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sábado, 4 de abril de 2015

Governo grego quer pôr fim à “anarquia” entre os canais de TV e está cobrando pagamento de 40 milhões de euros, de impostos atrasados

3/4/2015, Keep Talking Greece, Atenas
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

A mídia-empresa na Grécia


Os ventos de mudança (SYRIZA e seus eleitores) estão finalmente mudando o modo como as coisas costumavam ser feitas na Grécia. Redes de TV e outras empresas de mídia de massa têm de respeitar todas as leis de licenciamento e pagar imediatamente o que devem ao estado. A readmissão dos funcionários demitidos da ERT, organização estatal de comunicação de massa, e a reorganização da mesma ERT é muito bem-vindo primeiro passo. O fechamento daERT foi erro crasso de interferência privada em interesses do estado grego, pelo partido da “Nova Democracia”, exclusivamente porque a ERT recusou-se a fazer jornalismo “faixa branca”, de repetição de tudo que o líder de um dos partidos diga ou pense, no caso do partido de Samaras, que vivia de repetir a cantoria a favor da Troika e do 1%.
É preciso fazer mudanças radicais na indústria de mídia de massas, principalmente na legislação de propriedade das redes e das influências cruzadas entre as redes e dentro da cada TV, rede de rádio, e as redes de interesses dos barões da mídia-empresa privada. Claramente, essas são as forças que trabalham diariamente, sempre em nome dos interesses da Troika, e contra o voto da maioria do povo grego.
[Ellis says, 3/4/2015, nos “Comentários”, na mesma página]


Syriza e Alexis Tsipras
Depois de 26 anos de “anarquia” na paisagem das frequências de rádio e televisão e dos muitos “furos” na legislação existente, o novo governo grego inaugura o novo grande capítulo do uso legal de concessões de TV e rádio para comunicação pública na Grécia.

Na primeira fase de sua ação, o governo do SYRIZA está cobrando dívida existente de 40 milhões de euros, de impostos não pagos ao longo dos últimos quatro anos. Como segunda fase, virá um novo processo organizado de concorrência para distribuição das licenças para transmissão.

Essas iniciativas sem dúvida desencadearão uma guerra entre o governo e as maiores mídia-empresas, quase todas terrivelmente endividadas em bancos. E as relações entre o SYRIZA e os principais acionistas dos maiores veículos das mídia-empresas dominantes absolutamente nunca foram de muita simpatia mútua...

Na 3ª-feira (31/3/2015), o Ministro de Estado responsável pelas mídia-empresas, Nikos Pappas, publicou uma lista das dívidas de canais pagos e abertos de TV, de impostos devidos pelo uso das frequências (equivalente, por contrato, a 2% dos lucros das empresas).

●– 24 milhões de euros correspondem às dívidas de nove canais nacionais de televisão: ANTENNA, MEGA, STAR, ALPHA, SKAI, MAKEDONIA TV, CITY NEWS, CHANNEL 9, 902 LEFT (que pertenceu ao Partido Comunista, KKE).

●– 16 milhões de euros, são dívidas dos dois canais pagos de TV (OTE TV, Forthnet).

●– Os demais canais menores devem menos.

Os impostos deixaram de ser cobrados/pagos em 2011.

Nikos Pappas
Mas os canais de mídia empresa não dão sinais de querer pagar o que devem:

As redes entendem que nada têm a pagar, porque os partidos políticos, nos últimos anos, têm-se aproveitado de uma lei de 2002 que os autoriza a divulgar spots de propaganda eleitoral por televisão, sem nada pagar.[1]Significa que os impostos devidos foram cancelados por esse uso de tempo gratuito nas redes nacionais.

E então? Tivemos eleições em 2011, 2012, 2013 e 2014? E os canais gregos de TV costumavam pagar regularmente seus impostos nos anos entre 2002-2010? Por acaso tinham o bom hábito de pagar impostos antes de 2002?

