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quarta-feira, 18 de junho de 2014

Sexo, Drogas e Contas Marotas: Nova Estratégia de Crescimento da Espanha

15/6/2014, [*] Don Quijones − Testosterone Pit
Traduzido por Mberublue


Espanha?
A milagrosa recuperação econômica da Espanha é uma miragem, uma ilusão coletiva engendrada nas mentes febris, porém altamente imaginativas dos ministros do governo, economistas e contabilistas que projetam na consciência coletiva “realidades” oficiais.

Cristóbal Montoro
Quando se trata de contabilidade criativa, poucos podem competir com o ministro da finanças do país, Cristóbal Montoro, que nesta semana revelou seu último esquema para “fazer crescer” a economia, a saber, a inclusão dos comércios de prostituição e drogas ilegais como parte do produto interno bruto. Esta nova contabilidade safada adicionou mais 20 novos bilhões de euros para o PIB do país, o que equivale a um aumento de 2%. Automaticamente isso também diminuirá o rácio (relação, geralmente percentual, entre dois números – [NT]) do déficit público para o PIB, bem assim como o déficit de orçamento, o que tornará possível para a Espanha “alcançar” a meta deficitária fixada pela Troika, de 6,5%.

O que torna essa contabilidade necessária é que, apesar da brutal redução de custos, aumentos de impostos e outras formas de repressão financeira, o governo falhou em conter a maré da expansão do débito. A dívida pública da Espanha mais que dobrou de um mínimo de 42% do PIB seis anos atrás para mais de 100% atualmente. Entretanto, o déficit orçamentário continua em cerca de 7%, quase o dobro do máximo fixado por Bruxelas.

Troika
A Espanha não é o único país da União Europeia (UE) a ter dificuldade para manter sob controle a sua dívida. Como relata a Business Week, outros 17 países membros da União Europeia estão sendo monitorados pelo que Bruxelas chama de “procedimentos relativos aos déficits excessivos”. Nem a Espanha é o único país da União Europeia que se socorreu com a inclusão das receitas oriundas do comércio de sexo e drogas para alavancar seu PIB. O primeiro país a fazer isso foi a Itália, seguida logo depois pelo Reino Unido e em setembro deste ano todos os países da UE estarão obrigados por lei a “calcular” e incluir as receitas de procedimentos criminosos em seu balanço do PIB trimestral.

Contabilidade Criminosa

Alguns países como a Alemanha, Hungria, Áustria e Grécia, já têm incluído em seus cálculos receitas provenientes da prostituição legalizada. Isso também é verdade para as drogas nos Países Baixos, que associam receitas derivadas de drogas descriminalizadas como a maconha, com estimativas de drogas pesadas como a heroína.

A diferença entre a Espanha e os Países Baixos ou o Reino Unido, entretanto, é que nos Países Baixos tanto a prostituição quanto uma importante parcela das drogas comercializadas, mais especificamente a maconha são, não apenas legais como bem regulamentadas, o que quer dizer que os governos destes países fazem o recebimento das receitas fiscais geradas e podem, pelo menos, avaliar o total do valor financeiro dos mercados de prostituição e drogas com algo que se aproxima da precisão. Em contrapartida, na Espanha e no Reino Unido as drogas “recreativas” continuam sendo consideradas ilegais. Na verdade, na Espanha, um país com a tradição de ter uma das legislações menos duras no mundo, o governo de Rajoy resolveu voltar no tempo através da introdução de sanções muito mais pesadas para a venda ou consumo de maconha e outras drogas.

Apreensão de drogas pela polícia espanhola

(...) como parte de uma controversa série de medidas tomadas com base na sua chamada “Lei de Segurança do Cidadão” o governo propõe agora triplicar a multa mínima pela posse de drogas em público (para 1001 €) assim como a proibição do cultivo de maconha para uso privado (para até 30.000 €) – apesar de permanecer legal o consumo em privado. Também será revogada a possibilidade de escapar das multas em troca de tratamento do vício.

