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quinta-feira, 5 de junho de 2014

Vladimir Putin à imprensa francesa, “Tropas russas na Ucrânia? Onde? Quem disse?!”

4/6/2014, RT – Entrevista de Putin à imprensa-empresa francesa, Russia Today
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Entreouvido na tendinha da Chica Boa na Vila Vudu: Em matéria de informação, você pode ouvir/ler a voz e a opinião do próprio presidente Vladimir Putin sobre as coisas ou, se preferir, você pode ouvir/ler opiniõezinhas bobocas de Leilane Neubarth ou de Eliane Cantanhede ou daquele tal de Trigo, da GloboNews (só rindo!), sobre as coisas. Fala sério-aê! Mesmo que a opinião do presidente da Rússia não valesse nada, mesmo assim ainda valeria MUITO MAIS que opiniõezinhas de jornalistas do Grupo GAFE (Globo-Abril-FSP-Estadão), né-não?!

Transcrição completa (em inglês) de entrevista realizada em 3/6/2014 em: Vladimir Putin’s interview with Radio Europe 1 and TF1 TV channel

Vídeo completo a seguir:


Vladimir Putin enfrentou uma barragem de questões enviesadas feitas por jornalistas franceses, antes da reunião com líderes mundiais, nas comemorações dos 70 anos dos na Normandia. Aqui, uma seleção das melhores respostas às questões importantes: Ucrânia, Crimeia, relações com os EUA.

Sobre a Ucrânia, soberania da Ucrânia e tropas russas:

A crise em curso na Ucrânia tem ocupado o centro da atenção internacional desde o final do ano passado. Enquanto o governo golpista em Kiev está promovendo massacre contra populações no sudeste do país, os EUA só fazem dizer que haveria tropas russas envolvidas na crise e que teriam provas desse envolvimento.

Ora essa! Se têm provas, por que não as exibem?” – disse Putin aos jornalistas franceses. – “O mundo inteiro jamais esquecerá da secretária de Estado exibindo provas da existência de armas de destruição em massa no Iraque, sacudindo tubos de ensaio com sabão em pó no Conselho de Segurança da ONU. Logo na sequência, tropas norte-americanas invadiram o Iraque, Saddam Hussein foi enforcado e, pouco depois, se descobriu que jamais houve qualquer arma de destruição em massa no Iraque. Vocês sabem como é isso. Uma coisa é dizer. Outra, poder exibir provas autênticas.

Não há forças armadas, nem “instrutores'’ russos no sudeste da Ucrânia, nem jamais houve
Depois do golpe anti-Constituição em Kiev em fevereiro, a primeira coisa que as novas autoridades tentaram fazer foi privar as minorias étnicas do direito de usar sua língua nativa. Essa proibição gerou muita preocupação entre o povo que vive no leste da Ucrânia.

É vital conversar com essas pessoas que não aceitam a mudança no poder, em vez de mandar tanques para lá, como você mesmo disse, em vez de disparar mísseis de aviões, contra civis, e bombardear alvos não militares
Eu não diria que eles são nem pró-russos nem pró-ucranianos. São pessoas que têm determinados direitos políticos, humanitários, e que têm de poder exercer esses direitos.  

Quando o golpe aconteceu, algumas pessoas aceitaram o regime e sentiram-se satisfeitas, e outras pessoas, por exemplo, no leste e no sul da Ucrânia, não o aceitaram.

Acho que o sr. Poroshenko, que ainda não tem as mãos sujas de sangue, tem uma oportunidade única de pôr fim agora a essa expedição punitiva e iniciar um diálogo com o povo do sudeste da Ucrânia
Sobre a Crimeia, aquele referendo e os laços históricos com a Rússia:

Depois que a Crimeia, em março, aprovou, em referendo a reintegração à Federação Russa, o ocidente pôs-se a dizer que o povo votara coagido, sob mira armada.

Havia tropas russas na Crimeia desde antes, nos termos do tratado internacional para a presença de soldados da base militar russa ali existente. É verdade que soldados russos ajudaram os crimeanos a fazer um referendo (1) para decidir sobre a independência da Crimeia; e (2) sobre se queriam ou não unir-se à Federação Russa. Ninguém pode impedir aquelas pessoas de exercerem um direito que está estipulado no Artigo 1º da Carta da ONU, a saber, o direito das nações à autodeterminação.

É delírio supor que tropas russas anexaram a Crimeia. Nenhuma tropa russa fez coisa sequer semelhante a isso
Conduzimos diálogo exclusivamente pacífico e diplomático – quero chamar atenção para isso – com nossos parceiros na Europa e nos EUA. Em resposta às nossas tentativas para organizar esse diálogo e negociar solução aceitável, nossos parceiros na Europa e nos EUA apoiaram o golpe ilegal e contra a Constituição, na Ucrânia. Depois disso, já não tínhamos certeza de que a Ucrânia não seria convertida em membro do bloco militar da OTAN.

