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sexta-feira, 14 de março de 2014

O desprezo incessante dos EUA pelo povo da Venezuela

Medo do efeito dominó NUNCA vai acabar

11/3/2014, [*] Jason Hirthler, Counterpunch
Traduzido por João Aroldo

Marcha bolivariana de Caracas, quando da vitória eleitoral do PSUV em 2013 
Algumas coisas não mudam nunca. A petulante e não democrática oposição venezuelana está de volta, com o total apoio e endossamento de cheques pelo governo americano.

Recentes protestos inflamaram as ruas de Caracas, enquanto grupos de oposição, como os existentes na Ucrânia, pedem a saída do presidente atual. Suponho que seja desnecessário notar que Nicolás Maduro é o presidente democraticamente eleito da Venezuela, e que ele venceu por uma alta margem de vantagem em uma eleição mais limpa que a de Barack Obama em 2012.

Também não vale a pena perguntar, supõe-se, que se um país inteiro é tomado por protestos, como o New York Times insidiosamente sugere ao alegar que “Os protestos expressam o descontentamento geral com o governo do Presidente Nicolás Maduro, um socialista…”, então por que o partido de Maduro, o Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV), teve maioria nas eleições municipais em dezembro? Ou por que esses protestos “generalizados” estão em grande parte confinados às áreas da classe média e de estudantes de Caracas e não em áreas muito maiores da população de baixa renda? Ou se um governo tem o direito de prender líderes da oposição (neste caso, Leopoldo Lopez, o último ideólogo raivoso) por incitar a violência

Virtude Pública, Vício Privado

O Secretário de Estado John Kerry aumentou a histeria, dizendo estar “alarmado” por relatos de que Maduro “prendeu multidões de manifestantes antigoverno” e de que a repressão teria um “efeito inibidor” na liberdade de expressão. Um pouco rico vindo de um homem cujo próprio governo tem inibido a liberdade de expressão desde as revelações de Snowden. Kerry não menciona que os milhões de dólares dos contribuintes norte-americanos sendo enviados para a oposição venezuelana estão por trás da violência.

O grupo GAFE (Globo, Abril, FSP, Estado) e repete o que a imprensa internacional manda
O The Los Angeles Times descreveu a administração Maduro como um “governo autocrático”. O líder de oposição, Henrique Caprilles, demolido por Maduro na eleição esmagadora do ano passado, rejeitou o convite de Maduro para conversas e afirmou que um dos partidos mais populares da América Latina era um “governo morrendo”.  

Por sua parte, o MERCOSUL, a aliança dos países do cone sul da América do Sul, denunciou a violência como uma tentativa de "desestabilizar" o governo democrático. É claro que o comportamento do governo de Maduro, em resposta a estas provocações de rua, deve ser vigiado de perto, já que este é o primeiro teste real do novo presidente em um cenário internacional ao lidar com as intrigas de uma pequena, mas virulenta oposição neoliberal.

muito a sugerir que isso é, como na Ucrânia, outra tentativa externa de derrubar um governo democraticamente eleito através de um coquetel volátil de agitação e violência internas somadas à difamação do governo atual pela mídia global. Não seria surpresa.

Como uma criança frustrada e petulante, os EUA têm tentado repetidamente sabotar a Revolução Bolivariana lançada pelo ex-presidente Hugo Chávez no final dos anos 1990, como Mark Weisbrot do CEPR notou.

Os EUA apoiaram um golpe antidemocrático pelas elites financeiras em 2002 que de fato durou alguns dias e alegremente dissolveu o Congresso antes de Chávez ganhar o poder.

Os EUA apoiaram uma greve de petróleo para tentar desestabilizar a economia e, talvez, derrubar o governo. Encorajaram membros do congresso da oposição a pedirem recontagens (fracassadas) e boicotarem as eleições da Assembleia Nacional (em vão) e declarar incessantemente que a eleição presidencial do ano passado foi fraudada (falso).

É claro, apesar de ser considerado um processo eleitoral superior ao dos EUA, Kerry foi humilhado ao reconhecer a legitimidade da eleição muito depois do resto do mundo

Motociclistas abrem a Marcha Bolivariana de 24/2/2014
Os EUA enviaram anualmente milhões para as atividades da oposição desde o golpe fracassado de 2002. (ONGs são destinos convenientes para este dinheiro, já que as contribuições estrangeiras a partidos políticos são ilegais em ambos os países).

