Mostrando postagens com marcador Vice-tucano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vice-tucano. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O SONHO ACABOU


Publicada em:04/07/2010

No futebol, o sonho do hexa acabou. Mas quase alguns minutos depois, o mercado, leia-se a Brahma, patrocinadora da seleção brasileira, determinou que não deu desta vez, o negócio agora é 2014. Podem imaginar o que vem por aí em matéria de negócios futebolísticos?


Como não poderia deixar de ser, a “agredida” TV Globo, via Galvão, não perdoou Dunga pela derrota mortal para a Holanda. O treinador volta para casa e antes de qualquer coisa já avisou que o seu contrato era de quatro anos. Mesmo se o Brasil ganhasse o seu destino na CBF estava selado, porque quem “atrapalha” os negócios, ainda mais envolvendo a Globo, não tem vez na seleção do Teixeira (Ricardo), ou melhor, brasileira.


A imprensa saudou o fim da Era Dunga, mas não se atreveu a pedir o fim da Era Ricardo Teixeira, na prática o proprietário da CBF, que sai ano entra ano está sempre no comando de tudo que diz respeito ao futebol brasileiro e aos negócios dele advindos.O cidadão acima de qualquer suspeita nunca é cobrado pelos eventuais desempenhos medíocres da seleção. Dunga só existiu porque Teixeira quis, mas ninguém cobrou do big-shot da CBF a mediocridade.


Mas é isso aí, o mundo não acabou por causa de uma desclassificação da seleção brasileira. Futebol é assim mesmo. O Uruguai, depois de 40 anos, voltou ao primeiro escalão do futebol mundial. Joga com a Holanda nesta terça-feira, numa parada dura de roer, sendo a camisa laranja franca favorita, mas futebol é futebol.


Depois de esfriada a cabeça pela derrota com a Holanda, neste país continente a campanha presidencial vai mesmo começar a esquentar. Nos 45 minutos do segundo tempo para a escolha de quem preencheria a chapa tucana-demo-pepesista(PPS) e petebista (PTB do Jeferson), o candidato da direita brasileira, José Serra, encontrou um vice, o emergente da Barra, Índio da Costa. Esse cria político de Cesar Maia, o tal ex-prefeito do Rio que na sua última administração abandonou a cidade para se dedicar integralmente ao seu blog, foi possivelmente indicado pelo filho do padrinho político, de nome Rodrigo Maia.


E assim o Partido Democratas (Demo), o ex-Partido da Frente Liberal, conseguiu emplacar o vice de linha tão ou mais conservadora que o patrono Maia. Índio da Costa é acusado pela vereadora do PSDB carioca Andréia Gouvêia de falcatrua com merenda escolar quando secretário de Administração na gestão do padrinho Cesar Maia. Ela até pediu licença do seu partido.


O jogo vai ser bruto, ou seja, a direita vai fazer o possível e o impossível para evitar que a candidata de Lula, Dilma Roussef, chegue lá. Serra tenta se apresentar como o “mais experiente para governar o país”, mas tentará evitar associações com outros políticos da América Latina, entre os quais o recém eleito Juan Manuel Santos, sucessor da Álvaro Uribe. O novo presidente colombiano, por sinal, está convocando Tony Blair, o “cachorrinho” de George Bush, para ajudar a incrementar o que ele e alguns analistas denominam de Terceira Via, que na verdade não passa de uma marca de fantasia do esquema neoliberal inaugurado na Grã-Bretanha pela então primeira-ministra britânica Margareth Thatcher.


No mesmo time de Santos, e de Serra, encontra-se o menos conhecido presidente do Panamá, Ricardo Martinelli, que no último dia 1 de julho completou um ano de governo. O dirigente panamenho, também aliado de Washington, em 365 dias incrementou uma reforma do Código de Trabalho, totalmente inconstitucional, segundo analistas, que na prática acabou com o direito de greve dos trabalhadores. Como se não bastasse, Martinelli aprovou uma reforma fiscal que entrando em vigência acarretará um aumento de 40% nos impostos dos setores mais pobres da população. O imposto do consumo sobe de 5 para 7% para todos os produtos e serviços, sem incluir os alimentos.


Martinelli, como alguns candidatos a governos de Estado no Brasil, que prometeram acabar com a violência em seis meses, entre os quais o hoje diretor da Caixa Econômica, Moreira Franco, não cumpriu com a palavra, muito pelo contrário, pois em um ano o Panamá viu aumentar inclusive o tráfico de drogas e outras manifestações de violência.

No Chile, o atual presidente Sebastián Piñera segue pelo mesmo caminho que o colombiano Santos e o panamenho Martinelli, enquanto em Honduras, o presidente Porfírio Lobo, que venceu uma eleição fajuta depois da derrubada de Manuel Zelaya, não deteve a repressão que se abate sobre o movimento popular do país, que já resultou em centenas de mortes.


Neste período pós-Copa e no momento em que a campanha eleitoral se intensifica, os eleitores brasileiros precisam ser informados sobre o que acontece neste continente e com isso ter mais elementos para poder fazer a opção por seus candidatos. Como, segundo indicam as pesquisas, a maioria absoluta não quer correr o risco de retrocessos como o que acontece nos países mencionados, a informação nesse contexto é artigo de primeira necessidade.



Artigo original no Direto da Redação

domingo, 4 de julho de 2010

O Fim da Pré-Campanha

Correio Braziliense - Via Viomundo
De Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

Quem tinha razão era Magalhães Pinto, velha raposa política e ex-governador de Minas Gerais. A política é mesmo como nuvem. Uma hora, você olha e vê uma coisa. Olha de novo e ela já mudou.

Se estivesse vivo, seria o que ele diria sobre o período da campanha presidencial que agora se encerra. Do início de abril, quando se desincompatibilizaram os principais candidatos, ao fim de junho, quando começa a reta final da sucessão, tudo ficou diferente.

