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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O Irã não é (ainda) o monstro que tem sido pintado


Patrick Cockburn

27/11/2011, Patrick Cockburn, The Independent, UK
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Washington não se cansa de denunciar o Irã como fonte de quase todo o mal no Oriente Médio. Arábia Saudita e seus aliados sunitas veem a mão tenebrosa de Teerã por trás dos protestos no Bahrain e na Província Leste da Arábia Saudita, rica em petróleo. Dado que as últimas forças dos EUA devem estar fora do Iraque ao final do ano, já se diz também que há a ameaça de o Iraque ser convertido em peão dos iranianos.

Essa demonização do Irã parece estar construindo o cenário para um ataque militar contra o país, que virá dos EUA ou de Israel ou de ambos. A construção de propaganda é muito semelhante à que se viu contra Saddam Hussein do Iraque em 2002. Nos dois casos, um estado isolado, com recursos limitados é apresentado como perigo real para a região e para o mundo. 

Teorias conspiracionais, não raras vezes cômicas têm recebido o aval de credibilidade do estado norte-americano, como no caso do suposto complô em que um vendedor de carros iraniano-norte-americano do Texas, estaria a serviço dos Guardas Revolucionários Iranianos, para assassinar o embaixador saudita em Washington. O programa nuclear iraniano é apresentado como ameaça, exatamente como as inexistentes armas de destruição em massa que Saddam Hussein teria armazenado, e armas que, como depois se viu, nunca existiram.

Nesse contexto, houve susto generalizado quando um conhecido e respeitado advogado egípcio-norte-americano, Cherif Bassiouni, que presidiu a Comissão Independente do Bahrain que investigou os levantes do início do ano, declara, sem meias palavras, em relatório de 500 páginas divulgado semana passada, que não há qualquer prova de qualquer tipo de envolvimento do Irã nos eventos do Bahrain [1]. A família real do Bahrain e os monarcas do Golfo não têm nem admitem qualquer dúvida de que, sim, os xiitas iranianos estiveram por trás do levante popular no Bahrain. O medo de uma intervenção militar iraniana foi a justificativa que o Bahrain apresentou para enviar pesada força militar saudita, de 1.500 soldados armados e tanques, que, dia 14 de março passado, atacou furiosamente os manifestantes nas ruas do Bahrain. O Bahrain conseguiu até que navios de guerra do Kuwait passassem a patrulhar as costas da ilha, como medida para impedir que o Irã tentasse entregar armas aos manifestantes xiitas pró-democracia.

Não vale a pena duvidar de que os reis e emires do golfo creem sinceramente em suas próprias teorias conspiracionais. Muitos dos que foram torturados durante a brutal repressão no Bahrain já repetiram inúmeras vezes que os torturadores insistiam em perguntar sobre suas relações com o Irã. Médicos de meia idade foram forçados a assinar confissões em que admitiram participar de um complô revolucionário iraniano. Depois de receber o relatório de Bassiouni, o rei Hamad bin Isa al-Khalifa disse que, embora seu governo não pudesse produzir provas irrefutáveis, o papel de Teerã teria sido “muito claro, para quem tenha olhos e ouvidos”.

A mesma paranóia sobre o Irã consome os sunitas em todo o Oriente Médio. Um dissidente do Bahrain, que fugiu para o Qatar no início desse ano, contou-me que “as pessoas no Qatar só fazem perguntar se havia um túnel entre a Rotatória da Pérola  (onde se reuniram os manifestantes) e o Irã. É piada, sim, mas só em parte.” 

