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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Sobre as drogas dos “Pacificadores”

24/1/2014, Nikolai Malishevski, Strategic Culture
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Militar dos EUA-OTAN patrulha uma plantação de papoula (ópio) no Afeganistão
Pelo 3º ano consecutivo, o Afeganistão ocupado pela OTAN cultivou número recorde de papoulas do tipo que produz ópio. Segundo relatório do Gabinete da ONU para Drogas e Crimes [orig. United Nations Office on Drugs and Crime (UNODC)], em 2013 as culturas de papoula de ópio no Afeganistão ocuparam a maior superfície de terra, ultrapassando todos os registros anteriores. Apesar das condições climatológicas desfavoráveis, sobretudo em áreas no oeste e no sul do país, as plantações para produção de ópio ocupavam um total de mais de 209 mil hectares, 36% a mais que no ano anterior.

Taxa de crescimento das plantações de papoula-ópio.
Tabela 1. Em duas décadas, segundo o relatório.
Tabela 2. Comparação (em %), de 2012 e 2013.
Oficialmente, o cultivo da papoula-ópio – principal componente para a produção de heroína – é proibido por lei no Afeganistão, embora o número de províncias nas quais a planta está sendo cultivada não pare de crescer. A produção de ópio alcançou a marca de 5.500 toneladas, mostrando crescimento de 49% em comparação com 2012.

A propaganda ocidental culpa os Talibã pela produção de ópio, ou representantes do regime, que estariam imersos no tráfico de drogas. Mas essas alegações não se confirmam, se se observa o que está realmente acontecendo.

O comando da OTAN diz que os Talibã

(...) opunham-se inicialmente às drogas, mas agora ou cultivam eles próprios, ou criam “impostos” sobre as colheitas das fazendas produtoras .

Mas os comandantes dos Talibã têm repetido, com insistência, que os mujahideen afegãos estão em luta de jihad contra as forças de ocupação; e que o Islã proíbe estritamente tanto o consumo de álcool quanto de drogas. E deve-se dizer que, sim, os islamistas fanáticos seguem essa regra ao pé da letra.

Militares da OTAN e plantadores de papoula (ópio) no Afeganistão
Quanto aos fantoches do ocidente, como Karzai e os que o cercam, aí, sim, há provas mais do que suficientes de envolvimento deles na produção e no comércio de drogas. Em outubro de 2013, eclodiu um escândalo em Kabul quando, durante inspeções no Afeganistão, descobriu-se que 65 altos funcionários da inteligência afegã eram dependentes de heroína. Alguns anos antes, se soubera que a CIA financiava Ahmed Wali Karzai, irmão mais moço do presidente Hamid Karzai, o qual era conhecido, já há mais de oito anos, como um dos principais traficantes de ópio na região.

Nikolai  Malishevski
Pesquisadores norte-americanos insistem que o tráfico de ópio nos EUA está sendo controlado por redes e cartéis que foram descobertos durante o caso “Irã-Contras” e que não suspenderam suas atividades desde os anos 1980s:

O pilar do regime de Karzai é o apoio que recebe do tráfico de drogas, e, para nós, esse pilar é intocável. Os EUA convertemos o Afeganistão no maior fornecedor mundial de heroína. E isso aconteceu sob o comando da CIA – observam aqueles pesquisadores.

Segundo informação recolhida de vários jornais de grande circulação (The Daily Mail, The New York Times, Pakistan Dail etc.), os principais fornecedores de heroína para o mercado global seriam:


  • Izzatullah Wasifi, governador da província Farah; presidente da Administração Geral Afegã Independente contra a Corrupção, cujas atribuições incluem o combate ao cultivo de papoulas e à produção de ópio, e amigo de infância de Hamid Karzai; e que foi preso por autoridades dos EUA, em julho de 1987, por tráfico de heroína de alto grau (!);
  • Jamil Karzai, presidente do Partido Nacional da Juventude Solidária do Afeganistão [orig. National Youth Solidarity Party of Afghanistan], membro do Conselho Nacional Afegão de Segurança e sobrinho de Hamid Karzai, que manteria relações de negócios com Haji Mohammad Osman, proprietário de um laboratório de produção de drogas no distrito de Achin, na província de Nangarhar (na pequena região do Damgal);
  • Abdul Qayum Karzai, membro da Câmara Baixa da Assembléia Nacional Afegã, ex-empregado da Unocal, empresa norte-americana, e irmão de Hamid Karzai, e que seria o grande barão da droga em Kandahar;
  • Shah Wali Karzai, irmão de Hamid Karzai, proprietários de campos de plantação de papoulas nas províncias de Kandahar, Nangarhar, Urozgan, Zabul, Paktia, Paktika e Helmand; e dúzias de autoridades do Executivo e do Judiciário afegãos, além de funcionários do Ministério de Relações Interiores do Afeganistão. 
Família Karzai em foto sem data. Em pé: Shah Wali Karzai, Ahmed Wali Karzai, 
Hamid Karzai, atual presidente, e Abdul Wali Karzai. Sentados: Abdul Ahmad Karzai, 
Qayum Karzai; Abdul Ahad Karzai, o patriarca, e Mahmoud Karzai.
Se se acredita na imprensa-empresa ocidental, os responsáveis pelos crimes de produção e tráfico são fantoches do ocidente, como a família Karzai e seu círculo, aos quais a mesma imprensa-empresa ocidental culpa pelo rápido crescimento do número de dependentes de heroína em todo o mundo.

