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sábado, 7 de janeiro de 2012

“... Ou a Saúva acaba com o Brasil”




Em Buenos Aires ou em Montevidéu a surpresa é a mesma.

O turista tem ao seu dispor no apartamento do hotel a TV a cabo que lhe mostra o mundo e, apertando aqui e ali o controle remoto, surge a tal de Globo Internacional.

Considerando que a Argentina é o país mais importante do MERCOSUL, claro, depois do Brasil, o que a Globo Internacional mostra é um desserviço ao nosso país. Não digo ao Uruguai que é uma extensão cordial e carinhosa desta terra brasileira.

No Uruguai preferem receber o Real ao Dólar, fala-se um correto portunhol, até o horário é o de verão e, com sinceridade, o brasileiro está em casa.

Na Argentina, nada de horário de verão. Travelers Checks do Banco do Brasil, nem pensar. Agência do nosso BB? Idem. O turista brasileiro tem de caminhar muito para encontrar um tal de Banco da Patagônia, onde existe uma pequena placa com a marca do nosso BB.

Tudo isso passa. O que não pode passar é a Globo Internacional e os seus programas nos horários mais curiosos, até que o brasileiro descubra que ela segue o horário de Miami, Florida, EUA.

Toda a programação é dirigida àquela cidade.

Novelas, noticiários e, lamentável, as propagandas.

No noticiário, uma entrevista com uma família fazendo compras em Miami, mais de 20 pares de tênis, trocentas bugigangas e o locutor insistindo em dizer que, cada par de tênis custa 90% mais barato lá do que no Brasil. Tudo, aprovado pela família brasileira, como bois de presépio. E a nossa aduana, como fica na foto?

A TV portuguesa mostra Portugal. A espanhola, a Espanha. A Globo Internacional, que deveria ser brasileira, mostra ao MERCOSUL as maravilhas da Florida e as vantagens de uma viagem de compras àquelas paragens.

Não se entende bem o que se passa.

O Brasil possui uma TV, digamos, estatal. Caberia a ela mostrar o país aos irmãos do sul, do MERCOSUL, ou não?

Nada de propaganda governamental, mas um convite para se visitar o Brasil, mostrar as belezas do país, sua cultura e que tais.

Ainda assim, argentinos e uruguaios visitam o Brasil. A Argentina é o maior exportador de turistas e as nossas praias estão regurgitando de torcedores do Barça e do Messi.

Nada de mostrar aos irmãos do sul o hortifruti carnavalesco com exemplares das melancias, melões e morangas.

Mostrar, sim, a nossa música, a nossa literatura, o nosso povo, o nosso desenvolvimento e milhares de atrações turísticas.

Sei que isso é pedir demais, visto que ela não divulga isso nem aqui no Brasil.

Porém, a Globo Internacional não se presta a este serviço. Parece que, para ela, quanto pior, melhor.

Visitem a Florida, façam compras em Miami. Vejam os embates da polícia versus bandidos na Cidade Maravilhosa; aqueles filmes que, em cada fotograma há, pelo menos, dois palavrões.

Isso ela sabe fazer como nenhuma outra TV, com (d)efeitos especiais, montagens e uma impecável fotografia.

O turista brasileiro que estava em Buenos Aires no dia do jogo em que o argentino Messi ensinou o brasileiro Neymar a jogar futebol, nada se mostrou naquela terra do futebol. Os argentinos almoçam, jantam e dormem futebol, mas não viram o jogo, pelo menos, na TV a cabo.

Um canal japonês mostrou fotos do jogo e o resultado.

A Globo Internacional nada comenta sobre a invasão de produtos chineses na área do MERCOSUL, em detrimento aos produtos brasileiros.

Um turista carioca desabafou:

- No século 19 o naturalista Sant-Hilaire registrou: “Ou o Brasil acaba com a saúva, ou a saúva acaba com o Brasil”.

Não entendi bem o que ele quis dizer, mas acho que é por aí...


Enviado por JFAbelha

terça-feira, 6 de julho de 2010

Aos 16 anos, Elián González diz que não se arrepende de ter voltado a Cuba há 10 anos


O jovem cubano Elián Gonzalez, que há 10 anos sobreviveu a um naufrágio e se tornou alvo de uma batalha internacional por sua custódia, falou à imprensa sobre sua história.

Elián, hoje com 16 anos, se juntou ao presidente de Cuba, Raúl Castro, em uma cerimônia em uma igreja para celebrar os 10 anos do incidente.

Elián foi resgatado do Estreito da Flórida quando tinha 5 anos. Sua mãe havia se afogado quando tentava fugir de Cuba para os Estados Unidos. O menino foi entregue a parentes em Miami, mas seu pai o exigiu de volta, dando início a uma batalha por sua custódia que reacendeu a luta entre a Cuba comunista e a comunidade de dissidentes cubanos na Flórida.

Elián se disse feliz de ter voltado a Cuba na época, mas disse que não tem mágoas da família em Miami, que tentou mantê-lo por lá.

De acordo com a mídia cubana, Elián gosta de música e festas, mas não é bom dançarino.

enviado por MVMeireles e retirado da BBC