Oportunismo e hipocrisia

Trata-se apenas de mero exemplo do oportunismo e hipocrisia descarados de um governo que pontifica de forma regular sobre assuntos de moralidade enquanto tenta escapar de uma pletora de acusações de corrupção. De um lado, criminaliza e pune de maneira intensa uma atividade – o consumo de maconha – que uma maioria de especialistas concorda atualmente que seria muito melhor solucionada se tratado como um problema de saúde, enquanto de outro lado aproveita a oportunidade para usar as verbas geradas por esta atividade – com estimativas aproximadas – para melhorar seus próprios indicadores econômicos, tentando assim preservar a fachada tão cuidadosamente erguida de uma recuperação econômica.

Apreensão de drogas e dinheiro na Espanha
Em se falando de prostituição, ela é amplamente aceita e legalmente tolerada na Espanha. De fato, de acordo com recente artigo do The Independent, UK a Espanha é hoje uma das capitais mundiais da prostituição.

A prostituição é tão popular (e socialmente aceita) na Espanha que um estudo das Nações Unidas relata que 39 por cento dos homens espanhóis já fizeram uso dos serviços de uma prostituta pelo menos uma vez, enquanto esta proporção é de 14 por cento na tolerante Holanda, ou na Grã-Bretanha, onde a proporção é relatada como algo entre 5% e 10%. Leve-se em conta que se trata apenas daqueles homens que admitiram o fato.

Ao contrário, na Holanda, as mulheres envolvidas no comércio do corpo, não têm direitos trabalhistas ou proteção da seguridade social. Elas estão condenadas a ganhar a vida precária que conseguem em um submundo econômico do assim chamado “Sistema D”, o gelo, termo Orweliano frequentemente usado hoje em dia para descrever a economia informal.


Assim como na Grécia e na Espanha, a crise provocou um aumento massivo no comércio do sexo. De acordo com relatório do Departamento de Estado dos EUA sobre o tráfico de pessoas, existe atualmente na Espanha entre 200.000 e 400.000 mulheres trabalhando na prostituição, das quais cerca de 90% vítimas de traficantes de pessoas. Alimentando o incremento da indústria do sexo estão vários fatores, nos quais se incluem fronteiras porosas, leis frouxas e o aumento do turismo de bordel. Desde 2010, a Espanha não tem qualquer legislação que faça distinção entre a imigração ilegal e o tráfico de pessoas ou para a prisão dos traficantes. Os serviços para as mulheres vítimas desse crime permanecem esparsos e raros, de acordo com especialistas.


Todo o exposto não é nada bom para as mulheres espanholas e estrangeiras que ali vivem no limite da agonia financeira. Quanto ao desesperado governo espanhol, o momento para a mudança nas práticas contábeis da União Europeia não poderia ser melhor. Quanto mais tempo as autoridades continuarem a fechar os olhos para o comércio do sexo, mais o novo componente do PIB espanhol poderá crescer. O governo Rajoy também pode esperar boas notícias de uma ótima performance de outro novo componente do PIB: a venda de drogas ilegais.

De acordo com alguns especialistas, a Espanha já é o maior narco−estado da Europa. Nas palavras de Roberto Salviano, o premiado autor de Gomorra e Zero Zero Zero, a Espanha atualmente movimenta mais cocaína e haxixe que qualquer outro país da Europa:

Roberto Salviano
Por vinte anos a Espanha foi a porta de entrada européia para o comércio de cocaína. Todos sabem, e também os espanhóis, que a Espanha é o país onde os narco−traficantes moram... Os políticos espanhóis sempre ignoram este grande problema, por conveniência. Entre as primeiras pessoas que investiram na Espanha depois da queda do regime de Franco (os mafiosos italianos) estavam Antonio Bardellino, Nunzio de Falco e a organização de Tano Badalamenti. Não por outra razão, nos chamam de ”Costa Nostra”.