Mas a verdade é que só 20% das papoulas-ópio são cultivadas nos distritos do norte e do centro do Afeganistão, que são as regiões controladas pelo governo Karzai.

Todo o resto da produção desse veneno tão lucrativo vem das províncias do sul, da fronteira com o Paquistão – áreas controladas pelas forças da OTAN. O principal centro de produção de drogas é a província de Helmand, que está sob comando de forças do exército britânico.

Áreas de cultivo de papoula (ópio/heroína) no Afeganistão em 2012
(clique na imagem para aumentar)
Em vez de ajudar os agricultores afegãos a mudar-se para colheitas alternativas, os “pacificadores” limitam-se exclusivamente a discutir por que a produção só aumenta; e, segundo provas recolhidas de fontes locais e internacionais, os “pacificadores” também participam ativamente do “negócio”. Alguns analistas estão atribuindo essa “participação” ao fato de que os EUA tentam por todos os meios evitar um conflito potencial contra os barões da droga, cujo apoio político é importante para a existência do governo Karzai.

Mas o que se vê, de fato, é que os EUA estão ignorando deliberadamente o elo que há entre o tráfico de drogas, a crescente instabilidade no Afeganistão e o crescimento de atividade terrorista na região. Dito de forma simples: se os EUA estão garantindo aos barões da droga toda a liberdade de que precisam para manter o “negócio” (em troca de apoio político ao governo de Karzai), os EUA estão, de fato, trabalhando contra os próprios objetivos pelos quais invadiram o Afeganistão: garantir paz e segurança ao país.

Thomas Ruttig
Especialistas ocidentais como Thomas Ruttig, co-diretor do centro de pesquisa independente Afghanistan Analysts Network, observa que:

(...) com a próxima retirada das forças da OTAN do Afeganistão, diminuiu muito a pressão, pelas autoridades, contra os plantadores de papoula-ópio. O relatório divulgado pela ONU diz, dentre outras coisas, que em 2013 as autoridades destruíram 24% de pés de papoula-ópio a menos, que antes.

Resultado: o Afeganistão está-se afirmando, consistentemente, como o maior fabricante de ópio do mundo, produzindo mais de 90% de tudo que o mundo produziu em 2013.

Há três anos, os mesmos analistas da ONU observaram que as papoulas estavam sendo cultivadas em apenas 14, das 34 regiões do país; no início de 2014, esse número já subiu para 20. Enormes plantações reapareceram em províncias do norte do Afeganistão, como Balkh e Faryab, nas quais a papoula-ópio havia sido declarada erradicada. Essas províncias afegãs são vizinhas de dois países da Commonwealth of Independent States (CIS, organização que reúne 11 repúblicas ex-soviéticas, inclusive a Rússia) – o Uzbequistão e o Turcomenistão.

Simultaneamente, se observa que está em andamento um processo para militarizar os grupos internacionais de drogas concentrados na região.

Viktor Ivanov, chefe do Serviço Federal de Controle das Drogas da Federação Russa [orig. Federal Drug Control Service of the Russian Federation (FSKN)], diz:

Viktor Ivanov
Já se vê que estão surgindo grupos armados que, vários deles, são ramificações dos cartéis de drogas no norte do Afeganistão. Esses grupos têm suas próprias unidades de combate (...) No Afeganistão, já está em andamento a rápida militarização de grupos ligados ao tráfico. De modo geral, são bem armados. Têm armas leves, armamento portátil, granadas e lança-granadas, e usam regularmente essas armas. O orçamento de grupos ligados aos tráfico como esses é de cerca de 18 bilhões de dólares norte-americanos. É dinheiro que obtêm da produção da droga, e motivo pelo qual esses grupos converteram-se em fator importante em tudo que tenha a ver com a situação política, econômica e criminal dentro dos estados da Ásia Central.

Já há muitos anos, os EUA vêm usando o tráfico de drogas para manter sua Guerra Fria contra os estados pós-soviéticos, porque consideram que a droga seria elemento eficiente para minar o potencial humano dos exércitos adversários naquelas áreas.


