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domingo, 5 de junho de 2011

Como o “lobby” israelense congela o debate sobre o Oriente Médio

MJ Rosemberg

4/6/2011, MJ Rosenberg, Al-Jazeera, Qatar
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Essa semana, depois da escandalosa recepção ao primeiro-ministro Netanyahu no Congresso dos EUA, quero partilhar uma lembrança pessoal de como o status quo no Oriente Médio é preservado no Capitólio.

Era 1988, e eu trabalhava como assessor para política exterior do senador Carl Levin (Democrata, Michigan). Um dia, em fevereiro, Levin chamou-me a sua sala. Estava muito preocupado com uma declaração que lera no New York Times aquele dia. Um artigo citava o primeiro-ministro de Israel, Yitzhak Shamir, que dissera que rejeitava a ideia de retirar-se de qualquer parte da terra que Israel ocupara na guerra de 1967: “O ministro Shamir disse em entrevista a uma rádio, que ‘é claro que, para mim, nenhuma troca de território por paz será jamais aceitável’” (matéria de arquivo, só acessível para assinantes do jornal).

Levin entendeu perfeitamente o que Shamir estava fazendo: estava repudiando duas Resoluções do Conselho de Segurança da ONU, n. 242 e 338 (de cuja redação Israel participou) e que ordenavam “a retirada das forças armadas de Israel dos territórios ocupados no recente [1967] conflito” em troca de paz e segurança. Aquelas resoluções manifestavam então, como manifestam até hoje, a política oficial dos EUA e da ONU. Mas, em 1988, Shamir as declarara nulas e sem efeito.

Levin pediu-me que redigisse uma carta dirigida ao secretário de Estado George Shultz, declarando que o Senado dos EUA entendia que as resoluções da ONU permaneciam plenamente válidas e manifestavam a política dos EUA, Shamir gostasse ou não. A carta foi escrita, não exatamente nesses termos, é claro: uma carta muito polida. E Levin queria que a carta fosse endereçada a Shultz, não ao próprio Shamir, para evitar arrepiar demais os falcões de Israel.

Escrevi um primeiro rascunho. Levin editou e reeditou. Em seguida, convocou o presidente do AIPAC, Thomas A. Dine, para que examinasse os termos da carta. Tom aprovou: na avaliação dele, a carta estava “ótima”. Levin disse a Dine que manteria em sigilo o fato de que a carta fora aprovada por ele, para evitar-lhe qualquer embaraço.

Levin então pediu-me que entregasse a carta ao secretário de Estado, mas pediu algum tempo porque, antes, queria tentar reunir algumas outras assinaturas de senadores. Em uma hora, a carta estava assinada por 30 senadores. Não fosse sexta-feira, Levin teria facilmente reunido mais uma centena de assinaturas, mas era tarde, e a Casa já estava praticamente vazia.

Entreguei a carta. Levin não queria excessivo alarde sobre a carta e, por isso, o gabinete do senador não informou a imprensa. Na prática, era iniciativa secreta.

Mas um dos senadores passara cópia da carta ao New York Times. E em minutos os telefones começaram a tocar. Repórteres e financiadores do AIPAC (que não sabiam que Dine conhecia e aprovara o texto) estavam furiosos.

Levin foi procurado para entrevistas pelos três principais programas de notícias das manhãs de domingo. Não aceitou. De fato, como previsto há muito tempo, embarcou no sábado para Moscou.

No domingo, a primeira página do New York Times estampava manchete e longa matéria sobre a “Carta dos 30”, de Levin:

“Trinta senadores dos EUA, inclusive muitos dos principais apoiadores de Israel, enviaram carta em que criticam o primeiro-ministro Yitzhak Shamir e seu Partido Likud, sugerindo que estariam obstruindo esforços para um acordo de paz no Oriente Médio.

A extraordinária crítica pública a Israel veio em carta dirigida ao secretário de Estado George P Shultz, que retornou hoje de viagem de vários dias ao Oriente Médio. O secretário Shultz propôs, nessa viagem, as linhas gerais de um acordo provisório entre Israel e os palestinos (...).