Basta olhar para 2013 apenas. Washington dificilmente aceitaria interferências deste tipo da China, digamos. Ou melhor, da própria Venezuela. Apesar disso, Kerry, em seu papel com Secretário de Estado, acabou por se revelar um mímico magistral capaz de registrar a indignação mofada em curto prazo, especialmente quanto às violações das liberdades civis. Curioso, já que a violação incessante das liberdades civis por seu próprio Partido Democrata não provocou nada neste porta-bandeira dos valores democráticos.

Dólares e Bolívares

Isso não quer dizer que a Venezuela não tem problemas dignos de protesto. A inflação tem sido crônica desde os tempos pré-Chávez. Agora a escassez de alimentos está testando a paciência da população. E, em certo sentido, essas faltas são autoinfligidas.

De acordo com Gregory Wilpert, da VenezuelAnalysis.org, os controles cambiais do governo têm sido minados por um mercado negro demasiado previsível. Enquanto o governo estabelece critérios rigorosos sobre a capacidade dos cidadãos para comprar dólares com bolívares, o mercado negro permite aos cidadãos comprar dólares sem qualquer critério de qualquer natureza. A taxa de câmbio do governo é igualmente controlada e, com o tempo, começou a distorcer o valor real do bolívar.

A taxa de câmbio do mercado negro, por outro lado, reflete o valor externo da moeda. A diferença entre estas taxas de câmbio tem crescido rapidamente, de modo que há agora grandes incentivos para que os cidadãos façam arbitragem de divisas.

Presidentes dos países da UNASUL/MERCOSUL na reunião de 2013 
Se atenderem a critérios federais, tais como a necessidade de dólares para viajar ou para importação de bens - os venezuelanos podem comprar dólares mais baratos usando a taxa de câmbio do governo.

Eles podem pagar com esses dólares para importar mercadorias e, em seguida, exportar os bens em troca dos dólares que acabaram de gastar com as importações. Daí é apenas um passo para o mercado negro, onde eles podem vender esses dólares por valores maiores do que eles pagaram com a cotação oficial do governo, conseguindo um bom lucro para si.

Se eles forem antissocialistas raivosos, eles podem desfrutar da emoção de gerar escassez de alimentos que pode ser atribuída ao governo.

Ah, a magia atemporal da importação/exportação.

Estas são queixas legítimas, assim como as estatísticas do crime, que lideram a tabela regional.

No entanto, a questão é, será que eles merecem a derrubada de um governo legítimo apoiado por uma ampla maioria da população, a mando de uma pequena, mas feroz facção oposicionista financiada abertamente por um poder imperial comprometido com sua derrubada? 

Fazê-lo seria arriscar o absurdo de satisfazer as exigências estridentes de uns poucos em detrimento de muitos. Isso também não estaria longe do recente episódio em Watertown, New York, onde a prefeitura proibiu os moradores de ter companheiros de quarto com base na queixa de um único cidadão. (Isto lembra ainda a oposição de Ambrose Bierce ao conceito de oração, já que para Bierce, os devotos pediam que “as leis do universo sejam anuladas em nome de um único requerente confessadamente indigno”)

O fato é que, apesar da inflação e escassez, a população continua apoiando a Revolução Bolivariana por causa de suas realizações − reduções enormes na pobreza, eliminação da pobreza extrema e do analfabetismo. O crescimento significativo do PIB per capita e outras métricas importantes.

Uma Doutrina em Declínio

Estamos vendo em imagens claras a crueldade com que facções neoliberais se ressentem da perda de poder e buscam restaurá-lo por qualquer meio necessário.

A democracia é a menor de suas preocupações. Mas esta tem sido a história de fundo da América Latina por séculos.

Grande parte da atividade dos EUA na América Latina parece um último esforço frenético e desesperado para preservar a Doutrina Monroe, segundo a qual declaramos essencialmente que a América Latina era o nosso próprio quintal, inacessível para os impérios europeus.

Quadro/Resumo das eleições municipais da Venezuela em 2013. Vitória estrondosa de Maduro(PSUV)  nas principais cidades. Clique na imagem para vizualizar.
O que era ostensivamente um chamado para respeitar o desenvolvimento independente no Hemisfério Sul, em vez disso, previsivelmente evoluiu para uma desculpa para intervenção com interesses próprios.