Às vésperas de se retirarem do Afeganistão, as forças de ocupação da OTAN tratam de reforçar a produção de papoulas-ópio, por todos os meios possíveis. Assim, contam com empurrar o conflito para confrontos cada vez mais violentos, usando grupos armados das máfias da droga, que se concentram ao longo da fronteira sul da ex-URSS. Por isso, lá circulam hoje tantas armas e tantos grupos armados mantidos pelo tráfico, mas que se ocultam por trás de “bandeiras” islamistas e de slogans “jihadistas”...

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Fórmula falhada para guerra permanente - Império muda de pele, não de vícios


26/10/2012, Nick Turse, TomDispatch
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu


Olhados assim, parecem uma gangue de gigantes geriátricos. Em jeans, camisa esporte, abrigo de ginástica e esquisitas sapatilhas de hospital, caminham sobre e à volta do “mundo” [imagem acima], parando vez ou outra para coçar o queixo e considerar uma ou outra crise potencial. Entre eles vê-se o general Martin Dempsey, Chefe do Estado-maior dos Comandantes das Forças dos EUA, em camisa e calças esporte, sem medalhas ou condecorações à vista, braços cruzados, olhar fixo. Mantinha um pé plantado na Rússia, metade do outro sobre o Cazaquistão. E tudo isso, sem que o general tivesse de abandonar seus confortos em Virginia.

Martin Dempsey
Várias vezes esse ano, Dempsey, os demais comandantes militares e comandantes regionais em guerra reuniram-se na Base do Marine Corps em Quantico, e ali dedicam-se a futurísticos jogos-de-guerra e/ou seminários acadêmicos sobre as necessidades dos militares dos EUA em 2017. Há ali um mapa mundi gigante, maior que uma quadra de basquete, ali posto, no chão, para que os figurões do Pentágono possam andar, literalmente, sobre todo o planeta – desde que calcem aquelas sapatilhas, para evitar arranhar “o mundo” – enquanto pensam sobre “vulnerabilidades nacionais militares potenciais dos EUA em conflitos futuros” (como um dos participantes disse ao New York Times). A imagem daqueles generais, com o mundo sob o tacão de suas sapatilhas, é eloquente, para mostrar as ambições dos militares de Washington, a obsessão com intervenções pelo planeta e o desprezo por fronteiras e soberania nacionais (que não sejam dos EUA).

Um mundo muito maior que uma quadra de basquete

Nas últimas semanas, alguns dos frutos possíveis dos “seminários estratégicos” de Dempsey, missões militares bem longe das salas de Quantico, surgiram com insistência nos noticiários. Às vezes encobertos numa ou noutra matéria, às vezes nas manchetes, são fatos que atestam a tendência do Pentágono de ‘por um pé’ nos mais variados cantões do planeta.

Em setembro, por exemplo, o tenente-general Robert L. Caslen Jr., revelou [1] que, poucos meses depois de os militares dos EUA retirarem-se do Iraque, uma unidade das Forças de Operações Especiais já havia sido deslocada para lá, para missão de aconselhamento; e que já havia negociações em curso para enviar número maior de soldados para dar treinamento a forças iraquianas no futuro. No mesmo mês, o governo Obama conseguiu aprovação no Congresso para redirecionar fundos já previstos para ajuda ao Paquistão na guerra de contraterrorismo, para novo projeto semelhante, na Líbia. Segundo o New York Times, Forças de Operações Especiais dos EUA serão muito provavelmente deslocadas para constituir e treinar uma unidade de combate líbia, que enfrentará grupos de guerrilheiros islamistas – os quais se tornaram muito mais ativos e ameaçadores depois da revolução de 2011 auxiliada pelos EUA.

No início desse mês, o mesmo New York Times noticiou [2] que os militares norte-americanos haviam enviado secretamente uma nova força-tarefa para a Jordânia, para dar assistência a tropas locais na resposta à guerra civil na vizinha Síria. Dias depois, o mesmo jornal noticiou [3] que esforços recentes dos EUA para treinar e dar assistência a forças locais em Honduras, numa guerra às drogas, já estavam envolvidas, lá, numa espiral de denúncias de mortes de inocentes, violações de leis internacionais e suspeitas de abusos de direitos humanos por aliados hondurenhos.

Em seguida, o Times trouxe a notícia [4] sinistra, embora não surpreendente, segundo a qual o “exército local”, que os EUA haviam passado mais de uma década tentando construir no Afeganistão, segundo oficiais, “enfrentava tal quantidade de deserções, com número tão baixo de novos recrutas que, de fato, quase um terço do contingente muda anualmente”. Hoje, pipocam rumores sobre uma nova guerra “patrocinada” e mantida pelos EUA [5], dessa vez no norte do Mali [6], onde islamistas associados à al-Qaeda já controlam vastas porções de território – e mais uma consequência direta da intervenção norte-americana, ano passado, na Líbia.

