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| Glenn Greenwald |
sexta-feira, 20 de abril de 2012
“Propaganda do Kremlin?” - New York Times, olha teu rabo!
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Exército boliviano se recicla
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
EUA: a mídia rendida ao Pentágono: PROSSEGUE o silêncio sobre os “Documentos do Iraque”
27/10/2010, Glenn Greenwald, Salon em: More on the media's Pentagon-subservient WikiLeaks coverage
[3] A entrevista pode ser vista e ouvida em: NY Times reporter defends profile of WikiLeaks’ Assange (em inglês)
sábado, 3 de julho de 2010
FICHA LIMPA PARA A MÍDIA
Laerte Braga
O jornal NEW YORK TIMES, num determinado momento da campanha presidencial de 2008 nos Estados Unidos, publicou um editorial anunciando seu apoio ao candidato democrata Barack Obama. Desfilou as razões da atitude, anunciou sua opção.
Em momento algum o NEW YORK TIMES adulterou notícias, inventou dossiês, montou pesquisas para favorecer seu candidato, nada semelhante ao que fazem os veículos das organizações GLOBO, de VEJA, ou FOLHA DE SÃO PAULO. Tão somente tornou pública a sua posição.
Um jornal ou revista apoiar determinado candidato não implica em crime e nem o transforma em órgão mentiroso. O que faz com que a grande mídia no Brasil seja mentirosa, parte do complexo político e econômico orientado pelos interesses de banqueiros, grandes empresários e latifundiários é exatamente a falta de caráter, o fato de serem veículos comprados e compráveis. Sugerem imparcialidade que não existe para dissimular essa falta de caráter.
Há dias uma menor foi violentada em Santa Catarina por três adolescentes. Um deles filho de um dos donos da RBS, rede de televisão ligada a GLOBO e que opera no sul do País. Silêncio absoluto no JORNAL NACIONAL. Filho de diretor de redes afiliadas, ou associadas pode tudo, inclusive violentar menores.
O nome do cidadão, o pai, o amigo da GLOBO, parceiro, é Sérgio Sirotsky. O caso aconteceu na casa da mãe do rapaz. A moça foi embebedada e estuprada de todas as formas possíveis por três rapazes, dois além do filho do dono da RBS.
Foi a própria mãe do rapaz que ao abrir a porta do quarto do filho e ver ao que estava acontecendo parou a barbárie, ligou para os pais da menina e na tentativa de salvar seu filho comunicou que a filha deles estava bêbada, “sabe como é festa de adolescentes, por favor venham buscá-la”.
Silêncio absoluto no JORNAL NACIONAL.
São covardes além de mentirosos.
À época da ditadura militar um grupo de empresários paulistas montou e financiou a OBAN – OPERAÇÃO BANDEIRANTES –. Ligava grupos de repressão e terror da ditadura. Os presos que foram torturados e assassinados eram entregues às famílias em caixões lacrados, com proibição expressa de virem a ser abertos. Os velórios eram “fiscalizados” pelos militares. Um comunicado simples era emitido. Foram vítimas de atropelamento.
Os caminhões que desovavam os corpos pertenciam ao jornal FOLHA DE SÃO PAULO. Emprestava-os para essa função.
A OBAN está toda documentada
Continuam, em sua maioria, a bater continência do mesmo jeito.
Toda a barbárie e violência do regime militar foi omitida pela GLOBO. Montada com capital estrangeiro (curiosamente as primeiras denúncias vieram de Carlos Lacerda) é até hoje uma empresa operada por brasileiros, propriedade de uma família de brasileiros, mas a serviço de país e grupos estrangeiros.
Omitiu-se na campanha das diretas, no impedimento de Collor e em todas as vezes que os interesses daqueles que pagam pudessem vir a ser contrariados.
Um fato recente foi a queda de um avião da GOL, às vésperas das eleições de 2006. O avião caiu por entre 17h e 18h, morreram mais de cem pessoas, as concorrentes noticiaram com destaque, mas para a GLOBO o fato principal era um dossiê falso no qual tentava implicar o então presidente e candidato à reeleição Lula e assim favorecer o tucano Geraldo Alckimin.