A entrada em campo de Serra era aguardada há meses. É verdade que ele teve que disputar, até dezembro, o posto de candidato com Aécio, ainda que não se preocupasse muito com as aspirações do mineiro. Estava convencido de que o PSDB terminaria por lhe entregar a vaga.

De qualquer maneira, o fato é que, desde quando Aécio saiu do páreo, nada mais restava em seu caminho. Com a candidatura assegurada, teve amplo tempo para se preparar, montar sua estratégia, organizar sua equipe. Ainda que continuasse, de janeiro a março, com suas obrigações de governo, pôde pensar com calma no que faria quando saísse do Palácio dos Bandeirantes.

Com algum retardo (que ajudou a manter o suspense sobre sua decisão até a véspera do prazo fatal), ele finalmente renunciou ao cargo de governador e virou candidato. Juntou-se a Dilma que, dias antes, havia deixado o ministério.
Entre o começo de abril e meados de maio, Serra viveu seus melhores 45 dias desde quando iniciou sua jornada em busca da Presidência. Quem tiver alguma memória se lembrará do que andaram dizendo seus correligionários e publicaram aqueles que por ele torcem na imprensa carioca e paulista.

Era como se estivesse ali começando para valer a sucessão, com um goleador nato, em momento inspirado, mostrando seu melhor futebol. Para eles, Serra fazia um gol atrás do outro, com postura serena, palavras sempre bem escolhidas, hábeis manobras.

Pelo que se lia nesses jornais, enquanto Serra conquistava novos apoios, Dilma perdia os dela. Era apenas questão de tempo até que as pesquisas assinalassem seu crescimento. Enquanto não vinham, as colunas estavam cheias de especulações sobre “pesquisas internas”, que já o mostrariam bem à frente da adversária.

Se era esse o tom da cobertura a respeito do candidato tucano, via-se o inverso no que era publicado sobre a petista. Parecia que uma desastrada havia entrado em campo, cometendo um erro depois do outro. Precipitação, amadorismo, inabilidade, incompetência, era isso que se falava dela e de sua campanha. Chegaram a dizer que Lula andava nervoso, agitado, irritadiço.

As nuvens, no entanto, mudaram. Se o sol parecia brilhar para Serra até o meio de maio, a chuva desabou de lá para cá. Viu-se que a falta de traquejo eleitoral não prejudicava Dilma. Ela cresceu nas pesquisas, suas alianças se confirmaram, outras surgiram. Gorou a esperança de que a propaganda partidária de PSDB, DEM, PPS e PTB, somadas, mudassem o panorama. Na maioria dos estados, alegrias para o governo, decepções para a oposição. Lula já não franzia mais a testa. Quando junho chegou ao fim, ele era só sorrisos.

Ficou, no entanto, para o apagar das luzes da “pré-campanha”, o pior momento. O episódio da escolha do companheiro de chapa de Serra tem tudo para entrar para a história.

Desde a quarta-feira, quando Índio da Costa foi confirmado, já se falou tanto que é até cruel insistir no assunto. Qualquer argumento em favor de seu nome chega a ser risível, desde o potencial de seus 40 anos atraírem a juventude e provocarem a reversão do voto no Sudeste, à densidade de sua biografia de “ficha limpa”.

Mas resta uma pergunta: por mais que as pessoas se julguem imortais, um candidato a presidente não tem a obrigação de raciocinar com a hipótese de vir a faltar, por qualquer motivo? Não foi, talvez, pensando assim que Collor escolheu Itamar, que Fernando Henrique convidou Marco Maciel, que Lula optou por José Alencar?

Goste-se ou não de Michel Temer, nem seus inimigos negam que tem experiência e qualificações para, se imperativo, substituir Dilma. E Índio da Costa?

sábado, 3 de julho de 2010

Sobre ONGs & flores tucano-pefelistas que não se cheira

enviado e comentado pelo coletivo Vila Vudu

“Ora, não cair nas condições da lei de forma alguma significa que o sujeito seja flor que se cheire.”

Cláudio Weber Abramo, na FSP – que muito fala sobre a chamada “Lei da Ficha Limpa”,

mas nada diz sobre o QI (“Quem indica”) os fichados (limpos ou sujos).

[FSP, 3/7/2010, p. 3, em "O cérebro antes da lei" para assinantes do UOL; e abaixo, cortado-colado, grátis, para referê ncia.]

Grande verdade escreve hoje – surpreendentemente – o Sr. Weber Abramo (da ONG “Transparência Brasil” do tucananto-pefelista-udenista-paulista eternamente golpista, e da qual, hoje, ele faz propaganda!), na facinorosa Folha de S.Paulo (e onde mais seria, né-não?).


É claro que não ter sido condenado não converte ninguém em “flor que se cheire”. E é claro que os eleitores têm de usar o cérebro. Ah! E o quanto temos de usar o cérebro! Temos, sim, ora se temos, e sem descansar um minuto! E, claro, o usamos muito bem, sem precisar de lições do Sr. Weber Abramo, da Folha de S.Paulo e de ONGs “Transparências Brasils”.


Não ser listado como bandido, por ONGs ‘transparentistas’ e sempre tucano-obscurantistas, eternamente udenistas paulistas e eternamente golpistas, tampouco converte alguém em flor perfumada. (Se não entendeu, releia: é claro que não ser declarado ‘currupto’ por qualquer ONG alugada aos tucanos- pefelistas e eternamente golpistas, tampouco faz de bandido, gente boa).


E é assim que, por mais o Sr. Weber Abramo, a Folha de S.Paulo e a ONG “Transparência Brasil” repitam hectares de lugares-comuns autoproclamados ‘éticos’, fica-se sem saber por que o dizem, com que interesse e para que objetivo o dizem e quem paga para que digam todos, aí, digam o que disserem.


Verdade imatável e superdocumentada é que ninguém aí jamais disse ou escreveu uma linha, que fosse, que interessasse mais à democracia e ao aprimoramento da democracia que ao engordamento do caixa da ONG-empresa, do jornal-empresa ou do candidato apadrinhado, aí, pelas duas empresas, ONG e jornal.