A identificação do ativismo político xiita com o Irã, na mente dos sunitas, é hoje profunda demais para ser facilmente apagada. Semana passada, ressurgiram os protestos entre os dois milhões de xiitas na Arábia Saudita, principalmente na Província Leste. Os tumultos começaram quando um jovem de 19 anos, Nasser al-Mheishi, foi assassinado num dos pontos de controle em Qatif – conforme relato de Hamza al-Hassan, ativista oposicionista. Nasser diz que a ira popular foi despertada pelas autoridades no posto de controle que, durante várias horas, impediram que o corpo do rapaz fosse entregue à família. Como no passado, o ministro saudita do Interior disse que o confronto entre policiais e manifestantes fora “ordenado por chefes que vivem fora do país” – expressão que o estado saudita sempre usa como sinônimo de “Irã”.

A oposição saudita diz que comentários postados na Internet e no Twitter por sauditas não xiitas parecem já não manifestar a convicção de antes. “Estamos diante das muralhas de fogo” – escreveu uma mulher, pictoricamente.

Tudo leva a crer que os protestos na Província Leste da Arábia Saudita recrudescerão. Como em outros pontos do mundo árabe, os jovens já não obedecem aos líderes políticos tradicionais. Os monarcas sauditas e bahrainis podem culpar a televisão iraniana por insuflar a revolta, mas o que realmente põe em fogo os xiitas é o que veem pelo YouTube ou leem pela Internet e Twitter. O que de fato influencia os que protestam é muito menos o Irã e muito mais o exemplo de jovens em tudo semelhantes a eles mesmos, que exigem direitos políticos e civis, nas ruas, no Cairo e na Síria.

No ano da Primavera Árabe, o modo saudita tradicional de usar notáveis locais para controlar as coisas já não funciona. Semana passada, vários líderes locais reclamaram ao governador da Província Leste, príncipe Mohammad bin Fahd – que os convocava para uma reunião em Dammam, capital provincial –, que já não conseguiam persuadir as pessoas a porem fim aos protestos, porque já haviam pedido moderação no início do ano, mas nada receberam em troca, então, em termos de concessões do governo saudita, em relação ao fim da discriminação contra os xiitas. Há prisioneiros xiitas que continuam presos, sem julgamento, desde 1996.

Na Arábia Saudita e no Bahrain, a crença inabalável de que há mão iraniana por trás dos protestos levou os dois governos a cometer um erro muito grave. Convenceram-se de que enfrentam ameaça revolucionária quando, de fato, os xiitas bahrainis e sauditas dar-se-iam por satisfeitos com partilha mais equitativa das oportunidades de emprego, cargos no governo e enquadramento mais equitativo também no mundo do comércio. Os xiitas querem ser aceitos no clube; não querem incendiar o clube. Ao se recusarem a ver isso, os monarcas sauditas e bahrainis trabalham contra a estabilidade de seus próprios estados.

O Irã jamais foi tão poderoso quanto o pintam seus inimigos ou quanto o próprio Irã gostaria de ser. Em muitos sentidos, a demonização dos líderes iranianos como ameaça regional contribui para inflar a ambição iraniana: o Irã sempre sonhou, isso sim, com poder apresentar-se como potência regional. Na prática, a retórica belicista do Irã sempre veio combinada com uma política externa extremamente cautelosa e muito cuidadosamente arquitetada.

O presidente George W Bush e Tony Blair sempre falaram do Irã como se existisse só para tentar desestabilizar o governo do Iraque. Sempre foi rematada tolice, uma vez que nada jamais agradaria tanto Teerã quanto assistir à destruição de Saddam Hussein, velho inimigo dos iranianos, e vê-lo substituído por governo iraquiano eleito dominado pelos partidos religiosos xiitas. O ministro das Relações Exteriores do Iraque, Hoshyar Zebari, costumava dizer que achava divertido, nas conferências internacionais nas quais havia representantes de EUA e Irã, ver os dois lados denunciarem-se furiosamente, um ao outro, pelos estragos que teriam feito no Iraque, e, imediatamente depois, ouvir, dos mesmos norte-americanos e iranianos, discursos muito semelhantes de apoio ao governo iraquiano.