Em setembro deste ano, a renda de todas essas “atividades produtivas”, incluindo-se aí a produção da “Costa Nostra” e as vendas de drogas ilegais, prostituição e o mercado negro de cigarros e álcool, se tornarão elementos constitutivos do PIB, não apenas da Espanha, mas de toda a Economia Europeia. Podemos debater a moralidade de tudo isso até que a vaca tussa e o burro fale, mas uma coisa é inegável: a enorme conveniência do sincronismo da União Europeia.

A ilusão do crescimento

Nesta hora em que a economia formal está estagnada e a dívida pública explode para níveis verdadeiramente insustentáveis, a única arma que a União Europeia tem em seu arsenal é a contabilidade criativa. Raciocínio simples: enquanto puder ser mantida a fachada do crescimento econômico, os níveis de endividamento público – a única coisa que mantém fora da implosão a economia e o sistema bancário continental – podem continuar a crescer.

E qual o melhor caminho para preservar a fachada do crescimento que a inclusão de um componente que não apenas está crescendo a um ritmo sem precedente – a economia paralela (que compreende não apenas drogas e prostituição, mas atividades geralmente não declaradas) que atualmente pode muito bem representar um volume de US$ 10 trilhões mundialmente – mas cujo crescimento é quase impossível de seguir e de calcular com um bom grau de precisão?

Na mais perversa e pervertida das ironias, a economia paralela, motivo de dores de cabeça para governos do mundo inteiro, pode neste momento estar prestes a salvar a sua pele, pelo menos por um pouco mais de tempo!
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[*] Don Quijones é um escritor e tradutor sediado em Barcelona, Espanha. Seu blog, Raging Bull-Merda, é uma modesta tentativa de desafiar algumas das ilusões e lavar com uma suave espuma de sabão as “pérolas” divulgadas por nossos líderes políticos, empresariais e os seus principais veículos da imprensa-empresa. Texto originalmente publicado em Testosterona Pit

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

ONDE ENTRA O BRASIL NESSA HISTÓRIA TODA?

Laerte Braga

Se deixar por conta do governo sionista de Israel a Bíblia vai ter que vendida em saco plástico opaco e para maiores de dezoito anos. É que o rabino Ari Shvat, especialista da HALACHA, a lei judaica estrita, encontrou razões no Velho Testamento para justificar que espiãs do MOSSAD (serviço secreto de Israel) seduzam inimigos em busca de informações vitais à segurança nacional.

A notícia foi publicada pelo jornal YEDIOT AHARONOT, na edição de segunda-feira. O “estudo” do rabino intitula-se “SEXO EXPLÍCITO PARA A SEGURANÇA NACIONAL”, com a recomendação que sejam usadas “mulheres licenciosas” para esse tipo de missão.

Na hipótese das agentes serem casadas o rabino recomenda que seus maridos se divorciem antes de cada missão e tornem a se casar depois de completada a dita missão.

A julgar pelo estudo do rabino como se trata do povo eleito, Deus não se sentirá ofendido com esse tipo de comportamento.

O estudo foi publicado originalmente na revista TEHUMIN do INSTITUTO TZOMET DE GOUSH ETZION, situado numa colônia situada em região palestina ocupada na Cisjordânia.

O sionismo e toda a farsa democrática israelense até prova em contrário só conhece, em se tratando de Bíblia, aquela parte do pessoal negociando no templo. Não sei se o estudo desce a detalhes sobre o uso da sedução em nome da segurança nacional, explicitando o que se pode ou não fazer em nome do Estado de Israel.

Sakineh Astiani pode ser executada a qualquer momento por decisão do judiciário iraniano. É acusada de crime de “adultério” e homicídio. Por interferência do governo brasileiro e organizações internacionais de direitos humanos não foi apedrejada como determina a lei islâmica em relação a mulheres “adúlteras”. A sua transferência para uma prisão específica para condenados a morte sugere que a execução esteja próxima.

Adultério ser crime já é, em si, uma barbaridade. E o era no Brasil até bem pouco tempo. Pena de morte é outra.