Essas ONGs que se apresentam como pai&mãe da honestidade raramente NUNCA são o que parecem ser. ONG é coisa que, por definição, tende à privataria.


Se, como hoje, a maioria democrática dos brasileiros está no poder e no governo (“LULA É MUITOS!”), as tais organizações alardeadamente não-governamentais são coisa que, hoje, só interessa ao tucanato-pefelista privateiro que não está nem no poder nem no governo. Isso, tá na cara.


Hoje, porque a propaganda eleitoral antecipada é proibida por lei, esses ongueiros não podem escrever “vote no Serra”. Então, ganham a vida com repetir que os eleitores “não votem nos demais candidatos”. É puro golpe ‘ético’. Só rindo!


Para buscar votos para seus candidatos, vivem de tentar convencer os eleitores de quase toooodo mundo, exceto os tucanos-pefelês, são ‘curruptos’. Provar? Prá quê? Basta repetir muito, e qualquer delírio de ongueiro converte-se em verdade jornalística – lição que a Folha de S.Paulo aprendeu de Goebbels. Depois, é só defender a liberdade de imprensa só pra eles... e tá feito.


Afinal todas as tais de organizações não-governamentais que hoje estão fora do governo, só querem, mesmo, ser governo. Sempre foi assim.


De democracia, que é bom, esses ongueiros autoproclamados pais & mães da ‘ética’ (à moda deles) e da ‘transparência’ (à moda deles) não cogitam. Essas ONGs metidas a ‘éticas’ – e sempre, só, moralistas toscas à moda das Senhoras de Santana – são o túmulo da democracia.

Então, porque sabemos tudo isso, resolvemos ver o que teria a ONG “Transparência Brasil” a informar sobre o deputado Índio da Costa, candidato à vice-presidência do Brasil pelo PSDB, partido ao qual o Sr. Weber Abramo e a Folha de S.Paulo e a ONG “Transparência Brasil” servem aplicadamente, há muito tempo.


Lá está, na página de “Transparência Brasil:

Nome de batismo:

Antônio Pedro de Siqueira Indio da Costa

Deputado Federal, DEM-RJ

CPF: 010.544.587-82

Cargo anterior:

Vereador do Rio de Janeiro (PFL-RJ)

E ao lado, à guisa de ‘ficha’:

Cargos relevantes: Vereador do Rio de Janeiro por três legislaturas (1997-2001, PFL-RJ; 2001-2005, PTB-RJ; 2005-2006, PFL-RJ). Foi secretário municipal de Administração do Rio de Janeiro por duas vezes (2001-2003/2004-2006). Foi administrador do Parque do Flamengo, indicado pelo então prefeito César Maia (1996).

Outros dados relevantes: Formado em direito.

Histórico de filiações partidárias: PFL, 1995-1999; PFL, 2001-; PTB, 1999-2001” (em Projeto Excelências).

Se essa informação servisse para alguma coisa, serviria para que se conhecesse um pouco, à vera, a ‘ficha’ do fichado.


Mas vê-se logo que as coisas não são bem assim. O que significaria “formado em direito”, se se fica sem saber que faculdade o diplomou?! Aí falta informação relevante, sim senhor, porque se sabe que, nas faculdades de direito do Brasil da privataria tucano-pefelista, qualquer um abria uma empresa-faculdade e diplomava quem bem entendesse.


Taí, então, dona ONG da ‘transparência’: Que faculdade diplomou “em direito”, o candidato Índio da Costa?


Claro que é perfeitamente possível que o candidato-incógnita seja tão “formado em direito” quanto o P., cá da Vila Vudu, que diz que entende de direito, porque “muito estudei direito, porque meu avô era advogado e toda a casa aprendia com ele”. Mas o P., se se declarar “formado em direito” ou “formado em economia”, sem ser formado em nada disso (e se não virar governador tucano-pefelê de São Paulo! [risos, risos]), vai preso por falsidade ideológica. OK, OK.

Então, no mínimo, em nome de requisitar para nós informação democrática aproveitável: O que fazia o avô do candidato-incógnita Índio da Costa? “Transparência Brasil” e a Folha de S.Paulo não sabem. Ou, se sabem, não contam.


Aprende-se também daquela ‘ficha’ que, entre 1997 e 2005, pelo menos, o fichado viveu de pular de partido para partido: do PFL-RJ dos Maia ao PTB-RJ de Bob Jefferson e, outra vez, de volta ao PFL-RJ dos Maia; e que foi secretário municipal, além de administrador do Parque do Flamengo, no governo Cesar Maia. Nada disso fala garantidamente bem do candidato e, pior: todos os jornais já divulgaram essa magérrima experiência ‘política’ do hoje candidato tucano-pefelista à vice-presidência do Brasil.


E tudo copiado, muito provavelmente, da mesma página de “Transparência Brasil”, porque, no ‘jornalismo’ brasileiro, tudo se copia. E a Folha de S.Paulo sempre copia da “Transparência Brasil”. Em troca, a “Transparência Brasil” ganha publicidade grátis nas páginas da FSP, e uma mão suja a outra e o Sr. Weber Abramo vai fazendo sua faminha e sua fortuninha.


Nessas circunstâncias, bem valeria dar uma espiada na ‘ficha’ do ex-prefeito Cesar Maia, padrinho do hoje candidato à vice-presidência do Brasil. Mas não existe. A “Transparência Brasil” só ficha, no item “Excelências”, “parlamentares em exercício”. E Cesar Maia não foi eleito para cargo algum.


A revista Carta Capital, que está nas bancas, diz que Cesar Maia só indicou esse Índio de Souza candidato à eleição para vice-presidente, pq precisava desesperadamente abrir um lugar na chapa do PFL-RJ para seu filho, o incompetente-mór, que sem o pai não seria NEM o nada que é, Rodrigo Maia [1].


