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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Papéis trocados: a mídia censora

Antonio Luiz M. C. Costa4 de novembro de 2010 às 10:47h
Ativistas assumem a função de jornalistas e os jornais os censuram

“Como de costume, os árabes sabiam”, escreveu Robert Fisk sobre o vazamento pelo site WikiLeaks de 391.832 documentos secretos dos EUA sobre a Guerra do Iraque. Como também sabia, minúcias e estatísticas à parte, quem duvidou da palavra de Washington e Londres e buscou informação além dos grandes órgãos da mídia ocidental.

Os EUA diziam não fazer “contagem de corpos”. Pois os documentos vazados detalham 109.032 mortes, 66.081 das quais civis – e é um balanço parcial. Revelam pelo menos 14 assassinatos de civis pelos mercenários da Xe (ex-Black water). Iraquianos torturaram e mataram centenas de prisioneiros entregues pelos comandantes estadunidenses, sob seus olhos complacentes. Abusos nas prisões dos EUA prosseguiram após as revelações de Abu Ghraib. De 832 pessoas abatidas em postos de controle dos EUA, apenas 120 eram supostos insurgentes: os demais incluíam famílias e crianças. Vídeos retratam helicópteros a liquidar friamente inimigos rendidos ou civis indefesos. Manuais de tortura.
E barbaridades também do outro lado, como mulheres e meninos com síndrome de Down ou outros problemas mentais usados como mulheres-bomba e homens-bomba: um médico vendeu à Al-Qaeda uma lista de pacientes como esses. A guerra como é, sem edição da CNN e Fox News.
Um precedente foram os “Papéis do Pentágono”, 14 mil páginas de estudos secretos sobre a Guerra do Vietnã vazados pelo analista militar Daniel Ellsberg. Publicado em 1971 pelo New York Times, depois pelo Washington Post, revelou ações secretas que incluíam bombardeios aéreos do Laos, ainda oficialmente neutro, e ataques contra o território do Vietnã do Norte. Os dois jornais enfrentaram uma batalha judicial contra o governo Nixon, que tentou proibir a publicação. Agentes da Casa Branca tentaram desmoralizar Ellsberg, roubando os arquivos de seu psiquiatra e drogando-o para fazê-lo parecer louco. Ellsberg foi processado por traição e absolvido, enquanto seus algozes, punidos por arrombamento. A epopeia gerou o documentário O Homem Mais Perigoso da América, de Judith Erlich e Rick Goldsmith.