Mas agora, pela primeira vez em séculos, a América Latina reagiu por conta própria, escapando das garras da águia para formar organizações como o MERCOSUL e CELAC , PETROCARIBE e PETROSUL, UNASUL, Banco do Sul, bem como a Aliança Bolivariana para as Américas (ALBA).

Apesar da Colômbia, um posto avançado implacável da influência norte-americana, a região tem evitado um maior envolvimento dos EUA, e começou a ver seus acordos comerciais com muito mais desconfiança, particularmente na sequência do NAFTA, o garoto propaganda para tratados de comércio assimétricos e economicamente destrutivos.

Se os EUA vão eventualmente ter sucesso em uma manobra cínica para derrubar Maduro, ainda veremos. Se os acontecimentos recentes na Ucrânia são uma indicação, isso pode ter sido um teste para a Venezuela, como Peter Lee sugere.

Também não ajuda que, em praticamente todos os países que nos vêm à mente, uma elite de ideólogos neoliberais são os donos da grande mídia. As ferramentas de propaganda raramente foram mais fortemente utilizadas desde que Chávez iniciou sua revolução socialista. E, no entanto, desde então, praticamente todo o continente experimentou lideranças com tendências de esquerda: Rafael Correa no Equador, Evo Morales na Bolívia, Nicanor Duarte, no Paraguai, Tabaré Vázquez no Uruguai, até certo ponto, Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil, e Maduro na Venezuela.

Também não devemos esquecer do presidente hondurenho exilado, Manuel Zelaya. Estes personagens saíram coletivamente da beira da integração duvidosa com a América do Norte e buscam laços regionais mais fortes e autonomia continental.

Os EUA tem respondido com uma mistura previsível de ameaças, mentiras e sacos de dinheiro para os elementos ferozmente antidemocráticos.

Nicolás Maduro na Assembleia em 15/1/2014
Talvez o que mais temem seja o mau karma gerado com a Operação Condor, que em 11 setembro de 1973 derrubou e assassinou o líder socialista do Chile, Salvador Allende e substituiu-o com um covarde sádico, Augusto Pinochet. Pinochet - um militarista repressor – alegremente instituiu as medidas não testadas do guru de poltrona da Chicago School of Economics, Milton Friedman, com resultados previsíveis.

Agora, Maduro, carregando o manto de Chávez e seu manifesto Bolivariano, é, sem dúvida, a vanguarda espiritual da esquerda socialista na América do Sul.

Os esforços da Venezuela para continuar a criar a sua própria independência na próxima década certamente irão influenciar o estado de espírito e a coragem de outros esquerdistas na região.

As apostas são obviamente altas. Daí o esforço americano incansável para desestabilizar e desacreditar publicamente o PSUV. O destino da esquerda global está, em um sentido muito real, sendo testado no cadinho de Caracas.
____________________


[*] Jason Hirthler é escritor, estrategista com 15 anos veterano da indústria de comunicações e jornalismo. Escreve para Counterpunch, World Can't Wait, e de outras comunidades políticas. Vive e trabalha em New York.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Maduro venceu (as eleições na Venezuela) e a empresa-imprensa NÃO NOTICIOU!


enviado por Max Altman e Vila Vudu em 14/12/2013


Crucial vitória de Nicolás Maduro, do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e da Revolução Socialista Bolivariana; contundente derrota de Henrique Capriles, da MUD e dos setores golpistas de oposição; agora a atacar e resolver os problemas da economia e avançar nas conquistas sociais

“Dedicaram-se, durante todo o ano de 2013 , principalmente após a morte de Chávez, a sabotar a economia, a sabotar o sistema elétrico, à desestabilização, ao caos, à guerra psicológica. Trataram de converter eleições municipais em plebiscito. E o que ocorreu? O triunfo da Revolução Socialista Bolivariana derrotou os planos golpistas da direita”. (Nicolás Maduro)

Notaram, meus caros amigos e amigas, que o noticiário sobre a Venezuela desapareceu da grande imprensa quando antes do 8 de dezembro enchiam suas páginas vaticinando a débâcle do governo Maduro pelos inúmeros enviados especiais e correspondentes?

Disseram que era um plebiscito e foram com tudo. Os oligarcas são sempre insolentes. Ainda mais se são apoiados pelos Estados Unidos. Contavam que o empurrão definitivo para derrocar Maduro viria com o 8 de dezembro. Estavam cuidando dessa tarefa fazia meses. Remarcação de preços de todos os produtos muito acima da inflação, provocando desespero na população, desabastecimento induzido, sabotagem elétrica, açambarcamento, insegurança.