Em democracia que já tivesse gerado melhores jornais, melhor jornalismo, melhores jornalistas, melhores ONGs e melhores ongueiros autoproclamados ‘transparentes’, Cesar Maia não teria poder algum. Mas continua, de fato, no poder. Não é poder democrático, mas, poder autoritário e fascistizante, isso é, claro.


Cesar Maia está no poder, primeiro, porque a Folha de S.Paulo e seus ongueiros metidos a ‘éticos’ e ‘transparentes’, transparecem tudo, menos o que realmente faria diferença, se lhes interessasse realmente informar os eleitores para melhor democracia. Então, Cesar Maia ainda exerce – em clara oposição ao que decidiram os eleitores –, o poder de indicar vice-presidentes, cuja indicação interessa, primeiro, ao próprio Cesar Maia, pessoalmente. E nada disso parece preocupar nem o colunista, nem o jornal nem a ONG autoproclamada ‘transparente’ nem o ongueiro-professor autodiplomado para dar ‘lições’ de bom comportamento eleitoral aos eleitores brasileiros. Que vá se catá!


Em outra página da mesma “Transparência Brasil”, "historiam"-se, em tabela numérica (?), os feitos parlamentares do candidato-incógnita: fez pouco. Além de 6,3% de “propostas sem relevância”, apresentou 4 projetos na categoria “Corrupção e controle” e 4 (talvez os mesmos, não se pode saber; e nem se sabe se prestam!) projetos na categoria “Regulação Política”, o que lhe vale 93,8% de projetos descritos como “outros”.


Comparado, por exemplo, ao deputado Ivan Valente (nome encontrado por acaso, ao qual logo se chega, se se acompanha a ‘história’ à moda de “Transparência Brasil”, por ordinária ordem alfabética e numerologia metida a ‘científica’), o candidato-incógnita perde no item “propostas sem relevância”.


Infelizmente, nem essa informação de “Transparência Brasil” significa alguma coisa democráticamente relevante, porque perder aí seria bom sinal, mas só se o canditato-incógnita Índio da Costa, perdesse por muito; e perde por pouco; mas ganha na impalpável categoria “outros”: aí, Ivan Valente perde de 96,2% a 96,8%.


De fato, há praticamente empate entre o Deputado Ivan Valente e o candidato-incógnita Índio da Costa, porque a ‘diferença’ que os distinguiria está dentro da ‘margem de erro’ [risos, risos]. Então, a diferença não os diferencia: iguala-os. E a informação democraticamente relevante... sumiu!


Em outras palavras: dado que a categoria “outros” da tabela de “Transparência Brasil” nada informa, temos que, por critérios de “transparência”, Índio da Costa e Ivan Valente são absolutamente iguais. Aliás, pela mesma tabela e pelo mesmo critério (nenhum!), o deputado Inocêncio de Oliveira (todos irmanados pelo “I” inicial) ganha dos dois: apresentou 23,8% de projetos sem relevância! Mas esse é outro dado que absolutamente nada significa, porque – além de “Transparência Brasil” não explicar para quem as coisas teriam relevância ou irrelevância! – o deputado Inocêncio de Oliveira não foi indicado por Cesar Maia, como candidato à presidência da República. (Ufa! Desse, pelo menos, escapamos!).


Temos também, até aqui, por boa lógica, que as tabelas de “Transparência Brasil”, à parte custarem caro e ninguém saber quem paga por aquelas tolices tabeladas, pouco informam. E persiste, até aqui, como única diferença a diferençar o Deputado Ivan Valente e o candidato-incógnita Índio da Costa... o QI, isso é, o “Quem indica”.


Dado que nem Ivan Valente nem Inocêncio de Oliveira foram indicados a coisa alguma, voltamos ao nome de Cesar Maia, como único item de ‘currículo’ e ‘transparência’ que realmente informaria alguma coisa importante sobre o candidato-incógnita Índio da Costa. Mas “Transparência Brasil” nada sabe sobre Cesar Maia. Ou, se sabe, não conta.


Essa demonstração poderia arrastar-se muito, ainda – afinal, só examinamos os deputados “I”, e falta todo o resto do alfabeto! Mas não é preciso: tudo continuará exatamente como até aqui, exercício de acumular números sem significação política, para fingir que montanhas de tabelas e listas itemizadas bastariam para informar algum eleitor sobre alguma coisa democraticamente relevante.


Tabelas e ‘transparências’ como as que faz, vende, propagandeia e recomenda o Sr. Weber Abramo são absolutamente inúteis. Melhor dizendo: são úteis, só, para mascarar a informação democraticamente relevante. São pura propaganda de desdemocratização travestidas de ‘ética’ e de ‘transparência’. São pois piores para a democracia, que qualquer puro instinto democrático, qualquer pura sensibilidade democrática e democratizatória.


E chega a dar calafrios, que o Sr. Weber Abramo recomende que alguém ponha o cérebro acima da lei. É conselho que, esperemos, os bandidos não se metam a seguir, ou será puro salve-se quem puder! O Afeganistão é aqui! Pashtuns neles!


Problema bem próximo e bem real, no Brasil-2010, é que nada há de democrático em um candidato ser proposto ao voto dos cidadãos por alguém que absolutamente não está exposto ao escrutínio democrático dos eleitores, dos cidadãos.


(E nem se discute, agora, a pergunta que não quer calar: Por que, diabos, o infeliz Serra, o mais desgraçado dos candidatos que o mundo jamais viu, deixou-se de tal modo prender em tais arapucas de ‘éticas’ de araque e ‘transparências’ obscuríssimas e opacíssimas à moda das “Transparências Brasils”, que, hoje, o coitado é obrigado a aceitar esse Índio de Souza & Maia, saído sabe-se lá de que porões imundíssimos?! Não se sabe! Nem a Folha de S.Paulo jornaliza nem a “Transparência Brasil” transparece! [risos, risos]).


Ao mesmo tempo, também há algo de ativamente desdemocrático e desdemocratizatório – há algo ativamente fascistizante! – em haver jornal, jornalista e professor-colunista-ongueiro, como o Sr. Weber Abramo, que se sinta ‘autoridade’ para recomendar que o cidadão-eleitor desconsidere a lei. E a Folha de S.Paulo publica!