É um sinal de decadência da imprensa escrita e da mídia dos EUA que, desta vez, a denúncia só tenha sido possível por intermédio de um site mantido por uma ONG quase clandestina, perseguida pelo Pentágono e pela Casa Branca. Mais grave ainda é que os jornais que protagonizaram o vazamento de 1971 procuram minimizar as revelações ou desmoralizar os responsáveis por sua divulgação, desempenhando o papel que há 40 anos foi de Nixon e seus capangas. E a mídia mais conservadora quer que os responsáveis pelo vazamento sejam executados ou caçados como terroristas, nada menos.
Ao se referir aos arquivos, o New York Times produziu como manchete um primor de contorcionismo: “Detidos se deram pior nas mãos de iraquianos, dizem os arquivos”. E as análises do material, de cuja veracidade ninguém duvida, foram acompanhadas por uma minuciosa tentativa de assassinato da reputação do WikiLeaks e seu editor-chefe, o australiano Julian Assange.
O artigo de John Burns – um dos jornalistas integrados nas tropas, entusiasta da ocupação – retrata Assange pela visão de detratores e “ex-camaradas” que “o estão abandonando pelo que consideram um comportamento errático e autoritário, um certo delírio de grandeza não acompanhado da consciência de que os segredos digitais que revela podem ter um preço em carne e sangue”. De assassinos, torturadores e colaboracionistas, presume-se, embora o WikiLeaks tenha tido muito mais cuidado com suprimir seus nomes do que o Pentágono com evitar os massacres e torturas que protagonizaram. Põe em dúvida sua saúde mental com o empenho do Nixon de 1971: cita detratores segundo os quais “ele não está no seu juízo perfeito” e boatos sobre sua vida pessoal, provavelmente armados pela CIA – como o de que teria violentado duas suecas, acusação pouco verossímil e retirada pelas supostas vítimas.
Em agosto, nas páginas do Washington Post, o comentarista Marc Thiessen afirmou, depois do primeiro vazamento de documentos sobre o Afeganistão, que o WikiLeaks “não é organização noticiosa, mas empresa criminosa” e exigiu que Assange fosse preso antes de “causar mais dano à segurança nacional”. Ante o fato consumado, o editorial fez de conta que não tinha a menor importância: “Os documentos demonstram que a verdade sobre o Iraque já havia sido contada”, mas critica “o enfoque impulsivo e politicamente motivado de Assange, que produz pouca luz, mas causa grandes danos”.
Foram ignoradas as cobranças de investigação da ONU, da Anistia Internacional e do vice-primeiro-ministro britânico Nick Clegg, entre outros. O título mais destacado foi “Papéis do WikiLeaks apoiam alegações de Bush sobre o papel do Irã na Guerra do Iraque” – embora, na verdade, os documentos mostrem que as evidências são mais vagas e ambíguas do que o Pentágono deu a entender.
A CNN fez uma entrevista com Assange que ele interrompeu, indignado com os jornalistas que questionavam boatos sobre sua vida pessoal em vez das informações sobre mais de 100 mil mortes. O editorial da Fox News diz que os funcionários do WikiLeaks precisam ser considerados “combatentes inimigos” e submetidos a “ações não judiciais”. Pede que seus fundos sejam congelados, como se faz com organizações terroristas e que o site seja derrubado pelos hackers do Pentágono. Seu noticiário destacou um deputado que pediu pena de morte para o analista militar Bradley Manning, de 22 anos, preso como suspeito de parte dos vazamentos – ou seja, de ter feito o papel de Ellsberg.
Fora dos EUA foram mais comuns matérias relatando a cumplicidade dos militares com a tortura e os pedidos de investigação, mas viu-se pouca investigação do vasto material além dos pontos destacados pelo próprio WikiLeaks, cuja existência está em risco. O site Moneybookers, que coletava grande parte das doações que lhe eram destinadas, encerrou-lhe a conta, aparentemente a pedido de Washington. O governo sueco negou visto de permanência a Assange, provavelmente pelo mesmo motivo. O jornalismo investigativo nunca foi mais frágil.
Antonio Luiz M. C. Costa é editor de internacional de CartaCapital e também escreve sobre ciência e ficção científica.
extraído da CartaCapital  enviado por Beatrice

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

EUA: a mídia rendida ao Pentágono: PROSSEGUE o silêncio sobre os “Documentos do Iraque”

PROSSEGUE o silêncio sobre os “Documentos do Iraque” [1]

27/10/2010, Glenn Greenwald, Salon  em: More on the media's Pentagon-subservient WikiLeaks coverage

Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

O colunista John Burns do New York Times respondeu às (e reclamou das) críticas que lhe fizemos eu, Julian Assange e vários outros, contra o “perfil” [2] – grotesco, escrito à maneira dos tablóides sensacionalistas sobre “celebridades” do show business – de Julien Assange, e que o NYT destacou como parte central da cobertura, pelo jornal, do vazamento de documentos secretos sobre a guerra do Iraque. Em entrevista de autojustificação a Michael Calderone, do Canal Yahoo! News [3], Burns fez vários comentários que têm de ser examinados de perto:

Burns disse que não se lembra “de jamais, antes, ter sido alvo de campanha tão empenhada em ofendê-lo, agredi-lo e desrespeitá-lo”, e veio com a longa história dos seus 35 anos de serviços prestados ao jornalismo do Times. Contou que sua caixa de mensagem encheu-se de reclamações de professores das principais universidades “Harvard, Yale e MIT”. Algumas das mensagens serviam-se de “linguajar que acho [Burns acha] que aqueles professores não usam em casa, à mesa do jantar”.

