentais.

Cale a boca, obedeça e colabore

A ironia disso tudo, é que o ocidente já nos impôs o império em escala global, extraindo sua força cultural, econômica e política das interconexões com todas as partes do mundo. As Cosmópolis de New York, Londres e Paris – um ocidente “moreno”, não mais “branco” – são vitrines muito mais perfeitas de um ocidente cheio de arrogância, poder e confiança em seus valores, que qualquer purificação fantasiosa construída em campos de trabalhos forçados e fronteiras fechadas.

Mas... o que estaria corroendo os valores ocidentais?

Essa foi uma das perguntas que mobilizaram a Escola de Frankfurt e os que a influenciaram. Dedicaram-se a pensar sobre a interação entre capitalismo e cultura. Apontaram os modos pelos quais o capitalismo, progressivamente, converteu tudo em produto que pudesse ser comprado ou vendido, medindo os valores só pelo valor mais baixo. Lentamente, mas sem jamais parar, essas medições passaram a aplicar-se também aos valores culturais no cerne da sociedade. Até o tempo, como nos ensinou Benjamin Franklin, é dinheiro, doutrina que horrorizou Max Weber, que acusou a mentalidade capitalista de ser uma “gaiola de ferro” sem “espírito”.

Vejam-se, por exemplo, os modos pelos quais as grandes vocações profissionais do ocidente – advogados, jornalistas, professores-doutores, médicos – foram cooptados e corrompidos pelo pensamento de melhor preço de compra/venda. Dinheiro e “eficiência” são os valores pelos quais nos norteamos e pelos quais damos a vida; não a lei, a verdade ou a saúde. Os alunos são imaginados como “consumidores”; os cidadãos, como “acionistas”. As associações profissionais defendem pisos salariais, não qualquer dos valores que elas existem para manifestar. Alunos formados pelas universidades de elite do ocidente, imbuídos do que aprenderam de nossos maiores pensadores, são mandados trabalhar em empresas como News International. Ali aprendem a calar a boca, obedecer e colaborar no serviço imundo da exploração em busca do lucro, serviço pelo qual são bem recompensados, pelo menos em termos financeiros.

Graças em parte à força das garras do poder incorporado na imprensa e nos grandes partidos políticos, poucos hoje, no ocidente, conseguem imaginar qualquer outra política que não seja a política da “grande finança”. Nos EUA, e cada dia mais na Europa, a diferença de renda entre os pobres e os ricos aproxima-se da que se vê em repúblicas-de-banana. Os mais pobres são mandados arcar sob o peso de uma crise financeira criada por banqueiros. Os ricos, nos EUA, despacham os filhos para acampamentos de verão a bordo de jatos privados, em país no qual a taxa de desemprego já ultrapassou 15%.

O neoliberalismo só fez acelerar esses processos no coração da sociedade capitalista. Aqui, sim, se vê ameaça muito mais grave aos valores ocidentais e à “coesão social”, que qualquer medo inventado por fascistas lunáticos. O mais grave é que essa ameaça vem de dentro, não de fora.

Na linha de frente da resistência contra essa ameaça, isso sim, lutam partidos como o Partido Trabalhista da Noruega – alvo que Breivik escolheu.

É preciso conter os efeitos corrosivos do capitalismo e, só assim, se poderá pensar em garantir alguma sobrevivência aos valores ocidentais humanos.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Casal de duas mulheres são heroínas na Noruega

Matt Akersten

26/7/2011, Matt Akersten (International News), Democratic Underground
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

ATENÇÃO: Comunicado da Vila Vudu
O original dizia “Duas lésbicas”. A Vila Vudu NÃO ESCREVE as palavras “lésbica”, “homossexual” nem “gay”.
Aqui é o seguinte: homem é homem e mulher é mulher e todo mundo ama quem quiser, como quiser. E pode alternar.
Foi decisão da Vera-Verão, casada com a Lili, e elas dizem que “lésbica” é a mãe. Que elas são mulheres iguais a todas as mulheres.
Acatamos, porque, disso, quem entende são elas, não os “éticos” nem os “politicamente corretos” (eca!).
Que ninguém, nesse mundo, pode garantir nem o “lesbianismo” nem o “deslesbianismo” de ninguém e que o negócio não depende de decreto. A Vera-Verão diz que “lésbica”, “homossexual” e “gay” são palavras discriminatórias. Que, com elas, ninguém tasca. Aqui, tá falado.


Um casal de duas mulheres que vivem numa ilha próxima de onde o terrorista da direita católica norueguesa Anders Behring Breivik massacrou dezenas de estudantes do Partido Trabalhista na 6ª-feira salvou cerca de 40 pessoas, recolhendo-as em seu barco.

Hege Dalen e sua companheira Toril Hanse fizeram quatro viagens de ida e volta em seu pequeno barco, recolhendo jovens feridos, ensangüentados e assustados.