Em prisões norte-americanas perto de mil e duzentos presos aguardam a execução. São condenados a morte. Uma das últimas execuções foi a de uma mulher considerada incapaz mentalmente pelos médicos. O crime a ela imputado foi o de planejar o assassinato do marido e contratar os executores. Para os médicos que a examinaram ela não teria condições mentais para elaborar um crime como o que lhe foi imputado.

Seu último pedido como condenada foi um prato de frango frito com fritas e outros “adereços”, além de um refrigerante. Morreu na modalidade “injeção letal”.

Documentos secretos do governo dos EUA revelados pelo site WikiLeaks afirmam que soldados norte-americanos mataram iraquianos por “esporte”, torturavam e estupravam presos no Iraque e continuam a praticar toda essa sorte de boçalidade no Afeganistão.

Um dos lemas, digamos assim, mais conhecidos nos EUA é IN GOOD WE TRUST. E o coronel Dave Lapan, do Departamento de Defesa admite que o site dispõe de muitos outros documentos secretos.

A atitude concreta do governo dos EUA foi fazer um apelo ao diretor do site para que não divulgue mais documentos e em seguida outro apelo à mídia para que não publique esses documentos, pois colocam em risco “soldados norte-americanos em operações pela paz”.

No Brasil, por exemplo, a GLOBO atende de imediato esse tipo de apelo. Dá uma notícia chinfrim para não dizer que não falou e depois some com o resto.

O jornal THE WASHINGTON POST – para quem não se lembra, que abrigou toda a apuração do escândalo de WATERGATE que resultou na renúncia de NIXON, noticiou que diante do fracasso do governo Obama para tirar o país da grave crise que gera desemprego e coloca milhões de norte-americanos na linha da pobreza, morando em tendas, trailers, etc, ou na rua mesmo, a guerra com o Irã seria uma saída.

A notícia foi reproduzida no Brasil pelo jornal ESTADO DE SÃO PAULO.

Mais ou menos assim, “se a mão invisível do mercado é insuficiente para tirar americanos da crise, talvez tenha chegado a hora dos EUA usarem seu punho contra o Irã e sair do buraco”. Sugestão de David Broder que explica que desde 1929 “guerras são para crises nos EUA”.

“Se as tensões crescerem, a economia melhorará”  

A derrota de Barack Obama, que se imagina presidente daquele país – hoje é uma corporação, um conglomerado, EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A - é apenas a retomada das políticas terroristas de Bush, anunciadas com antecedência de dois anos (as eleições presidenciais serão em 2012).

Por aqui a GLOBO separa o Brasil num mapa em que os estados onde a candidata Dilma Rousseff venceu aparecem em vermelho e aqueles em que o candidato José Serra venceu em azul. Ou seja, a sugestão de um Brasil limpo como o céu, o de Serra e tinto de sangue, o de Dilma.

Uma espécie de vários brasis e um preconceito que ressurge contra os nordestinos e os do norte. A idéia exposta por uma jovem num site em São Paulo é que nordestinos são um peso para os que de fato “trabalham”.

A besteira dita pela moça, que vai enfrentar processo movido pela OAB, me trouxe à lembrança uma frase do marechal Teixeira Lott. “Acabem com os sargentos e acaba o Exército nacional”.

Milhões de migrantes nordestinos sustentam a riqueza FIESP/DASLU.

E dificilmente haverá povo mais fraterno e solidário que os nordestinos. “Antes de tudo um forte”, nas palavras de Euclides da Cunha, que antes de escrever OS SERTÕES, registre-se, era engenheiro e militar.

O Brasil de Dilma vai ter que mostrar uma face única. Latino-americana. Buscar internamente as mudanças necessárias a que o Brasil dê saltos como nos últimos oito anos, mas dentro de parâmetros que joguem no lixo nossas elites privilegiadas que ainda se imaginam senhoras de escravos.

Esgotou-se a política de “consertación” como gostam de dizer os argentinos. Não há acordos possíveis para postergar transformações indispensáveis. A reforma agrária por exemplo. A reforma política.

E isso não se dará sem ampla participação dos movimentos populares, sindical e canais de formação e conscientização. De discussão aberta e sem medo sobre a mídia privada e seus interesses, os interesses que representa.

