Embaixador Arnaldo Carrilho e Kim Jong Il: Cinema em comum.
Depois do torpedo da Coréia do Norte ter afundado a corveta sul coreana, matando 46 marinheiro, a maior baixa desde o cessar fogo ocorrido em 53, a guerra parece iminente.
O Brasil é um dos poucos países que tem embaixada na capital Pyongyang.
Desde junho do ano passado, Arnaldo Carrilho responde pela chancelaria brasileira.
Era para ele ter assumido em maio, mas o teste da bomba atômica norte coreana retardou a sua chegada.
Portanto o Embaixador Carrilho já sabia o barulho que o esperava.
Mas para quem já ocupou uma embaixada na Palestina e tomou posição a favor do Hamas, Kim Jong Il é mais uma etapa na sua vida.
Vida que o vice cônsul de Nagoya, Marco Kinzo Bernardy ajudou a retratar em uma matéria para a revista JUCA, dos formandos do Instituto Rio Branco . Uma ¨Vida de Cinema¨ está na página 6 desse link. Marco clicou, não o rosto do diplomata, mas o seu prosaico maço de cigarros Camel e seu isqueiro BIC, mostrando que embaixadores também são pessoas comuns.
O Embaixador Carrilho, um cinéfilo, com quase 50 anos de carreira diplomática, já fez alguns progressos na terra do ¨grande líder¨. trouxe o pesquisador da EMBRAPA, Paulo Roberto Galerani, uma das maiores autoridades em soja do Brasil , para fazer um diagnóstico das plantações norte coreanas e suas possíveis demandas.
Carrilho também está ajudando a trazer as carnes brasileiras, através da Sadia e da Friboi. Portanto o nosso homem em Pyongyang não fica só sonhando na frente da tela do cinema.
O próximo desafio é ganhar a confiança do Kim Jong Il, pra isso vai usar o seu interesse comum pelas artes cinematográficas e propor um festival de cinema brasileiro em Pyongyang.além de presentear o líder norte coreano com DVDs de Glauber Rocha e Nelson Pereira dos Santos.
Falando em cinema, o vice cônsul Marco Kinzo Bernardy também é do ramo. Participou da produção do curta metragem O Diário Aberto de R. como fotógrafo de cena, o curta revelou o ator global Marco Pigossi.