Os senadores que assinaram a carta declaram-se preocupados ante a continuada resistência, por Israel, à ideia de ceder terras ocupadas em troca de paz, pedra angular dos esforços do secretário Shultz. Embora a carta também critique outros estados árabes, exceto o Egito, auxiliares do senador informaram que a intenção foi, principalmente, mandar recado claro ao primeiro-ministro Shamir e ao bloco do Likud.”

Era tão significativo o fato de que, antes, nenhum senador dos EUA jamais criticara qualquer política de Israel (nem indiretamente), que, no domingo, o Sunday Times insistiu no assunto e publicou a carta na íntegra.

Na segunda-feira, o mundo veio abaixo. Como Levin estava na Rússia, seus assessores tiveram de responder aos telefonemas dos jornais e às ameaças de doadores de campanha, eleitores e organizações ‘pró-Israel’, todos furiosos. E, às tantas, aconteceu algo absolutamente inimaginável.

Um alto funcionário da embaixada de Israel veio ao gabinete, para apresentar pessoalmente mensagem de protesto do primeiro-ministro Shamir. O chefe de gabinete do senador Levin, Gordon C Kerr, disse-lhe que não fazia sentido algum um funcionário de embaixada apresentar qualquer protesto contra carta de senadores norte-americanos dirigida ao próprio governo dos EUA. Disse-o, é claro, em termos absolutamente polidos. O funcionário da embaixada de Israel insultou Levin e fez-lhe graves ameaças. Kerr expulsou-o do gabinete.

Simultaneamente, Levin recebeu mensagem do presidente Ronald Reagan em que o presidente agradecia a contribuição de organizar apoio à posição do seu governo; e Shamir pôs-se a telefonar para os senadores, dizendo-se “atônito” por suas políticas estarem sendo alvo de críticas.

Aconteceu então o momento que, para mim, foi a experiência mais chocante de todos os anos em que trabalhei para o governo dos EUA. William Safire, o colunista mais influente do New York Times, telefonou-me, em fúria. Disse que sabia, de fonte segura, que nem Levin nem eu escrevêramos aquela carta. Disse que sabia que a carta fora escrita por um assessor do líder do Partido Labour de Israel, Shimon Peres.

Disse que aquele assessor, alguém chamado Yossi Beilin, entregara-me um rascunho manuscrito da carta e que eu convencera Levin a assinar e reunir apoios. Disse-me que eu trabalhava para derrubar o governo de Shamir e substituí-lo por governo de Peres. Por pouco não deixei escapar uma gargalhada.

A simples ideia de que um assessor de senador tivesse tanto poder já era, só ela, um absurdo. Mas Safire fez ameaças. Perguntou se eu achava correto que um assessor de um senador dos EUA estivesse a serviço de partido político estrangeiro, e se eu sabia o que aconteceria quando Levin descobrisse sobre mim, na coluna de Safire no New York Times. Assustador. Como assessor de senador, eu jurara fidelidade aos EUA e à Constituição. Tinha passe livre, dado pela segurança. As consequências seriam arrasadoras.

Eu disse a Safire que eu rascunhara a carta e que Levin reescrevera, ele mesmo, longos trechos. Disse que jamais ouvira falar de Beilin (pura verdade). Safire, então, enlouqueceu. Disse que sabia que eu estava mentindo, porque recebera a história “real” de fontes seguras: de Benyamin Netanyahu, então embaixador de Israel na ONU, e de Steve Rosen, número dois do comando do AIPAC (que, mais tarde, foi acusado de espionagem).

Respondi que não me interessava quem lhe tivesse contado. Que era mentira. E que Levin tomara a iniciativa de escrever ao secretário de Estado para ajudar Israel, porque entendia que, se Israel se opusesse à retirada dos territórios palestinos ocupados, o conflito jamais teria fim.

A conclusão da conversa foi que Safire recuou, não antes de me ameaçar mais uma vez: se ele descobrisse que eu mentira, eu estaria “acabado”. Disse que não escreveria a coluna, porque – acredite quem quiser – acreditava mais em mim que em suas fontes.