Nessa situação, jamais permitiríamos que parte histórica do território russo, com população étnica predominantemente russa, fosse incorporada a uma aliança militar internacional [anti-Rússia]. Sobretudo porque os crimeanos desejavam sua reintegração à Rússia – como o referendo comprovou.

Um jornalista perguntou ao presidente se ele quer recriar as velhas fronteiras da União Soviética.

Queremos usar políticas modernas para ampliar nossa vantagem competitiva, incluindo a integração econômica. Isso é o que estamos fazendo no espaço pós-soviético dentro da União Aduaneira e, agora, também dentro da União Eurasiana.

Sobre as relações com os EUA e as políticas externas agressivas dos norte-americanos:

Falando da política norte-americana, é bem claro que os EUA estão seguindo política das mais duras e agressivas, para defender seus interesses. Ou pelo menos, é o que os líderes norte-americanos supõem que estejam fazendo. E fazem sempre a mesma coisa, persistentemente.

Basicamente não há soldados russos em lugar algum pelo mundo; mas há soldados norte-americanos em todas os cantos do mundo. Há bases militares norte-americanas por toda a parte e elas estão sempre envolvidas no destino de outros países, ainda que estejam a milhares de quilômetros de distância das fronteiras norte-americanas.

 O orçamento da defesa dos EUA é maior que os orçamentos militares somados de todos os países do mundo. Quero dizer... Quem insiste sempre em política militar de agressão?
Por isso é irônico que nossos parceiros norte-americanos nos acusem de quebrar essas regras...” – disse Putin, aparentemente em referência ao que disse Hillary Clinton sobre a política exterior russa no leste europeu, comparando-a à de Hitler nos anos 1930s.

Quando alguém força as próprias fronteiras contra outras fronteiras, raramente é porque esteja forte e bem plantado, mas, ao contrário, porque está fraco.

 Quanto às minhas relações com Barack Obama, não tenho motivo algum para supor que ele esteja evitando falar com o presidente da Rússia. Mas, claro, é problema dele. Estou sempre aberto ao diálogo e entendo que o diálogo é o melhor meio que há para resolver diferenças e reduzir distâncias
Sobre a Rússia, defesa, soberania e partidos de oposição:

Entre as tensões geradas pelo recente negócio de US$ 1,6 bilhões, pelo qual a França fornecerá dois helicópteros Mistral à Rússia, Putin disse esperar que os dois países continuem a desenvolver laços comerciais.

Sobretudo, nossas relações nessa área estão desenvolvendo-se bem, e queremos continuar a fortalece-las – na aviação, estaleiros e outros setores.

Nenhuma política de expansionismo e conquista tem qualquer futuro no mundo moderno. Confiamos que a Rússia pode ser e será parceira de seus aliados tradicionais, em sentido amplo, atualmente e para o futuro.

Países que se incorporem em alianças militares cedem parte da própria soberania a um corpo supranacional. Para a Rússia, isso seria inaceitável. Quanto a outros países, não é coisa que nos diga respeito. Eles que decidam, eles mesmos, essas questões.

Penso na tradição gaullista e no general De Gaulle, que protegeu a soberania da França. Entendo que são coisas que merecem respeito
E há outro exemplo: François Mitterrand, que falou da confederação europeia, com a Rússia como membro. Creio que essa oportunidade ainda existe e pensaremos nisso, para o futuro.

Queremos usar políticas modernas para obter vantagens competitivas, inclusive com integração econômica. É isso que estamos fazendo no espaço pós-soviético: união alfandegária e expandindo a construção da União Eurasiana.
Sobre políticas internas, Putin disse que a Rússia é estado democrático e “o atual governo não depende de nenhuma pessoa particular.

A grande maioria dos cidadãos russos tende a confiar em nossas tradições, nossa história e, se se pode dizer assim, nos nossos valores tradicionais. Vejo isso como alicerce e fator de estabilidade no estado russo, mas nada disso está associado à pessoa do presidente como indivíduo. Além do mais, deve-se lembrar que só recentemente começamos a introduzir instituições democráticas padrão. Elas ainda estão em processo de evolução.

Alguns de nossos oponentes dizem que se trataria de restrições inaceitáveis. Mas... que tipo de restrições haveria na Rússia? Por exemplo: proibimos qualquer tipo de propaganda e promoção do suicídio, do consumo e produção de drogas e da pedofilia. São proibidas a propaganda e a promoção dessas coisas. O que haveria de errado nisso?”