E esses são só os fatos que chegam ao noticiário. Muitas outras ações dos EUA são mantidas rigorosamente abaixo do radar. Há várias semanas, por exemplo, soldados dos EUA foram deslocados [7] para o Burundi, para ações de treinamento nessa pequena nação, sitiada, desesperadamente pobre, do leste da África. E outro contingente de instrutores do Exército e da Força Aérea dos EUA tomaram o rumo de outra nação sitiada e desesperadamente pobre da África Ocidental, Burkina Faso, para treinar forças locais.

Em Camp Arifjan, base dos EUA no Kuwait, soldados norte-americanos e locais usam trajes especiais de proteção, em treinamento conjunto para guerra química, biológica, radiológica e nuclear. Na Guatemala, 200 Marines do Destacamento Martillo completaram missão de vários meses em que treinaram forças navais e polícias locais em técnicas para interceptar o tráfico de drogas.

Do outro lado do mundo, nas florestas tropicais impenetráveis das Filipinas, os Marines trabalham com tropas de elite locais em treinamento para guerra na selva e preparação de atiradores camuflados. Marines dos dois países saltam de aviões, 10 mil pés acima do arquipélago, num esforço para ampliar a “interoperabilidade” das respectivas forças. E no Timor Leste, no sudeste asiático, os Marines treinaram guardas de embaixada e policiais militares em “técnicas de submissão” (pressionamento de áreas corporais, chamadas “pontos de dor”) para “interrogatórios estimulados” e ações de guerra na selva, como parte da operação Exercise Crocodilo 2012.

A ideia que inspirou os “seminários estratégicos” de Dempsey foi planejar o futuro, saber como responder a “desenvolvimentos” em cantos remotos do planeta. Enquanto, no mundo real, as forças norte-americanas continuam a plantar alfinetes preventivos naquele mapa gigante – da África à Ásia, da América Latina ao Oriente Médio. Na superfície, o engajamento global, as missões de treinamento e as operações conjuntas até parecem racionais. E o mapa gigante de Dempsey, o planejamento planetário, parece modo adequado para pensar soluções para enfrentar ameaças que surjam contra a segurança nacional.

Mas quando se pensa em como o Pentágono realmente trabalha, esses jogos de guerra têm, sem dúvida, muito de absurdo. Afinal, as ameaças globais já chegam em todas as formas e tamanhos imagináveis, de movimentos islamistas marginais na África, à grande organização das gangues de drogas mexicanas. Nunca se vê exatamente como ameaçariam a “segurança nacional” dos EUA – por mais que sempre haja conselheiros da Casa Branca e generais a repetir que, sim, nos ameaçam e muito. E por mais que os generais estudem e analisem alternativas em seminários como o de Quantico, a única resposta “sensível” que se vê é sempre a mesma: mandar os Marines, ou os SEALs, ou os aviões-robôs, drones, ou algum simulacro de exército “treinado” localmente. Verdade é que ninguém precisa passar dias e dias saltitando sobre mapas gigantes, em sapatilhas, para ver o que todos veem e fazer o que aqueles generais sempre fazem.

Drone
De um ou de outro modo, os militares dos EUA já estão atualmente envolvidos [8] com a maioria das nações da Terra. Soldados, commandos, instrutores, construtores de bases, “pilotos de joysticks” comandando aviões-robôs mortais, os drones, espiões e vendedores de armas, além de gangues armadas alugadas e empresários, já são vistos em praticamente qualquer ponto do planeta. O sol nunca se põe sobre a cabeça de soldados dos EUA metidos em “operações”, treinando outros soldados, armando gangues locais, treinando mercenários de todos os tipos, vendendo armas e equipamentos de guerra, inventando novas “táticas” e aprimorando artes marciais em geral. Os EUA mantêm submarinos que vasculham as profundezas e aviões que transportam soldados, pelos céus e pelos mares, aviões-robôs em voo eterno, sem nunca ou quase nunca pousarem, e aviões tripulados que patrulham todo o céu; e ainda acima deles, também circulam satélites espiões, que espionam igualmente amigos e inimigos.

Desde 2001, os militares norte-americanos lançam mão de tudo que encontraram em seus arsenais, só falta usarem as bombas atômicas, além de incontáveis bilhões de dólares em armas, tecnologia, suborno, corrupção, tudo, contra conjunto espantosamente fraco de inimigos: grupos de guerrilheiros relativamente pequenos e sempre maltrapilhos e mal armados em nações pobres, como o Iraque, o Afeganistão, a Somália, o Iêmen –, e, até agora, sem derrotar um grupo de resistentes, que fosse. Com dinheiro sem fim e armamento de ponta, com saberes e talento de instrutores planetários, além do devastador poder de destruição com que contam, os militares norte-americanos, hoje, deveriam já ser senhores incontestes do mundo. Teriam de já dominar o planeta, exatamente como os sonhos enlouquecidos dos primeiros anos Bush garantiam.

