quinta-feira, 25 de julho de 2013
Soberania e sobrevivência
sábado, 6 de agosto de 2011
Um roubo de 16 trilhões de dólares (US)
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| Atílio A. Borón |
Morgan Stanley: $2.04 milhões de milhões ($2.040.000.000.000)
Merrill Lynch: $1.949 milhões de milhões ($1.949.000.000.000)
Bank of America: $1.344 milhões de milhões ($1.344.000.000.000)
Barclays PLC (Reino Unidos): $868 mil milhões ($868.000.000.000)
Bear Sterns: $853 mil milhões ($853.000.000.000)
Goldman Sachs: $814 mil milhões ($814.000.000.000)
Royal Bank of Scotland (UK): $541 mil milhões ($541.000.000.000)
JP Morgan Chase: $391 mil milhões ($391.000.000.000)
Deutsche Bank (Germany): $354 mil milhões ($354.000.000.000)
UBS (Suíça): $287 mil milhões ($287.000.000.000)
Credit Suisse (Suíça): $262 mil milhões ($262.000.000.000)
Lehman Brothers: $183 mil milhões ($183.000.000.000)
Bank of Scotland (Reino Unido): $181 mil milhões ($181.000.000.000)
BNP Paribas (França): $175 mil milhões ($175.000.000.000)
Wells Fargo & Co. $159 mil milhões ($159.000.000.000)
Dexia SA (Bélgica) $159 mil milhões ($159.000.000.000)
Wachovia Corporation $142 mil milhões ($142.000.000.000)
Dresdner Bank AG (Alemanha) $135 mil milhões ($135.000.000.000)
Societé Generale SA (França) $124 mil milhões ($124.000.000.000)
Todos os demais: $2,6 milhões de milhões ($ 2.639.000.000.000)
domingo, 26 de junho de 2011
Lavando cérebros de um modo polido e profissional
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| John Pilger |
O supremo administrador profissional é Bob Diamond, o presidente do Barclays Bank em Londres, que em Março obteve um bônus de £6,5 milhões. Mas de 200 administradores do Barclays levaram para casa £554 milhões no ano passado. Em Janeiro, Diamond disse no comitê do Tesouro do parlamento britânico que “o temor do remorso está ultrapassado”. Ele referia-se ao £1 milhão de milhões (trillion) de dinheiro público entregue sem condições a bancos corrompidos por um governo trabalhista cujo líder, Gordon Brown, descreveu tais “financeiros” como a sua “inspiração” pessoal. segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Déficits de Destruição Maciça
Por Christopher Hayes, The Nation
Se prestou atenção a esta última década, não ficará surpreendido por saber que as elites políticas nacionais estão a caminho de uma discussão destrutiva, arcaica e desarticulada sobre o futuro da nação. Mas mesmo para o baixos padrões do sistema de Washington, o crescente pânico da dívida governamental é chocante.
Primeiro, os fatos. Quase todo o déficit deste ano e aquele projetado a curto e médio prazos são o resultado de três coisas: a guerras do Afeganistão e do Iraque; os cortes nos impostos na era Bush e a recessão. A solução para a nossa situação fiscal é: terminar as guerras, permitir que os cortes fiscais expirem, e restaurar um crescimento robusto. O nosso déficit estrutural a longo prazo requer um controle da inflação no sistema de saúde, como o que sistema de pagamento único faz.
Contudo, agora enfrentamos uma crise de desemprego que ameaça lançar-nos num longo e feio período de baixo crescimento, uma espécie de década perdida que causará uma miséria tremenda degradando o capital humano do país, minando uma geração de jovens trabalhadores e esburacando a conta do governo no banco. A melhor hipótese que temos de nos livrar deste cenário é mais investimento público para tornar a economia saudável. Esta pode estar viva, mas não significa que esteja em boas condições. Existe uma razão para continuarmos a tomar antibióticos mesmo quando já nos sentimos melhor.
No entanto, os tambores dos histéricos do déficit, abafados pelo seu pânico moralista, crescem a cada dia. A julgar pelo horário e pelos vídeos online, o Festival Aspen Ideas deste ano foi uma orgia ao ar livre de queixas anti déficit. O festival deu uma boa perspectiva das preocupações das elites e o fato de seu fórum de abertura contar com a presença de Niall Ferguson, Mort Zuckerman e David Gergen não é bom sinal. Também não augura nada de bom o painel designar-se “Emergência Fiscal Eminente dos EUA: como equilibrar as contas.” Esta atitude não se resume nos críticos. Os dirigentes da comissão fiscal da administração Obama designaram o déficit projetado de “cancer”.