Noticiar o acidente tiraria o impacto do documento mentira produzido pela organização. Como a caravana da cidadania sob o comando do BBB Pedro Bial.
Ou mesmo o acidente com um avião da TAM. No primeiro momento culparam o governo pela “falta de ranhuras na pista” e ao longo da semana se percebeu, se descobriu, que o avião estava com problemas no reverso, numa das turbinas e a companhia não fazia a manutenção adequada, além do que, havia dado problema num vôo no dia anterior.
Na sexta-feira seguinte ao acidente, como não pudessem dar a mão a palmatória, ou criticar a companhia, é anunciante, VEJA saiu com a capa afirmando que o culpado fora o piloto.
São covardes e mentirosos.
O jornal FOLHA DE SÃO PAULO publicou um currículo falso da candidata Dilma Roussef e foi publicamente advertida disso pelo próprio onmbudsman do jornal, mas manteve a mentira. Não havia erro na publicação da farsa, fora deliberada.
São covardes e mentirosos.
A Operação Harém da Polícia Federal mostra que laranjas dessas empresas, sobretudo a GLOBO, se valem de atrizes, modelos, dançarinas, para “fechar grandes contratos publicitários”. Na cama. E por um bom michê, no caso não é cachê.
Claro, as que se prestam a isso.
É essa gente que quer eleger um político venal, corrupto, agente de interesses de países e grupos estrangeiros para presidente da República. José Arruda Serra.
Se dizem imparciais.
Mas são apenas covardes e mentirosos.
Não têm compromisso algum com o Brasil, os brasileiros.
Várias organizações estão remetendo a ONU, tribunais internacionais, documentos mostrando o processo de compra da GLOBO São Paulo pelo grupo de Roberto Marinho, diante da passividade da Justiça brasileira.
A empresa foi comprada com documentos falsificados, falsificação comprovada por perícia, até com assinatura de morto. Mas fica tudo por isso mesmo.
A Justiça nada.
O processo de privatização da VALE no governo corrupto e venal de FHC foi julgado em primeira instância como criminoso, lesivo aos interesses nacionais, mas por cima, nas chamadas cortes superiores fica parado.
E o JORNAL NACIONAL e a grande mídia silenciosa. São comprados pelos donos atuais da VALE.
E assim o dia a dia desses veículos, dessas redes de tevê, rádios, jornais e revistas.
Vendem alienação. Desinformação, mentira. São pagos para isso.
Estuprar menores, fica decidido, se for filho de dono de associada, ou amigo do peito, pode sem problema, o JORNAL NACIONAL fica caladinho.
São covardes e mentirosos.
Que tal ficha limpa para a mídia?
Que tal uma discussão pública sobre comunicação? Discutir o poder de poucas famílias num setor fundamental para o processo democrático?
A maneira, por exemplo, como tratam a questão de rádios e tevês comunitárias, tentando criar toda a sorte de obstáculos para dificultar uma participação efetiva de movimentos sociais, sindicatos, nesse setor, por que não trazer a público esse discussão, redesenhar esse modelo em que a comunicação vira um latifúndio mentiroso (existe latifúndio verdadeiro?) e que permite a um apresentador de telejornal chamar o telespectador de idiota, como o fez William Bonner diante de alunos e professores de uma universidade paulista?
Ficha limpa para a mídia.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
A Terceira Depressão
A Terceira Depressão
São cada vez mais, mais fortes e mais apreensivas as vozes dos epígonos do capitalismo que alertam para os perigos económicos e as graves consequências sociais das políticas impostas pelo grande capital na sua tentativa da recuperação capitalista da crise. Sabedores dos perigos sociais e políticos de uma recuperação à custa da classe trabalhadoras procuram a quadratura do círculo: uma inexistente posição intermédia entre a recuperação á custa da classe trabalhadora ou do grande capital monopolista.
Receio que estejamos nos estágios iniciais de uma terceira depressão. E o custo para a economia mundial será imenso.