E foi isso. Ninguém mais falou sobre a “Carta dos 30”, exceto para lembrar que, depois dos ataques viciosos contra Levin, poucos senadores dos EUA voltaram a desafiar o governo de Israel e o AIPAC.

E qual é a moral da história?

É a seguinte: criticar Israel é muito perigoso. Não fosse o medo, o que levaria um poderoso colunista do New York Times a telefonar a um assessor de senador e ameaçá-lo nos termos em que Safire ameaçou-me, de destruir minha carreira? Só o medo. E o que faria um colunista do New York Times agir como empregado do governo de Israel? Naquele dia, Safire não foi nem jornalista: trabalhava como agente do governo de Israel.

Quem, sabendo disso, surpreender-se-ia com o circo em que se converteu o senado dos EUA, aos pulos nas cadeiras, levanta e senta, levanta e senta, gritando de amores por Netanyahu? Quem se atreveria a vaiar um gorila de uma tonelada? Com certeza, não os eleitos para o Congresso dos EUA.

A parte boa de toda essa história, é que Levin apoiou-me 100%.

A carta criou-lhe muitos problemas com doadores de campanha, mas ele sempre a defendeu – e de lá até hoje já foi reeleito quatro vezes. De fato, disse-me, há muito tempo, que se orgulha muito de ter redigido aquela carta. Ele redigiu. Não eu.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Ahmadinejad: “Os EUA fizeram do "bullying", a sua política externa”

4/4/2011, PressTV, Teerã  Ahmadinejad: US policies unchanged
Traduzido pelo Coletivo da Vila Vudu

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad disse que a verdadeira face do atual governo dos EUA apareceu bem visível quando o presidente Barack Obama não mudou as políticas de seus antecessores.

Presidente do Irã, Mahammud Ahmadinejad
Ahmadinejad conclamou os EUA a respeitarem o direito dos povos à liberdade e à autodeterminação, e disse que a interferência em questões regionais é prática nunca alterada de vários governos dos EUA.

“Sempre são dois pesos e duas medidas naqueles governos de duas caras, os poderes que assediam, potências que praticam o bullying como se fosse política externa” – disse o presidente do Irã em conferência de imprensa nessa 2ª-feira em Teerã.

Chamou a atenção para a influência do lobby sionista, que age na política dos EUA e desconsidera até o direito de voto dos cidadãos: não importa quem os cidadãos elejam, o eleito sempre acaba acabrestado pelo lobby sionista. Disse que a melhor opção para o governo dos EUA seria restabelecer relações com o Irã, baseadas na ponderação e na justiça.

O presidente Ahmadinejad manifestou preocupação em relação à intervenção dos EUA em assuntos do mundo árabe, para tentar desviar os levantes populares na direção que mais interesse a Israel. Conclamou os países da região a levar avante as reformas democráticas e sociais que os povos exigem, seguindo antes o desejo do povo que o desejo das armas estrangeiras.

“Todos devem ter em mente que o Ocidente não visa à paz com os árabes. O Ocidente só visa a manipular o sofrimento popular em favor dele mesmo, do capital e do capitalismo” – disse Ahmadinejad. Mas manifestou otimismo: “os levantes populares derrotarão as ditaduras e os interesses do ocidente”.

Disse também que “Israel é como uma base avançada, implantada no Oriente Médio, para que os EUA dominem a região. Israel jamais agiu a favor de qualquer democracia, árabe ou não. Hoje, Israel vê crescer uma onda de protesto popular que ameaça a rede de ditadores implantados no Oriente Médio pelos EUA, a serviço de Israel. Israel sabe que seu status no Oriente Médio está hoje sob ameaça grave”.

Ahmadinejad fez esses comentários no dia em que Obama lançou sua campanha à reeleição. Para ele, um eventual segundo mandato de Obama nada mudará. Obama foi eleito porque prometeu “mudança”. Mas nada mudou ou, se mudou, mudou para pior. O mundo é hoje ainda mais instável do que foi, sob os governos anteriores. As políticas do segundo mandato não mudarão em relação ao primeiro mandato de Obama, “como o primeiro mandato de Obama nada mudou em relação aos governos do ex-presidente George W. Bush”.