Muito bom! Aí está boa notícia, dessas que nos enchem de entusiasmo e esperanças.

Pelo visto, outras pessoas também se sentiram indignadas ao constatar que o jornal que, mais que qualquer outro no planeta, tanto trabalhou para que os EUA atacassem o Iraque, anos depois, ao cobrir o mais impressionante conjunto de informações que o país continuava a ignorar sobre a mesma guerra... encarregou o seu mais celebrado correspondente de guerra e diretor da sucursal do jornal em Londres, para a inglória tarefa de ‘desvendar’ os escaninhos da personalidade de Julian Assange, apresentado, na matéria do NYT, como doente mental, pervertido, criminoso. Há muito, aí, para indignar muita gente!

Os EUA são informados, afinal, sobre mais de 100 mil mortos e sobre torturas a milhares de outros civis... e o NYT põe Burns em primeira página, para pintar retrato horrível, não da guerra, mas de Julian Assange! Imaginem só!

E, depois da chuva de mensagens indignadas que recebeu, todas protestando contra o retrato de Assange pintado por ele, Burns diz que, “de fato, são mensagens que só fazem comprovar o quanto se tornou amargo o discurso dos norte-americanos sobre as duas guerras.”

Oh! Oh! Como se... a amargura do discurso dos norte-americanos sobre duas guerras, não as guerras, fosse o problema! As pessoas estão “amargas” e “amarguradas”... sem motivo algum? Só por causa de duas guerras que se arrastam há uma década? Só porque rios de sangue de homens e mulheres inocentes estão sendo derramados e continuam a correr em vão? Só porque o Pentágono destruiu, devastou, arruinou dois países? Só porque o Pentágono disseminou pelo planeta o regime das prisões norte-americanas, de detenção e torturas, além da ocupação mais brutal? Bobagem! Por que nos deixar amargurar por tão pouco?

As pessoas que tratem, isso sim, de levantar a cabeça (e devem cuidar também de nunca escrever coisas amargas em mensagens endereçadas a John Burns).

Esse, afinal, é o único tema que realmente interessa a John Burns: John Burns.  

Fato é que o próprio Burns já explicara há alguns meses que absolutamente não havia como ele-Burns e seus iluminados e clarividentes colegas jornalistas apoiadores de guerras, quantas mais, melhor – sempre ouvidos e consultados e repetidos como especialistas que ninguém no país deveria questionar, e cujas opiniões deveriam ser seguidas sem contestação –, terem adivinhado [4] que um simples ataque ao Iraque levaria à devastadora violência e à catástrofe humanitária que se vê hoje. Ora! Ninguém nunca esperou que adivinhassem coisa alguma! Bastaria que lessem as muitas, muitas páginas que se escreveram, em todo o mundo, para alertar sobre a iminência de acontecer, no Iraque, exatamente, o que aconteceu.

Do ponto de vista de Burns, ele não “merece” insultos por e-mail, nem palavras amargas. Há aí, isso sim, uma muito amarga, sim, ironia histórica: um laureado repórter de guerra, que se lamuria, em 2010, por receber mensagens ‘amargas’, depois de ter publicado uma das colunas mais vergonhosamente enviesadas e caluniosas, mais viciosas, peça de propaganda pervertida, de destruição de reputação, que se leram no New York Times ... em vários meses.

E há mais:
O perfil de Assange que publicou, diz Burns, “é trabalho jornalístico absolutamente padrão, o mesmo padrão que usamos para qualquer história que tenha, para os EUA, importância similar àquela”. E acrescentou que “(...) o New York Times não faz jornalismo de hagiografia. Nosso negócio é oferecer aos nossos leitores o pleno contexto do qual brotam aqueles documentos” e informação confiável sobre as motivações de Assange. “Sugerir que isso seria alguma espécie de grotesco pecado de lesa-jornalismo, e pintar-me como sociopata, isso, sim, parece-me muito suspeito”.