A histeria chegou a tal ponto que os senadores republicanos (juntamente com o senador Democrata, Ben Nelson) impediram uma extensão do subsídio de desemprego porque não seria compensada por cortes na despesa. Reparem que o custo da extensão para pessoas suficientemente azaradas para serem apanhadas na pior recessão desde há 30 anos era de 35 bilhões de dólares. A lei aumentaria a dívida em 0,3%.
Isto parece tudo sinistramente familiar. A conversa – se é que se pode chamar isso – sobre déficits faz lembrar a conversa sobre a preparação da invasão do Iraque. De um dia para o outro, o que era antes aceitável para o sistema – Saddam Hussein – tornou-se inaceitável, uma crise tão urgente como esta que “pessoas sérias” foram convocadas para darem as suas ideias sobre como lidar com a situação. Uma vez que o ônus da prova mudou daqueles que favoreciam a guerra para aqueles que se opunham a ela, o debate perdeu-se.
Estamos na mesma posição no que respeita à dívida. Entre uma taxa oficial de 9,5% de desemprego e uma contração global, não deveríamos falar de déficits a curto prazo. Contudo, nestes dias, entrar para o clube dos “sérios” significa não um plano para reduzir o desemprego, mas um plano para lidar com o ataque invísivel, imaterializado e internacional ao dólar por parte dos especuladores.
Talvez o aspecto mais notável da defesa da Guerra do Iraque foi o seu falso pretexto. Nunca foi acerca da armas de destruição maciça (ADM) como admitiu Paul Wolfowitz. As ADM foram “aquilo com que toda a gente concordava.” O mesmo acontece com o déficits. Os conservadores e os neoliberais não se importam realmente com os déficits; importam-se com a austeridade, com extirpar o Estado Previdência e redistribuir a riqueza para os de cima. É esse o objectivo. Déficits são apenas um denominador comum, as ADM desta crise artificial. O senador John Kyl do Arizona, numa entrevista à Fox, admitiu exatamente isto. Todos os novos aumentos nos gastos têm de ser contrabalançados, disse ele, mas “nunca se deve ter de contrabalançar o custo da decisão de cortar os impostos para os Americanos.” Aqui está.
Lembrem-se que a Guerra do Iraque poderia ter sido evitada se mais congressistas democratas se tivessem oposto a ela. Em vez disso, muitos dos que sabiam que toda a empresa era um desastre colossal, cederam perante à pressão da direita e dos falcões. Esse erro está sendo repetido. Apesar do reconhecimento por parte dos economistas da Casa Branca da necessidade de estímulos perante o alto desemprego, o New York Times noticiou que os estrategistas políticos, David Axelrod e Rahm Emanuel, decidiram que o público não tem inclinação para o aumento da despesa. “O meu trabalho é relatar qual é a opinião pública,” explicou Axelrod. Posteriormente, surgiu no programa da ABC, This Week, com uma bandeira branca dizendo que o presidente continuaria a pressionar para uma extensão do subsídio de desemprego. Todavia, omitiu a ajuda aos governos estatais que estavam originalmente incluídos na carta presidencial de Junho ao Congresso pedindo um novo pacote de estímulos.
No entanto, ainda há esperança: o público não está tão obcecado com o déficit como os de Washington. De acordo com a sondagem USA Today/Gallup, 60% dos americanos apoiam “gastos públicos adicionais para criar emprego e estimular a economia”, e 38% opõem-se. A sondagem Hart Research Associates publicada em Junho mostrou que dois terços dos cidadãos estão a favor da continuidade das prestações aos desempregados. Há pouco apetite pela “reforma das pensões”, mais conhecida como “cortes na Segurança Social”.
A lição da Guerra do Iraque é que a longo prazo, boa política e boas políticas não podem ser separadas. Se a Casa Branca está tentada a apoiar más políticas no curto prazo porque lhe parece ser menos arriscado politicamente, deveria telefonar a Kerry e perguntar-lhe como é que foi para ele na época da invasão Iraque.
Julho de 2010
Tradução de Sofia Gomes
Artigo original Esquerda.net