“Bush saiu da vida política coberto de vergonha. Seu sucessor concluirá o mandato ainda mais coberto de vergonha. Obama mentiu nas promessas e fracassou nos feitos”, disse o presidente do Irã.

Em conversa por telefone com o secretário-geral da ONU Ban Ki-moon, antes, na mesma 2ª-feira, Ahmadinejad pediu que a ONU impeça que EUA e países europeus se imiscuam em questões regionais do Oriente Médio.

“A atitude de dois pesos e duas medidas dos governos ocidentais, em relação ao Bahrain e à Líbia, e o silêncio cúmplice que mantêm em face das atrocidades que o regime sionista comete contra o inocente povo palestino indicam o quanto as abordagens dos EUA são contraditórias. Esse tipo de intervenção só semeará mais guerra e não semeará paz alguma nem ajudará a resolver nem os nossos problemas.” O presidente do Irã manifestou ao secretário-geral da ONU a plena disposição do Irã para ajudar a resolver os problemas regionais.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

WIKILEAKS REVELA INTERVENÇÃO NORTEAMERICANA EM ASSUNTOS INTERNOS DO BRASIL


Wikileaks confirma as denúncias da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET).

  • MULTINACIONAIS E DIPLOMATAS AMERICANOS INTERVIRAM EM ASSUNTOS INTERNOS BRASILEIROS.
  • PROJETO DO PRÉ-SAL FOI ALVO DE LOBBY DO INSTITUTO BRASILEIRO DE PETRÓLEO, GÁS E BIOCOMBUSTÍVEIS - IBP - O BRAÇO POLÍTICO  DOS NORTEAMERICANOS, PARA ASSUNTOS DE PETRÓLEO, NO BRASIL.
  • NO CONGRESSO, VÁRIOS PARLAMENTARES FORAM COOPTADOS  PARA A INTERVENÇÃO MADE IN USA.

Confira e compare o que disse a AEPET,nos últimos 10 anos e o que revelou-se através da WeakLeaks.



AEPET - Associação dos engenheiros da Petrobrás

"Há mais de 10 anos a Associação dos engenheiros da Petrobrás - AEPET - vem denunciando a atuação do lobby internacional, comandado pelo IBP, nos três poderes da República. Agora, o Wikileaks revela documentos que confirmam que essas denúncias não são teorias da conspiração, mas fruto das observações feitas ao longo da nossa campanha de defesa da Soberania Nacional e da Petrobrás. Alguns exemplos:

1) Aepet - o cartel internacional incrustado no IBP faz uma grande pressão e lobby no Congresso Nacional para não deixar mudar a lei 9478/97, que lhes é favorável”.
Weakleaks – telegrama de Patrícia Pradal diretora da Chevron “Diante dessa estratégia das petrolíferas para barrar a aprovação do novo marco do pré-sal seria fazer lobby no Senado por meio do IBP, Onip e a Fiesp”. (o Diretor da Onip, Eloi Fernandes, é um dos palestrantes, junto com De Luca e outros, nas audiências feitas no Congresso)


2) Aepet - a emenda do deputado Henrique Alves, que devolve, em petróleo, os royalties pagos, dará de presente cerca de US$ 30 bilhões por ano (RS 50 bilhões), a partir de  2020, aos consórcios produtores. Ela foi “inspirada” pelo cartel do IBP.
Wikileaks: “A indústria de petróleo vai conseguir combater a lei do pré-sal?”. Este é o título de um extenso telegrama enviado pelo consulado americano no Rio de Janeiro a Washington em 2 de dezembro do ano passado... É que, para o pré-sal, o governo brasileiro mudou o sistema de exploração. As exploradoras não terão, como em outros locais, a concessão dos campos de petróleo, sendo “donas” do petróleo... No pré-sal elas terão que seguir um modelo de partilha, entregando pelo menos 30% à União. Além disso, a Petrobras será a operadora exclusiva”. Para a diretora de relações internacionais da Exxon-Mobil, Carla Lacerda, a Petrobras terá todo o controle sobre a compra de equipamentos, tecnologia e a contratação de pessoal, o que poderia prejudicar os fornecedores americanos.