A frase de David Broder “se as tensões crescerem, a economia melhorará”, vale para as elites brasileiras. Latifúndio principalmente. Num momento em que sofrem uma derrota histórica com a vitória de Dilma dois fatores despontam. A afirmação de um caminho e os avanços consequentes, o desafio imposto a Dilma para liquidar esse caráter preconceituoso daqueles que se escondem no tal do patriotismo como refúgio para os canalhas.

E Dilma, mesmo sendo consequência de Lula, não é Lula. É outra parte da História que começa.

É um ponto capital que precisa ser entendido de imediato.

E é aí que o Brasil entra nessa história toda de agentes prostitutas do MOSSAD (com perdão das prostitutas), crime de “adultério”, pena de morte, nem falei das barbaridades cometidas pelo exército da Colômbia contra crianças, Afeganistão, Iraque, Irã, etc e tal.

O nome é um só. A barbárie aí é o neoliberalismo. O tal deus mercado, o que disfarça o trabalho do rabino.  

quarta-feira, 21 de julho de 2010

EUA – TERRORISMO, TRÁFICO DE DROGAS E DE MULHERES

AS GUERRAS IMUNDAS PELO MUNDO AFORA

Laerte Braga

O jornal italiano LA REPUBBLICA, edição de 19 de julho, publica trabalho do jornalista Angelo Aquaro, sobre o tráfico de mulheres conduzido por “soldados” norte-americanos nas guerras de libertação mundo afora.

Desde o governo Bush a política de terceirização das guerras e dos serviços secretos na organização terrorista EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A, colocou a empresa privada nesse rentável negócio.

Guerras? Guerras e toda a sorte de subnegócios gerados a partir do espírito democrático, cristão e ocidental dos norte-americanos. Tráfico de drogas e de mulheres.

Há um relatório da CIA – AGÊNCIA CENTRAL DE INTELIGÊNCIA – fartamente divulgado por toda a mídia não comprada, corroborado pela DEA - AGÊNCIA DE COMBATE ÀS DROGAS, que acusa, explicitamente, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, de ligações íntimas com o tráfico de drogas; mais especificamente, cocaína. A carreira política de Uribe iniciou-se com financiamento direto de Pablo Escobar, mega traficante. Mas Uribe é aliado...

Segundo o WASHINGTON POST, edição de terça-feira, dia 20 de julho de 2010, o governo do presidente Obama tem uma batata quente nas mãos. Mais de 30% dos serviços secretos estão em mãos de funcionários de empresas privadas contratadas no governo Bush para facilitar as ações supostamente de antiterrorismo. Os motivos alegados, custos mais baixos, caíram por terra e o atual governo quer reduzir gradativamente essa privatização.

Um porta-voz da Secretaria de Defesa disse ao jornal que há uma diferença entre o agente recrutado por empresas privadas e o agente do próprio governo. “Um preocupa-se, a empresa, com os seus acionistas, outro tem comprometimento com o país”.

Nem o jornal italiano e muito menos o WASHINGTON POST são suspeitos, ou seja, não podem ser acusados de “terroristas”.

Uma menina iraquiana de doze anos prostitui-se em Bagdá diante de uma fila de soldados privados dos EUA. Fazem uma coleta de uns poucos dólares para pagar o custo do sexo. Desde crianças e adolescentes iraquianas, a moças recrutadas em países do Leste da Europa, com promessa de trabalho em Dubai. A viagem para o paraíso é desviada e terminam no Iraque onde perdem os passaportes e têm que juntar mais de mil dólares para pagar e sair do submundo da prostituição.

Em Cabul, capital do Afeganistão, garçonetes chinesas nos bares da cidade disfarçam a prostituição e o tráfico de mulheres para servir aos militares recrutados para combater o “terrorismo”.

Junto a essa atividade democrática, cristã, ocidental e promotora de liberdade, o tráfico de drogas. Uma prática é conseqüência da outra.