Recessões são comuns; depressões são raras. Pelo que sei, houve apenas duas eras qualificadas como «depressões» na ocasião: os anos de deflação e instabilidade que acompanharam o Pânico de 1873, e os anos de desemprego em massa, após a crise financeira de 1929-31.
Nem a Longa Depressão do século XIX nem a Grande Depressão, no século XX, registaram declínio contínuo. Pelo contrário, ambas tiveram períodos de crescimento. Mas esses períodos de melhoria jamais foram suficientes para desfazer os danos provocados pela depressão inicial e foram seguidos de recaídas.
Receio que estejamos nos estágios iniciais de uma terceira depressão. Que provavelmente vai se assemelhar mais à Longa Depressão do que a uma Grande Depressão mais severa. Mas o custo – para a economia mundial e, sobretudo, para as milhões de pessoas arruinadas pela falta de emprego – será imenso.
E essa terceira depressão tem a ver, principalmente, com o fracasso político. Em todo o mundo – e, mais recentemente, no desanimador encontro do G-20 – os governos mostram-se obcecados com a inflação quando a ameaça é a deflação, e insistem na necessidade de apertar o cinto, quando o problema de fato são os gastos inadequados.
Em 2008 e 2009, parecia que tínhamos aprendido com a história. Ao contrário dos seus predecessores, que elevavam as taxas de juro para enfrentar uma crise financeira, os atuais líderes do Federal Reserve e do Banco Central Europeu (BCE) cortaram os juros e partiram em apoio aos mercados de crédito.
Ao contrário dos governos do passado, que tentaram equilibrar os orçamentos para combater uma economia em declínio, os governos hoje deixam os déficits crescerem. E melhores políticas ajudaram o mundo a evitar o colapso total: podemos dizer que a recessão causada pela crise acabou no Verão (no Hemisfério Norte) passado.
Mas os futuros historiadores vão nos dizer que esse não foi o fim da terceira depressão, da mesma maneira que a retoma econômica em 1933 não foi o fim da Grande Depressão. Afinal, o desemprego – especialmente a longo prazo – continua em níveis que seriam considerados catastróficos há alguns anos. E tanto os Estados Unidos como a Europa estão perto de cair na mesma armadilha deflacionária que atingiu o Japão.
Diante desse quadro, você poderia esperar que os legisladores entendessem que não fizeram o suficiente para promover a recuperação. Mas não. Nos últimos meses observamos o ressurgimento da ortodoxia do equilíbrio orçamentário e da moeda forte.
O ressurgimento dessas teses antiquadas é mais evidente na Europa. Mas, em termos práticos, os EUA não estão agindo muito melhor. O FED parece consciente dos riscos de deflação – mas o que propõe fazer é: nada. O governo Obama entende os perigos de uma austeridade fiscal prematura – mas, como republicanos e democratas conservadores não aprovam uma ajuda adicional aos governos estaduais, essa austeridade se impõe de qualquer maneira, com os cortes nos orçamentos estaduais e municipais.
Por que essa virada da política? Os radicais com frequência referem-se às dificuldades da Grécia e outros países na periferia da Europa para justificar seus atos. E é verdade que os investidores atacaram os governos com déficits incontroláveis. Mas não há evidência de que uma austeridade a curto prazo, ante uma economia deprimida, vai tranquilizar os investidores.
Pelo contrário: a Grécia concordou com um plano de austeridade, mas viu seus riscos se ampliarem; a Irlanda estabeleceu cortes brutais dos gastos públicos e foi tratada pelos mercados como um país com risco maior que a Espanha, que até agora resiste em adotar medidas drásticas propugnadas pelos radicais.
É como se os mercados entendessem o que os legisladores não compreendem: que, embora a responsabilidade fiscal a longo prazo seja importante, cortar gastos no meio de uma depressão vai aprofundar essa depressão e abrir caminho para a deflação, o que é contraproducente.
Portanto, não acho que as coisas tenham a ver de fato com a Grécia, ou com qualquer visão realista sobre o que priorizar: déficits ou empregos. Em vez disso, trata-se da vitória de teses conservadoras que não se baseiam numa análise racional e cujo principal dogma é que, nos tempos difíceis, é preciso impor sofrimento a outras pessoas para mostrar liderança.