Depois, na coluna do Sr. Weber Abramo, é só repetir lugares-comuns. Ora bolas! Quem mandou investir tanto conversê-fiado metido a ‘ético’, nessa “Lei da Ficha Limpa” – que é “projeto demagógico, autoritário e flerta com o fascismo”, como diz magnificamente Marco Weissheimer, do Blog “RS-Urgente” (16/5/2010, em /)? ONGs como “Transparência Brasil” também são demagógicas, autoritárias e flertam com o fascismo, além de servirem como máscara para propaganda eleitoral antecipada e ilegal, sempre a favor da tucanaria-pefelê golpista.


É verdade que a democracia exige informação. OK. Mas não é verdade que “Transparência Brasil”, a Folha de S.Paulo ou as opiniões absolutamente pessoais, idiossincráticas, partidarizadas, enviesadas, desdemocráticas e desdemocratizatórias e sempre PESSOAIS de um ou outro jornalista ou colunista ou ongueiro-empregado e autoproclamado ‘transparente’ sejam fonte segura de informação de democratização. Essas opiniões não são, sequer, informação bem construída: são só opinião, opinionismo. E são opinião partidarizada. Nem são, sequer, opinião da maioria democrática. Essas opiniões ongo-jornalísticas, isso sim, não são flor que se cheire!


A melhor informação está hoje, na Internet, onde espera para ser recolhida e construída pelos cidadãos eleitores PARA DEMOCRATIZAR o Brasil. De fato, para nos autodemocratizarmos, nós, nós mesmos.


Esse é o trabalho da blogosfera, trabalho vivo, democrático, democratizatório e de democratização, de paixão democrática, sempre perfeitamente gratuito. Só a luta ensina.

Não leia a Folha de S.Paulo. Se ler, responda sempre.


Dilma é o NOSSO terceiro mandato! LULA É MUITOS!


[assina] Coletivo de Propaganda de Democratização “Vila Vudu”, São Paulo, SP

NOTA:

[1] “Índio e os Maias. Cesar Maia, ex-prefeito carioca resolveu um problema sério, que a eleição de outubro projetava para ele, ao impor o deputado Índio da Costa como vice de Serra. O DEM deve eleger dois deputados federais no estado do Rio. Com muito esforço, fará três. Solange Amaral tem a reeleição quase certa. Índio da Costa ficaria com a segunda vaga. A terceira, se alcançada, seria de Rodrigo Maia. A força do pai pavimentou agora a eleição do filho.” (Carta Capital, ano XV, n. 603, 7/7/2010, “Andante Mosso”, p. 13).

**************************

Referência:

CLAUDIO WEBER ABRAMO, “O cérebro antes da lei”, FSP, 3/7/2010, p. 3, para assinantes do UOL.

--------------------------------------------------------------------------------

É preciso informar o eleitor; no vazio, ninguém é capaz de decidir nada direito

--------------------------------------------------------------------------------

A RECÉM-PROMULGADA Lei da Ficha Limpa tem estimulado certos políticos a promover um equívoco.

A lei define que indivíduos que tenham sido condenados por determinados crimes e que tenham tido suas sentenças confirmadas por colegiados de magistrados não poderão candidatar-se. (A real aplicabilidade da regra ainda não foi colocada à prova. O primeiro pretendente a candidato que tiver o registro negado recorrerá ao Supremo Tribunal Federal; só então se verá.)

Diversos pré-candidatos pelo Brasil afora estão usando o fato de não se enquadrarem na lei para se apresentar como "candidatos ficha-limpa".

Ora, não cair nas condições da lei de forma alguma significa que o sujeito seja flor que se cheire. A lei restringe a inelegibilidade a algumas circunstâncias. Restam muitas mais, que se presentes no histórico de um candidato dão suficiente sinalização ao eleitor de que o melhor é evitar elegê-lo.

E, de fato, entre os políticos que se candidatarão às eleições deste ano há uma grande quantidade com folhas corridas repletas de processos por crimes contra a administração pública, punições por Tribunais de Contas, delitos eleitorais diversos, inadimplência com o INSS e por aí vai.

Só no Congresso Nacional (Câmara e Senado) tais parlamentares somam cerca de 40%. Há Estados em que os deputados estaduais em exercício e com problemas dessa natureza superam os 60%. Quase todos buscarão a reeleição.

Só o eleitor poderá reduzir essas porcentagens, negando voto a quem deu mostra suficiente, ao longo de anos e anos, de que não deveria nem ter ingressado na vida vida (sic) pública, quanto mais continuar nela.

Contudo, para que o eleitor possa decidir melhor, é preciso que seja abastecido de informação sobre os candidatos. No vazio, ninguém é capaz de decidir nada direito.

O TSE anuncia que publicará na internet as fichas judiciais de todos os candidatos. Essa é uma boa fonte. Outra, mais abrangente na extensão das informações, embora não cubra a totalidade dos candidatos, é o projeto Excelências, da Transparência Brasil ( ).

Um bom serviço que as ONGs, as associações comunitárias, os sindicatos, os grupos de interesse de modo geral poderiam prestar ao eleitor seria recolher as informações disponíveis sobre candidatos, agregá-las e distribuí-las entre seu público. É (também) para isso que tais organizações servem.

Como política não é só criminalidade (embora no Brasil quase pareça ser), tal divulgação poderia ser acompanhada de esclarecimentos a respeito de quais interesses os candidatos representam, como votam, que tipo de proposição legislativa apresentam e um mar de outros dados relevantes para a decisão do voto.

Poderiam, com isso, ajudar o eleitor a usar o cérebro nas eleições. Apenas a lei não impedirá a proliferação dos aventureiros, dos demagogos e dos inúteis.