Não sei e estou ocupado demais para pesquisar esse assunto. Mas, seja como for, alguns gregos estão vendo nessas iniciativas do partido SYRIZA um bem-vindo primeiro passo para pôr fim à mancebia entre interesses comerciais das mídia-empresas e interesses eleitoreiros (quando não também comerciais) dos legisladores que legislam sobre “mídia” e sobre “empresas”.

Alguns canais de TV já dizem ao governo que qualquer alteração no processo de distribuição das frequências fará aumentar o desemprego.
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Nota  dos tradutores

[1] Se alguém pensou “no Brasil também é assim”, esqueça. No Brasil é muito pior: na Grécia o golpe “midiático” é dado SEM lei; no Brasil, o golpe “midiático” é dado POR lei. O chamado horário “gratuito” de propaganda partidária no Brasil absolutamente NADA tem de gratuito, e o golpe já é legal desde 1995: A Lei nº 9.096/1995 estabelece que:

(...) as emissoras de rádio e televisão terão direito à compensação fiscal pela cedência do horário gratuito previsto nesta lei.


A mesma disposição, em idêntica redação, foi posteriormente reiterada pelo art. 99 da Lei nº 9.504/1997 (Lei Eleitoral). Dados da Receita Federal, relativos às eleições de 2010, revelam que a compensação fiscal dada às emissoras pela transmissão da propaganda eleitoral impôs aos cofres públicos um corte de R$ 850 milhões” (mais sobre isso em: Quem paga a conta do horário eleitoral  gratuito” e em Horário eleitoral gratuito é pago e sem transparência).

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Como se constrói a encenação de “protestos” anti-governo na Venezuela

Galeria de fotos

16/2/2014, Dawgs Blog, Global Research
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Manifestantes anti-governo jogam pedras (Venezuela em 12/2/2014)

A política polarizada da Venezuela está outra vez nos veículos da imprensa-empresa, com manifestações pró (primeira foto abaixo) e antigoverno, com, até agora, quatro mortos: um apoiador do governo; um manifestante da oposição; um policial; e um morto cuja origem não está determinada.

Manifestação pró-governo em 14/2/2014
Mas a imprensa está noticiando como se TUDO fosse “prova” da repressão por forças do governo.

Praticamente TODAS as imagens que estão sendo exibidas são imagens repetidas, de outros “eventos”. A atual “crise” está sendo integralmente inventada pelo “jornalismo”.

Não há quem não lembre as manifestações/contramanifestações no Palácio Miraflores em 2002, no início do golpe, que teve vida curta, contra Hugo Chávez.

Houve 19 mortos, naquele dia. Sete deles estavam na manifestação pró-Chávez; sete na manifestação anti-Chávez; e cinco eram passantes. Houve também no total 69 feridos, naquele dia. 38 na manifestação pró-Chávez, 17 na manifestação da oposição, e 14 eram repórteres ou passantes.

TODOS esses mortos e feridos foram apresentados como vítimas de Chávez – pela oposição e por quase a totalidade dos veículos da imprensa-empresa internacional. Como se Chávez tivesse ordenado aos militares e a militantes pró-Chavez que atirassem contra os comícios da oposição. Como se vê acontecer novamente hoje, a única coisa que se prova é que, então, o lado do governo é campeão de errar o alvo.

No que tenha a ver com a Venezuela, a imprensa-empresa internacional sequer se dá ao trabalho de fingir alguma “objetividade”.

A Venezuela é ameaça direta e declarada contra a ordem hegemônica, caracterizada hoje por estados latino-americanos domesticados, ditaduras emergentes apoiadas pelos EUA os quais, todos, aceitam como bons meninos e boas meninas as políticas econômicas neoliberais.

Com petróleo suficiente para poder dizer “não” a tudo isso, a Venezuela criou sua própria parceria contra-hegemônica, a ALBA-TCP. E domesticamente, enquanto só se ouve falar de racionamento de papel higiênico e inflação, estão acontecendo avanços substanciais em várias frentes, já há vários anos – a pobreza continua a diminuir, há avanços notáveis na educação, na redução da mortalidade infantil, e veem-se passos rápidos na direção da igualdade de gênero, saúde materna e infantil, e proteção ao meio ambiente.