Martina Vendenberg, da HRW - HUMAN RIGHTS WACTH afirma que a despeito das denúncias “não há nenhum processo aberto”. O tráfico de mulheres foi descoberto pelo CPI - CENTER FOR PUBLIC INTEGRITY e revelado pelo WASHINTON POST na edição de domingo, 18 de julho de 2010. A empresa responsável por combater os “terroristas” é a BLACKWATER. Para continuar operando impunemente depois de reveladas suas verdadeiras ações “libertadoras”, mudou de nome, passou a chamar-se XE SERVICE.

A Marina Venderberg afirma também que: “... enfim, não há vontade de fazer com que se respeite a lei”. Como sempre acontece em se tratando de empresa privada, o porta-voz da quadrilha declarou que “nego com força essas acusações anônimas e sem provas, a política da empresa proíbe o tráfico humano”. O nome é irrelevante, mas o cara chama-se Stacy De Luke.

As mulheres “contratadas” no Leste Europeu (países onde a “liberdade” derrubou os governos comunistas) o tráfico é organizado pela EXCHANGE SERVICE, contratada pelo Exército dos EUA, para espalhar liberdade mundo afora. A empresa deveria ocupar-se de organizar os restaurantes militares, mas cuida também de fornecer carne diferenciada aos clientes.

Já os lucros... Que o digam os acionistas...

No Afeganistão, onde os EUA também distribui “liberdade” e “reconstrói” o país, cerca de mil mulheres chinesas foram libertadas após blitz em bares e boates. Não indica que o tráfico acabou. Um empresário da ARMOR GROUP, empresa contratada para as guerras imundas, afirmou que a “aquisição de uma mulher por 20 mil dólares é um negócio rentável”.

No caso dos serviços secretos, o jornal WASHINGTON POST afirma que o governo aceita que o setor privado cresceu e está “fora de controle”. Washington não sabe nem mais quantos são e quanto custam, ou quantas empresas estão envolvidas.

Há cerca de um mês agentes de Israel, principal parceira dos EUA nos “negócios”, mataram, com passaportes oficiais, um líder do Hamás, em Dubai. Passaportes britânicos, italianos e alemães.

E ainda, segundo o mesmo jornal, 265 mil dos 854 mil agentes secretos nos EUA, são de empresas privadas contratadas para o setor. O caos chegou a tal ponto que o secretário de Defesa Robert Gates e o diretor da CIA, Leon Panetta, já externaram publicamente preocupação com o assunto.

Foi Panetta quem disse que os agentes privados têm preocupações com acionistas e não com o país e Gates, publicamente, concordou.

A tarefa desses agentes da “democracia ocidental cristã” é recrutar espiões em outros países, subornar governantes, funcionários públicos para atender a interesses da organização terrorista EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.

Interferem em outros países do mundo, como a Itália, ou qualquer país europeu (a Europa é um continente falido cercado de bases norte-americanas por todos os lados) e mantêm prisões no exterior, onde colocam os supostos terroristas seqüestrados, interrogam e assassinam também.

Sem forças para reverter o quadro o presidente Obama optou por reduzir de forma gradativa a presença de empresas privadas nos serviços secretos e nas forças armadas. Um terço da CIA é formado por empresas privadas. Eram, até o último domingo, 114 firmas.

Esse tipo de fato, ou esses fatos comprovam que os EUA são apenas um grande conglomerado de empresas e bancos com o objetivo de manter de pé um império que se sustenta num arsenal nuclear, por si só, terrorista em cada minuto.

Fatos como esses, regra geral, explicam porque o cidadão comum norte-americano ou destrambelha e sai matando a porta de escolas, em escritórios, ou os mais pacatos inventam carros com dois vasos sanitários e capacidade para seis rolos de papel higiênico. Não contam os milhares de desabrigados por conta da quebra de bancos, imobiliárias, etc. São meros detalhes nesse processo.

Uma das bases operacionais dos “libertadores” é a antiga Alemanha, hoje colônia dos EUA.

É o modo de ser capitalista neoliberal.