Nota de Rodapé

[1] “Índio e os Maias. Cesar Maia, ex-prefeito carioca resolveu um problema sério, que a eleição de outubro projetava para ele, ao impor o deputado Índio da Costa como vice de Serra. O DEM deve eleger dois deputados federais no estado do Rio. Com muito esforço, fará três. Solange Amaral tem a reeleição quase certa. Índio da Costa ficaria com a segunda vaga. A terceira, se alcançada, seria de Rodrigo Maia. A força do pai pavimentou agora a eleição do filho.” (Carta Capital, ano XV, n. 603, 7/7/2010, “Andante Mosso”, p. 13).

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Arruda Serra ou Índio da Serra?

Laerte Braga

O cara é genro do banqueiro Salvatore Cacciola, aquele amigo de FHC que quebrou de mentirinha, fugiu para a Itália, foi preso na Suíça, extraditado e cumpre pena na Penitenciária da Papuda em Brasília. E está envolvido no escândalo do superfaturamento da merenda escolar no Rio de Janeiro.

O deputado Índio da Costa tomou um susto danado quando soube que seria indicado para vice de José Arruda Serra. O dito foi casado com Rafaella Cacciola, filha do banqueiro, namorou a filha de César Maia e tem como primo um outro banqueiro, Luís Octávio Índio da Costa, dono do banco Cruzeiro do Sul.

O novo vice foi indicado por Rodrigo Maia, deputado e filho de César, o ex-prefeito, que, no sábado, havia ficado uma arara quando soube que Roberto Jéferson tinha emplacado na quadrilha tucana a candidatura de Álvaro Dias. Pulou, estrebuchou, fez o senador Sérgio Guerra sair correndo de Recife para apagar o incêndio no Rio e no fim... Índio de Costa.

Ou estão zoando com Arruda Serra, ou Arruda Serra está zoando com o Brasil. O mais provável é que esteja acontecendo uma e outra coisa. Rodrigo Maia, no sábado, em declaração a jornalistas disse que “já perdemos a eleição”.

Quando percebeu que sua política econômica ia gerar uma baita quebradeira no mercado, FHC consentiu que o Banco Central vendesse dólar mais barato aos bancos Marka e FonteCindam, com um prejuízo de bilhões para os cofres públicos.

Estava tentando salvar Salvatore Cacciola, que usava informações privilegiadas obtidas junto ao próprio Banco Central, através de Chico Lopes, amigo de FHC e presidente da instituição por uns dias. Teresa Grossi, diretora interina, à época, do Departamento de Fiscalização negociou com a Bolsa de Mercadorias e Futuro uma carta para justificar a negociata. Uma CPI apurou que o prejuízo foi de um bilhão e meio de reais aos cofres públicos, ou seja, ao distinto cidadão.

Cacciola? Sai logo, sem perder um tostão. Enquanto cumpre pena em cela especial o dinheiro vai rendendo aqui fora e de quebra o ex-genro é indicado candidato a vice-presidente na chapa do amigo do peito José Arruda Serra.

Não foi por outra razão que Aécio Neves, que já pulou fora desse barco faz tempo, saiu dizendo que estava tudo errado, que não era assim, ou seja, não dá para levar a candidatura Arruda Serra. Colocaram chumbo nos pés do candidato.

O sogrão de Índio da Costa foi condenado, em 2005, pela juíza Ana Paula de Vieira Carvalho, da 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro a treze anos de prisão. Crimes de peculato e gestão fraudulenta.

Está aí uma prévia do que poderia ser um governo Arruda Serra. Chico Lopes, do BC foi condenado a dez anos e Teresa Grossi a seis anos, mas estão em liberdade, aguardando julgamento de recurso.

Quando o escândalo estourou FHC tratou de demitir Chico Lopes, tanto quanto garantir o silêncio de Cacciola. O temor dos tucanos era exatamente o banqueiro abrir o bico e envolver mais figuras do corrupto governo do ex-presidente. Com as garantias que tudo seria jogo de cena, falo das investigações, foi para a Itália, até ser preso e extraditado. Foi preso em Mônaco.

Índio da Costa é piada pronta. Irresponsabilidade pronta, declarada publicamente. Ao lado do dito cujo, todo sorridente, o ex-senador Bornhausen, o deputado ACM Neto e Rodrigo Maia.

A vergonha foi tanta que Arruda Serra resolveu chegar quando a convenção do DEM já estava terminada. Jeito de despistar, dizer que não tem nada com isso, com amigos assim ninguém precisa de inimigo.

Mas por que aceitar então? Rabo preso. Só isso. Não tem como pular fora do barco. Pode até tentar, mas ou engole os caras ou vai para o brejo definitivamente.

Pelo andar da carruagem Arruda Serra vai disputar o vice-campeonato com Marina da Silva. E vai ser uma disputa dura, daquelas de arrepiar.

Andréa Gouvêa Vieira, vereadora à Câmara Municipal do Rio de Janeiro, num relatório de uma CPI sobre o escândalo da merenda escolar afirma que o secretário de Administração do governo do município então o atual deputado Índio da Costa, favoreceu a um cartel de empresas pagando mais caro, com alimentos de baixa qualidade, em prejuízo dos alunos da rede pública. Segundo a vereadora em seu relatório à época, o trabalho do secretário Índio da Costa podia ser considerado um manual de como “não administrar na gestão da coisa pública”.

Mas, o cara é ex-genro de banqueiro com fundos no exterior (caixa 2), namorou a filha do ex-prefeito César Maia, boa pinta e contempla a quadrilha DEM, a família tucana agradece penhorada o que o próprio Arruda Serra chamou de “processo autofágico”. Ou como diz Aécio, “o Serra tem uma capacidade incrível para desorganizar tudo”.

Registre-se que a vereadora é do PSDB, partido de Arruda Serra.

Numa declaração ao jornalista Josias de Sousa, FOLHA DE SÃO PAULO, o deputado disse o seguinte – “acabei de ser indicado, foi uma surpresa, não sei de nada, vou ver como posso ajudar”.