Ninguém lerá palavra sobre isso, na imprensa-empresa estrangeira que opera na Venezuela.

Só se ouve falar e lê-se sobre os sofrimentos da oposição. Imagens horríveis são diariamente repetidas em centenas de veículos, pelo Twitter, não raras vezes repetidas também em veículos considerados mais “sérios”, como a CNN (só rindo [Nrc]).

Aqui se veem alguns policiais brutais, com belos chapéus e colarinho de pele, provavelmente para se proteger do frio de 30ºC de Caracas. 



E policiais búlgaros (provavelmente em visita a Caracas). 

(clique na imagem para aumentar)

E uma baixa:

(clique na imagem para aumentar)
Mas a vítima é um manifestante chavista. E a foto foi feita ano passado.

Aqui, a foto republicada, tirada, de fato, na Argentina:
  
(clique na imagem para aumentar)
E aqui uma foto feita no Chile: 



Aqui, um coitado, realmente muito azarado; foi atingido por tiros em abril e novamente, ferimento idêntico, no mesmo lugar, nos “atuais protestos”:

(clique na imagem para aumentar)

Essa é um ícone! Mas a CNN teve de admitir que a foto foi feita, na verdade, em Cingapura: 



Essa foto foi feita na Grécia: 


Aqui, os “jornalistas” anti-Chávez roubaram, desavergonhadamente, um jornal egípcio. Essa foto correu mundo durante a Primavera Árabe: 
(Clique na imagem para aumentar)

Aqui, imagem de partir o coração, de bebês em cestas de lavanderia, com a manchete “Que revolução é essa?” A foto foi tirada em Honduras: 


Aqui, uma das minhas preferidas: uma procissão religiosa, “noticiada” como protesto anti-governo na Venezuela: 
(Clique na imagem para aumentar)


As mídias sociais, que viralizam e denunciam essa loucura, e às vezes até seduzem grandes veículos da grande imprensa-empresa, como a CNN, são também os meios pelos quais os farsantes são rapidamente desmascarados.

Os leitores considerem-se convidados a indicar mais links que comprovem a grande farsa que “a mídia” está construindo, para um país que a mesma “mídia” está inventando e que só tem em comum com o país que existe, o nome: também se chama “Venezuela”. Mas não é a Venezuela real.


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Mecanismo do pensamento único



Presidenta Kirchner mostra exemplar do Clarín

Publicado em 23/10/2012 por Mário Augusto Jakobskind*

Dezembro se aproxima e no sétimo dia do mês o grupo argentino Clarín terá de se adaptar aos dispositivos da lei dos meios de comunicação, também conhecida como Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual. Na data vence o prazo fixado pela Corte Suprema para a medida cautelar com a qual o grupo Clarín paralisou a implementação da lei, durante três anos, após sua aprovação no Congresso.

Nesse sentido, o grupo terá de se desfazer de alguns espaços midiáticos sob seu controle. Vale lembrar que pela nova legislação, os espaços midiáticos são divididos de forma igualitária - 33% - para as mídias privadas, públicas e estatais.

É preciso lembrar também que o projeto foi amplamente discutido pela sociedade argentina e só depois aprovado pelo Congresso. Mas os barões da mídia tentaram de tudo para evitar a entrada em vigor da lei. Não se conformam e divulgam acusações descabidas afirmando que a legislação é restritiva à imprensa, quando acontece exatamente o contrário, ou seja, o espaço midiático na Argentina democratizou-se.

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), que reúne o patronato do setor nas Américas, que apoiou golpes recentes, como em Honduras e Paraguai e outros ao longo da história, esteve reunida em São Paulo.

