Mostrando postagens com marcador Gato Filósofo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gato Filósofo. Mostrar todas as postagens

domingo, 10 de julho de 2011

Em 2004, Murdoch comprou parte da Globo, na bacia das almas...

(mas se o Dr. Roberto estivesse vivo, os “meninos” & kamels apanhariam de relho). 

Diálogo matinal na Vila Vudu:

Já há dias o Gato Filósofo andava pela casa, cachimbando, pensativo. Perguntei e perguntei, e ele... mudo. Hoje cedo, acordô cá macaca. Me obrigou a escrever ainda de pijama (eu) e sem ter tomado café (eu). 

– Pode escrever como quiser, digo, as frases. A ideia é a seguinte: o tal de Murdoch sempre viveu aos afagos com o Dr. Marinho e, desde 2004, é sócio da Rede Globo. São sócios. E você aí, por causa dessa sua doença de supor que, se não assistir ao Jornal Nacional, não estará “informada”, enchendo a cabeça com o besteirol dos william-waacks, lampreias, abdenurs e celsos -lafers. 

– Mas é que eu... 

– Não tem mas nem meio mas. Quem assiste ao Jornal Nacional é panaca. Você é gostosinha. Mas é panaca. O Jornal Nacional é jornaleco MUITO pior que o News of the World. A Rebbeca Brooks, editora do News of the World, nunca foi suficientemente idiota pra dizer que “meu cabelo é patrimônio nacional”, como disse a Patroa do Bonner-lá. E Rebbeca Brooks não alisou o cabelo. É ruiva, de cabelos cacheados & revoltos. É linda. Salafrária. E linda. O que interessa é que o tal de Murdoch é sócio da Rede Globo. Detalhes? Procure aí nessa sua máquina. Deixe que eu penso por você e por essa máquina. Aos teclados. É pra ontem!

– Mas, mas... 

– Há vários dias ando encafifado com essa coisa de TODOS os noticiosos da Globo noticiarem só perfunctoriamente o escândalo dos jornais desse Murdoch, nos EUA. Se se ouvisse bem, nem noticiavam. 

Ontem, a notícia foi praticamente elogiosa “A última edição, de despedida, não terá anúncios pagos”. Praticamente, edição comemorativa! Jornalismo como ato de benemerência! O News of the World sem anúncios pagos... e o Estadão sem primeira página, totalmente ocupada por anúncio pago!

 Perfuncto... o quê? 

– Hoje, afinal, lembrei que Murdoch é sócio da Rede Globo e é DONO da televisão a cabo no Brasil. É dono. Desde 2004.

– Mas eu...

– Minha fofa... Panaca, mas fofinha. Aos teclados. É pra já.

 

Murdoch invade sua TV


Os bastidores da megafusão entre Sky e DirecTV no Brasil, uma operação que deu ao magnata Rupert Murdoch 95% do mercado de TV via satélite no País


Por Darcio Oliveira e Eduardo Pincigher

A televisão brasileira não é mais a mesma. Desde a segunda-feira 11, um único homem tornou-se dono de 95% do mercado de TV por assinatura via satélite no País, anunciando uma megafusão entre as líderes Sky e Directv.

O negócio gerado pelo magnata da mídia Rupert Murdoch abrange níveis internacionais, mas encontra no Brasil um de seus maiores efeitos imediatos: além do percentual quase totalitário de mercado, ele ingressa com força total em um país que ainda engatinha na base de assinantes.

“O Brasil só tem 3,5 milhões de clientes na TV paga, mas o potencial de crescimento é gigantesco”, disse à DINHEIRO Bruce Churchil, diretor-financeiro da DirecTV Group.

É nisso que Murdoch aposta. O dono da NewsCorp, conglomerado de US$ 52 bilhões que reúne os canais Fox, os estúdios 20th Century Fox e 175 jornais, efetuou o casamento das duas empresas após uma meticulosa estratégia empresarial.

Primeiro, avançou sobre as ações da Globopar (holding das Organizações Globo), que controlava a Sky, tornando-se majoritário. Como a DirecTV já era sua desde o ano passado, ficou fácil unir as duas operações. Com os “satélites alinhados”, o magnata capta mais de 1,2 milhões de assinantes brasileiros. Também ganha na sinergia, ao oferecer um pacote completo de programação (que tal HBO e Telecine, os dois principais canais de filmes, na mesma grade?) e se livrar do aluguel de satélites – a DirecTV tem o seu próprio.