(E mais erros do próprio governo, que as manchetes gritantes dos jornais, rádios e televisão punham em evidência).

O mesmo cenário que se havia preparado para Salvador Allende antes do golpe de 1973. Desde os Estados Unidos, Roger Noriega escreveu e descreveu a tese do colapso total, que seria arrematado oportunamente, quando a situação ficasse insustentável, pelo exército norte-americano. Que a Venezuela tem demasiado petróleo. Parte importante da oposição estava de pleno acordo com esse roteiro. Por fim, o chavismo aniquilado. Fim do pesadelo. Malditos vermelhos.

Disseram que as eleições eram um plebiscito. E estavam disso plenamente convencidos. E o repetiram El País, ABC, El Mundo, Clarín, The New Yor Times, Newsweek, a CNN, Fox News, RAI, Excelsior, Miami Herald, Folha de S. Paulo, O Globo, TV Globo, o Estado de S. Paulo ...

Todavia eram apenas eleições municipais, com suas características próprias, conhecidas em todo o mundo político. Apresentavam-se candidatos a prefeito, vereador que iriam dar conta da prestação de serviços, asfaltamento de ruas, tráfego, varrição de lixo ... Coisas de município. Mas que importância tinha tudo isso? Para que perder a ocasião? Eram as primeiras eleições municipais sem Chávez.

Disseram que era mais que urnas municipais, que o chavismo sem Chávez estava ferido de morte, que o ilegítimo e incompetente Maduro ganhara a presidencial por diferença mínima e por meio de fraude, e que agora sim, agora teria que abandonar o Palácio Miraflores, por bem ou expulso pela força. Ah, se resistisse por que não envolto num saco de lona?

Quadro Geral Eleitoral - Eleições Municipais
(clique na imagem para aumentar)
Comparecimento nacional de 58.92%. (Recorde nacional em eleições similares. Na Venezuela o voto não é obrigatório).

As 335 prefeituras ficaram assim distribuídas:  242 (72,24%) para o PSUV e aliados;


  1. 75 (22,32%) para a MUD e aliados; 18 (5,44%) para independentes.
  2. Das 40 cidades mais populosas, o PSUV ganhou em 30.
  3. Das 25 capitais, o PSUV conquistou 15 e a MUD 10. Se a oposição venceu em Barinas, capital do estado Barinas, gobernado pelo irmão de Chávez, Adan Chávez – o que foi intensamente alardeado – a Revolução conquistou Los Teques, Guaicaipuro, estado Miranda, gobernado por Capriles – o que foi escondido.
  4. PSUV e aliados obtiveram um total nacional de 5.277.491 votos; a MUD e aliados, 4.423.897. Diferença: 853.594 votos.(Cumpre lembrar que a diferença a favor de Maduro nas eleições presidenciais foi de cerca de 230 mil votos ou 1,6%.).
  5. Se levarmos em conta apenas os votos da Revolução e da Oposição teremos, respectivamente, 54,40% e 46,60. (Vale destacar, por exemplo, que entre as agremiações políticas que concorreram independentemente está o Partido Comunista, firme aliado da Revolução, e que obteve 9 prefeituras, sendo 2 sem aliança, e cerca de 1,6% dos votos ou cerca de 175 mil votos. Se acrescentarmos somente esses votos à Revolução, a diferença ultrapassa os 10 pontos percentuais.)
  6. No Estado Miranda, governado pelo líder da oposição, Henrique Capriles, o Psuv e aliados obtiveram 560.826 votos (52,1%) contra 514.796 votos (47,9%)  da Mud e aliados.
PSUV - PartidoSocialista Unido de Venezuela se consolida com 1a. força política no país
Votação nas capitais:

Municipio Libertador Distrito Capital (1.625.151 eleitores)
Jorge Rodríguez – Psuv  -  54,55
Ismael Garcia – Mud  -  43,34%


Municipio Bolívar, Estado 
Anzoategui  (85.764)
Guillermo Martínez -  Psuv  -  84,63%
Olga Azuaje – Mud  -  14,39%


Municipio San Fernando; Estado Apure (109.817)
Ofelia Padrón -  Psuv  -  65,27%
Yadala Abouhamud – Mud  -  32,19%