Os jornalões deram grandes espaços ao evento onde estiveram presentes, entre outras, figuras como Fernando Henrique Cardoso, mas não contaram com a presença da Presidenta Dilma Rousseff, que convidada preferiu não comparecer. Fez bem, porque quem apareceu por lá eram apenas figuras carimbadas, ou seja, defensores eminentes da liberdade de empresa, mas para disfarçar utilizando o jargão de liberdade de imprensa. É desta forma que tentam enganar leitores, telespectadores e ouvintes nos diversos países americanos.

Os defensores incondicionais da liberdade de empresa cerraram baterias contra a Presidenta Cristina Kirchner, que com coragem não tem se intimidado às pressões dos barões midiáticos. E a pauta anti-Kirchner se intensificou nos jornalões quase em seguida ao término do encontro em São Paulo.

Os empresários, como barões da mídia que são, fazem exatamente o jogo do grande grupo empresarial argentino que segue o ideário da não aceitação de nenhum tipo de contraponto.

Muito pelo contrário, tratam pejorativamente os opositores e se pudessem voltariam a apoiar os que em tempos passados prendiam e arrebentavam em nome, vejam só, da democracia.

As opiniões favoráveis à lei dos meios de comunicação na Argentina não são divulgadas ou então seus defensores são adjetivados como autoritários ou algo do gênero.

Não foi divulgado que representantes de mídias alternativas e de movimentos sociais protestaram em São Paulo contra as ”verdades” da SIP.

Nenhuma mídia de mercado nacional, pelo menos que este jornalista tenha visto, divulgou a opinião do relator especial da Organização das Nações Unidas para a Liberdade de Expressão e Opinião sobre a referida legislação.

Frank La Rue entende que:

“...a Argentina tem uma lei avançada. É um modelo para todo o continente e para outras regiões do mundo”.

E foi mais adiante ao afirmar que:

“...eu a considero um modelo e a mencionei no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra. E ela é importante porque para a liberdade de expressão os princípios da diversidade de meios de comunicação e de pluralismo de ideias são fundamentais”.

Na verdade, o silêncio em relação a quem tem opinião diferente ao da SIP faz parte do ideário do pensamento único.

Os jornalões e telejornalões que pretendem ditar regras a quem atinge preferiram dar espaço total ao final de uma novela intitulada “Avenida Brasil”. E o fizeram de uma forma tão avassaladora, como se todos os brasileiros tivessem a obrigação de acompanhar a novela. Ou como se a cultura brasileira se resumisse a (repetida à exaustão) teledramaturgia da TV Globo, receita também seguida por outras emissoras.

É até possível que meios de comunicação de outros países tenham caído no conto do “fenômeno de massa” imposto pela Rede Globo. Os correspondentes que eventualmente embarcaram na canoa do oba-oba global não entraram em detalhes sobre a necessidade que o grupo empresarial teve de realizar uma jogada de marketing para, segundo especialistas do setor, tentar interromper a queda de audiência nas novelas por se tornarem repetitivas em seu todo, o que começava a ser percebido até por telespectadores mais assíduos.

Na verdade, esse esquema faz parte do mecanismo do pensamento único, que acompanha hoje praticamente todas as editorias da mídia de mercado destas e de outros quadrantes.

Por estas e muitas outras é cada vez mais necessário que o Brasil aprofunde a discussão sobre a legislação dos meios de comunicação, porque a atual está completamente defasada e urge modificá-la. É preciso levar em conta também que novos atores sociais precisam ocupar os espaços midiáticos, não podendo continuar o quadro atual de hegemonia absoluta dos grandes grupos, onde se encontram os tais barões da mídia.

A matéria é complexa. Existe um lobby poderoso que tenta de todas as formas impedir que o Brasil se modernize e democratize nesse setor. Não é à-toa que a própria SIP se reúna em São Paulo neste momento exatamente para defender interesses de seus associados.

Ah, sim, os leitores podem imaginar uma entidade como a SIP, já dirigida por um personagem de nome Danilo Arbilla, que foi porta-voz da ditadura uruguaia, defendendo os “valores democráticos”?
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Mário Augusto Jakobskind* é correspondente no Brasil do semanário uruguaio Brecha. Foi colaborador do Pasquim, repórter da Folha de São Paulo e editor internacional da Tribuna da Imprensa. Integra o Conselho Editorial do seminário Brasil de Fato. É autor, entre outros livros, de América que não está na mídia, Dossiê Tim Lopes - Fantástico/IBOPE.