O casal disse que ouviu tiros e gritos e correu para tentar ajudar.

“Dalen e Hansen levaram seu barco até a ilha e recolheram da água pessoas em estado de choque e feridos e os levaram para a margem” – noticiou a imprensa local, em tradução do “The People’s Forum”. “Várias vezes escapamos de tiros. Tivemos sorte” – disse o casal.

“Não era possível levar todos de uma vez. E elas voltaram quatro vezes à ilha. Calcula-se que salvaram da morte 40 pessoas”

terça-feira, 26 de julho de 2011

Israel é a “estrela” do livro do terrorista norueguês!


O terrorista norueguês é sionista! É um Netanyahu! Um Lieberman!
É um Murdoch! Uma Folha de S.Paulo! Uma revista (não) VEJA!

O original em inglês do livro do terrorista norueguês está nas milhares de páginas do Manifesto 2083

Ontem distribuímos, como se fosse o endereço do original, o endereço de um jornal italiano que, àquela altura, era o único que já publicara alguma coisa, mas eram só excertos. Erro nosso, é claro, não do Pepe Escobar, de quem copiamos aquele endereço.

Continuamos achando que não é preciso ler aquele asneirol inteiro, dentre outros motivos, por pelo menos uma (nem tão) espantosa razão: o que se lê lá é muuuuuito parecido com o que se lê nos jornais e ouve-se de “analistas” jornalistas do jornalismo que há. Há risco real de aquele besteirol soar espantosamente convincente. Há risco real de aquele besteirol soar perfeitamente “razoável” e “certo”. 

A culpa, aí, outra vez, por tantos estarem reduzidos a um mesmo pensamento uniforme e acovardado, competente só para repetir e incapaz de pensar por conta própria, também é do jornalismo que há. Claramente: é perigoso ler aquilo. Somos leitores escolados, casca grossíssima, habituados a ler o que de pior o jornalismo universal produz (é encontrável no Brasil), sem nos deixar contaminar. Pois... mesmo assim, encontramos, no livro do terrorista norueguês, pelo menos UMA ideia que fez vacilar toooooodas as nossas convicções libertárias: O terrorista norueguês recomenda que SE FECHEM todos os cursos de sociologia DO OCIDENTE... 

Taí. É ideia até que bem aproveitável... Se aquele efedapê sionista não tivesse matado tanta gente... quanto bem se faria, no Brasil, se, por inspiração dele, que fosse, nós conseguíssemos CASSAR toooooooooodas as “sociologias” do ex-FHC, do ex-Eduardinho Graeff, do ex-Professor Bolí(var) Lemounier... [pano rápido].

Quase não há saída.

Mas há saída, é claro: basta todos nos empenharmos em resistir contra o fascismo hipnótico que há nas frases que só se repetem, sem outra fonte de legitimação que não seja o fato de aparecerem impressas em jornais ou de ditas por televisão. 

A Vila Vudu trabalha na direção de aprender a resistir contra todos os discursos midiáticos de fascistização e de uniformização de opiniões. 

Dizer que desejamos aprender a resistir contra TODOS os discursos de fascistização e de uniformização das opiniões significa também que desejamos aprender a resistir contra os discursos de defesa nacionalista dos palestinos. Somos contra todos os nacionalismos que sejam filhos da ideia de estado-nação.

Mas respeitamos o amor (mas sem paranóias identitárias) à terra em que se nasce. Na América Latina, a terra onde nascemos é a Pachamama; não é Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai etc. Nenhum nacionalismo associado a estado-nação nos interessa ou mobiliza. 

Somos tão contra os nacionalismos quanto somos contra o sionismo (que é um nacionalismo, além de ser um fascismo, que também é um nacionalismo). 

A Vila Vudu fez a opção de sempre defender o discurso DOS pobres quando falam, eles mesmos. (Não temos nenhuma simpatia por ricos que se metam a falar pelos pobres). 

A Vila Vudu também fez a opção de sempre defender a RESISTÊNCIA dos pobres contra os poderes arrogantes dos ricos.  

  • O Irã resiste aos poderes arrogantes do ocidente? Estamos com o Irã. 
  • O Hamás resiste contra os poderes arrogantes dos israelenses sionistas? Estamos com o Hamás. 
  • O Hezbollah resiste contra os poderes arrogantes da “entidade sionista” arrogante? Estamos com o Hezbollah. 
  • Gaddafi, da Líbia, resiste contra todos os poderes arrogantes de EUA-OTAN? Estamos com Gaddafi. 
  • O MST resiste contra os poderes arrogantes do latifúndio no Brasil? Estamos com o MST. 
  • A resistência islâmica resiste contra o terrorismo dos arrogantes EUA e Europa católicos e protestantes ou laicos? Estamos com a resistência islâmica. 
  • Os piratas da Somália resistem contra os poderes arrogantes do ocidente que jogam lixo atômico nos mares da Somália? Estamos com os piratas da Somália.
Trabalhamos apaixonadamente na defesa dos palestinos, não por qualquer tipo de nacionalismo, mas exclusivamente por solidariedade política, porque os palestinos resistem há 60 anos contra a ocupação por Israel-EUA – e Israel-EUA é, hoje, a encarnação político-econômico-midiático-capitalista dos poderes arrogantes do ocidente.