Será que os iranianos se movimentarão para preencher o vácuo que se criará depois que os EUA partirem do Iraque? Não há dúvida de que a importância dos EUA no Iraque diminuirá muito sem a presença dos soldados e porque, doravante, gastarão menos dinheiro no país. Pela primeira vez, por exemplo, os gastos com a polícia secreta (mukhabarat) não aparecem no orçamento do Iraque, porque sempre foram inteiramente pagos pela CIA.

É ingenuidade acreditar em alguma inevitável dominação iraniana no Iraque: há outros atores muito mais poderosos em cena, como Turquia e Arábia Saudita. Os xiitas iraquianos seguem tradição e crenças marcadamente diferentes dos xiitas iranianos. E os curdos e sunitas sempre se oporiam. Se o Irã exagerar, como fizeram os EUA em 2003, rapidamente se porá como alvo de uma horda de inimigos.

No Bahrain, na Arábia Saudita e no Iraque, o papel no Irã como agente que teria provocado os tumultos populares, foi completamente inventado ou, no mínimo, foi muito exagerado. Tratar manifestantes desarmados e pacíficos como se fossem revolucionários que agiriam em nome do Irã é uma dessas “profecias que se podem facilmente autocumprir. Da próxima vez, os mesmos reformadores cansados e frustrados, sim, talvez procurem ajuda externa.



Nota dos tradutores

terça-feira, 13 de julho de 2010

Una Guerra Ad Portas

Internacional

Escrito por Leonardo Fonseca

Con el silencio cómplice de los medios de comunicación mundiales se están dislocando las fuerzas militares que van atacar a Irán. Más de una decena de naves de guerra, entre las cuales figura el portaviones Harry Truman y submarinos de propulsión nuclear cruzaron el 18 de junio por el canal de Suez desde el Mediterráneo en dirección al Golfo Pérsico con el fin de reforzar a otras decenas de naves militares que tienen su asiento en dicho mar.


Arabia Saudita estaría autorizando a Israel para que sus bombarderos sobrevolaran ese territorio por un corredor. En la frontera occidental de Irán se encuentra Irak donde unos 180 mil soldados de EEUU y sus aliados ocupan dicho país con grandes aeródromos. Al Oriente Irán tiene frontera con Afganistán, es decir otro país ocupado por las tropas occidentales.


En el norte se encuentra Azerbaiján país ex República Soviética quién ha ofrecido sus aeródromos a los aviones de EEUU. Es decir, además de las naves en el Golfo Pérsico, Irán está virtualmente rodeado para ser destruido desde el aire y arrasadas sus costas por la marina.


En la Military Review, revista especializada del ejército de EEUU, uno de los sociólogos más influyentes de ese país e incondicional apologista del Estado de Israel, Amitai Eztioni, publicó el artículo “Un Irán con armas nucleares ¿puede ser disuadido?”. La respuesta del articulista es negativa, lo cual corresponde al clima de opinión de la derecha norteamericana, del complejo militar-industrial, de altos sectores de la administración Obama y muy espacialmente del Pentágono.


El mismo sociólogo señaló al periódico israelí Haaretz que Irán pretende construir un arsenal nuclear y eso es inaceptable. La única opción es un ejemplarizador ataque militar y, es preferible desatarlo un mes antes y no diez días después de que Irán disponga de la bomba atómica”.


En su artículo, insiste en señalar: “que cualquier otra alternativa debe ser descartada: la diplomacia fracasó; las sanciones de la ONU carecen de eficacia; bombardear las instalaciones nucleares no cambiaría muchos las cosas porque, según declaraciones del Secretario de Defensa -de EEUU- Robert Gates, lo único que se lograría sería retrasar el avance del proyecto atómico iraní por tres años; y, por último, la disuasión no funciona con "actores no racionales" como el actual gobierno de Irán”…


”Por consiguiente -agrega- lo único realmente eficaz es destruir la infraestructura de Irán para imposibilitar la continuación de su programa nuclear”. (citado de Atilio Borón, Kaosenlared.org. 27.06.2010).