Aqui chegamos ao xis da questão.

O que Burns escreveu sobre Julian Assange não é, de modo algum, jamais foi, “o padrão jornalístico do The New York Times”.

Quem não saiba disso, ou discorde da generalização, que encontre e exiba, por favor, qualquer artigo, um que seja, publicado no NYT e que exponha as misérias mentais, psicológicas ou de personalidade, de militar norte-americano de alta patente ou de político aliado a militares de alta patente – senador ou general ou presidente ou assessor importante, um lobbyst, que seja, aliado dos militares de alto escalão –, e que o NYT tenha publicado, com redação final costurada a partir só de diz-que-disses, boatos, calúnias e mentiras, ou opiniões buscadas, precisamente, em fontes de inimigos declarados dos militares-figurões. Não há. Nunca houve. Nunca haverá, no NYT, coluna semelhante à que Burns escreveu contra Assange, mas que centre fogo contra militar de alta patente do Pentágono.

Esse tipo de trabalho de demolição de reputação (“não está em seu juízo perfeito”, como disse, em depoimento que Burns cita sobre Assange, um rapaz de 25 que conhece Assange “de vista”) só se aplica a gente à qual os jornalistas do establishment não atribuam qualquer capacidade de influenciar os círculos do poder; pessoas sem influência direta em Washington e, sobretudo, a quem o governo dos EUA despreze.

Para a Washington-do-poder, Assange não passa de “fracassado desgraçado” [5]. O Pentágono o odeia e quer destruí-lo a qualquer custo. Assim sendo, os “jornalistas” que dependem, temem, admiram ou identificam-se com o Pentágono imediatamente adotam o mesmo ponto de vista sobre Assange e sobre seu trabalho e sobre os vazamentos. Por isso, precisamente, Burns atacou Assange tão violentamente.

Depois de publicado o meu artigo em que critiquei sua coluna, na 2ª-feira, Burns telefonou-me; não ele pessoalmente, mas o co-autor da coluna, Ravi Somaiya, que defendeu a coluna, contra o que eu publiquei. Concordei com manter a conversa off-the-record por insistência dele e assim será. Mas eu, na conversa, só fiz repetir que NUNCA HOUVE, no NYT, coluna de difamação contra figurão do Pentágono ou de Washington aliado do Pentágono, no estilo da que Burton e Somaiya assinam contra Assange.

É constatação histórica: nunca houve.

Quanto à frase de que “o NYT não faz jornalismo de hagiografia”, Burns provavelmente esqueceu o que ele mesmo escreveu sobre Sua Santidade o general Stanley McChrystal, depois de Burns haver detonado Michael Hastings pelo atrevimento de publicar na revista Rolling Stone frases do próprio general, ouvidas e gravadas, mas que voltaram, como bumerangue, contra o mesmo general falastrão. Eis o que Burns escreveu [6], ajoelhado em reverência àquele Grande Guerreiro Norte-americano:

“[o que sei] sobre o general McChrystal indica que ele é, como o artigo de Rolling Stone sugeria [7], homem de autoestima elevadíssima, confiante, pouco preocupado com convenções, mas sempre um soldado, alimentado por fé profunda nos ideais militares de “dever, honra, pátria”. Apesar de lhe ter cabido o comando no Afeganistão, que para muitos seria um cálice de veneno, o general trabalha dia e noite para resgatar a fortuna norte-americana lá investida (...) [perdê-lo] é grave infelicidade para os EUA, se se considera que foi afastado do comando um general como McChrystal, general de  coragem e decisões sempre inabaláveis (...)”.