A Vila Vudu NÃO GOSTA de discursos ditos “éticos”, nem, e ainda menos, de discursos ditos “ecológicos”, “feministas”, “pacifistas” nem, no geral os discursos ditos “democráticos” fundamentalistas burros à moda das donasdanuzas. 

Essa conversa se tornou indispensável, porque recebemos uma mensagem de blogueiro indignado ( ver comentário de Adriano em: Do diário-manifesto do doido da Noruega (ele fala do Brasil) porque, ontem, ao distribuir uns excertos do livro do terrorista norueguês, não escrevemos que Israel é a estrela do livro do efedapê. Não escrevemos ontem porque, ontem, não sabíamos. Hoje já sabemos. Então, aí vai:

Israel é a estrela do livro do terrorista norueguês.

O racismo doentio e pervertido que há no sionismo dos terroristas israelenses e norte-americanos encontra sua alma gêmea no racismo doentio e pervertido que há no sionismo do terrorista norueguês. 

No livro do terrorista norueguês há, no mínimo, 776 referências elogiosas e solidárias ao sionismo israelense (há mais, mas paramos de contar nesse número). 

O sionismo é um drone ideológico

Não há qualquer dúvida de que o sionismo israelense é sempre apresentado, pelo terrorista norueguês, como arma perfeita para matar árabes. Com que se demonstra que o terrorista norueguês usou o sionismo israelense como um drone ideológico. 

Como aqueles aviões-robôs que matam civis no Paquistão, enquanto os pilotos norte-americanos permanecem sentados em Langley, cidadezinha dos EUA que abriga uma base da CIA, a milhares de quilômetros de distância das pessoas que aqueles pilotos matam, também o sionismo israelense é capaz de matar gente na Noruega... pela mão de um sionista norueguês. 

Paramos de contar as referências elogiosas aos sionistas israelenses quando chegamos à 776ª referência, quando alguém, na nossa roda de discussão, bateu na mesa e gritou:

“Mas prá quê contar essa merda?! Por acaso somos jornalistas?! Não. Nós não somos jornalistas. Para nós, se o terrorista norueguês fez uma, ou fez 776 referências elogiosas ao terrorismo sionista, dá exatamente na mesma, né-não?” 

PURA VERDADE. Fosse uma única referência elogiosa ao sionismo israelense racista assassino de árabes pobres, fossem 100 mil referências, o diagnóstico seria o mesmo: 

(1) o terrorista norueguês é consumado sionista fascista; e
(2) NENHUM jornal-empresa ocidental noticiará essa notícia perfeitamente verdadeira e comprovada.

O terrorista norueguês não é, não, de modo algum, simples “doido”, simples “lobo solitário”, simples “fanático”. Nem é verdade que o terrorista norueguês “trabalhou sozinho” – como “informam”, hoje, vários jornais. 

O terrorista norueguês é terrorista sionista declarado; ele trabalha a favor do sionismo israelense, usa vasta literatura sionista, crê profunda e sinceramente nas perversões racistas do sionismo. É um Murdoch, um Netanyahu, um Lieberman, um Uilliam Vaack, um Bolsonaro, um Haly Camel. 

De fato, é até melhor entidade humana e política que esses aí citados, porque esses são sionistas e racistas, mas vivem de mentir que não seriam. E o terrorista dinamarquês escreveu, com todas as letras que é sionista, racista, assassino de árabes pobres (na versão EUA-ISRAEL-OTAN do sionismo) e de progressistas trabalhistas dinamarqueses (na versão local do sionismo). 

O direito de matar, sem dúvida, aprendeu de Obama-Netanyahu-Lieberman. Escreveu e assinou esse livro que é mais profissão de fé (arrogante) que testamento intelectual. É serial killer em crime de “assassinatos predefinidos” [targeted assassinations na terminologia das guerrras de EUA-OTAN] e é criminoso confesso. 

Pois nem assim a imprensa ocidental o mostrará como o perigoso terrorista sionista que é. É como se a imprensa-empresa ocidental e seus poderes super arrogantes estivessem garantindo absolvição “preventiva” a esse e a outros terroristas sionistas que se inspirem nesse exemplo (por acaso) norueguês. Até quando?! 

Quem defenderá governos democráticos de todo o mundo, oriente e ocidente, norte e sul, contra o terrorismo do jornalismo sionista racista e reacionário empresarial que reina hoje no ocidente?