Nos EUA, já que se falou disso, a homossexualidade é considerada crime em vários estados. Na Rússia, isso não existe. Apenas proibimos a promoção e a propaganda da homossexualidade dirigidas a menores. É nosso direito proibir que se faça propaganda da homossexualidade entre nossas crianças, e continuaremos a proibir a propaganda e a promoção da homossexualidade entre menores.


sábado, 26 de outubro de 2013

O que a China pode aprender da “queda” da URSS

25/10/2013, [*] MK Bhadrakumar, Indian Punchline
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Mikhail Gorbachev - 2013
Os que viveram e trabalharam como diplomatas ou correspondentes estrangeiros na Moscou dos anos finais da era de Mikhail Gorbachev nos últimos anos da década dos 80s estão condenados a carregar, para sempre, na vida, uma curiosidade intelectual sobre a dialética da reforma e da transição democrática em sistemas políticos autoritários. No meu caso, pelo menos, isso explica a curiosidade que tenho sobre como a China operará nessa via.

Na própria China, a comparação que se ouve com mais frequência é, mesmo, com essa era Gorbachev da história soviética e a dissolução da União Soviética. Disse deliberadamente “dissolução”, porque se tratou de ato consciente, unilateral e pessoal de Boris Yeltsin, sem qualquer traço de inevitabilidade. A “dissolução” interessava a Yeltsin. Ponto. Parágrafo. Não consultou, seriamente, ninguém, nem seu grupo de seguidores nas repúblicas da então União Soviética concordaria.

Assim, para começar, a comparação com a experiência soviética é viciosa, se se fala em comparação de base empírica. Nunca houve qualquer “queda soviética”, como os discursos chineses insistem em imaginar que tenha havido.

No mais recente Congresso do Partido, a nova liderança chinesa falou abertamente sobre esse tema. O debate continua, sobretudo agora que o crucial 3º Pleno do Partido Comunista da China se aproxima, marcado para novembro, com foco na agenda de reformas do Partido.

Em agosto, Xinhua publicou um comentário sobre isso, [5/8/2013, “Soviet fiasco a lesson for China”] assinado por um Wang Xiaoshi (presumivelmente, pseudônimo), que provocou muita excitação na China e noutros pontos. O principal argumento é que Gorbachev oferecia liderança “fraca” e, assim, a reforma escapou a qualquer controle. Para o autor, o tumulto que se viu na Rússia pós-soviética no início dos anos 1990s deve servir como “sinal alarmante”, para a China, das coisas terríveis que pode acontecer, se a China entrar em tumultos ou cair em anarquia.

Interessante, pinta negativamente o legado de Yeltsin, que teria democratizado a Rússia pela primeira vez na história; e muito elogia as realizações de Vladimir Putin, que levou o país na direção da “prosperidade” sem perder muito sono com a “democratização”, embora como potência diminuída no cenário mundial.

Roy Medvedev
Também o jornal do Partido Comunista Chinês, Global Times, publicou hoje uma entrevista com o famoso dissidente soviético, historiador Roy Medvedev, a extrair “lições” da experiência soviética. Mais ou menos endossa o pensamento que parece ser o mais bem-sucedido na China hoje, a saber, que a China deve pisar com muita cautela no pedal da reforma política, e deve confinar-se às reformas econômicas.

Sim, sim, com certeza, foquem-se nas reformas econômicas, no próximo “Plenum”, mas, em nome de Deus, não se metam a “democratizar” coisa alguma! Deixem que o tempo e as marés operem nessa direção – isso é o resumo da entrevista de Medvedev. Disse o que a China quer ouvir.

Para mim, foi surpresa. Medvedev poderia e deveria ter destacado que a comparação entre União Soviética e China – exceto a comparação nocional, de os dois países serem nominalmente “socialistas” – absolutamente não cabe. Ainda se Gorbachev quisesse praticar o exemplo chinês de reforma econômica e deixasse a “glasnost” [ru. “transparência”] no forno, não teria funcionado. Essa é a simples, honesta verdade.

O ponto é que o crescimento econômico da China pode ser tão dinâmico porque pôde explorar a “globalização”; e a União Soviética existiu em mundo absolutamente diferente, desprezada pelo ocidente e desonrada em boa parte do oriente. Foi deixada em ostracismo.

Abertura do Jogos Olímpicos de Moscou em 1980
Não esqueçam que o ocidente boicotou os Jogos Olímpicos de Moscou em 1980. Os remanescentes da Emenda Jackson-Vanik ainda assombram as relações russo-norte-americanas. Assim sendo, a latitude que a “comunidade internacional” permitiu à China nos anos 1970s, 80s e 90s e já entrada a era pós guerra fria, para exploração ótima de sua economia, foi um luxo não acessível para Gorbachev.

Em segundo lugar, não havia meio pelo qual o estagnado sistema soviético pudesse energizar outras economias, além de agitar a fossa, que foi o objetivo da “glasnost” de Gorbachev. Como ele próprio disse, em tom de lamento, o gerente soviético era como um pássaro com medo de voar e empreender aos céus, mesmo depois de aberta a gaiola.