A guerrilha esfarrapada dos Talibãs
Contudo, depois de mais de uma década de guerra, ainda não dominaram nem a esfarrapada guerrilha de resistência afegã, que não conta, sequer, com significativo apoio popular. Treinaram soldados afegãos, conhecidos há muito tempo pelo desinteresse e baixo desempenho – até que, afinal, os soldados afegãos passaram a tomar como alvos os próprios instrutores norte-americanos. Passaram anos e incontáveis dezenas de milhões de dólares supridos pelos contribuintes norte-americanos caçando clérigos e crentes fundamentalistas, inumeráveis “comandantes” de gangues terroristas e legiões de militantes sem nome aliados à al-Qaeda, sempre em locais os mais inóspitos do mundo. E, em vez de já ter dizimado aquela organização e seus muitos braços, a al-Qaeda cresceu e, hoje, já chega a regiões onde, antes, jamais chegara.

Simultaneamente, conseguiram apresentar forças regionais muito fracas, como a al-Shabaab da Somália, como se fossem ameaças transnacionais; em seguida passaram a consumir-se na tentativa de erradicá-las, e sempre fracassam. Consumiram milhões de dólares em pessoal, equipamento, ajuda e, recentemente, até soldados, na tarefa de erradicar grupos de traficantes de baixo poder ofensivo (tanto quanto, também, no combate dos cartéis gigantes) sem que, até agora, tenham sequer reduzido o fluxo de drogas que continua a chegar aos centros e às periferias das cidades norte-americanas.

Consumiram bilhões em inteligência, só para, repetidamente, viverem em contexto de inteligência nenhuma, ou inteligência insuficiente e no escuro. Destruíram o regime de um ditador no Iraque e ocuparam o país, só para terem, hoje, de ainda enfrentar guerrilheiros mal armados, mal equipados, e sem contar sequer com o apoio dos aliados que ajudaram a impor no Iraque, os quais, sem cerimônia, afastam-se dos EUA (embora, vez ou outra, deem sinal de interesse em reatar as velhas solidariedades). Gastaram inenarráveis milhões de dólares para treinar e equipar equipes de elite dos SEALs da Marinha, para por os mesmos SEALs em luta contra adversários pobres, mal treinados e mal armados como, hoje, os piratas da Somália.

Como nunca mudar, num mundo em mudança

E tudo isso é só metade da história.

Os militares dos EUA devoram montanhas de dinheiro e pouco oferecem como retorno, em termos de vitórias. O pessoal talvez seja o mais talentoso e mais bem treinado do planeta, com as armas e a tecnologia mais sofisticada que se produz. Em termos de orçamento de defesa, os EUA superam [9] de longe a soma dos gastos das nove maiores nações do planeta (várias das quais, além do mais, são aliadas dos EUA), como superam também, em muito, todos os inimigos, como os Talibã, a al-Shabaab, ou a al-Qaeda na Península Arábica. Pois parece que, no mundo real das guerras reais, tudo que os EUA ostentam serve para notavelmente pouco.

Donald Rumsfeld
Num governo carregado de agências rotineiramente marcadas pela corrupção e pela ineficiência, e sem conseguir produzir resultados significativos, o resultado parece invencível, só, em termos de desperdício [10] e insuperável abjeto fracasso [11], por menos que Washington dê qualquer sinal de preocupação ante esse quadro. Há mais de uma década, os militares norte-americanos mudam-se de uma doutrina fracassada, para outra doutrina fracassada. Houve os “militares leves” de Donald Rumsfeld, depois o que se pode chamar de “militares pesados” (embora não tenham tido nome), que foram substituídos pelas “operações de contrainsurgência” do general David Petraeus (também conhecidas pela sigla COIN). E essas, por sua vez, foram substituídas pela aposta que faz o governo Obama, para futuros grandes triunfos militares: as “pegadas leves” [12], combinação de operações especiais, muitos drones, espiões, soldados civis, ciberguerra e associação com guerrilheiros locais. Fato é que, seja qual for o método adotado, uma coisa sempre se repete: sucesso nenhum, muitos fracassos, o nome do jogo é frustração e a vitória, essa, perdida, sumida, “desaparecida em combate”.

Porém, convencidos de que a chave do sucesso é encontrar a fórmula certa [13] para usar globalmente sua força total, os militares norte-americanos atualmente investem num novo plano de seis pontos. Amanhã inventarão outro mix de mais guerra. Em algum ponto futuro, com certeza tentarão a mão com arma mais pesada. E, se a história tem algo a ensinar, deve-se esperar o ressurgimento do conceito de luta de contraguerrilha – conceito que já levou ao fracasso dos EUA no Vietnã, foi ressuscitado e novamente fracassou no Afeganistão e que, ninguém duvide, logo voltará à moda.