E prossegue:

“O general George S. Patton Jr. foi considerado, em seu tempo, como o general McChrystal no Afeganistão, o melhor, o mais valoroso dos generais guerreiros dos EUA. No Iraque, pouco se sabia do general McChrystal, que lá dirigia missões super secretas, cruciais para fazermos virar a maré contra a Al-Qaeda e a guerrilha sunita, sob o comando do general Petraeus; missão que cumpriu exemplarmente, até assumir o comando no Afeganistão em junho de 2009.”

“Os jornalistas devem saber guardar suas opiniões pessoais, para preservar a visão imparcial. Mas posso dizer, sem medo de excesso, que muitos homens e mulheres que acompanharam como jornalistas o trabalho do general McChrystal como comandante no Afeganistão, ou, antes, como comandante máximo das Forças Especiais dos EUA, todos o admiravam muito. E todos se sentiram incomodados com o material publicado pela revista Rolling Stone que pôs fim a sua carreira.”

A impressão que se tem é que Burns escreveu em posição de sentido, batendo continência a uma fotografia do general. Talvez estivesse ajoelhado. O único leve sinal de algum tipo de crítica aparece como infiltrado: McChrystal “tropeçou catastroficamente” [8], ao confiar num “perdedor desgraçado”, jornalista out, excluído do establishment, não-coroado, safado, vagabundo, como Michael Hastings, que não sabe respeitar, o idiota – ou que não se rendeu –, às leis de preservação de generais que os Verdadeiros Jornalistas sempre usam nos exercícios de veneração que chamam de “cobertura do Pentágono”. E apesar de haver escrito 2.700 palavras carregadas de elogios a McChrystal, Burns não faz qualquer referência a coisinhas como o envolvimento de McChrystal no escândalo Pat Tillman, nem a tortura generalizada no Iraque em prisões sob seu comando, até que um leitor escreveu e perguntou-lhe. Então, Burns tocou nesses tópicos, o suficiente, só, para desmentir tudo. O jornalismo de Burns, sempre que escreve sobre McChrystal é exemplar, é a definição, de hagiografia jornalística. (...)

“Hagiografia” é exatamente o que faz a mídia do establishment nos EUA na cobertura dos políticos mais poderosos e dos líderes militares. E a mesma mídia reserva toda a vilania mais ativa contra os desprezados pelos poderosos de Washington. Julian Assange é hoje o odiado da vez.

A agenda da grande mídia nos EUA submete-se tão completamente à agenda do Pentágono, e a cobertura que estão dando aos documentos vazados por WikiLeads é tão pífia, vários grandes jornalistas, respeitados nacionalmente, já começaram a desmentir jornais e jornalistas, muitos deles sem omitir nomes.
John Parker, ex-repórter militar e professor do Centro Knight de Especialização em Jornalismo – Cobertura de Atividades Militares da University of Maryland, escreveu e publicou ontem uma carta excepcional, que merece ser lida “A atenção que a “grande” mídia nos EUA não deu aos “Documentos do Iraque” não deveria surpreender ninguém” , 26/10/2010, Romenesko Letters, John Parker.


Notas de Rodapé:

[1] Sobre o mesmo tema, ver também blog redecastorphoto, em; Assange – WikiLeaks, ao vivo, pro entrevistador, ontem à noite:    , WikiLeaks divulga arquivo secreto da Guerra do Iraque  e WikiLeaks: novas imagens dos crimes americanos no Iraque (em inglês). Matéria do The Independent de Londres, traduzida, no blog redecastorphoto, em: WikiLeaks: A vergonha dos EUA exposta

[2] O artigo comentado está em WikiLeaks Founder on the Run, Trailed by Notoriety  (em inglês)

[3] A entrevista pode ser vista e ouvida em:  NY Times reporter defends profile of WikiLeaks’ Assange (em inglês)

[4]
O artigo citado está em: The "nobody could have known" excuse and Iraq (em inglês)

[5] O artigo está em: Pentagon Sees a Threat From Online Muckrakers (em inglês)


[7] Comentado em: The Formula. (em inglês)