Enviado por Direto da Redação

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Eliane Cantanhêde – Mentirosa e Fofoqueira


Comentário da redecastorphoto: 
Essa jornalista mequetrefe deve ter feito curso com algumas das miriansleitões ou danuzasleões da vida. Ou mesmo com alguma especialista em “jornalismo de fofoca” como a Leilane Neubarth. Ela é a mais provável herdeira da coluna “Mexericos da Candinha” contracapa da antiga Revista do Rádio, especializada em fofocas & mentiras sobre os artistas da época (anos ’50). Vai ser idiota assim lá com seus 3 ou 4 leitores!
Nem posso imaginar o porquê do Max perder tempo com uma besteirenta dessas.

Os segredinhos encomendados da colunista da Folha

Enviado por Max Altman – 09 julho 2012

A colunista Eliane Cantanhêde revela segredinhos da presidenta Dilma Rousseff em sua coluna “Sem paixão” de domingo, 8 de julho. Ninguém sabia, até esta altura, que ela era a confidente de Dilma. Revelar segredos tão importantes, que só se desvelam entre quatro paredes, sem filmagens secretas nem grampos dissimulados, só para os muito íntimos. Não consta que Eliane seja carne e unha da presidenta...

Mas não é nenhum segredo fechado o que “desvenda” Cantanhêde quando diz que “Dilma trabalha seriamente com a possibilidade de derrota de Hugo Chávez na Venezuela, neste ano”. E argumenta: “Com Chávez, há duas questões para além da economia. Ao cercar o câncer de mistério, sua imagem tão forte passa a refletir fragilidade”.

Ora, nem tão cercada de mistério está a enfermidade de Chávez, que ele mesmo tornou pública com bastante detalhe, nem sua imagem está enfraquecida.

Fisicamente; o sociólogo argentino Atílio Borón, presente no Foro de São Paulo há pouco levado a cabo em Caracas, num amplo relato afirmou que Chávez demonstrou em seu discurso e manifestações pessoais que carrega suficiente energia para enfrentar os ossos do ofício de presidente e a carga da disputa eleitoral, apesar de o âncora da televisão norte-americana, Dan Rather ter lhe dado há pouco, com base em fontes altamente fidedignas, não mais que dois meses terminais. Já se passaram quatro.

Politicamente; nada mostra que a doença o tenha enfraquecido. Georges Pompidou e François Mitterrand passaram os mandatos escondendo seus cânceres, apenas filtrados por segredinhos da imprensa, e não consta que tenham perdido relevância.

A malícia do segredinho revelado de Cantanhêde se completa na frase “E, pela primeira vez desde 1999, a oposição cerrou fileiras com uma candidatura, a de Henrique Capriles. Chávez passou a conviver com uma novidade: um opositor para valer”.

O grande objetivo da oligarquia, das forças reacionárias, da direita de nosso continente, apoiadas nos grandes meios de comunicação, para os próximos 90 dias, é a derrota de Chávez.



Ao crescimento das forças democráticas, populares, progressistas e de esquerda na América Latina e Caribe, a direita e o imperialismo respondem de diversas formas, dentre outras com a agressão sistemática pelo governo de Estados Unidos, a manipulação e criminalização das demandas sociais, para gerar enfrentamentos violentos e uma contra-ofensiva golpista.

O objetivo do império, a longo prazo, é controlar os recursos naturais. Não há outro continente que não a América do Sul a ostentar tantos e tão diversos recursos naturais - petróleo, água, biodiversidade,etc. - fundamentais para o desenvolvimento energético, industrial e agroalimentar. A contra-ofensiva estratégica de Washington é liquidar com Chávez porque ele é a grande liderança hoje das forças democráticas, progressistas, populares e de esquerda na defesa da soberania, independência e integração das nações latino-americanas e do Caribe.