“Há uma consolidação no setor em todo o mundo. E o mercado brasileiro, que andou estagnado nos últimos quatro anos, pode começar a deslanchar a partir daí”, afirma Walter Longo, da consultoria Synapsys e um dos fundadores da Directv no Brasil.

Murdoch assumiu a DirecTV em outubro de 2003.

Pagou US$ 6,6 bilhões pela operadora que pertencia à Hughes Electronics, subsidiária da General Motors. Logo após a aquisição, analistas do mercado americano juravam que ela seria contestada nos tribunais. Afinal o dono da Fox – que alcança 40% da audiência americana –, agora estava levando para sua NewsCorp a maior operadora de TV via satélite dos EUA.

Os analistas erraram. O FCC (Federal Communications Commission), com sua ampla maioria de republicanos, aprovou rapidamente o negócio. “Murdoch sempre rezou muito bem a cartilha dos conservadores, abrindo suas tribunas para a voz republicana”, aponta o consultor Walter Longo. Com a jogada, o empresário, que já dominava o mercado europeu com a Sky, realizou o sonho de entrar nos EUA. Compra efetuada por lá, reflexos em todo o mundo. Na Itália, a fusão foi aprovada com louvor. Por aqui, a nova operadora, que irá manter o nome Sky, deixará 5% do mercado para a concorrência: StarSat e TecSat.

Tal domínio da Nova Sky, em tese, nem passaria da porta do Cade. Mas os executivos da NewsCorp já têm o discurso na ponta da língua: a nova Sky fará parte do mercado de TV paga, que engloba cabo, microondas e satélite. E, nesse caso, teria “apenas” 32% de mercado – 60% pertence ao cabo e 8% à microondas.

Procurados, os diretores do Cade disseram que o negócio é recente e que por isso mesmo está em fase preliminar de análise.

Outra estratégia da NewsCorp seria jogar com o tempo. Na semana passada, especulou-se que a intenção da Sky, enquanto a fusão não for aprovada, é oferecer incentivos promocionais para cada um dos atuais 423 mil assinantes da DirectTV migrarem para ela. Os clientes teriam gratuitamente os decodificadores e miniantenas da Sky.

Se o governo demorar para julgar o caso, poderá encontrar uma DirecTV sem valor e sem assinantes. “Não há nada definido sobre migração”, avisa Rossana Fontenele, diretora de planejamento da Globopar, sócia da “nova Sky”.

Até pouco tempo atrás, Murdoch tinha 36% da Sky Brasil. Os demais sócios, Globopar e Liberty Media, detinham 54% e 10% respectivamente.

O dono da NewsCorp virou o tabuleiro acionário e abocanhou de cara 14% das ações da Globopar na Sky. Não fez nenhum aporte financeiro, mas assumiu o papel de avalista de dívidas de US$ 220 milhões que pesavam no balanço da empresa brasileira. As pendências eram relacionadas, basicamente, aos serviços de satélite. Com a manobra, a Globopar tirou um fardo de suas costas. E de quebra ganhou uma considerável participação acionária (de 28%) na nova Sky, na qual Murdoch terá 72%.

A holding brasileira saiu-se muito bem. Por contrato, desobriga-se de fazer aportes em infra-estrutura na nova Sky e até mesmo de participar da gestão.

“A estratégia da Globopar é se concentrar na distribuição de conteúdo”, disse à DINHEIRO Jorge Nóbrega, diretor de coordenação estratégica da Globopar e braço direito da família Marinho. Ou seja, ela volta a atuar no que faz de melhor: a venda de programação. Além disso, está reduzindo sua participação de 48,6% na Net, a maior operadora de TV a cabo do País, com 1,3 milhões de assinantes. “Em curto prazo anunciaremos um acerto positivo com os demais credores da Globopar”, diz Nóbrega. As dívidas totais do grupo são de US$ 1,2 bilhões.

Tem mais: a companhia brasileira, embora minoritária, manterá seu poder de veto na grade de canais da nova operadora, o que causa calafrios na concorrência.

Hoje, a DirecTV, por exemplo, transmite os sinais de Bandeirantes e Record. A Sky, por sua vez, reproduz Globo, RedeTV e Cultura. O temor é de que a nova operadora exclua os principais rivais da TV aberta.