Irán es un país que dispone de algunos recursos para repeler la agresión. Los Guardianes de la Revolución, cuerpo de elite del gobierno iraní, han movilizado a sus tropas y entre ellos medios navales, afirmando disponer de mil lanchas misileras en las costas del Golfo Pérsico para repeler los ataques y también de numerosos cohetes de largo alcance. Esto, al parecer, no sería equivalente a la invasión de Irak donde la resistencia fue posterior a la ocupación militar de EEUU.


Una confrontación aguda en el mar sería acompañada de intensos bombardeos especialmente a la infraestructura iraní. No será posible la ocupación del país por su extensión y complejidad territorial además por la capacidad militar de su población, pero arrasarlo por aire permitiría atrasar su desarrollo por decenios con enormes pérdidas en vidas cuya magnitud es imposible determinar.


En este proceso la escalada puede llegar al empleo de armas nucleares que garantizarían más que ningún otro medio el liquidar la infraestructura; nadie puede negar esta posibilidad en la medida que EEUU e Israel, su principal aliado en la aventura, se vean entrampados y sufriendo pérdidas permanentemente.


Tampoco podemos negar la posibilidad de que los agredidos dispongan de recursos nucleares para repeler la agresión.


La situación es de por sí muy grave y su escalada podría llevarnos a una situación sin retorno tenida cuenta que los principales países asiáticos del entorno, Rusia, China, Pakistán, y la India, son potencias nucleares y tienen que ver con la situación de ese país del centro del continente.


El pretexto: la concentración de uranio

El argumento para las sanciones y el posterior ataque es el enriquecimiento del material radioactivo través de centrifugadoras.


El mineral de uranio que se extrae de las minas del país demanda, para fines de generar electricidad en los reactores nucleares o bombas nucleares, un tipo de producto radioactivo denominado Isótopo 235 del Uranio el cual se encuentra en un 0,7% dentro del uranio contenido en el mineral. (1).


La obtención de este isótopo se realiza por medios químicos y mecánicos en centrifugadoras. La concentración de Uranio 235 destinado a reactores nucleares con fines pacíficos es de 3 a 5%, pero en el caso de bombas nucleares es de aproximadamente 80 %.


La concentración no es aceptada por EE.UU. e Israel señalando que dicho país está concentrando el producto hasta niveles que le permitirían construir una bomba nuclear. A esta política se han plegado países europeos los cuales son a su vez potencias nucleares al igual que EEUU e Israel. El gobierno iraní ha señalado que el uranio será de baja concentración y se destinará a sus centrales eléctricas nucleares.


La acción legal para justificar el ataque.

A instancias de EEUU y los miembros europeos, el Consejo de Seguridad de Naciones Unidas por 12 votos a favor y 2 en contra de Turquía y Brasil, y con el voto favorable de los 5 miembros permanentes del Consejo, Rusia y China entre ellos, acordó nuevas sanciones salvo que Irán suspenda la centrifugación de su uranio bajo la vigilancia estricta de los demandantes: EEUU entre ellos.


Las sanciones establecen la prohibición de otorgarle a Irán recursos militares por terceros países y los medios para fabricarlos; inspeccionar todos los barcos y aviones que pudieran transportarlos; bloquear las transacciones comerciales y bancarias de todos los individuos y empresas sospechosas. En el fondo la revisión de barcos y el bloqueo comercial quedan al arbitrio del demandante quienes, por la política agresiva de EEUU e Israel, van a revisar todos los barcos con destino a los puertos de Irán, para ello dislocaron la flota en el Golfo Pérsico. Es el detonante pues Irán no acepta que se revisen sus barcos.


Barack Obama dio curso el 1ero de julio a las medidas unilaterales acordadas por el congreso de EE.UU a mediados del mes pasado, ellas son: Sanciones en contra de firmas que vendan petróleo refinado a Irán y en contra de instituciones financieras que hagan negocios con la Guardia Revolucionaria Iraní.