Municipio Girardot, Estado Aragua (341.979)
Pedro Bastidas -  Psuv  -  51,55%
Tonny Real – Mud  -  45,89%



Municipio Barinas, Estado Barinas  (224.115)
Machin Machin – Mud  -  50,44%
Edgardo Ramirez – Psuv  -  48,58%


Municipio Heres, Estado Bolívar  (224.297)
Sergio Hernández – Psuv  -  47,25%
Victor Fuenmayor – Mud  -  40,92%


Municipio Valencia, Estado Carabobo  (578.193)
 Michele Cochiola – Mud  -  54,24%
Miguel Flores – Psuv  -  44,28%

Municipio Ezequiel Zamora,  Estado Cojedes  (71.330)
Pablo Rodríguez – Psuv  -  54,68%
Ramon Moncada – Mud  -  36,62%


Municipio Tucupita, Estado  Delta Amacuro (63.649)
Alexis Gonzalez – Psuv  -  54,38%
Maria Mercano – Mud  -  33,30%


Municipio Iribarren, Estado Lara  (682.682)
Alfredo Ramos – Mud  -  52,41%
Luis Bohorquez – Psuv  -  46,04%


Municipio Libertador, Estado Mérida  (168.040)
Carlos García -  Mud  -  63,82%
Maria Castillo – Psuv  -  33,49%


Municipio Guaicaipuro, Estado Miranda  (191.070)
Francisco Garcés -  Psuv  -  52,21%
Romulo Harrera – Mud  -  45,89%


Municipio Arismendi, Estado Nueva Esparta  (21.262)
Richard Fermín – Mud  -  48,20%
Luiz Dias – Psuv  -  44,38%


Municipio Guanare, Estado Portuguesa  (124.094)
Rafael Calles – Psuv  -  70,76
Francisco Mora – Mud  -  23,97%


Municipio Sucre, Estado Sucre (241.194)
David Velásquez - Psuv  -  54,71%
Robert Alcalá – Mud  -  42,35%


Municipio San Cristóbal, Estado Tachira  (208.183)
Daniel Ceballos – Mud  -  67,67%
Jose Zambrano – Psuv  -  29,42%


MunicipioTrujillo, Estado Trujillo  (43.027)
Luz Castillo – Psuv  -  53,16%
Luis Briceño – Mud  -  40,18%


Municipio San Felipe, Estado Yaracuy  (69.258)
Alex Sánchez – Psuv  -  49,68%
Jose Reyes – Mud  -  46,79%


Municipio Vargas, Estado Vargas  (265.837)
Carlos Alcalá Cordones – Psuv  -  53,92%
Fabiola Colmenares – Mud  -  37,99%


Municipio Maracaibo, Estado Zulia  (944.129)
Eveling de Rosales – Mud  -  51,74%
Perez Pirela – Psuv  -  46,64%


Municipio Metropolitano,  Alcaldia Mteropolitana  (2.474.833)
Antonio Ledezma – Mud  -  51,28%
Ernesto Villegas – Psuv  -  47,22%


Município Atures, Estado Amazonas  (72.005)
Adriano Gonzalex – Mud  -  49,57%
Delmis Bastidas – Psuv  -  46,78%


Município Maturin, Estado Monagas  (338.694)
Warner Jimenez – Mud  -  38,63
Jose Maicovares – Psuv  -  37,26%

Municipio Miranda, Estado Falcón  (138.895)
Pablo Acosta – Psuv  -  47,97%
Victor Jurado – Mud  -  46,87%

Municipio Roscio, Estado Guarico  (86.493)
Gustavo Mendes – Psuv  -  49,88%
Douglas Gonzalez – Mud  -  48,22%


Dados do Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

A revolução bolivariana se fortalece na Venezuela após as últimas eleições municipais

  
O presidente da Venezuela Nicolás Maduro durante a proclamação do recém-eleito prefeito do município Vargas, Carlos Alcala Cordones, divulgou novos informes do CNE que favorecem a Revolução Bolivariana .

Disse o Chefe de Estado da Venezuela ja foram computados 98,9% dos votos e que é irreversível e a vitória da revolução bolivariana socialista.