“Acaba de nascer um novo monopólio no Brasil”, alfineta Dennis Munhoz, presidente da Record. “Se o Murdoch comprar 30% da TV Globo não há o que discutir, a lei permite. O que não pode acontecer é essa manobra para massacrar as pequenas operadoras”, reforça Guilherme Stoliar, executivo do SBT e acionista da TV Alphaville, empresa de TV a cabo que atua em condomínios de alto luxo em São Paulo. Rossana, da Globopar, diz que não pode e não pretende vetar nenhum canal aberto.

Choques à parte, Murdoch é o parceiro que a Globo sonhava. O magnata australiano sempre manteve excelentes contatos com a família Marinho. Era amigo pessoal do doutor Roberto e por vezes o recebeu em seu apartamento em Manhattan. No ano passado, correu a informação de que Murdoch teria até se “oferecido” para ajudar a diminuir as dívidas da emissora brasileira. Em troca, assumiria a Net e também queria um pedaço da jóia da coroa, a TV Globo. “Não existiu e não existe nenhuma intenção de abrir a Globo”, afirma Nóbrega. Em todo caso, se precisar de Murdoch... 


US$ 6,6 bilhões Foi quanto Murdoch pagou para tirar a DirecTV da General Motors. A compra aconteceu em 2003

O IMPÉRIO MURDOCH
A NewsCorp. é a holding que controla mais de 700 empresas e fatura US$ 21 bilhões ao ano

TV via satélite:
A Directv tem forte presença na América Latina e nos EUA. Foi adquirida em 2003 e tem o grupo Cisneros como sócio (14%)

Notícias a cabo:
Parecia impossível. Mas a CNN sucumbiu à Fox News na década de 90. É o canal de notícias líder de audiência nos EUA

TV aberta:
A rede alcança nada menos do que 40% da audiência americana. Possui diversos canais e estações espalhadas pelo país

Jornal diário:
Sem abandonar seu país de origem, Murdoch encampou o maior jornal australiano, ainda na década de 90

Filmes para TV:
Uma da divisões do grupo, a Fox Filmed Entertainment 
produz filmes e seriados específicos para a TV

Tablóide inglês:
Dono de mais de uma dezena de jornais britânicos, o magnata também inclui em seu portfólio um tablóide sensacionalista

Hollywood:
Adquirida em 1985, por US$ 575 milhões, a produção cinematográfica do estúdio é uma das principais do cinema americano

Satélite inglês:
Líder de mercado na Inglaterra, a Sky também tem divisões em outros países, como no Japão e no Brasil

Guia de programação:
A revista é responsável por elencar o guia de programação dos mais diversos canais e as resenhas de cada uma das atrações

enviado e comentado pelo pessoal da Vila Vudu

sábado, 30 de outubro de 2010

2010: A democratização por gelequificação (virô geléia!) da oposição, no Brasil

Comentário do pessoal da Vila Vudu sobre: CESAR MAIA, “Emulsificação política”, 30/10/2010, Folha de S.Paulo, p.2, em 
[copiado-colado adiante]


Quando acordei hoje (taaaaaaaaaaaaarde...), o meu Gato Filósofo já estava trabalhando. Olhei e vi: cachimbando, olhar perdido sobre as colinas da Vila Madá, é batata: o meu Gato Filósofo tá trabalhando. Nessas horas, nem preciso dar bom-dia. Foi me ver (insisto, insisto em que ele me vê, mas... sei não...), e o Gato começou, já, ele, na metade do seu parágrafo pensado:

“... porque só alguns petistas mais jovens ainda vivem da ilusão de que todos os fascistas seriam 'naturalmente' idiotas, ‘porque’ seriam não-‘éticos’, não-‘transparentes’, não-‘ecológicos’, além de não-petistas e, por isso, bobos & feios. 

Fato é que há fascistas inteligentes. Cesar Maia, por exemplo. É inteligente. Melhor ainda: ele, que é organicamente reacionário, se acha TOTALMENTE inteligente. 

Por isso, hoje, na Folha de S.Paulo, Cesar Maia, inteligente, mas reacionário temerário, entregou o ouro.

