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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

A geografia do Califato da Al-Qaeda (mapas e vídeos)

2/1/2014, Assad Frangieh, Oriente Mídia
Enviado pelo pessoal da Vila Vudu

Com o apoio logístico de armas, munições, inteligência e facilidades para agregar militantes de todos os países, o Líbano, a Jordânia, a Turquia e a Arábia Saudita tornaram-se o corrimão da esteira desses grupos em direção à Síria e ao Iraque. Entre os grupos de ideologia Takfiristas, Wahabistas e Jihadistas ( três facções que pregam o Califato Islâmico ao invés do Estado Independente), o Exército Islâmico do Iraque e do Levante constitui a organização mais bem disciplinada e organizada. Apesar de atuar em grupos pequenos de 20-100 homens, tais grupos seguem a hierarquia e as ordens de seu “Estado-Maior”. Os mapas abaixo mostram como os acontecimentos na Síria e, antes, do Iraque acabaram definindo uma geografia da Al-Qaeda.

Mapa 1. (clique na imagem para aumentar)
A linha vermelha é a fronteira da Turquia com a Síria, a linha azul é a fronteira da Turquia com o Iraque, a linha amarela é a fronteira do Irã com o Iraque, a linha verde é a fronteira Síria como o Iraque, a linha laranja é a fronteira da Jordânia e a linha lilás é a fronteira da Arábia Saudita. O mapa mostra também as fronteiras do Kuwait. A área hachurada em preto é a região onde Al-Qaeda consegue se movimentar com maior liberdade apesar dos confrontos ao nordeste com os curdos e ao sul com o Exército Sírio. Esta área se estende desde Azaz na Síria, na região rural de Aleppo e vai ao leste até próximo de Bagdá. São quase 900 Kms de leste ao oeste. No Iraque, a presença de comunidades sunitas em proporções maiores ao noroeste da capital acabou criando em certas regiões, áreas simpatizantes da Al-Qaeda ou simplesmente contrárias ao Governo Central apelidadas de “berços protetores”.

Mapa 2. (clique na imagem para aumentar)

A imagem mostra os dois estados iraquianos (Al-Anbar ao sul e Salah Al Dinn ao norte) onde a movimentação e a concentração da Al-Qaeda são maiores. Na atual ofensiva do Exército Iraquiano, os militantes receberam duros golpes ao longo da fronteira com a Síria, principalmente na passagem de Bou-Kamal. Vídeo a seguir mostrando bombardeio de helicópteros das forças iraquianas:


Fala-se em centenas de militantes mortos. As cidades em vermelho no Estado de Al-Anbar (Hit, Ramadi, Habbanyah) mostram onde houve fortes confrontos com recuo principal dos militantes em direção à Fallouja. 

Ao noroeste de Bagdá, principalmente em Samarra e Tikrit, a presença do Exército Iraquiano é mais intensa e recebe o apoio da maioria dos chefes tribais habitantes da região. Da fronteira da Síria até as cidades “acolhedoras” da Al-Qaeda, muitas delas habitadas por ex-oficiais de Saddam Hussein e seus familiares, há uma distância de 350-450 quilômetros. As montanhas mais ao sul também representam um importante reduto para campos de treinamento, guarda de munições e esconderijos; têm na sua retaguarda a fronteira da Arábia Saudita e ao sudoeste, a fronteira da Jordânia. São imensas áreas para supervisionar, porém sem importância vital em razão da ausência de aglomerados populacionais.

Vídeo a seguir mostrando outras ações das forças iraquianas::



quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Síria: "Manda em Genebra quem manda em campo"

Culturas da Resistência
Enviado pelo pessoal da Vila Vudu

Enquanto se tenta formar uma comitiva da “oposição” tutelada pelos países agressores contra a Síria, os avanços vitoriosos do Exército Sírio estão sendo omitidos pela mídia internacional apesar de suas importâncias estratégicas e que deixam o Estado Sírio na confortável situação de definir tanto a pauta como as deliberações de Genebra 2. Os mapas elaborados para os leitores do Oriente Mídia visam esclarecer melhor os aspectos geográficos da mobilização do Exército Sírio na recuperação da soberania e do Estado de Direito da Síria.