Falta aí, como deveria ser óbvio para todos, observar uma curva de aprendizagem. Solução para os fracassos bélicos dos EUA tem de começar por uma reavaliação do poder militar belicista – reavaliação que absolutamente não aparece na pauta de ninguém, em Washington, no momento. Será preciso mais do que um fim de semana de generais aos pulinhos, de sapatilhas macias, sobre mapa gigante.

Os políticos norte-americanos nunca se cansam de exaltar as virtudes dos militares norte-americanos, hoje saudados, rotineiramente [14] como “a melhor força combatente da história do mundo”. É expressão quase grotesca, se se observam os fatos. Além do triunfo sobre uma minúscula ilha do Caribe, Granada, e no Panamá, o currículo dos militares norte-americanos desde a 2ª Guerra Mundial é uma litania [15] de desapontamentos: impasse na Coreia, descomunal derrota no Vietnã, fracassos no Laos e Camboja, débâcles no Líbano e na Somália, duas guerras contra o Iraque (nenhuma vitória), mais de uma década de atolamento no Afeganistão. E há mais.

Parece haver em ação aí algo semelhante à lei dos lucros cessantes. Quanto mais tempo, mais esforço, mais dinheiro do Tesouro dos EUA investido nos militares e em aventureirismo militarista, menor o retorno. Nesse contexto, o impressionante poder de destruição dos militares pode não alterar uma vírgula, se continua aplicado a tarefas para as quais os militares sempre existiram, mas as quais, ao que parece, já não sabem ou já não podem cumprir.

Talvez já nenhum sucesso militar seja possível, sejam quais forem as circunstâncias, no mundo do século 21; a vitória talvez já nem seja opção a considerar. Em vez de tentar e tentar e tentar encontrar a fórmula perfeita, ou de, talvez, reinventarem a guerra, é possível que os militares norte-americanos tenham, hoje, de se reinventar eles mesmos e sua raison d’être, para, talvez, romperem seu longo ciclo de fracassos.

Mas que ninguém conte com isso.

Em vez disso, esperem que os políticos em Washington continuem a elogiar, o Congresso continue a garantir dinheiro em níveis inimagináveis, os presidentes continuem a tentar resolver à força problemas complexos de geopolítica (mesmo que de modos ligeiramente diferentes), os vendedores de armas continuem a dizer maravilhas de seus produtos que, de fato, não passem de monstruosidades, e o Pentágono continue sem vitórias.

Ante a mais recente série de fracassos, os militares dos EUA mergulharam de cabeça em outro “período transicional” – chame de “a face mutante do império”. Mas que ninguém espere mudança nas armas, nas táticas, na estratégia, nem ninguém espere, sequer, mudança de doutrina que leve a melhores resultados. Como diz o ditado, quanto mais essas coisas mudam, mais fica tudo na mesma.



Notas de rodapé
[1] 24/9/2012, New York Times, Tim Arango em: Syrian War’s Spillover Threatens a Fragile Iraq.
[3] 12/10/2012, New York Times,  DAMIEN CAVE e GINGER THOMPSON em: “U.S. Rethinks a Drug War After Deaths in Honduras
[4] 15/10/2012, New York Times, ROD NORDLAND em: Afghan Army’s Turnover Threatens U.S. Strategy.
[5]  17/10/2012, The Guardian, Simon Allison (Daily Maverick, parte do Guardian Africa Network) em: Military intervention in Mali: a dangerous idea with too much support
[6] 14/10/2012, Krista Larson (AP), Navy Times em: Talk of military intervention in N. Mali grows.
[7] 15/10/2012, New York Times, Eric Schmitt em: U.S. to Help Create an Elite Libyan Force to Combat Islamic Extremists.
[8] 18/9/2012, Tom Dispatch, Nick Turse em: Tomgram: Nick Turse, How Washington Creates Global Instability”.
[9] 16/3/2012, AOL Defense, Winslow Wheeler em: The Military Imbalance: How The U.S. Outspends The World.
[10] 22/10/2009, Tom Dispatch, Nick Turse em: Tomgram: Nick Turse, What the U.S. Military Can’t Do.
[11] 1/2/2010, The American Conservative, Andrew J. Bacevic em: No Exit.
[12] 14/6/2012, Tom Dispatch, Nick Turse em: Tomgram: Nick Turse, The Changing Face of Empire.
[13] Idem item [12]
[15] Idem item [10]

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Cortina de Fumaça – Um debate sobre drogas

Cortina de Fumaça - Trailer Oficial


Cortina de Fumaça 1/6

Cortina de Fumaça 2/6

Cortina de Fumaça 3/6

Cortina de Fumaça 4/6

Cortina de Fumaça 5/6

Cortina de Fumaça 6/6

Filme e debate no CIRCO VOADOR
QUINTA, dia 02 de Junho 2011
Abertura dos portões: 18:00h

ENTRADA FRANCA
Envie seu nome para Cortina de Fumaça - Entradas

Classificação: 18 anos (12 a 17 anos somente acompanhados dos pais).
Rua dos Arcos, S/N - Lapa - Rio de Janeiro - RJ - Brasil - 55 (21) 2533-0354

O Circo Voador, em parceria com a organização *B.O.C.A* (Brigada Organizada da Cultura Ativista) e o movimento *Coletivo Projects*, abre suas portas para o grande público assistir um filme essencial e debater sobre a atual política de drogas, no Brasil e no mundo. Um evento inédito e multicultural!