Cabe-nos recolher o ouro e deitar fora a lixívia (reciclada, facavôr, claro). [“Claro”... suspirei, já taquidigitando. O Gato Filósofo conta comigo. Precisa de mim. Alimento-me dessa certeza. Vivo desse precário consolo.]

E o Gato Filósofo, sem parar de falar:

“Hoje, Cesar Maia listou, para nós, todos os seus-dele problemas, que seriam os problemas de alguma oposição inteligente, se tivesse restado um átomo, que fosse, de alguma oposição inteligente no Brasil. Não restou.

No Brasil, já praticamente não havia oposição democrática inteligente. Agora, depois das eleições parlamentares de 2010, já não há, sequer, a oposição burra que havia no Brasil antes dessas eleições históricas que se consumarão amanhã, no Brasil. A saber:

O primeiro problema do Cesar Maia, que está sem votos, sem vozes, sem partido e sem causa, condenado à Folha de S.Paulo e ao PIG (“Partido da Imprensa Golpista”), e condenado, todo o PIG, por sua vez, à mais lamentável mediocridade e já objeto de chacota universal, é:

-- COMÉ que a campanha do PSDB-DEM pagará os credores? Esse problema aparece como problema marco zero, cratera, buracão, supranumeração, só numerário (em notas não marcadas, façavôr!). A esse problema, CM chama de “o da campanha”.

O sintagma “o problema das dívidas de campanha” foi ocultado, no artigo da FSP, mas de fato, sim, lá está, e grita! O item “dívidas de campanha” foi ‘desnumerado’ e metaforizado, mas, CM sabe do problema. Todos sabem. (Claro, também, que esse problema é problema muito mais dos credores da campanha do PSDB-DEM, do que, propriamente, da campanha ou da oposição. Claro.)

O segundo problema do Cesar Maia é:

-- COMÉ que a oposição burra que havia no Brasil e foi afinal DETONADA pelos nossos votos democráticos fará para ‘exigir’ que NÓS cumpramos o que NÓS prometemos na campanha?

É problema, esse, sim, grave, para Cesar Maia. Cesar Maia constata, corretamente, inteligentemente, que a oposição está TOTALMENTE sem meios para exigir coisa alguma. Está sem partido, sem votos, sem maioria, sem nomes representativos, com todos os seus ‘grandes nomes’ [só rindo!] já TOTALMENTE desempregados. E, claro, perderam as imunidades e foros privilegiados, é claro, ante investigações que, é claro, virão. É claro.

A resposta, aí, é clara e linda, só não vê quem não queira: A oposição no Brasil, hoje, depende TOTALMENTE da democracia brasileira. VIVA O BRASIL! DILMA LÁ! A luta continua. Só a luta ensina!

Na próxima 2ª-feira, dia 1/11/2010, só restarão, à oposição burra que se constituiu no Brasil... a Folha de S.Paulo, a D. Danuza, o Augusto Nunes, Marília Gabriela, D. Dora Kramer, o Reinaldo Azevedo, o ex-FHC e atual NADA, o Merval, Dona Eliane, alguns trolls violentos e sem graça e sem competência, o Papa, o herdeiro presuntivo da Coroa de Orleans no Brasil, os monarquistas... Juntos, esse pessoal não elege nem ‘assessor especial’ para limpar penicos do Instituto Milênio!

Data venia, Sr. Cesar Maia, mas... De onde, diabos, a oposição brasileira tirou a ideia de apostar tudo nessa gente?!

O terceiro problema do Cesar Maia é:

-- COMÉ que a oposição conseguirá manter aquecida, na opinião pública, a estupidez TOTAL de ter inventado que haveria, no Brasil, no século 21, uma “questão religiosa”? Foi ideia de quem?!

Pois se ATÉ a Maçonaria (que fez vários presidentes, no Brasil, vários) já DETONOU, há mais de 150 anos, a tal “questão religiosa”!

“As tensões entre o Império do Brasil e a igreja tiveram origem nas novas diretrizes do Vaticano, fixadas por Pio IX em 1864 nas bulas Quanta Cura e Syllabus errorum, que condenavam as liberdades modernas, reafirmando o predomínio espiritual da Igreja no mundo. No Brasil, tais mudanças causaram um choque de interesses entre o alto clero, que passou a adotar uma postura ultramontana - romanização do catolicismo - e o Estado.