Foi constatado uma diferença de 10 pontos percentuais na soma da votação nacional entre os candidatos, ou seja 55% para o PSUV (GPP) e 45% para a MUD. Nesse momento as forças bolivarianas já elegeram 250 prefeitos que representam 80% das prefeituras do país. Ele disse que, das 24 capitais, o PSUV ganhou em 14, ou seja, com 63% de diferença. Das 40 maiores cidades, as fileiras socialistas obtiveram vitória em 30 delas, ou seja 75%. Maduro disse Puerto Ordaz, Puerto La Cruz, Barcelona, Cabimas, San Francisco, Los Teques e Caracas, são algumas das cidades do país onde o PSUV triunfou. Também exortou os prefeitos e militantes para levar a vitória consolidada com humildade tendo consciência que essa vitoria reflete a consciência dos trabalhadores bolivarianos no país e daqueles que amam Hugo Chávez. (informes da VTV Venezuela 09/12/2013)


domingo, 12 de maio de 2013

Imran Khan governará o noroeste do Paquistão, território da al-Qaeda


12/5/2013, The Express Tribune (International Herald Tribune) Paquistão (AFP) –
Traduzido e comentado pelo pessoal da Vila Vudu

Nota do Coletivo de tradutores da Vila Vudu: O jornal-empresa que publica esta “análise” que aqui se lerá tem, por Imran Khan, tanta simpatia quanto as empresas que formam o Grupo GAFE (Globo-Abril-FSP-Estadão), pelos nossos governos Lula-Dilma. Pode-se dizer que The Express Tribune é o jornal da UDN golpista e pró-EUA, do Paquistão. E sobre a agência France Presse, nem é preciso falar: todos conhecemos o teor do noticiário que a Agência distribui, porque é a úúúnica coisa que se lê e ouve, infinitamente repetida, no Brasil desinformado, há eras, pelo Grupo GAFE.
Mas optamos por traduzir o artigo abaixo, porque, por enviesado e vicioso que também seja, o jornalismo paquistanês é MUITO melhor que o jornalismo brasileiro, que é o pior do mundo. E a matéria explica, um pouco pelo menos, sobre os partidos que ontem disputaram uma eleição histórica no Paquistão e o quadro que se configura hoje – o que o “jornalismo” brasileiro [só rindo] não informa. Então, lá vai.

Imran Khan
No resultado que parece ser o mais dramático das eleições de ontem no Paquistão, o partido de Imran Khan saiu vitorioso no noroeste do país. Será um duro teste para o ex-campeão de críquete, de retória antiamericana, que clama por conversações de paz com os Talibã.

Depois de anos de guerra, tergiversações e promessas não cumpridas pelos partidos religiosos e o secular Partido Nacional Awami [orig. Awami National Party (ANP)], os eleitores que vivem nas áreas controladas pela insurgência Talibã recompensaram o jamais testado partido de Khan e deram-lhe maioria no Parlamento regional nas áreas pashtuns do Paquistão.

Para o Partido Pakistan Tehreek-e-Insaaf (PTI)/Movimento Paquistanês por Justiça, de Khan, que, antes, só tinha um deputado, foi vitória avassaladora na região do Khyber Pakhtunkhwa (KPK) – das regiões mais tumultuadas do país –, que entrega a Khan uma taça envenenada, pode-se dizer, pelo excesso de responsabilidades.

Os resultados iniciais indicam que o PTI de Khan elegeu 33 deputados à Assembleia Provincial da região Khyber pashtun, de 99 deputados; o concorrente mais próximo, Jamiat Ulema-e-Islam, ficou com apenas 15 deputados.

Sempre em obcecada oposição aos ataques dos drones norte-americanos, tanto quanto contra os ataques do governo paquistanês contra os Talibã acusados de assassinar milhares de pessoas, a vitória do PTI de Khan no noroeste do país empurra o partido para bem longe dos belos ideias da oposição, e na direção das confortáveis realidades do governo. [ISSO AÍ PARECE PAPIM DA DONA DORA KRAMER! Em paquistanês pró-EUA & drones “éticos”, então, SOA IGUALZINHO! (risos, risos muitos) (NTs)].

Said Saifullah Khan Mahsud
Para muitos analistas, Khan terá um duro despertar e perceberá, muito rapidamente, que suas política de pacificação são ingênuas, que não se trata simplesmente de “a guerra dos EUA” e que os Talibã não são gente com quem se possa negociar.