E quem pagará o preço pelo triunfo dessas teses? A resposta: dezenas de milhões de desempregados, muitos deles sujeitos a ficar sem emprego por anos e outros que nunca mais voltarão a trabalhar.
* Paul Krugman, economista galadoardo com o Prémio Nobel em 2008 é colaborador habitual do New York Times
Este texto em português, traduzido do New York Times, foi publicado no diário brasileiro Estado de S. Paulo
Tradução de Terezinha Martino e enviado por MVMeireles
O artigo original, em inglês, pode ser lido em: The Third Depression
quinta-feira, 1 de julho de 2010
New York Times: O boom na América Latina
Economies in
Simon Romero, no New York Times, em 30.06.2010
Tradução do Viomundo
LIMA, Peru — Enquanto os Estados Unidos e a Europa enfrentam grandes déficits e ameaças a uma frágil recuperação econômica, esta região tem uma surpresa guardada. A América Latina, que enfrentou no passado moratórias no pagamento de dívidas, desvalorizações de moedas e a necessidade de resgates por parte de países ricos , está experimentando um crescimento econômico robusto que faz a inveja de seus parceiros nortistas.
A forte demanda da Ásia por commodities como minério de ferro, cobre e ouro, combinada com políticas em várias economias da América Latina para controlar déficits e para manter a inflação baixa, estão encorajando investimento e abastecendo a maior parte do crescimento. O Banco Mundial prevê que a economia da região vá crescer 4,5% este ano.
O crescimento recente na América Latina superou as expectativas de vários governos. O Brasil, o poder ascendente da região, está liderando uma recuperação regional depois da crise de 2009, crescendo 9% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. O Banco Central do Brasil disse na quarta-feira que o crescimento em 2010 poderia atingir 7,3%, a maior expansão da Nação em 24 anos.
Depois de uma profunda contração no ano passado, a economia do México cresceu 4,3% no primeiro trimestre e pode atingir 5% este ano, diz o governo mexicano, possivelmente superando o crescimento econômico dos Estados Unidos.
Países menores também estão crescendo rápido. Aqui no Peru, onde memórias ainda estão vivas de uma economia em frangalhos por causa da hiperinflação e de uma guerra brutal de duas décadas contra rebeldes maoistas que deixou quase 70 mil mortos, o crescimento doméstico atingiu 9,3% em abril em relação ao mesmo mês do ano anterior.
“Estamos testemunhando o que provavelmente serão as melhores condições econômicas do Peru em minha vida”, disse Mario Zamora, de 70 anos, que tem seis farmácias em Los Olivos, um bairro de classe trabalhadora ao norte de Lima, onde milhares de migrantes pobres do altiplano se estabeleceram.
A vibração se mistura com determinação em torno das farmácias do empresário. Uma loja de pizzas Domino disputa clientes com um restaurante peruano de comida chinesa chamada chifas. Mototáxis entregam pasageiros nos clubes noturnos. Competição, na forma de uma recém-chegada rede de farmácias do Chile, agora se posiciona na esquina além da principal loja [de Zamora].
Los Olivos oferece uma janela para ver o crescimento econômico que está tirando partes da América Latina da pobreza, mas exceções persistem. Na Venezuela, a falta de energia e o medo das expropriações fizeram o PIB encolher 5,8% no primeiro trimestre.
Mas a Venezuela e em menor dimensão o Equador, outro país dependente do petróleo que ficou para trás de seus vizinhos, parecem ser a exceção dentro de uma tendência regional ampla.
Mesmo países pequenos alinhados ideologicamente com a Venezuela adotaram políticas pragmáticas e estão se dando bem. Enquanto a Europa foi tomada pelo medo de contágio da crise da dívida da Grécia, a agência Standard & Poor aumentou a nota da Bolívia em maio, citando que as finanças públicas estão em bom estado.
O crescimento da América Latina reflete o aprofundamento das relações com a Ásia, onde a China e outros países estão crescendo rapidamente. A China ultrapassou os Estados Unidos no ano pasado como o maior parceiro comercial do Brasil e é hoje o segundo maior parceiro de países como a Venezuela e a Colômbia, o maior aliado de Washington na região.