O ponto máximo do conflito ocorreu entre 1872 e 1875, em meio ao confronto entre o episcopado e a Maçonaria, que resultou na prisão dos bispos de Olinda e Belém. (...) A coisa ia neste pé, quando um jornal maçônico publicou artigos de um protestante, discutindo a perpétua virgindade de Nossa Senhora” (...) Para os fiéis tocados pelo ultramontanismo, majoritariamente urbanos e alfabetizados, a prisão dos bispos indicou o caráter arbitrário das instituições, distanciando-os do regime. Para a grande massa da população, ainda presa à religiosidade antiga, aquilo tudo fora uma impiedade” [e por aí vai, como vai jornal de ontem!].

O quarto problema do Cesar Maia é:

-- COMÉ que a oposição conseguirá manter aquecida, na opinião pública, a estupidez TOTAL de ter inventado que haveria uma “política econômica eleitoral, com o real valorizado e contas públicas em processo de desmontagem”? Pois se até o Delfim Neto já dilmou! Pois se até o Joelmir Betting já dilmou!

Se quiser manter esse discurso, a oposição burra terá de continuar a depender das ‘análises’ ‘econômicas’ da D. Danuza, do Mendoncinha, do Sardenberg, do William Waack...

OK, OK. Concedo: A oposição burra poderá escalar D. Danuza para que se ponha, à porta da Bolsa de Valores, com cartazes de "Eike Batista, vote em mim!", “Investidores, rasguem dinheiro!” “Não comprem PP da Petrobras!” “Só o golpe salva!”

O quinto problema do Cesar Maia é:

-- COMÉ que a oposição burra se haverá com o problema – que ela mesma inventou, deixando-se pautar pelos Friazinhos! – de ter feito campanha eleitoral baseada em ‘análises-de-Danuza’, com Papa e herdeiro presuntivo da Coroa dos Orleans, e senhoras-de-santana... MAS, DESSA VEZ, sem grana, sem militares, sem Golbery, sem ditadura, sem ‘Terceira Via’, sem neoliberalismo, com democracia, com crescimento, com China, SEM os EUA! [risos, risos])... e – como está a oposição burra, hoje, no Brasil –, sem deputados, sem senadores e sem agenda e sem projeto para o país?

O sexto problema do Cesar Maia é:

-- COMÉ que a oposição burra conseguirá manter-se viva, com uma Câmara e um Senado muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito saneados, em relação ao que foram nos governos Lulas e, pode-se dizer, já QUASE-TOTALMENTE saneados, se comparados ao que foram nos governos do facinoroso ex-FHC e atual NADA?!”

[O Gato Filósofo deu por encerrada a homilia, pediu um uísque e clicou Janis Joplin - Ball And Chain live in Germany 69. Sinal claro, indevassável, de que entrou em modo de realimentação. Eu não existo. Depois, ele sempre clica em: Jimi Hendrix - VooDoo Child (live)  e, depois, é cuesta abajo. Só se recompõe amanhã, quando me levará, pela coleirinha, para (eu) votar.

ATUALIZAÇÃO:

Já há dias o Gato Filósofo mandou-nos para o Twitter, alertar o Cesar Maia de que ele pare coaquele papo dele-lá, de só re-noticiar desgraças, coaquele denuncismo suicidário lá-dele, só “emoção triste”, conversa de justiceiro de milícia & extorsão (até “Tropa de Elite 2” já sabe que milícia & extorsão tão cum nada, sô!).

Cesar Maia faria melhor, se parasse, logo, de investir tudo na ideia de que algum jornalismo e alguma oposição sobreviverão no Brasil, só de denuncismos pirados, sem nenhum interesse de propor caminhos DEMOCRÁTICOS para construir melhor democracia para todos (até para a oposição e o jornalismo!).

Talvez adiante repetir o aviso-alerta. O Brasil precisa de oposição democrática, produtiva, construtiva, tanto quanto precisa de melhor jornalismo e jornalistas. Fascistas inteligentes, como o Cesar Maia, já bem poderiam estar cuidando disso, mesmo que pensando, como sempre pensam os fascistas, só na própria sobrevivência. 