Terão de acordar rapidamente para a realidade, porque as posições dos Talibã são tais que absolutamente não são conciliáveis com nenhum governo, nem nas províncias pashtuns nem na capital Islamabad – disse Said Saifullah Khan Mahsud do Centro de Pesquisa da FATA [Federal Administrated Tribal Areas/Áreas Tribais sob Administração do Governo Central].

Ehsanullah Ehsan
O partido ANP, que governou as áreas pashtuns nos últimos cinco anos foi, simplesmente, varrido do mundo político pelas urnas, expulso por um eleitorado cansado de governos corruptos e incapazes de construir qualquer paz naquelas províncias devastadas pela guerra.

Khan, por sua vez, autoapresenta-se como líder carismático. Esteve inúmeras vezes na região, conversando com gente comum nas ruas, prometendo paz e denunciando repetidamente os ataques pelos drones norte-americanos: a fórmula deu certo.

Os Talibã, para os quais a democracia ocidental seria anti-islamista, matou mais de 150 pessoas durante a campanha eleitoral, inclusive 24 no próprio dia das eleições. Os partidos seculares que formavam a coalizão de governo foram, de longe, os que sofreram maior número de baixas.

Em entrevista por telefone com a Agência France Presse, o porta-voz dos Talibã, Ehsanullah Ehsan, disse que

...os insurgentes esperarão que os partidos formem o novo governo na capital e nas províncias pashtuns”, antes de anunciarem sua própria política.

Nawaz Sharif 
Mas, antes das eleições, falando do Partido Liga Muçulmana do Paquistão [Pakistan Muslim League-N, PMLN] que venceu as eleições para o Parlamento nacional, e do PTI de Khan, eleito na região pashtun do noroeste do país, Ehsan já avisara que

...só os atacaremos se fizerem governo que entrem em conflito com o Islã.

A situação sugere, para o PTI de Khan, a desconfortável perspectiva de ter de recuar das políticas que conseguiram elegê-lo – diz Umair Javed, jornalista paquistanês [DEVE SER A D. ELIANE, DO PAQUISTÃO, OU UM/UM URUBÓLOGO NEOLIBERAL QUALQUER, POR LÁ (RISOS, RISOS)].

Até agora, Imran Khan sempre foi muito claro: vai acabar com tudo. Nada de inteligência compartilhada com os EUA, nada de via de passagem para a OTAN, fim completo do programa de drones dos EUA no Paquistão.

Shaukat Qadir
Mas governar uma província pode ser experiência grande demais para o partido de Khan e, em todos os casos, obrigará o partido a temperar algumas de suas posições extremistas [É O ESTADÃO! É O ESTADÃO NO PAQUISTÃO! A UDN GOLPISTA É UNIVERSAL! (risos, risos, sim, mas que a UDN é universal, é! No mínimo, é... GLOBAL! (risos, risos muitos)(NTs)] contra a Guerra ao Terror e no que tenham a ver com as relações Paquistão-EUA – continua o jornalista.

Aspecto crucial desse processo será a relação entre o PTI de Khan nas províncias pashtuns e o governo de Nawaz Sharif  no governo central. De fato, os dois candidatos manifestaram posições semelhantes sobre a Guerra ao Terror. Mas Sharif é tido como político pragmático.

Ashfaq Kavani
Contudo, mesmo que se adote a via de começar a negociar a paz com os Tallibã, já se sabe que políticas semelhantes deram em nada em anos recentes.

Khan quer paz sem combater. É provável que vejamos mais um acordo de paz e, depois de poucos meses de desmandos e injustiças dos Talibã, a opinião pública voltará a virar-se contra ele – disse Shaukat Qadir, brigadeiro aposentado e analista de segurança. 

Soldados paquistaneses combatem há anos, mas só em 2009 o país uniu-se pela primeira vez em operação nacional contra os Talibã em Swat, depois de divulgado um vídeo em que uma moça de 17 anos é chicoteada. 

Mas muito dependerá provavelmente do poderio militar do Paquistão. O comandante do Exército, general Ashfaq Kayanisempre foi dedicado aliado dos EUA, mas os soldados mais jovens dão sinais de, cada dia mais, rejeitar uma guerra sangrenta e começam a dar sinais de oposição à intervenção norte-americana.

Talat Masood

É situação muito complicada, porque, por um lado, o Comandante Geral do Exército disse recentemente que as forças militares e as forças políticas devem andar lado a lado, mas não se vê qualquer concessão, das forças contra as quais combatem – diz o general Talat Masood.