Medvedev, além disso, também foi parcial, ao dizer que a alienação do cidadão soviético, em relação ao sistema, começou com Gorbachev. No meu modo de ver, Gorbachev herdou a crise de credibilidade do partido comunista soviético.

Bem claramente, uma década inteira antes da era Gorbachev, em 1975, quando pela primeira vez cheguei à União Soviética para trabalhar na embaixada [da Índia] como diplomata, o que mais me chamou a atenção foi a profunda desconexão entre o sistema soviético e o cidadão soviético, e o modo como o cidadão se autoconfinava num mundo surreal, carregado de cinismo.

Para mim, francamente, foi um choque, porque não era o que esperava ver. (Não estou convencido de que o fenômeno do cinismo soviético tenha acabado, sequer depois de dissolvido o sistema soviético. Quem eram os “oligarcas”?).

Quando a URSS afundou salvaram-se todos
Uma terceira grande diferença é a natureza da economia chinesa, muitíssimo diferente da economia soviética (e russa) que depende criticamente da renda das exportações de petróleo. É útil lembrar que Gorbachev, provavelmente, jamais teria tido de ajoelhar-se e suplicar que o ocidente o “resgatasse”, se o petróleo estivesse sendo vendido, digamos, a $15 o barril, em vez dos $8 daquele momento crítico.

Além disso, a União Soviética não tinha indústria de manufaturas fazendo jorrar produtos exportados para o mercado mundial. Para piorar, a União Soviética carregava o peso do “internacionalismo proletário” – farinha de trigo e petróleo para o governo socialista de Najibullah no Afeganistão, por exemplo.

A China, por sua vez, preferiu chamar-se ela própria de “país emergente”, o que a absolve da necessidade de operar como rede de providência para toda a humanidade. A China tampouco está promovendo o socialismo pelo mundo. De fato, a China cuida clinicamente de garantir que praticamente todo o seu dinheiro excedente seja posto só onde se vejam feitos e efeitos que a China deseja obter do que a China faz [1]... Seja na África ou no Sri Lanka.

Mais uma vez, é preciso falar sobre a “formação social”. A URSS esteve muito à frente da China em termos de desenvolvimento social, e mesmo hoje a Rússia tem padrão de vida muitíssimo superior ao do povo chinês, em termos per capita. A questão é que a mente humana precisa ser motivada.

Os cidadãos soviéticos bem letrados, bem educados e intelectualmente lúcidos jamais teriam aceitado o que hoje passa por “reforma econômica”. Esse é o ponto no qual a China tem uma vantagem. Mas o que acontece quando o desenvolvimento social chinês avançar, fizer crescer as expectativas e, claro, no caso de o mercado ser real e genuinamente desamarrado?

Massacre de Gwangiu - milhares de manifestantes foram mortos e feridos pela repressão na Coreia do Sul em maio de 1980
Por acaso, eu morava e trabalhava em Seul no final dos anos 1970s e início dos anos 1980s. Com a sociedade ganhando melhor educação, tornando-se mais próspera, mais dona de suas opiniões, o velho paradigma deixou de funcionar – em outras palavras, enquanto o regime saiu-se bem no front econômico, e enquanto funcionou bem a estratégia de crescimento orientado para a exportação, a política foi irrelevante.

Eu estava lá quando do assassinato do presidente Park Chung-hee em outubro de 1979 (pai do atual presidente democraticamente eleito Park Geun-hye) e do sangrento caso Gwangju em maio de 1980. Vistos em retrospecto, foram as dores do parto da democracia na Coreia do Sul.

A China não tem muito a ganhar com estudar a “queda” da União Soviética – exceto, talvez, sobre os perigos de uma nova Guerra Fria. A União Soviética foi parte da tradição intelectual ocidental; e, a consciência histórica da China e os pontos de atracação cultural são vastamente diferentes. Pode-se dizer que esse é o motivo pelo qual o ocidente põe a barra democrática num ponto muito mais alto para a Rússia, hoje, do que parece interessado em demarcar para a China. 

Considerando que é historiador, a entrevista de Medvedev desaponta.



Nota dos tradutores
[1] Orig. put your money where your mouth is: “mostrar, por ações e não só por palavras, que você apoia ou defende alguma coisa”.
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[*] MK Bhadrakumar foi diplomata de carreira do Serviço Exterior da Índia. Prestou serviços na União Soviética, Coreia do Sul, Sri Lanka, Alemanha, Afeganistão, Paquistão, Uzbequistão e Turquia. É especialista em questões do Afeganistão e Paquistão e escreve sobre temas de energia e segurança para várias publicações, dentre as quais The Hindu, Asia Times Online, Strategic Culture, Global Research e Indian Punchline. É o filho mais velho de MK Kumaran (1915–1994), famoso escritor, jornalista, tradutor e militante de Kerala.