Bate-papo após a projeção com Marcelo Yuka, Orlando Zaccone, Pedro Abramovay, João Menezes e Carlos Minc.
O som fica a cargo do DJ Flict, que produziu a trilha sonora do filme.

Programação:
19h: Exibição do filme CORTINA DE FUMAÇA com a presença do diretor Rodrigo Mac Niven

20h30: Marcelo Yuka comanda BATE-PAPO com:

  • Orlando Zaccone: Delegado de Policia Civil RJ
  • Pedro Abramovay: Professor FGV Direito Rio
  • João Menezes: Neurocientista e professor da UFRJ
  • Carlos Minc: Deputado Estadual RJ

22h: DJ/Produtor FLICT: chill-out

Enviado por Carlos Moreira e Marianna MacNiven

domingo, 5 de dezembro de 2010

JOBIM GO HOME - A TAL “LIBERDADE DE EXPRESSÃO...”

Laerte Braga

Segundo os “sérios” e “responsáveis” veículos de comunicação do grupo GLOBO o traficante Fernandinho Beira-Mar teria sugerido aos seus comandados no Rio que seja feito um acordo com as milícias para dificultar a ação policial contra o crime.

Beira-Mar tem o controle da maioria das ações da Polícia Militar do Rio de Janeiro, igualmente da Polícia Civil, chefia o grupo aparentemente mais poderoso do varejo do tráfico e Anthony Garotinho é um dos inspiradores – e comandante – das milícias.

Beira-Mar mexe com drogas e as milícias cobram proteção de comerciantes e moradores nas respectivas áreas onde atuam, para evitar assaltos, estupros, etc., quem não paga está fora do leque de “benefícios” do grupo.

Anos atrás, quando Beira-Mar foi preso no Colômbia, o JORNAL NACIONAL viveu um período de histeria absoluta (estudada e transmitida) para carimbar a opinião pública que o traficante estava aliado às FARCs (exército rebelde) contra o governo “democrático” de Álvaro Uribe.

No sábado, 4 de dezembro, vários veículos do grupo GLOBO divulgaram a suposta proposta de Beira-Mar para um acordo com as milícias e lá está que Beira-Mar foi preso na Colômbia, onde vivia, em 2001, Beira-Mar foi preso em Vichada na Colômbia, onde contava com a proteção dos paramilitares”.

Mentira tem pernas curtas, no caso, nove anos, mas Beira-Mar não tinha e nunca teve nada com as FARCs. A criminalização do movimento rebelde foi ordem de Washington seguida fielmente pelas empresas laranja dos interesses norte-americanos no Brasil, a GLOBO à frente, falo do setor de comunicação.

A suposta “ajuda militar para combater o tráfico de drogas” é um Cavalo de Tróia para a pura e simples ocupação de diversos países alvos, o Brasil é um dos principais e sua conseqüente submissão aos EUA.

No caso do Brasil o Cavalo de Tróia é Nélson Jobim, agente norte-americano disfarçado de brasileiro e Ministro da Defesa confirmado por Dilma Rousseff.

Mas vai daí, que como dizia Sérgio Porto, “vida que segue”, um programa da GLOBONEWS (canal fechado da GLOBO voltado para iludir a classe média e adjacências), no mesmo sábado, quatro de dezembro, 23 horas, junta “especialistas para afirmar que os documentos secretos e não desmentidos pelo governo dos EUA revelados pelo site WikiLeaks prejudicam a “privacidade” das pessoas e coloca em risco “a vida das pessoas”, afirmações que serviram de base para que, no desenrolar a tal “liberdade de expressão”, vire privilégio de empresas como a GLOBO, “sérias”, que só falam a “verdade”, etc, etc..

No resto, a velha censura, como o grupo GLOBO apoiou à época da ditadura militar. O programa foi apresentado pelo “jornalista” William Waack, que, na verdade, nem procura dissimular o caráter de agente estrangeiro, o nome já diz tudo.

Um dos “especialistas” fez parte do governo de FHC.

Os “danos” causados pelos documentos divulgados pelo WikiLeaks revelam que norte-americanos (não é uma nação mais, mas um conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A) são responsáveis por prisões ilegais, tortura, estupros, seqüestros, saques, golpes de estado (há um documento do embaixador dos EUA em Honduras falando explicitamente em golpe contra Zelaya) e é esse tipo de “liberdade de expressão” que a GLOBO, como um todo defende e Jobim é um dos principais porta-vozes.