Parece prefácio de livro-cabeça, como dizem. Chamam um especialista para apresentar a obra, ele escreve trezentas páginas para duzentas da dita obra, explica tudo, ninguém entende nada, mas faz que entende, e fica na dúvida se larga o romance para lá, lê só a orelha ou se nunca mais na vida lê prefácio.

Prefácios são ameaças à leitura e a literatura.

A dupla José Arruda Serra e Índio da Costa ameaçam algo muito maior, ameaçam o Brasil.

Ah! Segundo Andréa Gouvêa Vieira, a vereadora tucana que relatou a CPI da roubalheira do “ficha suja” Índio da Costa, o deputado Rodrigo Maia fez uma jogada de mestre. Afastou um concorrente já que o novo vice de Arruda Serra seria candidato a reeleição e tiraria votos de Rodrigo, atuam em áreas próximas.

Eiêta quadrilhazinha braba esse tal de DEM. Deu nó até na quadrilha grande, o PSDB. Essa nem Roberto Freire, o ex-honesto imaginava. Na verdade apenas sonhava de tudo ficar embrulhado e, de repente, alguém “lembrar”, “uai gente, por que não o Freire?”

É rato demais num navio só, estão zoando com o Brasil e os brasileiros.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

PSDB não abre mão de Dias e DEM ameaça com rompimento

Autor(es): Maria Inês Nassif e Raquel Ulhôa, de São Paulo e Brasília

Valor Econômico - 28/06/2010

Não é confortável a situação do candidato do PSDB a presidente, José Serra, depois que ele optou por uma chapa "puro sangue" e lançou o senador Álvaro Dias (PR) como seu candidato a vice. Se o PSDB não recuar e ceder a vice-presidência ao DEM, dificilmente conseguirá desarmar o mal-estar criado por essa decisão sem graves danos à candidatura tucana.

Uma alternativa estudada pelo DEM é a de não apoiar qualquer candidato a presidente, na convenção nacional de quarta-feira. Nesse caso, o tempo de propaganda eleitoral gratuita que a lei reserva ao partido seria dividido proporcionalmente entre os demais candidatos: a coligação da petista Dilma Rousseff ficaria com 65,11% do tempo do DEM na televisão e Serra, com 29,48%. A outra alternativa é lançar candidato próprio e, nos quase três minutos a que tem direito - tempo igual ao do PSDB -, fazer proselitismo partidário. "Assim nos fixamos como o partido da direita moderna", disse o ex-deputado Saulo Queiroz. Nas duas hipóteses, o tempo de propaganda gratuita de Serra cairia muito: com o apoio do DEM, disporia de 6m46s, enquanto Dilma teria 8 minutos. Com uma candidatura do DEM, cairia para 4m38s. Se não apoiar nenhum candidato, Dilma ganha mais, Serra perde muito. "O PSDB fica quase como uma candidatura nanica", disse um deputado que não quis se identificar.

O Presidente do DEM, Rodrigo Maia, segundo uma fonte, chegou a consultar um advogado para se certificar das vantagens que o DEM teria com o lançamento de um candidato a vice, independente da concordância do PSDB. Seria inócuo para o DEM e uma bênção para os tucanos: o DEM ficaria sem a vice e o PSDB, com o horário eleitoral do DEM. A alternativa de não apoiar nenhum candidato sofre restrições ideológicas de parcela do partido. "Nessa hipótese, o DEM estará, pela lei, concedendo 29% do tempo a que teria na televisão para o PT, seu adversário histórico", afirmou o ex-deputado Saulo Queiroz. Um grupo do DEM insiste que lançar um candidato que se apresente como uma opção de "direita moderna", mesmo sem expectativa de vitória. Independente das posições que defendem os demais grupos, é majoritária a disposição de não compor com o PSDB nas condições que Serra quer. "O Serra uniu o DEM, contra ele", brincou um parlamentar. É grande o número de demistas que defende não recompor com o tucano mesmo que ele recue. Avaliam que foram humilhados. Não consideram que Dias supere os quadros apresentados pelo DEM para a chapa e ficaram sabendo da decisão por um "twitter" desaforado de Roberto Jefferson, réu confesso no caso do Mensalão do PT. "Se o escolhidos ainda fosse um dom Paulo Evaristo Arns, um Guga, um artista famoso ou um cientista genial, tudo bem, mas é o Álvaro Dias. Como ele, temos uns 30 ou 40 para oferecer ao PSDB", disse o senador Demóstenes Torres (GO). "Me agradaria estar do lado do Serra, mas não em qualquer condição", disse.

O PSDB pretende manter a escolha de Dias. O presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), tenta hoje "restabelecer a conversa" com o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ). Eles devem se encontrar hoje, provavelmente em São Paulo. Existe a hipótese de que Serra entre no circuito das negociações.

O objetivo é buscar uma saída, pela via do entendimento. Lideranças do PSDB avaliam que o pior fato ocorrido nos últimos dias foi Maia ter tomado conhecimento da escolha pelo microblog de Jefferson. Apesar desse problema de condução, a escolha de Dias é tratada pelos tucanos como "irreversível".

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Caiado para Serra: ‘Hasta la vista!’ Bob Jeff para Caiado: ‘O Dem é uma merda!!!’

Breve síntese do barraco na coligação PTB, DEM, PSDB.

Segundo a Folha, o pré-canditato tucano, José Serra, contou para ela que o vice de sua chapa seria o ex-governador do Paraná e também tucano: Álvaro Dias.

Assim que soube da notícia pela ‘imprensa’, Caiado pôs a boca no trombone, ou melhor os dedos no teclado do twitter e descascou todos os pepinos, abacaxis, lavou toda a roupa suja, desceu das tamancas, rodou a baiana… e expôs todas as fragilidades da coligação Demotucana. Acompanhem:

caiado indignado1

caiado indignado2

caiado indignado3

Roberto Jefferson, do PTB, do mensalão… resolveu pôr mais lenha na fogueira:

o dem é uma merda

Ao ler, resolvi dar RT para compartilhar, desta vez, o bocão do Bob Jeff.

demeumamerda

E também, mandei uma mensagem comentando o que disse Bob Jeff com o endereço para a mensagem dele sobre o Dem. Vários twitteiros deram RT na minha mensagem e viram a página do Bob Jeff.

como caiado reagirá

Mas, minutos depois, quem seguia o meu twitter ou quem foi atrás da minha mensagem reenviada por meus seguidores não encontrou a página a que eu fazia referência (vejam o endereço da página na imagem anterior).