Ante a iminente possibilidade de derrota eleitoral, a oposição venezuelana, respaldada pelos grandes meios de comunicação locais e internacionais, passaram a desatar uma intensa campanha, apelando a todo tipo de recursos, que incluem atos de violência e de desestabilização, mas também circunlóquios sibilinos não para defender um resultado altamente improvável – a vitória de Capriles – e sim para contar na hora da verdade com o argumento da denúncia de fraude.

O governo brasileiro, levando em conta os interesses legítimos do Brasil, sua política em favor da integração das nações latino-americanas, na defesa das recentes conquistas das massas de trabalhadores de nossa região, da nossa soberania e independência, está sim interessado – e muito – no resultado eleitoral de 7 de outubro na Venezuela. Para Dilma não “tanto faz como tanto fez”.

Felizmente, a consciência política da grande maioria do povo venezuelano permite prever uma nova, crucial e histórica vitória para as forças progressistas.


Texto de Max Altman – 09 julho 2012
Gráfico publicado pelo Instituto Venezolano de Análisis de Datos (IVAD) em 08 de julho
Título da postagem e ilustração: Castor Filho - redecastorphoto

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Um jornal em que a “notícia” (quase) tem boa chance de ser fato


Traduzido e comentado pelo pessoal da Vila Vudu

Entreouvido na Vila Vudu: Em mundo em que todos conhecemos a opiniãozinha da D. Eliane Cantanhede sobre tuuuudo, de “ética” a “Lula ficou maluco?”, passando por aviõezinhos Legacy & pilotinhos salafras; em que todos conhecemos a opiniãozinha da Carla Vilhena e da Ana Maria Brega, agora, também, da Fátima Bernardes reconvertida em neo Ana Maria Brega só que “noticiosa” e, claro, opiniõezinhas sempre sobre tuuuuuudo, de “ética” a políticas públicas e relações internacionais, passando por aquecimento global e antropologia dos tupinambá e técnicas culinárias para esquartejar maridos; em que todos conhecemos as opiniõezinhas metidas a inteligentíssimas do Arnaldo Jabor, sobre tuuuuuuuudo, de “ética” e “democracia” a “prender-matar-arrebentar toooodo mundo que não veja o mundo como mente que o vê o Arnaldo Jabor, neojornalista metido a besta... A NOTÍCIA ABAIXO É UM REFRIGÉRIO! Quem sabe estamos a um passo de ter jornalismo interessante, afinal, no mundo?

Calma, jornalistas empregados e patrões do Grupo GAFE (Globo-Abril-FSP-Estadão).

É só brincadeira...


Os criadores de jogos para internet procuram inspiração no jornalismo, desde antes de a Atari nos dar Paperboy. Em 1970, foi Deadline. Nos anos 50s, foram Scoop e Calling Superman.

Adrienne LaFrance
A meta sempre é cumprir o dever pressuposto de quem ganhe a vida como jornalista: entregar o jornal sem sem mordido pelo cachorro, nem devorado por abelhas, não deixar espaços em branco e montar a primeira página de um jornal diário, para atrair compradores.

Que tal um joguinho em que a notícia é real?

Quem está tentando criar esse fenômeno é Thomas Loudon, presidente do grupo holandês VJ Movement. A ideia, que está sendo desenvolvida, é um jogo para a empresa Facebook: os jogadores assumem o papel de correspondentes estrangeiros e têm de superar desafios do tipo “você tem de atravessar a fronteira e entrar no Irã” ou “salve crianças soldados na Somália” – diz Loudon.

Pitaco da Vila Vudu: Engraçado... Nem nesse jornalismo de brincadeirinha, alguém cogita de sugerir ao jornalista, coisa simples como: “Você é uma criança soldado na Somália. Pronto. Agora... REPORTE, SEJA VOCÊ A MÍDIA, FAÇA O SEU JORNALISMO!”