Mapa 1 (clique no mapa para aumentar)
Legenda do Mapa 1: A última grande batalha de Al-Ghouta oriental que aconteceu nas últimas três semanas foi apelidada de “Suicídio Coletivo”. O cerco e as linhas em azuis mostram como os militantes foram mobilizadas numa ofensiva que agregou de 4 a 5 mil combatentes com o objetivo de alcançar a cidade de Otaybah. Esta cidade seria o portal para contornar o cerco e abrir-se em direção à fronteira da Jordânia. Isso seria uma alternativa de quebrar o cerco e alcançar o Aeroporto Internacional de Damasco. A presença da bandeira palestina no cerco azul representa os Campos de Yarmouk e Palestina onde violentos confrontos continuam entre as facções palestinas pró e contra a Síria. As batalhas principais estão apontadas pelas estrelas vermelhas. Três dias após o início das ofensivas, o Exército Sírio recuperou totalmente o comando das batalhas causando aproximadamente 1 mil combatentes mortos segundo os próprios sites de mídia da oposição. As bandeiras verdes da Arábia Saudita foram postas porque esta batalha foi conduzida essencialmente por militantes de nacionalidade saudita dizimados ou presos em massas. Imagens e vídeos fortes mostram isso assim como declaração oficial do Governo da Síria de ter capturado 300 sauditas, entre os quais ex-prisioneiros e um coronel na ativa das forças armadas. Com a contra-ofensiva do Exército Sírio, Al-Ghouta Oriental se torna cada vez mais próxima de retornar integralmente nas mãos do Estado Sírio.


Mapa 2 (clique no mapa para aumentar)
Legenda do Mapa 2: A recuperação da cidade de Al-Nabak tem a mesma importância da recuperação da cidade de Al-Qusayr porque representava a encruzilhada para o suprimento de combatentes fundamentalistas, armas e munições em três sentidos. Ao norte em direção a Homs, ao nordeste em direção a Deir El-Zour com desvio para Aleppo e ao sul em direção à capital Damasco. E também por estar a menos de 20 Kms da fronteira do Líbano. As linhas pretas mostram tais linhas de suprimento. As estrelas azuis são possíveis futuras regiões de confrontos que o Exército Sírio deverá recuperá-las para fechar qualquer passagem do Líbano em direção à Síria. Apenas na região de Al-Roqqa não há presença maciça do Exército Sírio e consequentemente domínio dos grupos ligados a Al-Qaeda. A região de Deir Al-Zour continua com a presença do Exército em confronto com os fundamentalistas.

Mapa 3 (clique no mapa para aumentar)
Legenda do Mapa 3: A linha amarela é a fronteira do Líbano. As bandeiras amarelas são áreas de controle do Hezbollah e as bandeiras pretas regiões de movimentação dos fundamentalistas ligados à Al-Qaeda que recebem apoio direto e declarado pela Arábia Saudita através de seus aliados libaneses englobados na Aliança 14 de março sob a presidência de Saad Al-Hariri. A linha vermelha mostra as áreas que o Exército Sírio foi recuperando e tornando-as seguras. Começou ao norte por Sadad seguido por Mahin, al-Humeyra, Qarah, Deir Atiê e finalmente Al-Nabak. Atualmente o Exército já entrou nas fazendas ao norte de Yabroud conhecidas como Rima e se encontra a menos de 1 Km do centro da cidade. as estrelas em azuis mostram cidades que ainda há presença de fundamentalistas principalmente Yabroud, Rankous e mais ao sul Al-Zabadani. A cidade de Maaloula encontra-se ocupada em parte pelos fundamentalistas e cercada em sua entrada sudeste pelo Exército Sírio. O cerco em azul na região de Duma mostra a entrada norte da Capital onde há presença de fundamentalistas que devem ficar isolados e sem apoio de armas, munições e combatentes. A estrela roxa mostra a região de Jayroud onde há presença de fundamentalistas mas que acabarão dentro do cerco gigante e provavelmente se retirarão em direção ao Leste. A linha roxa é a estrada Damasco-Homs já totalmente assegurada pelo Exército Sírio após a recuperação de Al-Nabak.