Conseguimos o endereço de qualquer mensagem do twitter quando clicamos no tempo em que a imagem foi postada, mas se a mensagem é apagada pelo usuário, o endereço vira página inexistente, assim:

página apagada do bobjeff

Mas como eu ainda estava com a página do Roberto Jefferson aberta em outra janela do navegador, quando soube que ele tinha apagado a mensagem, rapidamente printei-a e outro usuário do twitter também a printou, aqui.

Pois bem, hoje, este é meu segundo presente para o deputado Caiado, o primeiro enviei aqui.

surrupiado do Maria Frô - Blog da Conceição Ó


NUM DÁ N’É ZÉ!

Laerte Braga

Imagine se um país presidido por José Arruda Serra e vice presidido por Álvaro Dias pode ser levado a sério? Não tem como. Na impossibilidade de “votar num careca e levar dois”, sonho dourado de Arruda Serra há alguns meses, José Roberto Arruda de vice, Álvaro Dias quebra o galho. É careca disfarçado...

A escolha foi por exclusão. Exceto a senadora Kátia Abreu, doida de pedra, mas não rasga nota de cem de jeito nenhum, quando o mordomo avisava que era Arruda Serra batendo à porta, o dono da casa mandava dizer que não estava.

Foi assim com Aécio, com Tasso e um monte de convidados. Quem vai entrar num navio fazendo água? E pior, em entrevista a jornalistas na Europa, onde passeia sua faraônica divindade, o ex-presidente Fernando Henrique manifestou dúvidas sobre a eleição de Arruda Serra e acrescentou “e olhem que estou tentando ajudar”.

No duro mesmo é preciso parar com essa avacalhação e levar democracia a sério. No auditório da FOLHA DE SÃO PAULO, onde chegou 42 minutos atrasados, na primeira fila, aguardando Arruda Serra, entre outros, o ex-governador Orestes Quércia.

O candidato tucano seria sabatinado. Foi sabatinado.

Em 1986 os tucanos paulistas ao perceberem que Quércia seria o governador e suas chances, ou a perspectivas de futuro político dentro do PMDB eram nulas, usaram a eleição de Quércia como pretexto para deixar aquele partido e fundar o PSDB. Segundo eles, o objetivo era resgatar a história do antigo MDB, seus compromissos, conspurcados pela eleição de Quércia.

Estão de braços dados.

O desespero de Arruda Serra é de tal ordem que no vira-e-mexe de manda-dizer que-não-estou, só-volto-depois-de-outubro, correram atrás do senador Álvaro Dias. Ou é vocação suicida, a do senador, ou então a peruca saiu do lugar e tampou os olhos, o dito cujo não enxergou nada e assinou sem ver. Aceito.

Putz!

A defensora da Amazônia, Marina da Silva passou quase sete anos no governo Lula e saiu do governo e do PT, agora diz que tudo está errado, que vai adotar políticas de defesa e garantia daquela região, mas financiada por empresários predadores da Amazônia.

É verde. Nem Gabeira agüentou o tranco. É Marina, mas diz que Arruda Serra também é bom.

A última pesquisa do GLOBOPE, antigo IBOPE, dá cinco pontos percentuais de vantagem a Dilma Roussef no primeiro turno e sete no segundo. Na avaliação de Arruda Serra isso não tem a menor importância e nem está preocupado com pesquisas.

Está correndo atrás de prefeitos dos partidos que formam a aliança “Brazil/PETROBRAX”, PSDB, DEM e PPS na corrida frenética desses senhores para a candidata do PT, pressentido o tamanho da fria. Arruda Serra está perdendo agora, inclusive, no Sudeste. Ou seja, nem mesmo São Paulo, o maior contingente eleitoral do País, consegue segurar uma eventual vitória nos demais estados dessa Região.

Em Minas, por exemplo, o ex-governador Aécio Neves tira Arruda Serra para dançar e depois cochicha com a turma que o negócio é Dilmastasia, mistura de Dilma com o candidato tucano ao governo de MG, Antônio Anastasia.

Aécio já chegou a dizer que chega “de carregar caixão”.

Um alerta. Se estiver ventando muito nos comícios tucanos o vice tem que segurar a peruca do contrário vai voar e revelar que na verdade continua o esquema “vote num careca e leve dois”.

Nada contra a peruca do senador e agora candidato a vice, problema dele, mas assim num dá Zé.

Os caras resolveram esculhambar com a democracia. Estão achando que eleição é brincadeira.

Só falta chamar o Galvão Bueno para ser o animador dos comícios.

Ah! Ia me esquecendo. No caso Dunga, que resolveu peitar a REDE GLOBO nesse negócio de exclusividade, a senhora Fátima Bernardes, barrada à porta da concentração do Brasil na África do Sul, passou, junto com a turma do JORNAL NACIONAL, o da MENTIRA, a endeusar Maradona. Até aí nada demais, nunca torceram a favor do Brasil em nada.

Que tal, no entanto, esclarecer se Dona Fátima vai sair correndo atrás de Maradona para uma exclusiva se a Argentina for a campeã? É que o técnico e ex-jogador disse que, nessa situação, vai desfilar nu pelo gramado.

Vai daí que nem CASSETA & PLANETA com seu humor tucano dá jeito. Num dá Zé, da maneira que as coisas estão indo com FHC “ajudando” fica piada pronta.

Arrumaram um careca disfarçado para manter o esquema de “vote num careca e leve dois”.

Peruca infiltrada.