“O jogador tem de criar suas habilidades, sua personalidade, viajar pelo mundo virtual como um jornalista” – Loudon explica. – “Você coopera ou compete com outros jogadores-jornalistas. Você pode optar por fazer uma dupla com um fotógrafo, por exemplo. Ou você pode dispensar o fotógrafo e dizer “Vou sozinho”, mas pode não ser seguro”.

Os jogadores encontrarão questões, no jogo, que, muitas vezes, serão eventos do mundo real – bombardeio no Paquistão, batalhas entre cartéis de drogas na Colômbia – e matérias escritas por jornalistas reais.

Pitaco da Vila Vudu: nada se diz sobre “jornalistas reais” escreverem matérias encomendadas por “patrocinadores” ou ordenadas, até as subvírgulas, pelo editor-chefe.

Loudon diz que, para criar o novo jogo, está trabalhando com a rede de sua empresa, VJ Movement, que já reúne 300 jornalistas reais em mais de 100 países idem. Esses jornalistas receberam 750 euros, para produzir uma videorreportagem para o comercial do novo jogo.

O jogo poderá ser jogado gratuitamente na página da empresa Facebook, mas os jogadores podem comprar ‘recursos’, como em outros jogos. Nesse caso, serão matérias produzidas por jornalistas reais.

Pitaco da Vila Vudu: Outra vez, nada se diz sobre as notícias serem reais ou inventadas, como sempre, etc. etc..

Significa que o jogo, além da renda de publicidade que atrairá, também gerará meios para remunerar os jornalistas reais que produzirão jornalismo real.

Pitaco da Vila Vudu:Jornalismo real? Fictício, como o “jornalismo” do Grupo GAFE, Globo-Abril-FSP-Estadão? Sobre esse detalhe, nada se diz e nada se pergunta?!.

“O jogo será canal de venda para vários itens” – Loudon explica. – “Câmeras fotográficas, filmadoras, por exemplo, além de passagens aéreas, porque jornalistas, como se sabe, viajam muito, além de hospedagem em hotéis, reservas em restaurantes, etc.”.

Loudon diz que está procurando parcerias com empresas-imprensa, de modo que assinantes reais ganhem créditos no jogo.

Pitaco da Vila Vudu: na verdade otários reais, portanto, QUE PAGAM dinheiro real, para ler o “jornalismo” de opinionismo e ficção do Grupo GAFE - Globo-Abril-FSP-Estadão, por exemplo, no Brasil.

Loudon também espera negociar parcerias com “personagens cômicos, como os Smurfs, por exemplo, os quais, para ele, “têm muito a ver com jornalismo” (?!).

Todos os jornalistas [reais-fictícios e fictícios-reais] terão de comprometer-se com um Código de Ética: Qualquer jogador que deliberadamente distribua notícias que agridam a ética jornalística, receberá uma marca ao lado do seu nome, na lista de “correspondentes”, para que todos saibam que não é jornalista confiável.

Conclusão da Vila Vudu: TAÍ! Essa é excelente ideia! O leitor abrirá o jornal O Globo, por exemplo, e lá encontrará, ao lado do nome do “jornalista” Perval Mereira, por exemplo:

CUIDADO! Não é jornalista sério. É amiguinho do Kali Amel, sionista, racista, um ser desprezível. Não faz jornalismo: faz propaganda de desdemocratização. É Imortal da BLA e fascista sincero de renome, pode-se dizer, internacional. Vide WikiLeaks. \o/ \o/ \o/

O que mais, diabos, o jornalismo-que-há, feito por jornalistas-empregados e vendido a consumidores por empresas-imprensa inventará, para convencer a opinião pública diariamente engambelada por esses jornalismo, jornais e jornalistas, de que o engambelamento seria “fato”... ou, talvez, de que o “fato” produzido, comprado e vendido como mercadoria, não seria sempre e só, puuuuuuuuro engambelamento?!

O que mais faltará inventarem, depois que inventarem o jogo de fingir que, no jogo, todos noticiarão seriamente (mas só de brincadeirinha)?!