Mas pensando, sobretudo, ante a evidência de que já não há vias golpistas viáveis -- golpes e instabilidade política SÃO PÉSSIMOS para os negócios! -- e convencendo-se, também a oposição, de que a sobrevida da oposição terá de ser buscada por VIAS DEMOCRÁTICAS, por mais impalatável que a verdade soe aos ouvidos fascistas e golpistas udenistas genéticos no Brasil, como o ex-FHC e atual NADA, pra citar outro.

Sabe-se lá, mas... talvez, com algum esforço na direção de melhor prática democrática, o fascismo constitutivo, visceral, genético, de tantos por aí, talvez até amaine! Para dar melhor futuro, até, à oposição, aos jornais, ao jornalismo no Brasil.

Afinal, nas eleições de 2010, no Brasil, a oposição burra – que operou, expôs-se e se autodetonou pelos jornais, pela televisão, pelos descaminhos de um ‘marketing’ eleitoral indigente, incompetente, tecnicamente fraquíssimo ainda casado a jornalistas e a autoproclamados ‘intelectuais’ [só rindo!] –, foi a PRINCIPAL e impressionantemente acachapantemente DERROTADA força derrotada pelos nossos votos democráticos e pela democracia brasileira.

___________________________________________________________

Sobre: CESAR MAIA, “Emulsificação política”, 30/10/2010, Folha de S.Paulo, p.2,

A campanha eleitoral 2010 tem vários custos além do que é mais óbvio: o da campanha. Nesta eleição, são ao menos seis os custos adicionais.
O primeiro custo é o de cumprir as promessas. O segundo é o de não cumprir as promessas. O terceiro custo é o de a agenda final do primeiro turno e inicial do segundo ter tido um caráter religioso. O quarto é o custo econômico para o Brasil da política econômica eleitoral, com o real valorizado e contas públicas em processo de desmontagem. O quinto é o custo estratégico de se sair de uma campanha sem agenda e sem projeto para o país. O sexto é o custo político de uma Câmara estilhaçada.
Ao primeiro custo (as promessas dos candidatos) devem-se somar aquelas feitas pelos candidatos a governador articuladas com os candidatos a presidente. Se cumpridas, as pressões fiscais e inflacionárias, que já são preocupantes, serão agravadas.
O segundo custo é não cumprir as promessas e ganhar tempo e, com isso, antecipar uma inevitável impopularidade, pela sucessão de um presidente cuja popularidade é pessoal, não de seu governo. O terceiro custo é trazer para a agenda eleitoral temas (valores cristãos) que terminaram reforçando a partidarização das igrejas.
O quarto custo é econômico. Se há um ponto em que o governo atual e o anterior se igualam é ter usado o populismo cambial e fiscal em ano eleitoral. O governo anterior pagou por isso em seu segundo momento.
Constrói-se um consenso de que 2011 será um ano perdido, que exigirá um freio de arrumação cambial e fiscal. Estima-se uma inflação nunca inferior a 7% e um crescimento econômico medíocre.
O quinto é o custo estratégico de uma campanha sem agendas. Questões fundamentais para os próximos anos -como a política externa e as circunstâncias internacionais do governo Obama "terminar" dois anos antes; a dependência à China; a guerra das moedas; França e Grã-Bretanha estarem aplicando medidas fiscais severas; a Europa viver a politização da crise da imigração; o chavismo extrapolar suas provocações; o Irã intensificar a instabilidade na região- passaram ao largo da campanha.
E, finalmente, o custo político das relações entre Executivo e Câmara dos Deputados, que tendem a ser as mais inorgânicas desde sempre. São 22 partidos representados, um recorde. Os quatro maiores partidos apenas representarão 50% dela, outro recorde.
E, mais grave, se a inexperiência parlamentar e sua fragilidade potencial (numa das alternativas presidenciais) sinalizarem a seu partido e aos deputados espertos que vale a pena pressionar.
O mais provável é termos em 2011 um estranho caso de emulsificação política.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O Gato Filósofo da Vila Vudu

O nosso Gato Filósofo (aqui na Vila Vudu tem de um tudo...) voltou ontem da reunião de coordenação da campanha da candidata dele e nossa (das duas candidatas que há e houve, votamos e votaremos na única candidata SEM COQUE. Mulher de coque, diz ele  -- Marina $ilva? Monica $erra? -- nenhuma presta) trazendo um exemplar do jornal Valor Econômico.