Mais fácil que negar os fatos, que são inegáveis, é forjar uma acusação de “crime sexual” contra o fundador do site e calar a boca da mídia privada venal e corrupta, caso explícito do grupo GLOBO, FOLHA DE SÃO PAULO, VEJA, etc. Os documentos, mais de 200 mil, afinal, são todos chancelados por timbres, carimbos, assinaturas, essas baboseiras burocráticas.

A propósito, todos esses fatos nos levam a uma pergunta simples, mas antes vejamos: num dos filmes do agente James Bond, aquele que suporta tudo e vence tudo, há uma transformação de um norte-coreano num branco ocidental, europeu, a partir de uma clínica especializada em Havana. Bond consegue identificar tudo, enquanto o filme vai mostrando as “mazelas” dos “inimigos”.

E a pergunta é simples. Será que Obama é o mesmo da campanha eleitoral em que derrotou McCain ou não terão forjado um branco com pele negra e colocado em seu lugar na Casa Branca? Forjado numa dessas clínicas mundo afora?

Nem Hillary agüenta mais, já disse que terminado esse mandato cai fora, sai da vida pública. Sentiu o drama de um difícil segundo mandato.

Outro tipo de especialista afirma que, aliás, vários, esses a partir de dados reais, que o tráfico de drogas movimenta cerca de 400 bilhões de dólares por ano em bancos internacionais e que no momento agudo da crise econômica esse dinheiro foi fundamental para evitar algumas falências. Com certeza muitos dos grandes do tráfico, Beira-Mar é segundo escalão, viraram comendadores com direito a medalhas e diplomas na parede.

Um dos bancos que tem que explicar algumas coisas é o ITAÚ, dito brasileiro, que pegou 10 bilhões de dólares “emprestados” no FED (BANCO CENTRAL DOS EUA). Para uma operação desse vulto é preciso muito “prestígio” junto aos norte-americanos, o Banco Central deles é privatizado, um dos principais acionistas do conglomerado terrorista EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A e uma quantia dessas, negócio desse porte, no mínimo, é para evitar que o império “ITAÚ e você” desmorone.

O Cavalo de Tróia, Nélson Jobim, quer o MOSSAD (organização terrorista que chamam de serviço secreto de Israel) “ajudando” o Brasil na segurança da Copa do Mundo de 2014.

Num momento de contenção de gastos, perspectivas de negócios mais difíceis, seria melhor votar uma lei no Congresso acabando com as forças armadas, as polícias (civil e militar) e entregar tudo ao MOSSAD, ficaria mais barato, com certeza.

Terceirizar, moda tucana nascida em Wall Street.

Se por aqui, um País desse tamanho, com generais sempre a se ufanarem de defensores da liberdade, ordem, democracia, etc., precisa do MOSSAD para a segurança da Copa do Mundo, olha, o negócio está pior que pensávamos.

O jornal israelense MAARIV, editado em Jerusalém, afirma que “Israel deve assinar com o Brasil, em breve, vários acordos para fornecer tecnologia de segurança e produtos militares com vistas aos jogos de 2016 e a Copa de 2014”. O acordo segundo o jornal seria assinado pelo ministro da Defesa deles, Ehud Barak, “incluiria aviões e aeronaves de vigilância não tripulados, cercas eletrônicas e muito mais”. O ministro da Defesa daqui, o norte-americano Nélson Jobim, assinaria pelo Brasil.  

Se IMBEL e ENGESA não tivessem sido sucateadas e a EMBRAER privatizada seríamos hoje detentores de tecnologia de ponta no setor.

Em breve muros por todos os cantos à semelhança do que separa o México dos EUA, palestinos de suas terras roubadas por Israel e williamswaaks tentando desqualificar os documentos secretos do WikiLeaks e notícias divulgadas na rede mundial de computadores, onde existem setores livres da influência dos EUA e não compráveis como a mídia privada brasileira.

Como afirma um professor mineiro de nascimento, ora ensinando em Pernambuco, amigo meu de longa data:

“Sempre que se fala em terrorismo, me lembro de um gibi que lia quando criança: a série "Secret Wars" da Marvel, em que todos os heróis da marca foram colocados num planeta para guerrearem entre si etc.

Eis que em certa altura da batalha, o Capitão América (o Tio Sam vomitou num cara, daí a fantasia deste herói), comentando um ataque “terrorista” de Magneto (este havia explodido um submarino nuclear), disse: “propósitos nobres não são desculpa para terrorismo”.

Ao que Wolverine rebateu: “Terrorismo é apenas do que o exército maior chama o exército menor!”

Está num gibi esta definição de terrorismo. Nunca conheci uma melhor”.


JOBIM GO HOME!