3) Aepet – os EUA tem uma reserva de 30 bilhões de barris e consomem cerca de 10 bilhões por ano... Precisam do nosso petróleo para sair da insegurança energética...
Wikileaks - outros cinco telegramas mostram como a missão americana no Brasil tem acompanhado desde os primeiros rumores até a elaboração das regras para a exploração do pré-sal – e como fazem lobby pelos interesses das petroleiras.

4 - Aepet - O Senador Jucá, em face das nossas denúncias do absurdo da emenda Henrique Alves, retirou-a de seu substitutivo. Mas por pressão do lobby, recolocou-a, sub-repticiamente, em quatro artigos do substitutivo. Onde fala em cálculo do petróleo para ressarcir o custo de produção, Jucá acrescentou: e os royalties pagos.
Wikileaks - Os documentos revelam a insatisfação das petroleiras com a nova lei  aprovada pelo Congresso – em especial, com o fato de que a Petrobras será a única operadora – e como elas atuaram fortemente no Senado para mudar a lei. E recomenda: “é preciso cuidado para não despertar o nacionalismo dos brasileiros”.

Fontes: O Globo – 13/12; FSP – 13-12; blog Carta Capital

É por isto que a emenda Pedro Simon é tão execrada na mídia e é exigido o veto dela pelo Presidente Lula. Na verdade a emenda Simon só será aplicada em dez anos e tem três objetivos nacionalistas e fundamentais:

1) Proibir a devolução dos royalties, ou seja, impedir o entreguismo absurdo da emenda do senador Romero Jucá/Henrique Alves;

2) Já que a emenda Simon evita que a União dê de presente US$ 30 bilhões por ano (RS 52 bilhões) para as empresas estrangeiras, ela prevê que a União irá ressarcir eventuais perdas dos estados produtores estimadas em R$ 6 bilhões por ano;

3) Viabilizar a participação de todo o País na riqueza do pré-sal. Este fato é um consenso nacional. Não se pode penalizar os estados produtores (RJ, ES, SP). Mas não se pode dar para eles todo o petróleo do Pré-sal. É uma riqueza da ordem de US$ 18 trilhões que pertence a todo o povo brasileiro.

A emenda Simon, aplicavel em 10 anos, podendo ser aperfeiçoada e chegar ao ideal:

1) Quem penaliza os estados produtores não é a emenda Simon. É a Lei dos fundos de participação de estados e municípios. Essa lei é obsoleta e está em revisão. Pode-se incluir um artigo que destine um percentual maior aos estados produtores para evitar perdas e remunerar a infra-estrutura e os dispositivos de segurança necessários;

2) Eliminando-se a aplicação da Lei Kandir na exportação do petróleo - não tem sentido o incentivo a exportação de petróleo, se o mundo todo está ávido por ele até por questão de sobrevivência. Essa eliminação devolve aos estados produtores cerca de R$ 7 bilhões por ano. Mais do que perderiam com a emenda Simon sem a revisão dos FPEM..


CONCLUSÕES:

1) O QUE TEM QUE SER VETADO É A EMENDA ROMERO JUCÁ AOS ARTIGOS 2º , 10º, 15 E 29, POIS DAR DE PRESENTE US$ 30 BILHÕES PARA ESTRANGEIROS É UM ENTREGUISMO ABSURDO IMPOSTO PELO LOBBY INTERNACIONAL AO CONGRESSO NACIONAL. NÃO PODE PREVALECER

2) A EMENDA PEDRO SIMON DEVE PERMANECER E SER CONTEMPLADA  COM A CONCLUSÃO DA REVISÃO DA LEI DOS FUNDOS DE PARTICIPAÇÃO DOS ESTADOS E MUNICÍPIOS. COM ISTO OS ESTADOS E MUNICÍPIOS PRODUTORES NÃO PERDERÃO, E AINDA GANHARÃO O DOBRO COM A REVISÃO DA LEI KANDIR,  QUE, HOJE, ISENTA DE IMPOSTO A EXPORTAÇÃO DE PETRÓLEO, SEM NENHUMA JUSTIFICATIVA.

Enviado por Carceroni 14 de dezembro de 2010 21:21