Jogou o Valor Econômico sobre o mini-I-pad (dele) em que nós líamos as últimas da blogosfera; todos encolhidos, mas sempre militante, e disse:

“Vocês aí póparando de esculhambá a Folha de S.Paulo”. Em seguida, explicou:

Até o “grupo Folha” sabe que a Folha de S.Paulo não presta, que não vale nada. O negócio é o seguinte:

O “grupo Folha” mantém dois jornais:

1.      Valor Econômico, feito pro pessoal que tem mais grana que votos –, que “o grupo Folha” reverencia e lambe-botas e teme; gente com a qual nenhum Friazinhos & coisa-e-tal se metem a besta; e
2.      Folha de S.Paulo, feita pro pessoal que tem mais votos que grana –, que “o grupo Folha” não respeita (só teme) e que a Folha de S.Paulo, além de não respeitar e muito temer, tampouco conhece, mas pensa que conhece.

Ante olhares aflitos, se perdendo nos entremeios dos parágrafos frenéticos do meu Gato Filósofo e democrata empenhado, o GF emendou de sem-pulo: 

- Não vou repetir. Se vocês não entenderam, vejam o filminho no YouTube ou leia a transcrição da minha fala, depois, do Huffington Post. Agora anotem:

A Folha de S.Paulo é um projeto empresarial de jornalismo construído para MATAR e ARREBENTAR a inteligência dos brasileiros sem grana e com votos.

A Folha de S.Paulo é um plano, um projeto jornalístico PENSADO para MATAR e ARREBENTAR a democracia brasileira.

Então... Só escrevem no Valor Econômico os colunistas, repórteres, analistas que “o grupo Folha” considera jornalistas sérios e competentes, aos quais entrega a credibilidade e o prestígio que o grupo PRECISA ter junto ao pessoal da grana, mas sem votos.

As elianes, as danuzas, os clóvisrossis, as fernandastorres, as lopretes, e demais elianes - ombudsman (ombudswoman?) inclusive -  os graeffs (e outros limpa-penicos do “iFHC” e ou professores-doutores udenistas uspeanos desfrutáveis), todos jornalistas e sociólogos uspeanos de segunda classe, todos compráveis, alugáveis ou, então, todos eles fascistas profissionais SINCEROS... só escrevem na Folha de S.Paulo.

O “grupo Folha” é fascista, é golpista, é fascistizante, mas não é doido de rasgar dinheiro! Pra fazer o que a Folha de S.Paulo faz, é indispensável separar bem separados os dois jornais-empresas... ou um jornal detonaria o outro, e toda a empresa iria direto prô vinagre.

Alguém algum dia viu a colunagem-bobajol marketado de uma das elianes, no Valor Econômico? Não há!

Alguém algum dia viu Eike Batista interessado em saber o que qualquer das elianes tenha a dizer sobre resultados de pesquisas marketadas, na Folha de S.Paulo? Nunca aconteceu nem acontecerá!

Por que, diabos, Eike Batista perderia tempo com opiniões escritas por elianes e marketadas pelos maridos (ou amantes ou até mesmo esposas) marketeiros das elianes, sobre seja lá o que for?

HOJE – o papo do Gato Filósofo começou ontem e acabou hoje. – Uma das elianes “noticiou” que “pesquisas dão empate técnico”, que o “clima (sic) é nervoso”, que “Cresce o suspense...”

O que pode ser mais ridículo do que isso, à guisa de coluna jornalística?

Ah, sim, sim: o Jornal Nacional! “Não percam o capítulo de hoje, no Jornal Nacional, a novela-notícia, antes da novela-novela, com Bonner & a Patroa.”

O Gato Filósofo riu, riu, riu. Depois, respirou fundo, concluiu a aula com uma mesura e afastou-se. Saltando para sua cestinha, antes de pegar a gaitinha de boca (anda com mania de blues, o GF), ordenou:

“Escrevam e despachem já. Não preciso ler. Escrevam e despachem.”

Pfuiiinn – o gato e a gaita - aqui na Vila Vudu somos todos supérfluos, uma espécie de adereço para ele.

A luta continua. Só a luta ensina.

DILMA É NOSSO TERCEIRO MANDATO. No pasarán!.

O que fizemos (escrever e despachar), nessa data e cidade, feliz da vida:

DILMA LÁ!
enviado pelo  coletivo Vila Vudu