Alguns estudiosos da história econômica da América Latina dizem que a recuperação robusta pode ser boa demais para durar, apontando para a política volátil de alguns lugares, a dependência excessiva de exportações de commodities e o risco embutido no crescimento do comércio com a China.
Michael Pettis, um especialista nas ligações financeiras da China com países em desenvolvimento [da Universidade de Peking em Beijing], disse que a América Latina está especialmente exposta às políticas chinesas que aumentaram a demanda por commodities, inclusive ao que parece ser a decisão chinesa de estocar essas commodities.
“Dentro da China há um debate feroz sobre a sustentabilidade desse crescimento baseado em investimento”, o sr. Pettis disse. “Estou preocupado com o fato de que poucos planejadores da América Latina acompanham o debate e a vulnerabilidade que ele cria na América Latina”.
Outros economistas, inclusive Nicolás Eyzaguire, direitor do departamento de Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional, sugerem que as baixas taxas de juros internacionais, outro fator de sustenta o crescimento da América Latina, não vão durar muito mais. Ainda assim, eles aplaudem as políticas internas adotadas para robustecer o mercado doméstico.
O Chile, por exemplo, guardou a renda das exportações de cobre quando o preço do produto aumentou no mercado internacional, permitindo assim um plano de estímulo interno para recuperação econômica depois do terremoto de fevereiro. A economia do Chile cresceu 8,2% em abril em relação ao mês anterior, o maior crescimento desde 1996.
“Desta vez, o choque positivo parece ainda melhor, já que alguns países guardaram parte do que ganharam nos anos bons”, diz o sr. Eyzaguirre.
Dentro do FMI, a recuperação econômica da América Latina se traduz em novas políticas, particularmente
Com o Brasil crescendo a taxas chineses, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está alimentando ambições de soft-power, com ações políticas como uma TV estatal que transmite programação para a África.
David Rothkopf, uma ex-autoridade do Departamento de Comércio no governo Clinton, apontou para dezenas de embaixadas e consulados que o sr. da Silva abriu em todo o mundo.
“Como outros países latino-americanos, o Brasil precisa melhorar sua infraestrutura e treinar mais engenheiros”, o sr. Rothkopf afirmou, “mas demonstra a ascensão de novos poderes, uma dos grandes temas deste século”.
O Peru, cujo crescimento econômico deverá superar o do Brasil dentro dos próximos anos, exemplifica os desafios para a manutenção de uma economia vibrante.
O país tem companhias como o Ajegroup, fundado durante o caos dos anos 80. Agora a empresa de refrigerantes compete com gigantes como a Coca-Cola, não apenas no Peru mas em outros países da América Latina.
O investimento estrangeiro tem entrado no Peru, a maior parte em mineração. Mas este investimento revela ao mesmo tempo a força e a fraqueza da economia. A mineração responde por 8% da atividade econômica do Peru, mas por cerca de metade da arrecadação de impostos, criando problemas se os preços das commodities cairem, diz Pedro Pablo Kuczynski, um ex-ministro das finanças.
Profundas desigualdades persistem, especialmente entre a capital, Lima, e o planalto andino e as florestas da bacia amazônica , onde facções do Sendero Luminoso se abastecem do tráfico de cocaína.
Cerca de 70% da força de trabalho ainda é informal, o que reduz o acesso dos trabalhadores a benefícios e reduz a arrecadação do governo.
Mas parte daquilo que brilha na recuperação do Peru parece pavimentar o caminho para a prosperidade duradoura. Felipe Castillo, de 60 anos, prefeito de Los Olivos, está investindo em uma nova universidade municipal que terá mensalidades baixas para atender a 4 mil estudantes. Ele recentemente visitou o prédio de 11 andares que está em construção em uma favela que aos poucos está se tornando um bairro de classe média baixa.
”Talvez os estudantes dessa instituição aprendam sobre os erros de nossa política econômica no passado apenas como dados trágicos de uma era que acabou”, disse o sr. Castillo.