Los bancos que hagan negocios ingresarán a una lista negra y se les bloqueará el ingreso al sistema financiero norteamericano. Pero el golpe más duro es la prohibición de hacer negocios con unas 20 compañías relacionadas con el petróleo. En el fondo cualquiera que haga negocios con Irán será sancionado, lo de la Guardia es sólo una figura.


La Unión Europea ya había establecido sanciones a mediados del mes pasado con acciones más duras a las adoptadas anteriormente por las Naciones Unidas. Las sanciones apuntan a prohibir nuevas inversiones, asistencia técnica, transferencia de tecnología y equipamientos y servicios en el sector del petróleo y el gas.


¿Qué hay detrás del bloqueo y ataque?

Detrás de las sanciones por la concentración de uranio y la posibilidad de construir bombas nucleares se esconden los reales intereses del imperio y sus aliados.


1. Irán, junto con los países de la zona producen un altísimo porcentaje de los hidrocarburos que se consumen en el mundo. Los consorcios petroleros de EEUU y Europa requieren controlar ese negocio. El complejo militar-industrial necesita liquidar stocks de armamentos activando la producción y ganancias especialmente en medio de la recesión cuya salida tardará años. Por otra parte, la rivera nororiente del Golfo Pérsico y en especial parte del Estrecho de Hormuz donde desemboca el Golfo, es territorio Iraní. Por dicho estrecho circula el 40 % del petróleo que se consume en el mundo producido por Irak, Kuwait, Emiratos, Arabia Saudita, Irán y otros. Un eficaz bloqueo a Irán puede detonar otros bloqueo a la salida del petróleo.


2. EEUU pretende controlar toda la zona. Hoy se encuentra empantanado en Irak y Afganistán sin, aparentemente, posibilidades de salir airoso. Irán se encuentra en el centro geográfico del conflicto por sus amplias fronteras con ambos países. La destrucción de Irán sería un golpe a las resistencias tanto de Irak como de Afganistán.


3. El control o la destrucción de Irán corresponde a una necesidad estratégica para EEUU en el devenir histórico. Dicho control tiene gran importancia geopolítica al encerrar a Rusia por el sur quién hasta hace poco era aliada de Irán. Actualmente crece la influencia de EEUU en varias de las ex repúblicas soviéticas, disponiendo allí de bases militares para la guerra de Afganistán.


4. Privar a la República Popular China de hidrocarburos para su desarrollo los cuales son importados principalmente desde Irán. Se estima que el año 2028 el PIB de China equivaldrá al de EEUU de continuar la actual tendencia de crecimiento, es decir, por primera vez una nación de gran dinámica de desarrollo alcanza a EEUU globalmente. El bloqueo o la destrucción de Irán y el control de la zona centro asiática buscarían, además, ralentizar el crecimiento chino obstaculizando sus demandas energéticas y también de recursos básicos.


5. Para Israel, la destrucción de Irán significaría una lección contundente para el mundo árabe, especialmente de Siria y Líbano, permitiendo el libre proceso de arrinconamiento del pueblo palestino, arrebatándoles nuevas tierras hasta su total desaparición. El objetivo del sionismo es completar el “gran Israel” cuyas fronteras van más allá que los actuales límites de Israel y Palestina juntos.

Nota: (1) El enriquecimiento del Uranio es el proceso al cual es procesado el uranio natural para obtener el isótopo 235U conocido como uranio enriquecido. El contenido porcentual de 235U en el uranio natural ha sido incrementado a través de un proceso de separación de isótopos. El uranio natural se compone principalmente del isótopo 238U, con una proporción en peso de alrededor del 0,7 % de 235U. Puesto que los diferentes isótopos del uranio son químicamente indistinguibles, ya que la corteza electrónica de todos ellos tiene la misma estructura, es necesario aprovechar las diferencias en propiedades físicas como la masa. (Wikipendia, modificada el 29 de junio de 2010)

Irán y sus fronteras


original en: Red Diário Digital